Nasa faz transmissão ao vivo de pouso do módulo Athena

Nesta quinta-feira (6), um novo marco cresce na corrida espacial. A Nasa transmite ao vivo o pouso do módulo Athena na Lua. Um feito tão esperado por cientistas, entusiastas do espaço e população em geral. As transmissões tiveram início às 13h30 (horário de Brasília) no canal oficial da agência no YouTube, tendo a descida final programada para as 14h32.

Uma viagem além da Terra

O módulo Athena integra a missão IM-2 Nova-C, realizada pela Nasa, que foi lançada na noite da última quarta-feira (26), a partir de um foguete Falcon 9 da SpaceX.

O lançamento ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e trouxe consigo não somente equipamentos de alta tecnologia, mas também nova esperança para descobertas sobre a Lua e o futuro da exploração espacial.

O destino da missão é Mons Mouton, um planalto situado perto do Polo Sul lunar, um lugar de importância para os cientistas porque eles acreditam que tem estocagem de gelo de água, o que pode significar uma oportunidade para missões futuras. 

Se for encontrado gelo, pode ser produzido água potável, oxigênio para respirar e até combustível para foguetes, permitindo que viagens mais longas ao espaço se tornem uma possibilidade. 


Transmissão ao vivo do módulo Athena (Vídeo: reprodução/YouTube/NASA)

A importância da Intuitive Machines

Athena não é uma missão comum da Nasa. O módulo foi desenvolvido pela Intuitive Machines, uma empresa privada, que está situada em Houston e vem se constituindo como uma referência na exploração espacial. 

Até agora, é a única companhia privada que pousou com sucesso em Lua na história do espaço e foi um feito que era feito somente por grandes agências governamentais.

Nesse contexto, a Intuitive Machines destaca sua função na nova era da exploração espacial, onde as corporações privadas atuam em colaboração com as agências espaciais para tornar o deslocamento fora da Terra mais acessível e constante.

Esse modelo de parceria tende a também elaborar projetos em grande escala, entre devidos, o regresso dos astronautas à Lua e até mesmo alguma futura missão a Marte.

Entenda a crucialidade do pouso

Chegada do Athena à Lua, muito mais é do que um simples pouso e sim mais um passo da humanidade no caminho em busca de recursos e tecnologias necessários para a exploração espacial sustentável.

A missão pode trazer dados úteis para o programa Ártemis, que espera levar humanos de volta à Lua nos próximos anos.

Cada nova missão, estamos mais perto de que bases lunares e viagens interplanetárias deixem de ser somente ficção científica para tornarem-se reais.

A mente por trás da tecnologia da NASA: Jeff Seaton e os desafios de conectar o universo

Jeff Seaton, diretor de informações (CIO) da NASA, é o homem por trás da agência espacial de bilhões de dólares que conecta a Terra às estrelas. Comandando uma equipe de 700 pessoas e lidando com uma montanha de dados com mais de 113 petabytes, Seaton enfrenta desafios que vão desde manter sondas espaciais com décadas de idade seguras até implementar inteligência artificial no programa Artemis, que tem o objetivo de levar humanos de volta à Lua.

Gerenciando dados cósmicos

Seaton entrou na NASA em 1991, quando ainda era engenheiro de robótica. De lá pra cá, cresceu junto com a agência, deixando sua marca e passando por diferentes cargos até chegar ao comando da tecnologia da informação em 2021. Hoje, sua responsabilidade vai muito além de mexer em computadores e servidores: ele é o guardião de informações fundamentais vindas de outros planetas e da Estação Espacial Internacional, como dados que incluem imagens de Marte, informações das Voyager (que estão fora do sistema solar). “Proteger os dados e os sistemas que os geram é essencial para toda a nossa comunidade”, afirma.

Um dos seus maiores desafios é manter as sondas Voyager seguras, já que elas estão além do sistema solar. Lançadas há mais de 40 anos, elas possuem sistemas ultrapassados, que são impossíveis de serem atualizados. A NASA depende da criatividade de suas equipes para reduzir ameaças e manter as missões ativas. “Temos que fazer o nosso melhor com o que temos”, comenta Seaton.

