Noite mágica: Abel Ferreira chora em campo após classificação do Palmeiras

O confronto entre Palmeiras e LDU, na quinta-feira (30), rendeu emoções desde o primeiro tempo. O Palmeiras precisava vencer com quatro gols de diferença para avançar à final da Copa Libertadores, após perder por 3 a 0 no jogo de ida, em Quito. Mas, à beira do campo, o técnico Abel Ferreira parecia fiel ao próprio mantra: “cabeça fria, coração quente”.

O técnico andava de um lado para o outro, braços cruzados, olhos no relógio. Permaneceu assim até o apito final, quando desabou em lágrimas no gramado após o alviverde vencer por 4 a 0 a LDU. A reação do comandante português emocionou comissão técnica, jogadores e torcedores. Abel havia prometido uma noite mágica — e foi exatamente o que aconteceu no Allianz Parque.

A emoção do treinador

Abel Ferreira manteve o padrão. Cobrou os árbitros, orientou os jogadores e ficou o tempo todo à beira do campo. Passou poucos segundos sentado no banco, ao lado dos auxiliares, mas conteve os ânimos mesmo quando os jogadores se exaltavam. “Acho que foi dos jogos em que menos emotivo eu estive. Não podia passar essa emoção pros nossos jogadores”, revelou.

Ele se segurou até o apito final, que confirmou a classificação do Palmeiras, da forma que havia prometido: em uma noite mágica.  Enquanto chorava pela classificação, foi abraçado por funcionários do clube e pelos atletas responsáveis pela vitória. Na coletiva após o jogo, falou sobre o momento em que desabou.

“Eu simplesmente desabei. Acho que estava com uma bola dentro, tudo pressionado aqui”, disse, apontando para o peito. Abel contou que ainda tem dificuldade em desfrutar das vitórias e que, todos os dias, sente a necessidade de provar que merece estar onde está. Mas a classificação daquela quinta-feira, admitiu, foi um alívio.



Abel Ferreira na comemoração da classificação do Palmeiras (Foto: reprodução/Cesar Greco/Palmeiras)


Conflito e redenção com a torcida

Três meses antes, Abel vivia um momento tenso com a torcida. Após a eliminação na Copa do Brasil diante do Corinthians, foi xingado por parte de uma organizada. Reconheceu a chateação e chegou a se questionar sobre renovar o contrato com o Verdão. O técnico comentou, na época, que sempre pediu apoio, mesmo nas fases difíceis. Ontem, depois da classificação, os torcedores retribuíram com aplausos e cânticos, lembrando os feitos e as promessas cumpridas.

Disse ainda que gosta de estar no clube, mas que não quer se prender apenas a um contrato — para ele, a palavra e o sentimento de pertencimento valem mais, “que seja eterno enquanto dure”. Durante a coletiva, a presidente do clube interrompeu o treinador para saudá-lo e reconhecer o impacto de seu trabalho. “Esse homem sabe o que faz. É o maior técnico da história do Palmeiras”, afirmou.

Em campo, os gols foram marcados por Ramón Sosa e Bruno Fuchs; no segundo tempo, Raphael Veiga, alvo de críticas recentes da torcida, fez os dois decisivos. A atuação do time já entra para a história como uma das mais memoráveis na corrida pelo tetracampeonato da Libertadores.

Flamengo supera pressão do Racing e garante vaga na Final da Libertadores

O Flamengo está novamente na final da Conmebol Libertadores. Em um confronto eletrizante e repleto de tensão em Avellaneda, na noite desta quarta-feira (29), o time comandado por Filipe Luís conseguiu segurar o empate em 0 a 0 diante do Racing, resultado suficiente para garantir a classificação à decisão do torneio continental. A equipe carioca soube administrar a vantagem construída no Maracanã, onde havia vencido por 1 a 0, e agora aguarda o vencedor do duelo entre Palmeiras e LDU, que decidirá quem será seu adversário na grande final.

Mesmo com um jogador a menos desde os dez minutos do segundo tempo — após a polêmica expulsão do equatoriano Gonzalo Plata —, o Flamengo mostrou equilíbrio tático e muita entrega para conter a pressão argentina. A equipe rubro-negra resistiu bravamente às investidas do Racing, que tentou de todas as formas romper o bloqueio defensivo, mas parou nas boas atuações de Rossi e da zaga formada por Léo Pereira, Ortiz e Danilo. Com o apito final, a equipe celebrou em campo o retorno à final continental, repetindo o feito de 2022, quando levantou o troféu em Guayaquil.

