ONU rejeita suspensão permanente de sanções ao Irã

O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta sexta-feira (19) uma resolução que pedia a suspensão permanente das sanções impostas ao Irã. A proposta tinha sido apresentada após acusações de que o país estaria descumprindo compromissos assumidos no acordo nuclear de 2015. Mesmo com a derrota, há prazo adicional para negociações: governo iraniano e potências europeias têm mais oito dias para tentar chegar a um acordo.

Votos, abstenções e oposição

No total, quatro países se posicionaram a favor da resolução (entre eles Rússia, China, Paquistão e Argélia) reforçando a visão de que a suspensão das sanções poderia abrir espaço para um diálogo mais construtivo com Teerã. Do outro lado, nove nações votaram contra, consolidando a maioria necessária para barrar a proposta. Entre os que se opuseram, destacaram-se França, Reino Unido e Alemanha, que lideraram a resistência com um discurso firme. Segundo esses países, o Irã tem falhado em cumprir compromissos essenciais assumidos no acordo nuclear de 2015, especialmente no que diz respeito às cláusulas de inspeção, monitoramento e transparência de suas atividades nucleares.


Bandeira ONU (Foto: reprodução/Instagram/@onunews)

Para as potências europeias, tais violações minam a confiança internacional e justificam a manutenção das restrições. Além disso, dois países optaram pela abstenção, indicando a dificuldade em assumir um posicionamento definitivo diante de uma questão tão sensível, marcada por pressões diplomáticas e interesses geopolíticos divergentes.

Consequências políticas e diplomáticas

A decisão de manter as sanções levanta tensões diplomáticas e evidência o cenário complexo das relações internacionais no Oriente Médio. O Irã agora segue sob pressão econômica, política e diplomática enquanto busca negociar melhores condições ou demonstrações de compromisso com o acordo nuclear. As potências europeias, por sua vez, enfrentam dilemas: ou mantêm a linha dura exigindo mais garantias de fiscalização, ou cedem parcialmente para evitar agravamento da crise.

Além disso, o prazo estabelecido para negociação adiciona nova dimensão à crise: se as conversas não avançarem, poderá haver escalada de sanções ou novas iniciativas de resolução por parte do Conselho de Segurança. O ambiente permanece incerto, com muitos cenários em aberto para próximos movimentos diplomáticos.

Trump diz que Irã está interferindo nas negociações de cessar-fogo em Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve em um encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, na Escócia, nesta segunda-feira (28), onde discutiram sobre vários assuntos da geopolítica atual. Um dos destaques de Trump foi uma informação, dada pelo mesmo, sobre uma polêmica envolvendo o conflito entre Israel e Palestina. De acordo com o americano, o Irã interferiu nos acordos de cessar-fogo da guerra, algo que Donald recriminou.

A interferência do Irã

Donald Trump afirmou, durante o evento, que o Irã tem enviado sinais para o Hamas, interferindo portanto, na troca de informações entre países, durante a negociação para um cessar-fogo. O presidente repreendeu a ação, explicando como ele considera essa intervenção iraniana algo ruim para os acordos.


Donald Trump e Keir Starmer em encontro na Escócia (Foto: reprodução/Tolga Akmen/EPA/Bloomberg/Getty Images Embed)


O Irã tem enviado sinais ruins, eu lhe digo. Para um país que acabou de ser aniquilado, eles têm enviado sinais muito ruins, sinais muito desagradáveis. E eles não deveriam estar fazendo isso”, disse Trump.

Donald destacou que houve uma aparição recente, do ministro das Relações Exteriores do Irã, em um programa, falando sobre assuntos, que, de acordo com o americano, não deveriam estar sendo discutidos. Ele ainda declarou que os iranianos estão interferindo na negociação entre Israel e Hamas e expressou descontentamento com a atitude.

A tentativa de encerrar os conflitos

Na semana passada, os Estados e Israel reuniram seus negociadores que haviam discutido uma pausa no conflito no Catar. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que estaria disposto a utilizar métodos alternativos para poder recuperar os reféns do Hamas, além de pôr fim ao regime do grupo terrorista na região de Gaza.

