Donald Trump paralisa mais de US$ 450 milhões de dólares para universidade de Harvard

O governo do presidente Donald Trump informou nesta terça-feira (13) que as verbas direcionadas à universidade de Harvard seriam suspensas devido às práticas contrárias que estão ocorrendo na instituição. Recurso congelado pelo governo, é superior a US$ 450 milhões de dólares. Vale ressaltar que a faculdade já teria perdido US$ 2,2 bilhões de dólares.

Segundo a declaração enviada pela agência Associated Press ao centro educacional, Harvard perderá oito bolsas de agências federais.

“Há um problema sinistro no campus de Harvard e, ao priorizar o apaziguamento em detrimento da responsabilização, os líderes da instituição perderam o direito de a universidade receber suporte [com dinheiro] dos contribuintes”, dizia a carta.

A universidade ainda não se pronunciou sobre o novo corte.

Harvard vs. Governo Trump

Não é de agora o conflito entre a instituição e o governo americano, que vem pressionando a universidade a aceitar as novas ordens ideológicas do atual presidente.

Na semana passada, o setor de educação de gestão de Trump informou à instituição que os fundos que seriam liberados para futuras bolsas de pesquisa e os financiamentos voltados para outras áreas estariam interrompidos até que a faculdade aceite as novas regras exigidas pelo governo.

Os motivos seriam para combater o antissemitismo, revogar políticas destinadas ao perfil racial dos alunos e adotar medidas sobre as acusações do governo de que o centro universitário renunciou ao plano de “excelência acadêmica” por conta do baixo número de contratação de professores conservadores.


Donald Trump em discurso (Foto: Reprodução/Andrew Harnik/Getty Images embed)


Corte de 2,2 bilhões de dólares

Esse não foi o único prejuízo para a universidade, pois no mês passado, a faculdade comunicou por meio de uma carta que não cederia às novas ordens exigidas pelo atual governo, que propunham uma reforma na gestão de liderança da instituição.

Além da aplicação de políticas de admissão de alunos e a contratação de funcionários, que, conforme o governo, deveriam ser baseados por mérito, uma revisão dos corpos docente e discente, e da organização administrativa da faculdade em relação à diversidade.

Em retaliação, o presidente Donald Trump divulgou o bloqueio de US$ 2,2 bilhões para bolsas plurianuais e US$ 60 milhões direcionados a contratos plurianuais. A instituição entrou com uma ação para revogar a paralisação realizada pelo governo.

Vale lembrar, que o presidente ameaçou revogar a isenção fiscal do centro universitário e a permissão que garante a admissão de estudantes estrangeiros na universidade.

Arábia Saudita prepara recepção para presidente Donald Trump nesta segunda-feira em Riade

Riade, capital da Arábia Saudita, amanheceu nesta segunda-feira (12) com as ruas repletas de bandeiras dos Estados Unidos com as bandeiras do país. Riade será palco de uma visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país saudita nesta terça-feira (13). O itinerário da visita de Trump inclui ainda paradas no Catar e Emirados Árabes Unidos.

O itinerário da visita

O presidente americano tem desembarque previsto para esta terça-feira na Arábia Saudita, e a visita do republicano deve se estender até sexta-feira (16). No período, Trump também irá passar por países como Catar e, em sequência, seguirá viagem para os Emirados Árabes Unidos. 

Os objetivos

Essa visita aos estados do Golfo tem o objetivo de tratar com o príncipe da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, sobre negócios. Recentemente, o príncipe deixou claro suas intenções de investir nos EUA, a fim de ampliar a rede de investimentos e comércio com os americanos. Nos últimos anos, os Estados Unidos estão avançando em relação à dependência das exportações de petróleo saudita, porém o país árabe ainda depende do sistema de defesa americano.


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comenta sobre interesse da Arábia Saudita em investir em território americano. (Vídeo: reprodução/X/@DiretoDaAmerica)

Segundo o pesquisador do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos do Bahrein, Hasan Alhasan, Trump vê com bons olhos todo o investimento que deve ser feito pelos sauditas e entende que os estados do Golfo atentem a todos os requisitos. Mohammed Al-Jadaan, ministro das finanças da Arábia Saudita, enxerga um cenário otimista com a nova administração de Trump e acredita em um plano de transformação econômica de longo prazo.

