Oriente Médio: Israel ataca o Irã e elimina os principais chefes militares

As Forças de Defesa de Israel (IDF) atingiram alvos militares iranianos em ataques surpresa realizados na madrugada desta sexta-feira (13), horário local, matando comandantes da alta patente das Forças Armadas do Irã. A ação ocorreu enquanto líderes iranianos realizavam uma reunião de contenção de crise para discutir questões ligadas à expansão do programa nuclear iraniano.

Conforme informou o IDF, diferentes áreas do Irã, incluindo alvos nucleares, foram atingidos por “representarem uma ameaça ao Estado de Israel e ao mundo em geral”.  Segundo Eyal Zamir, chefe das forças armadas israelense, o país está preparado para qualquer contra-ataque e, quem desafiar Israel, “pagará um preço alto”. 

Logo após os ataques, Effie Defrin, porta-voz do IDF, fez um pronunciamento nas redes sociais. Segundo informou, Israel não teve escolha e realizou os ataques a fim de proteger seus cidadãos. Uma vez que, o Irã está trabalhando na produção de armamento nuclear, enriquecendo milhares de quilos de urânio em suas instalações subterrâneas.


Pronunciamento de Effie Defrin, logo após os ataques contra o Irã (Vídeo: reprodução/X/@IDF)



Sabotagem do Mossad

Antes e durante o ataque, o Serviço de Inteligência de Israel, Mossad, realizou uma série de sabotagens desativando o sistema de defesa iraniano. O que permitiu acessar o espaço aéreo do Irã. Várias cidades do país foram atingidas, no entanto, o alvo principal foi a  instalação de enriquecimento iraniana, na cidade de Natanz, a cerca de 225 km ao sul da capital Teerã.


Ataques israelenses a diversos alvos iranianos (Vídeo: reprodução/X/@GeopolPt)

De acordo com informações, Israel atingiu o complexo de segurança onde militares estavam abrigados, além de seis bases militares e prédios residenciais em diversos pontos de Teerã, capital do Irã, incluindo alvos estratégicos nas cidades próximas à capital. Essa ofensiva causou dezenas de mortes e foi chamada por funcionários iranianos de “ataque seletivo”.

Mortes de militares

Em uma sequência de postagens em suas redes sociais, o IDF vem relatando detalhes sobre o ataque. Em uma das publicações confirmou que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, o Comandante do IRGC e o Comandante do Comando de Emergência do Irã foram mortos na ofensiva.


Confirmação das mortes de militares de alta patente do Irã (Foto: reprodução/X/@IDF)

As mortes do general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã; do general Hossein Salami, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) e do major-general Gholam-Ali Rashid, chefe do Comando de Emergência do Irã, também foram confirmadas pela mídia estatal iraniana. Além da morte de dois cientistas nucleares, Fereydoun Abbasi-Davani e Mohammad Mehdi Tehranchi.

Promessa de revide

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, informou que a ofensiva de Israel contra alvos militares iranianos causando a morte de seus principais chefes foi uma “declaração de guerra” por parte de Israel, prometendo vingança.

“A mão poderosa das Forças Armadas da República Islâmica não os deixará impunes, se Deus quiser. Com esse crime, o regime sionista preparou um destino amargo e doloroso para si mesmo e certamente o receberá”.

Em um comunicado enviado à Organização das Nações Unidas (ONU), Araghchi pede intervenção imediata do Conselho de Segurança da ONU para a resolução dessa questão. Já o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, incluiu os EUA como alvo nesse contra-ataque, acusando o país norte-americano de apoiar a ofensiva realizada por Israel. Em sua fala Shekarchi afirma que “americanos e israelenses vão pagar um preço alto pelos bombardeios”.

Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, declarou que  “Israel tomou uma ação unilateral” e que a Casa Branca foi informada sobre os planos de ataque israelense contra o Irão, porém, não participou da ação. Conforme Rubio,a prioridade dos EUA, agora, é proteger suas tropas no Oriente Médio devido à tensão que os ataques causaram na região. 

Irã enforca suposto espião acusado de ligação com Israel

O réu Mohsen Langarneshin, acusado de espionagem por supostamente se envolver em diversos acontecimentos de grande porte contra o Irã, é enforcado na manhã desta quarta-feira (30). Segundo a CNN Brasil, uma dessas acusações inclui a morte de um coronel da Guarda Revolucionária iraniana em 2022.