Apesar de estarem dispostos a serem mais incisivos, um alto funcionário israelense afirmou que as negociações ainda podem ser retomadas, caso o Hamas esteja disposto a revisar a sua exigência sobre a quantidade de prisioneiros que devem ser libertados e devolvidos.

Lula perde espaço no cenário global, aponta revista britânica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria enfrentando uma redução de sua influência no exterior. É o que aponta uma análise publicada pela revista britânica The Economist, que atribui esse cenário ao distanciamento do Brasil em relação a potências ocidentais e à intensificação de laços com países como China, Irã e Rússia.

De acordo com a publicação, a diplomacia brasileira tem assumido posições contrárias às adotadas por países aliados, o que estaria dificultando a construção de consensos internacionais e comprometendo o papel de mediação que o Brasil historicamente buscou manter.

Críticas ao alinhamento com China e Irã

Um dos episódios destacados pela revista foi a reação do governo brasileiro a um ataque dos Estados Unidos contra alvos ligados ao programa nuclear do Irã. Enquanto Washington defendeu a ação como uma medida de segurança, o Brasil, por meio de nota do Itamaraty, expressou forte desaprovação, classificando o ato como uma violação da soberania iraniana.

Esse tipo de posicionamento, segundo a publicação, tem colocado o país em rota de colisão com democracias ocidentais que, embora preocupadas, preferiram não condenar diretamente o episódio. A expectativa é que o Brasil e o Irã se reaproximem ainda mais durante a próxima reunião do Brics, marcada para ocorrer entre os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro.

A reportagem também levanta preocupações sobre a crescente influência da China e da Rússia dentro do Brics, o que tornaria mais difícil para o Brasil manter sua posição de neutralidade. O cientista político Matias Spektor, da FGV, destaca que o grupo vem sendo instrumentalizado por interesses que não coincidem com os valores democráticos do Brasil.

Ainda segundo a The Economist, diplomatas brasileiros estariam evitando embates sobre temas sensíveis, como a proposta de adotar uma moeda alternativa ao dólar no comércio entre os países do grupo, para não gerar novos desgastes internacionais.


Revista britânica diz que Lula vem perdendo influência no exterior (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


Distanciamento dos EUA e desgaste interno

O texto também chama atenção para a ausência de encontros entre Lula e o presidente norte-americano Donald Trump. A falta de aproximação é vista como um sinal de enfraquecimento das relações bilaterais. Em contrapartida, o governo brasileiro tem priorizado acordos com a China e aprofundado a cooperação econômica com países fora da esfera ocidental.

A revista aponta ainda que Lula enfrenta desafios dentro do próprio país. Seu índice de aprovação caiu, e sua imagem continua sendo associada por parte da população aos escândalos de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores. Essa perda de apoio interno, combinada com um cenário internacional desfavorável, contribui para a percepção de que o Brasil tem exercido um papel menos relevante nas discussões globais.

Ao final, a publicação sugere que o governo brasileiro deveria focar mais em questões domésticas e menos em tentar exercer protagonismo em crises geopolíticas distantes, como os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

Irã está sem convicção sobre o compromisso de cessar-fogo de Israel

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, general Seyyed Abdolrahim Mousavi, demonstrou desconfiança em relação ao cessar-fogo proposto por Israel há cerca de uma semana. A declaração, divulgada pela agência semioficial Tasnim, sugere possíveis desdobramentos do conflito que podem resultar em mais vítimas.

Tasnim sobre o conflito entre Israel e Iran

A agência Tasnim informou que o general Seyyed Abdolrahim Mousavi conversou por telefone com o ministro da Defesa saudita, príncipe Khalid bin Salman, afirmando: “Não iniciamos a guerra, mas respondemos ao nosso agressor com todas as nossas forças”. O irã demonstra com a declaração que está preparado para revidar se houver nova ofensiva de Israel.

“Considerando que duvidamos totalmente da adesão do nosso inimigo aos seus compromissos, incluindo o compromisso com o cessar-fogo, permaneceremos prontos para responder caso repitam seus ataques”, disse Mousavi, segundo a citação.