IA e o futuro da exploração espacial lunar

A NASA já usa inteligência artificial há anos, seja ajudando rovers em Marte ou analisando dados espaciais. No programa Artemis, que promete levar humanos de volta à Lua, as IAs terão um papel ainda mais importante, segundo Seaton. Apesar disso, ele acredita que a tecnologia precisa ser usada com cautela, especialmente quando falamos de IA generativa. “Usamos para acelerar trabalhos, mas sempre validamos os resultados com humanos no processo”, disse.


Astronautas do Programa Artemis, que pretende estabelecer uma presença na Lua (Foto: reprodução/Mark Felix/Getty Images Embed)


O programa Artemis, aliás, não é só sobre voltar à Lua. É sobre pensar no futuro da exploração espacial em si. “Estamos resolvendo problemas agora que vão nos preparar para ir além, para Marte. É empolgante ver o que podemos alcançar como exploradores”, comenta Seaton. A operação pretende estabelecer uma presença sustentável na Lua e abrir caminho para o planeta vermelho, mas ela depende fortemente de parcerias. A empresa ainda pretende resolver desafios como comunicação em longas distâncias e infraestrutura de TI em ambientes extremos.

A NASA ao alcance de todos

Além disso, eles lançaram o “NASA Plus”, um serviço de streaming que permite que qualquer pessoa com internet assista aos conteúdos da agência espacial, sem depender de operadoras de TV. “É uma mudança significativa para alcançar mais pessoas”, diz ele.


Conheça o serviço de streaming da agência espacial, o “NASA Plus” (Foto: reprodução/NASA)

Enquanto a NASA continua conectando a Terra ao espaço, Jeff Seaton segue como o cérebro por trás da operação, deixando a empresa mais perto do público.

Viih Tube anuncia o nascimento de Ravi, seu segundo filho com Eliezer

Nasceu na noite dessa segunda-feira (11), Ravi, segundo filho de Viih Tube com o ex-BBB Eliezer. Através dos perfis do Instagram, a influenciadora e o ex-BBB anunciaram o nascimento de Ravi. “Ravi nasceu às 19h49, com 3,76 quilos e 49 centímetros”, escreveu a influenciadora.

Viih Tube e Eliezer já são pais de Lua, de 1 ano. Viih Tube, que fala abertamente sobre os desafios da maternidade, compartilhou com os seus seguidores todos os desafios da gestação, incluindo o descolamento de placenta, descoberto no início da gestação, mas que foi rapidamente resolvido. A segunda gravidez foi anunciada em abril, durante o programa “Mais Você” apresentado por Ana Maria Braga.


Viih Tube e Eliezer anunciam nascimento do segundo filho (Foto: reprodução/Instagram/stories/@viihtube)


Registros do Parto

Após o anúncio do nascimento, o influenciador digital Eliezer compartilhou nos stories do Instagram, imagens do trabalho de parto. Nas fotos, a influenciadora aparece recebendo o apoio do marido, enquanto se prepara para dar a luz.


Viih Tube e Eliezer durante trabalho de parto (Foto: reprodução/Instagram/stories/@eliezer)


O nascimento aconteceu no Hospital Pro Matre, em São Paulo. Em outra imagem, Eliezer aparece agradecendo ao médico, Márcio Delascio, que também foi responsável pelo parto da primeira filha do casal. “Trouxe à vida os maiores amores da minha vida, Lua e Ravi”, escreveu o ex-BBB.

Segunda gravidez

Em abril, durante uma conversa com Ana Maria Braga, Viih Tube revelou que a gravidez foi planejada, ela contou que desejava ter outro filho desde o nascimento de Lua. O casal esperou três meses até revelar a novidade para o público. A revelação veio durante o programa “Mais Você”, quando Lua apareceu com uma camisa com a frase “Promovida à irmã mais velha”.

Viih Tube e Eliezer se conheceram em 2022, durante um Festival de Música Sertaneja. Segundo Eliezer, os dois passaram a manter uma relação de amizade, que rapidamente se transformou em um romance. Em agosto de 2022, o ex-BBB pediu à influenciadora em namoro. Recentemente, a influenciadora revelou que já estava grávida durante o pedido. Em março de 2023, eles se casaram no civil, e agora celebram a chegada do segundo filho.