A execução foi informada pela Mizan, uma agência de mídia judiciária iraniana. Por tanto, Langarneshin, condenado por espionagem e cooperação com o Mossad, agência de inteligência nacional de Israel, foi considerado um espião de alto escalão e apoiador operacional de várias missões da inteligência inimiga em seu país. Entretanto, o veículo irãnico não deixou claro a data de sua prisão ou seu julgamento.


Primeiro selo oficial da organização governamental de Israel (foto: reprodução/Instagram/@mossad_carear)

Porém, a mídia estatal do país situado no oriente médio, seguiu afirmando que durante os supostos dois anos em que o acusado serviu como espião israelense, ele foi responsável por ações terroristas importantes e esteve presente na cena de assassinato de Sayad Khodai.

A morte de um coronel

O caso, também apurado pelo jornal O Globo, afirma que a principal atuação do suposto espião teria sido em 22 de Maio de 2022, ou seja, na arquitetura do assassinato de um coronel da Guarda Revolucionária do Irã, Sayad Jodaei, executado por dois motociclistas enquanto voltava para sua residência no leste de Teerã.


O coronel Sayad Khodai, oficial da guarda Revolucionário, exército ideológico do Irã (Foto: reprodução/Instagram/@ohfnews)

Na época após o ocorrido, o veículo de notícias norte-americano New York Times, publicou uma manchete alegando que Israel havia se pronunciado como mandante do assassinato.

Acusações confessadas

Assim, a notícia da execução de Langarneshin repercutiu mundialmente, e principalmente, por conta do impacto das afirmações apresentadas. Além disso, a CNN Brasil divulgou informações sobre as demais acusações, incluindo, o suposto apoio operacional para um ataque a um centro industrial em Isfahan.

Em resumo, o acusado teria assumido todas as suposições levantadas pelo Mizan, enquanto, Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, estava ocupado demais acusando Israel de tentar sabotar as negociações nucleares entre o país do oriente médio e os Estados Unidos.

Irã faz alerta: “agressão dos EUA terá consequências severas”

Nesta terça-feira (11), o Irã notificou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que reagiria com força no caso de os EUA atacarem o país. A nota foi emitida em resposta aos discursos da administração do presidente americano Donald Trump, que o Irã considera imprudentes e perigosos.

O teor da mensagem foi explícito: qualquer agressão dos EUA resultará em sérias consequências.

Irã faz ameaças

O governo iraniano não usou meias palavras contra Trump. O Irã escreveu que qualquer ato de agressão irá provocar uma resposta dura e decisiva

Para o Irã, essas declarações de Trump implicam riscos à segurança internacional e violam o direito internacional. O Irã pediu à ONU que desenvolvesse pressão contra as ameaças, evitando a escalada do conflito.

Além disso, o governo iraniano fez questão de dizer que irá defender sua soberania e seus interesses nacionais, independente das circunstâncias. Essa postura mais firme mostra que a tensão entre os dois países está longe de ser resolvida.


Cerimônia de luto acontece para secretário-geral do Hezbollah, morto em Beirute (Foto: reprodução/Majid Saeedi/Getty Images Embed)

Houthis colocam Israel na mira

No Iémen, o grupo extremista, Houthi, respaldado pelo Irã, fez novas ameaças, que intensificam as preocupações na região. Abdulmalik al-Houthi, líder do grupo, afirmou durante um discurso televisionado que os Houthis estão prontos para atacar Israel, caso o país retome os bombardeios sobre Gaza.

Essa declaração eleva a imprevisibilidade da situação, dado que os Houthis controlam uma parte significativa do Iémen e já participaram de ações contra Israel no Mar Vermelho.

Al-Houthi advertiu que, se Israel continuar com os ataques, “as mãos dos Houthis estão no gatilho”, sugerindo uma prontidão para intensificar suas operações. Esse aviso aumenta as tensões entre as nações afetadas, elevando o risco de um conflito mais amplo.

Hamas e Israel: mais atrasos e desacordos no cessar-fogo

No que diz respeito ao Hamas e a Israel, a situação em Gaza continua instável. O Hamas anunciou um adiamento na liberação dos reféns, que estava programada para o próximo sábado (15).

