Bill Gates faz doação sigilosa de 50 milhões de dólares para apoiar Kamala Harris

Bill Gates, fundador da Microsoft e uma das figuras mais influentes no campo da filantropia global, fez uma doação de 50 milhões de dólares para uma organização que apoia a candidatura presidencial da vice-presidente Kamala Harris. A decisão marca uma virada em sua postura política, historicamente neutra, e revela sua preocupação com o futuro político dos Estados Unidos.

Em declarações privadas, Gates expressou receio sobre o impacto de um possível segundo mandato de Donald Trump, destacando a relevância dessa eleição para questões globais como mudanças climáticas e saúde pública. A doação, mantida em sigilo, foi feita à Future Forward, organização que arrecada fundos para Harris.


“Eleição diferente” admite Bill Gates (Foto: Reprodução / X / OGlobo)

A mudança de postura política de Bill Gates

Após anos evitando o envolvimento direto com campanhas eleitorais, Bill Gates surpreendeu ao fazer uma doação significativa para uma organização que apoia a candidatura de Kamala Harris à presidência dos Estados Unidos. Segundo fontes próximas ao bilionário, a doação foi feita para a Future Forward USA Action, uma organização sem fins lucrativos que apoia a campanha de Harris, mas sem divulgar publicamente seus doadores por questões legais.


Kamala Harris, candidata à presidência dos Estados Unidos ( Foto: Reprodução/JN)

Essa contribuição representa uma mudança notável na abordagem política de Gates, que, até então, evitava grandes doações políticas com o objetivo de manter sua credibilidade com administrações de diferentes espectros políticos, tanto nos EUA quanto no exterior. Contudo, as circunstâncias desta eleição, especialmente com a possibilidade de um segundo mandato de Donald Trump, parecem ter motivado Gates a rever sua postura.

Preocupação com o futuro global

Em comunicações privadas com amigos e outros bilionários, Gates expressou apreensão com o futuro do país e com os impactos globais de uma possível reeleição de Trump. Entre as questões que mais preocupam o fundador da Microsoft estão a continuidade de políticas de saúde pública, o combate às mudanças climáticas e a preservação de programas de planejamento familiar.

A Fundação Bill & Melinda Gates, que trabalha em diversas frentes globais, incluindo o desenvolvimento de vacinas e a erradicação da pobreza, poderia enfrentar dificuldades com o retorno de Trump ao poder, já que o ex-presidente demonstrou interesse em cortar fundos para programas internacionais. Além disso, Gates acredita que o atual governo Biden-Harris tem desempenhado um papel positivo no avanço de políticas climáticas e de saúde pública, o que pode ter sido um fator decisivo para sua doação.

Israel se prepara para atacar alvos militares do Irã antes das eleições dos EUA, afirma jornal

Israel está planejando uma retaliação militar contra alvos do Irã antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. O ataque seria uma resposta ao bombardeio com mísseis iranianos que atingiu o território israelense em 1º de outubro. A ofensiva teria como objetivo alvos militares iranianos, evitando instalações nucleares e de petróleo, o que poderia desencadear um conflito de maiores proporções, de acordo com autoridades americanas.

Resposta calibrada para evitar escalada

Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que a intenção de Israel é realizar uma ação militar “calibrada” para evitar uma guerra total com o Irã. O ataque, com alvos limitados e focado em evitar uma escalada maior, foi discutido em uma conversa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA, Joe Biden, na semana passada.

A decisão de focar em alvos militares, e não em estruturas mais sensíveis como as nucleares, aliviou preocupações dentro do governo americano, que tenta evitar um conflito de larga escala no Oriente Médio. Desde o ataque de mísseis, as tensões entre Israel e o Irã aumentaram, especialmente por conta do envolvimento de grupos armados aliados de Teerã, como o Hezbollah.


