Irmãos Menendez enfrentam audiência que pode decidir por liberdade nos EUA

Os irmãos Lyle e Erik Menendez enfrentam nesta terça-feira (13) uma audiência em Los Angeles, que pode determinar a revisão de suas sentenças de prisão perpétua pelos assassinatos de seus pais em 1989. A defesa busca uma redução da pena, o que poderia resultar na libertação imediata ou na elegibilidade para liberdade condicional.

O caso ganhou novo fôlego após a apresentação de evidências que sugerem que os irmãos foram vítimas de abuso sexual por parte do pai, um executivo da indústria do entretenimento. Essas alegações, sustentadas desde o início do processo, foram reforçadas por novas informações e registros do comportamento dos irmãos na prisão.


Irmãos Menendezes em Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia (Foto: Reprodução/Instagram/@circolare)

Em 2023, o então promotor de Los Angeles, George Gascón, recomendou uma nova sentença, argumentando que os irmãos já haviam cumprido tempo suficiente e deveriam ser considerados para liberdade condicional, especialmente por terem menos de 26 anos na época do crime, conforme o estatuto de delinquente juvenil da Califórnia. No entanto, seu sucessor, Nathan Hochman, se opõe à revisão, alegando que os irmãos ainda não reconheceram plenamente a responsabilidade pelos assassinatos.

Entenda o caso

Condenados em 1996 por assassinato em primeiro grau, Lyle e Erik Menendez cumprem duas penas consecutivas de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. O crime ocorreu em 20 de agosto de 1989, quando o casal foi morto a tiros enquanto assistia à televisão na sala de sua casa.

O julgamento, o segundo após o primeiro ter terminado com um júri dividido, atraiu grande atenção da mídia, expondo os aspectos sombrios da riqueza e do privilégio da família. Inicialmente, os irmãos alegaram ter encontrado os pais mortos ao voltar do cinema, supostamente vítimas de invasores.

Durante o processo, no entanto, Lyle e Erik admitiram os assassinatos, mas afirmaram que agiram em legítima defesa, temendo que seus pais os matassem após anos de abuso sexual por parte do pai e agressão psicológica pela mãe. Na época do crime, Lyle tinha 21 anos e Erik, 18.

Já a acusação sustentou que os homicídios foram premeditados e motivados pela ganância, com o objetivo de herdar a fortuna milionária da família.

Nova audiência pode reavaliar a sentença

A atual revisão da pena, que deve durar dois dias, pode incluir novas evidências da defesa, como uma carta supostamente escrita por Erik Menendez oito meses antes do crime, na qual ele descreve os abusos sofridos. Além disso, a defesa cita o depoimento de um ex-integrante da banda Menudo, que acusou José Menendez de abuso. Essas alegações foram destacadas em documentários recentes sobre o caso, que ganhou novo destaque após séries e produções da Netflix e Peacock.


Irmãos Menendez em audiência (Foto: reprodução/X/@BeatrizFGil)

Enquanto parte da família, incluindo as irmãs de José e Kitty, apoia a libertação dos irmãos, Milton Anderson, irmão de Kitty e já falecido, sempre se opôs à soltura e contestou as acusações de abuso.

Paralelamente, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, solicitou que o conselho de liberdade condicional avalie se Lyle e Erik representam um risco à sociedade caso fossem soltos. A decisão pode redefinir o futuro dos irmãos Menendez após mais de três décadas na prisão.

Trump considera aumento de impostos para os mais ricos, mas teme reação política

Em um momento de desafios fiscais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou apoio ao aumento de impostos para os cidadãos de maior renda como parte de seu plano econômico. Entretanto, ele expressou receios sobre a reação negativa de seus eleitores e sobre o impacto que essa medida pode ter no apoio político no Congresso.

