Família de Padilha é alvo de represália dos EUA

O governo dos Estados Unidos cancelou os vistos da esposa e da filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha — atualmente no cargo — por informações que teriam tornado ambas inelegíveis, segundo comunicado do Consulado Geral dos EUA em São Paulo. A medida também atingiu funcionários ligados ao programa “Mais Médicos”. O próprio Padilha não foi afetado, pois seu visto já estava vencido há meses.

Contexto e impacto sobre o programa “Mais Médicos”

O cancelamento dos vistos ocorreu nesta sexta-feira (15) e foi interpretado como mais um ataque contra aliados do governo atual. Além disso, agentes e ex-agentes do programa “Mais Médicos” também tiveram seus vistos cancelados nessa nova onda de sanções diplomáticas do governo Trump. O programa “Mais Médicos”, criado em 2013 durante o governo Dilma Rousseff, contou com apoio cubano e visava suprir a carência de profissionais de saúde nas periferias e no interior do Brasil. Padilha ressaltou que o programa continua salvando vidas e disse que não se curvará a essas sanções.

Expansão de sanções e lobby de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Esse movimento faz parte de um pacote mais amplo de restrições que se intensificou nos últimos meses. A administração Trump já revogou vistos de magistrados do STF e aliados por sua atuação no julgamento de Jair Bolsonaro, além de aplicar tarifas comerciais sobre produtos brasileiros. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, reside nos Estados Unidos desde março e tem atuado para pressionar por sanções contra autoridades brasileiras envolvidas no processo contra seu pai, além de pleitear intervenções políticas do governo americano.


Eduardo Bolsonaro em evento com aliados do governo Donald Trump nos EUA (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images embed)


Repercussão nacional e reação do governo brasileiro

A medida gerou forte reação no Brasil. Parlamentares do PT criticaram o cancelamento dos vistos como “covardia”, destacando a injustiça especialmente por atingir uma criança. O presidente Lula, durante evento em Pernambuco, defendeu o programa Mais Médicos e fez críticas ao bloqueio contra Cuba, ressaltando a solidariedade brasileira frente à decisão americana.

Reflexos da Medida

A revogação dos vistos dirigidos a familiares de Padilha e ligados ao programa Mais Médicos reflete uma escalada da diplomacia punitiva dos EUA, que se manifesta também por meio de tarifas e sanções a figuras envolvidas no julgamento de Bolsonaro. Em paralelo, Eduardo Bolsonaro intensifica seu lobby em Washington, buscando transformar a crise jurídica de seu pai em uma guerra política internacional. A ação americana, no entanto, reforça o clima de tensão e aprofunda divisões diplomáticas entre os dois países.

Trump e Putin se reúnem no Alasca em nova tentativa de cessar-fogo na Ucrânia

Numa tentativa direta de pôr fim à guerra na Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu declarações a bordo do Air Force One antes de se reunir com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Anchorage, Alasca, nesta sexta-feira (15). Ele afirmou que “não ficaria feliz se Putin não aceitasse o cessar-fogo” e expressou o desejo de que “a matança parasse”, evidenciando sua postura de pressionar por uma solução imediata para o conflito.

Um encontro crucial

O encontro entre Trump e Putin ocorreu na Base Conjunta Elmendorf-Richardson, em Anchorage, com o presidente russo recebido com tapete vermelho e ao som de aplausos. O objetivo claro da reunião entre os presidentes foi abrir caminho para um cessar-fogo, ainda que modelado como uma “sessão de escuta” com fortes sensibilidades diplomáticas. O presidente americano também sinalizou interesse em se reunir com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reforçando seu papel como mediador no conflito que já dura três anos.