Missão Indiana Chandrayaan-3 descobre novas evidências sobre a Lua

A recente missão Chandrayaan-3, que posicionou a Índia como o quarto país a alcançar o solo lunar, trouxe à tona dados valiosos que reforçam teorias sobre a formação da Lua. Ao pousar em uma região de alta latitude ao sul, perto do polo sul lunar, a missão lançou um pequeno rover, Pragyan, para explorar a superfície. Equipado com instrumentos científicos, Pragyan percorreu aproximadamente 103 metros da superfície lunar e realizou 23 medições ao longo de 10 dias. Esses dados são os primeiros do tipo coletados nas proximidades da região polar sul.

O que Pragyan descobriu foi uma composição uniforme no solo lunar, predominantemente de uma rocha chamada anortosito ferroano. Essa rocha é similar às amostras obtidas pela missão Apollo 16, em 1972, na região equatorial da Lua. As descobertas foram publicadas recentemente na revista Nature e têm implicações significativas para a compreensão da evolução lunar. De acordo com os cientistas, a presença dessas rochas em diferentes partes da Lua sugere que o satélite natural da Terra já foi coberto por um oceano de magma, uma hipótese sustentada há décadas.


As descobertas da missão mudaram a ciência (Foto: Reprodução/Getty Images/Sanja Baljkas)


O oceano de magma e a formação da Lua

Diversas teorias sobre a formação da Lua têm sido propostas ao longo dos anos. No entanto, a maioria dos cientistas concorda que, há cerca de 4,5 bilhões de anos, um objeto do tamanho de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos no espaço que eventualmente formaram a Lua. As amostras lunares coletadas pelas missões Apollo, entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, indicaram que a Lua foi criada aproximadamente 60 milhões de anos após o início da formação do sistema solar.

A teoria do oceano de magma, que teria centenas a milhares de quilômetros de profundidade, sustenta que este persistiu por cerca de 100 milhões de anos. Durante o processo de resfriamento, cristais se formaram, e minerais como anortosito ferroano subiram à superfície, formando a crosta lunar. Outros minerais mais densos, como a olivina, afundaram para o manto lunar. A investigação de Pragyan revelou uma mistura de anortosito ferroano e outros minerais, reforçando ainda mais essa teoria.

Explorando os mistérios da Lua

O pouso da Chandrayaan-3 no Shiv Shakti Point, a aproximadamente 350 quilômetros da Bacia do Polo Sul-Aitken, permitiu aos cientistas estudarem de perto uma das regiões mais antigas da Lua. Acredita-se que um impacto de asteroide há 4,2 bilhões a 4,3 bilhões de anos tenha desenterrado minerais ricos em magnésio, como a olivina, misturando-os ao solo lunar.

As descobertas feitas pela missão indiana são cruciais para entender melhor a história da Lua. Segundo o principal autor do estudo, Santosh Vadawale, as novas medições aumentam a confiança na hipótese do oceano de magma lunar e abrem caminho para futuras explorações nas regiões permanentemente sombreadas dos polos lunares. Essas áreas, praticamente inexploradas, podem conter ainda mais pistas sobre as origens e a evolução da Lua.

A missão Chandrayaan-3 não apenas acrescenta um novo capítulo ao estudo da Lua, mas também oferece insights valiosos sobre a formação da Terra e de outros planetas rochosos, como Marte. A compreensão desses processos ajuda a modelar como todos os planetas, incluindo aqueles fora do nosso sistema solar, se formam e evoluem ao longo do tempo.

Cientistas propõem biorrepositório lunar para preservação de espécies ameaçadas

Em um esforço para proteger a biodiversidade da Terra, uma equipe de pesquisadores propôs o envio de amostras de células animais para serem congeladas na Lua. A proposta, detalhada em um artigo publicado na revista BioScience na quarta-feira (31), sugere que as baixas temperaturas lunares, onde chegam a -196ºC especialmente perto dos polos, são ideais para a preservação de amostras biológicas.

O que motiva a missão

A motivação para esta missão é proteger espécies ameaçadas de extinção. A Lua oferece várias vantagens: a ausência de necessidade de intervenção humana constante, a eliminação da dependência de energia para manutenção de amostras e a proteção contra eventos catastróficos da Terra, como guerras e desastres naturais.


