Itamaraty descarta registros brasileiros entre vítimas na Síria

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) se manifestou, nesta segunda-feira (10), sobre os recentes conflitos na Síria, que resultaram em mais de mil mortes entre os dias 6 e 9 de março. O ministério informou que, até o momento, não há registros de brasileiros entre as vítimas. No entanto, expressou “forte preocupação” com a escalada da violência e renovou a recomendação para que brasileiros não viajem ao país e, se já estiverem na Síria, sigam as orientações de segurança das autoridades locais.

O conflito que assola a Síria desde a repressão aos opositores de Bashar al-Assad intensificou-se novamente, especialmente nas províncias de Lataquia e Tartus, no litoral sírio. De acordo com relatos e vídeos verificados, os confrontos entre as forças de segurança e os apoiadores do ex-presidente resultaram em várias mortes, sendo muitas delas de civis. Testemunhas relataram execuções sumárias por parte de forças leais ao regime de Assad, o que gerou uma onda de condenações internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores também fez questão de reforçar seu apoio a uma transição política pacífica e inclusiva para a Síria, que respeite a independência, unidade e soberania do país. O Itamaraty repudiou o uso de violência contra civis e expressou suas condolências aos familiares das vítimas.


Reconstrução em Hajar al-Aswad, Damasco, após os impactos da guerra civil (Foto: reprodução/Ercin Erturk/Anadolu/Getty Images Embed)


Ações consulares e recomendações de segurança

A Embaixada do Brasil em Damasco monitora ativamente a situação e mantém contato com a comunidade brasileira residente na Síria. Para emergências, o Itamaraty disponibiliza os seguintes canais: o número de plantão consular +963 933 21 34 38 e o e-mail consular.damasco@itamaraty.gov.br. Além disso, o número de WhatsApp do plantão consular (+55 61 98260-0610) está disponível 24 horas por dia.

Investigação das mortes

Em resposta à violência crescente, o governo interino da Síria formou um comitê independente para investigar as mortes e as circunstâncias dos confrontos. O comitê também apurará as violações de direitos humanos e identificará os responsáveis pelas atrocidades, visando justiça e responsabilização em um cenário de grande tensão.

Paz e estabilidade como prioridades

O governo brasileiro reafirmou seu compromisso com uma solução política para o conflito sírio, que envolva todas as partes e busque uma paz duradoura. O Itamaraty destacou a importância de uma solução inclusiva, que respeite os direitos humanos e preserve a integridade territorial da Síria, visando a estabilidade do país e da região.

A situação na Síria continua sendo uma crise humanitária e política, e o Brasil, por meio do Itamaraty, segue monitorando os acontecimentos. O governo brasileiro reafirma sua solidariedade com as vítimas da violência e seu compromisso com a paz, buscando sempre uma solução que respeite a dignidade humana e os direitos fundamentais de todos os envolvidos.

Secretário de Estado dos EUA afirma que Ucrânia deve abdicar de territórios ocupados pela Rússia

O secretário de Estado dos EUA declarou, nesta segunda-feira (10), que a Ucrânia teria que desistir de territórios ocupados ilegalmente pela Rússia, caso deseje um acordo de paz. Ele ainda afirma que não houve ameaça de corte do acesso à Starlink e que continuam a compartilhar informações com a Ucrânia.

A tentativa de chegar à paz

Marco Rubio, secretário de Estado, dos Estados Unidos, fez uma declaração, durante uma entrevista, afirmando que para que a Ucrânia possa obter um acordo de paz, eles deverão renunciar a territórios invadidos pela Rússia, durante a guerra.

Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, desembarcou para uma reunião com o primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman. No mês de fevereiro, os sauditas receberam representantes dos EUA e da Rússia, porém os ucranianos acabaram ficando de fora.

Nesta terça-feira (11) ocorrerá uma conversa entre os EUA e a Ucrânia, porém não contará com a presença do presidente ucraniano, que será representado pelo chefe do gabinete presidencial e os ministros das Relações Exteriores e da Defesa.


Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em encontro com representantes políticos de países da Europa (Foto: reprodução/Nicolas Economou/NurPhoto/Getty Images Embed)


A intenção da Ucrânia é propor um cessar-fogo nos combates aéreos e marítimos. Em entrevista feita no seu avião rumo à Jeddah, Marco Rubio considerou a proposta do encerramento dos combates pelo céu e mar, porém afirmou que a melhor chance da Ucrânia de conseguir o cessar-fogo é de permitir que os russos fiquem com os territórios que conquistaram da Ucrânia, durante os conflitos.

