Domínio da Mercedes fez com que Alonso saísse da F1 em 2018

Durante muito tempo, a Mercedes dominou a Fórmula 1 de forma absoluta sem deixar espaço para nenhuma equipe ou piloto. O piloto espanhol e bicampeão, Fernando Alonso, não gostava nada de ver os dois carros pratas sempre no topo, fazendo com que as corridas não tivessem graça e acabou afastando o piloto da categoria em 2018. Porém, em 2021 ele voltou a correr e hoje com 42 anos possui um contrato com a Aston Martin até o final do ano de 2026.

Hegemonia alemã


Rosberg comemorando seu título mundial (Foto: Reprodução/Peter J Fox/Getty Images Embed)


Do ano de 2014 até o 2020, somente a equipe alemã ganhou títulos, tanto no campeonato de construtores como no campeonato de pilotos. A maior disputa que existia na época, era entre os próprios pilotos da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, sendo o inglês ganhando seis títulos enquanto o piloto alemão ganhou apenas 1 título. Tirando a disputa interna, a maior briga era pelo terceiro colocado e às vezes pelo segundo a depender de um abandono de algum dos pilotos da equipe alemã.

Fez com que parasse de gostar


Hamilton e Rosberg comemorando o pódio em Abu Dhabi (Foto: Reprodução/Clive Mason/Getty Images Embed)


Em entrevista quando comentou o principal motivo de ter deixado a Fórmula 1 ele disse: “Quando deixei a F1 em 2018, senti que o esporte estava muito previsível, o domínio da Mercedes era demais para eu gostar de estar no esporte”.

Porém, no ano de 2021 as coisas mudaram quando o holandês e atual tricampeão Max Verstappen desbancou o inglês Lewis Hamilton e conquistou o seu primeiro título em uma temporada pra lá de emocionante e bastante polêmica. Agora a hegemonia passou para o piloto da Red Bull que já empilhou três títulos consecutivos e está no rumo para ganhar o tetra.

Lewis Hamilton posta em sua rede social uma mensagem de apoio ao Rio Grande do Sul

Nesta quinta-feira (9), Lewis Hamilton, piloto de Fórmula 1, fez uma publicação nas redes sociais, em solidariedade à população do Rio Grande do Sul, que foi afetada por fortes chuvas e que causou inundações em diversas partes do estado desde a semana passada.

O story de Lewis Hamilton

O piloto heptacampeão postou um story com um vídeo do jornal The Guardian mostrando a situação do Rio Grande do Sul, e ele ainda escreveu: “coração está com todos no Brasil afetados por essa enchente”.


Post do Lewis Hamilton no Instagram (Foto: reprodução/Instagram/@lewishamilton)


Em novembro de 2022, o piloto inglês recebeu o título de cidadão honorário do Brasil por causa da ligação com o país. A homenagem foi motivada devido a celebração de Lewis Hamilton depois de vencer o GP de São Paulo de 2021, no Autódromo de Interlagos. Na corrida, o britânico foi de 10º a 1º  e reproduziu o gesto do tricampeão Ayrton Senna, do qual já declarou ser fã, ele carregou a bandeira do Brasil no carro e no pódio.

Situação do Rio Grande do Sul

Segundo o último boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o estado tem 107 mortos por causa das chuvas. Ainda tem 136 desaparecidos, 374 feridos e 232,6 mil pessoas estão desabrigadas, sendo que 67.563 estão ficando em abrigos e 165.112 estão ficando em casas de parentes e amigos. O governo gaúcho contabiliza 1.482.006 moradores afetados em 428, das 497 cidades do Rio Grande do Sul.

Doação de Verstappen

Na quarta-feira, o piloto holandês doou uma camisa autografada da Red Bull para o “Bazaar For Good”, esta instituição promove leilões e irá doar parte da renda para o Rio Grande do Sul. O bazar foi fundado por uma brasileira que é amiga de Kelly Piquet, que é namorada do tricampeão mundial da categoria.

A camisa do holandês possui detalhes especiais que foram feitas para o GP de Miami. Nos lados da roupa é possível ver a bandeira dos Estados Unidos.

O “Bazar for Good” acontece em Miami, a meta é arrecadas aproximadamente 500 mil dólares em leilões de peças raras e exclusivas para doações. Parte do lucro irá para o Rio Grande do Sul.

