Confronto entre poderes: Trump quer ampliar deportações e critica juízes liberais

Em uma declaração contundente que reacende o debate sobre as táticas de fiscalização de fronteiras e imigração nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump defendeu veementemente as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), alegando que os esforços de deportação e aplicação da lei “não foram longe o suficiente”. A manifestação ocorreu durante uma entrevista à rede de televisão americana CBS, divulgada no domingo (2), onde o líder norte-americano não apenas apoiou as operações, mas também atribuiu a alegada insuficiência destas ações à interferência do judiciário.

A crítica presidencial concentrou-se nos juízes, a quem ele se referiu como “juízes liberais que foram nomeados por Joe Biden e Barack Obama”, insinuando que nomeações feitas por seus antecessores democráticos estariam ativamente prejudicando as políticas de imigração de sua administração. Essa afirmação coloca o Executivo em rota de colisão direta com o Judiciário e a oposição, ao sugerir um viés político na aplicação da lei.

Endosso a ‘Táticas Duras’ e Rotulação de Imigrantes

Questionado diretamente sobre se se sentia à vontade com as “táticas duras” empregadas nas operações do ICE, o presidente Trump respondeu afirmativamente, sustentando uma linha discursiva que frequentemente associa imigrantes indocumentados à criminalidade. Segundo ele, muitos dos imigrantes-alvo são “assassinos e criminosos” que foram “expulsos de seus países”.

No entanto, quando confrontado pelo entrevistador com a realidade de que muitos deportados são trabalhadores comuns, como jardineiros e operários da construção civil, e não criminosos violentos, Trump interrompeu a conversa com uma réplica incisiva: “jardineiros que são criminosos”. Tal postura reforça a política de tolerância zero e a ampliação do escopo das deportações, que priorizam a remoção de qualquer imigrante em situação irregular, independentemente de seu histórico criminal.


Discurso de Trump sobre a imigração ilegal na 80ª assembleia-geral das nações unidas (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


 

Joe Biden termina tratamento de radioterapia

Segundo um porta-voz da equipe de Joe Biden, o ex-presidente dos Estados Unidos terminou o ciclo de tratamento de radioterapia. O método foi utilizado para combater um câncer de próstata, descoberto no início do ano. O estado de saúde do ex-presidente foi divulgado em maio deste ano: o câncer é agressivo e já tinha se espalhado para os ossos. Joe Biden também fez tratamentos com comprimidos.

Rodeado da família

Durante os tratamentos para combater o câncer, o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sempre aparece rodeado pela família. O apoio familiar mostra-se importante durante as terapias e na busca pela cura. Biden, ao concluir o tratamento de radioterapia, apareceu junto à esposa, Dra. Jill Biden, de uma de suas filhas, à assistente social e ativista Ashley Blazer Biden e de dois netos.


Joe Biden toca sino de fim de tratamento (Vídeo:reprodução/Instagram/@ashleyblazerbiden)

Ashley Blazer Biden postou nos stories de seu Instagram fotos e vídeos de seu pai, Joe Biden, comemorando o fim da radioterapia. Um vídeo mostra o político de 82 anos tocando um sino, uma tradição estadunidense para celebrar o fim de uma etapa do tratamento do câncer ou a cura total da doença. Joe Biden ainda apareceu do lado de uma médica, que foi presenteada com um buquê de flores. Por fim, Biden e a família posaram para uma foto, que estava acompanhada da legenda: “Papai tem sido muito corajoso durante todo o tratamento. Grata”, escrita por Ashley Blazer Biden. O ex-presidente dos Estados Unidos estava sorridente nos registros.

O câncer de Biden

Joe Biden foi diagnosticado com uma forma agressiva de câncer de próstata. A doença já estava avançada e se espalhou para os ossos. Quando o câncer foi descoberto, já apresentava metástases ósseas. O câncer de próstata atinge o órgão masculino e é o segundo câncer mais comum nos homens. Sua forma de prevenção é a realização de exames de prevenção, como o exame de toque. 