Os russos não podem conquistar toda a Ucrânia e, obviamente, será muito difícil para a Ucrânia, em qualquer período de tempo razoável, forçar os russos a regressar ao ponto onde estavam em 2014. Temos que sair daqui com a sensação de que a Ucrânia está preparada para fazer coisas difíceis, como os russos terão que fazer coisas difíceis para acabar com este conflito ou pelo menos interrompê-lo de alguma forma”, afirmou Rubio.

O secretário de Estado americano desmentiu as acusações de soldados ucranianos, que disseram que a Starlink, empresa fornecedora de internet de Elon Musk, estava enviando suas coordenadas para a Rússia. Ele ainda disse que os Estados Unidos seguem compartilhando informações com a Ucrânia e que não há ameaça de corte do acesso à Starlink.

A situação do conflito

No ano de 2014 a Rússia anexou a península da Crimeia. Após o começo da invasão, em 2022, as regiões de Zaporizhzhya, Kherson, Luhansk e Donetsk foram dominadas pelos russos.


Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante encontro no Kremlin, em Moscou (Foto: reprodução/MIKHAIL METZEL/POOL/AFP/Getty Images Embed)

A Europa tenta avançar planos para garantir a paz na Ucrânia, por meio de forças enviadas, caso o acordo entre os ucranianos e os russos seja feito. O presidente da França, Emmanuel Macron, organizou um encontro para esta terça-feira (11), com representantes de mais de 30 países.

Ucrânia faz ataques de drones em cidades da Rússia

A Ucrânia realizou ataques de drones em Moscou e outras regiões da Rússia. Foi o maior ataque de drones em toda a guerra. Duas pessoas morreram e 18 ficaram feridas por conta do bombardeio, que provocou incêndios e fez as atividades de aeroportos e ferrovias pararem temporariamente.

O ataque de drones

Na madrugada desta terça-feira (11), a Ucrânia realizou ataques de bombardeios, utilizando drones, em várias regiões da Rússia, principalmente na capital, Moscou. Foi o maior ataque de drones em todos os três anos de guerra.

Houve duas mortes e 18 pessoas se feriram no bombardeio, que chegou a provocar incêndios. Durante o ataque, foram suspensas as atividades em quatro aeroportos de Moscou e ferrovias foram danificadas. A denúncia do ataque de drones foi feita pelo governador de Moscou, Andrei Vorobyov, no Telegram.

O ministério da Defesa da Rússia informou que as unidades de defesa aérea destruíram 337 drones da Ucrânia, sendo que 91 deles sobre a capital. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, afirmou que pelo menos 69 dos drones foram destruídos ao chegarem perto da cidade e ondas de ataque.


Apartemento danificado após ataques de drones ucranianos, na cidade de Ramenskoye (Foto: reprodução/ANDREY BORODULIN/AFP/Getty Images Embed)


O ataque ocorreu algumas horas antes de um encontro entre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na Arábia Saudita para retomar negociações para realizar um cessar-fogo no conflito.

A sede do governo russo, o Kremlin, acusou a Ucrânia de ter como seus alvos, prédios residenciais, o que é proibido em guerras. Apesar disso, a própria Rússia já realizou vários ataques a regiões residenciais na Ucrânia.

Vorobyov informou que pelo menos sete apartamentos haviam sido danificados e os moradores foram forçados a evacuar um prédio de vários andares, no distrito de Ramenskoye, em Moscou.

Suspensão de transportes

O órgão regulador de aviação da Rússia informou, após os bombardeios, que os voos foram suspensos em todos os quatro aeroportos da cidade de Moscou, para garantir a segurança e prevenir outras fatalidades. As atividades de outros dois aeroportos, nas cidades Yaroslavl e Nizhny Novgorod, também foram suspensas. Mais tarde, o governo russo informou que as operações haviam sido retomadas.

A agência de notícias RIA informou que a infraestrutura ferroviária da estação de trem Domodedovo foi danificada pelos destroços de drones.


Área destruída após ataque de drones na Rússia (Foto: reprodução/Moscow Governorship/Handout/Anadolu/Getty Images Embed)


Os governadores de Ryazan, ao sudeste de Moscou, e Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, também afirmaram que suas regiões estavam sobre ataques de drones, sendo que em Belgorod, vários locais ficaram sem energia.

