Trump assina ordem executiva para fechamento do Departamento de Educação dos EUA

O presidente Donald Trump, pretende assinar nesta quinta-feira (20), uma ordem executiva para o fechamento do Departamento de Educação dos EUA. De acordo com um funcionário da Casa Branca, o presidente americano daria aval para a secretária de educação Linda McMahon “tomar todas as medidas necessárias para o fechamento”. 

O Departamento de Educação dos EUA tem sido alvo, há tempos, do grupo conservador do país por entenderem que o orgão promove a ideologia de gênero, favorecendo os programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e com isso, segundo eles, doutrinam crianças e adolescentes moldando suas crenças e valores. 

A medida adotada por Trump nesta data, reforça sua promessa de campanha que foi confirmada em sua posse presidencial. Onde classificou o Departamento de Educação dos EUA como “um desperdício” que está “poluído pela ideologia liberal”. 

O plano do presidente americano para o fechamento do referido departamento começou a ser colocado em prática logo nos primeiros dias após sua posse presidencial. 


Donald Trump em discurso no mês de fevereiro (2025) sobre o Departamento de Educação dos EUA.

Fechamento de departamentos

De acordo com informações obtidas pela agência “Associated Press”, o presidente Donald Trump orienta Linda McMahon, Secretária da Educação, a “devolver a autoridade educativa aos Estados”, que hoje estão no âmbito do governo federal. 

Além disso, a orientação também refere-se ao programa de serviços estudantis, onde o presidente informa que devem “continuar a garantir a prestação eficaz dos serviços, programas e benefícios dos quais os americanos dependem.” 


Linda McMahon, Secretaria de Educação dos EUA (Foto: reprodução/Win McNamee/Getty Images Embed)


O Departamento de Educação dos EUA  foi criado em 1979, pelo então presidente Jimmy Carter e, desde a nomeação de McMahon, vem enfrentando cortes financeiros, além de demissões em massa. O intuito é demitir cerca de 1.300 funcionários, reduzindo pela metade o quadro pessoal da organização. 

Os departamentos mais afetados até o momento foram o Gabinete de Direitos Civis, que entre suas funções, fiscaliza denúncias relacionadas a discriminação e, o Instituto de Ciências da Educação, que financia pesquisas e padroniza o ensino superior. De acordo com dados disponíveis, o departamento supervisiona US$1,6 trilhão em empréstimos federais estudantis

Ações contra ideologia de gênero

Os cortes são uma ação conjunta entre a administração de Trump e do conselheiro sênior da Casa Branca, Elon Musk, que comanda o Departamento de Eficiência Governamental. De acordo com informações, Musk, no mês de fevereiro (2025) demitiu 169 funcionários por entender que estavam ligados à cultura “woke”. Um termo utilizado por conservadores para referir-se a políticas identitárias, principalmente relacionadas ao feminismo e as causas LGBTQIAP+. 


Elon Musk, conselheiro sênior da Casa Branca e o presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Aprovação do Congresso

A possível assinatura do presidente Donald Trump, para o fechamento do Departamento de Educação dos EUA, não é garantia de que o departamento de fato fechará. Uma vez que depende do aval do Congresso Americano para que ocorra o fechamento de um departamento desta magnitude.

No entanto, os cortes já realizados, tanto financeiros quanto de funcionários, desfalcam e comprometem a eficácia do funcionamento do departamento, segundo especialistas. 

Membros da sociedade civil, partidos de oposição e organizações não governamentais estão mobilizados contra a proposta de fechamento do presidente americano. Uma proposta que Trump já havia aventado em seu primeiro governo (2017-2021), mas sem sucesso.

Vale ressaltar que, até mesmo dentro de seu partido (Republicano) e entre alguns de seus apoiadores, Donald Trump encontra resistência para levar adiante essa promessa de campanha apoiada pela ala conservadora do país.

Nasa envia tripulação para resgate de astronautas presos na Estação Espacial Internacional

A Nasa e a SpaceX lançaram a missão espacial Crew-10, com o objetivo de trazer de volta para a Terra os astronautas americanos Butch Wilmore e Suni Williams, presos na Estação Espacial Internacional (ISS) há nove meses. Uma tripulação partiu rumo ao laboratório orbital nesta sexta-feira (14).