Materia da CNN Brasil (Vídeo: reprodução/YouTube/CNNBrasil)

Terã conversa com aliado

A agência saudita confirmou que o príncipe Khalid recebeu telefonema de Mousavi. O teor da conversa abordou relações bilaterais na área de defesa, o desenvolvimento regional e ainda esforços que mantenham a segurança e a estabilidade.

As conversas entre Irã e Arabia Saudita, potências regionais do Oriente Médio, aconteceram depois que o Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, deixou claro a Teerã, nesta sexta-feira (27), que realizará novos ataques. Se necessário, adotando uma ‘política de imposição’ para impedir que o Irã reconstrua seu poder aéreo e avance em projetos nucleares e desenvolva mísseis de longo alcance considerados ameaçadores. Katz destacou ainda que a ‘imunidade’ iraniana chegou ao fim.

No Irã, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Mousavi, teve sua nomeação em 13 de junho, quando seu antecessor foi vitimado por ataques realizados por Israel.
O bombardeio à usina de Fordow e a bases militares do Irã pelos Estados Unidos ocorreu no dia 13 de junho, sob a suspeita de que o local estivesse enriquecendo urânio para a construção de uma bomba atômica.

Israel intensifica controle militar no Oriente Médio diante de ameaças nucleares

Em meio às crescentes tensões no Oriente Médio, o governo de Israel reforça sua presença militar na região com o objetivo de conter o avanço de programas nucleares que considera uma ameaça direta à sua existência. O ministro da Defesa, Israel Katz, ordenou a preparação de um plano estratégico de longo prazo para impedir a fabricação de mísseis e bombas atômicas por países adversários, principalmente o Irã.

A Operação Leão Ascendente e o suposto plano iraniano

A decisão de Katz vem na esteira da recente Operação Leão Ascendente, ofensiva militar que resultou na destruição de instalações militares iranianas e na morte de cientistas ligados ao programa nuclear do país.

A operação, celebrada nas redes sociais pela Força de Defesa de Israel (IDF), foi descrita como “uma das mais ousadas e bem-sucedidas da história de Israel”. Em sua conta oficial no Twitter, a IDF declarou que a missão foi parte de uma nova doutrina de defesa, que mescla ações preventivas e ofensivas para preservar a segurança nacional.


Israel Katz agradece apoio dos Estados Unidos na Operação Leão Ascendente (reprodução/X/@Israel_katz)

Segundo o general Effie Defrin, o Irã estaria muito próximo de obter urânio enriquecido em quantidade suficiente para construir armas nucleares. Ele afirma possuir provas da existência de um plano chamado de “Plano de destruição de Israel”, que teria como objetivo o aniquilamento do território israelense por meio de mísseis atômicos.

Diante dessa suposta ameaça iminente, Defrin declarou: “Não havia escolhas”, justificando a ofensiva como uma medida necessária para garantir a sobrevivência do povo judeu.

Controle regional como estratégia de sobrevivência

Para Israel, o domínio militar da região é uma questão de sobrevivência. O país tem adotado uma postura cada vez mais ofensiva frente a qualquer sinal de ameaça, buscando neutralizar riscos antes que eles se concretizem.

A instrução para desenvolver novos planos militares na região demonstra que Tel Aviv pretende manter sua influência estratégica sobre os países vizinhos, especialmente sobre áreas onde há indícios de desenvolvimento armamentista e presença de grupos terroristas.

O controle do Oriente Médio, para o governo israelense, deixou de ser apenas uma questão de geopolítica e passou a ser tratado como um imperativo existencial. Diante de inimigos declarados e da possibilidade de armas nucleares em mãos adversárias, Israel aposta em ações militares diretas como forma de garantir sua segurança e perpetuação enquanto Estado.

Base do Hezbollah no sul do Líbano é atacada por Israel  

A IDF (Israel Defense Forces), ou Forças de Defesa de Israel retomou os ataques ao sul do Líbano no dia de hoje (27/6), após um cessar-fogo sacramentado em novembro de 2024, que tem como justificativa a reconstrução de um local, desativado pelo próprio IDF no passado, que era utilizado pelo grupo terrorista Hezbollah, financiado pelo Irã, para gerenciar ataques contra as forças israelenses.

