Casa Branca nega o acesso de repórteres à reunião do gabinete de Trump

Nesta quarta-feira (26), o governo impediu que jornalistas da Reuters e de outros veículos de imprensa fizessem a cobertura da primeira reunião do gabinete de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A decisão está em conformidade com a nova política do governo a respeito da cobertura midiática.

Restrições à imprensa

Equipes das emissoras Newsmax e ABC e correspondentes da Bloomberg News, Axios e NPR tiveram autorização para cobrir o evento. Enquanto repórteres da Reuters, do HuffPost, da Associated Press e do jornal alemão Der Tagesspiegel tiveram seu acesso negado.

Essa medida está alinhada com a nova diretriz do governo sobre a cobertura da mídia. Na última terça-feira (25), o governo Trump declarou que a Casa Branca passaria a definir quais veículos de comunicação poderiam participar da cobertura diária do presidente em locais menores, como o Salão Oval.

Anteriormente, o acesso direto ao presidente dos Estados Unidos era organizado por um sistema de rodízio entre os meios de comunicação, sob a coordenação da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA).

Esse sistema permitia que jornalistas de TV, rádio e agências de notícias, imprensa se revezassem na cobertura dos eventos, compartilhando suas informações com o restante da mídia.


Donald Trump em primeira reunião de gabinete (Foto: reprodução/Jim Watson/AFP)

Na quarta-feira (26), AP, Bloomberg e Reuters, as três agências de notícias que eram integrantes permanentes da cobertura, divulgaram uma nota em resposta à nova medida.

“As agências trabalharam por muito tempo para garantir que informações precisas, justas e oportunas sobre a presidência sejam comunicadas a um público amplo e de todas as orientações políticas, tanto nos EUA quanto globalmente. É essencial, em uma democracia, que o público tenha acesso a informações sobre seu governo por meio de uma imprensa independente e livre.”

O HuffPost considerou a política como uma violação do direito da Primeira Emenda à liberdade de imprensa. Até o momento, o jornal Der Tagesspiegel ainda não se manifestou.

A medida segue a decisão do governo Trump de impedir o acesso da Associated Press porque ela se recusou a se referir ao golfo do México como golfo da América.

Posicionamento da Casa Branca

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, ao selecionar os veículos para a cobertura diária, o governo Trump busca abrir espaço para novos meios de comunicação, com o objetivo de “devolver o poder ao povo americano”.

Leavitt também destacou que as principais redes de TV, além dos jornalistas da mídia impressa e rádio, se manterão como membros rotativos na cobertura da Casa Branca, com a inclusão novos veículos e serviços de streaming.

Ator americano Gene Hackman e sua esposa são encontrados mortos em casa

Autoridades americanas informaram na manhã desta quinta-feira (27) que o ator Gene Hackman, 95, e sua esposa Betsy Arakawa, 63, foram encontrados mortos em sua residência no condado de Santa Fé, no estado do Novo México, nos EUA. Além do casal, o cachorro da família também morreu. Investigações preliminares não apontam sinais de crime e nem a causa da morte. Hackman era um ator renomado e venceu dois Oscar em sua carreira. Sua esposa era pianista e o casal estava junto desde 1991. 

Em declaração à Press Association, o xerife de Santa Fé, Adan Mendoza, responsável pela investigação, informou que “há uma investigação ativa” sobre as mortes e que “não havia perigo para os vizinhos”.

Tudo o que posso dizer é que estamos no meio de uma investigação preliminar de morte, esperando a aprovação de um mandado de busca. Quero garantir à comunidade e à vizinhança que não há perigo imediato para ninguém.” (Xerife Adan Mendoza para a Press Association)

Com mais de 60 anos de carreira, Gene Hackman iniciou seus trabalhos na companhia de teatro “Pasadena Playhouse”, na Califórnia, a mesma do ator Dustin Hoffman. E, segundo o jornal The Guardian, foram eleitos os “menos prováveis de fazer sucesso”

Ator consagrado

Antes de atuar como ator, Gene Hackman, era fuzileiro naval na marinha dos EUA e serviu em países da Ásia, sendo dispensado em 1951. Após o serviço militar, estudou Jornalismo na Universidade de Illinois. Anos depois, voltou a morar no estado da Califórnia, quando decidiu iniciar sua carreira como ator,

Certa vez, em uma entrevista à jornalistas, disse: “Acho que eu queria ser ator desde os meus 10 anos, talvez até mais novo que isso”. 