Lewis Hamilton fala sobre a longevidade na Fórmula 1

Com 39 anos Lewis Hamilton parece distante de uma aposentadoria da Fórmula 1. O piloto tem dois anos de contrato com a Ferrari, que começa em 2025, quando completa 40 anos de idade, o heptacampeão afirmou que parar de correr na categoria não é algo no horizonte dele.

Ida de Hamilton para a Ferrari

Nunca pensei que chegaria aos 40 anos. Tenho quase certeza de que disse que não faria isso. Mas a vida é uma viagem tão louca. Não me sinto com 40 anos. Geralmente me sinto ótimo”.

Na scuderia, o britânico irá assumir o lugar de Carlos Sainz. O espanhol negociava a renovação de seu contrato com a equipe desde o final de 2023, porém, as conversas foram interrompidas. O outro piloto da Ferrari, Charles Leclerc, teve o seu contrato multianual anunciado, a duração não foi revelada.

Na última semana, Fernando Alonso renovou o contrato com a Aston Martin por mais duas temporadas. Piloto mais velho do grid, o espanhol terá 45 anos no final de 2026.

Hamilton fala: “não sou piloto mais velho aqui. Ainda vou correr por algum tempo, então é bom que (Alonso) ainda esteja por aí. Fernando é um dos melhores pilotos que tivemos no esporte, então ele continuar aqui e continuar a ter a produção que tem mostra o que é possível. E mostra a nova era do atleta, o que o corpo humano pode fazer e continuar fazendo se você nutri-lo”.



O britânico não vence um GP de Fórmula 1 há dois anos, desde 5 de dezembro de 2021, no GP da Arábia Saudita. A temporada em branco tornou-se algo inédito na carreira de Hamilton em 2022, porém, esse feito se repetiu em 2023, ano em que a Mercedes também não venceu depois da insistência inicial no conceito de “zeropod”.

Hamilton com a Mercedes

O jejum sem vitória segue em 2024. Nas quatro primeiras corridas da temporada, Lewis atingiu a melhor colocação no GP do Bahrein, quando ficou na sétima colocação. O heptacampeão chegou a abandonar a corrida na Austrália e ainda afirmou não esperar evolução na Mercedes durante o ano.

O britânico está na Mercedes desde 2013, depois de começar a carreira na Fórmula 1 pela McLaren. No time alemão, Hamilton conquistou seis títulos, disputou 222 GPs, com 82 vitórias, 78 pole positions e 148 pódios.

Hamilton abandona GP da Austrália após problemas no veículo 

O heptacampeão, Lewis Hamilton, mencionou ter tido “um dos piores treinos’’ na sexta (22), véspera do GP da Austrália. Durante a corrida que ocorreu na madruga de sábado, o piloto precisou abandonar a corrida na 17ª volta por problemas no veículo da Mercedes. 

Hamilton e Mercedes passam problemas no GP

 Hamilton começou a corrida na 11ª colocação após ficar fora do Q3 e rapidamente subir duas posições, após algumas voltas Hamilton teve que fazer uma parada nos boxes para testar novos pneus. Durante a volta de número 17 o motor apresentou uma falha que fez com que ele parasse de funcionar.


Veiculo de Lewis na mercedes (Foto: reprodução/ Mercedes/ Amg F1 Team)

A situação da Mercedes se alarmou ainda mais na última volta, onde o britânico George Russell e o segundo representante da marca virou o carro após uma batida e teve que abandonar a corrida. Russell estava na sétima colocação. 

Decepção na equipe

Após mais um resultado decepcionante, Lewis mencionou sua insatisfação com a equipe em uma entrevista à “Band” onde diz que a temporada será difícil e que não enxerga uma possível evolução em Suzuka, próximo GP que tentará início há duas semanas.


Lewis Hamilton durante o Grand Prix da Austrália (Foto: reprodução/Getty Images embed)


Em mesma entrevista, ele releva sensação quando teve que abandonar a corrida: 

Não senti (a falha da unidade de potência). Simplesmente funcionou de uma só vez. Eu não senti isso chegando. Definitivamente frustrante porque era tão cedo na corrida que estava aberto para poder progredir e com uma estratégia diferente para todos, mas essas coisas acontecem”

A F1 terá seu retorno no dia 7 de abril, no GP do Japão, a corrida será no circuito de Suzuka, válido como a 4° etapa da temporada de 2024. 