Mesmo com o fim do tratamento de radioterapia, a equipe de Joe Biden não informou se o ex-presidente dos Estados Unidos está curado ou não. Além disso, o gabinete pessoal de Biden também não falou a respeito da continuação do tratamento por meio de outras terapias.

Biden celebra cessar-fogo em Gaza e elogia Trump por esforços diplomáticos

O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou nesta segunda-feira (13) “profundo alívio e gratidão” após o anúncio do cessar-fogo na Faixa de Gaza e a libertação dos últimos 20 reféns vivos do Hamas. Em comunicado divulgado no X, Biden destacou a importância humanitária do acordo e enfatizou o sofrimento de civis israelenses e palestinos ao longo do conflito. O tom conciliador do texto chamou a atenção por buscar unidade em um momento de extrema tensão política global.

“Um inferno inimaginável” e esperança de reconstrução

Na publicação, Biden afirmou estar “profundamente grato e aliviado por este dia ter chegado”, ressaltando a dor enfrentada pelas vítimas do conflito. O ex-presidente afirmou ainda, através de sua rede X, que não consegue nem imaginar o inferno que os últimos 20 reféns vivos devem ter passado, mas que, felizmente, eles finalmente se reencontrariam com suas famílias. Biden também citou os civis em Gaza que sofreram perdas gigantescas e finalmente terão a chance de recomeçar e reconstruir suas vidas com o cessar-fogo. As palavras do ex-presidente ecoaram entre diplomatas e observadores internacionais como um gesto de empatia e compromisso com a paz.

Em um movimento incomum na política americana recente, Biden fez questão de elogiar Donald Trump pelo papel desempenhado nas negociações que levaram ao cessar-fogo. “O caminho para este acordo não foi fácil. Meu governo trabalhou incansavelmente para trazer os reféns de volta para casa, levar alívio aos civis palestinos e encerrar a guerra. Elogio o presidente Trump e sua equipe por seu trabalho para levar um novo acordo de cessar-fogo até a linha de chegada”, afirmou. O gesto foi interpretado como uma tentativa de reforçar a importância da diplomacia acima das divisões partidárias.


Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Hamas (Vídeo:reprodução/YouTube/@uol)

Diplomacia e reconstrução no Oriente Médio

Biden também sublinhou o papel dos Estados Unidos na mediação do processo e defendeu a continuidade do diálogo regional. Segundo ele, o cessar-fogo representa uma oportunidade para reconstrução e estabilidade. “Agora, com o apoio dos Estados Unidos e do mundo, o Oriente Médio está em um caminho para a paz que espero que perdure e para um futuro para israelenses e palestinos com medidas iguais de paz, dignidade e segurança”, concluiu. O posicionamento foi amplamente visto como uma reafirmação da política externa americana voltada à cooperação multilateral.

A declaração de Biden teve forte repercussão tanto em Washington quanto no cenário internacional. Analistas apontam que o reconhecimento público a Trump pode sinalizar uma estratégia de distensão política interna, ao mesmo tempo em que reforça o papel dos Estados Unidos como mediador central nas crises do Oriente Médio. O cessar-fogo, embora celebrado, ainda levanta dúvidas sobre sua durabilidade e sobre os próximos passos para garantir uma paz sustentável entre israelenses e palestinos.

Trump insere imagem de caneta automática no lugar da foto de Joe Biden na Casa Branca

 O presidente dos EUA, Donald Trump, na data de ontem, quarta-feira (24), decidiu substituir o retrato oficial do seu antecessor, Joe Biden, por uma imagem de uma caneta automática usada para replicar a assinatura humana, conhecida como “autopen”. A decisão foi tomada em meio à inauguração de sua “Presidential Walk of Fame”, ou “Calçada da Fama Presidencial” em tradução livre, local decorado com fotos em preto e branco de ex-presidentes, na Ala Oeste da Casa Branca. 