Primeiro tempo equilibrado e de fortes emoções

Desde os primeiros instantes, o duelo em Avellaneda foi intenso. O Racing, empurrado por sua apaixonada torcida, começou pressionando e explorando lançamentos longos em direção à área flamenguista. A proposta inicial dos argentinos era sufocar o adversário e forçar erros na saída de bola. O Flamengo, por sua vez, precisou de alguns minutos para se ajustar, mas logo passou a encontrar espaços com as jogadas rápidas de Carrascal e Luiz Araújo.

O camisa 7, bastante participativo, arriscou dois chutes perigosos de média distância, exigindo boas defesas do goleiro Cambeses. Aos poucos, o Rubro-Negro conseguiu equilibrar as ações e até passou a criar as oportunidades mais claras do jogo. Entretanto, o Racing respondeu à altura, principalmente em jogadas pelas laterais, com Rojas e Mura sendo válvulas de escape constantes. Em uma das melhores chances do primeiro tempo, Conechny subiu mais que a zaga e cabeceou firme, obrigando Rossi a fazer uma intervenção decisiva.

A defesa flamenguista mostrou solidez, especialmente nas disputas pelo alto. Alex Sandro e Léo Pereira foram fundamentais ao neutralizar os cruzamentos argentinos. O jogo seguiu truncado, com muitas faltas e reclamações de ambos os lados, mas sem cartões. Nos minutos finais, o Flamengo ainda assustou em contra-ataques perigosos, desperdiçados por Varela e Arrascaeta. Cambeses voltou a ser protagonista ao evitar o gol brasileiro em duas oportunidades seguidas. O empate sem gols no intervalo refletiu bem o equilíbrio do confronto.


Flamengo segura o empate contra o Racing e se classifica (Vídeo: reprodução/YouTube/geTV)

Expulsão muda o rumo do jogo, mas Flamengo resiste

O segundo tempo manteve o mesmo tom competitivo, com o Racing tentando impor volume de jogo e o Flamengo explorando os espaços deixados pelo adversário. No entanto, tudo mudou aos dez minutos, quando Gonzalo Plata foi expulso após atingir Rojo com a mão nas partes íntimas. A jogada gerou enorme polêmica, com intensas reclamações dos brasileiros, mas o árbitro, após revisão do VAR, manteve o cartão vermelho.


Plata deixou o Rubro-Negro metade do segundo tempo com um homem a menos (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Marcelo Endelli)

Com um homem a menos, Filipe Luís reorganizou o time, fechando os espaços e reforçando o sistema defensivo. O técnico apostou em uma linha de três zagueiros, formada por Ortiz, Léo Pereira e Danilo, para conter a avalanche ofensiva argentina. A estratégia deu resultado. Apesar de dominar a posse de bola, o Racing encontrou muitas dificuldades para criar chances claras. A melhor oportunidade veio em uma cabeçada de Martínez, novamente defendida com segurança por Rossi, um dos heróis da noite.

Nos minutos finais, o estádio se transformou em um caldeirão. O Racing lançou todos os jogadores ao ataque, apostando em cruzamentos e bolas aéreas. Em uma das raras vezes em que a defesa flamenguista falhou, Vietto apareceu livre e finalizou forte, mas Rossi brilhou outra vez, garantindo o 0 a 0 no placar. O apito final foi o alívio e a consagração de um time que soube sofrer e resistir em um ambiente hostil.

Rumo a mais uma decisão continental

Com o resultado, o Flamengo confirma sua presença em mais uma final de Libertadores, consolidando a hegemonia recente do clube no continente. Desde 2019, o Rubro-Negro chega à terceira decisão em seis edições, reforçando o peso do projeto e a força de seu elenco. Agora, os olhos se voltam para Lima, palco da grande final, onde o time carioca tentará escrever mais um capítulo glorioso de sua história.

Enquanto o adversário ainda será definido — entre o Palmeiras, bicampeão sob o comando de Abel Ferreira, e a LDU, campeã em 2008 —, o Flamengo celebra o feito e foca na recuperação física e emocional após uma batalha desgastante. Se há algo que o jogo em Avellaneda deixou claro, é que o time de Filipe Luís tem alma, garra e maturidade para sonhar alto novamente.

