Google anuncia nova plataforma de videoconferência

A Google fez um anúncio durante um evento que lançará uma nova plataforma de videochamada, chamada de Google Beam. A intenção dessa nova tecnologia é melhorar a qualidade e realismo das relações virtuais entre as pessoas. A intenção da empresa é disponibilizar a plataforma em sistemas de videoconferência já conhecidos, porém o alta demanda deve aumentar o custo e só deve estar disponível para altos executivos.

A nova plataforma Google

A empresa de tecnologia Google anunciou, em seu novo evento Google I/O 2025, o lançamento de uma nova plataforma de videoconferência, que será chamada de Google Beam. Essa nova criação promete trazer uma experiência de conexão mais realista, entre os usuários.


Letreiro da Google na entrada de um dos escritórios da empresa (Foto: reprodução/Gary Hershorn/Corbis/Getty Images Embed)


Antes de ser chamada de Google Beam, era denominado Projeto Starline, porém foi alterado para sua projeção comercial. Com lançamento previsto ainda para este ano, a ideia da plataforma é ser uma tela grande, com várias câmeras em volta, para captar vários ângulos da pessoa filmada. Essa quantidade de câmeras aumenta a velocidade e precisão dos movimentos. Do outro lado da tela, a outra pessoa da chamada deve ter o mesmo equipamento.

A sensação de maior realismo vêm graças à utilização de inteligência artificial e de telas com campo de luz e profundidade. Uma boa notícia é que não será necessário óculos ou qualquer equipamento de realidade virtual, o que reduzirá os custos para utilizar a plataforma.

A disponibilização da plataforma

Os planos relacionados ao lançamento do Google Beam são de lançá-la para os clientes corporativos do Google até o fim do ano. A plataforma deverá ser lançada para sistemas já conhecidos de videoconferência, como o Meet e o Zoom.


Logo da Google (Foto: reprodução/Jakub Porzycki/NurPhoto/Getty Images Embed)


Um problema, no entanto, está relacionado ao custo para usar o sistema, já que é uma tecnologia nova e muito avançada. Portanto, só altos executivos devem ter acesso à plataforma no lançamento e devem usá-la para fazer videochamadas com parceiros de trabalho ao redor do mundo. Um outro uso potencial é na área de saúde e educação.

Google One atinge mais de 150 milhões de usuários

A empresa Alphabet fornece um sistema de assinatura muito utilizado pelos usuários dos Google, conforme dados da empresa para a Reuters. O Google One é cobrado para utilização de armazenamentos em nuvem e recursos de Inteligência Artificial, e ultrapassou recentemente a marca de 150 milhões de usuários.

Crescimento do Google One

Conforme esses dados, houve um aumento de 50% quando comparado com fevereiro de 2024, quando o serviço passou a marca de 100 milhões de usuários depois de seis anos de lançamento.

No mesmo mês, o Google optou por disponibilizar um plano mensal de US$ 19,99 com recursos de IA que não estão disponíveis para os usuários gratuitos. É possível também adquirir planos mais baratos para armazenar seus arquivos em nuvem, mas sem os recursos de IA.

Segundo o vice-presidente do Google, Shimrit Ben-Yair, as assinaturas do serviço aumentaram exponencialmente graças ao “novo nível de Inteligência Artificial”. O serviço do Google One traz mais de três quartos para a receita da Alphabet, que totalizou US$ 350 bilhões no ano passado.


Serviço de armazenamento de nuvem com recursos de IA é sucesso entre usuários do Google (Foto: reprodução/Freepik/@jannoon028)

Futuro da Alphabet

O sucesso da empresa através das assinaturas do serviço do Google pode ser a chave para que a Alphabet consiga triunfar enquanto passa pelas ameaças dos chatbots de Inteligência Artificial, como o ChatGPT da OpenAI, e mesmo o serviço de IA do Google, o Geminia.

Devido ao aumento de buscas nos chatbots de IA, as buscas no navegador Safari caíram drasticamente pela primeira vez, conforme depoimento de um executivo da Apple durante um tribunal na semana passada. Em resposta, a empresa tem buscado formas de inserir Inteligência Artificial nas buscas.

Como as interfaces de IA ainda não possuem uma forma de incluir anúncios em seu site ou aplicativo, como forma de lucrar, as empresas fornecem os serviços de assinatura do produto, trazendo como benefício buscas melhores, novas ferramentas generativas, dentre outros.