A substituição do retrato de Biden, frequentemente alvo de críticas por Trump devido ao uso da autopen durante sua administração, gerou atenção imediata, denotando mais uma vez o embate simbólico entre os dois líderes. Em outras ocasiões, Biden já havia rebatido as falas do atual presidente estadunidense, declarando que: “Eu tomei as decisões sobre os perdões, ordens executivas, legislações e proclamações. Qualquer sugestão de que eu não as fiz é ridícula e falsa”.

Início da polêmica

A questão sobre o uso do autopen ganhou força este ano (2025), após Donald Trump vencer as eleições presidenciais pela segunda vez. Trump ordenou uma investigação oficial sobre o uso do autopen por Biden, alegando que poderia haver uma conspiração para ocultar o estado mental do ex-presidente, declarando que o uso do equipamento indicava um “declínio cognitivo” do ex-mandatário.

Essa mudança de retrato na Casa Branca, portanto, não só reforça uma disputa de narrativas, como também a postura crítica de Trump sobre o uso da autopen em detrimento de uma assinatura manual. A passarela na Ala Oeste não apenas celebra o legado de outros presidentes, mas enfatiza a singularidade de Trump, tanto em seus feitos quanto em suas críticas ao governo anterior.


Donald Trump em inauguração da “Presidential Walk of Fame”, Ala Oeste da Casa Branca (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


A criação da “Presidential Walk of Fame” e a escolha de imagens para decorar a Casa Branca têm sido um reflexo das ideias de Trump sobre a construção de seu próprio discurso político. Para especialistas, a inauguração da nova Ala é uma forma de se distanciar das escolhas de Biden e estabelecer uma visão própria de sua presidência, colocando um marco pessoal em um dos espaços mais simbólicos do governo estadunidense.

Resposta de apoiadores de Joe Biden

A resposta veio de Chris Meagher, ex-assistente do secretário de Defesa dos EUA na gestão Biden. Meagher ironizou a atitude de Trump, declarando estar “impressionado” como a Casa Branca tem se empenhado em “tornar a vida mais fácil para as famílias que lutam para sobreviver”. A fala do ex-assistente denota que o ato de Donald Trump seria uma distração sobre temas mais urgentes. 


Publicação de Chris Meagher sobre a “Presidential Walk of Fame”, inaugurada por Donald Trump (Vídeo: reprodução/X/@chrismeagher)

Contudo, a troca de retratos e a inauguração da passarela também revelam uma estratégia de Trump em relação à reeleição e ao seu posicionamento referente ao Partido Democrata. O presidente estadunidense tem moldado seu legado, muitas vezes desafiando as convenções da Casa Branca, indicando que busca a construção de uma imagem de poder pessoal. 

Dessa forma, para especialistas, gestos simbólicos, como a substituição do retrato de Biden por uma caneta automática, fazem parte de uma estratégia maior para reforçar sua identidade e seus princípios políticos para o futuro. Ao utilizar símbolos e imagens, Trump busca por uma narrativa sobre seu mandato presidencial, marcado por decisões consideradas audaciosas e polarizadoras. 

Assim sendo, a atitude do atual mandatário dos EUA, é visto por estudiosos e analistas políticos como um movimento que simboliza mais do que uma simples questão de decoração é uma reafirmação de seu compromisso em contrastar com a administração de Joe Biden, ao mesmo tempo, uma maneira de consolidar sua marca política diante de um público cada vez mais dividido.

Ex-presidente Biden realiza cirurgia para remoção de células cancerígenas na pele

O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, passou recentemente por uma cirurgia conhecida como Mohs, técnica usada para remover lesões de câncer de pele. A informação foi confirmada por seu porta-voz, que garantiu que ele está em recuperação e reagindo bem ao tratamento. O procedimento, no entanto, não teve a data divulgada oficialmente.

Essa não foi a primeira vez que Biden enfrentou complicações do tipo. Ainda durante seu mandato, em 2023, ele precisou retirar uma lesão no peito que acabou sendo diagnosticada como carcinoma basocelular, uma forma comum de câncer de pele. Naquele momento, o então médico da Casa Branca, Kevin O’Connor, explicou que todo o tecido com células cancerosas havia sido retirado e reforçou a necessidade de acompanhamento dermatológico constante.

