Mesmo pressionado Biden continua na corrida eleitoral dos Estados Unidos

Em meio às rachaduras internas que vêm surgindo dentro do Partido Democrata, o atual presidente dos Estados Unidos respondeu aos pedidos para que desistisse da reeleição, dizendo que vai continuar na disputa e que vai derrotar o ex-presidente Donald Trump.

Isso vem em um momento em que, após o primeiro debate presidencial, se criou um clima de desconfiança dentro do partido sobre se Biden seria um candidato ideal para se candidatar a um segundo mandato à frente da Casa Branca.

Recentemente, como uma cartada para tentar convencer os membros do próprio partido de que ainda tem força para vencer a disputa presidencial, Biden fez um comício em Wisconsin, estado que pode ser decisivo para ele, já que em 2020 ele venceu Trump por apenas 1% de vantagem. O comício, que contou com a presença de 500 pessoas, seguiu à risca a estratégia de campanha. Ele ainda chegou a fazer piada com a própria idade e deu um recado: “Eu continuo na disputa e vou derrotar Trump”.


Biden durante primeira entrevista após debate que vem sendo considerando crucial durante campanha eleitoral (Foto: reprodução/Getty Images News/Handout/Getty Images Embed)


Primeira entrevista após debate

Ainda durante a visita ao estado, ele deu a primeira entrevista após o polêmico debate realizado na quinta-feira (27), que foi considerado um ponto de mudança importante para a campanha eleitoral. Durante um trecho de 2 minutos que foi divulgado da entrevista, ele comentou sobre estar doente e exausto na noite do debate, justificando a forma como se saiu.

Dinheiro será a parte mais difícil de reconquistar. Quem doa muito quer ter certeza de que está apoiando o vencedor. Biden tem uma agenda e tem que ser agressivo para executar essa agenda e atrair o dinheiro. Se ele conseguir um cessar-fogo em Gaza ou resolver outras questões, como as dívidas estudantis ou a relação com a China, será muito importante para o futuro da campanha”, afirma Sharyn O’Halloran, cientista política e professora na Universidade de Columbia.

Presidente do EUA Joe Biden

Empresários pedem que Biden desista

Ainda segundo veículos de imprensa dentro do país, um grupo de 168 empresários enviou uma carta a Biden pedindo para que ele desista de disputar a reeleição pelo bem da democracia. Isso chegou a um ponto em que financiadores fiéis do Partido Democrata, como a herdeira da Disney e o cofundador da Netflix, anunciaram a suspensão das doações até que Biden seja substituído.

No entanto, Biden não dá sinais de que deve parar, inclusive aumentando o número de compromissos, como forma de responder se ele ainda tem energia para comandar o país pelos próximos quatro anos.

Gru volta às telonas e domina a bilheteira com ‘Meu Malvado Favorito 4’

De vilão a herói, Gru volta às telonas em “Meu Malvado Favorito 4”, que estreou nesta quarta-feira (3) nos EUA e já arrecadou 27 milhões de dólares. A estreia, que antecede o feriado do 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, promete quebrar recordes de bilheteria nesta semana. Atualmente, “Divertidamente 2” está no topo do ranking, mas “Meu Malvado Favorito 4” busca assumir a liderança com suas novas aventuras e personagens carismáticos.

Novos Desafios e Aventuras para a Família de Gru

Nesta nova trama, a família de Gru ganha um novo membro, trazendo desafios inéditos e muitas aventuras. Gru e Lucy enfrentam uma série de novos vilões, enquanto os amados minions se envolvem em confusões hilárias em busca de novas aventuras. Dirigido novamente por Chris Renaud e contando com a voz de Steve Carell como Gru, “Meu Malvado Favorito 4” promete muita ação, aventura e risadas. No Brasil, Leandro Hassum continua a dar seu toque único ao vilão mais amado. Esta nova sequência encantará o público de todas as idades com seu humor característico e momentos emocionantes.