Trump e Putin em reunião no Alasca sobre guerra na Ucrânia (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)


Contexto e tentativas anteriores de negociação

Esta não foi a primeira iniciativa de Trump para mediar o conflito: em fevereiro de 2025, ele manteve uma chamada considerada “profunda e produtiva” com Putin, acordando que suas equipes começariam negociações imediatamente, embora preocupações sobre excluir Kiev tenham sido levantadas por líderes europeus e pelo próprio presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy. Em março, avançou-se na proposta norte-americana de cessar-fogo de 30 dias, permitindo a retomada de ajuda e inteligência dos EUA a Kiev, mas Putin impôs condições duras, dificultando um acordo efetivo.

Situação atual da guerra

Enquanto isso, no campo de batalha, as forças russas continuavam ganhando terreno, especialmente no leste da Ucrânia, com avanços em locais como Dobropillia, embora os ucranianos conseguissem estabilizar certas frentes e realizar trocas de prisioneiros. Zelenskyy insiste que Kiev não pode ser excluída das negociações e alerta que soluções que desconsiderem a Ucrânia são “mortas”.

Embora o encontro em solo americano represente um passo significativo — e talvez necessário — na diplomacia para encerrar a guerra, os sinais permanecem mistos. Sem a inclusão efetiva de Kiev e com continuados avanços russos, o futuro das negociações ainda é incerto. A declaração de Trump no Air Force One deixa claro que os olhos do mundo estão voltados para esse esforço de paz, mas a estabilidade desse processo dependerá de esforços concretos e participação plena da Ucrânia.

Em entrevista, Mariah Carey fala que Grammy é superestimado

Durante um bate-papo com a Pitchfork, Mariah Carey, uma das vozes mais marcantes da música contemporânea e dona de cinco Grammys e com 34 indicações no currículo, comentou sobre a premiação. Ao ser questionada se considerava a cerimônia ou o troféu superestimados, ela foi direta: ambos. Mas, ressaltou, ama todos eles.

Contexto

A pergunta sobre o Grammy veio enquanto a cantora se prepara para lançar seu 16° álbum de estúdio “Here For It All”, agendado para 26 de setembro. A história de Carey com o Grammy tem sido uma montanha-russa, mas sempre com momentos divertidos, como suas piadas ao receber o prêmio.

É um Grammy de verdade? Não vejo um há tanto tempo!” brincou a artista.

No vídeo que faz parte do quadro de Pitchfork no estilo “Over/Under”, onde um artista vai avaliar diversos temas, indicando se os consideram overrated (seperestimado), underrated (subestimado) ou apenas “rated” de maneira neutra.


Mariah Carey no quadro Over/ Under (Vídeo: reprodução/YouTube/Pitchfork)


Outros temas

Além da pizza havaiana, a artista também mencionou outras coisas que, na opinião dela, são consideradas mais superestimadas. Na lista de coisas que não causam grande impacto nela, estão os Crocs, que ela reconhece serem úteis, mas não indispensáveis; os sapatos Labubu, que fazem sucesso com muitas pessoas; a linha de trem de Long Island, pela qual ela não tem nenhuma afeição particular; e até o programa “Over/Under”, que ela achou divertido, embora tenha brincado que seu cabelo não estava no melhor dia.

Em relação aos itens que ela considera subestimados, Mariah fez questão de mencionar os golfinhos, relembrando a experiência de nadar com eles na Austrália. Ela também citou as calças jeans de cintura baixa, que ela acha charmosas e confortáveis, o jogo Roblox, a arte drag com toda a sua dedicação ao cabelo e maquiagem, a série Abbott Elementary, os milagres, os filtros que ela adora usar, as músicas de resposta que podem ser muito divertidas, os recordes mundiais e, é claro, o Natal, que para ela é a melhor época do ano, mesmo que nem todos concordem.

Hailey Bieber, Kylie Jenner e Bella Hadid ditam as tendências mais quentes no lançamento da Orebella

Hailey Bieber, Kylie Jenner e Bella Hadid provocaram alvoroço ao se reunirem na última quarta-feira, dia 13 de agosto, no restaurante Alba, em West Hollywood, para celebrar o lançamento da nova fragrância Orebella, assinada por Bella. O clima descontraído e, ao mesmo tempo, sofisticado do local, com paredes de tijolos expostos e luminárias em estilo industrial, virou o cenário perfeito para elas exibirem as tendências que vão dominar a próxima estação.