A nova era digital preocupa os investidores do Google, que indagam como a plataforma de buscas irá se adaptar mediante às atualizações do mercado. O CEO Sundar Pichai disse que, ao longo do tempo, darão opções para as pessoas, assim como o YouTube. Neste ano, o foco é fornecer diferentes tipos de assinaturas para os usuários.

Executivo fala sobre desejo da OpenAI em adquirir o Chrome do Google

Empresa OpenAI tem interesse na compra do Chrome do Google, caso as autoridades tenham sucesso em persuadir a Alphabet a negociar o navegador como tentativa de restaurar as concorrências nas pesquisas. Detalhes foram dados por um executivo da OpenAI em julgamento anti monopólio do Google realizado nesta terça-feira (22), em Washington, EUA.

Nick Turley, chefe de produto do ChatGPT, fez uma declaração ao presenciar um julgamento importante que está acontecendo em Washington, onde o departamento de justiça dos Estados Unidos exige que o Google tome medidas de longo alcance para restaurar a concorrência nas pesquisas online.

O julgamento

Juiz responsável por supervisionar o julgamento, alegou no ano passado que o Google é detentor do monopólio das pesquisas online e da publicidade relacionada. O Google, por sua vez, não colocou o Chrome à venda; por isso, busca recorrer da decisão de que detém o monopólio.

O início do julgamento de alto risco escancarou uma disputa no mercado de inteligência artificial (IA) generativa, em que grandes empresas de tecnologia e startups estão competindo para desenvolver seus aplicativos e ganhar usuários.

Os promotores do caso levantaram algumas preocupações em declarações iniciais na última segunda-feira (21) de que o monopólio de buscas do Google poderia lhe dar vantagens em IA e que seus produtos na área são outra maneira de levar os usuários ao seu mecanismo de busca.


OpenAI tem interesse em comprar navegador do Google (Fotos: Reprodução/X/@republiqueBRA)

O contato da OpenAI com o Google

Em um email enviado ao Google pela OpenAI, a empresa de Turley fez contato visando uma parceria após enfrentar problemas com seu provedor de buscas

Acreditamos que ter vários parceiros, e em particular a API do Google, nos permitiria fornecer um produto melhor aos usuários.

A OpenAI entrou em contato pela primeira vez em julho, e o Google recusou o pedido em agosto, dizendo que envolveria muitos concorrentes, conforme o e-mail.

No ano passado, Turley afirmou que o ChatGPT era líder no mercado de chatbots para consumidores e não via o Google como seu maior concorrente, de acordo com um documento interno da OpenAI apresentado pelo advogado do Google no julgamento.

China anuncia aumento de tarifas para importações estadunidenses

Nesta terça-feira (4), a China respondeu às taxações que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs ao país asiático: a partir de 10 de fevereiro, haverá tarifas adicionais para importações estadunidenses.

A agência de notícias Reuters vêm noticiando sobre a guerra comercial entre as duas maiores economias globais, como a decisão de Trump da última sexta-feira (31), de aumentar em 10% todas as importações chinesas. Segundo o presidente, a China não estaria trabalhando bem o suficiente, para impedir a entrada de drogas ilícitas no território estadunidense.

Em resposta, foi relatado pelo Ministério das Finanças da China que, em seis dias, haverá um aumento de 15% para exportar carvão e Gás Natural Liquefeito (GNL), e 10% para equipamentos agrícolas, determinados automóveis e petróleo bruto.

Ademais, foi comentado pela Reuters que o país governado por Xi Jinping iniciará também uma investigação contra a dona do Google, a empresa Alphabet Inc., que havia incluído algumas empresas em sua lista de entidades não confiáveis, como a PHV Corp, Calvin Klein, e a companhia que trata sobre biotecnologia estadunidense, Illumina.

Donald Trump e a taxação para diversos países

Donald Trump havia ameaçado impor uma tarifa de 25% sobre o México e o Canadá, todavia, desistiu da taxação na segunda-feira (3). O norte-americano aceitou a proposta de pausa de 30 dias, em troca do direito de controlar fronteiras, bem como a execução de leis contra o crime com os dois países.