Trailer dublado do Meu Malvado Favorito 4 (Video: reprodução/youtube/@fasdecinemabr)

Conheça mais sobre a franquia:

A animação “Meu Malvado Favorito” foi criada pela Illumination Entertainment, estreando pela primeira vez em 2010. O filme introduz o vilão Gru, que planeja roubar a Lua com a ajuda de seus fiéis minions. No entanto, seus planos mudam quando conhece Margo, Edith e Agnes, que se tornam suas filhas adotivas. A história explora a evolução de Gru de um vilão egoísta para um pai amoroso e carinhoso.

Em 2013, o segundo filme da franquia é lançado, abordando a nova vida de Gru como pai solteiro. Ele é recrutado pela Liga Anti-Vilões, deixando para trás sua vida de vilão, e se apaixona pela agente Lucy Wilde durante a missão para capturar o novo vilão El Macho.

Em 2015, a Illumination lança o spin-off “Minions”, focado nas criaturinhas amarelas e leais a Gru. O filme conta suas origens e sua busca por um mestre antes de conhecerem Gru.


Minions e suas aventuras (Foto: reprodução/adoro cinema)

O terceiro filme, lançado em 2017, apresenta Gru conhecendo seu irmão gêmeo perdido, Dr. Dru, que foram separados ao nascer pelos pais. Juntos, eles enfrentam o vilão Balthazar Bratt. A relação entre os irmãos adiciona uma nova dimensão à história.

Em 2022, a continuação do spin-off “Minions: A Origem de Gru” é lançada, contando a história de como os Minions conheceram Gru e sua juventude até se tornar um supervilão com seus leais ajudantes amarelos.

“Meu Malvado Favorito 4” promete trazer um novo membro para a família de Gru e apresentar novos vilões. Esta sequência continuará a mistura de ação, aventura e comédia que define a série, encantando o público de todas as idades.

Maduro informa retomada de conversa com Estados Unidos

A menos de um mês das eleições venezuelanas, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, anunciou nesta segunda-feira (1) a retomada do diálogo com os EUA na próxima quarta-feira (3), apesar das sanções contra o setor petrolífero.

“Quero superar esse conflito brutal e estéril com eles. Recebi a proposta, por dois meses ininterruptos, de retomar o diálogo direto com o governo dos EUA. Decidi que na próxima quarta-feira as conversas com o governo dos EUA serão retomadas…”

Nicolás Maduro em seu programa de TV

O presidente ainda diz que as conversas serão retomadas para que os acordos do Catar sejam cumpridos e que os diálogos serão públicos e não escondidos.

Mostrando um sinal de confiança, o presidente disse que os Estados Unidos sabem quem vai ganhar as eleições da Venezuela e que por isso teria decidido retomar o diálogo com o governo.

Eleições Venezuelanas

Nicolás Maduro esta na presidência do país desde 2013, conseguiu seu segundo mandato em 2018 e tenta se eleger em um terceiro. Agora ele concorre pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).


Nicolás Maduro (Foto: Reprodução/Carolina Cabral/Getty Images Embed)


Edmundo González (74), diplomata aposentado e candidato pelo partido Plataforma Unidade Popular (PUD), é o concorrente mais forte de Maduro nesta eleição, que acontece dia 28 de julho em meio a uma democracia fragilizada e com as formas de escolha da presidência do país questionadas internacionalmente.


Edmundo González (Foto: Reprodução/JUAN BARRETO/Getty Images Embed)


Segundo pesquisas das empresas ClearPath, Datincorp e Poder y Estrategia y Consultores, Maduro teria em torno de 20% a 35% dos votos somente, enquanto a oposição conta com 55% à 66%.

Questionamentos internacionais

As eleições venezuelanas têm sofrido questionamentos internacionais devido algumas medidas tomadas pelo governo. Maria Corina Machado, foi declarada inelegível após justificativas de irregularidades administrativas na época em que foi deputada. Maria seria a principal rival de Maduro este ano, após vencer as primárias da oposição.

