Benjamin Netanyahu dispensa gabinete de guerra após a renúncia de Benny Gantz

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, dispensou o gabinete de guerra após a renúncia do cargo do ex-general centrista, Benny Gantz. O ex-general, que era considerado o menos radical do gabinete, acusou o Netanyahu de não possuir uma estratégia de guerra eficaz, que suas motivações estão inclinadas a posições pessoais e não para os interesses do país.

Segundo o “New York Times”, o cancelamento do gabinete já era esperado desde a saída de Gantz do governo, divulgado no domingo (9). Espera-se, agora, que o primeiro-ministro mantenha suas consultas sobre a guerra com um grupo de ministros, que inclui o ministro da Defesa, Yoav Gallant, e o ministro dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, que também fazia parte do gabinete de guerra.


Benjamin Netanyahu em seu gabinete no dia 19 de abril (Foto: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)


Exigências dos aliados

Alguns aliados nacionalistas-religiosos, como o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, estavam pressionando Netanyahu para serem incluídos no gabinete de guerra. Esta ação teria intensificado as tensões com parceiros internacionais, o que inclui os Estados Unidos.

Ben-Gvir, o ministro mais radical do governo de Benjamin Netanyahu e líder de um partido da extrema direita, ameaçou deixar o governo caso o primeiro-ministro não invadisse Rafah no início do ano. Netanyahu apenas conseguiu formar governo com a ajuda de Ben-Gvir, que é um grande defensor das incursões e bombardeios na Faixa de Gaza.


Imagem do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir (Foto: reprodução/Instagram/@islami.soylemm)


Renúncia de Gantz

Benny Gantz, rival político de Netanyahu, ingressou ao governo como uma demonstração de unidade em decorrente ao ataque do Hamas, que ocorreu no dia 7 de outubro de 2023, no Sul de Israel. Ele renunciou o seu cargo no início deste mês, após pontuar a sua frustração com a forma como Netanyahu estava lidando com a guerra. 

Os críticos denunciam que a tomada de decisões do primeiro-ministro durante a guerra, teve grande influência dos ultranacionalistas do governo que se opõem a um acordo de cessar-fogo em troca da libertação dos reféns. Apenas manifestaram apoio à “migração voluntária” de palestinos da Faixa de Gaza e à reocupação do território.

Ajuda humanitária à crianças palestinas é prometida pelo governo Colombiano 

Foi anunciado nesta quinta-feira (13), pela vice-ministra de Assuntos Multilaterais, Elizabeth Taylor Jay, de Estocolmo, que o governo colombiano irá fornecer assistência humanitária — adendo de assistência médica — à crianças palestinas e suas famílias.  

Ajuda humanitária de Gustavo Petro

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apresentou a proposta de ajuda humanitária destinada às famílias em Gaza fortemente afetadas pelas investidas israelenses. O anúncio veio pela parte da vice-ministra de Assuntos Multilaterais, Elizabeth Taylor Jay, durante a visita de Petro à Suécia. 


Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, apertando mãos em sua visita à Estocolmo, Suécia (Foto: reprodução/ TT News Agency)

A vice-ministra está acompanhando o presidente colombiano em visitas oficias à Suécia e Suíça e afirmou o desejo de aproveitar a experiência da Colômbia em tratamento de vítimas de violência. Taylor não acrescentou muitas informações juntamente da declaração, logo, ainda não se tem confirmação de quantas crianças serão assistidas e nem em que data acontecerá a transferência para o país.

Tomamos a decisão de apoiar humanitariamente algumas crianças palestinas que viajariam com suas famílias para a Colômbia para reabilitação. E esperamos o apoio do Hospital Militar da Colômbia para desenvolver isso”, afirmou Taylor Jay. 

Colômbia e Israel

A principal motivação da Colômbia é caracterizada pelas descrições das declarações de Petro sobre o que acontece no território palestino. Desde o dia 1° de maio, o país cortou relações diplomáticas com Israel em consequência das operações militares fortemente descabíveis acontecidas em Gaza.  

