Exposição no Palácio de Buckingham celebra a era eduardiana

Em abril deste ano, o Palácio de Buckingham, um dos ícones da monarquia britânica, abrirá suas portas para uma exposição imperdível sobre a era eduardiana, intitulada ‘The Edwardians: Age of Elegance’.

A mostra, que ficará aberta até 23 de novembro, trará mais de 300 itens raros e valiosos, que refletem o estilo e a vida de dois casais reais: o rei Edward VII e a rainha Alexandra, e o rei George V e a rainha Mary. Esses monarcas ficaram conhecidos não só pela sua influência política, mas também pelo gosto refinado e pelo papel de destaque no mundo da moda, arte e cultura.

Contexto histórico e a transição para a modernidade

A era eduardiana, que teve seu auge no início do século XX, foi marcada por grandes transformações sociais, políticas e culturais. Durante o reinado de Edward VII, filho da rainha Vitória, a Grã-Bretanha vivia um período de prosperidade e glamour, ao mesmo tempo, em que se aproximava das mudanças do mundo moderno e dos conflitos que precederam a Primeira Guerra Mundial. 

Pintura Rainha Alexandra, 1908 (Foto: reprodução/Royal Collection Enterprises Limited 2024/Royal Collection Trust/François Flameng)

A curadora Kathryn Jones, responsável pela exposição, destaca que este foi um período de transição, em que as novas tendências tecnológicas e sociais começaram a moldar o futuro da monarquia britânica.

A era eduardiana é vista como uma era de ouro de estilo e glamour, o que de fato foi, mas há muito mais para descobrir abaixo da superfície. Este foi um período de transição, com a Grã-Bretanha à beira da era moderna e a Europa se aproximando da guerra. Nossos casais reais viveram vidas luxuosas, sociáveis ​​e aceleradas, adotando novas tendências e tecnologias”.

Moda, joias e arte

Um dos maiores atrativos da exposição são as peças de moda e joias que marcaram a época. Entre os destaques estão o famoso colar de Dagmar, presente de casamento da rainha Alexandra; e o colar Love Trophy, da rainha Mary, que será exibido pela primeira vez. Também será possível admirar a cigarreira azul, decorada com uma cobra de diamantes, que Edward VII recebeu de uma amante em 1908, além de um luxuoso estojo Cartier, também inédito, feito de cristal e adornado com diamantes e rubis.

Colar de Dagmar, presente de casamento do então rei da Dinamarca para Alexandra (Foto: reprodução/Royal Collection Enterprises Limited 2024/Royal Collection Trust)

Além dos itens de joalheria, a exposição inclui retratos e pinturas que revelam os estilos da época, além de obras de artistas renomados como Carl Fabergé, que terá mais de 20 peças expostas. O design têxtil, a poesia e o ativismo de William Morris também estarão representados, assim como o movimento Art Nouveau, que floresceu na época.

Mundo através dos olhos da realeza

A exposição também oferece uma visão única das viagens e experiências internacionais dos casais reais. Como pioneiros, Edward VII, Alexandra, George V e Mary foram os primeiros membros da realeza britânica a viajar para destinos distantes em todos os continentes. A curadoria reflete essas jornadas mediante fotografias, presentes recebidos e objetos que marcaram essas vivências. 

A riqueza cultural das viagens foi registrada por meio de itens colecionados e memórias pessoais que foram fundamentais para a formação do legado de ambos os casais.

Rei Edward VII, então príncipe de Gales, em quadro de 1864 (Foto: reprodução/Royal Collection Enterprises Limited 2024/Royal Collection Trust/Franz Xaver Winterhalter)

Fim de uma era e o impacto da guerra

A era eduardiana, repleta de luxo e sofisticação, chegou ao fim com o início da Primeira Guerra Mundial, que alterou drasticamente o panorama social e político da Grã-Bretanha. 

A exposição não se limita apenas ao glamour da época, mas também aborda as mudanças trazidas pelo conflito, incluindo fotografias de Olive Edis e uma pintura de Frank O. Salisbury, que documentam o período da guerra e seus efeitos na família real.