Entenda as tentativas de avanços no cessar-fogo entre Israel e Hamas

O ministro da Energia de Israel, Eli Cohen, anunciou neste domingo (9) o corte imediato do fornecimento de eletricidade para a Faixa de Gaza. Segundo ele, a medida tem como objetivo pressionar pela libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas. Além disso, Cohen reforçou que Israel fará tudo ao seu alcance para eliminar o grupo da região.  

Enquanto isso, as negociações de cessar-fogo continuam. O Hamas busca iniciar conversas sobre a segunda fase do plano de trégua, mas Israel se opõe à ideia e mantém o foco exclusivo na troca de reféns, sem intenção de encerrar a guerra. Na última semana, o governo israelense interrompeu o envio de ajuda humanitária ao enclave, tentando pressionar o Hamas a seguir seus termos para a continuidade das negociações.  

Possíveis negociações entre Israel e o Hamas

Neste sábado (7), uma delegação do Hamas chegou ao Cairo para discutir os próximos passos do acordo. Após conversas com os Estados Unidos, Israel decidiu enviar representantes para participar das negociações nesta segunda-feira (10). Segundo autoridades israelenses, o país estaria se esforçando para avançar no diálogo. A guerra entre Israel e o Hamas, iniciada em 7 de outubro de 2023, começou após um ataque do Hamas que matou mais de 1.200 israelenses e levou à captura de centenas de reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar na Faixa de Gaza, resultando em uma devastação sem precedentes e um alto número de mortos, a maioria civis palestinos. A crise humanitária se agravou rapidamente, com falta de alimentos, água, eletricidade e assistência médica.

Mais sobre o cessar-fogo

Após meses de combates intensos, houve tentativas de mediação para um cessar-fogo, principalmente por parte dos Estados Unidos, Egito e Catar. Alguns acordos temporários permitiram pausas nos ataques e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, mas a violência continuou em diversos momentos.


Cidade de Gaza sendo reconstruída após intensos bombardeios (foto: reprodução/x/@Al_kuran)

O impacto foi profundo para ambos os lados: milhares de vidas foram perdidas, famílias foram destruídas e cidades foram reduzidas a escombros. Além disso, a guerra aumentou a polarização no cenário internacional, gerando protestos e debates sobre os direitos humanos e a legitimidade das ações militares.

Apesar dos esforços diplomáticos, um cessar-fogo duradouro ainda enfrenta desafios, pois as demandas de ambos os lados continuam distantes. O conflito reforçou um ciclo de violência que, sem soluções políticas e humanitárias concretas, ameaça se repetir no futuro.

“Imperialista revisionista” diz Emmanuel Macron sobre Vladimir Putin 

Durante o encerramento da reunião extraordinária do Conselho Europeu, que aconteceu em Bruxelas na Bélgica, na última quinta-feira (06), o presidente da França, Emmanuel Macron, subiu o tom contra Vladimir Putin, após o presidente russo dizer que  “lamenta que ainda haja pessoas que querem voltar aos tempos de Napoleão”. 

“Napoleão liderou conquistas.  A única potência imperial que vejo hoje na Europa se chama Rússia. (…)  (Vladimir Putin) é um revisionista imperialista da história e da identidade dos povos”
Emmanuel Macron

O presidente francês também declarou que as negociações de Moscou com os Estados Unidos, para um cessar-fogo na Ucrânia, não eram para uma “paz duradoura”, mas sim “para retomar melhor a guerra” .

Tensões entre França e Rússia

Na quarta-feira (04), em um discurso nacional de pouco mais de 13 minutos, em horário nobre, o presidente francês pediu o rearmamento europeu e cogitou sobre a possibilidade de dissuasão nuclear.

Segundo Macron, o presidente russo “é uma ameaça existencial duradoura para todos os europeus” e classificou a guerra na Ucrânia como “um conflito global”.


Trecho do discurso do presidente Emmanuel Macron ao povo francês (Vídeo: Reprodução/ YouTube/ @euronewspt)

Em seu discurso, Emmanuel Macron, ainda, disse estar pronto para discutir sobre a possibilidade de colocar a Europa sob o “guarda-chuva nuclear” francês. Isso significa que, países que não possuem armamentos nucleares fiquem sob “proteção” daqueles países que possuem esse tipo de armamento e, caso, sejam atacados com armas nucleares, sejam defendidos e protegidos por estes países.

De acordo com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), os Estados-Nações que legalmente possuem o direito a armamento nuclear são: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. 