O presidente colombiano, Gustavo Petro, já registrou publicamente que o que acontece no território palestino se trata de um genocídio comandado pelo estado de Israel. As ocasiões em que suas declarações acusaram Israel de extermínio não foram poucas, porém, ainda assim, o governo israelense salienta frequentemente se tratar de uma guerra em legítima defesa e que seus líderes não tem intenções genocidas. 

O conflito armado teve início no território israelense no dia 7 de outubro de 2023, após Israel ser atacado por vários grupos militantes. Contudo, esta não é a primeira guerra que assola as redondezas do Oriente Médio, em especial, o território da atual ofensiva armada. Conflitos israelo-palestinos são documentados logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1948.

Ofertas de cessar-fogo e a criação de um Estado Palestino ainda são debatidas por líderes de todo o mundo, inclusive entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e representantes do grupo terrorista Hamas.

Plano dos EUA pelo cessar-fogo em Gaza é aprovado pela ONU

Nesta segunda-feira (10), o Conselho de Segurança da ONU aprovou um documento dos EUA sobre o cessar-fogo em Gaza. Após seis dias de negociação entre os integrantes, os EUA terminaram o projeto no último domingo. Na votação, 14 países votaram a favor e um se absteve, a Rússia.

Sofrimento desnecessário se prolonga a cada dia

Linda Thomas-Greenfield, embaixadora dos EUA na ONU, fez suas considerações ao conselho antes da votação.

“A resolução acolhe a nova proposta de cessar-fogo, que Israel aceitou, apela ao Hamas para que também a aceite e insta ambas as partes a implementarem integralmente seus termos sem demora e sem condições. Estamos esperando o Hamas concordar com o acordo de cessar-fogo que ele alega querer.”

Linda Thomas-Greenfield

Ela ainda acrescentou que o sofrimento desnecessário continua a cada dia que passa.


Renião do Conselho de Segurança da ONU em fevereiro de 2024 (Foto: reprodução/Angela Weiss/AFP/Getty Images embed)


Biden apresentou, em 31 de maio, um plano de cessar-fogo de três fases. Segundo ele, seria uma iniciativa israelense. Se as negociações levarem mais de seis semanas para a fase um, o cessar-fogo continuará, enquanto as negociações desenrolarem.

A sensibilização vem de todas as partes

Em março deste ano, o Conselho da ONU exigiu um cessar-fogo imediato, e que o Hamas libertasse todos os reféns, incondicionalmente.

Os EUA, Egito e Catar vem tentando, há meses, mediar um cessar-fogo. O Hamas teria dito querer interromper o conflito na Faixa de Gaza, mas que os israelenses deveriam ser retirados do território palestino, o qual abriga 2,3 milhões de pessoas.

O conflito iniciou quando o Hamas teria matado cerca de 1.200 pessoas em Gaza, no dia 7 de outubro do ano passado. De acordo com os israelenses, o Hamas mantém, desde então, mais de 100 pessoas reféns.

Israel teria lançado um contra-ataque aéreo, terrestre e marítimo no território palestino. De acordo com as autoridades de saúde de Gaza, mais de 36 mil pessoas foram mortas.

Ministro israelense renuncia ao Gabinete de Guerra após resgate de reféns

Benny Gantz, ministro do gabinete de guerra de Netanyahu, renunciou ao cargo neste domingo (09), apenas um dia após operação de resgate de reféns comandado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI). A operação conseguiu resgatar quatro reféns israelenses na cidade de Nuseirat, localizada na região central da Faixa de Gaza. Apesar de bem sucedida, a operação causou a morte de três outros reféns do Hamas. Segundo o grupo terrorista, um deles era cidadão norte-americano.

A saída de Gantz

O Gabinete de Guerra instaurado durante o governo de emergência de Benjamin Netanyahu era composto pelo próprio primeiro-ministro, pelo ministro da defesa Yoav Gallant e por Benny Gantz, um ex-comandante das Forças Armadas de Israel.

Gantz fez uma coletiva de imprensa para anunciar sua renúncia do cargo e fez declarações duras contra o governo. “Netanyahu está nos impedindo de avançar rumo a uma verdadeira vitória. É por isso que estamos deixando o governo de emergência hoje, com o coração pesado, mas com plena confiança”, disse Gantz. Ele também acusou o governo de estar procrastinando e hesitando em decisões estratégicas por causa de considerações políticas.