Abel Ferreira convoca torcida para jogo decisivo contra LDU

Abel Ferreira demonstrou confiança mesmo após o empate sem gols diante do Cruzeiro. O técnico do Palmeiras falou sobre o confronto decisivo contra a LDU, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores, demonstrando otimismo em relação ao desempenho da equipe. O comandante alviverde afirmou acreditar em uma noite especial na próxima quinta-feira (30), às 21h30 no Allianz Parque. Abel ainda convocou a torcida palmeirense a comparecer em peso e empurrar o time durante toda a partida.

Na primeira partida, realizada em Quito, o Palmeiras sofreu uma derrota por 3 a 0 e agora precisa reverter o placar com uma diferença mínima de quatro gols para avançar à final no tempo regulamentar ou três gols para levar aos pênaltis.

Pedido à torcida

Abel projetou o duelo diante da LDU destacando que o Palmeiras teria três dias de preparação para o confronto no Allianz Parque. O treinador pediu apoio ininterrupto da torcida, incentivando os palmeirenses a cantar do início ao fim e a acreditar na capacidade de reação do time, reforçando a ideia de que algo especial pode acontecer no confronto. O otimismo do técnico português encontra respaldo no bom desempenho recente da equipe em casa. Nos últimos sete jogos disputados no Allianz Parque, o Palmeiras balançou as redes 23 vezes, alcançando uma média de 3,2 gols por partida.


Coletiva completa do treinador Abel Ferreira (Vídeo: reprodução/Youtube/TV Palmeiras Sportingbet)

Abel enfatizou ainda que nem as grandes vitórias nem as derrotas passadas definem o caráter do elenco, mas sim a postura que o grupo apresentará na quinta-feira. Para ele, o verdadeiro diferencial está na atitude dentro de campo e na crença de que a equipe é capaz de reverter qualquer cenário.

Desfalques e retornos

A principal mudança na equipe alviverde será o retorno de Joaquín Piquerez. Após cumprir suspensão na última partida pelo Campeonato Brasileiro, o lateral-esquerdo volta a estar disponível e deve reassumir a vaga de Jefté entre os titulares. A incerteza fica por conta de Aníbal Moreno, que segue como preocupação para a comissão técnica. O meio-campista voltou a ficar fora das atividades em campo nesta segunda-feira, em razão de um incômodo na panturrilha esquerda.

O Palmeiras ainda realizará duas sessões de treinamento antes do confronto decisivo, uma na terça-feira, na Academia de Futebol, e outra na quarta, no Allianz Parque, onde o time fará os ajustes finais para o jogo.

Cicinho critica Abel Ferreira por deixar Maurício no banco e questiona decisões após derrota do Palmeiras para a LDU

Durante o programa “Jogo Aberto”, o comentarista e ex-lateral, Cicinho, não poupou críticas a Abel Ferreira após a derrota do Palmeiras para a LDU, no primeiro confronto das semifinais da Copa Libertadores. O Verdão foi superado por 3 a 0 no Equador e agora precisa de um resultado histórico para seguir vivo na competição. Para o ex-jogador, uma das falhas do técnico português foi deixar o meia Maurício entre os reservas, mesmo após boas atuações recentes.

Segundo Cicinho, o jogador tem mostrado potencial para alterar o panorama das partidas quando entra em campo, e a ausência dele entre os titulares foi determinante para o desempenho apagado da equipe. “O Maurício não estava no jogo? É o jogador que tem entrado e mudado a cara do time. O Abel traz umas convicções que nos deixam de mãos atadas para entender o que ele pensou. Não dá para compreender ele não colocar um jogador como o Maurício num jogo desses”, afirmou o comentarista.

Críticas à postura de Abel Ferreira

Cicinho ressaltou que o treinador costuma surpreender com suas escolhas e, por vezes, causa confusão até entre os torcedores. O ex-lateral lembrou que, recentemente, o meia foi decisivo na vitória de virada do Palmeiras sobre o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, mostrando ser uma peça importante para o esquema da equipe. Mesmo assim, diante da LDU, Abel optou por deixá-lo no banco de reservas durante toda a partida.

“O Maurício tem qualidade, visão de jogo e capacidade de decidir. Ele é aquele tipo de jogador que pode mudar o ritmo do confronto, e foi exatamente isso que o Palmeiras precisou em Quito. Faltou criatividade e alguém que chamasse a responsabilidade”, comentou Cicinho. Para o ex-jogador, decisões como essa dificultam o entendimento sobre o que o treinador português busca com determinadas escalações.