Quatro astronautas que substituirão Wilmore e Suni Williams entraram a bordo do foguete Falcon 9 da SpaceX, que decolou por volta das 20h no horário de Brasília do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os dois astronautas presos na Estação são veteranos da Nasa e ex-pilotos de testes da Marinha americana. Eles foram os primeiros a voar na cápsula Starliner da Boeing com destino ao laboratório espacial em junho de 2024.


Missão Crew-10 trará de volta os astronautas presos na Estação Espacial (Foto: reprodução/Nasa)

No entanto, defeitos no sistema de propulsão do veículo espacial durante o voo obrigaram Wilmore e William a ficar mais tempo do que o planejado na Estação. Inicialmente, a estadia duraria oito dias, mas a Nasa avaliou que seria arriscado trazê-los de volta em setembro, mês em que a cápsula Starliner retornou à Terra com o piloto automático ativado.

A Crew-10 é uma missão corriqueira de troca de tripulação, no entanto, é crucial para trazer de volta os dois astronautas presos no laboratório espacial. O retorno está previsto para o dia 19 de março, alguns dias após a chegada da nova equipe, que pousará na Estação Orbital na noite de sábado (15).

Questões políticas

O presidente Donald Trump e Elon Musk, que é CEO da SpaceX e conselheiro do americano, afirmaram sem provas que o ex-presidente Joe Biden deixou os astronautas no laboratório por motivações políticas. “Viemos preparados para ficar por um longo tempo, embora planejássemos ficar pouco”, afirmou Wilmore, que não acredita que a escolha da Nasa em mantê-los na Estação Espacial foi influenciada pela política. “Isso é o que o programa de voo espacial tripulado da sua nação é”, disse o astronauta, “planejar para contingências desconhecidas e inesperadas. E fizemos isso.”


Elon Musk e Donald Trump (Foto: reprodução/Jim WATSON /AFP)

A Nasa afirmou que manteve a dupla na ISS para manter o nível mínimo de tripulação. Wilmore e Williams têm realizado pesquisas científicas, além da manutenção rotineira no laboratório orbital.

Retorno antecipado

A volta dos astronautas se trata de uma intervenção incomum de Trump e Musk. A Nasa adiantou a missão Crew-10, agendada para 26 de março, e trocou a cápsula da SpaceX atrasada por uma que ficou pronta mais cedo.

A pressão do presidente e do empresário impactou as normas de preparação e segurança da Nasa. O gerente do Programa de Tripulação Comercial da Nasa, Steve Stich, disse que o “ritmo rápido das operações” da empresa de Musk obrigou a Nasa a alterar algumas das formas de avaliação de segurança do voo.

O chefe de operações espacial da Nasa, Ken Bowersox explicou aos repórteres que a agência teve que lidar com alguns “problemas de última hora”, o que inclui a investigação de um vazamento de combustível em um lançamento recente do Falcon 9 da SpaceX e a deterioração de um revestimento em alguns propulsores da cápsula Dragon.

Bowersox admitiu dificuldade da Nasa em acompanhar a empresa de Elon Musk “Não somos tão ágeis quanto eles, mas estamos trabalhando bem juntos.”

Com a chegada da nova tripulação à Estação, Wilmore, Williams e outros dois astronautas – Nick Hague, da Nasa, e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov – retornarão à Terra em uma cápsula que está conectada à estação desde setembro, como parte da missão Crew-9 anterior.

X enfrenta instabilidade: Musk aponta ciberataque

Na manhã desta segunda-feira (10), a rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, apresentou diversas dificuldades de acesso, afetando usuários em várias partes do mundo. Os problemas foram identificados pelo serviço Down Detector, que registrou um aumento significativo nas reclamações a partir das 07h (horário de Brasília), quando muitos usurários relataram incapacidade de carregar as publicações na linha do tempo e acessar suas contas.

Ciberataque atribuído a grupos organizados

Após horas de instabilidade, Elon Musk, proprietário da plataforma, se manifestou, afirmando que a queda foi causada por um “ciberataque massivo”. Em rua declaração, Musk ressaltou que a plataforma é frequentemente alvo de ataques, mas este incidente especifico parece ter sido orquestrado por “um grupo bem estruturado ou até mesmo por um país”.