Ao final do conflito, uma nova monarquia mais moderada e adaptada ao século XX surgiria, mais contida e obediente”, contextualiza o comunicado da exposição, destacando a transformação da monarquia britânica após os horrores da guerra.

Viagem no tempo através da realeza

Com itens pessoais, peças de colecionadores e objetos de grande valor histórico, a exposição no Palácio de Buckingham promete ser uma imersão no luxo e na elegância que definiram a era eduardiana. Para quem deseja entender mais sobre esse fascinante período da história da Grã-Bretanha, “The Edwardians: Age of Elegance” oferece uma oportunidade única de explorar os gostos, estilos e memórias que moldaram a vida de dois dos casais reais mais influentes da história britânica.

Fontes apontam tentativa de reconciliação por parte de Harry com William

O príncipe Harry, de 39 anos, recentemente viajou para o Reino Unido para visitar o pai, Rei Charles III, que fora diagnosticado com câncer. E em meio a essa visita, foram geradas especulações sobre como anda o relacionamento do irmão com o príncipe William.

Uma fonte próxima dentro do Palácio de Buckingham afirmou que Harry vem tentando uma reconciliação com o irmão mais velho, com quem até chegou a tentar contato antes de viajar, mas parece que a agenda estava incompatível, pois o Príncipe de Gales está dando prioridade para a recuperação da esposa, Kate Middleton, que recentemente fez uma cirurgia abdominal.

Há algo mais escondido nessa história

No entanto, ainda assim, a autora da biografia de Charles III: The Heart of a King, Catherine Ryder, disse à Revista People que era, no mínimo, estranho que Harry não fosse visitar a cunhada que passou por uma cirurgia séria e também ver os sobrinhos e sobrinhas. Para ela, há algo mais profundo dentro dessa história.

E que muito disso tem a ver com a biografia do Duque de Sussex, que revela sobre os bastidores da família real, acabando por abalar o futuro Rei.


William e Harry (Foto: reprodução/Getty Images Embed)


A fonte também disse que a visita de Harry ao pai durou cerca de 30 minutos, e que a Rainha Camilla se esforçou muito para estar presente na sala. Afirma que o Rei adoraria que os filhos voltassem a ser amigos mas que também entende que isso não aconteceria tão cedo.

Quem também deu sua opinião foi outro biógrafo oficial da realeza, Robert Lacey.

 “Tudo isso tem a ver com o desejo de William de proteger a instituição da monarquia, na qual ele sente que não se pode confiar em Harry. Não acho que William jamais concordará com a readmissão de Harry na família, a menos que ele se desculpe claramente e siga em frente”.

Inveja e ciúmes

Fontes próximas afirmam que houve ciúmes e inveja por parte do príncipe William em relação ao irmão mais novo com o sucesso dos jogos Invictus que foram recentemente liderados por ele no Canadá.


Príncipe Harry e Meghan Markle (Foto: reprodução/Getty Images Embed)


Um jornalista britânico chegou a comentar sobre a competição esportiva e que esse é o “projeto de paixão número um” de Harry, e aproveitou para mencionar o quanto isso impactou William. “Tem tido muito sucesso desde o seu início“, disse. “Acho que William ficou surpreso com o quanto isso foi um sucesso, e quanto dinheiro estava sendo investido nisso e quantos governos estavam se envolvendo“, completou.

Os Jogos Invictus foram estabelecidos em 2014 pelo Príncipe Harry, enquanto atuava como patrono da Fundação Real do Duque e da Duquesa de Cambridge, juntamente com o Príncipe William e Kate Middleton. Após seu casamento com o Príncipe Harry em 2018, Meghan tornou-se a quarta patrona da organização.

 

Após ser diagnosticado com câncer, Rei Charles III responde bem ao tratamento

A revista americana “People” publicou, nesta quarta-feira (6), atualizações sobre o estado de saúde do Rei Charles III. As informações foram compartilhadas pela biógrafa oficial da família real britânica, Sally Bedell Smith. O monarca foi diagnosticado com câncer no início de fevereiro e, apesar do afastamento desde então, continua cumprindo com alguns dos compromissos reais.