Donald Trump adia tarifas para Canadá e México (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNbrasil)

Antes da posse de Trump, o México fechou um acordo com a União Europeia, depois que o presidente, na época ainda apenas eleito, anunciou que as tarifas para ambos os locais aumentaria de forma extrema.

Apesar de ainda não ter especificado uma data, o presidente deseja que as tarifas para a União Europeia ocorra. Em resposta, a União Europeia relatou que responderá “firmemente”, caso a taxação seja implementada.

Quanto à China, até o momento, Trump não deseja conversar com o presidente Xi Jinping, segundo um porta-voz da Casa Branca.

Guerra Comercial entre China e Estados Unidos

Em 2018, durante seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump começou uma guerra comercial contra a China, que durou dois anos. Neste período, como resultado do superávit comercial dos Estados Unidos, foram aplicadas tarifas mútuas em centenas de bilhões de dólares em bens, o que não só abalou a economia mundial, como também desmantelou cadeias globais de suprimento.

Em nota, a Oxford Economics disse ser possível acrescentar novas tarifas, dado que a guerra comercial apenas começou. Foi reduzido também a previsão de crescimento econômico da China.

A expectativa da Oxford condiz com o comportamento de Trump, que notificou, na segunda-feira, que pode elevar ainda mais as tarifas para o país, exceto se Pequim parar com o fluxo de fentanil, um opioide mortal, para os Estados Unidos.

A China disse que o fentanil é um problema dos Estados Unidos, e confirmou desafiar as tarifas impostas pelo país na Organização Mundial do Comércio (OMC), além de tomar outras contramedidas necessárias. Entretanto, deixou aberta a porta para futuras negociações.

Gary Ng, economista sênior do Natixis em Hong Kong, ouvido pela Reuters, disse ser muito mais complicado os Estados Unidos chegarem a um acordo com a China sobre as demandas econômicas de Donald Trump, do que com Canadá e México.

Segundo o economista, ainda que cheguem a uma decisão, a taxação pode ser utilizada como ferramenta recorrente, sendo uma possível fonte de inconstância no mercado este ano.

China investiga Google para retaliar Estados Unidos na guerra comercial

A relação entre China e Estados Unidos está em clima de tensão. Nesta terça-feira (4), a China anunciou medidas contra empresas americanas, e o Google entrou na mira. Isso tudo é uma resposta às novas taxas que o governo de Donald Trump colocou sobre produtos chineses, cerca de 10% em todas as importações.

O que está acontecendo com o Google

O governo chinês começou a investigar o Google por suspeita de práticas ilegais de monopólio. A empresa dona do Google, a Alphabet Inc., foi citada, mas até agora a China não revelou detalhes sobre as acusações.

Mesmo sendo bloqueado na China, o Google ainda faz negócios por lá, principalmente vendendo anúncios para empresas locais.

No passado, tentou investir em inteligência artificial no país, mas desistiu em 2019. Quando perguntado sobre essa investigação, o Google preferiu ficar em silêncio.


Google comemorando o Ano Novo Lunar (Foto: reprodução/Instagram/@google)

Novas punições contra os EUA

Além do Google, a China decidiu aumentar tarifas sobre produtos dos Estados Unidos. A partir de 10 de fevereiro, carvão e gás natural liquefeito (GNL) vão ter uma taxa de 15%, enquanto petróleo, equipamentos agrícolas e carros vão pagar 10% a mais para entrar no país.

Duas empresas americanas também foram colocadas na “lista negra” da China: a PVH Corp., dona da Calvin Klein, e a empresa de biotecnologia Illumina. O governo chinês acusa essas empresas de prejudicar negócios chineses.

Como punição, podem sofrer multas, ter restrições comerciais e até perder permissões de trabalho para funcionários estrangeiros.

O que pode acontecer agora

Essa briga entre China e EUA parece estar longe do fim. Especialistas acreditam que novas medidas de ambos os lados continuam por vir, o que pode afetar empresas e até o comércio global. O mundo agora espera os próximos passos dos governos e os impactos dessa disputa econômica.

Meta quer superar ChatGPT e OpenAI com investimento de US$ 65 Bilhões em IA

A Meta não está economizando esforços para liderar o mercado de inteligência artificial. Mark Zuckerberg anunciou nesta sexta-feira (23), que a empresa investirá entre US$ 60 bilhões e US$ 65 bilhões ao longo de 2025 para expandir sua infraestrutura de IA, incluindo a construção de um data center tão grande, que poderia ocupar boa parte de Manhattan, enquanto o resto será destinado à compra de mais de 1,3 milhão de GPUs.