Desvincular a economia saudita da economia do petróleo é toda a ideia por trás da Saudi Vision 2030.”

Por trás desta negociação também há o interesse de consolidação dos países do Golfo como parceiros indispensáveis para a segurança e economia dos EUA, atraindo para si o máximo de benefícios desta parceria.

Programa de vistos “Gold card” esta em testes conforme Elon Musk informou

Estando com a responsabilidade de cuidar do departamento de eficiência governamental (Doge), Elon Musk informou por um post nas redes sociais sobre o “Gold Card”. O foco é para que o sistema funcione de maneira justa para todos. Conforme informado pelo dono do X, a intenção é que o programa se inicie, após o término da fase de testes. Este novo visto, que vale US$ 5 milhões de dólares, vem com o intuito de trazer novos benefícios adicionais, como a isenção de pagamento de impostos relacionados a rendas no exterior, segundo o informado pela revista Newsweek.

Programa Gold Card

O então presidente atual dos EUA propôs este novo visto, com o intuito de substituir o anterior. O EB-5, sendo ele o programa atual que se tornará o Gold Card no futuro, pelo qual as pessoas que solicitavam precisavam pagar em torno de US$ 100 mil dólares até 200 mil, em taxas de cidadania e imigração nos EUA. Agora será investido em torno de 800 mil a 1 milhão para haver a criação de pelo menos de 10 mil empregos. Ainda se terá, com essa mudança, uma melhora no processo de imigração do país. Essas alterações começaram a acontecer em breve mediante testes.


Donald Trump e Elon Musk conversando no UFC no dia 12 de abril de 2025 (foto: reprodução/Megan Briggs/Getty Images Embed)


Estrangeiros nos EUA

O portal do Wired, divulgou na última quarta-feira(7), que o DOGE(Departamento de eficiência governamental), iniciou a implementação da infraestrutura digital, tendo como objetivo de iniciar o novo programa, apesar da Casa Branca, não ter divulgado oficialmente o início dessas mudanças, ainda assim alguns residentes que são estrangeiros que vivem no país, estão sendo questionados se obtiveram um visto “Trump Card”.

Trump prometeu deportações em massa durante sua campanha, e está no momento buscando cumprimento das promessas feitas nesse período. Ainda não se tem uma data oficial para anunciarem oficialmente o Gold card.

Novo pontífice, papa Leão XIV ilustra capa da revista Times

Robert Prevost, o papa Leão XIV, será foto de capa da revista Time. A foto foi registrada no momento em que o pontífice apareceu na sacada da Capela Sistina, após assumir a posição de líder da Igreja Católica.

Na página da Time, a revista descreve a fotografia: “O recém-ungido Papa Leão XIV chegou à sacada trajando uma batina branca, encimada por uma capa vermelha com detalhes em arminho e envolta por uma faixa bordada a ouro. Ele juntou as mãos em oração e sorriu enquanto a multidão gritava seu nome e “Viva La Papa!”


Foto do papa Leão para a capa da revista Time (Foto: reprodução/Instagram/time)


Quem é o papa Leão XIV?

Robert Prevost, de 69 anos, é natural de Illinois, no estado americano de Chicago. Ele foi missionário no Peru de 2014 a 2023. No país, ele viveu a maior parte do tempo na cidade de Trujillo. Depois, foi nomeado bispo de Chicago. Leão XIV possui desde 2015 cidadania peruana.


Papa Leão XIV faz seu primeiro discurso no Vaticano (Foto: reprodução/Tiziana FABI/AFP)

O novo pontífice também tinha viagem marcada ao Brasil antes do conclave. Ele já veio ao país para visitar o colégio Agostiniano Mendel, na Zona Leste de São Paulo.

Um papa americano

Alguns dias antes do conclave, havia preocupação sobre a influência dos Estados Unidos na escolha do novo papa. A ala conservadora da igreja católica do país, que era oposta ao papa Francisco (2013-2025), buscava um nome mais conservador e rejeitava a visão liberam e as reformas implementadas pelo pontífice anterior.

Apesar de ser americano, o papa Leão é considerado reformista e não se alinha às prioridades de Donald Trump ou da parcela católica conservadora dos Estados Unidos. Espera-se que o novo pontífice dê continuidade a visão de seu antecessor.

O papa Francisco tinha uma relação com o presidente Donald Trump e membros do alto escalão do governo dos Estados Unidos marcada por tensão e discordâncias tanto em questões políticas quanto eclesiásticas.