Saúde de Biden teve pioras desde sua vitória nas urnas em 2020

A saúde de Biden voltou a ser pauta em 2025, quando ele foi diagnosticado com um câncer de próstata considerado agressivo e que já havia se espalhado para os ossos. O próprio ex-presidente confirmou em entrevista que iniciou um tratamento por meio de medicamentos orais para tentar conter o avanço da doença.

Durante o período em que esteve na presidência, a resistência física e a capacidade mental de Biden foram alvo de intensas discussões. Esse debate ganhou força no ano eleitoral de 2024, especialmente após um desempenho considerado fraco em um debate contra Donald Trump. O episódio levantou questionamentos dentro do Partido Democrata e resultou na decisão de Biden de retirar sua candidatura à reeleição em julho daquele ano.


Joe Biden usou as redes sociais para parabenizar os estadunidenses no Dia do Trabalho (Foto: Reprodução/X/@JoeBiden)


Biden foi o segundo presidente mais velho a ocupar o cargo

Ele havia entrado para a história ao vencer as eleições de 2020 como o presidente mais velho a assumir o cargo nos EUA. Esse marco, no entanto, foi ultrapassado no ano seguinte, quando Donald Trump voltou ao poder, aos 79 anos.

Desde que deixou a Casa Branca, Biden optou por uma postura mais discreta, limitando-se a poucas aparições públicas. Uma das falas de maior destaque ocorreu em abril de 2025, quando defendeu a importância da Previdência Social contra propostas de cortes apresentadas pelo governo Trump. Essa manifestação foi vista como uma tentativa de se manter ativo no debate político, mesmo fora do poder, ao lado de democratas que resistem às medidas do atual governo.

Entenda quadro de Joe Biden câncer de próstata com metástase óssea

Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos da América, foi diagnosticado com câncer de próstata na última semana, conforme o informado pelo seu gabinete pessoal, ele se encontra com uma forma agressiva da doença em questão. Já tendo atingido seus ossos, esse problema se encontra num quadro complicado, pois já ocorreu uma metástase óssea, levando a doença para seus ossos. Ele havia sido examinado dias atrás, pois havia sido descoberto um novo nódulo na sua próstata, caracterizado por um escore de Gleason de 9, sendo do grupo grau 5.

Metástase óssea

Ao ter disseminação nas células caracerígenas de seu foco inicial, que no caso aqui seria a próstata, e vai para seus ossos, é caracterizado como Metástase óssea. Conforme o Bruno Benigno, urologista e oncologista do Hospital Oswaldo Cruz e diretor da clínica Uro Onco, informou à CNN que qualquer câncer pode enviar os focos de suas células para tecidos à distância do órgão que se origina, e isso é chamado de metástases. Ele informou ainda que isso pode acontecer em qualquer momento enquanto ocorre o desenvolvimento da doença.

Entenda o caso

Conforme o médico falou ainda para a CNN, a metástase costuma acontecer quando há infiltração de tumor nos tecidos linfáticos, nos vasos sanguíneos e nos nervos que permeiam o tecido da próstata. a probabilidade das metástases depende geralmente do comportamento biológico do tumor, além ainda de problemas no organismo do paciente, sistema imunológico com menor grau de responsividade. Ele lembrou de como ocorre esse problema no organismo do ser humano geralmente, lembrando ainda de como isso pode ser influenciado por vários fatores.


Joe Biden no enterro do Papa Francisco (foto: reprodução/Jaap Arriens/getty images Embed)


Tratamento

O tratamento principal para poder tentar enfrentar essa doença é hormonioterapia, que seria o bloqueio hormonal, podendo ser feito por uma injeção mensal ou trimestral, podendo ser definitivo ou associado a novos agentes hormonais. A radioterapia também pode ocorrer após um período mais longo de hormonioterapia completa. O gabinete pessoal de Joe Biden anunciou neste domingo (19) que ele estava com o câncer na próstata.