Devido a este fato, Corina Yoris foi apontada como sucessora na disputa, mas não conseguiu registrar sua candidatura. Dez prefeitos que declararam apoio ao candidato à presidente Edmundo González foram inabilitados e ficarão inelegíveis por 15 anos.

Will Smith volta à música com uma performance inspiradora no BET Awards de 2024

Com uma aparição rara e impactante no BET Awards 2024, apresentando seu novo single “You Can Make It”, Will Smith faz uma performance poderosa e emocional. Esta apresentação marcou seu retorno à música com uma abordagem íntima e motivacional, sendo sua primeira grande aparição desde o Oscar de 2022.

Demonstrando o início de sua aposentadoria não oficial do rap, Smith subiu ao palco acompanhado por Fridayy and Sunday Service Choir, inspirando o público com uma mensagem edificante de superação e esperança em meio às dificuldades.

Superação e inspiração

Will Smith, conhecido principalmente por sua carreira de ator e raramente lançando músicas, voltou ao palco no BET Awards para uma performance poderosa de “You Can Make It”. Com uma fogueira de pedra e chamas reais como cenário, Smith iniciou a apresentação sozinho, criando uma atmosfera íntima e intensa.

Antes de começar a música, ele dirigiu-se diretamente ao público, oferecendo palavras de encorajamento: “Não sei quem precisa ouvir isso agora, mas seja o que for que esteja acontecendo em sua vida, estou aqui para lhe dizer, você consegue.”

A presença surpresa de Kirk Franklin, que colaborou na faixa, elevou ainda mais a energia do momento, com Franklin exclamando: “Posso conseguir uma testemunha?”, reforçando a mensagem de que ninguém deve ficar preso a um momento difícil para sempre.


Will Smith em sua performance (Foto: reprodução/Instagram/@bet/@willsmith)


Dimensão da música

A nova música, “You Can Make It”, marca a saída de Smith de sua aposentadoria não oficial do rap. A letra profunda e pessoal reflete sobre superação e crescimento através da adversidade. “Em alguns dos meus momentos mais sombrios, a música sempre esteve ao meu lado – para me levantar e me ajudar a crescer”, escreveu Smith no Instagram, expressando seu desejo de que a música possa trazer alegria e luz aos ouvintes.

Durante sua performance, Smith fez rap sobre enfrentar e superar desafios: “Quanto mais escuro o inferno que você tem que suportar, mais brilhante o céu que você pode desfrutar.” Trazendo como exemplo sua experiência recente, onde ocorreu o controverso incidente no Oscar de 2022, quando ele deu um tapa em Chris Rock.

O refrão, cantado pelo Fridayy and Sunday Service Choir reforça essa mensagem com uma chamada à resiliência: “Não desista de mim, preciso que você aguente firme / Saiba que você está no meio da tempestade / Mas eu sei que você pode enfrentá-la.”

Smith, com essa performance, não só retornou à música, mas também reafirmou seu papel como uma figura inspiradora, utilizando sua plataforma para promover esperança e força em tempos difíceis.

Matéria por Suelen Christine – Lorena R7.

Biden tem desempenho ruim em debate presidencial e preocupa democratas

Nesta quinta-feira (27), aconteceu o primeiro debate entre Donald Trump e Joe Biden, que contou com um baixo desempenho por parte do democrata. Faltando apenas quatro meses para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, a situação acabou trazendo dúvidas sobre a capacidade de Biden para se manter na campanha de reeleição.

A principal preocupação do público é sobre sua idade avançada e habilidades mentais para lidar com o cargo de presidente por mais quatro anos, assustando democratas que estão na torcida para a vitória do atual presidente.

Biden se mostrou agitado e rouco diante dos ataques pesados de Donald Trump, que incluíam acusações com um tom calmo e tranquilo. Enquanto isso, Joe Biden aparentava estar desestruturado diante do confronto, que foi considerado pelos presentes como “uma briga infantil com trocas de palavras ofensivas e agressivas”, desviando completamente a proposta padrão do debate.