Depois de seção agitada, Alonso lidera segundo treino livre da F1

Após uma sessão que surpreendeu muitos, Fernando Alonso, piloto da Aston Martin, liderou a segunda sessão de treinos livres da Fórmula 1. O piloto, surpreendentemente, superou Max Verstappen, que vinha demonstrando um ritmo dominante durante a primeira sessão de treinos.

Alonso mostrou velocidade durante todo o decorrer do treino; porém, outra surpresa para os espectadores foi a velocidade de Sergio Pérez na primeira metade do treino, em que chegou a liderar. Contudo, logo foi superado pelo piloto espanhol Alonso.

Equipes priorizam pneus macios e médios

Nesse treino, as equipes priorizaram o uso dos pneus macios e médios, uma vez que as condições semelhantes àquelas em que a classificação será disputada levaram as equipes a priorizarem um tipo específico de setup.

Outro piloto que se destacou foi o inglês da Mercedes, George Russell, que ficou em segundo na sessão e mostrou que a Mercedes tem velocidade para brigar por posições mais à frente neste fim de semana.


Tabela de classificação do treino livre 2 (Foto: reprodução/Instagram/@f1)

No entanto, a sessão não foi agitada apenas pelos resultados surpreendentes. O tráfego se mostrou um problema entre os pilotos; um exemplo claro disso foi Lewis Hamilton, que foi investigado por andar lentamente na frente de Carlos Sainz e por quase colidir com Logan Sargent. O piloto inglês foi punido com uma multa de 15 mil euros.

Outro problema visto durante o treino foi quando Charles Leclerc teve que passar reto em uma curva para dar lugar a Alonso, que, naquele momento estava iniciando uma volta rápida. Outro quase incidente mais grave foi observado quando Russell quase colidiu com Yuki Tsunoda. Tudo isso em uma pista que se caracteriza por sua alta velocidade e um grande número de curvas cegas.

O foco agora está no último treino livre

Após esse treino, no entanto, o foco das equipes passou a ser no terceiro treino livre, que deve ocorrer ainda hoje mais tarde. Lá, as equipes devem testar os ajustes finais antes da qualificação, na qual Max Verstappen é considerado o grande favorito para a pole.

Mercedes divulga último modelo que Lewis Hamilton irá pilotar

A Mercedes lançou, nesta quarta-feira (14), o último carro que Lewis Hamilton dirigirá na sua temporada pela equipe alemã. O modelo W15 será utilizado por Hamilton e George Russell na F1 2024. Assim como os últimos modelos da Mercedes, o W15 será também preto, porém com o bico prateado.

Modelo W15

Desde 2022 sem levar nenhuma premiação, o W15 é a nova chance da Mercedes voltar a ganhar. O chefe da equipe, Toto Wolff, disse que os dois últimos anos foram necessários para que a Mercedes pudesse se reinventar e que a equipe sabia que em algum momento os campeonatos se tornaram mais desafiadores. “Acho que os últimos dois anos foram necessários para que nós nos reajustássemos, recalibrássemos e reinventássemos em certas áreas. Nenhuma equipe esportiva venceu todos os campeonatos de que participou. Isso é apenas um fato. Sabíamos que chegaria um momento em que as coisas se tornariam mais desafiadoras, e isso foi o que aconteceu em 2022 e 2023. Mas isso também significa que você é obrigado e mudar sem jogar fora o que há de bom no time”, afirmou Toto.

A Mercedes escolheu trazer a icônica cor prata com a tradicional cor preta em seu novo modelo W15. O bico metálico do automóvel homenageia os 90 anos do Flechas de Prata. Toto Wolff afirmou que o prateado com preto se tornou, ao longo das temporadas, uma identidade para a Mercedes. “O peso é um fator crucial nesta atual geração de carros. Sabíamos que, assim que estivéssemos em condições de fazer, traríamos de volta o Mercedes prateado para acompanhar o preto que se tornou um pilar da identidade do nosso time. A pintura reflete verdadeiramente quem somos como equipe”, disse Wolff.