A proposta de aumento de impostos para os “super-ricos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou publicamente que está disposto a apoiar a elevação de impostos para os mais ricos. A proposta se relaciona com as dificuldades dos republicanos em reduzir gastos sem atingir programas sociais protegidos por lei.

No entanto, Trump teme que o aumento de impostos gere uma reação política parecida com a do ex-presidente George Bush, que implementou novas tarifas em 1990 após prometer “nenhum novo imposto”, o que foi visto como uma quebra de promessa de campanha.


Postagem em que Trump diz não se opor a taxar os mais ricos, mas revela temer reação política (Foto: reprodução/True Social/@realDonaldTrump)

Desafios fiscais e vazamentos de conversas

A sugestão de aumentar impostos para os mais ricos surgiu após um vazamento de informações sobre uma conversa telefônica entre Trump e o presidente da Câmara, Mike Johnson, na quarta-feira (7). Trump teria sugerido que pessoas com rendimentos superiores a US$ 2,5 milhões e casais com rendas acima de US$ 5 milhões fossem taxados com uma alíquota de 39,6%.

Esse aumento representaria um reajuste em relação à taxa atual de 37%, estabelecida pela Lei de Cortes de Impostos e Empregos de 2017 para pessoas com rendimentos anuais superiores a US$ 626.350. Essa alíquota deve expirar no final do ano, a menos que o Congresso renove.

Estudos preliminares da Tax Foundation, uma organização não partidária, apontam que essa mudança poderia resultar em uma arrecadação de US$ 67,3 bilhões nos próximos dez anos. Focado em aumentar a arrecadação do país, Trump também tem defendido medidas como a taxação de produtos importados e de filmes produzidos fora dos EUA.

A difícil decisão sobre o Medicaid e o futuro fiscal

Em paralelo à proposta de aumentar impostos para os mais ricos, o governo Trump enfrenta outro impasse relacionado à redução dos custos do Medicaid, programa federal de assistência médica voltado à população de baixa renda.

O plano orçamentário de Trump prevê cortes fiscais no valor de US$ 4,5 trilhões nos próximos dez anos, mas também solicita ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara, que gerencia o Medicaid, que busque reduzir US$ 880 bilhões do Medicaid.

Segundo parlamentares republicanos, o problema é que dificilmente será possível cortar US$ 880 bilhões sem afetar o funcionamento do Medicaid, o que entraria em conflito com a promessa de Trump de manter o programa intacto. Dessa forma, criaria um dilema político, pois o Medicare e o Medicaid são programas populares entre os eleitores.

Trump anuncia redução no valor dos medicamentos para favorecer o povo americano

O presidente Donald Trump anunciou na Truth Social, neste domingo (11), que vai assinar uma ordem executiva para reduzir o valor dos medicamentos nos Estados Unidos. A medida visa igualar valores praticados no mercado externo e favorecer o povo americano em qualquer lugar do mundo.

A ordem executiva será assinada na nesta segunda-feira (12), na casa Branca para redução de produtos farmacêuticos, conforme publicação na rede social de Trump. “Eles levantaram em todo o mundo para igualar e, pela primeira vez em muitos anos, trazer justiça à América!”, ele disse. Preços de medicamentos prescritos e produtos farmacêuticos com redução 80% e 30%.

“Vou instituir uma política da nação mais favorecida, na qual os Estados Unidos pagarão o mesmo preço que a nação que paga o menor preço em qualquer lugar no mundo”, acrescentou Trump.

A perspectiva

O corte nos medicamentos ficará cerca de 59%, embora em publicação anterior, na noite do dia 11, Truth Social, Trump tenha mencionado entre 80% e 30%.

O republicano falou também que “não há inflação” ressaltando que os preços de “gasolina, energia, alimentos e todos os outros custos” seguem em queda.


Casa Branca, em Washington D.C. (Foto: reprodução/Instagram/@thewhitehouse)

Na agenda oficial da Casa Branca, há uma coletiva de imprensa prevista com participação do presidente americano e do secretário de Saúde e Serviços Humanos, nesta manhã. A Casa Branca não se estendeu sobre o funcionamento da medida.