Após o resultado do conclave, Trump parabenizou Prevost e disse que a eleição do primeiro papa americano foi “uma grande honra”.

Meta começa a recrutar agentes de segurança americanos para entrar no meio militar

A Meta tem como um dos seus grandes objetivos atualmente, engajar nos processos militares. Tendo lançado recentemente a sua IA, a empresa está entrando em contato com oficiais de segurança nacional dos EUA e também ex-funcionários do Pentágono, para tentar vender suas tecnologias e serviços aos militares.

Esse interesse no militarismo americano vêm desde o início da posse de Trump, em que Mark Zuckerberg esteve presente e mantém contato contínuo com o presidente.

A Meta, empresa do bilionário Mark Zuckerberg, criou recentemente a sua IA, utilizando o modelo Llama 4, e está buscando meios diferentes para utilizá-la. Atualmente, ela busca utilizar a tecnologia para auxiliar os militares dos Estados Unidos.

A Meta e os militares

A empresa está, então, entrando em contato com oficiais de segurança nacional, assim como ex-funcionários do Pentágono, para que eles possam ajudá-la a vender seus recursos de realidade virtual e IA, para o governo federal. Essa medida já está sendo adotada por outras companhias que possuem seus próprios sistemas de IA, como o Google e o OpenAI.


Mark Zuckerberg no Breakthrough Prize Ceremony (Foto: reprodução/Craig T Fruchtman/Getty Images Embed)


Tendo alguns lobistas em Washington há muito tempo, a Meta ainda possui algumas vagas disponíveis, para que possam reforçar o seu sistema de contato com os americanos, visando garantir contratos governamentais lucrativos.

Em janeiro deste ano, a empresa de tecnologia contratou o ex-conselheiro de Trump, Francis Brennan, para ser o principal agente de comunicação estratégica em Washington e recentemente também contratou um ex-funcionário de uma agencia federal, que trabalhou nela durante décadas. A Meta se recusou a fazer qualquer comentário sobre o assunto.

A aproximação com Trump

O empresário Mark Zuckerberg vêm se aproximando bastante de Donald Trump. Após o político assumir a posse do governo americano, Zuckerberg adotou alguns de seus pedidos em relação às redes sociais de sua empresa, como o Facebook e o Instagram.

Algumas dessas mudanças, foi o processo de demissão da equipe de verificadores de fatos do Facebook, pois Trump alegava que os conservadores eram punidos injustamente por conta da equipe, e também a eliminação da equipe de diversidade da empresa.


Donald Trump na Casa Branca (Foto: reprodução/Bonnie Cash/UPI/Bloomberg/Getty Images Embed)


Trump inicialmente chegou a desprezar o dono da Meta, porém após ele demonstrar um apoio ao atual presidente dos EUA, ele considerou que valia à pena manter essa aliança.

Revelado o posicionamento de Trump e do Papa Francisco sobre as IAs

Recentemente, foi compartilhada uma imagem gerada por inteligência artificial, mostrando o presidente dos EUA, Donald Trump, com as vestimentas de Papa, no perfil da Casa Branca. Apesar de ter negado envolvimento no feito, o americano já vinha utilizando a IA em sua campanha à presidência, no ano passado. O Papa Francisco havia previamente opinado sobre o uso desta tecnologia, apontando-a como uma interessante ferramenta, que deve ser manuseada com muita responsabilidade.

A visão de Trump

Nestes últimos dias, com as discussões sobre o novo conclave, no Vaticano, que acabou elegendo Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, haviam muitas discussões sobre quem seria o novo pontífice. Em meio a esses debates, o perfil oficial da Casa Branca, no X, postou uma imagem gerada por inteligência artificial, que mostrava o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vestido como um Papa. Essa postagem gerou polêmica, por conta da associação do político, com uma figura religiosa. Trump, no entanto, afirmou que não teve qualquer tipo de envolvimento na postagem, e que foi feita simplesmente como uma brincadeira.


Imagem de Donald Trump de Papa, gerada por IA (Foto: reprodução/X/@OuncesApp)

Esse caso não é o primeiro onde vemos Trump ligado com as IAs, visto que ele comumente utiliza da tecnologia para se projetar nas redes sociais. Um caso famoso desse usa, foi durante sua campanha à eleição para presidente dos EUA, no ano passado, quando Donald postou vídeos fakes de celebridades apoiando o Partido Republicano, como Taylor Swift.