Mercedes divulga último carro que Lewis Hamilton pilotará pela equipe (Foto: reprodução/ GE)

Despedida de Hamilton

Anunciado como contratado da Ferrari para 2025, o heptacampeão Lewis Hamilton irá dirigir o W15 na sua última temporada pela equipe alemã. O piloto já ganhou seis Mundiais de pilotos, 82 vitórias, 78 pole positions e 148 pódios desde 2013, quando a parceria de Hamilton e Mercedes começou.

George Russell, companheiro de equipe de Hamilton, em 2024, comemora seu terceiro ano com a Mercedes. Russell ganhou sua primeira corrida e a última vitória da Mercedes na F1 no GP de São Paulo 2022, em dobradinha com o heptacampeão.

Hamilton relembra sonho de infância em ser piloto pela Ferrari

Hamilton teria mencionado planos de construir sua trajetória na equipe da Ferrari em 2015, o diálogo com o heptacampeão foi exposto por Matt Bishop, antigo diretor de comunicação da McLaren e da Aston Martin. Hamilton se unirá à escuderia de Maranello a partir de 2025.

Sonho de infância

A transferência de Lewis Hamilton para a Ferrari na temporada da Fórmula 1 de 2025 irá realizar um antigo anseio do piloto, que teria expressado o desejo de finalizar sua carreira na equipe há nove anos. Essa afirmação de Matt Bishop, ex-responsável pela comunicação da McLaren e da Aston Martin.

Em uma coluna publicada nesta terça-feira (6), o jornalista divulgou excertos do diálogo com Hamilton, na época bicampeão, após o GP do Japão de 2015. O heptacampeão teria dito que às vezes sente que permaneceu por demasiado tempo em um lugar e precisa de mudanças, nessa entrevista ele teria dito que um dia gostaria de pilotar pela equipe da Ferrari, que seria uma excelente maneira de encerrar sua carreira.

Ao abordar a mudança para a equipe de Maranello, prevista para 2025, Hamilton enfatizou o seu sonho de infância de pilotar pelo escarlate da Ferrari. Ele assinará um contrato de dois anos, com a opção de extensão por mais uma temporada, e um salário anual de 100 milhões de dólares.


Lewis Hamilton pilotará pela Ferrari em 2025 (reprodução/Instagram/@lewishamilton)

O piloto terá a possibilidade de contribuir ativamente para o desenvolvimento do carro italiano antes das alterações no regulamento dos motores, em 2026, ele disse que se sente extremamente afortunado, depois de ter alcançado grandes conquistas com a Mercedes e agora realizar seu grande sonho de infância.

Na Ferrari, Hamilton substituirá Carlos Sainz, que declarou não guardar ressentimentos da equipe após o anúncio da sua saída, o espanhol é o mais recente vencedor de GPs pela Ferrari na Fórmula 1. Quando estrear pela equipe de Maranello, já aos 40 anos de idade, Lewis Hamilton competirá ao lado de Charles Leclerc, cujo contrato foi recentemente renovado em um acordo plurianual.

Conquistas de Hamilton

Hamilton deixou a McLaren rumo à Mercedes em março de 2013, em uma mudança controversa devido à situação da equipe alemã, na época, a equipe de Brackley estava no meio do pelotão. Desde então, ele conquistou seis títulos mundiais de pilotos em 222 GPs, 82 vitórias, 78 pole positions e 148 pódios. Além disso, o heptacampeão foi uma figura crucial na conquista de oito títulos mundiais de construtores.

A F1 retorna em 2 de março de 2024 com o GP do Bahrein, sendo a primeira de 24 etapas na maior temporada da história da categoria. Na temporada de 2024, o Cartola Express também incluirá a Fórmula 1, possibilitando a escalação dos principais pilotos a partir de 25 de fevereiro.

Hamilton pode se tornar o atleta mais bem pago da F1 em 2025

Na última quinta-feira (1), a equipe de automobilismo italiana anunciou a contratação do heptacampeão Lewis Hamilton para o ano que vem, num acordo multianual, sem duração divulgada. O piloto terá rendimentos de quase 500 milhões de reais por temporada, mais do que o dobro do que a Ferrari estava disposta a pagar quando fez contato em maio de 2023, segundo o jornal Daily Mail. O objetivo será reconquistar o Campeonato Mundial e estabelecer um novo recorde de títulos, ultrapassando o alemão Michael Schumacher, aposentado desde 2006.