Smith revela que todos se sentem instáveis no momento, comentando que há muitas incertezas em volta da monarquia no momento. “Apesar de terem revelado que ele tem um tipo de câncer, isso não acabou com as especulações sobre a gravidade de sua doença”, diz a biógrafa.


Foto: Rei Charles III acena para o público e jornalistas após diagnóstico de câncer (Foto: reprodução/Reuters)

Segundo uma fonte próxima, há uma preocupação constante sobre o estado de saúde do rei, apesar dele estar respondendo bem ao tratamento contra a doença e continuar cumprindo com seus deveres reais “por trás das câmeras”.

Longe do olhar público

A conta oficial da família real no Instagram publicou, nesta quarta-feira (6), fotos do monarca participando de audiências presenciais e por videochamadas no Palácio de Buckingham, em Londres. Uma das reuniões realizadas contou com a presença do embaixador da República Islâmica da Mauritânia, Samba Mamadou Ba.



Além disso, após assumir o lugar de Rei Charles III nos compromissos públicos, a Rainha Camila decidiu, no último domingo (3), dar uma pausa no comando do cargo real e deve se manter em férias até a próxima semana, voltando no dia 11 de março, segundo a revista “L´Officiel”.

Falta de transparência

Bedell Smith comenta à “People” que há uma abertura do rei ao público em relação ao seu estado de saúde e que o cenário atual não favorece a monarquia. “[Charles] é o cabeça do Estado e existem implicações constitucionais”, diz a fonte.

Apesar das especulações, o câncer de próstata já foi descartado. Segundo a revista estadunidense, há uma grande demanda por maior transparência em relação aos assuntos da família real britânica.

Sumiço de Kate Middleton dá lugar a questionamentos e desafios da monarquia britânica

Os amantes da monarquia britânica encheram a internet com boatos e suposições sobre o sumiço de Kate Middleton. Os boatos só cessaram após um dos representantes do palácio falar sobre a duquesa estar se recuperando de uma cirurgia abdominal que realizou em janeiro. 

Segundo a declaração, o Palácio de Kensington afirmou que deixou claro o cronograma de recuperação da princesa e que só dariam atualizações importantes sobre o estado de saúde dela. 


Foto: Kate Middleton em evento (reprodução/ Jordan Pettitt-WPA Pool/ Getty Images)

Após a cirurgia de Kate, um novo pronunciamento foi dado à imprensa, dizendo que a princesa preferiu que suas informações médicas fossem mantidas em sigilo. Deixando um mistério sobre a cirurgia. A nota detalhou que Kate permaneceria de 10 a 14 dias internada após a cirurgia. 

A princesa permaneceu 13 dias internada e foi liberada no dia 29 de janeiro, desde então não havia sido vista em público e em nenhuma das suas funções públicas que só devem retornar após a Páscoa.

Sigilo exacerbado

A família real tem sido questionada sobre essa grande montanha de incógnitas que vem sendo construída nos últimos meses. Por exemplo, o tipo de câncer do rei Charles, o assunto que impediu que William ficasse até o final do funeral do seu padrinho.

Alguns historiadores que estudam a família real reclamam do grande sigilo nos documentos do arquivo. Nas redes sociais, aparecem alguns questionamentos sobre a monarquia ser uma família que é sustentada com dinheiro público e ainda assim poderem ocultar muitas das informações que deveriam ser públicas.

Distância entre as gerações 

O abismo entre a monarquia e a nova geração da nação britânica faz com que os jovens não se interessem por assuntos referentes à família real. Desde a morte da rainha Elizabeth II, muitos se questionam sobre o futuro da monarquia. 

A falta de rostos joviais e que se aproximem da juventude britânica preocupa muitos dos pesquisadores focados na monarquia. Eles se perguntam como os membros atuais farão essa ponte com os jovens.