Para Zuckerberg, 2025 será “um ano decisivo” para a inteligência artificial. A Meta AI, que já atende 600 milhões de usuários por mês, terá o objetivo de alcançar 1 bilhão de pessoas no mundo todo.

Big Techs investindo pesado no futuro da IA

A Meta não é a única que quer conquistar uma fatia do mercado de inteligência artificial. A briga pelo controle nunca esteve tão acirrada, e só este mês, Microsoft, Amazon e o projeto Stargate — liderado pela OpenAI em parceria com Oracle, SoftBank e o governo americano — anunciaram investimentos bilionários. Enquanto a Microsoft se comprometeu a gastar US$ 80 bilhões no próximo ano, o Stargate prometeu impressionantes US$ 500 bilhões para expandir a infraestrutura de IA nos EUA, apoiado por Donald Trump.

E no meio disso tudo, a Nvidia continua sendo a grande vitoriosa. A empresa é a maior fornecedora de chips de IA do mundo, e já se posicionou como uma parte muito importe desse cenário, sendo responsável por equipar não só a Meta, mas também outras big techs que não estão poupando esforços para se manter na corrida tecnológica dessa década.

Promessas ambiciosas da Meta

Zuckerberg segue otimista, mas a empresa Meta ainda precisa convencer o público, que já se acostumou a usar outros modelos de inteligência artificial, a usar suas inovações. Transformar o assistente de IA da empresa em líder global até 2025 é uma meta ambiciosa, mas muito possível, considerando que a marca já alcançou cerca de 43% da população mundial com seus aplicativos até agora.


Mark Zuckerberg, CEO da Meta, na posse de Donald Trump em janeiro de 2025 (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Bloomberg)

O CEO também afirmou que o Llama 4 será o modelo de IA mais avançado do mercado, o que pode soar precipitado, já que a competição está aumentando, e os avanços tecnológicos estão acontecendo em saltos exponenciais, tornando qualquer previsão uma aposta bastante arriscada.


ChatGPT no telefone: novidade promete acessibilidade para quem não tem internet

Se você é um dos entusiastas que adora ficar conversando com as inteligências artificiais, como Gemini, Alexa e Siri, temos novidades. A OpenAI anunciou na última quarta-feira (21/12), um recurso que permite aos usuários dos Estados Unidos ligarem para o ChatGPT por telefone. O serviço é acessado pelo número 1-800-CHATGPT, e oferece até 15 minutos de conversa gratuita por mês, sendo uma alternativa para quem não tem acesso a uma internet rápida, tornando a inteligência artificial mais acessível.

Chat GPT no telefone: como funciona o recurso

Com o número 1-800-CHATGPT, os usuários dos EUA podem conversar com o ChatGPT usando um telefone normal, sem precisar baixar aplicativos ou se cadastrar, tornando-o simples e prático. A novidade é parte da campanha “12 Dias de OpenAI” ou “Shipmas” e foi desenvolvida em poucas semanas, segundo a empresa.

Além disso, o recurso está disponível globalmente pelo WhatsApp pelo número 1-800-242-8478, com uma versão melhorada do GPT-4o mini, que processa as interações em tempo real. Mesmo com essas vantagens, a versão ainda não oferece o mesmo grau de personalização e profundidade como a versão Web, porém é mais acessível.


Open Ai mostrou como o serviço funciona em sua rede social (Vídeo: reprodução/Instagram/@openai)


Privacidade e limitações do ChatGPT no telefone

Antes de começar a usar, os usuários precisam aceitar os Termos de Uso e a política de privacidade da OpenAI. A empresa afirmou que as chamadas feitas não serão usadas para treinar seus modelos de inteligência artificial, mas alertou que os dados podem ser revisados por motivos de segurança, se for necessário. O que ajuda a evitar casos preocupantes, como o do garoto que se suicidou após se apaixonar por uma I.A.

O serviço tem um limite de 15 minutos gratuitos por mês, sendo mais voltado para quem quer experimentar a IA pela primeira vez ou prefere um canal de comunicação mais acessível. Para usar as funcionalidades completas a OpenAI recomenda o uso do aplicativo ou da versão web.