A derrota por 3 a 0 colocou o Verdão em uma situação delicada. O time paulista não conseguiu impor seu ritmo e teve dificuldades para lidar com a altitude de Quito. Além da falta de inspiração ofensiva, a defesa também demonstrou fragilidade, permitindo que o adversário dominasse as ações.


Cicinho durante o Programa Jogo Aberto da TV Band (Vídeo: reprodução/Instagram/@jogoaberto)

Desafio histórico no Allianz Parque

O Palmeiras agora terá uma missão quase impossível pela frente. Na próxima quinta-feira (30), às 21h30 (de Brasília), o time reencontra a LDU no Allianz Parque precisando vencer por quatro gols de diferença para alcançar a final da Libertadores. Desde 1988, quando o formato atual da competição passou a incluir semifinais, nenhum clube conseguiu reverter um placar de 3 a 0 nesta fase.

Mesmo diante do cenário desfavorável, elenco e comissão técnica afirmam acreditar na virada. Jogadores e o próprio Abel Ferreira demonstraram confiança em uma reação diante da torcida. O técnico português, que já comandou viradas marcantes na história recente do clube, aposta no ambiente do Allianz Parque para tentar reverter o quadro.

Curiosamente, o Palmeiras já viveu o outro lado dessa história. Em 2020, venceu o River Plate por 3 a 0 na Argentina, perdeu o duelo de volta em casa por 2 a 0, mas mesmo assim avançou à decisão, conquistando o título sobre o Santos. Agora, o desafio é oposto — e o Verdão precisará escrever um capítulo inédito para alcançar sua quarta taça continental.

Confiança e pressão

Apesar das críticas e da pressão por resultados, o elenco palmeirense mantém o discurso de otimismo. Jogadores experientes reforçam que o apoio da torcida será fundamental para transformar a energia do estádio em motivação dentro de campo. Maurício, que pode retornar à equipe titular, é visto como uma das esperanças para mudar o panorama da série.

Enquanto os torcedores aguardam uma resposta positiva, Abel Ferreira tenta reorganizar o time e encontrar soluções para os erros cometidos em Quito. A expectativa é de um Allianz Parque lotado e de um Palmeiras disposto a provar, mais uma vez, que nada é impossível no futebol.

“Baile tático”: Vitor Birner comenta goleada da LDU e reprova atuação do Palmeiras

Nesta quinta-feira (23), o Palmeiras foi até Quito, no Equador, onde enfrentou a LDU em jogo válido pela semifinal da Copa Libertadores. A partida, especialmente na primeira etapa, não se desenvolveu da maneira que os palmeirenses esperavam e terminou em 3 a 0 para o time da casa. Após o apito final, o jornalista Vitor Birner, da ESPN, analisou o desempenho do time e avaliou individualmente os jogadores do Verdão que estiveram em campo.

Como foi a partida

A LDU dominou o jogo desde os primeiros minutos e praticamente não deu espaço ao Palmeiras na etapa inicial. Mesmo com boas defesas de Carlos Miguel, o time de Tiago Nunes se impôs com intensidade e eficiência no ataque. Villamíl abriu o placar após erro de Khellven, e Alzugaray ampliou em cobrança de pênalti após toque de mão de Andreas Pereira. Já nos acréscimos, Villamíl voltou a marcar em lance que desviou novamente em Khellven, fechando o primeiro tempo em 3 a 0. Com 14 finalizações e controle total das ações, os equatorianos foram para o vestiário em situação confortável.


Notas de Vitor Birner para o Palmeiras (Foto: reprodução/X/@sportscenterbr)

Na segunda etapa, o Palmeiras tentou reagir e começou pressionando, levando perigo em finalização de Flaco López que Domínguez defendeu. Mesmo assim, a LDU soube administrar a vantagem com posse de bola e conseguiu esfriar o ímpeto adversário. Abel Ferreira demorou a mexer no time, mas colocou Allan no lugar de Emi Martínez, e o meio-campista quase descontou em boa jogada pela esquerda. Sosa, que entrou no segundo tempo, também teve grande chance aos 37, mas parou em mais uma defesa impressionante do goleiro equatoriano. Já nos acréscimos, Ramírez foi expulso, e o Palmeiras ainda teve uma última oportunidade com Flaco, que cabeceou por cima.

Análise de Birner

Para o jornalista, o melhor em campo entre os titulares do Verdão foi o goleiro Carlos Miguel, que, apesar dos três gols sofridos, fez grandes defesas e evitou um placar ainda mais elástico. O camisa 1 recebeu nota 5. Emiliano Martínez e Khellven tiveram as menores avaliações entre os jogadores de linha, ambos com nota 3, segundo Birner. Já o técnico Abel Ferreira foi o pior avaliado, ficando com 2,5. De acordo com o comentarista, o treinador levou um “baile tático” dos equatorianos.