Os mais bem pagos da F1

Conforme o ranking da Forbes, no último ano de corridas, Max Verstappen foi quem mais recebeu financeiramente. O competidor holandês da Red Bull Racing lucrou 70 milhões de dólares, com o salário e bônus. Em segundo, com 55 milhões, aparece justamente Hamilton, pela Mercedes. Completando o top-5 estão Fernando Alonso (Aston Martin) com 34 milhões, Sérgio Perez (Red Bull Racing) com 26 milhões e Charles Leclerc (Ferrari) com 19 milhões.


Primeira foto de Hamilton como piloto da Mercedes, em fevereiro de 2013 (Foto: reprodução/GE)

Por que rescindir com a Mercedes

O vínculo com a equipe Mercedes ia até o final de 2025, entretanto houve a rescisão. Dentre os motivos para a troca, destacam-se dois: o primeiro está relacionado ao “zeropod”, um conceito falho no carro da alemã octacampeã. Em 2023, a empresa não venceu nenhuma corrida, o que não ocorria desde 2011. A última conquista de Lewis foi no GP da Arábia Saudita de 2021, a maior seca de triunfos da sua carreira na principal categoria do automobilismo mundial.

A outra causa para a substituição está ligada ao novo regulamento de motores da F1 a partir de 2026. O Conselho Mundial de Automobilismo da FIA aprovou a introdução de tecnologia nova nas unidades de potência e de combustíveis sintéticos sustentáveis, com a meta de oferecer benefícios aos motoristas e chegar a emissões zero de carbono em 2030. A montadora italiana estaria mais alinhada a essas novidades.

Campeão em 2008, 2014, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2020, Lewis Hamilton terá seu gran finale pela Mercedes na temporada 2024. A edição começa no dia 2 de março, no GP do Bahrein, terá 24 etapas, e finalizará no dia 8 de dezembro, no GP de Abu Dhabi, sendo a maior da história.

Saiba quanto será o salário de Lewis Hamilton na Ferrari

Após 11 anos defendendo a Mercedes, a escuderia confirmou na última quinta-feira (1) a saída do heptacampeão mundial Lewis Hamilton para a Ferrari. Porém, a ida do piloto britânico para a nova escuderia está confirmada apenas para 2025, Hamilton continua como piloto titular da Mercedes em 2024.

Após a confirmação de Lewis Hamilton para a Ferrari, a imprensa começou a fazer especulações sobre o salário do piloto na Ferrari. Hamilton faturava na Mercedes cerca de £ 50 milhões por temporada.


Leclerc e Hamilton na escuderia Ferrari (Foto: reprodução/Veja)

Confira quanto Hamilton vai lucrar na Ferrari

De acordo com o Mail Sport, acredita-se que o piloto irá ganhar cerca de £ 40 milhões por temporada na Ferrari. Como a Ferrari estendeu o vínculo de Leclerc, a escuderia teria oferecido o mesmo valor a Hamilton, que disse que a sua ida para a Ferrari é um desejo pessoal do ídolo Ayrton Senna, além da insatisfação com os maus resultados da Mercedes nos últimos anos.

“Tive 11 anos maravilhosos com esta equipe e estou muito orgulhoso do que alcançamos juntos. A Mercedes é parte da minha vida desde os 13 anos de idade. Foi um lugar onde eu cresci, então tomar a decisão de sair foi uma das mais difíceis que eu já tive que tomar. Mas é o momento certo para dar esse passo e estou animado com a possibilidade de um novo desafio. Serei para sempre grato pelo apoio da família Mercedes”, afirmou Hamilton ao site oficial da Mercedes.

Trajetória de Hamilton na Mercedes

Lewis Hamilton chegou na Mercedes em 2011 e conquistou incríveis sete títulos na Fórmula 1, sendo um dos maiores campeões ao lado de Michael Schumacher.

Em 2008, Hamilton conquistou seu primeiro troféu na Fórmula 1, na época, o piloto defendeu a escuderia da McLaren, porém o motor do carro dirigido por Hamilton era da Mercedes.