Presidente americano já insista em baixa de preços

Os preços dos medicamentos nos EUA estão entre os mais elevados do mundo. Inclusive, são mais caros do que em países vizinhos como Canadá e México e na Europa. Donald Trump, já há algum tempo, insistia com a indústria farmacêutica para baixar o valor cobrado pelos medicamentos. Pois, de acordo com um estudo realizado pela RAND Corporation, os americanos pagam em média 2,5 vezes mais por remédios a que estão sujeitos à receita médica, em comparação à França, por exemplo. Por isso, o presidente Donald Trump se comprometeu a reduzir essa diferença, desde a sua campanha eleitoral.

A segurança, eficácia e qualidade dos produtos farmacêuticos comercializados no mundo é feita por diversas agências reguladoras. Nos Estados Unidos, o FDA regula medicamentos, alimentos e dispositivos médicos.
No Brasil, a ANVISA (agência Nacional de Vigilância Sanitária) é quem regula medicamentos, cosméticos e produtos para a saúde.

Jovem refém israelense-americano está próximo de ser libertado pelo Hamas

O Hamas informou neste domingo que, depois de negociar com representantes dos Estados Unidos, vai liberar o jovem refém israelense-americano, Edan Alexander, de 21 anos, mantido em cativeiro desde os ataques de 7 de outubro de 2023. 

Pouco antes, o grupo havia confirmado ter mantido conversas diretas em Doha com autoridades norte-americanas, nas quais se registrou avanço na busca por uma trégua na Faixa de Gaza, disse um porta-voz do grupo ao portal de notícias AFP.

Tentativas de negociações

Hamas afirmou em comunicado que a libertação de Edan Alexander integra as iniciativas voltadas à celebração de um cessar-fogo, à reabertura das passagens fronteiriças e à garantia da chegada de ajuda humanitária e operações de resgate à população da Faixa de Gaza. Em 18 de março, Israel encerrou uma trégua de dois meses e iniciou sua ofensiva na região, com o objetivo de pressionar o Hamas a libertar os reféns ainda mantidos desde o ataque de 7 de outubro de 2023.


Casa Branca dos EUA anuncia acordo de libertação de Edan Alexander (Foto: reprodução/X/@whitehouse)

Entre 19 de janeiro e 17 de março, a trégua possibilitou a soltura de 33 reféns israelenses em Gaza, sendo oito deles sem vida, mas em contrapartida a libertação de cerca de 1.800 palestinos detidos por Israel. As tratativas para encerrar os combates, conduzidas pelo Egito, Catar e Estados Unidos, ainda não avançaram a um acordo definitivo.

O Hamas exige uma “solução global” e, em 18 de abril, rejeitou a proposta israelense de cessar-fogo de pelo menos 45 dias, que incluía a troca de reféns pelos prisioneiros palestinos e o ingresso de ajuda humanitária em Gaza.

Quem é o jovem Edan Alexander?

Edan Alexander, estava com 19 anos, quando foi capturado em 7 de outubro de 2023 enquanto servia como soldado em uma unidade de infantaria de elite na fronteira de Gaza. Natural de Tel Aviv e criado em Nova Jersey, nos EUA, ele voltou a Israel após o ensino médio para ingressar no exército. 

Agora com 21 anos, acredita-se que Alexander seja o último refém israelense-americano vivo nas mãos do Hamas em Gaza. Algumas semanas atrás, Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos EUA Donald Trump, classificou sua libertação como prioridade máxima.

China e EUA dão primeiro passo para negociar guerra comercial

Acontece neste sábado (10) em Genebra, na Suíça, um encontro entre China e EUA na tentativa de conversar sobre a guerra comercial provocada pelas tarifas impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump no início do mês de abril.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o negociador-chefe de comércio dos EUA, Jamieson Greer, se encontram com o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, para dar o primeiro passo em direção à resolução da questão tarifária.