Ele interagiu com usuários, respondendo à sugestões de que os hackers estavam tentando silenciá-lo e a plataforma. O bilionário não ofereceu uma previsão de quando a normalidade seria restabelecida, nem especificou as medidas que estão sendo tomadas para enfrentar a ameaça, o que levanta preocupações sobre a segurança da rede, em meio ao cenário crescente de agressividade cibernética.



Sobre a queda do “X”

Até as 08 h (horário de Brasília), mais de 3 mil queixas foram contabilizadas. Apesar de uma breve recuperação, a instabilidade persistiu e muitos ainda encontraram erros ao acessar suas contas ao longo da manhã. A situação não foi restrita ao Brasil, pois veículos de comunicação na Europa e nos Estados Unidos também reportaram problemas semelhantes na plataforma.

Essa interrupção gerou um burburinho nas redes sociais concorrentes, com usuários buscando alternativas, enquanto o X permanecia fora do ar. Nenhuma outra informação foi atribuída ao acontecido até o momento. Vale lembrar que a rede social X demitiu a sua assessoria de imprensa no Brasil em 2023 e não existe nenhuma informação de que tenha sido substituída até então.

Nave da SpaceX para voos nos EUA explode pela segunda vez no ano

Nesta quinta-feira (6), houve uma explosão no espaço causada pela espaçonave Starship, da SpaceX, minutos após sua decolagem, o que gerou uma chuva de detritos sobre o Caribe. O tráfego aéreo precisou ser interrompido em regiões da Flórida, por ordem da FAA, a Agência de Aviação dos Estados Unidos. Este é o segundo desastre do ano causado pela tentativa do bilionário Elon Musk de tentar ir para Marte.

Através de registros de internautas, é possível ver o momento em que resíduos inflamados atravessam o céu ao entardecer, próximo do sul da Flórida e das Bahamas. Tudo aconteceu após a Starship ter começado a girar de forma incontrolável no espaço, com os motores desligados, para em seguida se decompor. A tragédia foi registrada pela própria SpaceX, que realizava uma transmissão ao vivo da missão.


Explosão da nave da SpaceX (Vídeo: Reprodução/X/@foxweather)

Falhas da SpaceX

Este é o oitavo teste fracassado da Starship, pouco depois de um mês da sétima explosão originada do texto. A maior parte dos obstáculos aconteceram nas fases iniciais das missões, as quais a empresa havia superado sem problemas. Contudo, a empresa de Musk agora vem passando por um período desfavorável, logo após o bilionário tentar acelerar o programa de ida à Marte, enviando foguetes de 123 metros com pessoas para Marte, já na virada da década.

Devido aos erros e brechas da SpaceX, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA, na sigla em inglês) precisou que aeronaves pousassem na terra nos aeroportos de Fort Lauderdale, Miami, Orlando e Palm Beach, visto a insegurança e acidentes que os detritos de lançamento espacial podem causar. A administração disse ter aberto uma investigação para entender o que houve.

A explosão de março da SpaceX e o oitavo voo

A Starship deixou a Terra aproximadamente às 20h30 do horário de Brasília, saindo das instalações da SpaceX em Boca Chica, no Texas. O booster do primeiro estágio do Super Heavy sobrevoou ao redor da Terra, assim como era esperadora, tendo sigo pego com sucesso por um guindaste da empresa.

Contudo, minutos depois a transmissão ao vivo mostra o estágio superior da nave girando no espaço, enquanto a vista dos motores apresenta que vários estavam desligados. A seguir, a empresa diz que perdeu contato com a Starship.

A empresa comunicou ainda na quinta-feira que o “evento energético” pelo qual a nave passou fez com que diversos motores fossem perdidos, gerando uma perda de controle de altitude, e a subsequente perda de comunicação, cerca de 9 minutos e 30 segundos após a decolagem.

Segundo a SpaceX, não havia materiais tóxicos entre os detritos.

Primeira explosão do ano e o sétimo voo

Em janeiro, a decolagem da empresa terminou aos oito minutos de voo, quando a aeronave explodiu e fez com que chovesse detritos sobre as ilhas do Caribe, fora a danificação de um automóvel nas Ilhas Turks e Caicos.