Seu primeiro trabalho foi no filme “Lilith” (1964), onde contracenou com Warren Beatty. Trabalhando novamente com o ator em “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967). Sendo indicado ao Oscar pela primeira vez, perdendo para o ator George Kennedy. 

A fama veio a partir da década de 1970, quando protagonizou Jimmy “Popeye” Doyle, no filme Operação França. Atuação que rendeu seu primeiro Oscar. Tornando-se ator reconhecido no cinema americano e mundial. 

Em “Os Imperdoáveis” (1992), ao lado de Clint Eastwood, interpreta Little Bill Daggett, um xerife cruel e implacável, vencendo o Oscar de “Melhor Ator Coadjuvante”. 

Hackman também protagonizou o vilão Lex Luthor nos filmes do Superman estrelados por Christopher Reeve.

Sua última atuação no cinema foi em “Uma Eleição Muito Atrapalhada (2004)”, quando decidiu não mais atuar. 

Homenagens 

A morte de Gene Hackman e sua esposa de maneira ainda não esclarecida gerou surpresa e comoção entre seus amigos e familiares. 

Na manhã desta quinta-feira (27), várias personalidades conhecidas do grande público renderam homenagens ao ator. Entre eles, Francis Ford Coppola, roteirista e cineasta americano que usou suas redes sociais para destacar que Hackman “foi um grande ator, inspirador e magnífico”.


Postagem de Francis Ford Coppola em homenagem a Gene Hackman (Foto: reprodução/Instagram/@francisfordcoppola)


A atriz Viola Davis também utilizou as redes sociais para homenagear Hackman. Em sua postagem disse: “Te amei em tudo (…) você foi um dos grandes”


Postagem de Viola Davis em homenagem a Gene Hackman (Foto: reprodução/Instagram/@violadavis)


Gene Hackman era um ator versátil e um dos mais respeitados de Hollywood. A morte, ainda não esclarecida, do casal está sendo acompanhada de perto pelas autoridades locais, pelos principais veículos de comunicação mundial e pelos profissionais da indústria cinematográfica, em geral. 

Alexandre de Moraes pode ser impedido de entrar nos EUA se projeto virar Lei

Na última quarta-feira (26), o Comitê Judiciário da Câmara dos EUA aprovou um projeto baseado na primeira emenda da constituição americana voltada para a liberdade de expressão. A proposta “Sem Censores em Nosso Território” foi apresentada pelos deputados republicanos Darrell Issa e María Elvira Salazar.

Caso seja aprovada, também, pelo plenário da Câmara, pelo Senado dos EUA e receba sanção do presidente Donald Trump, entrará em vigor. Com isso, o ministro Alexandre de Moraes pode ser impedido ou até deportado dos EUA caso viaje ao país. 

O projeto prevê a proibição da entrada e deportação de autoridades estrangeiras que violem as normas estabelecidas pela legislação dos EUA. No caso do Ministro Alexandre de Moraes, os autores do projeto entenderam que ele violou as leis estadunidense quando ordenou que a rede social “X”, de Elon Musk, suspendesse mais de 150 contas da rede social, inclusive de jornalistas, sob a punição de multas elevadas. E, também, quando ordenou a suspensão da “Rumble” no Brasil, uma rede de compartilhamento de vídeos.

De acordo com  os defensores do projeto, as medidas adotadas por Moraes configuram censura, colocam em risco a liberdade de expressão e atentam contra a soberania dos EUA. 

Manifestações nas redes sociais 

O Comitê do Judiciário da Câmara dos EUA publicou em sua conta oficial na rede social “X” uma mensagem de aviso às autoridades que agem como “silenciadores dos americanos”. Informando que: “não deveriam poder voltar e visitar suas confortáveis ​​casas de férias”.  Além de, na mesma postagem, explicar os motivos para a elaboração e aprovação do projeto.