Hailey Bieber investiu na estampa de poás em versão maxi: escolheu um vestido midi da Dolce & Gabbana com modelagem evasê, busto estruturado e decote em coração, contrapondo a vibe retrô com acessórios contemporâneos. Nos pés, sandálias Chanel vintage com aplicação de madrepérola e pedraria, enquanto no pescoço ostentava um colar Cartier dos anos 1960. Para completar, clutch de ráfia trançada by Loewe, revelando que o artesanal está em alta.

Kylie Jenner, Bella Hadid e Alex Consani

Kylie Jenner apostou no “cutout dressing” com um vestido preto ousado, cheio de recortes geométricos e alças transpassadas que desenhavam sutilmente a silhueta. O look ganhou toque edgy com stilettos de vinil transparente e uma micro-bag de couro croco, lembrando a obsessão pelas “mini bags” que ainda esquentam as ruas de Milão e Paris.


Kylie Jenner saindo do Alba em West Hollywood (Foto: reprodução/Instagram/@kylieppaparazzi)


Bella Hadid, por sua vez, reforçou sua influência no corp core: exibiu um body ajustado sob saia lápis de cintura alta, tudo em preto absoluto, realçando a elegância minimalista. Scarpins com mesh texturizado, fivelas metálicas e a bolsa Panthea da Valentino, nova queridinha dos street stylers, deram contraste ao visual monocromático. Ela ainda revelou que a fragrância Orebella traz notas de ylang-ylang e pimenta rosa, pensadas para evocar força e delicadeza ao mesmo tempo.


Bella Hadid saindo do Alba em West Hollywood (Foto: reprodução/Instagram/@hadiduptades)


Alex Consani, a modelo sensação dos últimos desfiles internacionais, também marcou presença na mais recente reunião da Orebella. Vestindo um conjunto minimalista em tons de marfim assinado por Jacquemus, ela participou ativamente dos testes sensoriais das novas essências, elogiando a textura bifásica e destacando como o “Ôrelixir” potencializa a fixação das notas sem deixar sensação oleosa na pele.


Bella Hadid, Kendall Jenner, Kylie Jenner, Hailey Bieber e Alex Consani em reunião de Orabella (Foto: reprodução/Instagram/@Diggzy)


Além do trio principal, passaram pelo evento estilistas emergentes como Savannah Miller e influencers como Leonie Hanne, provando que o after-party da Orebella virou vitrine de lançamentos: desde o retorno das correntes douradas XXL até o revival dos óculos “Matrix”, todos vistos nos detalhes dos looks. As três amigas saíram em clima de celebração, prometendo colocar cada trend em prática nas passarelas de outono-inverno e nas redes sociais nos próximos meses.

Orabella

Orebella surge como a mais ousada investida de Bella Hadid no universo da beleza, unindo fragrâncias a um verdadeiro cuidado com a pele. Lançada em maio de 2024, a linha traz fórmulas bifásicas sem álcool, uma camada de perfume por cima e um “Ôrelixir” nutritivo por baixo, composto por cogumelos, óleo de amêndoa, jojoba, karité, camélia e azeite de oliva. A ideia é oferecer toda a sofisticação de um parfum icônico ao mesmo tempo, em que hidrata e protege a derme, ideal para quem tem sensibilidade a cosméticos tradicionais.


Bella Hadid promovendo o Orabella (Foto: reprodução/Instagram/@localsamosavyapaar)


A preocupação com sustentabilidade também pauta a Orebella: todos os frascos são 100% recicláveis e a marca oferece programas de refil por correio nos Estados Unidos, reduzindo o uso de plástico. Além disso, a linha é vegana e cruelty-free, certificada por órgãos internacionais como PETA e Leaping Bunny. O resultado é uma experiência sensorial premium, sem comprometer o meio ambiente ou o bem-estar animal.