Assista ao debate realizado ontem (27), na íntegra
(reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Joe Biden e a reeleição

Desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos em 2021, Joe Biden tem lidado com diversos desafios políticos, entre eles: o período de Pandemia da Covid-19; a política econômica com auxílio e benefícios aos desempregados; políticas ambientais com a proposta de energia limpa; restauração de alianças importantes para a América; e a revogação de políticas de imigração. Além disso, tem uma atuação conhecida pela união de um país polarizado.

Sua reeleição marca o desejo de dar continuidade às ações de seu mandato, mas o que se tornou alerta, principalmente para eleitores democratas, é a idade do atual presidente – a considerar mais quatro anos no poder.

De acordo com o G1, mesmo reconhecendo suas ações, um dos amigos de longa data do presidente, o colunista Thomas Friedman do “New York Times”, afirma que Biden não deve seguir adiante com a candidatura caso não consiga oferecer melhor desempenho, pois considera o presidente “um bom homem e um bom presidente”, e que apesar de tudo, Donald Trump não faria o que ele já fez até então.

A vice presidente, Kamala Harris comentou em entrevista á CNN sobre a participação de Biden no primeiro debate:

“As pessoas podem debater sobre o estilo, mas esta eleição tem de ser sobre substância”, pontuou Kamala Harris.

Ela afirmou ainda que o começo foi “lento” mas o final foi “forte” e que a diferença entre os candidatos era óbvia, levando em conta os reais interesses dos norte-americanos.

Cogitado para “assumir” a posição de candidato nas eleições presidenciais, o governador da Califórnia, Gavin Newson, negou a informação e não acredita na substituição de Biden.


Joe Biden com apoiadores do lado de fora do hotel onde se hospedou antes do primeiro debate presidencial (reprodução/AFP/Mandel Ngan/Getty Images)


Donald Trump como oponente direto

Trump enfrenta uma série de acusações, entre escândalos de corrupção e recentemente a condenação por crime contábil, quando mentiu sobre um pagamento feito á uma atriz pornô nas eleições presidenciais de 2016.

Além disso, Donald Trump coleciona alegações com processos criminais civis por negócios empresariais, conspiração de resultados eleitorais em Capitólio, conspiração para reverter a derrota da Geórgia e manipulações em documentos oficiais da Casa Branca, todos ainda sem julgamento.

Em algumas entrevistas, Trump chegou a alegar que estava sendo vítima de “perseguição eleitoral” e declarou inocência frente às acusações. O ex-presidente utilizou os holofotes para enfatizar sua candidatura à presidência e recebeu o apoio dos republicanos.

Apesar de todas as acusações, Trump permanece firme na “briga” pela presidência dos Estados Unidos e, em seu primeiro debate, falou de várias questões políticas acusando o filho de Biden, Hunter Biden como “criminoso condenado”, após ser condenado na justiça pela compra de um revólver. Além disso, ele alega que Biden é o “pior presidente que os Estados Unidos já teve”.

Mesmo sendo o primeiro debate, a fuga do objetivo inicial é preocupante para os eleitores que precisam avaliar o próximo presidente dos Estados Unidos com base em propostas políticas reais.

Fabricantes de remédios para emagrecimento são alvo de processo nos EUA

Usuários de Ozempic, Wegovy e outros medicamentos voltados ao emagrecimento estão processando as empresas responsáveis pela produção dos produtos nos EUA. Os pacientes alegam que as empresas não alertaram adequadamente sobre os efeitos colaterais das drogas como por exemplo problemas gastrointestinais. São cinco medicamentos envolvidos no processo judicial: Ozempic, Wegovy, Rybelsus, Trulicity e Mounjaro.

A ação judicial está sendo dirigida por um tribunal federal na Filadélfia e ela agrupa dezenas de casos de pessoas que tomaram pelo menos um dos cinco medicamentos. Eles foram consolidados porque representam casos jurídicos semelhantes. O julgamento será realizado na Pensilvânia já que é o lugar com maior número de acusações do caso e também porque a sede americana da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, é em Nova Jersey, localidade próxima.