Posicionamento de Trump

Trump declarou nesta quinta-feira (8) que seria uma reunião amigável com negociações substanciais. Entretanto, acrescentou nesta sexta-feira (9) que tarifas de 80% sobre as importações de produtos da China seriam corretas. 

O presidente americano também postou na plataforma Truth Social que a decisão de reduzir o percentual das taxas cobradas pelos EUA sobre as importações da China é de Bessent e destacou que a China deveria abrir seus mercados para os EUA.

Seria ótimo para eles!!! Mercados fechados não funcionam mais!!!

Donald Trump

Até então, Trump não havia falado de números sobre a redução de tarifas sobre a China. Contudo, já havia uma sinalização de que tinha o desejo de uma trégua e uma redução de tarifas entre as duas superpotências mundiais.

O Ministério do Comércio da China afirmou que os EUA precisam “demonstrar sinceridade” nas negociações e ter disponibilidade para “corrigir suas práticas equivocadas e cancelar as tarifas unilaterais”

Evolução das tensões comerciais

As taxas sobre as importações que estão em vigor no momento são de 145% sobre as importações de produtos da China e 125% sobre as importações de produtos dos EUA. Os percentuais chegaram a este ponto ao longo de uma sequência de ações de reciprocidade entre os dois países: 

  • 2 de abril: “Dia da Libertação”, em que Trump apresentou uma tabela tarifária que varia de 10% a 50% para importações de mais de 180 países. 
  • 4 de abril: em retaliação, o governo da China impôs 34% sobre todas as importações dos EUA.
  • 7 de abril: em resposta à decisão chinesa, Trump estipulou que a China deveria retirar as tarifas até as 13h (horário de Brasília) do dia 8 de abril, ou o governo americano elevaria a taxa a 104%. 
  • 8 de abril: a China não recuou, afirmou que estava preparada para revidar até o fim, e Trump cumpriu a promessa e acrescentou mais 50% sobre as tarifas já impostas, apesar de acreditar que a China ainda poderia chegar a um acordo com o governo americano.
  • 9 de abril: o governo chinês elevou as tarifas de 34% para 84% sobre as importações dos EUA, proporcionalmente ao percentual de alta americano. No mesmo dia, Trump anunciou uma pausa na tarifação contra os outros países e reduziu os percentuais para 10% por 90 dias, com exceção da China. O presidente americano elevou a taxa das importações chinesas para 125%. As tarifas específicas já em vigor anteriormente, como os 25% sobre aço e alumínio, continuaram valendo.
  • 10 de abril: Washington explicou que as taxas de 125% foram somadas aos 20% aplicados antes sobre a China, totalizando 145% de taxas de importação sobre os produtos chineses. 
  • 11 de abril: o governo chinês elevou as taxas sobre as importações americanas para 125%.

Em 11 de abril, o vice-presidente chinês Han Zheng afirmou que a China não recuaria (Reprodução/X/GugaNoblat)

De acordo com a agência de notícias Reuters, as tarifas impostas pelo governo americano aos mais de 180 países desestabilizaram cadeias de suprimento, abalaram o mercado financeiro e alimentaram os temores de uma forte recessão global.

Movimentações em Genebra

Apesar de não se saber exatamente qual seria o local do encontro, testemunhas afirmaram ter visto as duas delegações deixando a residência do embaixador da Suíça para a Organização das Nações Unidas (ONU) no subúrbio de Cologny por volta da hora do almoço. 

Duas horas antes, os representantes americanos, Bessent e Greer, sorriram quando deixaram o hotel a caminho da reunião, usando gravatas vermelhas e broches com a bandeira americana na lapela do paletó. Bessent se recusou a falar com os repórteres. 