Governo Federal apresenta pacote de R$ 30 bilhões em apoio a setores afetados pelo tarifaço

Diante da imposição de uma nova tarifa de 50% por parte do governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal do Brasil anunciou um robusto conjunto de medidas emergenciais. O pacote, denominado Plano Brasil Soberano, busca proteger a economia nacional, especialmente os setores mais dependentes do mercado norte-americano, garantindo a continuidade do desenvolvimento econômico e a preservação de empregos.

As ações estão estruturadas em três pilares principais: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial ativa. O plano foi elaborado a partir de um diálogo entre o governo e os principais representantes dos setores mais atingidos, visando não apenas amparar as empresas, mas também salvaguardar os postos de trabalho na indústria e no agronegócio que poderiam ser perdidos.

Apoio Financeiro e Tributário

Um dos pontos centrais da iniciativa é a injeção de R$ 30 bilhões em crédito acessível, proveniente do Fundo Garantidor de Exportações (FGE). Essa linha de financiamento dará prioridade aos setores e empresas mais afetados, especialmente as de pequeno e médio porte, com a condição de que mantenham os empregos.

Além disso, o plano prevê um novo regime de restituição de tributos federais, o Reintegra. Microempresas e pequenas empresas poderão receber até 6% dos valores, enquanto as médias e grandes terão direito a até 3,1%. Essa medida, que visa proteger os exportadores até a implementação da reforma tributária em 2027, é vista pelo governo como uma forma de garantir a sustentabilidade financeira do setor.

Outra medida importante é a extensão do prazo para o regime aduaneiro especial Drawback, que permite a suspensão, isenção ou restituição de impostos sobre insumos importados. As empresas terão até um ano para comprovar a origem dos insumos e obter créditos tributários, tornando seus produtos mais competitivos no mercado internacional, inclusive nos EUA.


Matéria sobre o pacote Plano Brasil Soberano (Vídeo: reprodução/YouTube/O POVO)

Proteção ao Emprego e Diplomacia Comercial

Para proteger os trabalhadores, o governo criará a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego. O objetivo desse órgão é monitorar os postos de trabalho e atuar em conjunto com câmaras regionais para promover negociações e mediações de conflitos. A ideia é aplicar, quando necessário, mecanismos como lay-off e suspensão temporária de contratos, sempre dentro dos limites legais, garantindo que os empregos sejam mantidos.

No campo diplomático, o presidente enfatizou que as ações não são uma retaliação. Pelo contrário, o Brasil continuará buscando a diversificação de mercados. O Plano Brasil Soberano prevê a intensificação de acordos bilaterais e multilaterais. Negociações com a União Europeia, EFTA, Canadá e Emirados Árabes Unidos estão em andamento, enquanto diálogos com Índia e Vietnã também foram iniciados. Nos últimos três anos, o país já abriu 397 novos mercados, o que demonstra o esforço em reduzir a dependência de grandes parceiros e fortalecer a resiliência da economia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a postura do país é proativa. “Ao invés de ficar chorando o que perdemos, vamos procurar outro lugar”, declarou, indicando que a medida de Trump é vista como uma tentativa de enfraquecer o multilateralismo.

Reações do Mercado

Apesar do otimismo do governo, o pacote gerou discussões no mercado financeiro. Economistas alertam para o impacto fiscal das medidas, especialmente a injeção de R$ 30 bilhões em crédito. O economista-chefe da BGC Liquidez, Felipe Tavares, aponta que o plano pode comprometer a meta fiscal, elevando o déficit primário e contrariando as expectativas de estabilidade para 2025. Outros analistas, como Jeferson Bittencourt, do ASA, destacam a importância de analisar os detalhes do texto legal para entender se as distorções atuais serão corrigidas ou aprofundadas.

De modo geral, o Plano Brasil Soberano é visto como uma resposta abrangente e multifacetada à crise tarifária, combinando apoio financeiro direto, estímulos fiscais e uma robusta estratégia diplomática para proteger a economia brasileira.