Reposicionamento do Hezbollah

Nas últimas semanas, a atenção do mundo ficou completamente voltada ao conflito entre Israel e Irã, e isso acabou dando espaço para um reposicionamento do grupo terrorista Hezbollah, retomando uma de suas bases no sul do Líbano, utilizada para gerenciar o “sistema de fogo e defesa” do grupo. Trata-se de uma instalação no subterrâneo de um vilarejo chamado Ali al‑Taher (situado entre a cidade israelita Kfar Tebnit e a vila libanesa Nabatieh al‑Fawqa).

Logo após os ataques de Israel, agindo muito rapidamente, o Presidente Libanês Joseph Aoun e seu primeiro-ministro Nawaf Salam fizeram um apelo à comunidade internacional para adoção de medidas eficazes para encerrar tis ataques na região.


Bombardeio no sul do Líbano (Vídeo: reprodução/X/@hoje_no)

Esse é o quarto ataque a um dos redutos do Hezbollah, na região suburbana localizada ao sul de Beirute, capital do Líbano, após o cessar-fogo celebrado entre Israel e o grupo financiado pelo Irã em 27 de novembro de 2024, que acabou deixando uma mulher morta e ferindo outras 20 pessoas, segundo o jornal Al Jazeera.

Tropas israelenses no Líbano

O acordo de cessar-fogo estipula que todos os disparos na fronteira entre Líbano e Israel devem cessar, deixando o território ao sul do Líbano livre de quaisquer armas ou combatentes não oficiais, ou seja, que as tropas israelenses devem deixar o local.

Ocorre que isso acabou não acontecendo, pois segundo a agência de notícias Reuters, permanecem em território libanês pelo menos 5 postos com tropas israelenses, atingindo, regularmente, membros do Hezbollah ou pessoas afiliadas ao grupo.

Presidente dos EUA admite que guerra entre Israel e Irã pode reincidir em breve

Ao participar de uma coletiva de imprensa em Haia, na Holanda, após cúpula da OTAN nesta quarta-feira (25), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o conflito entre Israel e Irã pode ter novo início em breve.

De acordo com Donald Trump, os dois estão cansados, mas que acha que pode acontecer novamente, e que pode ser em breve. Chegou ao fim na terça-feira (24), o combate entre os dois países que aceitaram a proposta de cessar-fogo pelos Estados Unidos. Em seguida à trégua ter seu início, os dois países trocaram acusações de violação de acordo.


Governo de Donald Trump promove acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


“Duas crianças que brigam no pátio da escola”

Também nesta quarta-feira (25), em breve entrevista, Donald Trump comentou com os repórteres em Haia, Holanda, que Israel e Irã brigaram como “duas crianças no pátio da escola. Trump viajou para a Holanda a fim de participar da cúpula da OTAN.

O presidente americano acredita que, deixando-os brigar por uns dois ou três minutos, fica mais fácil de pará-los. Trump disse ainda que eles não vão brigar entre si. Para o Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, o presidente americano precisa utilizar palavras mais fortes como se fosse um pai a brigar com os filhos.


O primeiro ministro de Israel aceitou por intermédio do governo americano cessar-fogo junto ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)


O que se sabe sobre os danos às instalações nucleares iranianas?

O presidente americano disse ainda que, os danos causados pelos ataques com mísseis às instalações nucleares iranianas no fim de semana foram graves, porém afirmou que as informações disponíveis foram inconclusivas. Para o presidente Donald Trump, os ataques ao Irã podem apenas ter atrasado o programa nuclear em alguns meses. Donald Trump sentou-se ao lado do Secretário de Estado Marc Rubio e do Secretário de Defesa Pete Hegseth.

Israel e Irã afirmam o cessar-fogo organizado por Trump

Nesta segunda-feira (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um anúncio em suas redes sociais, declarando que negociou com Israel e Irã uma proposta de cessar-fogo. O mandatário afirmou que eles haviam chegado a um acordo e a paz entraria em vigor pouco tempo após os ataques já programados por ambos os lados.