A partida da volta acontece na próxima quinta-feira (30), e o Palmeiras precisará de uma atuação perfeita no Allianz Parque para reverter o resultado. Antes disso, o Verdão tem um compromisso válido pelo Campeonato Brasileiro. No domingo (26), enfrenta o Cruzeiro, em jogo válido pela 30ª rodada do Brasileirão. O confronto do fim de semana também é importante, já que a equipe paulista briga também pelo título nacional.

São Paulo é eliminado pela LDU nas quartas da Libertadores

O São Paulo se despediu da Copa Libertadores na noite desta quinta-feira (25), diante de um Morumbis lotado e repleto de expectativa. O Tricolor perdeu por 1 a 0 para a LDU, no duelo de volta das quartas de final, e deu adeus à competição. O gol decisivo foi marcado por Jeison Medina, aproveitando uma falha defensiva de Bobadilla ainda no primeiro tempo.

Com o resultado, os equatorianos avançam para a semifinal e terão pela frente o Palmeiras, em confrontos marcados para as semanas dos dias 22 e 29 de outubro, datas-base definidas pela Conmebol. Já o São Paulo encerra sua participação internacional de forma frustrante e, sem outras competições paralelas, passa a focar exclusivamente no Campeonato Brasileiro.

Um jogo de muitas chances, mas sem eficiência

Pressionado pelo revés no jogo de ida e pela obrigação de reverter a desvantagem, o São Paulo iniciou a partida em ritmo acelerado. O time de Hernán Crespo empurrou a LDU para o campo defensivo, explorando as jogadas pelas laterais, mas pecou no último toque. Luciano e Rigoni, em especial, desperdiçaram oportunidades claras dentro da pequena área, em lances que poderiam ter mudado o rumo da classificação.

A equipe equatoriana, por sua vez, mostrou frieza. Sem se arriscar além do necessário, aproveitou um contra-ataque após erro de Rodriguinho na saída de bola. No lance, Bobadilla falhou na cobertura e permitiu que Medina saísse cara a cara com Rafael, abrindo o marcador. Foi um golpe duro para o Tricolor, que viu a tensão aumentar ainda mais.

Na volta do intervalo, a esperança de reação surgiu logo no início, quando Luciano balançou as redes após boa jogada de Ferreira e Dinenno. Contudo, o atacante estava em posição irregular, e o gol foi anulado. A partir daí, o cenário se repetiu: pressão constante, posse de bola dominante, mas sem efetividade. Lucas Moura entrou para tentar dar dinamismo ao ataque, conseguiu levar perigo em alguns momentos, mas não foi suficiente para mudar o destino do confronto.

Enquanto o São Paulo pecava na pontaria, a LDU gastava o tempo com paradas estratégicas, cera e substituições, controlando o ritmo da partida e esfriando qualquer tentativa de reação. A frustração cresceu nas arquibancadas a cada chance desperdiçada, principalmente com Luciano, que ainda perdeu mais duas oportunidades claras de empatar o placar.


Melhores Momentos da eliminação do tricolor paulista (Vídeo: reprodução/YouTube/Paramount)

Protestos e clima de pressão no Morumbis

A eliminação, somada ao desempenho abaixo das expectativas, desencadeou uma forte reação da torcida tricolor. Durante o segundo tempo, as arquibancadas do Morumbis ecoaram xingamentos direcionados ao presidente Júlio Casares e a outros membros da diretoria. O clima ficou ainda mais hostil quando parte dos torcedores entoou “olé” para ironizar os erros em campo e a dificuldade da equipe em superar a defesa adversária.

A queda para a LDU reforça um roteiro repetido nos últimos anos. Em 2024, o São Paulo também havia parado nas quartas de final da Libertadores, quando foi eliminado pelo Botafogo nos pênaltis, no mesmo estádio. A repetição do fracasso aumentou a cobrança por mudanças no comando e nas estratégias do clube.

Agora, sem as copas, o Tricolor tem apenas o Campeonato Brasileiro pela frente. Na segunda-feira (29), a equipe volta a campo para enfrentar o Ceará, no Morumbis, pela 25ª rodada. O desafio será não apenas retomar o foco na competição nacional, mas também administrar a pressão externa e o desgaste emocional causado pela eliminação precoce no torneio continental mais desejado pela torcida.