De acordo com a professora de direito na Villanova University Ana Santos Rutschman, essas ações judiciais irão ter implicações imediatas por motivos como chamar a atenção para os riscos associados a esses medicamentos. Os pacientes tiveram problemas de obstruções intestinais, gastroparesia e desaceleração ou interrupção do movimento dos alimentos no estômago. Outro efeito colateral é a chamada “cabeça de Ozempic” quando a cabeça fica desproporcional ao corpo.

A segunda coisa que chama atenção é o fato de a Food and Drug Administration (FDA), um departamento de saúde do governo, ter autorizado o uso desses medicamentos depois de fazer uma análise de risco-benefício. Ela entendeu que as drogas apresentavam mais benefícios. Esse departamento tem tido sua credibilidade posta em dúvida na última década.

O aumento da procura por Ozempic

A procura por medicamentos como o Ozempic tem aumentado nos últimos anos por causa de propagandas de celebridades ou de recomendações boca-em-boca. Nos Estados Unidos as prescrições dos medicamentos aumentaram cerca de 40 vezes entre o período de 2018 a 2023 e são recomendados para o emagrecimento e para a redução de risco de ataque cardíaco, além de outros eventos cardiovasculares.


Medicamentos para emagrecer estão em alta (Foto: reprodução/Iuliia Burmistrova/Getty Images Embed)


Além disso, mais de 15 milhões de americanos afirmam que já fizeram o uso da substância em maio de 2024. Esse tipo de medicamento inibe o apetite e por isso a perda de peso acaba sendo mais rápida. Ele estimula a produção de insulina e bloqueia o glucagon, hormônio que faz a glicose aumentar. Inicialmente a droga era indicada para pessoas com diabete tipo 2 já que a maioria das pessoas que têm a doença apresentam obesidade.

O que acontece quando há a interrupção do medicamento?

O medicamento ajuda seu corpo a se livrar da gordura, mas ele não corrige as causas para o seu ganho de peso. Por isso, ao parar de tomar a substância o peso volta ao seu normal. Por isso, só tomar os remédios não adianta para manter o peso, é necessária uma mudança de hábitos como prática de exercício físico e alimentação balanceada.

O principal motivo para os pacientes pararem de tomar a droga são por causa dos efeitos colaterais e outros por causa do custo para manter o medicamento. Porém, entrar e sair de dietas pode afetar o funcionamento do corpo  fazendo ele ter que lidar com picos de pressão arterial, frequência cardíaca e como seu corpo lida com açúcares e gorduras fazendo o sistema cardiovascular se estressar.

Julian Assange é liberto após acordo com justiça dos EUA

O jornalista Julian Assange, fundador do WikiLeaks, foi liberado nesta segunda-feira (24) da prisão de segurança máxima de Belmarsh, no Reino Unido, após uma batalha judicial de 12 anos contra sua extradição para os EUA. Assange obteve sua liberdade ao concordar em se declarar culpado da acusação criminal relacionada à publicação de documentos confidenciais do governo dos EUA, revelando detalhes das guerras no Iraque e no Afeganistão.

Publicação de documentos confidenciais pelo WikiLeaks

Em 2010, Julian Assange começou a publicar na WikiLeaks documentos confidenciais do governo estadunidense com a ajuda de Chelsea Manning, na época analista de inteligência do Exército dos EUA. Entre os documentos divulgados estavam cerca de 90.000 relatórios de atividades significativas relacionadas à guerra no Afeganistão, 400.000 relatórios relacionados à guerra no Iraque e 800 avaliações de detentos da Baía de Guantánamo.

Esses documentos revelaram detalhes sobre operações militares, incluindo incidentes não relatados de mortes de civis, o papel das forças de segurança iraquianas e afegãs, e outros aspectos das guerras que não eram de conhecimento público. Além disso, os documentos acusavam os EUA de serem responsáveis por centenas de mortes de civis e tortura de prisioneiros.