No mesmo instante, vans da Mercedes saíram do hotel onde a delegação chinesa está hospedada, às margens do Lago de Genebra, enquanto corredores se aqueciam para uma maratona.

Expectativa do encontro

Analistas mantiveram baixas as expectativas sobre o encontro. Ambos os lados fazem questão de não demonstrar fraqueza e há desconfiança sobre o momento. O presidente americano sugeriu que a China foi quem iniciou as discussões para as negociações, porém Pequim afirma que os EUA solicitaram as conversas e que a política de oposição da China contra as tarifas americanas não mudou. 


Analistas comentam sobre as expectativas e repercussão das relações entre EUA e China (Reprodução/YouTube/CNN Brasil)

O Ministro da Economia da Suiça, Guy Parmelin, se encontrou com ambas as delegações em Genebra nesta sexta-feira (9) e comentou que o simples fato das conversas estarem acontecendo já era um sucesso. 

Se um plano de ação emergir e eles decidirem continuar as discussões, isso diminuirá a tensão.

Guy Parmelin

Segundo Parmelin, as conversas poderiam continuar ao longo do domingo e da segunda-feira. A Suíça ajudou a mediar o encontro em visitas recentes de políticos suíços à China e aos Estados Unidos.

Lifeng também agendou uma reunião com a diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, Ngozi Okonjo-Iweala. Ela acolheu as conversas entre os dois países como “um passo positivo e construtivo para atenuação” das tensões comerciais entre as duas economias mais importantes do mundo. 

EUA recebem fazendeiros sul-africanos como refugiados por ordem de Trump

O governo dos Estados Unidos está se preparando para receber um grupo de agricultores sul-africanos de origem europeia, conhecidos como Afrikaners. A informação foi divulgada pelo The New York Times, que afirma ter tido acesso a um documento oficial do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS). Segundo o jornal, o grupo deve desembarcar já na próxima semana e uma cerimônia está sendo organizada no Aeroporto Internacional de Washington Dulles, na Virgínia, para marcar a chegada.

O presidente Donald Trump assinou em fevereiro uma ordem executiva autorizando a entrada desses fazendeiros no país sob o status de refugiados. Para o governo americano, esses sul-africanos estariam enfrentando perseguições por motivos raciais, o que justificaria o acolhimento.


Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em 5 de maio de 2025 (Foto: Reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


Na época da assinatura, Trump comentou que a África do Sul estaria tomando terras de algumas pessoas e tratando certos grupos de forma injusta, embora ele não tenha apresentado provas para sustentar essas declarações. O empresário Elon Musk, que nasceu na África do Sul e é próximo ao presidente, também comentou o assunto, dizendo que os brancos no país estariam sendo prejudicados por leis racistas sobre propriedade de terra.

Reação da África do Sul

A medida, no entanto, não passou despercebida pelas autoridades sul-africanas. O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que a decisão do governo americano ignora o histórico complexo da África do Sul e desconsidera décadas de injustiças durante o período colonial e o apartheid.

Distribuição de terra é tema sensível

A posse de terra continua sendo um tema delicado no país. Durante o apartheid, grande parte das terras foi tirada à força da população negra. Mesmo hoje, a distribuição continua desigual: dados de 2017 apontam que 75% das terras agrícolas estão nas mãos de brancos, que são apenas 8% da população. Os negros, que representam cerca de 80% dos sul-africanos, detêm apenas 4% das terras.

A iniciativa dos EUA levanta debates sobre imigração, relações internacionais e o papel de políticas raciais nos dois países.

Trump nega redução tarifária sobre a China

Resposta do governo chinês

Por outro lado, após as afirmações do presidente Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Lin Jian, afirmou mais cedo que qualquer pressão ou coerção não funcionará com a China. Ele garantiu que o país continuará buscando “Justiça” nas negociações com os EUA, deixando claro que não aceitará condições que prejudiquem seus interesses comerciais.