Postagem do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA (Foto: reprodução/X/@JudiciaryGOP)

As postagens foram imediatamente compartilhados por um dos autores do projeto, o deputado Darrell Issa com a seguinte observação: “ Nós apenas começamos a lutar.”


Postagem do deputado Darrell Issa (Foto: reprodução/X/@repdarrellissa)

Em contrapartida a  hashtag “apoiamosalexandredemoraes”, na manhã desta quinta-feira (27), entrou para os “trending topics” da mesma rede social como um dos assuntos mais comentados até o momento. 

Sem menção a Alexandre de Moraes no projeto 

Não há menção ao nome do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, no projeto que pode virar Lei nos EUA e barrar sua entrada no país. Contudo, uma das autoras, a deputada Maria Elvira Salazar, informou que foi levado em conta as decisões tomadas pelo STF no Brasil para sua elaboração. 

Até a manhã desta quinta-feira (27), Moraes não se manifestou sobre o assunto.

Chefe do Hezbollah exige que tropas israelenses sejam retiradas do Líbano até 18 de fevereiro

O líder do grupo armado Hezbollah, Naim Qassem, comunicou no último domingo (16) o prazo final para a retirada de tropas israelenses do território libanês. Naim Qassem exige que até o dia 18 de fevereiro, próxima terça-feira, Israel se retire do Líbano por não haver nenhum pretexto para a presença militar no país. 


Chefe do Hezbollah exige retirada de Israel (Vídeo: Reprodução/Youtube/ CNN)

Essa não é a primeira vez que Israel recebe um prazo para se retirar do Líbano. Em novembro do ano passado, em um momento de trégua mediado por Washington, as tropas israelenses receberam 60 dias para se retirar do sul libanês. Apesar da mediação de trégua feita pela capital dos EUA no ano passado, a emissora pública de Israel disse que a presença militar de Israel a longo prazo no Líbano foi autorizada pelos EUA. 

O prazo foi estendido até o dia 18 de fevereiro deste ano, mas segundo informações da agência de notícias Reuters, os israelenses solicitaram a manutenção das tropas em cinco postos no Líbano. 

Discurso de Naim Qassem 

O discurso do secretário geral do Hezbollah foi televisionado. Qassem declarou que não há alegação para a presença militar de Israel no país e que as tropas devem estar totalmente retiradas até o dia 18. 

Caso haja presença militar no território após o prazo final, será considerada uma força de ocupação no país. Ainda que não tenha declarado explicitamente que o Hezbollah retomaria os ataques contra Israel, Naim Qassem deixou claro que a presença militar após o prazo final será tratada pelo grupo como uma ocupação. 

Durante a transmissão do comunicado foram realizados três ataques israelenses em solo libanês, no Vale de Bekaa, leste do Líbano. Militares israelenses justificaram os ataques por terem identificado atividades do Hezbollah que continham lançadores de foguete e outras armas. 

O que é o Hezbollah?

O Hezbollah é uma organização muçulmana xiita criada em 1982, em meio a guerra civil libanesa (1975-1990). O grupo nasceu como uma resistência à invasão israelense, sobretudo no território xiita, sul do Líbano. Atualmente, a organização possui influência política e militar no país e, segundo a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, é um dos grupos não estatais mais armados do mundo. 


Grupo armado “Hezbollah” (Foto: Reprodução/X/@xumas_iq)

Após a guerra civil no Líbano, o Hezbollah ficou responsável pelo monitoramento e pela contenção da invasão israelense. Isso aconteceu devido a falta de organização do próprio Exército libanês. Com uma atuação de suporte na guerra, o Hezbollah ganhou prestígio com os libaneses. O grupo é considerado uma organização terrorista por alguns países do Ocidente como os EUA, Canadá, União Europeia e Reino Unido. 



Elon Musk defende eliminação de agências federais para reformar governo dos EUA

O bilionário Elon Musk afirmou, nesta quinta-feira (13), que muitas agências devem ser eliminadas como parte da reforma radical do governo dos EUA comandada pelo presidente Donald Trump. Elon comanda o Departamento de Eficiência Governamental do governo de Trump, cujo objetivo é reduzir ao máximo os custos públicos a fim de equilibrar as contas públicas governamentais. A declaração do bilionário foi feita por uma videochamada durante a Cúpula de Governos Mundiais, na cidade de Dubai.