O grupo palestino expôs que essa decisão é baseada em supostas violações do cessar-fogo por parte de Israel. O Hamas acusa o Estado israelense de não cumprir acordos, como permitir a entrada de ajuda humanitária e cessar os bombardeios na região.

Israel, porém, nega essas alegações, afirmando que a prorrogação na entrega dos reféns por parte do Hamas é uma violação do cessar-fogo. O governo israelense enfatizou que suas forças estão em máxima alerta e preparadas para qualquer eventualidade.


Conflito em Gaza (Foto: reprodução/Mahmud Hams/Getty Images Embed)


Liberação de reféns

Apesar de toda essa tensão, houve um sinal de esperança. No sábado (8), três reféns israelenses, sequestrados pelo Hamas em outubro de 2023, foram finalmente libertados. As vítimas, que estavam em condições de saúde precárias, foram entregues à Cruz Vermelha e apareceram, em imagens, debilitadas, vestindo roupas simples e apresentando fragilidade.

Esta liberação representou um alívio para as famílias, mas também causou críticas. O governo de Israel colocou em questão a forma como os reféns foram tratados, afirmando que era impossível ignorar as imagens. No lugar deles, Israel soltou 183 prisioneiros palestinos, alguns deles envolvidos em ataques violentos. Entretanto, essas trocas não garantem a paz, pois o processo de negociações ainda é instável.

Não obstante as tentativas de negociação, a paz no Oriente Médio ainda está muito distante. A cada dia, novas ameaças surgem e os conflitos são trocados. Isto deixa milhões de pessoas vulneráveis à violência e à insegurança.

A população da região, particularmente os civis, está pagando duramente pelas consequências dessa guerra que não tem fim à vista. A solução pacífica depende de decisões difíceis e parece depender da vontade das partes em honrar a diplomacia.

Para muitos, a simples troca de reféns, por mais simbólica que seja, ainda é um sinal de que há um fio de esperança. Mas, enquanto as ameaças e dissensões persistirem, a paz ainda será uma tarefa difícil e distante.

Agência Internacional da ONU alerta que Irã está próximo de produzir bomba nuclear

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), ligada à ONU, emitiu um alerta, informando que o Irã está muito próximo de obter capacidade para produzir uma bomba nuclear. O alerta preocupa a todos diante do cenário de crescentes tensões na comunidade internacional.

O Irã está sob observação, gerando apreensão com os avanços do programa nuclear. Por anos o país enfrenta diversas sanções por seu desenvolvimento atômico, mas mesmo assim continua ampliando suas atividades de enriquecimento de urânio, ampliando as incertezas e tensões quanto ao futuro das negociações diplomáticas.

Avanços preocupantes

Embora o Irã afirme que seu programa possui fins pacíficos, as inspeções estão encontrando crescentes barreiras para monitorar as instalações nucleares iranianas, causando ainda mais dificuldade na transparência e aumentando os temores sobre as intenções ocultas do país.


Foto: Mísseis iranianos exibidos em parque no Teerã-IR em janeiro de 2024 (Foto: reprodução/Majid Saeedi/AFP/Embed/Getty Images)


A AIEA destacou que o nível de pureza do urânio adquirido pelo Irã é alarmante, pois o país está bem próximo dos 90%, quantidade suficiente para a fabricação de uma arma nuclear. As autoridades internacionais enfatizaram que o domínio dessa tecnologia representa uma ameaça para o cenário internacional.

Repercussões e desafios

A revelação da AIEA retomou debates sobre a eficácia do acordo nuclear de 2015, do qual os Estados Unidos se retiraram em 2018. Desde então, o Irã está expandindo suas atividades nucleares como resposta às sanções econômicas. Os líderes globais, como os dos EUA e da União Europeia, reforçaram a necessidade de retomar as negociações para evitar uma escalada de conflitos.

Entretanto, especialistas alertam que o tempo está se esgotando, enquanto aumenta a chance de acontecer uma possível corrida armamentista na região. A comunidade internacional agora enfrenta o desafio de equilibrar a pressão política e busca um diálogo para evitar uma crise nuclear de grandes proporções.