O ministro Benny Gantz anuncia sua renúncia por desacordos com o governo de Netanyahu (Foto: reprodução/Jack Guez/Getty Images embed)


A saída de Gantz havia sido ameaçada por ele antes, quando Gantz declarou que seu partido de centro-direita, o União Nacional, abandonaria o governo se um plano de resgate e para futuras ações contra o Hamas não fosse concretizado. Na época, o primeiro-ministro Netanyahu pediu que Gantz não deixasse o cargo, afirmando que deveriam permanecer unidos. Discurso este repetido por Netanyahu em resposta à renúncia de Gantz: “Israel está em uma guerra existencial em várias frentes. Benny, agora não é hora de abandonar a luta, é hora de unir forças.”

Pressão política ao governo de Netanyahu

Israel sofre pressão internacional devido às ações tomadas pelo governo em relação às ofensivas em Rafah, cidade ao sul da Faixa de Gaza que abriga milhares de palestinos refugiados. A invasão da cidade pelas forças israelenses forçou o deslocamento em massa dos refugiados, que tinham Rafah como o último asilo para escapar dos conflitos entre Israel e o Hamas. 

A operação de resgate foi conduzida no sábado (08) pelo Exército de Israel. O resultado foi 247 palestinos mortos e 698 feridos, alguns em estado grave. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo grupo Hamas. No final de maio, um bombardeio israelense incendiou um acampamento de refugiados que matou 45 palestinos.


As operações conduzidas em Rafah deixaram destruição e vários refugiados feridos e mortos (Foto: reprodução/Eyad Baba/Getty Images embed)


Durante as negociações de um cessar-fogo para resgate de reféns, Benny Gantz apoiou o acordo apresentado pelo presidente americano Joe Biden, que juntamente com o Egito e o Catar, trabalham como intermediadores entre o governo israelense e o Hamas. Gantz expressou seu desejo de que o primeiro-ministro demonstrasse coragem para apoiar Biden e fizesse de tudo para que o acordo avançasse.

Netanyahu sofre pressão política interna por sua reeleição, o que o faz rejeitar os acordos de cessar-fogo apresentados. O intuito do governo atual é realizar mais ações militares em Gaza para garantir uma “vitória total” contra o Hamas. 

Em repúdio à guerra em Gaza, Colômbia não fornecerá carvão para Israel

No último sábado (08), O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que vai suspender a exportação de carvão para Israel, em virtude da ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. A Colômbia já havia rompido relações com Israel em maio deste ano, além de ter cessado a compra de armas fabricadas por países do Oriente Médio.

Petro já havia classificado o governo do primeiro ministro de Benjamin Netanyahu como “genocida”. E agora colocou no seu perfil do X que a suspenção das exportações permanecerá até o término do genocídio.

Exportação maciça de carvão

De acordo com a Associação Nacional de Comércio Exterior da Colômbia, noventa por cento das exportações para Israel são de produtos oriundos da mineração e da energia, incluindo o carvão.

A Colômbia teria exportado uma concentração considerável de carvão para Israel no período de janeiro a agosto do ano passado, 375 milhões de dólares. O carvão é um recurso estratégico para fabricação de armas, mobilização de tropas e fabricação de aparatos para operações militares.


Fornos de carvão na Colômbia (Foto: reprodução/Ferley Ospina/Bloomberg/Getty Images embed)


Receio, apesar do argumento sólido para a suspensão

Apesar do decreto do Ministério do Comércio, Indústria e Turismo Colombiano, a Associação Colombiana de Mineração manifestou preocupação com tal suspensão, devido ao acordo comercial com Israel desde 2020.

“Israel é um destino-chave para as exportações colombianas de carvão térmico. A proibição das exportações coloca em risco a confiança nos mercados e o investimento estrangeiro”.