As ações de Musk têm provocado pânico entre os funcionários e diversos protestos públicos após o bilionário tomar como iniciativa a demissão voluntária em massa dos funcionários da CIA e o fechamento da maior agência de ajuda humanitária dos Estados Unidos ao mundo, a USAID. Elon, no entanto, defendeu suas ações.


Trump defende iniciativas de Musk (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pam News)

De acordo com o bilionário, o objetivo principal deve ser deletar as agências por inteiro. Segundo ele, “é como deixar uma erva daninha, se você não remover as raízes é fácil para ela crescer novamente”.

Mas se você remover, isso não impede que as ervas daninhas voltem, mas torna mais difícil. Então temos que realmente eliminar agências inteiras, muitas delas”, disse.

Musk chama funcionários públicos do governo de burocratas e recebe apoio de Trump

Elon ainda chamou os funcionários de burocratas e afirmou que o objetivo dele e do presidente é “restaurar o governo do povo” e para isso é necessário “reduzir a regulamentação“. Até o momento, Musk tem recebido total apoio de Donald Trump em suas iniciativas.

Em uma entrevista dada à Fox News neste domingo (9), Trump confirmou seu apoio ao bilionário e disse que irá emitir uma ordem ao seu departamento para investigar supostas fraudes da área da Educação e das Forças Armadas. “O povo me elegeu para isso”, disse Trump. A investigação deve acontecer nos próximos dias. Donald ainda disse que Elon não está ganhando nenhuma remuneração para executar o trabalho e o elogiou: “Na verdade, eu me pergunto como ele consegue dedicar tempo a isso”.


Musk têm recebido total apoio de Trump em suas ações (Reprodução/Brandon Bell/Associated Press)

A Doge

O Departamento comandado por Elon Musk foi criado pelo presidente para investigar e eliminar os gastos desnecessários do governo. A criação do órgão gerou bastante polêmica, isso porque a nomeação de Musk não foi avaliada e aprovada pelo Senado. A Casa Branca tem autoridade para confirmar ou rejeitar as nomeações que o presidente faz às suas Secretarias.

Na semana passada, foi revelado que Musk estava tentando obter acesso a dados do Tesouro dos Estados Unidos, incluindo dados pessoais extremamente sensíveis. Um juiz emitiu uma ordem e proibiu que o Departamento tivesse acesso a estes dados e ao sistema de pagamentos do Tesouro. Trump criticou tal ação.

Israel pode retomar ataques em Gaza, caso reféns não sejam soltos

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avisou nesta terça-feira (11) que o cessar-fogo pode acabar, caso o Hamas não liberte os reféns que ainda estão na Faixa de Gaza, até sábado (15). O prazo final é meio-dia no horário local (7h em Brasília), o que torna a situação cada vez mais tensa.

Exército israelense pronto para agir

Netanyahu afirmou que os soldados já estão preparados para voltar a atacar, se o Hamas não cumprir o acordo. “Se os reféns não forem soltos até o prazo, vamos retomar os combates até derrotarmos o Hamas“, disse ele.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também comentou o assunto e incentivou Israel a agir, caso o grupo não entregue os reféns. “Deixe o inferno se instaurar“, declarou Trump na Casa Branca.


Israel declara ‘alerta de estado de guerra’, após ataques surpresa do Hamas (Foto: reprodução/Getty Images)


Hamas diz que há dificuldades no acordo

O Hamas quer manter o cessar-fogo, mas culpa Israel por não respeitar os termos combinados. Segundo o grupo, o governo israelense tem dificultado a chegada de comida e remédios a Gaza e impedido que moradores voltem para suas casas no norte do território.

O acordo foi fechado no dia 19 de janeiro e previa que o Hamas soltaria 33 reféns, aos poucos. Em troca, Israel retiraria parte dos soldados de Gaza e libertaria prisioneiros palestinos. Até agora, 16 reféns foram soltos.

Os países que estão ajudando nas negociações temem que o acordo desmorone. Segundo a agência de notícias Reuters, novas reuniões foram canceladas e existe um sério risco da guerra voltar em sua total força.