A visão do Papa Francisco

O falecido Papa Francisco também se manifestou sobre o uso das IAs, antes de sua morte, em abril deste ano. Após ser vítima de deepfakes que viralizaram, no ano de 2023, ele afirmou sobre como a tecnologia pode ser perigosa para a humanidade.


Imagem do Papa Francisco gerada por IA (Foto: reprodução/X/@PopBase)

Ele afirma sobre o quão incrível e cheia de possibilidades a inteligência artificial é, uma ferramenta que permite ao humano criar inúmeras coisas, com grande facilidade e eficiência. Porém que também deve vir com uma enorme responsabilidade, visto que a IA pode se tornar um perigo para os humanos, caso saia do controle e seja usada para o mal.

A imensa expansão da tecnologia deve ser acompanhada por uma adequada formação da responsabilidade pelo seu desenvolvimento. A liberdade e a convivência pacífica ficam ameaçadas quando os seres humanos cedem à tentação do egoísmo, do interesse próprio, da ânsia de lucro e da sede de poder.”, declarou Francisco, antes de sua morte.

Antes de falecer, o pontífice deixou uma mensagem para os líderes globais, alertando sobre a responsabilidade que têm em mãos.

Bitcoin ultrapassa US$ 100 mil impulsionado por acordo comercial entre EUA e Reino Unido

O bitcoin superou nessa quinta-feira (08) a marca de US$ 100 mil (R$ 567 mil) pela primeira vez desde o início de fevereiro, impulsionado por um acordo comercial entre Estados Unidos e Reino Unido. A valorização da maior criptomoeda do mundo ocorre em meio a sinais de trégua na guerra comercial promovida pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Por volta do início da tarde, o bitcoin era negociado a US$ 101,3 mil (R$ 577,6 mil), com alta diária de 4,7%. Com isso, volta a registrar valorização no acumulado do ano, ainda que permaneça abaixo do recorde histórico de mais de US$ 109 mil (R$ 621,3 mil) registrado em janeiro.

O ether, criptomoeda ligada à rede Ethereum, também teve forte alta: avançou 14% no dia, alcançando US$ 2.050,46 (R$ 11.688,62), seu maior valor desde o fim de março.

Acordo com o Reino Unido dá novo fôlego ao mercado


O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, se encontrou com Trump (Foto: reproduçõa//Truth Social/@realDonaldTrump)

O avanço do bitcoin foi impulsionado pelo anúncio de um “acordo histórico” entre Trump e o primeiro-ministro britânico Keir Starmer. Pelo pacto, os Estados Unidos manterão a tarifa de 10% sobre produtos britânicos, enquanto o Reino Unido reduzirá suas tarifas de 5,1% para 1,8% e abrirá mais espaço para a entrada de produtos norte-americanos.

Este é o primeiro acordo comercial desde que Trump reassumiu a presidência, em janeiro, reacendendo uma guerra tarifária com diversos parceiros comerciais. A sinalização de maior cooperação com aliados estratégicos, como o Reino Unido, ajudou a aliviar tensões no mercado e estimular ativos de maior risco, como as criptomoedas.

Mercado recupera parte das perdas recentes

Após forte queda entre fevereiro e abril — período em que o bitcoin chegou a ser negociado em torno de US$ 74 mil (R$ 421,8 mil) — o atual movimento de alta é visto como uma retomada significativa. “A recuperação para acima dos US$ 100 mil deve ser considerada uma das façanhas mais impressionantes do bitcoin. É um lembrete de que comprar no auge do medo pode ser extremamente lucrativo”, afirmou Antoni Trenchev, cofundador da plataforma de ativos digitais Nexo.

O mercado cripto havia recuado fortemente após o anúncio, em abril, de novas tarifas generalizadas por Trump, o que levou investidores a migrar para ativos considerados mais seguros. A percepção de que a Casa Branca pode adotar uma postura mais equilibrada nos próximos meses impulsionou o apetite por risco nesta semana.

Apesar do otimismo, algumas criptomoedas ainda não se recuperaram com a mesma força. O ether, por exemplo, permanece cerca de 50% abaixo de suas máximas históricas registradas no fim de 2024.