Julian Assange embarca no voo no Aeroporto de Stansted, em Londres (Vídeo: reprodução/X/@wikileaks)


Também foram publicados mais de 250.000 telegramas do Departamento de Estado dos EUA, que incluíam avaliações francas de líderes mundiais, estratégias diplomáticas e incidentes de corrupção, além de mostrar a maneira como os EUA interagiam com outros governos e manejavam suas políticas internacionais.

Após essas publicações, Assange enfrentou vários desafios legais. Em agosto de 2010, promotores suecos emitiram um mandado de prisão contra ele por alegações de má conduta sexual, que ele negou, afirmando tratar-se de uma campanha difamatória. Ele se recusou a ir ao interrogatório em Estocolmo.

Após uma série de batalhas legais no Reino Unido sobre sua possível extradição para a Suécia, Assange buscou asilo na Embaixada do Equador em Londres em 19 de junho de 2012. Ele permaneceu lá por quase sete anos, até 11 de abril de 2019, quando o Equador revogou seu asilo após pressão dos EUA para que fosse retirado de seu refúgio diplomático. Ele foi preso pela polícia britânica e passou os cinco anos seguintes praticamente isolado em uma cela de Belmarsh.

Acordo entre Assange e EUA

O acordo entre Julian Assange e os EUA consiste na limitação da pena máxima que ele poderia enfrentar. Ele não será extraditado para os Estados Unidos para enfrentar as acusações de espionagem e crimes relacionados à divulgação de documentos confidenciais do governo americano. Os EUA garantiram que Assange não enfrentará a pena de morte e ele recebeu permissão para se mudar para a Austrália, seu país de origem, onde poderá viver livremente.

Apoio internacional à libertação de Julian Assange

Líderes políticos do Brasil, Colômbia, Reino Unido, Grécia e outros países manifestaram apoio à libertação de Julian Assange, afirmando que a verdade não deve ser punida e destacando a importância da liberdade de imprensa, dos direitos humanos e da liberdade de informação.

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, criticou a prisão de Assange, chamando-a de uma vergonha e enfatizando que ele foi condenado por expor a corrupção.

Governo dos Estados Unidos processa Adobe

O governo dos Estados Unidos entrou com um processo contra a Adobe nesta última segunda-feira, acusando a empresa de prejudicar os consumidores ao inscrevê-los em seus planos mais lucrativos sem divulgar de forma clara termos importantes.

Empresa ficou conhecida como a criadora do o popular Photoshop

A empresa mais conhecida como criadora do Photoshop, está sendo acusada pelo governo dos Estados Unidos de não informar adequadamente sobre suas altas taxas, que às vezes chegam à casa das centenas de dólares, para os usuários que desejam cancelar suas assinaturas de forma antecipada.


Sede da adobe em San Jose na Califórnia onde o processo vem sendo movido contra a empresa pelo governo dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Bloomberg/Bloomberg/Getty Images Embed)


O governo ainda afirmou que a Adobe esconde termos importantes atrás de várias barreiras, como letras pequenas, textos longos e hiperlinks, divulgando claramente as taxas apenas quando os usuários tentam cancelar. Isso torna o processo de cancelamento oneroso e complicado.

Modelo de negocio atual vem sendo seguido desde 2012

A Adobe vem seguindo esse modelo de assinatura, onde ela exige que os usuários paguem pelo acesso ao software de forma recorrente desde 2012. Antes disso, os usuários já pediam para acessar o software mediante o pagamento de uma taxa única, o que é algo difícil de acontecer, já que as assinaturas representam a maior parte da receita da empresa.

Isso ocorre em um momento em que os programas da Adobe enfrentam uma concorrência cada vez mais forte, com o surgimento de outras empresas no mercado e os usuários tendo cada vez mais opções de soluções alternativas.

A ação, apresentada no Tribunal Federal de San Jose, na Califórnia, tem como objetivo multar a Adobe, obter uma liminar e buscar por possíveis outras soluções. No entanto, até agora a Adobe não se pronunciou sobre o caso.