Tudo começou em outubro de 2023, o Hamas atacou Israel, resultando mais de 1.200 mortes. Israel então iniciou grandes bombardeios na Faixa de Gaza, onde, de acordo com as autoridades locais, mais de 40 mil pessoas já morreram.

Com o prazo chegando ao fim, as próximas horas serão decisivas. O mundo segue atento ao que pode acontecer.

Irã faz alerta: “agressão dos EUA terá consequências severas”

Nesta terça-feira (11), o Irã notificou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que reagiria com força no caso de os EUA atacarem o país. A nota foi emitida em resposta aos discursos da administração do presidente americano Donald Trump, que o Irã considera imprudentes e perigosos.

O teor da mensagem foi explícito: qualquer agressão dos EUA resultará em sérias consequências.

Irã faz ameaças

O governo iraniano não usou meias palavras contra Trump. O Irã escreveu que qualquer ato de agressão irá provocar uma resposta dura e decisiva

Para o Irã, essas declarações de Trump implicam riscos à segurança internacional e violam o direito internacional. O Irã pediu à ONU que desenvolvesse pressão contra as ameaças, evitando a escalada do conflito.

Além disso, o governo iraniano fez questão de dizer que irá defender sua soberania e seus interesses nacionais, independente das circunstâncias. Essa postura mais firme mostra que a tensão entre os dois países está longe de ser resolvida.


Cerimônia de luto acontece para secretário-geral do Hezbollah, morto em Beirute (Foto: reprodução/Majid Saeedi/Getty Images Embed)

Houthis colocam Israel na mira

No Iémen, o grupo extremista, Houthi, respaldado pelo Irã, fez novas ameaças, que intensificam as preocupações na região. Abdulmalik al-Houthi, líder do grupo, afirmou durante um discurso televisionado que os Houthis estão prontos para atacar Israel, caso o país retome os bombardeios sobre Gaza.

Essa declaração eleva a imprevisibilidade da situação, dado que os Houthis controlam uma parte significativa do Iémen e já participaram de ações contra Israel no Mar Vermelho.

Al-Houthi advertiu que, se Israel continuar com os ataques, “as mãos dos Houthis estão no gatilho”, sugerindo uma prontidão para intensificar suas operações. Esse aviso aumenta as tensões entre as nações afetadas, elevando o risco de um conflito mais amplo.

Hamas e Israel: mais atrasos e desacordos no cessar-fogo

No que diz respeito ao Hamas e a Israel, a situação em Gaza continua instável. O Hamas anunciou um adiamento na liberação dos reféns, que estava programada para o próximo sábado (15).

O grupo palestino expôs que essa decisão é baseada em supostas violações do cessar-fogo por parte de Israel. O Hamas acusa o Estado israelense de não cumprir acordos, como permitir a entrada de ajuda humanitária e cessar os bombardeios na região.

Israel, porém, nega essas alegações, afirmando que a prorrogação na entrega dos reféns por parte do Hamas é uma violação do cessar-fogo. O governo israelense enfatizou que suas forças estão em máxima alerta e preparadas para qualquer eventualidade.


Conflito em Gaza (Foto: reprodução/Mahmud Hams/Getty Images Embed)


Liberação de reféns

Apesar de toda essa tensão, houve um sinal de esperança. No sábado (8), três reféns israelenses, sequestrados pelo Hamas em outubro de 2023, foram finalmente libertados. As vítimas, que estavam em condições de saúde precárias, foram entregues à Cruz Vermelha e apareceram, em imagens, debilitadas, vestindo roupas simples e apresentando fragilidade.

Esta liberação representou um alívio para as famílias, mas também causou críticas. O governo de Israel colocou em questão a forma como os reféns foram tratados, afirmando que era impossível ignorar as imagens. No lugar deles, Israel soltou 183 prisioneiros palestinos, alguns deles envolvidos em ataques violentos. Entretanto, essas trocas não garantem a paz, pois o processo de negociações ainda é instável.

Não obstante as tentativas de negociação, a paz no Oriente Médio ainda está muito distante. A cada dia, novas ameaças surgem e os conflitos são trocados. Isto deixa milhões de pessoas vulneráveis à violência e à insegurança.