A regulamentação para que foguetes privados sejam lançados é feito pela FAA, que exigirá que a SpaceX investigue a falha e consiga uma nova aprovação da agência para decolar novamente.

No mês passado a FAA havia concedido a licença para a SpaceX fazer o voo desta quinta-feira, enquanto a investigação da queda de janeiro estava em andamento, tendo dito que a licença da empresa havia sido analisada, tal como os primeiros detalhes da investigação do primeiro acidente, para que o oitavo voo ocorresse.

Atrasos em voos nos EUA são causados por fragmentos da nave da SpaceX

Na última quinta-feira (06), o foguete Starship, apresentou falhas e se desintegrou minutos após o seu lançamento no estado do Texas, espalhando destroços pelos céus dos EUA e do Caribe. O que fez a Administração Federal de Aviação americana (FAA) interromper o tráfego aéreo nos aeroportos da Flórida.

Em sua oitava missão-teste, o foguete de 123 metros, decolou por volta das 20h, horário de Brasília, da base da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, em Boca Chica, Texas, EUA, com transmissão ao vivo. 

Esta é a segunda falha neste ano. Em janeiro (2025), o Starship explodiu após oito minutos de decolagem.


Fragmentos do foguete Starship nos céus dos EUA (Vídeo: reprodução/X/@THISISAMERICAn2)

Atrasos nos voos

Imediatamente, após o ocorrido, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) restringiu o tráfego aéreo nos aeroportos de Miami, Fort Lauderdale, Orlando e Palm Beach, no estado da Flórida, por mais de uma hora. 

Por volta das 22h horas, horário de Brasília, as operações nestes aeroportos já haviam sido retomadas, voltando à normalidade.

No entanto, além de exigir explicações para a Spacex, a FAA abrirá uma investigação sobre o ocorrido, além de exigir que a empresa de Elon Musk obtenha aprovação para realizar os próximos testes. 

O que diz a SpaceX

A empresa utilizou suas redes sociais para comentar sobre o assunto. Em nota, informou que durante a ascensão da Starship houve “uma rápida desmontagem não programada” e “imediatamente começou a coordenação com oficiais de segurança para implementar respostas de contingência pré-planejadas.

Aproveitou, ainda, a oportunidade para declarar que “o sucesso vem do que aprendemos, e o voo de hoje oferecerá lições adicionais para melhorar a confiabilidade da Starship.”


Comunicado da SpaceX, responsável pelo foguete Starship (Foto: reprodução/X/@SpaceX)

Em relação às exigências da Administração Federal de Aviação dos EUA, a empresa declarou:

Conduziremos uma investigação completa, em coordenação com a FAA, e implementaremos ações corretivas para fazer melhorias em futuros testes de voo da Starship” (Comunicado da empresa SpaceX)

A missão da Starship, segundo a empresa, será importante para implementar satélites avançados e expandir o acesso à internet de alta velocidade.

STF reage a ataques e cobra resposta diplomática à ofensiva de Musk e aliados de Trump

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão preocupados. Para eles, os recentes ataques de Elon Musk e de apoiadores de Donald Trump contra Alexandre de Moraes não são apenas ataques individuais, mas sim uma tentativa de enfraquecer a instituição como um todo. Diante disso, eles passaram a defender uma resposta mais firme do governo brasileiro, para deixar claro que a relação entre Brasil e Estados Unidos precisa ser baseada no respeito mútuo.

O Supremo na mira

A tensão é grande dentro do STF. Um ministro da Primeira Turma, grupo do qual Moraes faz parte, explica que a ofensiva contra o ministro faz parte de um plano maior para enfraquecer o Judiciário brasileiro.

Para esses magistrados, não dá para ficar só assistindo. É preciso reagir com inteligência, usando os meios institucionais disponíveis. A ideia é que o Brasil mostre ao mundo que respeita suas instituições e espera o mesmo dos Estados Unidos.


Supremo Tribunal Federal (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Acusações sem provas e pressão política

Musk, que tem boas conexões com aliados de Trump, usou sua rede social para espalhar informações de um perfil anônimo sobre supostas retiradas de investimentos de Moraes nos Estados Unidos.