Resposta da Rússia 

Em contrapartida, o porta-voz oficial da Rússia, Dmitry Peskov, acusa o governo francês de não pensar em Paz e por estar inclinado a dar continuidade à guerra na Ucrânia.

“O discurso foi de fato extremamente confrontacional. Dificilmente poderia ser percebido como um discurso de um líder que estava pensando em paz (…) Em vez disso, pelo que foi dito, pode-se concluir que a França está pensando mais em guerra, em continuar a guerra”  (Dmitry Peskov em resposta às declarações de Emmanuel Macron)


Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov e o presidente russo, Vladimir Putin (Foto: Reprodução/ Contributor / Getty Images Embed)

Ainda assim, segundo o Kremlin, termo usado para se referir ao governo russo, a França não representa ameaça, já que a Rússia tem saído vitoriosa das batalhas travadas em território ucraniano. 

“Haverá um inferno”, diz Donald Trump caso os reféns sejam mantidos em Gaza

O presidente Donald Trump, na data de ontem, quarta-feira (05), utilizou suas redes sociais para enviar um recado ao Hamas, quebrando um protocolo antigo de Washington de não negociar com grupos considerados terroristas pelos EUA. Trump inicia a mensagem informando que trata-se de um  “Olá ou um Adeus”, a depender das atitudes que o grupo islâmico terá daqui por diante. A postagem do presidente estadunidense é referente a situação dos reféns mantidos em Gaza e sua libertação.

Trump informa, ainda, que “um belo futuro aguarda Gaza”, porém caso o grupo Hamas não liberte os reféns, “haverá um inferno para pagar mais tarde” e que “está enviando a Israel tudo o que precisar para terminar o trabalho”. 

Segundo informações das Forças de Defesa de Israel, ao todo são 59 pessoas mantidas em cativeiro, das quais 35 estariam mortas. Cinco desses reféns são israelenses com cidadania americana. O Mossad, inteligência israelense, tem motivos para acreditar que 22 reféns ainda estão vivos e que o paradeiro de outras duas pessoas é desconhecido


Postagem do presidente Donald Trump para o Hamas (Foto: Reprodução/ Instagram/ @potus)


Contato direto entre EUA e Hamas 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, não confirmou o contato entre EUA e Hamas, porém, em entrevista informou que Adam Boehler, um enviado especial dos EUA para assuntos estratégicos “tem autoridade para falar com qualquer um”. O que vai de encontro com informações publicadas pelo site Axio de que o governo de Donald Trump tem mantido conversas secretas com o grupo islâmico para a libertação dos reféns americanos em Gaza. 


Karoline Leavitt – porta-voz da Casa Branca (Foto: Reprodução/ Andrew Harnik/ Getty Images embed)


O gabinete do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu disse estar a par das negociações e que Israel “expressou a sua opinião sobre a questão das negociações com o Hamas”. Os EUA, também,  confirmaram que Israel foi consultado.

A atitude do governo americano, em Relações Internacionais, é chamada de “Diplomacia Secreta”. Utilizada para resolver conflitos e negociações sensíveis. Acontecem sem que o grande público ou até mesmo outros governos tenham ciência disso. No caso das reuniões entre EUA e Hamas, estas teriam acontecido em Doha, no Catar, nas últimas semanas. 

Um dirigente do grupo Hamas, em condição de anonimato, também confirmou o contato e que a comunicação foi feita por diferentes canais. 

Outro enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viajaria esta semana para se encontrar com o Primeiro-Ministro do Catar e continuar com as tratativas para a libertação dos reféns em Gaza. No entanto, a reunião foi cancelada pois, segundo informações, não houve avanço nas negociações por para do Hamas.

Israel  e a suspensão de ajuda para Gaza

No último domingo (02), o governo de Israel informou que suspendeu toda ajuda humanitária para Gaza com fechamento de fronteiras. Contudo, as autoridades israelenses pontuaram que os suprimentos enviados a Gaza nos últimos meses são suficientes para um período de quatro a seis meses. 


Discurso do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu suspendendo a ajuda humanitária em Gaza ( Vídeo: reprodução/ X/ @netanyahu)

A decisão da suspensão ocorreu após o grupo Hamas rejeitar a proposta de libertação de reféns, estendendo o cessar-fogo, apresentado pelos EUA. 

Por outro lado, o grupo Hamas disse que a proposta é uma forma de “evitar a implementação do acordo de reféns e cessar-fogo e negociar a segunda fase”. O grupo informa, ainda, que interromper a ajuda humanitária é “chantagem e crime de guerra”. Sendo uma violação do acordo anterior.