Uma eliminação para refletir

O desfecho contra a LDU deixa lições claras para o São Paulo. A falta de eficiência ofensiva, a instabilidade defensiva em momentos decisivos e a dificuldade em lidar com a pressão de jogos eliminatórios voltaram a aparecer. O time produziu volume de jogo, criou inúmeras oportunidades, mas não teve a precisão necessária para avançar.

A temporada, que prometia mais após boas atuações em fases anteriores, agora se resume ao Brasileirão. A torcida, inconformada, exige respostas imediatas da diretoria e do técnico Hernán Crespo. O clima interno será determinante para definir se o São Paulo conseguirá se recuperar do baque e terminar o ano com dignidade.

Enquanto isso, a LDU celebra mais uma classificação histórica e se prepara para encarar o Palmeiras. Se o Tricolor paulista deixa a Libertadores com frustração, os equatorianos seguem sonhando alto, embalados por uma classificação conquistada com frieza, estratégia e aproveitamento decisivo das poucas chances que tiveram.

São Paulo busca virada contra a LDU no Morumbis pela Libertadores

O São Paulo entra em campo nesta quinta-feira (25), às 19h (horário de Brasília), para enfrentar a LDU, do Equador, em duelo decisivo válido pelo jogo de volta das quartas de final da Conmebol Libertadores. A partida será realizada no estádio do Morumbis e contará com transmissão ao vivo pelo Paramount+, além de acompanhamento em tempo real pelo ge.

Pressão e dúvidas na escalação

O time comandado por Hernán Crespo chega pressionado. Após a derrota por 2 a 0 no confronto de ida, em Quito, o Tricolor precisa de uma vitória por três gols de diferença para avançar à semifinal. Caso vença por dois gols, a decisão será definida nos pênaltis. Já a LDU joga por um empate, ou até mesmo pode perder por um gol de diferença, para garantir a classificação.

O São Paulo vive um momento delicado. Com reservas em campo no último fim de semana, acabou derrotado pelo Santos por 1 a 0, pelo Campeonato Brasileiro, e ampliou a sequência negativa da equipe. A aposta da torcida está na força do Morumbis lotado e na volta de jogadores importantes ao elenco. Oscar e Lucas estão novamente à disposição, mas devem começar no banco por ainda não estarem em plena forma física.


Hernán Crespo busca classificação (Foto: reprodução/Alexandre Schneider/Getty Images Embed)


Crespo ainda tem dúvidas no setor ofensivo, podendo optar por Luciano e Ferreira ou Rigoni no ataque. Outra incerteza está no meio-campo: Marcos Antônio apresentou desconforto muscular nos treinos, podendo ser substituído por Pablo Maia ou Alisson.

Possíveis escalações e desfalques

Entre os possíveis jogadores da equipe de Crespo que serão escalados, estão Rafael; Luciano, Arboleda e Alan Franco; Mailton, Bobadilla, Marcos Antônio (Pablo Maia ou Alisson), Rodriguinho e Enzo Díaz; Ferreira (Rigoni) e Ferraresi, com este último pendurado. O Tricolor ainda tem alguns desfalques como Luiz Gustavo, Calleri, Ryan Francisco e André Silva.

A LDU, comandada por Tiago Nunes, chega confiante após o resultado em casa. A equipe equatoriana deve adotar uma postura mais defensiva para segurar a pressão do adversário. A provável escalação da equipe equatoriana inclui Gonzalo Valle; Gian Allala, Ricardo Adé e Leonel Quiñónez; Carlos Gruezo, José Quintero, Bryan Ramírez, Gabriel Villamil e Fernando Cornejo; Lisandro Alzugaray e Jeison Medina. A partida terá Alexis Herrera (VEN) como árbitro, auxiliado por Lubin Torrealba (VEN) e Alberto Ponte (VEN). O VAR será conduzido por Juan Soto (VEN).

São Paulo precisa reagir se quiser continuar vivo na Libertadores

O São Paulo terá um desafio decisivo na próxima quinta-feira (25), no Morumbis, quando enfrenta a LDU pelo jogo de volta das quartas de final da Libertadores. A derrota por 2 a 0 no Equador deixou o Tricolor em situação complicada, mas não impossível. Para seguir viva no torneio continental, a equipe precisa vencer por três gols de diferença para se classificar no tempo normal. Caso a vitória seja por dois gols, a decisão vai para os pênaltis. Menos que isso significa despedida precoce da competição que é tratada como prioridade na temporada.