Trump intensifica críticas a Jerome Powell após Fed manter juros

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou nesta quinta-feira (data fictícia) suas críticas ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, após a decisão do banco central americano de manter inalterada a taxa básica de juros. Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump chamou Powell de “tolo” e voltou a pressionar por um corte nos juros, afirmando que isso funcionaria como “combustível de avião” para impulsionar a economia.

Trump crítica o Powell

Na véspera, como amplamente esperado pelos mercados, o Federal Reserve decidiu manter a taxa de juros na faixa entre 4,25% e 4,50%, onde está desde dezembro. Em coletiva de imprensa, Powell indicou que o banco central prefere aguardar mais clareza sobre os efeitos das tarifas e do atual cenário econômico antes de tomar novas medidas. Segundo ele, ainda não há sinais consistentes de alta na inflação ou no desemprego, o que permite uma abordagem mais paciente — mas com disposição para agir de forma agressiva, se necessário.

“Jerome Powell é um TOLO que não tem a mínima ideia”, escreveu Trump. “O petróleo e a energia caíram muito, quase todos os custos (mantimentos e ovos) caíram, praticamente SEM INFLAÇÃO…”, afirmou, contrariando os dados e a visão mais cautelosa do Fed.

Trump, por sua vez, adotou tom confrontador e sugeriu que entende mais de política monetária do que o próprio presidente do Fed. “Não sou um grande fã de Powell”, disse. Ele também insinuou que o chefe do banco central estaria agindo por motivos pessoais: “Ele não está apaixonado por mim”, ironizou.

A relação dos dois tem sido conturbada desde 2018


Jerome Powell Presidente do Fed (Foto: reprodução/ Sarahbeth Maney/The New York Times)

A relação entre Trump e Powell tem sido conturbada desde que o ex-presidente o nomeou para o cargo, em 2018. Nas últimas semanas, Trump chegou a ameaçar demitir Powell, embora depois tenha recuado. A possibilidade de interferência na independência do banco central chegou a preocupar investidores, provocando quedas nos mercados de ações e títulos.

Questionado sobre os ataques de Trump, Powell preferiu não comentar. Limitou-se a dizer que pretende cumprir seu mandato, que termina em aproximadamente um ano.

Suprema Corte dos EUA autoriza a proibição da entrada de militares transgêneros

A medida tomada nessa terça-feira (6) permite que os estados individuais proíbam pessoas trans de servirem nas Forças Armadas. A decisão também impede que novos recrutas transgêneros ingressem no serviço militar. Isso representa uma vitória para legisladores conservadores que defendem restrições ao serviço militar de indivíduos trans, além de demonstrar a tentativa do presidente norte-americano em outras autorizações A comunidade LGBTQIAPN+ vem sendo um dos principais alvos das políticas de Trump e despertando alerta.

Entenda a execução da medida

A resolução não estabelece uma regra nacional, mas abre caminho para que estados como Texas e Flórida, que já possuem leis similares, mantenham suas proibições.

O caso chegou à Suprema Corte após uma série de batalhas judiciais envolvendo a política de inclusão de transgêneros no Exército. Nos mandatos anteriores de Donald Trump, a Suprema Corte já havia autorizado proibições semelhantes. Entretanto, a proibição foi revogada pelo ex-presidente Joe Biden.


—Suprema Corte dos EUA autoriza Trump a proibir militares trans. (Vídeo: reprodução/CNN Brasil/Youtube)


Impacto nos militares em serviço

De acordo com o memorando interno, militares que apresentem sintomas de disforia de gênero ou possuam um diagnóstico atual serão submetidos a processos de desligamento. Tal disforia é definida como o sofrimento psicológico que um indivíduo sente quando sua identidade de gênero difere do seu gênero designado ao nascimento. O Pentágono confirmou que não permitirá a entrada de novos membros trangêneros em nenhum ramo militar.

Um estudo de 2018 da RAND Corporation estimou que cerca de 14 mil militares transgêneros serviam nas Forças Armadas dos EUA. No entanto, o número atual é incerto, já que políticas anteriores variaram entre administrações.

A decisão foi celebrada por grupos conservadores, porém três integrantes liberais da Suprema Corte a criticaram publicamente. A administração federal ainda pode contestar as leis estaduais, mas, por enquanto, a medida fortalece a autonomia dos estados em regulamentar o serviço militar.