Trump classifica Brasil como um dos piores parceiros comerciais e reforça críticas políticas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (14) que o Brasil é um dos piores parceiros comerciais do mundo e classificou o processo contra Jair Bolsonaro como uma “execução política”. Além disso, ele criticou as barreiras tarifárias que dificultam as relações comerciais entre os dois países, destacando que essas medidas tornam acordos bilaterais mais complicados. “Eu sou muito bom com pessoas, ele [Jair Bolsonaro] é um homem honesto. Acho que o que eles fizeram… essa é uma execução política, o que eles estão tentando fazer com Bolsonaro. Acho que isso é terrível”, declarou Trump.

Trump critica Brasil e política comercial brasileira. O presidente americano classificou o país como um dos “piores parceiros comerciais do mundo” e justificou a tarifa de 50% aplicada a produtos brasileiros. Segundo ele, o Brasil cobrou, por décadas, taxas consideradas “exorbitantes” contra os EUA, dificultando acordos bilaterais. “Eles também nos trataram muito mal como parceiros comerciais por muitos e muitos anos, um dos piores países do mundo por isso. Eles cobraram tarifas altíssimas e dificultaram muito fazer qualquer coisa”, afirmou.

Trump detalhou ainda: “O Brasil tem sido um péssimo parceiro comercial em termos de tarifas… eles nos cobram tarifas enormes, muito, muito maiores do que as que cobramos, e, basicamente, nós nem estávamos cobrando nada. (…) Eles cobram tarifas enormes e tornaram tudo muito difícil de fazer. Então, agora estão sendo cobrados 50% de tarifas, e não estão felizes, mas é assim que funciona”.

Trump critica Brasil e minimiza aproximação com China

Por outro lado, questionado sobre a aproximação do Brasil com a China, Trump disse não estar “nem um pouco preocupado”. No entanto, ele destacou que o desempenho econômico dos EUA impressiona outros países, inclusive a China. “Não, não estou preocupado nem um pouco. Não, eles podem fazer o que quiserem, eles não estão indo muito bem. O que nós estamos fazendo em termos de economia, estamos impressionando todo mundo, incluindo a China”, afirmou o presidente americano.

Trump aponta falhas do Brasil e apoia Bolsonaro

Desde julho, Trump associou as novas tarifas ao cenário político brasileiro e reforçou sua defesa a Bolsonaro. De forma complementar, ele criticou a Justiça brasileira, classificando o processo contra o ex-presidente como uma “caça às bruxas”:

O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou ótimo nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro”.


Donald Trump critica Brasil e reforça defesa a Bolsonaro durante entrevista (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Trump ainda reforçou:

O Brasil tem algumas leis muito ruins acontecendo (…) Isso é realmente uma execução política que estão tentando fazer com o Bolsonaro”.

Posição do governo brasileiro

Governo brasileiro reafirma sua independência institucional e ressalta que não se curvará a pressões externas. O presidente Lula destacou ainda que não ficará “chorando” caso os EUA não queiram comprar produtos brasileiros e enfatizou que continuará buscando novos mercados para os produtos nacionais. Nesse contexto, autoridades afirmam que o país seguirá fortalecendo parcerias comerciais com outras nações, diversificando destinos de exportação e seguindo com estratégias próprias de comércio internacional.

Dólar se recupera e Ibovespa fecha em queda

Em meio a uma sessão de negociações cheia de altos e baixos, o mercado financeiro brasileiro fechou a quarta-feira (13) em baixa, refletindo uma série de fatores internos e externos. Após uma alta significativa na véspera, o Ibovespa recuou 0,88%, fechando aos 136.704,65 pontos. Por outro lado, o dólar se valorizou ligeiramente, revertendo a forte queda do dia anterior.