Concorrência acirrada no mercado de IA’s

O anúncio chega em meio a um mercado extremamente competitivo, onde empresas como a Google, Meta e xAI de Elon Musk estão apresentando diversas inovações nessa corrida pela melhor inteligência artificial, desafiando o reinado da OpenAI e seu Chat GPT.

Essa novidade é mais um passo na missão da OpenAI de expandir e tornar sua inteligência artificial mais acessível, utilizando plataformas como o WhatsApp, que alcançam públicos em mercados onde aplicativos de mensagens são dominantes, como América Latina e Índia.

Google lança GenCast, inteligência artificial para previsão meteorológica de até 15 dias

O Google apresentou o GenCast, uma nova versão de sua inteligência artificial para previsões meteorológicas. A ferramenta promete fornecer dados mais precisos sobre o clima diário e eventos extremos. Com a capacidade de antecipar as condições climáticas por até 15 dias, o GenCast visa melhorar a precisão das previsões.

As previsões são geradas através da análise de mais de 50 previsões recentes combinadas com quatro décadas de dados históricos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF). De acordo com a empresa, esse processo oferece informações mais precisas do que aquelas produzidas diretamente pelo próprio instituto.


Sede do Google em Nova York, em Manhattan (Foto: reprodução/
Michael M. Santiago / Equipe/ Getty Images Embed)


Adaptação

O GenCast utiliza uma inteligência artificial que se ajusta à forma esférica da Terra para calcular com precisão a probabilidade de diferentes cenários climáticos futuros. Com base em seu banco de dados e nas informações sobre o clima recente, a IA consegue até prever catástrofes ambientais.

A adaptação à geometria esférica da Terra é crucial para que a inteligência artificial do GenCast possa calcular de forma precisa os cenários climáticos futuros. Isso ocorre porque a Terra não é perfeitamente plana, mas sim esférica (ou, mais precisamente, um esferoide oblato). Quando se trabalha com previsões climáticas globais, é essencial levar em conta essa curvatura para modelar corretamente os fenômenos meteorológicos, como a distribuição de temperatura, pressão atmosférica e padrões de vento.

A IA do GenCast foi projetada para considerar a esfericidade da Terra, o que permite representar de maneira mais realista como os fenômenos climáticos se desenvolvem e se distribuem ao redor do planeta. Esse modelo esférico permite uma análise mais precisa da interação entre diferentes variáveis climáticas, evitando distorções que poderiam ocorrer em modelos baseados em representações planas da superfície terrestre.

Ao realizar essa adaptação, o GenCast pode calcular melhor a distribuição de probabilidade dos cenários climáticos, o que inclui a previsão de eventos extremos ou catástrofes ambientais, como furacões ou ondas de calor, de forma mais precisa e confiável.

Evolução

A nova ferramenta supera o modelo anterior, o GraphCast, lançado em 2023, que limitava suas previsões a até 10 dias de antecedência. Com a capacidade de prever o clima com maior antecedência, o GenCast pode ser uma ferramenta valiosa para governantes na prevenção de desastres climáticos.

Justiça dos EUA quer que Google venda o Chrome para reduzir monopólio

As autoridades antitruste dos Estados Unidos estão pedindo à Justiça que a Alphabet, dona do Google, seja obrigada a vender o navegador Chrome, como parte de uma ação que visa limitar o poder da gigante tecnológica. A proposta foi motivada por uma decisão judicial de agosto, que concluiu que o Google monopolizou ilegalmente o mercado de buscas.


Foto: Goggle Chrome (Foto: reprodução/Pinterest/Daily Mail)

O impacto no mercado de tecnologia

O Departamento de Justiça (DoJ) e estados aliados no processo sugerem medidas para regulamentar a inteligência artificial (IA) e o sistema operacional Android, dois pilares importantes da atuação da empresa. As recomendações incluem o licenciamento de dados do buscador e mudanças nos contratos de exclusividade, que garantiriam maior competitividade no setor.

O navegador Chrome, que domina cerca de 61% do mercado nos EUA, está no centro da disputa. A venda do produto pode reduzir o controle que o Google exerce sobre o acesso à internet e seu mecanismo de busca, o que, segundo o governo, seria um passo para evitar práticas desleais.