Hezbollah e Irã vão pagar um total de 77 milhões de dólares a famílias afetadas pela guerra

O grupo libanês Hezbollah, pagou mais de 50 milhões de dólares a famílias afetadas pela guerra contra Israel. De acordo com o líder Naim Qassem em discurso gravado, o Irã ajuda a organização política a financiar o auxílio. 

Ele também disse que o programa contempla 233,500 famílias que se registraram para receber o pagamento. Ao fim, o auxílio, que varia entre 300 e 400 dólares por família (entre R$1815,21 e R$2420,28), totalizará o montante de 77 milhões de dólares utilizados pela organização.

Além disso, O grupo fará um pagamento único de 8000 dólares (R$48.405,61) àqueles que tiveram a moradia destruída pela guerra e 6000 dólares (R$36.304,21) por um ano de aluguel aos moradores da sede do governo libanês, Beirute, e áreas próximas. O Hezbollah auxiliará com 4000 dólares (R$24.202,80), os que estão se refugiando fora da capital enquanto esperam melhorias nas condições da cidade para voltar.

 O governo iraniano irá providenciar a maior parte desse dinheiro.

No dia 27 de novembro, Hezbollah e Israel firmaram um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e França. Mas, os dois países continuam com ataques, mesmo depois do acordo.

Além dos países em guerra direta

As principais tensões no Oriente Médio dos últimos dois anos aconteceram na Faixa de Gaza, entre Israel e o grupo palestino Hamas, e no Líbano, em que o Hezbollah guerreia com o inimigo da . As duas guerras têm como característica o aporte financeiros e apoios militares de potências armamentistas. 

No caso de Israel, o apoio para continuar lutando vem dos Estados Unidos, que se esforça para manter o único aliado político na região. Já as organizações da Palestina e do Líbano são patrocinadas pelo Irã, que começou a desenvolver bombas nucleares em seu território.

Relação entre Hezbollah e Irã

Apesar de ser o principal fornecedor das armas utilizadas pelo Hezbollah na guerra, o Irã ainda não se envolveu diretamente com seus exércitos em defesa das áreas de risco libanesas.

Segundo a BBC News Brasil, isso tem preocupado alguns grupos conservadores, que pedem que o Irã, governado pelo presidente eleito em julho Masoud Pezeshkian, vingue os bombardeios sofridos pelo Líbano.


Presidente iraniano Masoud Pezeshkian (Foto:Reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images Embed)


Ao ser eleito, Pezeshkian garantiu que estes ataques não ficariam sem resposta. Na prática, acabou optando por um governo mais conciliador e que evita os comentários extremos relacionados à aniquilação de Israel.

Israel ataca Irã e eleva tensão no Oriente Médio

Conflitos no Oriente Médio entram em uma nova fase com lançamentos ataques aéreos de Israel contra Teerã e Damasco, na madrugada deste sábado (26). Moradores relataram sons de explosões próximas das capitais do Irã e Síria. O ataque marca uma amplificação dos atritos entre Israel e o grupo Hezbollah, onde Israel declarou que os ataques foram uma resposta às ameaças recebidas recentemente.

Diferenças no poder militar

A força aérea israelense conta com equipamentos de última geração fornecidos pelos EUA. Tendo parte de seu equipamento composto por caças F-35, F16 e F-15, Israel possui uma grande vantagem tecnológica militar em relação ao Irã, que grande parte de sua frota é composta por modelos mais antigos. Além de usufrui de alta tecnologia, Israel controla maior parte dos céus do Oriente Médio desde o fim da Guerra dos Seis Dias em 1967.

Enquanto o orçamento militar de Israel conta com aproximadamente 19,4 mil milhões de dólares, o investimento na defesa do Irã é de 44 mil milhões. Contudo, o Irã compensa sua tecnologia defasada fazendo uso de drones como o Shahed-136 e o Mohajer-10, que possuem um alcance de até 2.000 km.


Bombardeio de Israel ao sul de Beirute no dia 25, sexta-feira (Foto: reprodução/O Tempo)

Potencial nuclear e sistemas de defesa

Israel contém aproximadamente 90 ogivas nucleares, que podem ser lançadas por caças e mísseis Jericho 2, enquanto o Irã possui um programa nuclear avançado e em fase de enriquecimento de urânio. Então, enquanto por um lado Israel possui avançados sistemas como “Iron Dome”, “Arrow” e “Iron Beam”, por outro o Irã possui sistemas S300 de curto e médio alcance.