Varejo Pressiona o Mercado Doméstico

Um dos principais motores para a queda do Ibovespa foi o setor de varejo. Dados divulgados pelo IBGE mostraram que as vendas no comércio brasileiro caíram 0,1% em junho, contrariando a expectativa do mercado de crescimento. Essa retração, somada às quedas de 0,4% em maio e 0,3% em abril, acendeu um alerta sobre a desaceleração da atividade econômica no país. O economista Bruno Martins, do BTG Pactual, explicou que esses números indicam uma forte contração nos segmentos cíclicos e reforçam a visão de que o PIB do segundo trimestre de 2025 pode ter um crescimento de apenas 0,2%.

A percepção de fraqueza no setor impactou diretamente as ações de empresas do segmento, como CVC Brasil (queda de 10,78%) e GPA (queda de 10,56%), que também enfrentaram desafios internos. A CVC, por exemplo, divulgou um prejuízo no segundo trimestre, enquanto a GPA teve a renúncia de um diretor-chave. Outras empresas de varejo, como Petz, Assaí e Magazine Luiza, também registraram perdas consideráveis.


Enquanto o Ibovespa sofria com as notícias domésticas, o dólar fechou em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,40 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Dólar e o Cenário Externo

Enquanto o Ibovespa sofria com as notícias domésticas, o dólar fechou em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,40. A valorização da moeda veio após ter atingido seu menor valor no ano na véspera. O movimento, no entanto, foi contido e a cotação se manteve em uma faixa estreita, mesmo após o anúncio do governo brasileiro de um plano de ações para apoiar os setores afetados pela nova tarifa de 50% dos Estados Unidos. Esse plano, que inclui um montante de R$ 30 bilhões em crédito, já era amplamente esperado pelo mercado e, por isso, não gerou grandes movimentações cambiais.

A valorização do dólar no dia se contrapôs à tendência global de enfraquecimento da moeda americana. Nos EUA, a expectativa de que o Federal Reserve (Banco Central americano) possa cortar os juros em breve, impulsionada por dados fracos de emprego e inflação moderada, tem enfraquecido o dólar. No entanto, o cenário interno brasileiro, com incertezas sobre as contas públicas e o impasse nas negociações comerciais com os EUA, continua a influenciar o câmbio, deixando a moeda brasileira sensível. O especialista em investimentos Bruno Shahini, da Nomad, ressaltou que a cautela se mantém por conta das percepções de fragilidade fiscal.

Destaques e Outros Setores

Em contrapartida, às quedas, algumas empresas se destacaram positivamente. A MRV&Co, por exemplo, subiu 6,63% após apresentar sinalizações otimistas sobre suas margens e o guidance para 2025, apesar de ter divulgado um prejuízo no segundo trimestre. Outros setores também sentiram o impacto do pregão, com Petrobras e Vale fechando em queda, influenciadas pela fraqueza do petróleo e pela estabilidade do minério de ferro, respectivamente. O Banco do Brasil foi um dos poucos a registrar alta, com os investidores de olho no balanço do segundo trimestre que seria divulgado no dia seguinte.

Em Wall Street, o otimismo prevaleceu, com o S&P 500 atingindo uma nova máxima de fechamento, refletindo as esperanças de um afrouxamento monetário nos EUA. Esse cenário externo, no entanto, não foi suficiente para impulsionar o mercado brasileiro, que se manteve cauteloso e reagiu principalmente aos dados e às incertezas domésticas.

EUA enviam forças militares à America Latina para combater cartéis de drogas

Os Estados Unidos mobilizaram forças aéreas e navais para o Mar do Caribe Meridional com o objetivo de enfrentar cartéis de drogas latino-americanos. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (14) por duas fontes à agência Reuters.

Operação

De acordo com uma das fontes, a operação “visa lidar com ameaças à segurança nacional dos EUA vindas de organizações narcoterroristas especialmente designadas na região”. Detalhes adicionais não foram divulgados, mas a ação já havia sido discutida anteriormente pelo então presidente Donald Trump, que defendia o uso das Forças Armadas contra quadrilhas de tráfico classificadas como organizações terroristas globais.