Lewis Hamilton é anunciado como piloto pela Ferrari em 2025

A Fórmula 1 presencia a mais significativa mudança desde Senna em 1994. A transferência do heptacampeão da Mercedes para a icônica equipe italiana da Ferrari surpreende a principal categoria do automobilismo global e inscreve o 1º de fevereiro de 2024 na memória do esporte.

Marcante mudança de Senna para a Williams

Há pouco mais de três décadas, uma notícia abalava profundamente o universo da Fórmula 1, em 11 de outubro de 1993, Ayrton Senna foi finalmente revelado como piloto da Williams. Naquela época, foi a união do piloto mais destacado daquela era com a melhor equipe, detentora dos melhores carros nas temporadas anteriores, os FW14 e o FW15, concebidos pelo mago Adrian Newey, apelidados de veículos extraterrestres pelo próprio tricampeão, que então competia pela McLaren.

No entanto, as mudanças regulamentares para 1994 e a proibição de dispositivos eletrônicos tornaram o FW16 praticamente incontrolável. Infelizmente, o casamento terminou tragicamente, com Senna perdendo a vida após o acidente em Imola, na Itália.


Lewis Hamilton (Foto: reprodução/Instagram/@lewishamilton)

Para análise, concentremo-nos no impacto do anúncio de Senna na Williams, que foi uma verdadeira revolução na época. Em uma era sem internet, a união do melhor piloto com o melhor carro causou uma comoção tremenda. Agora, em 2024, somos testemunhas de uma transferência capaz de superar esse impacto na F1 e de eternizar o dia 1º de fevereiro de 2024 na história da categoria.

Anúncio da Ferrari

A Ferrari surpreendeu ao anunciar a contratação de heptacampeão Lewis Hamilton para a temporada de 2025. Assim, presenciaremos a fusão do melhor piloto da história com a maior equipe da categoria, mesmo que ambos não estejam no auge de suas performances na F1. Em um comunicado sucinto, a escuderia italiana revelou um contrato multianual, indicando que Hamilton permanecerá em Maranello por, no mínimo dois anos.

A notícia abalou a F1 deixando os fãs perplexos ao longo do dia conforme mais detalhes sobre o acordo eram revelados. A surpresa foi tamanha que até a Mercedes foi pega de surpresa, realizando uma reunião de emergência para anunciar a saída de Hamilton. Toto Wolff, o chefe da equipe alemã, participou por videoconferência devido à sua ausência na sede em Brackley, na Inglaterra.

Comunicado da Mercedes

O comunicado da Mercedes revelou detalhes incomuns, indicando que Hamilton acionou a cláusula de liberação no contrato em agosto do ano passado. Isso evidência que o contrato inicialmente anunciado em 2023 como um acordo de um ano com opção de renovação por mais um ano foi modificado, sugerindo que os dirigentes não ficaram completamente satisfeitos com a surpresa apresentada pelo heptacampeão mundial.

Outros pontos relevantes neste dia marcante incluem o investimento da Ferrari para concretizar o antigo desejo de ter Lewis Hamilton como piloto. Acredita-se que o inglês se tornará o piloto mais bem pago da Fórmula 1, superando Max Verstappen. O acordo foi conduzido por John Elkann, CEO da Exor, fundo de investimento da família Agnelli que controla a Ferrari.


Lewis Hamilton com a bandeira do Brasil (Foto: reprodução/Instagram/@lewishamilton)

Além disso, há um sólido projeto técnico liderado por Frédéric Vasseur, chefe da equipe, que envolve a substituição de peças-chave na estrutura do time. A Ferrari contratou Loic Serra, ex-diretor de desempenho da Mercedes, no ano passado, embora ele só possa começar a trabalhar na equipe italiana em 2025, justamente no ano da chegada de Hamilton.

Todos esses elementos convenceram Hamilton a deixar a zona de conforto da Mercedes, onde esteve por 11 anos. Na Ferrari, ele será colega de equipe de Charles Leclerc, que acabou de renovar seu contrato. O heptacampeão, próximo do fim de sua carreira, pode atuar como mentor indireto para o jovem piloto, especialmente em aspectos psicológicos.