ACM

Gustavo critica a postura que Israel vem tomando frente ao conflito em Gaza. Agentes do Hamas mataram 1.170 pessoas em Israel, o que provocou a reação Israelense de liquidar 36.801 pessoas em Gaza, a maioria de civis. Essa reação desproporcional teria sido alvo das reiteradas críticas do governo colombiano.

A CIJ (Corte Internacional de Justiça), mais alto órgão judicial da ONU, ordenou que Israel interrompesse as operações em Rafah no mês passado. Além disso, o procurador do TPI (Tribunal Penal Internacional) solicitou a emissão de mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu, Yoav Gallant (ministro da Defesa israelense) e três líderes do Hamas.

Militares israelenses são adicionados à lista de violência contra crianças pela ONU

Os militares de Israel foram adicionados a uma lista mundial de criminosos que cometem violência contra crianças. O Secretário Geral do Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, foi o responsável pela inclusão.

A lista está incluída em uma apresentação para o Conselho de Segurança da ONU, que acontecerá no dia 14 de junho.

O documento aparece dentro de um relatório sobre crianças e conflitos armados.

O relatório

Além da comentada lista, seis violações estão relatadas no relatório, como: Assassinato, ataques a escolas e hospitais, privação de acesso à ajuda e recrutamento, utilização de crianças na guerra, rapto e mutilação. De acordo com uma fonte diplomática anônima, O Hamas e a Jihad Islâmica também estarão na lista, mas ainda não foi divulgada a participação específica de cada grupo nos crimes.

Resposta de Israel


Benjamin Netanyahu e Gilad Erdan, em 2016 (Foto: reprodução/ GALI TIBBON/POOL/AFP via Getty Images Embed)


Segundo Gilard Erdan, emissário de Israel, ele foi devidamente notificado da decisão nesta sexta-feira (07), e classificou a medida como vergonhosa.

“Estou totalmente chocado e enojado com esta vergonhosa decisão do Secretário-Geral”, afirmou ele.

“O exército de Israel é o exército mais moral do mundo, por isso esta decisão imoral apenas ajudará os terroristas e recompensará o Hamas”, disse Erdan.

Guterres não se pronunciou sobre as acusações.

Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, disse que o Secretário, ligou para Erdan como “uma cortesia concedida aos países recentemente listados no anexo do relatório”.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro do país israelense, foi ainda mais enfático, e disse que a ONU  “se adicionou à lista negra da história quando se juntou àqueles que apoiam os assassinos do Hamas”.

Os dados

A ONU divulgou em maio, dados do Ministério da Saúde de Gaza, em que pelo menos 7.797 crianças foram mortas na faixa de Gaza, nesses 8 meses de guerra.

Mas, sobre o mesmo tema, o gabinete de comunicação social do governo de Gaza levanta o número de 15.500 crianças mortas.

Já em Israel, conta-se que no ataque de 7 de outubro, arquitetado pelo Hamas, 38 crianças foram mortas e mais 42 foram feitas de reféns. Dessas, 40 foram libertas, e 2 ainda estão sendo mantidas em cativeiro, segundo o Conselho Nacional para a Criança de Israel.

O objetivo, com a lista posta no relatório, é condenar ataques que atinjam crianças e pressionar os citados a tornarem indispensáveis medidas de proteção a crianças nos conflitos.

Maldivas proíbem entrada de israelenses no seu território 

O Gabinete do presidente Mohamed Muizzu decidiu, neste domingo (02), que as Maldivas irão proibir a entrada de cidadãos israelenses em seu território. O comunicado evidenciou que a decisão é uma forma de protesto contra os ataques em Gaza.

O anúncio realizado pelo ministro da Segurança Interna e Tecnologia das Maldivas, Ali Ihsaan, e confirmado pelo governo do país ainda não definiu quando a nova lei será colocada em prática. 

De acordo com o comunicado, a implantação da proibição de cidadãos israelenses nas Maldivas será acompanhada por um comitê. Um subcomitê também pode ser criado para promover a supervisão da regra e algumas leis podem ser alteradas para a execução da nova ordem.

Apoio das Maldivas à Palestina

Uma campanha nacional chamada “Maldivianos em Solidariedade com a Palestina”, também foi anunciada por Muizzu, pretende arrecadar fundos para auxílio de refugiados em Gaza. Os valores serão destinados a partir da análise de necessidades prioritárias palestinas através de um enviado especial.  