Donald Trump suspende auxílio militar à Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou suspender nesta Segunda-feira (3) o envio de auxílio militar dos Estados Unidos à Ucrânia, poucos dias após a discussão entre ele e Volodymyr Zelenky. 

Segundo o site G1, “Trump deixou claro que está focado na paz, e que os parceiros também precisam estar comprometidos com o mesmo objetivo, e reiterou dizendo que está pausando e revisando a ajuda para assim garantir que ela esteja contribuindo para uma solução, que seja a paz”, informou um funcionário da Casa Branca à agência Reuters.

Ainda segundo o G1, a decisão foi tomada após Donald Trump mudar sua postura de alinhamento dos EUA sobre a Ucrânia, que mantinha desde o início da guerra. O ponto alto da mudança foi o confronto mais acalorado com Volodymyr Zelenky na Casa Branca.

Volodymyr Zelenky diz que o fim da guerra pode estar longe

Nesta última segunda-feira, Donald Trump chegou a criticar Zelenski, por declarar que  “acredita que o fim da guerra pode estar muito longe”. Em suas redes sociais, Trump afirmou que “é a pior declaração que  Zelenski poderia ter feito, e afirma que os Estados Unidos não tolerarão esta situação por muito mais tempo”.


Vídeo sobre fim de auxílio dos EUA à Ucrânia (Vídeo: reprodução/@jornaldanoite)

Sobre acordo de minerais

Já segundo a publicação da revista Veja, no domingo  Zelenski, declarou estar disposto a assinar um acordo de minerais com os Estados Unidos, deveria ter sido assinado na semana passada durante o encontro na Casa Branca, mas afirmou que a Ucrânia não irá ceder nenhuma parte de seu território à Rússia como parte do então acordo.

O presidente Volodymyr Zelenky disse que não acreditava que os EUA parariam com sua ajuda à Ucrânia, porque como líderes de um mundo civilizado eles não gostariam de ajudar Vladimir Putin, presidente da Rússia, mas que está pronto para qualquer cenário e já está se movimentando junto dos líderes europeus para encontrar possíveis soluções.

A comunidade internacional aguarda os próximos desdobramentos e incentiva ambas as partes a retomarem o diálogo construtivo para assegurar a estabilidade e a segurança na Europa Oriental. 

Israel cessará fogo em Gaza por conta dos feriados de Ramadã e da Páscoa

Neste domingo(02), o gabinete do primeiro-ministro de Israel, comunicou que irá adotar a proposta feita pelos Estados Unidos da América, de cessar-fogo durante os feriados de Ramadã e da Páscoa. Conforme divulgado, o país do ministro Benjamin Netanyahu, isso ocorrerá apenas durante esses feriados e após a guerra continuará. A informação é de que as negociações a respeito do plano de Witkoff irão começar imediatamente, mediante a concordância do Hamas.

Acordo

Segundo o que foi divulgado a respeito dessa negociação, Israel poderia voltar aos combates após o 42° dia, se perceber que as conversas foram ineficazes, informou o país, após efetuarem a acusação de que o Hamas estaria violando a trégua. Tanto Israel quanto o Hamas vêm trocando acusações, ambos estão batendo de frente em relação as questões voltadas para a violação do acordo.


Palestinos lamentam a morte de mais dois compatriotas em meio à guerra entre Israel e Palestina (Foto: reprodução/Anadolu Abdul Hakum Abu Riash Anadolu/Getty Images Embed)


Conflito

O conflito que ocorre entre o Hamas e o país de Israel, iniciou em 2023 e se estende a um pouco mais de 1 ano, tendo em vista que a situação entre Israel e Palestina, de maneira geral, vêm acontecendo há mais de 40 anos. Esse problema começou devido à disputa pela posse de um território localizado na Palestina, sobre o qual ambos os países não chegaram a um acordo.

Cessar-fogo

No início deste ano, ocorreu um cessar-fogo entre Israel e a Palestina, aparentemente durante esse momento, houve uma troca de 33 reféns, contando com 5 tailandeses junto. O governo de Benjamin Netanyahu libertou 2 mil palestinos como parte de um esforço para encerrar a guerra, adotando um processo gradual para alcançar uma solução.