Ainda na presente data, os próprios governos em conflito confirmaram a assinatura de um tratado de cessar-fogo, mas alertaram para a vigilância diante de possíveis novos ataques.

O cessar-fogo entre Israel e Irã

Na madrugada desta terça-feira (24), em horário de Brasília, foi confirmado pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o cessar-fogo entre Israel e Irã havia entrado em vigor. Em seguida, a imprensa iraniana declarou que o país fez seus últimos ataques, que já estavam programados, e agora seguiriam para uma solução mais pacífica.


Iraniano comemorando o cessar-fogo entre seu país e Israel (Foto: reprodução/Nikoubazl/NurPhoto/Getty Images Embed)


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo de trégua e afirmou que Israel já havia concluído seus objetivos de eliminar os armamentos nucleares iranianos, que apresentavam uma ameaça. Ele também foi firme em declarar que, se houvesse alguma violação nos acordos de cessar-fogo, Israel iria responder fortemente a qualquer atitude.

Apesar de já ter sido afirmado o acordo de paz, ainda há risco, devido aos ataques já planejados. No anúncio de Donald Trump, ele explicou que as interrupções nos ataques ocorreriam em cerca de seis horas, no momento, até ambos os países concluírem suas missões em andamento. Em alguns dos ataques mais recentes do Irã a Israel, quatro pessoas morreram e pelo menos 12 ficaram feridas.

O conflito Israel x Irã

Os ataques começaram no dia 13 de junho, quando Israel, sob a justificativa de que o Irã estava produzindo armamentos nucleares, lançou uma operação para conter o avanço do seu programa nuclear. Durante os últimos dez dias, as forças armadas israelenses vêm bombardeando regiões militares e nucleares no Irã. Isso despertou revolta no governo iraniano, que também iniciou ataques militares ao território de Israel.


Destroços em cidade destruída em Israel (Foto: reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)


Os Estados Unidos também participaram dos ataques, lançando bombas ao território iraniano, em localizações que possuíam armamentos nucleares. O principal alvo foi a usina de Fordow, que fica a 80 metros da superfície.

Em retaliação, o Irã bombardeou uma base militar americana no Catar, porém, todos os mísseis foram interceptados, causando dano mínimo e sem fatalidades. Ao longo de todo esse período, dezenas de pessoas acabaram morrendo e milhares foram feridas. A maioria das vítimas foi de civis, de acordo com as autoridades de ambos Israel e Irã.

Violação de cessar-fogo reacende tensão entre Irã e Israel

Um cessar-fogo arquitetado com a ajuda direta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre Irã e Israel, foi comprometido poucas horas após entrar em vigor. O acordo previa a suspensão das hostilidades a partir das 7h da manhã (horário local), mas o clima de trégua foi quebrado por novos disparos de mísseis, acusações cruzadas e respostas militares que elevaram a tensão na região.

Israel denuncia ataque iraniano após início da trégua

De acordo com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Irã teria lançado um míssil contra o território israelense às 7h06 — apenas seis minutos após o horário combinado para o cessar-fogo — e outros dois às 10h25. “Os mísseis foram interceptados ou caíram em áreas abertas, sem causar vítimas ou danos”, informou a nota oficial. Ainda assim, os primeiros socorristas israelenses confirmaram que um dos projéteis atingiu a cidade de Beersheba, matando quatro pessoas e ferindo cerca de 20.

Como resposta, Israel realizou bombardeios contra instalações militares próximas a Teerã. Segundo o comunicado do governo israelense, os ataques mataram centenas de membros das forças de segurança iranianas e da milícia Basij. Apesar da escalada, Netanyahu afirmou que, após conversa com Donald Trump, o país decidiu não intensificar os ataques.

Trump critica ambos os lados e exige fim imediato dos ataques

O presidente Donald Trump, que atuou como mediador do cessar-fogo, demonstrou frustração com a violação do acordo. Em declaração à imprensa antes de partir para a cúpula da OTAN, Trump afirmou que tanto Irã quanto Israel desrespeitaram o tratado, ainda que “não intencionalmente”.