Burgum assina ordens que enfraquecem proteção ambiental e impulsionam exploração energética

O Secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, assinou ontem (4) uma série de ordens que representam um retrocesso na proteção ambiental, impactando diretamente a Lei das Espécies Ameaçadas, a proteção de aves migratórias e a regulamentação de terras e águas federais.

As medidas, alinhadas à política energética do atual presidente Donald Trump, visam impulsionar a exploração de combustíveis fósseis e reduzir restrições ambientais. Entre as principais ações, estão a revogação de uma ordem de Joe Biden que impedia novas perfurações em áreas marítimas e a abertura de terras no Alasca para extração de recursos naturais.

“O dia de hoje marca o início de um capítulo emocionante para o Departamento do Interior”, afirmou o Secretário Doug Burgum.

“Estamos empenhados em trabalhar em colaboração para desbloquear todo o potencial da América no domínio da energia e no desenvolvimento económico para tornar a vida mais acessível a todas as famílias americanas, mostrando ao mundo o poder dos recursos naturais e da inovação da América. Juntos, vamos garantir que as nossas políticas refletem as necessidades das nossas comunidades, respeitam a soberania tribal e impulsionam a inovação que manterá os EUA na liderança energética e ambiental”

Doug Burgum

Exploração de combustíveis fósseis

Em seu primeiro dia no cargo, Burgum reuniu-se com líderes do Departamento do Interior e assinou seis ordens para acelerar a produção energética nos EUA.

As medidas seguem o lema energético de Trump, “drill, baby, drill” (perfurar, baby, perfurar), e têm como objetivo reverter a política ambiental dos democratas, descrita pelo ex-presidente como um “golpe verde”.


Discurso de Trump sobre planos para matriz energética (Vídeo: reprodução/Youtube/WFAA)

Além da expansão das perfurações, Burgum também pretende enfraquecer a proteção de terras públicas, reavaliando a extensão de monumentos nacionais como Bears Ears e Grand Staircase-Escalante, localizados em Utah.

Criados durante os governos de Bill Clinton e Barack Obama, esses monumentos foram reduzidos por Trump e posteriormente restaurados por Biden. A possibilidade de novos cortes tem sido criticada por tribos indígenas e ambientalistas, que consideram essas áreas essenciais para a biodiversidade e o patrimônio cultural.

Impacto ambiental

As ordens de Burgum incluem a revogação de regulamentações cruciais para a proteção de espécies ameaçadas, além da flexibilização de regras que restringem atividades de mineração e extração de petróleo em regiões sensíveis.


Junco de olhos escuros, uma das centenas de espécies de aves protegidas pela lei (Foto: reprodução/Emily Norton/Getty Images embed)


Outro ponto alarmante é a redução das proteções para aves migratórias, cujas populações já enfrentam declínio acentuado devido às mudanças climáticas, destruição de habitats e doenças. De acordo com dados federais, a América do Norte perdeu cerca de 3 bilhões de aves desde 1970, e muitas das 1.093 espécies protegidas pelo Tratado de Aves Migratórias estão em risco.

Com milhões de hectares sob sua administração, o Departamento do Interior tem um papel vital na preservação do meio ambiente. Porém, as novas diretrizes reforçam a postura da administração Trump de priorizar o desenvolvimento econômico em detrimento da conservação.

Governo de Donald Trump só reconhecerá dois gêneros: masculino e feminino

Nesta segunda-feira(20), Donald Trump assumiu a presidência dos EUA. Durante o seu discurso, disse que irá definir apenas dois gêneros, enquanto presidente dos EUA. O presidente eleito informou ainda que irá acabar com a política governamental, pois para ele estão “enfiando” sempre raça e gênero em tudo que envolve a vida privada dos cidadãos que nasceram nos Estados Unidos da América . O empresário já havia informado que os homens ficariam fora dos esportes femininos.