Otan planeja aumentar número de armas nucleares disponíveis

Em coletiva realizada, nesta segunda-feira (17), na sede da Otan, em Bruxelas, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, dissertou sobre o planejamento de aumentar a quantidade de armas nucleares em prontidão, tendo em vista que os países-membros estão se sentindo preocupados com o crescimento de Rússia e China.


Explicação sobre as intenções da Otan (Vídeo: reprodução/Analytics – Defesa e Geopolítica)

A Otan

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), teve seu início em 1949, num contexto histórico de Guerra Fria. O principal motivo de fundação da Otan é a proteção dos países inseridos na organização, por meio de conferências e reuniões para decidir as ações que serão tomadas para atingir as metas e objetivos.

A Otan possui trinta países-membros, os principais sendo Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Turquia, ultimamente tendo melhorado suas relações com países que estão fora da organização, para que seus interesses militares e econômicos possam ser atingidos com mais facilidade.

A relação da Otan com o Brasil, apesar de não ser um membro, é de parceria e aliança, sendo assim desde o ano de 2019, quando o país começou a ser considerado um aliado preferencial da organização.

Intenções da Otan atualmente

“O objetivo da Otan é, obviamente, um mundo sem armas nucleares, mas enquanto existirem armas nucleares, continuaremos sendo uma aliança nuclear, porque um mundo onde Rússia, China e Coreia do Norte têm armas nucleares, e a Otan não, é um mundo mais perigoso.”

Jens Stoltenberg, ao jornal “Telegraph”.

É o que afirmou Jens, sobre o atual momento de Otan, em entrevista ao “Telegraph”.

Pelo que foi dito por Jens Stoltenberg, a principal intenção da Otan neste momento é tirar as armas nucleares de armazenamentos e inserir as mesmas em estado de prontidão, pelo recente crescimento de países como a China e a Rússia, que não são vistas como aliados da organização.

Donald Trump critica auxílio financeiro de Joe Biden à Ucrânia

A atual presidência dos Estados Unidos, Joe Biden (presidente) e Kamala Harris (vice-presidente), é declaradamente aliada da Ucrânia e de seu líder, Volodymyr Zelensky, tendo em vista que nos últimos dias, foi anunciado o envio de um auxílio de US$ 1,5 bilhão para a capital Kiev, em reunião realizada na Suíça.

Em outra reunião feita na última semana, desta vez na Itália, o presidente norte-americano, junto a seus aliados do G7, destinou um empréstimo de 50 bilhões de dólares para os ucranianos, onde existia uma preocupação para a decisão rápida desta ajuda, para que não dependesse das eleições em novembro, nos Estados Unidos.

Declarações de Donald Trump

Sob o ponto de vista do ex-presidente e candidato republicano Donald Trump, Zelensky é visto como um inimigo, basicamente. Trump o definiu como “o maior vendedor de todos os tempos”, como forma de criticar as assistências recebidas pela Ucrânia do governo Biden.


Trump falando sobre Zelensky (Vídeo: reprodução/canal JP news)

Resultado das afirmações de Trump

O candidato republicano prometeu que em caso de eleição em novembro, deve estremecer as relações com Volodymyr e a Ucrânia, já que tem apoio declarado ao líder russo, Vladimir Putin, além das críticas exacerbadas à Ucrânia.

As falas do candidato à presidência dos EUA causaram aflição não só em Volodymyr Zelensky, como também em outros países europeus envolvidos na fala de Trump. As opiniões e afirmações de Trump repercutem na imprensa norte-americana, com a colunista do “The Atlantic”, Anne Applebaum, dizendo o seguinte sobre as declarações do ex-presidente:

“É um momento realmente extraordinário. Temos um ex-presidente fora do poder ditando a política externa americana em nome de um ditador estrangeiro ou tendo em mente os interesses de um ditador estrangeiro”

Anne Applebaum, do “The Atlantic”.

Ainda em 2023, Trump chegou a realizar algumas ameaças aos membros da Otan, que não tivessem quitado seus débitos na aliança militar ocidental, dizendo que iria estimular a Rússia a “fazer o que quiser” com os mesmos.