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA) está em parceria com o presidente na campanha e visa promover uma manifestação nacional das Maldivas em solidariedade aos palestinos. 


Gaza após ataques. (Foto: reprodução/Instagram/@saher_alghorra)


Resposta de Israel 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, afirmou que o ministério deu a recomendação para que os israelenses evitem viajar às Maldivas, mesmo para aqueles que possuem passaporte estrangeiro. 

O ministério também aconselha aos israelenses que já estão no território a considerarem a possibilidade de deixar as Maldivas.

Guerra entre Israel e Palestina

O confronto em Gaza começou pelo ataque do grupo palestino Hamas a Israel no dia 07 de outubro deste ano, os confrontos se intensificaram e civis também foram feitos de refém em Gaza. 

O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, apontou que aproximadamente 36.050 pessoas já haviam sido mortas no território até o fim do mês de maio. 

Netanyahu diz que autoriza proposta de Biden, mas a guerra só acabará com o fim do Hamas

Após o presidente norte-americano, Joe Biden anunciar o novo acordo de cessar-fogo em Gaza, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, confirmou nesta sexta-feira (31), que autorizou a proposta para encerrar o conflito, porém ele afirma que o conflito realmente acabaria somente com a ‘’eliminação’’ militar e política do Grupo Hamas. 

Comunicado de Netanyahu

Em comunicado para seu gabinete, Netanyahu afirmou que nesse momento o governo busca uma forma de liberarem os reféns o mais rápido por possível, assim explicando a negociação de cessar-fogo no momento  

“O governo israelense está unido pelo desejo de conseguir o retorno de nossos reféns o mais cedo possível e está trabalhando para atingir esse objetivo”, comentou o primeiro-ministro. 


Netanyahu visita soldados em Gaza (Foto: reprodução/X/Benjamin Netanyahu)

“O primeiro-ministro autorizou a equipe negociadora a apresentar um projeto para alcançar esse objetivo, ao mesmo tempo em que insiste que a guerra não terminará até que todos os objetivos sejam alcançados, incluindo o retorno de todos os nossos reféns e a eliminação das capacidades militares e governamentais do Hamas”, continuou Netanyahu. 

Plano de Biden

Em pronunciamento na casa branca, Joe Biden apresentou a proposta para encerrar o conflito, que consistirá em três fases, a primeira etapa prevê um cessar-fogo que   duraria seis semanas, onde ocorrerá uma retirada das forças israelenses de áreas povoadas do território palestino. 

Durante o período de um mês e meio, começariam as negociações para iniciar à segunda fase, que buscaria o fim dos combates em conjunto a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, em adição da libertação de mulheres e crianças, com a possibilidade de o cessar-fogo durar mais tempo se as negociações continuarem. A terceira e última fase buscaria a libertação de todos os reféns que estão em Gaza. 


Joe Biden em entrevista (Foto: reprodução/AP Photo/Matt Rourke)

Resposta do Hamas

Durante o pronunciamento, o Presidente dos Estados Unidos pediu para que o Hamas, aceitasse o acordo. “É hora de esta guerra acabar”, comentou Biden. “Não podemos deixar passar esta oportunidade”, continuou. 

Algumas horas depois, o Grupo revelou em um comunicado em que está avaliando a proposta de cessar-fogo de maneira positiva. 

Biden nega que Israel pratica genocídio em Gaza

Joe Biden, o Presidente dos Estados Unidos, se manifestou em defesa de Israel, alegando que as forças israelenses não estão cometendo atos de genocídio em seus planos militares conta a força militante do Hamas na Faixa de Gaza, rejeitando as críticas de manifestantes conta o EUA e seu país aliado. 

Comunicado de Biden

O Comentário de Biden ocorreu em um evento do mês da herança Judaica Americana na Casa Branca, deixando de maneira enfática que acredita que Israel foi uma vítima no ataque que ocorreu em 7 de outubro no sul de Israel por militantes do grupo radical islâmico, que casou a morte de 1200 pessoas e fez centenas de reféns. 