Trump condena ataque indiano ao Paquistão e diz: “É uma vergonha”

O presidente americano Donald Trump, na última terça-feira (06), classificou como “vergonhoso” o ataque do governo indiano ao Paquistão, em disputa pela região da Caxemira, no Sul da Ásia.

Em entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump declarou que a ação era esperada e que “sabia que isso ia acontecer e aconteceu”. Apesar de avaliar que os dois países, Índia e Paquistão, se confrontam há muito tempo, pediu para que o conflito acabasse logo.

O Secretário de Estado, Marco Rubio, utilizou suas redes sociais para informar que está monitorando de perto a situação entre os dois países, além de manifestar apoio aos comentários do presidente Donald Trump .


Publicação do Secretário de Estado Marco Rubio sobre a situação entre Índia e Paquistão (Foto: reprodução/X/@SecRubio)

O Departamento de Estado dos EUA informou que na tarde de ontem, terça-feira (06), entrou em contato com conselheiros de segurança indianos e paquistaneses pedindo para que evitassem um conflito em grande escalada. 

Ataques recentes

Em 22 de abril (2025), na cidade turística de Pahalgam, no estado indiano de Jammu, um ataque atribuído a rebeldes paquistaneses, matou 26 civis em um resort. A região é conhecida por suas belezas naturais e por ser um importante santuário hindu. Milhares de turistas procuram a região em busca de turismo religioso. 

O ataque, condenado pela comunidade internacional, gerou forte comoção indiana e promessa de retaliação por parte do governo de Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia.


Declaração do primeiro-ministro indiano Narendra Modi (Vídeo: reprodução/Instagram/@narendramodi)


Em sua fala, Modi, declara que a Índia identificará, punirá e perseguirá os responsáveis pelo ataque em Pahalgam “até os confins da Terra”. 

A partir de então, os conflitos entre Paquistão e Índia, em disputa pela região da Caxemira, se intensificaram. Fazendo com que Narendra Modi, buscasse apoio junto ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), para que uma possível retaliação contra o Paquistão, por parte da Índia, fosse considerada um “caso de legítima defesa”

À época, o primeiro-ministro indiano informou que suspendeu sua participação no “Tratado das Águas do Ìndo”, assinado em 1960, e tanto Índia quanto Paquistão expulsaram a delegação diplomática, indiana e paquistanesa, de seus países.

Águas do Indo

O rio Indo e a região da Caxemira estão interligados e são de suma importância para a economia agrícola tanto da  Índia quanto do Paquistão. É a principal fonte fluvial e se inicia no Tibete, cortando a região da Caxemira, até desembocar no Mar da Arábia. Além da importância agrícola, também é fonte geradora de energia para os dois países. 

A disputa pela região da Caxemira, iniciada em 1947, tem desencadeado conflitos armados, ataques e crise diplomática entre governos indianos e paquistaneses por décadas. E, consequentemente, a disputa pelo domínio das Águas do Indo, tem gerado grandes tensões na região. 


Foto auxiliar: Rio Jhelum, um dos afluente do Rio Indo, em Muzaffarabad, capital da Caxemira (Foto: reprodução/Farooq Naeem /AFP/Getty Images Embed)


Na tarde de ontem, terça-feira (06), o primeiro-ministro Narendra Modi informou que criará barragens para desviar as águas do Rio Indo, que nascem em seu território para não chegarem até o Paquistão. 

Essa ação, por parte de Modi, foi vista pela comunidade internacional como uma forma de utilizar a “água” como “arma de guerra”, uma vez que, ao impedir que o Paquistão seja abastecido pelas águas do Indo, a Índia afeta a economia agrícola e energética do país vizinho, afetando a população paquistanesa.

Operação SINDOOR

O ataque com mísseis desta terça-feira (06), da Índia contra o Paquistão, denominado de “Operação SINDOOR” e, condenado pelo presidente americano Donald Trump, atingiu nove alvos paquistaneses na região da Caxemira administrada pelo Paquistão. 


Publicação do Exército indiano sobre a “Operação SINDOOR” (Vídeo: reprodução/X/@adgpi)

Governantes globais, principalmente da Ásia e da Europa estão em alerta, uma vez que tanto a Índia, quanto o Paquistão possuem armas nucleares, podendo elevar este conflito regional para uma escalada de conflitos globais em disputas por territórios, desestabilizando a Paz mundial.