O Jogo 

O São Paulo começou pressionado pela LDU, mas logo conseguiu equilibrar o jogo e avançar suas linhas. As principais jogadas passavam por Rigoni, sem sucesso nas finalizações. Aos 15 minutos, Bryan Ramírez aproveitou espaço deixado por Cédric e abriu o placar para os equatorianos. Com a vantagem, os donos da casa controlaram a posse e exploraram erros de saída do Tricolor. Tentaram ampliar em chutes de Quintero e Medina, mas pararam em Rafael. O São Paulo pouco criou e só assustou no fim, em uma tentativa de bicicleta de Luciano.


Bryan Ramirez comemora seu gol (Foto: reprodução/Franklin Jacome/ Getty Images Embed)


Na volta do intervalo, o Tricolor quase empatou logo cedo em jogada de Rigoni e Luciano, anulada por impedimento. O time manteve o ritmo ofensivo e obrigou o goleiro Valle a fazer boas defesas em finalizações de Luciano, Marcos Antônio e Ferreira. A pressão, porém, virou contra o São Paulo. Em erro na saída de bola, Pablo Maia perdeu a posse e Estrada aproveitou para marcar o segundo da LDU. O 2 a 0 deixou os equatorianos em vantagem confortável para o jogo de volta.

Pontos de ajuste

Para virar o placar e seguir sonhando com a Libertadores, o São Paulo precisa ajustar pontos importantes do seu jogo. O ataque, por exemplo, careceu de criatividade em Quito. Sem um armador de origem, a equipe ficou previsível, rodando a bola pelas laterais e sem infiltração pelo meio. Isso fez com que Luciano e Rigoni recuassem demais para organizar, o que reduziu a presença na área. Pensando na volta, Crespo pode apostar em Ferreirinha desde o início, ao lado de Luciano, para dar mais mobilidade e presença ofensiva.

Outro problema que não pode se repetir são os erros individuais. Os dois gols da LDU nasceram de falhas que poderiam ser evitadas. O primeiro começou com uma desatenção na defesa. Depois, um passe arriscado no setor mais perigoso do campo fez com que a LDU ampliasse o placar. Em mata-mata, qualquer deslize pesa, e o Tricolor precisa estar atento em cada detalhe para não colocar tudo a perder. Passes seguros e concentração serão fundamentais no Morumbis.


São Paulo errou muito defensivamente (Foto: reprodução/Franklin Jacome/ Getty Images Embed)


Também será necessário controlar o lado emocional. Após levar o primeiro gol no Equador, o time perdeu confiança, acelerou demais as jogadas e errou passes fáceis. Agora, com a torcida empurrando, a pressão pode ser um trunfo, mas só se for usada da forma certa. Cabeça fria, paciência e coragem vão ser as armas do São Paulo para buscar a virada até o último minuto.

LDU vira no agregado e elimina Botafogo da Libertadores

Nesta quinta-feira (21), a equipe do Botafogo encarou a altitude de Quito, para jogar a partida de volta das oitavas de final da CONMEBOL Libertadores. O atual campeão da competição chegou ao Equador com uma vantagem mínima de 1 a 0, em virtude do resultado obtido no duelo jogado no Nilton Santos, e precisava tomar cuidado para não deixar os adversários se aproveitarem da possibilidade tranquila de reverter o placar.

Alvinegro irreconhecível

Desde os primeiros minutos, os donos da casa pressionaram os cariocas dentro de campo — e ssim abriu o placar logo aos 6 minutos, quando Alzugaray achou Villamil livre na área para marcar. A jogada foi marcada por um erro de posicionamento dos jogadores na zaga botafoguense .

Ao longo da partida, o Botafogo demorou a se acertar defensivamente, errando muitos passes e sofrendo pressão. Aos 24 minutos, quase empatou com Savarino, que isolou a chance dada por Danilo. Sem espaços, os equatorianos arriscaram de fora da área e, no fim do tempo, Ramírez quase ampliou em chute forte que passou rente ao gol de John.


Melhores momentos da partida (Vídeo: reprodução/YouTube/ESPN Brasil)

O atual campeão da América do Sul voltou do intervalo sem alterações de David Ancelotti — e seguiu falhando na saída de bola. A LDU manteve a intensidade ofensiva e, aos 11 minutos, um erro da arbitragem foi decisivo: após marcar escanteio indevido, a bola sobrou para Adé, que chutou de fora da área, e Marlon Freitas interceptou a jogada com o braço aberto, entregando um pênalti de bandeja para os adversários.