Joe Biden e Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/Miriam Alster/G1)

Temor de guerra entre Israel e Irã

O governo israelense teme que uma retaliação mal calculada, especialmente contra instalações nucleares ou de petróleo do Irã, poderia gerar uma resposta iraniana capaz de arrastar outras potências globais para o conflito. O presidente Biden já expressou sua oposição a ataques desse tipo, que poderiam provocar uma guerra ampla na região.

Israel, no entanto, reiterou que sua resposta será “letal, precisa e surpreendente”, segundo Yoav Gallant, ministro da Defesa de Israel. O Irã, por sua vez, prometeu represálias caso seja alvo de ataques diretos, aumentando os temores de uma guerra entre os dois países.

Apesar das preocupações americanas com a instabilidade da região, Biden afirmou que apoia as ações israelenses contra alvos iranianos aliados, como o Hezbollah e o Hamas. Contudo, o presidente tem alertado para os riscos de uma escalada maior que envolva outros países no conflito.

Biden responde coletiva de imprensa e demonstra declínio de cognição

Com muita represália, após o debate de Joe Biden contra Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos teve uma nova chance de provar aos eleitores norte-americanos que é passível de ser escolhido para continuar na presidência em uma coletiva de imprensa.

Embora a entrevista coletiva tenha sido como uma hora de testes cognitivos do democrata, Biden deixou claro que não irá desistir da candidatura à reeleição e afirma: “sou o mais qualificado para o trabalho“.

O atual presidente conseguiu discorrer com fluidez em temas difíceis, mas cometeu gafes e ainda sussurrou para responder algumas perguntas. O clima estava marcado pelo constrangimento dos espectadores.


Biden enfrenta imprensa coletiva (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Desempenho pós-debate

Apesar de ter cometido algumas gafes, o desempenho do democrata com certeza superou o do debate catastrófico que aconteceu há duas semanas contra o Donald Trump. A preocupação é se o desempenho de Biden será o suficiente para reverter a opinião pública sobre o Partido Democrata.

As principais gafes, que já são marca registrada de Joe, foram percebidas com outra perspectiva – a do declínio cognitivo. Durante a coletiva, Biden se referiu a Kamala Harris como “vice-presidente Donald Trump”, logo após ter apresentado Volodymyr Zelensky como presidente Putin.

Agora, a opinião pública interpretou esses deslizes com uma certa dúvida a respeito da capacidade do democrata, com 81 anos, de presidir mais quatro anos os Estados Unidos.

Respostas do público

Mesmo com diversas tentativas de atenuar os danos causados pelo debate, ainda não foi possível reverter a opinião dos eleitores. Até mesmo apoiadores de Biden e do partido democrata insistem que ele deixe a corrida eleitoral.

George Clooney publicou um artigo opinativo no The New York Times em que deixa claro que apesar de ainda admirar Joe, não acredita que ele é mais o grande candidato que era em 2010 e, que apesar de ter vencido diversas batalhas ao longo de seu mandato, a batalha contra o tempo é invencível.

Outros famosos do público que são conhecidos apoiadores de Biden e do Partido Democrata deixaram claro que desejam que o democrata se retire da corrida para a presidência, acreditando que existem mais chances de vencer o Trump caso Biden desista. 

Casa Branca rejeita pedidos republicanos por gravações de depoimento de Biden


O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nesta quinta-feira (16), tomou medidas que impedem que os republicanos na Câmara dos EUA tivessem acesso a gravações de áudio de um depoimento do próprio Biden ao procurador especial Robert Hur a respeito da retenção de alguns documentos confidenciais.

Carta

Uma carta foi emitida aos presidentes dos comitês Judiciário e da Supervisão da Câmara dos Representantes pelo Departamento de Justiça e, o documento dizia que Biden havia reivindicado o privilégio executivo – doutrina jurídica que garante ao presidente a retenção de certas informações em circunstâncias específicas.


Procurador especial investiga documentos confidenciais do presidente (Vídeo: Youtube/UOL)

Essa solicitação do privilégio executivo pode ter como finalidade a proteção das comunicações confidenciais entre Joe e seus conselheiros, algumas deliberações internas do governo ou até mesmo informações críticas relacionadas à segurança nacional. 