Nada foi comprovado, mas isso não impediu que grupos conservadores no Congresso Americano tentassem barrar a entrada do ministro no país.

Os ministros do STF acreditam que esse movimento não pode ser ignorado. Nos bastidores, o Itamaraty já trabalha para reforçar a imagem da Corte como um pilar da democracia brasileira.

Desde novembro de 2024, diplomatas brasileiros têm conversado com políticos e influenciadores nos Estados Unidos para garantir que o STF seja compreendido e respeitado.


Elon Musk e Donald Trump em Butler, Pensilvânia (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


A necessidade de uma resposta oficial

A situação é delicada. Qualquer reação pode ser interpretada como uma tentativa de politizar ainda mais a crise. Mesmo assim, ministros do STF defendem que o governo brasileiro deve agir.

A estratégia passa por reforçar os laços entre Brasil e Estados Unidos em diversas áreas, principalmente na Justiça e na segurança. Os dois países possuem acordos importantes nesse campo, e os ministros querem garantir que essa parceria continue baseada no respeito às instituições.

O grande temor dentro do STF é que essa crise comprometa a autonomia do Judiciário e cause instabilidade institucional no Brasil.

Elon Musk defende eliminação de agências federais para reformar governo dos EUA

O bilionário Elon Musk afirmou, nesta quinta-feira (13), que muitas agências devem ser eliminadas como parte da reforma radical do governo dos EUA comandada pelo presidente Donald Trump. Elon comanda o Departamento de Eficiência Governamental do governo de Trump, cujo objetivo é reduzir ao máximo os custos públicos a fim de equilibrar as contas públicas governamentais. A declaração do bilionário foi feita por uma videochamada durante a Cúpula de Governos Mundiais, na cidade de Dubai.

As ações de Musk têm provocado pânico entre os funcionários e diversos protestos públicos após o bilionário tomar como iniciativa a demissão voluntária em massa dos funcionários da CIA e o fechamento da maior agência de ajuda humanitária dos Estados Unidos ao mundo, a USAID. Elon, no entanto, defendeu suas ações.


Trump defende iniciativas de Musk (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pam News)

De acordo com o bilionário, o objetivo principal deve ser deletar as agências por inteiro. Segundo ele, “é como deixar uma erva daninha, se você não remover as raízes é fácil para ela crescer novamente”.

Mas se você remover, isso não impede que as ervas daninhas voltem, mas torna mais difícil. Então temos que realmente eliminar agências inteiras, muitas delas”, disse.

Musk chama funcionários públicos do governo de burocratas e recebe apoio de Trump

Elon ainda chamou os funcionários de burocratas e afirmou que o objetivo dele e do presidente é “restaurar o governo do povo” e para isso é necessário “reduzir a regulamentação“. Até o momento, Musk tem recebido total apoio de Donald Trump em suas iniciativas.

Em uma entrevista dada à Fox News neste domingo (9), Trump confirmou seu apoio ao bilionário e disse que irá emitir uma ordem ao seu departamento para investigar supostas fraudes da área da Educação e das Forças Armadas. “O povo me elegeu para isso”, disse Trump. A investigação deve acontecer nos próximos dias. Donald ainda disse que Elon não está ganhando nenhuma remuneração para executar o trabalho e o elogiou: “Na verdade, eu me pergunto como ele consegue dedicar tempo a isso”.


Musk têm recebido total apoio de Trump em suas ações (Reprodução/Brandon Bell/Associated Press)

A Doge

O Departamento comandado por Elon Musk foi criado pelo presidente para investigar e eliminar os gastos desnecessários do governo. A criação do órgão gerou bastante polêmica, isso porque a nomeação de Musk não foi avaliada e aprovada pelo Senado. A Casa Branca tem autoridade para confirmar ou rejeitar as nomeações que o presidente faz às suas Secretarias.

Na semana passada, foi revelado que Musk estava tentando obter acesso a dados do Tesouro dos Estados Unidos, incluindo dados pessoais extremamente sensíveis. Um juiz emitiu uma ordem e proibiu que o Departamento tivesse acesso a estes dados e ao sistema de pagamentos do Tesouro. Trump criticou tal ação.