Sinaloa, estado do México (Foto: reprodução/divulgação/euronews)

Objetivo da ofensiva e alvos

A repressão aos cartéis integra a estratégia central do governo norte-americano, que busca reforçar a segurança, conter a imigração e proteger a fronteira com o México. Desde o início do governo Trump, segundo a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, cerca de 39 mil mexicanos foram deportados anualmente para o país de origem.

Nos últimos meses, Washington já havia enviado pelo menos dois navios de guerra para auxiliar nas ações de segurança de fronteira e combate ao narcotráfico. Entre os principais alvos da nova ofensiva estão o Cartel de Sinaloa, no México, e o grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua, ambos classificados como organizações terroristas globais em fevereiro.

Além do deslocamento de tropas, as Forças Armadas dos EUA têm intensificado a vigilância aérea na região para coletar informações estratégicas e planejar operações contra as atividades ilícitas dessas organizações. Trump também chegou a oferecer o envio de militares ao território mexicano para reforçar o combate ao narcotráfico, proposta que foi recusada pelo governo do México. A movimentação militar no Caribe indica que o combate aos cartéis segue como prioridade na agenda de segurança norte-americana.

A mobilização reforça o posicionamento dos Estados Unidos em tratar o combate ao narcotráfico como questão estratégica de segurança nacional, estendendo sua presença militar na região e sinalizando que a pressão sobre cartéis e grupos criminosos latino-americanos deve se intensificar nos próximos meses.

Após perseguir universidades, Trump mira museus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (12), em carta enviada ao Smithsonian Institution, que 8 museus localizados em Washington e pertencentes à rede, incluindo o Museu Nacional de História Americana, Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana e Museu Nacional do Índio Americano, passarão por uma revisão de conteúdo. Além dos 8 museus, outros centros culturais serão inspecionados em uma segunda fase, afirmou a carta.

A análise inicial envolverá exposições e mostras itinerantes atuais e futuras (para os próximos 3 anos), além de orçamentos, organogramas, manuais para funcionários, descrições de cargos e comunicados internos sobre seleção e aprovação das obras de arte. 

Em 30 dias, os museus devem catalogar todos esses itens e receber “visitas de observação no local”. Haverá também entrevistas a curadores, em até 75 dias. A previsão é que as “correções” comecem a ser feitas dentro de 3 meses.

Instituição de pesquisa e preservação já fora alvo de Trump anteriormente

Essa não foi a primeira vez que o bilionário estadunidense ameaçou a Smithsonian Institution, maior complexo de museus e pesquisa dos Estados Unidos, com 21 centros culturais e 142 milhões de itens sob administração.

Em janeiro, a rede teve de interromper as atividades de seu escritório de diversidade após uma ordem executiva proibir políticas de equidade e inclusão em organizações financiadas pelo governo.

Em março, um decreto intitulado “Restaurando a Verdade e a Sanidade da História Americana”, voltado diretamente à instituição, determinava a remoção de “ideologias inapropriadas, divisivas ou antiamericanas” de seus museus. O documento atribuía ao vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, a missão de, junto a líderes do Congresso, indicar novos membros para o conselho diretor da entidade.


Um dos mais importantes do país, o Museu Nacional de História Americana, em Washington, faz parte da Smithsonian Institution (Foto: reprodução/Kevin Carter/Getty Images embed)


Em maio, Trump transmitiu através das redes sociais a demissão da diretora da Galeria Nacional de Retratos, vinculada à rede, Kim Sajet. Primeira mulher a dirigir o museu, desde 2013, Sajet nasceu na Nigéria e tem formação em história da arte. 

Ela é uma pessoa altamente partidária e uma firme defensora das políticas de diversidade, equidade e inclusão, o que é totalmente inapropriado para o cargo. Sua substituta será nomeada em breve”

Trump

Em julho, devido a pressões do governo Trump de demissão de funcionários, o Museu Nacional de História Americana alterou o conteúdo da exposição “Presidência Americana: Um Fardo Glorioso” para que não constasse mais as referências às duas tentativas de impeachment que Trump sofreu em seu primeiro mandato.