O conflito teve início em 2023, e novas negociações estão em andamento para um novo cessar-fogo

Rússia recusa tropas europeias na Ucrânia e reforça postura contra interferência ocidental

O aviso foi feito nesta terça-feira (25), pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, fazendo com que a possibilidade de interferência externa no conflito aumentasse. A polêmica foi causada pela declaração de Donald Trump de que tanto ele, como Vladimir Putin, concordariam em relação à tropas de paz na Ucrânia, desde que um acordo de paz para o fim da guerra fosse assinado.

“Sim, ele aceita isso. Perguntei diretamente a ele e ele não tem problemas com isso”, disse Trump a jornalistas.

Peskov, porém, não se opôs ao presidente norte-americano, mas frisou que a posição da Rússia não se alterou. “Há uma posição sobre esse assunto que foi expresso pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Lavrov. Não tenho nada a acrescentar a isso e nada a comentar. Deixo isso sem comentários”, disse o porta-voz.


Presidente Trump assina ordens executivas em Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida (Foto: reprodução/Joe Raedle/Getty Images Embed)


Moscou considera a presença da Otan uma provocação 

Para Moscou, qualquer presença militar ocidental na Ucrânia é considerada uma provocação aberta. Na semana passada, Lavrov advertiu que qualquer envio de tropas estrangeiras, mesmo sob bandeira neutra, seria considerada “uma ameaça direta” à soberania russa.

Os russos temem que eventual entrada de tropas europeias ou tropas de aliados dos Estados Unidos aumentem ainda mais a conflagração, arrastando a guerra para um confronto direto com o atlântico norte, que Moscou tenta evitar a todo custo.

Caminho para a paz ainda parece distante

A guerra na Ucrânia já dura mais de dois anos, e as tentativas de paz seguem emedadas em interesses políticos e estratégicos.

Enquanto os países ocidentais pressionam por negociações diplomáticas e fornecer apoio militar à Ucrânia, a Rússia se apoia na afirmação de que qualquer solução precisa respeitar suas condições.

Segundo especialistas, as declarações de Trump e a resposta russa mostram que um cessar-fogo continua muito distante de se tornar uma realidade.

O mundo, portanto, continua atento e espera por novos desdobramentos que levem a afirmações mais convincentes, além daquelas que sempre foram colocadas como betoneira em busca de um caminho para a paz.

Israel recebe corpos de reféns em meio a tensão no Oriente Médio

Os caixões pretos chegaram nesta quinta-feira (20). Dentro deles, estavam os corpos de quatro reféns israelenses, incluindo um bebê de apenas oito meses. A cena, carregada de luto e indignação, marcou um dos momentos mais dolorosos desse conflito.

Entre as vítimas estavam Shiri Bibas, de origem argentina, seus filhos Kfir, de oito meses, e Ariel, de quatro anos, e o idoso Oded Lifschitz, de 83 anos. A família Bibas tornou-se um símbolo do sofrimento dos reféns em Gaza, e a confirmação de suas mortes destruiu as esperanças de quem ainda sonhava com um final diferente.

Indignação global e apelos por dignidade

A ONU condenou a maneira como os corpos foram devolvidos. Volker Turk, chefe de Direitos Humanos da organização, chamou o ato de “abominável” e ressaltou a necessidade de respeito à dignidade das vítimas e suas famílias.

O Hamas alegou que os reféns faleceram em ataques aéreos israelenses e, durante a entrega dos corpos, exibiu um cartaz com a imagem do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu retratado como um vampiro. O gesto provocou revolta e reforçou as tensões entre os dois lados.


Ataque aéreo israelense no campo de refugiados palestinos de Bureij (Foto: reprodução/Eyad Baba/Getty Images Embed)


O luto em Israel e o peso da culpa

Em Israel, o choque se transformou em luto nacional. O presidente Isaac Herzog expressou sua dor e pediu desculpas às famílias. “Não há palavras. Apenas agonia. Perdão por não termos conseguido trazê-los de volta com vida”, declarou.

Enquanto isso, o primeiro-ministro Netanyahu foi alvo de protestos. Familiares dos reféns que ainda permanecem em Gaza marcharam exigindo respostas.

Até agora, 19 reféns israelenses foram libertos em um acordo de cessar-fogo que também resultou na liberação de mais de 1,1 mil palestinos presos. Agora, as negociações para uma nova fase do acordo seguem indefinidas.

O Hamas declarou estar disposto a libertar os reféns restantes, mas as condições para um novo entendimento seguem nebulosas. Enquanto isso, para as famílias que ainda esperam por respostas, o tempo passa cruelmente, entre a esperança e o medo de um desfecho semelhante ao da família Bibas.