Nave saindo da órbita terrestre (Foto: Reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Foi escolhida uma amostra de pele animal, contendo células de fibroblastos para ser armazenada no biorrepositório. Estas células são fundamentais para a produção e manutenção de matriz extracelular, incluindo colágeno e elastina que são essenciais para a estrutura e funcionamento dos tecidos.

Testes iniciais

Foi utilizado nos testes iniciais o Starry Goby (uma espécie de peixe) como exemplo de amostra viável para o envio à Lua. No entanto, vários desafios técnicos precisam ser superados antes que o projeto possa ser implementado. Entre eles, a criação de embalagens que garantam a conservação das amostras no espaço, proteção contra radiação e o estabelecimento de parcerias internacionais.

Mesmo com os desafios encontrados, os cientistas enfatizam a importância e a urgência do projeto. Os cientistas destacaram em comunicado à imprensa que, devido a inúmeros fatores antropogênicos, uma alta proporção de espécies e ecossistemas enfrentam ameaças de desestabilização e extinção, de maneira mais rápida do que nossa capacidade de as salvar em seus ambientes naturais.

Ainda haverá mais passos a serem realizados, incluindo a realização de mais testes na Terra e a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), bem como a busca por parceiros globais que possam ajudar a transformar essa visão inovadora em realidade.

Viih Tube anuncia segunda gravidez e revela intercorrência após festa da filha

A influenciadora Viih Tube e o marido Eliezer anunciaram a segunda gravidez em rede nacional no “Mais Você” nesta segunda-feira (29). Eles fizeram um suspense e revelaram que tinha uma novidade para contar e ao entrar no programa com Lua, sua filha com um body escrito promovida a irmã mais velha, revelou a grande novidade.


Anuncio da gravidez no “Mais Você” (Reprodução: divulgação/ Globo)

Desde o início do ano a influenciadora contou aos seus seguidores sobre sua vontade de aumentar a família, em fevereiro ela até revelou a sua insatisfação pela demora para engravidar pela segunda vez.

O anúncio das redes sociais de Vih foi uma foto recriando a foto que foi postada na gravidez de Lua, o casal está muito feliz com o novo filho. Vih esperou passar os três meses para anunciar, mas usou seu Instagram para contar aos seguidores que teve uma intercorrência durante os primeiros meses.

Descolamento de saco

Em suas redes, Vih contou os sintomas que está tendo nessa gravidez e aproveitou para revelar que teve um deslocamento de saco após o aniversário de um ano de Lua. Ela contou que fez um exame antes da festa e estava tudo bem, no dia seguinte da comemoração fez um ultrassom e o médico viu que havia um descolamento do saco.

O médico explicou que o saco não colou totalmente na parede do útero e que os maiores motivos para isso acontecer são o estresse, a pressão e a correria dos últimos dias. Segundo orientações médicas, agora a influenciadora precisa ficar 15 dias em repouso total.

Recriando foto

O casal resolveu recriar a foto de anúncio da segunda gravidez como a da sua primogênita, eles usaram as mesmas roupas e pintaram o rosto da mesma forma, só que dessa vez com Lua fora da barriga e pronta para ser irmã mais velha. 

Vih pintou a barriga com uma barrinha de carregando e Eliezer pintou o rosto com dois corações em cores diferentes.

Viih Tube: influenciadora compartilha bastidores do primeiro aninho da sua filha

Na manhã desta sexta-feira (12), a influenciadora e ex-BBB Viih Tube (23) e o seu marido, o empresário e também ex-BBB, Eliezer (34) compartilharam nas suas redes sociais os bastidores do primeiro dia da comemoração do primeiro ano de vida da filha, Lua, que terá o tema “Chá da Alice”.

Concurso do cabelo maluco

Viih revelou que a festa contará com diversas atividades pensadas para o público infantil, como, concurso de cabelo maluco, além da decoração com cascata de água, 600 mil balões.

Para fazer a festa acontecer, a influenciadora e Eliezer contarão com um time de trabalhadores de peso, de aproximadamente 234 pessoas trabalhando nos bastidores, na recreação infantil e na montagem e desmontagem da festa de Lua.