Universidades também sofreram com ações de Trump

Ainda neste ano, os noticiários mundiais foram tomados com a escalada de tensão entre Trump e grandes universidades, como Princeton, Columbia e Harvard. É que, sob justificativa de apoio a ações antissemitas (por terem sido ocupadas por estudantes contrários à guerra na Faixa de Gaza), o presidente estadunidense congelou verbas bilionárias destinadas à pesquisa.

A primeira grande instituição a sofrer com os cortes foi a Universidade de Columbia, em Nova York, onde os protestos começaram. Em março, Trump suspendeu o financiamento de 400 milhões de dólares à universidade, que, na esperança de conseguir reavê-los, se comprometeu a punir os manifestantes e coibir novas mobilizações estudantis. O dinheiro nunca retornou e a reitora Katrina Armstrong foi tão criticada que decidiu renunciar ao cargo, no mesmo mês.

Em abril, Trump enviou uma carta a Harvard, considerada um dos melhores centros de ensino superior do mundo, exigindo controle sobre a contratação de docentes, ingresso de alunos e alocação de recursos. Harvard foi a primeira universidade de ponta dos EUA a negar as demandas governamentais e, por isso, sofreu um corte de 2,2 bilhões de dólares para a pesquisa.

Dias depois, a Associação Americana de Faculdades e Universidades (AAC&U) e a Academia Americana de Ciências e Artes publicaram uma declaração pública criticando o “uso coercitivo” de financiamento público para pesquisa, que recebeu a assinatura de quase 600 dirigentes de instituições e organizações acadêmicas, entre os quais os reitores de Harvard, Princeton, MIT, Yale e Cornell.

Um levantamento da revista científica Nature aponta que cerca de 6 bilhões de dólares já foram congelados pela Casa Branca para o financiamento de pesquisas durante a administração Trump, o que mostra que o artifício financeiro é usado não apenas contra instituições culturais, mas contra à abrangente intelectualidade de seu próprio país.

Lula confirma envio de convite a Trump para participação na COP30 em Belém

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira (13) que enviou uma carta convidando o presidente americano Donald Trump. O convite é para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, também conhecida por COP30, visto que é o 30ª encontro. O evento, marcado para novembro em Belém (PA), reunirá líderes mundiais para discutir medidas urgentes contra o aquecimento global.

A princípio, Lula destacou que a conferência será o momento para países como o Brasil cobrarem ações concretas das nações mais ricas. Ele lembrou que, desde 2009, líderes prometeram US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões) anuais para a preservação das florestas, mas o recurso nunca foi entregue.

Clima político e críticas aos EUA

Além do tema ambiental, Lula reagiu a um relatório do Departamento de Estado dos EUA que aponta retrocessos nos direitos humanos no Brasil. Nesse ínterim, o presidente disse que “ninguém está desrespeitando regras” e acusou a capital Washington de criar “imagens de demônio” contra países com os quais deseja confronto. Ele defendeu o Judiciário brasileiro e rejeitou a acusação de desrespeito à Constituição.

O documento americano também critica a prisão de apoiadores de Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito. Lula rebateu e afirmou que o Brasil não aceitará rótulos injustos no cenário internacional e que o Judiciário brasileiro é um órgão “autônomo” que garante a Constituição brasileira.

BRICS e novos desafios comerciais

Anteriormente, Lula ainda confirmou que pretende convencer países integrantes do BRICS a negociarem sem depender do dólar americano, criando uma moeda própria para o comércio. A decisão surge em meio a tensões comerciais após Trump anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, medida que o governo avalia retaliar com reciprocidade.


ONU convoca reunião extraordinária com Brasil (Vídeo: reprodução/YouTubee/CNN Brasil)

Na pauta ambiental, o presidente brasileiro prometeu foco na poluição plástica durante a COP30, embora o Brasil não tenha aderido ao “Apelo de Nice” durante a Conferência da ONU sobre os Oceanos, na França. Já o BRICS pediu que países desenvolvidos ampliem o financiamento climático, propondo US$ 1,3 trilhão até o encontro de Belém.