“O que está acontecendo [em Gaza] não é genocídio. Rejeitamos isso”, disse o presidente sobre as recentes acusações, o democrata também deixou claro que o apoio dos EUA a segurança da população israelense continua ‘’Firme’’

Planos para salvar reféns e cessar-fogo

Biden comentou sobre as negociações para obter a liberdade de reféns doentes, feridos e idosos que estão detidos pelos militantes entre Israel e o Hamas estagnaram, porém prometeu que não pensar em desistir de obter sua liberdade. 

“Vamos levá-los para casa, vamos levá-los para casa, faça chuva ou faça sol”, comentou o presidente. 


Soldados de Israel (Foto: reprodução/Aris Messinis/AFP)

Biden também comentou sobre uma nova oferta de cessar-fogo em Gaza, algo que tinha reiterado no seu discurso de formatura no Morehouse College, no último domingo (26), mas agora acredita ser a melhor forma de encerrar o conflito. 

“Como alguém que tem um compromisso vitalício com Israel, como o único presidente americano que já foi a Israel em tempos de guerra, como alguém que acabou de enviar as forças dos EUA para defender diretamente Israel quando foi atacado pelo Irã, peço que deem um passo para trás e pensem no que acontecerá se esse momento for perdido. Não podemos perder este momento.”, continuou Biden. 


Joe Biden em visita a Israel (Foto: reprodução/Israeli Government Press Office/Anadolu Agency)

Nesses últimos messes, o político democrata, vem sofrendo uma crescente pressão política em seu partido pela maneira que está lindando com o conflito de Gaza.  

Biden anuncia proposta de cessar-fogo de Israel

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta sexta-feira (31), que Israel tem planos para um acordo de cessar-fogo “global”. Biden discursou na Casa Branca e apresentou a proposta do país, que consiste em um plano de três fases.

A proposta

Israel propôs três fases para negociar com o Hamas:

  • Primeira fase: prevê um cessar-fogo de seis semanas, onde as forças israelenses seriam retiradas de áreas onde habitam o povo no território palestino. Durante essa brecha na guerra, começariam as negociações para a próxima fase.
  • Segunda fase: consiste no fim dos combates e consequentemente a troca de reféns. Muitos palestinos estão presos em Israel, inclusive mulheres e crianças. Nessa fase, alguns reféns israelenses voltariam para seu povo, e eles libertariam o mesmo número de prisioneiros do rival, como recompensa.
  • Terceira fase: caso as anteriores sejam devidamente seguidas, e ainda seja o interesse, o cessar-fogo pode ganhar mais tempo, e chegar então à última fase: a libertação de todos os reféns de Gaza e o fim total do conflito.

O presidente Biden, apelou para que o Hamas considere e aceite o acordo, e que Israel resista a pressão de continuar a guerra.

Após o pedido do norte-americano, o Hamas (que já havia demostrado interesse em uma trégua na Faixa de Gaza, nesta quinta-feira (30), com a mesma troca de prisioneiros, mas tendo o cessar de bombardeios de Israel como tópico essencial) emitiu um comunicado onde diz que irá avaliar a proposta de forma positiva.

Invasão do centro de Rafah e a preocupação de Biden


Palestinos procuram vítimas nos escombros de uma casa destruída por Israel, no centro de Rafah (Foto: reprodução/AFP/Embed From Getty Images)


Em 7 de maio, Israel lançou uma operação a fim de eliminar o Hamas de uma vez por todas, e nesta sexta, seu exército confirmou o avanço de suas tropas no centro de Rafah.

Biden havia dado o ultimato, e ameaçou não apoiar Israel pela primeira vez em anos de história, caso a ofensiva terrestre continuasse. Esse posicionamento teria sido essencial para o pronunciamento de hoje na Casa Branca e todo o planejamento para que a paz reine entre os dois lugares. Segundo Biden esse é o “momento decisivo” e reforçou que criar uma relação aceitável dos israelense com a Arábia Saudita é um objetivo a longo prazo, citando inclusive um grande plano de reconstrução de Gaza ao fim da guerra.