Na análise das recentes intensificações de conflitos entre Israel e Hezbollah, especialistas apontam a possibilidade de operações mais diretas entre Israel e Irã, ampliando também os conflitos no Oriente Médio.

Israel se prepara para atacar alvos militares do Irã antes das eleições dos EUA, afirma jornal

Israel está planejando uma retaliação militar contra alvos do Irã antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, segundo o The Washington Post. O ataque seria uma resposta ao bombardeio com mísseis iranianos que atingiu o território israelense em 1º de outubro. A ofensiva teria como objetivo alvos militares iranianos, evitando instalações nucleares e de petróleo, o que poderia desencadear um conflito de maiores proporções, de acordo com autoridades americanas.

Resposta calibrada para evitar escalada

Fontes ouvidas pelo jornal afirmaram que a intenção de Israel é realizar uma ação militar “calibrada” para evitar uma guerra total com o Irã. O ataque, com alvos limitados e focado em evitar uma escalada maior, foi discutido em uma conversa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA, Joe Biden, na semana passada.

A decisão de focar em alvos militares, e não em estruturas mais sensíveis como as nucleares, aliviou preocupações dentro do governo americano, que tenta evitar um conflito de larga escala no Oriente Médio. Desde o ataque de mísseis, as tensões entre Israel e o Irã aumentaram, especialmente por conta do envolvimento de grupos armados aliados de Teerã, como o Hezbollah.


Joe Biden e Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/Miriam Alster/G1)

Temor de guerra entre Israel e Irã

O governo israelense teme que uma retaliação mal calculada, especialmente contra instalações nucleares ou de petróleo do Irã, poderia gerar uma resposta iraniana capaz de arrastar outras potências globais para o conflito. O presidente Biden já expressou sua oposição a ataques desse tipo, que poderiam provocar uma guerra ampla na região.

Israel, no entanto, reiterou que sua resposta será “letal, precisa e surpreendente”, segundo Yoav Gallant, ministro da Defesa de Israel. O Irã, por sua vez, prometeu represálias caso seja alvo de ataques diretos, aumentando os temores de uma guerra entre os dois países.

Apesar das preocupações americanas com a instabilidade da região, Biden afirmou que apoia as ações israelenses contra alvos iranianos aliados, como o Hezbollah e o Hamas. Contudo, o presidente tem alertado para os riscos de uma escalada maior que envolva outros países no conflito.

Governo dos EUA ficam em alerta após ataques do Irã contra Israel

Na tarde dessa última terça-feira(11), o Irã atacou fortemente Israel com mais de 180 mísseis lançados contra Israel.“Neste momento, entendemos que foram aproximadamente 180 projéteis”, disse um porta-voz das Forças de Defesa de Israel. Isso acendeu um sinal de alerta nos EUA que já se organiza para ajudar seu aliado.

Estados Unidos se posicionam no conflito

Diretamente da sala de crises na Casa Branca, o presidente dos Estado Unidos e a vice presidente Kamala Harris tem recebido informações constantes da situação no Oriente médio.

O Irã confirmou no último dia primeiro de outubro que fez uma série de ataques contra o país Israelense. Durante o início da agressividade Iraniana, as forças armadas de Netanyahu ligaram e soaram sirenes em Tel Aviv, avisando a população do que estava ocorrendo.

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Sean Savett, publicou no X que além do monitoramento em tempo real que Joe Biden tem recebido da guerra no Oriente Médio ele também enviou tropas norte-americanas para o confronto. O presidente “instruiu as forças armadas dos EUA a ajudar na defesa de Israel contra os ataques e a abater mísseis que visam Israel”.


Joe Biden (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anadolu)


Resposta Iranina e conflito no Oriente Médio

“A resposta legal, racional e legítima do Irã aos atos terroristas do regime sionista — que envolveu alvejar cidadãos e interesses iranianos e infringir a soberania nacional da República Islâmica do Irã — foi devidamente executada”, disse o porta-voz do País em uma postagem no antigo Twitter.

E completou afirmando que se o país de Benjamim Netanyahu ousar responder sofrerá um ataque “esmagador”, como resposta.