Trump critica decisão judicial que limita atuação de Musk no governo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou descontentamento com a decisão judicial que restringe o acesso de Elon Musk aos registros de pagamento do Tesouro. Em coletiva ao lado de Musk, Trump sugeriu que os juízes estariam dificultando o combate à corrupção e indicou a possibilidade de recorrer das decisões.

A medida judicial limita a atuação do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Musk, que visa implementar cortes na administração federal. A decisão gerou críticas da Casa Branca e de aliados republicanos, que defendem maior autonomia para o DOGE.

Trump e Musk reagem à decisão judicial

Recentemente, uma juíza federal de Washington, Colleen Kollar-Kotellyon, emitiu uma ordem que restringe o acesso da equipe de Elon Musk ao sistema de pagamentos do Tesouro dos Estados Unidos.

A decisão impede que o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), liderado por Musk, acesse registros de pagamento, exceto para funcionários públicos especiais. Essa limitação visa proteger dados sensíveis e evitar acessos não autorizados

Em resposta, Trump criticou a decisão, afirmando que ‘parece difícil acreditar que os juízes queiram tentar nos impedir de combater a corrupção’. Ele sugeriu que a medida judicial atrasa reformas necessárias e dá ‘às pessoas desonestas mais tempo para encobrir seus erros’.

Além disso, Trump também indicou que pretende obedecer às decisões judiciais, mas buscará apelações para reverter as restrições impostas.

Defesa das reformas administrativas

Elon Musk, à frente do DOGE, tem promovido reformas significativas na administração federal. Nesse sentido, suas iniciativas incluem a redução do número de funcionários e a implementação de medidas voltadas para aumentar a eficiência governamental. Além disso, uma de suas principais propostas prevê a contratação de um novo funcionário para cada quatro demitidos, com exceção de departamentos essenciais, como Segurança Nacional e Imigração.


Déficit trilionário e cortes administrativos: os planos de Musk e Trump para o governo (Foto: Reprodução/Graphic News)

Para Musk, essas reformas são essenciais pois reduzem o déficit nacional, que já chegou a US$2trilhões, combatem a corrupção e o desperdício de recursos públicos.

Ademais, ele reforçou que ‘o povo votou em uma grande reforma governamental’ e que, portanto, é fundamental cumprir as mudanças prometidas durante a campanha.

Reações políticas e implicações futuras

A decisão judicial gerou então, reações diversas no cenário político americano. Aliados de Trump, como o presidente da Câmara, Mike Johnson, pediram que os tribunais: “deem um passo atrás e permitam que esse processo avance”, argumentando que as reformas são benéficas para o povo americano.

Por outro lado, críticos apontam para possíveis conflitos de interesse na nomeação de Musk para uma posição governamental, dado que suas empresas, como Tesla e SpaceX, possuem contratos bilionários com o governo federal.

Além disso, há preocupações sobre a concentração de poder e a influência de interesses corporativos nas decisões governamentais.


Especialistas avaliam os impactos da decisão judicial e a influência de Musk na administração pública (Vídeo: Reprodução/YouTube/CNNBrasil)

Diante desse cenário, as batalhas judiciais em torno das reformas propostas pelo DOGE, somadas às críticas ao judiciário, evidenciam um período de forte tensão entre os poderes executivo e judiciário nos Estados Unidos

A administração Trump busca avançar com suas propostas de reforma governamental, enquanto enfrenta resistência legal e política que pode moldar o futuro da governança federal

Trump sugere que Elon Musk compre o aplicativo TikTok

Elon Musk, bilionário de 53 anos, disse que não está interessado em comprar o TikTok. Seu comentário veio depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sugerir a possibilidade de Musk adquirir o aplicativo, caso ele tivesse algum interesse.

A declaração vem após uma briga sobre o futuro do aplicativo nos Estados Unidos, em que o governo estadunidense afirmou que o aplicativo oferecia riscos de segurança para o país e exigir que a ByteDance, empresa chinesa, venda o aplicativo para empresas americanas.