Dificuldades para uma reconciliação

As falas do presidente reforçam a dificuldade para uma reconciliação comercial entre os dois países e um possível acordo benéfico para os dois lados. A postura rígida de ambos os países aumenta as chances de uma prolongada disputa tarifária, dificultando uma possível reconciliação e a redução das tarifas que ambos desejam. Essa situação gera incertezas no mercado global, afetando cadeias de suprimentos e alianças internacionais, além de impactar consumidores, empresas e futuros investimentos.


Presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty images Embed)


Além disso, é importante destacar que essa tensão comercial entre os dois países tem consequências globais, já que ambos representam grande parte da economia mundial. As negociações e as decisões tomadas por eles influenciam diretamente as condições econômicas de outros países, afetando taxas de câmbio e o fluxo de comércio internacional. A postura de ambos revela que, no momento, as negociações permanecem difíceis, e a possibilidade de uma reconciliação parece distante. Isso mantém o mercado atento às próximas declarações e mudanças de postura.

Justiça dos EUA impede fim de benefício temporário a imigrantes

Nesta última segunda-feira, 5, o Tribunal de Apelações do 1º Circuito, em Boston, rejeitou o pedido do governo Trump para cancelar o status de permanência legal temporária de imigrantes vindos de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela. A decisão teve como base uma liminar da juíza federal Indira Talwani que negou a tentativa do governo revogar, sem análise individual, os benefícios concedidos durante o governo Biden, aos imigrantes. A medida garante que cerca de 400 mil pessoas possam continuar vivendo e trabalhando legalmente no país.

Política migratória mais rígida motivou decisão

O governo do presidente Donald Trump, conhecido por sua política mais dura contra a imigração, havia solicitado o fim de programas criados para receber pessoas de países em crise. Esses programas ofereciam proteção humanitária temporária, com autorização para morar e trabalhar legalmente nos Estados Unidos.

Em março desde ano, o Departamento de Segurança Interna anunciou que iria encerrar o benefício concedido a centenas de milhares de cubanos, haitianos, nicaraguenses e venezuelanos. A justificativa era rever as políticas anteriores e ampliar o controle migratório. A decisão foi contestada por entidades civis e levada à Justiça.


Atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: reprodução/ Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Juíza pede respeito à análise caso a caso

A juíza Indira Talwani, responsável por barrar a medida, afirmou que o cancelamento coletivo dos benefícios violaria princípios legais. Para ela, cada caso deve ser analisado individualmente, levando em conta a situação de cada imigrante.

A decisão do tribunal mantém a proteção temporária em vigor até que o caso seja julgado de forma definitiva, trazendo alívio para milhares de famílias que vivem legalmente no país.


A Juiza Indira Talwani (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)


Aplicativo de autodeportagem

CBP Home é o nome do novo aplicativo que o governo americano criou para que imigrantes ilegais consigam regressar ao seu país natal. Segundo o departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, quem optar por sair do solo americano por “vontade própria” receberá um auxílio financeiro de 1.000 dólares (R$ 5.658 na cotação atual) para ter assistência na viagem e sair da lista de deportados dos EUA.

Trump anuncia programa que irá pagar US$1.000 a imigrantes ilegais que decidirem deixar os EUA

Nesta segunda-feira (05) foi anunciado pelo governo do presidente americano Donald Trump o lançamento de um programa que fará um pagamento no valor de US$ 1.000 (aproximadamente R$ 5.658 na cotação atual) para imigrantes com situação irregular que decidirem deixar os Estados Unidos de maneira voluntária. Aqueles que aceitarem a autodeportação receberão também assistência para a viagem e seus nomes serão retirados da lista de detenção da agência de imigração americana.

A autodeportação

Em uma entrevista à Fox News, a secretária assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughin afirmou que a passagem para o país de origem dos imigrantes será totalmente custeada pelo governo americano. Em entrevista, a secretária de segurança interna, Kristi Noem, comenta sobre o novo programa implementado nos EUA.