“Irã fez. Israel também fez. Não estou satisfeito com Israel. Não estou satisfeito com o Irã”, disse Trump. “Eles estão lutando há tanto tempo que já não sabem o que estão fazendo.” O ex-presidente exigiu a interrupção imediata dos ataques por ambas as nações.


O presidente estadunidense Donald Trump reforça o compromisso de Israel em cumprir acordo de cessar-fogo em sua rede social (reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)


Irã se diz alvo de agressão e nega existência formal de acordo

Pelo lado iraniano, o posicionamento foi de negação de um acordo definitivo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não reconhece nenhum tratado formal de cessar-fogo, embora tenha sinalizado que cessaria os ataques caso Israel encerrasse sua ofensiva até as 4h da manhã, no horário local.

Antes mesmo da entrada oficial do cessar-fogo, Israel já havia atacado dezenas de alvos militares iranianos, segundo um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF). O Irã, por sua vez, teria disparado cerca de 20 mísseis em resposta, ainda na madrugada.

Conflito segue indefinido após tentativa de mediação

A tentativa de conter o conflito entre Irã e Israel segue indefinida poucas horas após a implementação de um cessar-fogo. Apesar dos esforços de Donald Trump, as acusações mútuas e os ataques contínuos indicam que a trégua não foi respeitada de forma concreta por nenhum dos lados. Com vítimas civis já contabilizadas e novas ameaças em curso, a estabilidade na região segue incerta, e o risco de uma nova escalada permanece no horizonte.

Otan anuncia aumento histórico nos gastos com Defesa

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, anunciou nesta segunda-feira (23) uma importante mudança na política de Defesa da aliança militar: os países-membros deverão aumentar seus gastos com Defesa para pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB). A decisão foi tomada durante a cúpula da Otan realizada em Haia, na Holanda, e representa um avanço significativo em relação aos atuais níveis de investimento, que variam entre 2% e 3,5% na maioria dos países.

Para Rutte a nova meta é essencial

Segundo Rutte, todos os membros concordaram com a nova meta, considerando-a essencial diante do crescente cenário de insegurança global. “O mundo está se tornando mais perigoso, e precisamos estar preparados. O plano de investimento aprovado representa um salto gigantesco — ambicioso, histórico e fundamental para garantir nosso futuro”, declarou o secretário-geral em entrevista coletiva.

Um dos principais focos da nova estratégia será o aumento expressivo nos investimentos em defesa aérea. De acordo com Rutte, os países irão quintuplicar os aportes nessa área, impulsionados pelas ameaças representadas por ataques aéreos, como os que vêm sendo vistos na guerra na Ucrânia, com o uso de drones de fabricação iraniana por parte da Rússia.

A Otan oferecerá mais de 35 milhões de euros para Ucrânia

No mesmo encontro, Rutte confirmou que a Otan fornecerá mais de 35 bilhões de euros (aproximadamente R$ 221 bilhões) em ajuda militar à Ucrânia somente neste ano. Ele também reforçou que a adesão da Ucrânia à aliança é um caminho sem volta, ainda que não tenha estabelecido prazos concretos para a entrada oficial do país.

Bandeira da Ucrânia (reprodução/x/@g1)

O conflito entre Israel e Irã também esteve entre os temas discutidos. Rutte responsabilizou diretamente o Irã por seu envolvimento na guerra na Ucrânia e defendeu a recente ofensiva dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, alegando que não houve violação de normas internacionais.

A decisão de elevar os gastos para 5% do PIB vinha sendo pressionada especialmente pelos Estados Unidos, desde que Donald Trump voltou à presidência em janeiro deste ano. Os EUA já investem acima desse patamar e cobravam maior compromisso dos aliados. Apesar de algumas resistências — como a da Espanha, que tenta negociar maior flexibilidade — a meta será comum a todos. A Alemanha, por exemplo, planeja atingir 3,5% até 2029, e a Eslováquia afirmou que pretende decidir seu próprio ritmo de adequação.