A população da região, particularmente os civis, está pagando duramente pelas consequências dessa guerra que não tem fim à vista. A solução pacífica depende de decisões difíceis e parece depender da vontade das partes em honrar a diplomacia.

Para muitos, a simples troca de reféns, por mais simbólica que seja, ainda é um sinal de que há um fio de esperança. Mas, enquanto as ameaças e dissensões persistirem, a paz ainda será uma tarefa difícil e distante.

Show de Kendrick Lamar no Super Bowl 2025 conquista audiência histórica

No último domingo (9), Kendrick Lamar se apresentou no jogo anual mais importante da Liga Nacional de Futebol (NFL), que foi realizado no estádio Caesars Superdome em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O show aconteceu durante o intervalo da disputa entre Kansas City Chiefs e Philadelphia Eagles, e contou com as participações de SZA, Samuel L. Jackson e Serena Williams.

Recorde de audiência

Com mais de 126 milhões de espectadores em todas as plataformas, o “Super Bowl 2025” registrou a maior audiência de sua história.

Conforme informações da empresa de pesquisa Nielsen, divulgadas pela Fox, esse aumento representa cerca de 2% em relação ao número de pessoas que assistiram ao jogo no ano passado, quando se atingiu a marca de 123,7 milhões.

Segundo a emissora, a audiência teria alcançado seu auge durante o segundo quarto do jogo, pouco tempo antes da apresentação do cantor, com aproximadamente 136 milhões de espectadores entre 20h e 20h15.


Kendrick Lamar durante apresentação no Super Bowl (Foto: reprodução/Timothy A. Clary/AFP)

Importância da apresentação

O show de Kendrick Lamar marca a primeira apresentação solo de um rapper no evento. Kendrick já havia se apresentado em 2022, ao lado de artistas como Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem e 50Cent, na edição que homenageou os 50 anos de hip-hop.

Além disso, o show definiu o melhor momento comercial da carreira de Kendrick Lamar. Ele conseguiu grandes conquistas com “Not Like Us”, música repleta de referências e ataques diretos, que expõe sua briga com o cantor Drake.

“Not Like Us” foi o rap que conquistou mais rápido a marca de 100 milhões de visualizações e levou cinco prêmios no Grammy Awards.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (6), o artista explicou que seu objetivo sempre foi manter a essência da competição entre os cantores. “Ainda assisto a raps de batalha, essa sempre foi a definição central de quem eu sou”, disse.

Ele ainda acrescentou que muitas pessoas haviam colocado o rap em segundo plano, e que aquilo já não possuía mais a mesma intensidade de antes. Segundo Lamar, o importante não é só fazer as pessoas ouvirem sua música, mas também refletirem sobre seu significado.

Brasil adota postura de cautela diante de novas tarifas dos EUA sobre aço e alumínio

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), confirmou na última segunda-feira que o Brasil adotará uma postura de cautela antes de reagir à recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio. O anúncio de Trump, feito no domingo, reacende preocupações sobre o impacto nas exportações brasileiras, já que o Brasil é um dos principais fornecedores desses materiais para o mercado norte-americano, sendo esse um dos principais produtos de exportação nacional.

“Vamos aguardar ainda essa questão da taxação. Da outra vez que isso foi feito, teve cotas, então vamos aguardar. Nossa disposição é sempre a de colaboração, parceria em benefício das nossas populações”

Vice-presidente Geraldo Alckmin após uma visita à fábrica da Bionovis, em Valinhos (SP).

Relação Comercial Equilibrada

Alckmin ainda destacou que o comércio entre Brasil e Estados Unidos é equilibrado, reforçando que o diálogo será a principal ferramenta para resolver qualquer impasse, segundo dados no ano passado, o Brasil exportou US$ 40,2 bilhões para os EUA, enquanto as importações do país norte-americano somaram US$ 40,5 bilhões, esses números mostram a relação de equilíbrio entre os dois países.

“O Brasil e os Estados Unidos têm uma relação comercial equilibrada. É um ganha-ganha, nós exportamos para eles, eles exportam para nós, e quem ganha é a população”, afirmou o vice-presidente.