Outra sugestão inclui desvincular o sistema Android de outros produtos, como o Google Play e o buscador. Atualmente, esses serviços são oferecidos como um pacote, dificultando a concorrência. A ação também propõe obrigar a empresa a compartilhar dados com anunciantes, dando-lhes mais controle sobre como e onde seus anúncios são exibidos.

Próximos passos e desafios para o Google

O juiz Amit Mehta, responsável pelo caso, agendou uma audiência em abril para discutir as mudanças propostas. A decisão final está prevista para agosto de 2025. Enquanto isso, o Google já anunciou que irá recorrer das acusações, defendendo que as medidas sugeridas prejudicariam consumidores, desenvolvedores e a competitividade dos EUA no setor tecnológico.

Essa ação é uma das maiores já realizadas contra uma big tech desde as tentativas de dividir a Microsoft na década de 1990. Caso aprovada, pode redefinir o mercado digital e abrir espaço para novos concorrentes, impactando profundamente como o público utiliza a internet e os serviços tecnológicos.

Rússia multa Google em valor maior do que toda a riqueza do planeta

Um tribunal russo aplicou uma multa astronômica de US$ 20 decilhões ao Google, um valor estimado em cerca de 23 milhões de vezes maior que todo o dinheiro existente no mundo. A punição foi decretada após o banimento de canais ultranacionalistas em 2020, e ela reflete as tensões entre o governo russo e a gigante da tecnologia ocidental, especialmente após o início da Guerra na Ucrânia, quando a Rússia aumentou as sanções e restrições a empresas estrangeiras que considera hostis e que mantêm conteúdo crítico ao Kremlin ou em apoio à Ucrânia.

Sobre a multa colossal

O valor extraordinário da multa, que tem 32 zeros ao lado do “2,5”, é considerado impagável. Especialistas em economia e direito internacional apontam que não há recursos financeiros no mundo que se aproximem desse valor. Especialistas em direito internacional sugerem que o valor da multa foi definido como uma mensagem simbólica de poder. “É praticamente impossível que o Google pague algo tão absurdo” comentou Leandro Alvarenga, advogado e consultor de segurança digital. Segundo ele, a multa exorbitante serve mais como uma forma de retaliação, enquanto a falta de acordos internacionais entre a Rússia e o Ocidente dificultam a cobrança dessa dívida fora do território russo.

A dívida acumulada levou a filial da Google na Rússia á decretar falência em 2022, afirmando que os ativos locais não seriam suficientes para cobrir o valor devido, estimado em cerca de 19 bilhões de rublos. Com isso, as empresas russas tentaram buscar o pagamento em outros países, como Espanha, Turquia, África do Sul e Hungria, onde a Google também atua. Em resposta, a Google também iniciou processos nos Estados Unidos e no Reino Unido para proteger-se das cobranças.

Tensão entre Rússia e Ocidente após a guerra na Ucrânia

Desde o início da Guerra na Ucrânia em 2022, a Rússia comandada por Vladimir Putin, aumentou as multas e sanções a empresas estrangeiras, especialmente aquelas envolvidas em redes sociais e plataformas de conteúdo. A medida buscava forçar o cumprimento das exigências russas de censura e controle de informações, o que é visto como um esforço para silenciar qualquer apoio público à Ucrânia.


As tensões entre o governo Russo de Vladimir Putin e as Big Techs americanas aumentaram após a Guerra da Ucrânia (Foto:reprodução/Mikhail Metzel/Getty Images Embed)


A Google, que também é dona do YouTube, foi o principal alvo dessas punições e decisões judiciais na Rússia após manter fora do ar canais estatais e ultranacionalistas. Em 2020, o canal Tsargrad foi banido da plataforma como resposta a essas sanções internacionais, marcando o início de uma série de penalidades da Rússia contra a empresa. O valor da multa foi ajustado inúmeras vezes ao longo dos anos, dobrando semanalmente como punição por não atender à exigência de restabelecer o acesso dos canais.

Além de Tsargrad, outras redes estatais, como Sputnik, NTV e Russia 24, também foram bloqueadas. O YouTube justificou o bloqueio citando “violações de legislação sobre sanções e regras comerciais.” No entanto, o governo russo alega perseguição e exige compensação financeira, ainda que o valor seja considerado irreal. A multa estratosférica também levanta dúvidas sobre a funcionalidade de multas internacionais e o uso de multas financeiras como uma arma nas disputas geopolíticas.