Mandato

O republicano, sucessor de Joe Biden, tornou-se o 47º presidente da terra do Tio Sam. Vários líderes e estrangeiros tiveram presentes no Capitólio, sede do poder legislativo localizada em Washington. Empresários norte-americanos, celebridades e embaixadores também marcaram presença na posse do novo presidente. Ao lado do seu vice, JD Vance, Donald fez o juramento para o cargo na Suprema Corte Americana.

Era de ouro

Durante discurso, Trump indicou que os Estados Unidos irão florescer, e ressaltou ainda que essa será a era de ouro do país, reiterando uma possível inveja vinda dos outros países, lembrando da restauração que fará na América, colocando-a em primeiro lugar. Informou também que trará de volta a soberania para os EUA, fortalecendo-a. Informou também que está otimista e que será uma época de sucesso. A posse ocorreu dentro do capitólio, por conta da temperatura da capital.


Donald Trump e o vice, Jd Vance, em dia de posse para presidência dos EUA (Foto: reprodução/ Jim Watson/Getty Images embed)


Donald Trump

O então novo presidente dos EUA, além de já ter sido presidente no período de 2016-2020, é um empresário, e também já foi apresentador de TV. Sendo um dos homens mais ricos do mundo, ele retorna à Casa Branca, e ira assumir o cargo deixado por Joe Biden, que comandou o país de 2021 até 2024. Trump foi eleito em Novembro do ano passado tendo uma diferença significativa de sua concorrente nas eleições, derrotando-a com mais de 90 delegacias à frente.

Trump inicia seu novo mandato, provocando especulações por toda parte, ao mencionar posicionamentos rígidos em pautas polêmicas.

Israel e Hamas: acordo de cessar-fogo põe fim a mais de 460 dias de guerra

Nesta quarta-feira (15), o primeiro-ministro do Qatar, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, declarou que o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrará em vigor no domingo (19). No entanto, ele destacou que as negociações sobre os detalhes da implementação continuam em andamento. Israel informou que alguns pontos ainda precisam ser definidos, e uma votação no governo israelense está marcada para quinta-feira.

O acordo inclui um cessar-fogo temporário que, por enquanto, interromperá a destruição em Gaza, juntamente com a libertação de 94 israelenses mantidos em cárcere, e cerca de 10 mil prisioneiros palestinos. Além disso, permitirá que os palestinos deslocados retornem às suas casas, embora muitas delas tenham sido destruídas pela força israelense.


Anúncio do Primeiro Ministro do Qatar feito em conferência. (Vídeo: reprodução/Youtube/ABC News)


O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, interrompeu sua viagem à Europa, para retornar ao país e participar de uma reunião do governo sobre o cessar-fogo, marcada para quinta-feira (16). O ministro da Cultura e Esportes, Miki Zohar, afirmou que votará a favor do acordo, considerando ser dever de todo ministro apoiar a medida.

Mais cedo, o Hamas divulgou uma declaração sobre uma reunião entre um de seus líderes, Mohammed Darwish, e Ziad al-Nakhalah, chefe do grupo Jihad Islâmica, destacando os esforços conjuntos para o sucesso das negociações.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, acolheu positivamente a notícia do acordo, afirmando: “Nossa prioridade deve ser aliviar o tremendo sofrimento causado por este conflito. Peço a todas as partes que facilitem o socorro humanitário rápido, desimpedido e seguro para todos os civis necessitados.”

Fases do Acordo

O acordo de cessar-fogo será implementado em duas fases. Na primeira fase, Hamas concordou em libertar 33 prisioneiros israelenses, incluindo mulheres, crianças e civis com mais de 50 anos. Em contrapartida, libertará um número maior de prisioneiros palestinos. Além disso, as forças israelenses irão se retirar das áreas residenciais de Gaza, limitando sua presença a, no máximo, 700 metros dentro da fronteira de Gaza.

Outra medida importante será a permissão para o retorno de civis ao norte de Gaza, além do aumento significativo na ajuda humanitária, com até 600 caminhões podendo entrar diariamente no enclave. Também será autorizado que palestinos feridos deixem Gaza para tratamento médico, com a passagem de Rafah sendo aberta em até sete dias, após o início da implementação dessa primeira fase.