O ataque Iraniano acontece depois de Nassah, líder do Hezbollah acabar morto após um bombardeio de Israel, além da guerra na faixa de Gaza continuar vitimando milhares de famílias inocentes, a alegação israelita aos bombardeios, é que o Hamas, grupo terrorista, tem reféns israelenses em seu território.

Chuva de mísseis atinge Tel Aviv em retaliação iraniana

Uma chuva de mísseis varreu o céu de Israel na tarde desta terça-feira (1º), quando o Irã lançou uma ofensiva de mais de 200 mísseis balísticos, com a maioria atingindo Tel Aviv e seus arredores. O ataque, que durou cerca de 12 minutos, foi uma retaliação direta à morte dos líderes do Hezbollah e Hamas, Hassan Nasrallah e Ismail Haniyeh, em uma série de bombardeios israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza na última semana.

Imagens divulgadas por moradores e veículos de comunicação mostram mísseis cruzando o céu, enquanto as sirenes de alerta soavam em várias cidades israelenses. O famoso sistema de defesa antimísseis de Israel, conhecido como Domo de Ferro, conseguiu interceptar parte dos projéteis, mas muitas explosões atingiram áreas civis. O governo local informou que, até o momento, duas pessoas ficaram levemente feridas, e que a Universidade de Tel Aviv, além de um posto de gasolina, foram atingidos.

O ataque iraniano ocorre em meio à escalada de tensões entre Israel e o Hezbollah, o que levou Israel a lançar uma operação terrestre limitada no sul do Líbano contra alvos do grupo extremista. Este embate, que já dura semanas, tem elevado o grau de instabilidade na região, com o potencial de desdobramentos ainda mais graves. A ofensiva de hoje, no entanto, marcou a entrada oficial do Irã no confronto de forma direta, intensificando a crise.


Irã manda mísseis para Israel — (Vídeo: reprodução / YouTube / UOL)

Irã responde à mortes de seus aliados

O regime iraniano, por meio de sua agência estatal Irna, confirmou o lançamento dos mísseis como uma retaliação às ações militares israelenses, que resultaram na morte de dois de seus aliados mais estratégicos: Hassan Nasrallah, do Hezbollah, e Ismail Haniyeh, líder do Hamas. Além disso, o Irã condenou a incursão israelense no Líbano, que começou no dia 31 de outubro, e prometeu “reagir a qualquer novo ataque”.


Líder do Hezbollah, Hasan Nasrallah ao lado de Ismail Haniyeh —(Foto: Reprodução / Al-Manar/AFP)

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi colocado em um local seguro após o início da ofensiva. Segundo o governo iraniano, Khamenei está monitorando a situação de perto, enquanto o Irã mantém suas forças militares em estado de alerta.

Além de Israel, outros países do Oriente Médio foram afetados pelo ataque. Jordânia e Iraque chegaram a fechar seus espaços aéreos temporariamente como medida de segurança. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia alertado sobre a possibilidade de um ataque iraniano e, após o bombardeio, ordenou que as forças norte-americanas reforçassem a defesa de Israel. Em comunicado, a Casa Branca afirmou que as consequências para o Irã serão severas caso novos ataques sejam realizados.

Resposta de Israel e o papel dos EUA

O porta-voz do Exército israelense, Avichay Adraee, classificou o ataque como “sério” e afirmou que haverá consequências para o Irã. As forças de defesa aérea de Israel estão em alerta máximo, e aeronaves da Força Aérea intensificaram suas operações em resposta ao bombardeio.

Estamos no auge da nossa prontidão ofensiva e defensiva

disse Adraee em comunicado oficial.

Com a escalada militar, a expectativa é de que Israel responda de maneira proporcional nas próximas horas, especialmente após o anúncio de que mísseis iranianos atingiram Tel Aviv. O governo israelense se prepara para uma possível retaliação terrestre, aumentando a tensão no sul do Líbano, onde o Hezbollah também continua disparando foguetes em direção ao território israelense.