Se você está aqui (nos EUA) ilegalmente, a autodeportação é a melhor, mais segura e mais econômica maneira de deixar os Estados Unidos e evitar a prisão. O DHS (Departamento de Segurança Interna) agora oferece assistência financeira para viagens a imigrantes ilegais e um auxílio para retornar ao seu país de origem por meio do aplicativo CBP Home.

Já a quantia de US$ 1.000 será paga individualmente por cidadão aprovado no programa que garantir ter chegado ao seu país de origem. O governo estima um prazo de 21 dias para concluir a viagem de retorno ao país natal do imigrante. 


Em vídeo, o presidente dos EUA Donald Trump explica sobre o lançamento da Autodeportação (Vídeo: Reprodução/X/@BrasilParalelo)

Estimativa do governo

O primeiro registro da utilização do programa de autodeportação foi de um imigrante residente de Chicago. O imigrante era natural de Honduras e foi o primeiro a utilizar o serviço para retornar ao seu país. 

Com a chegada deste novo programa, o governo dos EUA prevê uma economia de 70% com custos de deportação, que atualmente possui um custo médio de US$ 17.121 (aproximadamente R$ 96,9 mil na cotação atual).

Embora o programa esteja em seus primeiros estágios nos EUA, outros países da Europa já utilizam o mesmo, chamando-o de programa de retorno voluntário. Um exemplo a ser citado é o Reino Unido, que paga a quantia de 3 mil libras (cerca de R$ 22,5 mil na cotação atual) para aqueles que forem aprovados. No entanto, existe uma regra que o imigrante que deixar o país não pode regressar em seu território nos próximos 5 anos.

Trump manifesta interesse em reabrir famosa prisão de Alcatraz

O presidente americano Donald Trump deu uma declaração neste domingo (4) de que irá reabrir a prisão de Alcatraz, um dos centros de detenção mais famosos dos Estados Unidos. A antiga unidade prisional fica localizada numa ilha, perto do estado da Califórnia e está fechada há cerca de 60 anos.

Sobre a prisão

A prisão ficou conhecida devido a estrutura de segurança máxima e também devido a localização geográfica estratégica que impede que fugas ocorram. As águas frias do Oceano Pacifico que banham o estado da Califórnia são repletas de tubarões, algo que impossibilitava a fuga de prisioneiros na prisão de Alcatraz.


Anúncio de Trump sobre Alcatraz. (reprodução/X/realDonaldTrump)

Trump publicou em suas redes sociais a necessidade que de prender criminosos: “É por isso que, hoje, estou ordenando ao Departamento Federal de Prisões, juntamente com o Departamento de Justiça, o FBI e o Departamento de Segurança Interna, que reabra uma ALCATRAZ substancialmente ampliada e reconstruída, para abrigar os criminosos mais crueis e violentos da América”, acrescentou. “A reabertura de ALCATRAZ servirá como símbolo de Lei, Ordem e JUSTIÇA

Conflito de interesses

A prisão que é muito popular dentro da cultura pop, já abrigou diversos criminosos famosos e conhecidos na mídia como por exemplo o mafioso  Al Capone, George ‘Machine Gun’ Kelly e Bumpy Johnson. Durante o período que esteve funcionando, apenas três presos conseguiram fugir da prisão mais famosa dos EUA, sendo eles Frank Morris, Clarence Anglin e John Anglin, nenhum deles nunca mais foi encontrado ou se teve noticias.

Atualmente a prisão foi designada como um Marco Histórico Nacional, e funciona como um ponto turístico administrado pelo Serviço Nacional de Parque dos EUA. Fechada desde 1963, a ordem de sua abertura ocorre entre o conflito de Trump com o sistema judiciário norte-americano, devido às ordens do presidente de enviar imigrantes irregulares em prisões de El Salvador sem qualquer procedimento jurídico legal.