O acordo também prevê a redução da presença militar israelense no Corredor Filadélfia, a área de fronteira entre Gaza e o Egito, com a retirada completa das forças israelenses até o 50º dia pós-implementação do cessar-fogo.

Na segunda fase, caso todas as condições sejam atendidas, o Hamas comprometer-se-á a liberar todos os prisioneiros israelenses restantes, que são, em sua maioria, soldados. Em troca, Israel libertará mais prisioneiros palestinos. A segunda fase culminará com o início da retirada total das forças israelenses de Gaza.

Reações e Expectativas

Até o presente momento, nem Israel nem o Hamas confirmaram oficialmente o acordo, mas fontes próximas às negociações disseram à National Public Radio (NPR), que ambas as partes concordaram com um cessar-fogo provisório, procurando encerrar mais de 15 meses de combate intenso.

Segundo a Al Jazeera, veículos de mídia israelenses relataram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não se dirigirá ao público, até que a votação sobre o cessar-fogo seja concluída e os processos formais sejam finalizados.


Anúncio Oficial do Presidente dos Estados Unidos para a imprensa. (Vídeo: reprodução/Youtube/ABC News)


Está prevista para amanhã uma reunião importante no gabinete de segurança de Israel. O acordo estabelece uma pausa no combate, mas ministros de extrema-direita temem que a guerra possa ser retomada após a primeira fase. “O público israelense quer um acordo de cessar-fogo para trazer de volta os prisioneiros, não para acabar com o sofrimento do povo palestino”, afirmou a repórter Hamdah Salhut.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, pronunciou-se nesta tarde, confirmando as tratativas de cessar fogo entre os dois países e que está em contato com os presidentes do Kuwait e Egito, para garantir que as negociações saiam nos conformes.

Biden critica retirada de verificadores de fatos pela Meta

Durante uma entrevista nesta sexta-feira, 10 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, criticou a decisão da Meta de encerrar seu programa de verificação de fatos. Biden destacou a necessidade de fornecer contexto e informações adicionais para os usuários das redes sociais. Ele apontou que os gestores dessas plataformas parecem não se importar com a responsabilidade de garantir informações precisas.

A declaração foi feita na Casa Branca, durante o evento de apresentação de um relatório sobre o crescimento do emprego ao longo de seu mandato. Após a divulgação dos dados, o presidente respondeu a perguntas dos jornalistas presentes, incluindo questões sobre a polêmica decisão da Meta.


Símbolos das redes socias que fazem parte do grupo Meta (Foto: reprodução/x/@updatecharts)

Mudanças na política de moderação da Meta

O CEO da empresa Meta, que possui quatro redes sociais, Mark Zuckerberg, anunciou recentemente o fim do programa de verificação de dados, implementado após críticas em 2016 sobre a disseminação de desinformação em suas plataformas. Na época, a empresa lançou a iniciativa para combater fake news e discursos prejudiciais. Agora, Zuckerberg adotou uma abordagem semelhante à do X (antigo Twitter), liderado por Elon Musk, implementando “notas da comunidade“, rótulos de contexto gerados por usuários.

Zuckerberg justificou a decisão alegando que o sistema anterior de verificação era politicamente tendencioso e minava a confiança do público. A mudança foi anunciada pouco tempo depois de Donald Trump assumir o cargo de presidente.

Impacto e controvérsias

A retirada dos verificadores de fatos levanta preocupações sobre a qualidade da informação disponível nas redes sociais. Para Biden, o contexto adicional é essencial para evitar a desinformação e proteger os usuários. No entanto, a decisão da Meta reflete uma tendência crescente entre as grandes plataformas digitais de reduzir as ferramentas formais de moderação e transferir essa responsabilidade para a comunidade. A medida contínua gerando debates sobre o equilíbrio entre liberdade de expressão e combate à desinformação.