Invasão do Líbano e novas ameaças

A operação terrestre israelense no sul do Líbano, que começou nesta terça-feira (1º), marcou o primeiro confronto direto entre soldados de Israel e combatentes do Hezbollah desde o início dos bombardeios na Faixa de Gaza. A incursão, considerada “limitada”, busca destruir bases estratégicas do Hezbollah, mas a ação já gerou uma nova onda de retaliações. O Hezbollah respondeu ao ataque com o disparo de mísseis contra Tel Aviv e outras localidades, direcionando suas investidas a alvos do serviço secreto israelense, o Mossad.

Além disso, a milícia Houthi, financiada pelo Irã e que atua no Iêmen, afirmou ter disparado foguetes em apoio ao Hezbollah, aumentando ainda mais o cerco ao território israelense. A guerra na Faixa de Gaza, que já contava com a participação do Hamas, agora se expande para outras frentes, com a inclusão de novos aliados do Irã na luta contra Israel.

Nos últimos meses, Israel e Hezbollah vinham travando uma série de ataques esporádicos, mas a situação começou a se deteriorar após a morte do chefe do Hezbollah em um ataque israelense em Beirute no dia 27 de setembro. Desde então, a fronteira entre Israel e Líbano tornou-se palco de frequentes bombardeios e confrontos diretos.

Impacto humanitário e resposta internacional

A situação na região está levando a uma crescente preocupação internacional. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, já está em contato com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, para discutir possíveis soluções diplomáticas e garantir que os civis do norte de Israel possam retornar com segurança para suas casas. Nos últimos dias, Israel tem instado a população civil do sul do Líbano a deixar suas casas devido aos intensos bombardeios.

No entanto, a possibilidade de uma resolução pacífica parece cada vez mais distante. A guerra de mísseis entre Israel e o Irã, somada à operação terrestre no Líbano, cria um cenário explosivo, com o potencial de desencadear uma guerra regional ainda maior. Para os civis, tanto em Israel quanto no Líbano, a perspectiva de uma escalada de violência é uma realidade preocupante.

A crise atual é apenas mais um capítulo no longo e complicado histórico de conflitos no Oriente Médio, onde a rivalidade entre Israel e Irã tem alimentado guerras por procuração e intervenções militares ao longo das últimas décadas.

Primeiro-ministro de Israel faz ameaças ao regime do Irã em pronunciamento

Em pronunciamento diretamente aos próprios cidadãos iranianos, Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel fez algumas ameaças e falas direcionadas ao regime do Irã em mensagem divulgada nesta segunda-feira (30). Acusando o país de gastar um alto valor com guerras ao invés de melhorar a vida no Irã, onde alguns locais sofrem pela falta de infraestrutura, de maneira geral. O ministro ainda acrescentou que não existem locais no Oriente Médio em que Israel não possa alcançar, criticando a abordagem do governo iraniano em algumas outras questões.


Discurso de Netanyahu em assembleia da ONU, na última sexta-feira (27) (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Pronunciamento de Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, fazendo duras críticas tanto ao regime iraniano, quanto a forma em que o dinheiro do país é gasto, fez um discurso, divulgado inicialmente em língua inglesa, pelo site Ynet, pertencente ao jornal israelense “Yedioth Ahronoth”.

Todos os dias, vocês veem um regime que os oprime, fazendo discursos inflamados sobre a defesa do Líbano, a defesa de Gaza. Mas todos os dias, esse mesmo regime afunda nossa região cada vez mais na escuridão e na guerra. (…) Não há lugar no Oriente Médio que Israel não possa alcançar. Não há lugar que não iremos para proteger nosso povo e nosso país. A cada momento que passa, o regime os aproxima – o nobre povo persa – cada vez mais do abismo. A esmagadora maioria dos iranianos sabe que seu regime não se importa com eles. Se se importasse, se se importasse com vocês, pararia de gastar bilhões de dólares em guerras inúteis em todo o Oriente Médio. Começaria a melhorar suas vidas.

Pronunciamento de Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

Motivos do pronunciamento

Nas últimas semanas, ocorreu um aumento de mobilização do Irã, em questões de guerra e conflitos, que dão gastos ao país, principal motivo de crítica por parte de Netanyahu. O primeiro-ministro ainda acrescentou que Israel está perto de vencer a guerra e alcançar a paz, finalmente.

O premier israelense acabou citando que para o Irã se tornar um país que se importa com os cidadãos, deverá direcionar melhor o seu dinheiro, não gastando bilhões em guerras e conflitos, como acontece atualmente.