Governo dos EUA põe pressão no TikTok

O TikTok está sendo ameaçado de banimento nos Estados Unidos, porque o governo afirmou está preocupado que o governo chinês possa roubar dados de usuários pelo aplicativo de vídeos curtos. Trump ordenou o adiamento da proibição do aplicativo e exige que a ByteDance seja vendida para os estadunidenses, caso contrário, o aplicativo vai ser removido das lojas online. Embora o TikTok negue qualquer compartilhamento de dados com o governo chinês, o governo americano continua resistente ao aplicativo.


Declarações de Trump sobre o banimento do Tik Tok (Vídeo: reprodução/Instagram/@dailymail)


Trump diz que está em negociações sobre a compra do TikTok, e que uma decisão sobre o futuro do aplicativo no país será tomada em breve. Por isso, a indicação que Elon Musk, que recentemente comprou o App X (antigo Twitter), também comprasse o Tik Tok.

Musk diz que não costuma comprar empresas

Durante uma cúpula organizada pelo The WELT Group, Musk declarou que não fez nenhuma oferta pelo TikTok e que não tem nenhum interesse em adquirir a empresa de vídeos. O mesmo alega que não tem nenhuma familiaridade com o aplicativo e não sabe como o conduziria, se fosse dono de um aplicativo, o qual não usa.

Normalmente, eu crio empresas, a compra do Twitter foi uma exceção

Elon Musk

O impacto do possível banimento do TikTok

O banimento do TikTok pode afetar profundamente criadores de conteúdo e pequenas empresas que dependem da plataforma para o marketing digital. O aplicativo tinha tornado-se, nos últimos anos, uma das maiores redes sociais da sociedade e com maior uso para vias profissionais. A medida também pode aumentar tensões diplomáticas entre EUA e China. Enquanto isso, o TikTok planeja recorrer ao Supremo Tribunal dos EUA, buscando reverter a decisão e manter suas operações no país.

Plano de demissão é adotado por cerca de 40 mil funcionários nos EUA

A proposta do governo de Donald Trump de pagar funcionários federais caso eles concordassem em deixar seus cargos até o final do mês de fevereiro teve aproximadamente 40 mil inscrições até quarta-feira (5), totalizando em cerca de 2% da força de trabalho civil federal.

Plano de demissão voluntária

Segundo um funcionário do Escritório de Gestão de Pessoal (OPM), o número de registros estava aumentando, o que era algo positivo, já que o governo esperava uma onda de inscrições nas últimas 24 horas. O prazo para se inscrever termina na noite de quinta-feira, no horário de Washington.

O presidente norte-americano e Elon Musk, CEO da Tesla e atual diretor do seu Departamento de Eficiência Governamental, buscaram formas de reduzir rapidamente a quantidade de funcionários federais nos primeiros dias do governo de Trump. A administração já havia estimado que entre 5% e 10% dos trabalhadores poderiam se interessar pelo novo plano de demissão.

Uma estimativa de 62 mil trabalhadores federais se aposentaram a cada ano durante a última década, segundo informações do OPM. Uma média de 298 mil funcionários se tornarão elegíveis para se aposentarem nos próximos dois anos.


Elon Musk e Donald Trump nos bastidores durante um comício de campanha em 2024 (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


Influência de Elon Musk

Com uma relevância pública pela posição que ocupa no mundo empresarial, o bilionário Elon Musk tem sido um importante articulador e executor para o governo de Trump, sendo o responsável pelos avanços do Executivo sobre agências e setores do governo sem uma concordância acerca do limite de intervenção da Casa Branca.

Um dos episódios mais relevantes até o momento envolve a equipe de Musk, composta por integrantes que não foram submetidos a nenhum tipo de aprovação do Congresso. A equipe teve acesso ao sistema de pagamentos do Tesouro americano, que reúne informações confidenciais de cidadãos e empresas, e por onde passam as ordens de pagamento de toda a administração, incluindo valores pagos a empresas concorrentes daquelas administradas pelo CEO.

Elon Musk foi contratado para ocupar o posto de “funcionário especial do governo”, nomeação temporária que limita seu tempo de serviço a 130 dias por ano. Além disso, o cargo também o protege de divulgações financeiras e requisitos éticos impostos a contratações federais, ferramente já utilizada por administrações republicanas e democratas anteriormente.