Vice-presidente Geraldo Alckmin (Foto: reprodução/Getty Images News/Ton Molina/Getty Images Embed)


Questionado sobre a possibilidade de o Brasil retaliar com a taxação de produtos tecnológicos norte-americanos, Alckmin evitou falar sobre qualquer medida nesse sentido. “Vamos aguardar porque acreditamos muito no diálogo”, o ministro ainda relembrou que, em ocasiões anteriores, medidas protecionistas similares foram atenuadas pela adoção de cotas para os países exportadores.

Impactos para o Setor Siderúrgico Brasileiro

Apesar do tom conciliador do governo, a medida gera preocupações no setor siderúrgico brasileiro. Especialistas alertam que, mesmo sendo uma tarifa aplicada a todos os fornecedores, o impacto pode ser significativo para o Brasil, que depende fortemente das exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos.

Segundo a CNN, o governo brasileiro já vinha esperando esse movimento, dado o histórico do primeiro mandato de Trump, quando políticas protecionistas semelhantes foram adotadas. A avaliação preliminar da equipe econômica é de que, embora a medida seja unilateral e não especificamente direcionada ao Brasil, ela ainda representa um risco para a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano, um mercado esse que se tornou importante para economia nacional mesmo com o crescente aumento da parcela chinesa.

Enquanto isso, o governo brasileiro mantém o compromisso com o diálogo e a busca por soluções diplomáticas, evitando retaliações precipitadas que possam prejudicar a já delicada relação comercial com os Estados Unidos.

Brasileiros chegam ao Brasil após serem deportados pelos Estados Unidos

Mais um grupo de brasileiros deportados pelos Estados Unidos desembarcou no Brasil nesta sexta-feira, dia 07 de janeiro. O avião norte-americano pousou em Fortaleza, no Ceará, trazendo cerca de 111 passageiros que haviam tentado entrar ilegalmente no território norte-americano. O episódio reacende o debate sobre as condições em que esses brasileiros são tratados durante o processo de deportação.

Condições dos voos

Relatos dos deportados indicam que, durante o voo, muitos foram transportados algemados, prática que já havia sido registrada em ocasiões anteriores e amplamente criticada por autoridades brasileiras e organizações de direitos humanos.

Além disso, os passageiros denunciaram a falta de acesso a alimentos, com alguns afirmando ter ficado mais de 12 horas sem se alimentar. Essa situação gerou revolta e levou a questionamentos sobre o respeito aos direitos humanos durante a deportação.

Após as polêmicas e as declarações do governo brasileiro contrárias a essas práticas, desta vez, os deportados desembarcaram sem algemas e correntes. A mudança pode indicar uma tentativa dos Estados Unidos de minimizar as críticas e evitar desgastes diplomáticos com o Brasil.

Ainda assim, o tratamento dado aos passageiros durante a viagem levanta preocupações e reforça a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso por parte das autoridades brasileiras.

Assim que chegaram ao Brasil, os deportados receberam atendimento e assistência emergencial do governo estadual do Ceará. Foram distribuídas refeições e fornecido apoio para aqueles que precisassem de orientação e transporte para retornar às suas cidades de origem.

Essa mobilização busca amenizar o impacto da deportação e oferecer um mínimo de dignidade aos brasileiros que enfrentaram essa experiência difícil.


Deportados embarcando no voo norte-americano (Foto: reprodução/x/g1)

Deportações no governo Trump

A crescente deportação de brasileiros dos Estados Unidos reflete a intensificação da política migratória norte-americana, que tem reforçado o controle de fronteiras e acelerado processos de deportação. Muitos dos brasileiros deportados relataram ter enfrentado grandes dificuldades para tentar ingressar no país de forma irregular, muitas vezes passando por jornadas perigosas e situações de vulnerabilidade extrema.

Diante desse cenário, especialistas apontam a necessidade de políticas públicas que possam oferecer alternativas para aqueles que buscam melhores condições de vida no exterior.

Além disso, diplomatas e representantes do governo brasileiro seguem pressionando para que os Estados Unidos garantam tratamento humanitário adequado aos deportados, respeitando seus direitos básicos durante o processo de repatriação.