Foto da decoração do primeiro dia de festa do aniversário de Lua (Reprodução/Instagram/@viihtube)

Três dias de festa

O aniversário do primeiro ano de vida da filha dos influenciadores, Lua, acontecerá durante três dias de festa em um resort de luxo situado em São Paulo.

A festa conta com programações, como ateliê de pintura, que acontecerão durante às 12h e às 22h do final de semana (12, 13 e 14 de abril).

O primeiro dia de celebração do primeiro aninho de Lua, acontece durante essa sexta-feira e tem o tema de “Chá da Alice”.

Confira programação do primeiro dia de festa

A influenciadora compartilhou nos stories da sua rede social, Instagram, a programação do “Chá da Alice”, primeiro dia de festa do aniversário da Lua.

Locais do dia – Recepção | Restaurante Alice no País das Maravilhas | Restaurante Cosmos

Atividades principais – Festa Cabelo Maluco | Desfile do Cabelo Maluco

12 às 15h – Check-in e almoço

17 às 19h – Restaurante da Alice: Festa do Cabelo Maluco.

Traje: cabelo maluco

Recreação infantil: Atelie do Cabelo Maluco e Desfile dos melhores Cabelos Malucos.

19 às 22h – Restaurante Cosmos: Jantar privativo (ida de van).

Convidados

Algum dos convidados que já estão marcando presença na celebração do aniversário da Lua, são Vitória, filha da cantora Pocah e Jake, filho do ex-BBB, Pyong Lee.

Módulo dos Estados Unidos falha em pousar na Lua e queima na atmosfera

Na última sexta-feira (19), a NASA anunciou em uma coletiva de imprensa que a missão do módulo lunar Peregrine de pousar na Lua havia fracassado.

Após um lançamento bem-sucedido e separação do foguete em 8 de janeiro, a espaçonave enfrentou um problema de propulsão que impediu o Peregrine de pousar suavemente na Lua,” afirmou a agência estadunidense, logo após o sucesso do Japão em realizar o mesmo pouso. “Após análise e recomendações da NASA e da comunidade espacial, a Astrobotic determinou que a melhor opção para minimizar o risco e garantir o descarte responsável da espaçonave seria manter a trajetória do Peregrine em direção à Terra, onde queimou na reentrada.

De acordo com os dados divulgados até o momento, a falha principal ocorreu nos propulsores do módulo. A aeronave até chegou a sair da atmosfera terrestre, mas reentrou após a mudança de trajetória calculada e acabou queimando sobre o Sul do Oceano Pacífico, a leste da Austrália, na última quinta-feira (18).


Há mais de meio século que os EUA realizam uma missão para pousar na Lua (Foto: reprodução/Pixabay/WikiImages)


Fracasso do Peregrine

Os Estados Unidos não pousaram na Lua desde a missão Apollo 17, de 1972. Dez dias após o lançamento da sonda Peregrine no dia 8 de janeiro, a falha de um pouso bem-sucedido marca a sua ultrapassagem na corrida espacial atual por países como China, Índia, e Japão.

Não se trata de um resultado completamente inesperado, uma vez que a colaboração entre a NASA e a Astrobotic se trata mais de uma iniciativa para construir um modelo experimental de aeronave barata (para uso comercial) do que um módulo que consiga pousar na Lua com garantia robusta.

Ainda assim, o contrato para a construção custou cerca de US$ 108 milhões (mais de R$ 500 milhões). Nesse quesito, os EUA ainda não conseguiram abaixar o preço de explorações espaciais suficientemente para atender o planejado.

Outras sondas lunares

Na sexta-feira, o mesmo dia em que a NASA clarificou que o módulo Peregrine havia fracassado, a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) anunciou que a sua sonda “Moon Sniper” havia efetivamente cumprido a viagem até a Lua. É uma lembrança de que os Estados Unidos não são a única potência espacial, e de que a corrida global para avanços nesse setor pode bem continuar sem eles.

Mas ainda com a falha do Peregrine, a busca por modelos mais baratos e comerciais deve permanecer. Já esta programada para o ano de 2024 outra missão colaborativa entre a NASA e a Astrobotic com o modelo de nome ‘Griffin’, o qual deve ser um pouco maior do que o Peregrine.