Neste caso, o Departamento de Justiça buscava comunicar que Biden havia invocado o privilégio executivo a fim de proteger registros ou informações devido à investigação feita pelos comitês da Câmara dos Representantes. 

Na carta, também dizia que o presidente exigia o privilégio executivo sobre as gravações de áudio que o procurador Hur teve com o seu “ghostwriter”, Mark Zwonitzer. O ghostwriting é o processo pelo qual uma pessoa, conhecida como “ghostwriter”, é contratada para escrever um texto ou obra em nome de outra pessoa, que geralmente é creditada como o autor oficial do trabalho.

Conflito de interesses

O Comitê de Supervisão da Câmara se prepara para tomar medidas processuais ainda nesta quinta-feira (16) visando iniciar uma votação para decidir responsabilizar ou não Garland (procurador-geral dos EUA) por desacato ao Congresso ao se recusar a entregar as gravações de áudio. 

Garland nomeou Hur para investigar Biden no ano passado, querendo investigar a retenção de registros confidenciais desde a época em que Joe era vice-presidente de Obama. 

Hur se recusou a continuar com as acusações criminais e adicionou que Biden tinha sido cooperativo com a investigação, diferentemente do antigo presidente Donald Trump que bloqueou um inquérito similar durante seu governo e agora enfrenta acusações federais pela retenção de registros confidenciais.

Donald Trump envia petição à Suprema Corte dos EUA em defesa a imunidade presidencial

Nesta terça-feira (19), o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que agora disputa a presidência pelo Partido Republicano, enviou uma petição à Suprema Corte do país em defesa da “imunidade absoluta de processo criminal” de ex-presidentes por atos durante o mandato.

“O [cargo de] presidente não pode funcionar, e a própria Presidência não pode manter a sua independência vital, se o presidente enfrentar processo criminal por atos oficiais depois de deixar o cargo”, declara o ex-presidente no documento.

Após ter a tese rejeitada pelo Tribunal Federal dos EUA, Trump enviou a solicitação aos juízes da Suprema Corte responsáveis por julgar seu novo pedido de imunidade presidencial no caso em que é acusado de tentar alterar os resultados das eleições norte-americanas de 2020, que elegeram Joe Biden.

Acusações contra o ex-presidente


Donald Trump durante julgamento no Tribunal Criminal de Manhattan, em Nova York, em 4 de abril de 2023. (Foto: Reprodução/Timothy A. Clary / POOL / AFP).


A mesma defesa foi apresentada pelos advogados de Donald Trump nos processos criminais – denunciados pelo procurador Jack Smith – que acusam o ex-presidente de obstrução, retenção de informações, além de conspiração para fraudar as eleições e o direto de voto dos norte-americanos em 2020.

Há época, Donald Trump espalhou notícias falsas de que as eleições teriam sido fraudadas e, em busca de impedir a certificação do novo presidente, seus eleitores atacaram o Capitólio dos EUA no dia 6 de janeiro de 2021.

No entanto, em dezembro do ano passado a tese de imunidade presidencial foi desconsidera pela juíza distrital dos EUA, Tanya Chutkan. Em uma segunda tentativa, Trump levou a argumentação ao Tribunal de Apelações dos EUA, que também rejeitou por 3 a 0 contra. Agora, a tese será julgada pela Suprema Corte, em 25 de abril.

Suprema Corte suspende investigação

Em 28 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA decidiu que irá analisar o pedido de imunidade presidencial de Donald Trump, o que suspendeu temporariamente a investigação da acusação de fraude do ex-presidente.

O tribunal, que conta com maioria conservadora, com 5 à direita e 3 à esquerda, além do presidente, John Roberts, deverá ouvir os primeiros argumentos em abril e tomar a decisão final em junho. Caso a tese seja rejeitada, Trump deverá responder pelos processos criminais.