Na cobrança, Alzugaray bateu de forma magistral, sem chance de defesa para o goleiro John, e ampliou para 2 a 0, sacramentando a virada no agregado geral do duelo.


David Ancelotti a beira de campo (Foto: reprodução/Franklin Jacome/Getty Images embed)


A equipe carioca chegou a ter suas oportunidades na reta final da partida — especialmente quando passou a jogar com a vantagem de um jogador a mais, com Mina Caicedo sendo expulso aos 36 minutos, após o VAR apontar uma entrada dura em Jeffinho. Dentre as chances, a mais destacada ocorreu aos 43 minutos, quando Barboza fez um cruzamento na medida dentro da área da LDU, e Vitinho finaliza de primeira para fora do gol.

Sem conseguir chegar ao ataque de forma eficiente, o glorioso chegou ao final do jogo sem balançar as redes, definindo o resultado e a eliminação precoce do clube que encantou o continente no ano passado.

Restante da temporada

Estando eliminado da competição mais importante do continente, o Botafogo agora conta apenas com a disputa das competições nacionais: Enquanto luta no Brasileirão para se manter no G4 da tabela — e conseguir a classificação direta para a fase de grupos da próxima Libertadores, ainda disputa pelo título inédito da Copa do Brasil, onde encara o rival Vasco, pelas quartas de final.


Mosaico da torcida no Nilton Santos (Foto: reprodução/Instagram/@botafogo)


Antes de encarar o rival carioca na Copa do Brasil, o glorioso enfrenta o Juventude fora de casa no próximo domingo (24), válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Botafogo enfrenta a LDU em Quito pela vaga nas quartas da Libertadores

Nesta quinta-feira (21), em Quito, Equador, o Botafogo encara a LDU na luta por uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores. Apesar de passar por um momento instável, o time ainda sonha com o bicampeonato. O desafio será maior por causa da altitude de 2.850 metros, que torna o jogo mais desgastante e exige muito fisicamente.

Quem avançar neste confronto enfrentará o São Paulo, que venceu o Atlético Nacional de Medellín nos pênaltis. Caso se classifiquem, Botafogo ou LDU farão o primeiro jogo das quartas de final em casa, já que o São Paulo possui a segunda melhor campanha, atrás do Palmeiras.

Jogo de ida e desafio em Quito

No jogo de ida, no Nilton Santos, o Botafogo abriu o placar logo aos 15 segundos, com Artur aproveitando cruzamento de Alex Telles. Apesar do início animador, a equipe de Davide Ancelotti teve dificuldades na criação e cometeu erros em decisões importantes, deixando escapar a chance de ampliar a vantagem.

A LDU, comandada por Tiago Nunes, mostrou um bom desempenho, criando chances perigosas. O lateral Vitinho precisou salvar duas bolas claras, uma delas quase em cima da linha. Os equatorianos se destacaram fisicamente, mesmo marcando em bloco alto, e agora, em Quito, a saída de bola do Botafogo deve ser ainda mais difícil por conta da pressão e da altitude.


Treino do Botafogo no Equador antes do confronto decisivo (Vídeo: reprodução/X/@Botafogo)

Retornos, escalação e arbitragem

Uma boa notícia para o time carioca é que alguns jogadores voltam a ficar à disposição. Após a derrota para o Palmeiras, Ancelotti poderá contar com o zagueiro David Ricardo, o volante Newton e o centroavante Arthur Cabral. No setor de meio-campo, Ancelotti pode escolher entre Artur, Savarino e Montoro para reforçar o equilíbrio e a força do time nos confrontos.

O Botafogo deve entrar em campo com John no gol; Vitinho, David Ricardo (ou Marçal), Barboza e Alex Telles na defesa; Danilo e Marlon Freitas como volantes; Artur, Savarino e Matheus Martins (ou Montoro) atuando mais à frente; e Arthur Cabral como centroavante. Fora da partida estão Kaio Pantaleão, com lesão na coxa direita, Cuiabano, com problema no tornozelo esquerdo, e Bastos, em recuperação de lesão no joelho esquerdo.

A arbitragem será composta por argentinos, com Facundo Tello no comando da partida e Juan Pablo Belatti e Gabriel Alfredo Chade como seus assistentes. O quarto árbitro será Sebastián Nicolás Martínez, enquanto o VAR será comandado por Germán Raúl Delfino, auxiliado por Nicolás Lamolina.