Depois de ataque em ponto de distribuição de água, famílias tentam sobreviver em Gaza

Várias crianças morreram neste domingo (13) após um bombardeio israelense atingir um ponto de distribuição de água no centro da Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas, ao menos 139 corpos foram levados a hospitais nas últimas 24 horas. Ainda há vítimas sob os escombros, e o número elevado de mortes no domingo segue uma série de fatalidades que já estavam acontecendo, principalmente no sábado.

Famílias com recursos escassos

Muitas famílias em Gaza enfrentam dificuldades de acesso à água potável. A família al-Manasra é uma delas. Todos os dias, eles caminham até um ponto de distribuição, semelhante ao local onde oito pessoas morreram no domingo em um ataque que, segundo o exército israelense, não atingiu o alvo pretendido.

Instalados em um acampamento improvisado próximo aos escombros de um edifício destruído na Cidade de Gaza, os membros da família al-Manasra relatam que seus filhos já apresentam sintomas como diarreia e doenças de pele. A falta de combustível também comprometeu os serviços de coleta de lixo e tratamento de esgoto, aumentando o risco das doenças.


Reportagem sobre destruição após ataque em Gaza (Vídeo: reprodução/Youtube/Band Jornalismo)

A busca de água para as famílias é cansativa e frequentemente sem sucesso. Na barraca onde vivem, eles fazem o possível para manter a higiene, varrendo o chão. No entanto, a escassez de água impede uma limpeza adequada e em algumas ocasiões, a louça das poucas refeições que conseguem fazer fica sem lavar por dias. Para lidar com a situação, seguem regras rígidas de uso da água, priorizando as necessidades mais urgentes.

Ajuda humanitária

Com 21 meses de conflito, a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes de Gaza passou a depender quase totalmente da ajuda humanitária. 

Especialistas em segurança alimentar já alertam para a ameaça iminente de fome. Após o término do último cessar-fogo, em março, Israel impôs bloqueios e restrições severas à entrada de assistência no território.

Trump defende tarifas e papel global dos EUA

Durante uma coletiva de imprensa realizada na tarde de sexta-feira (27), na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom firme em relação à política comercial e à segurança nacional. Ele reafirmou que o país continuará a impor tarifas a nações que, segundo ele, “se aproveitam dos Estados Unidos”. Trump destacou que essas tarifas estão gerando receitas significativas para o governo e incentivando empresas a retornarem suas operações ao território americano, fortalecendo a economia interna.

Trump faz menção a Otan

O presidente também fez menção à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dizendo esperar que a Espanha e outros membros que ainda não cumprem com o compromisso de aumento nos gastos com defesa passem a contribuir de forma mais significativa nos próximos anos. Segundo ele, os EUA têm arcado com uma parcela desproporcional dos custos da aliança militar e essa situação precisa mudar.

Em relação à economia doméstica, Trump defendeu seu projeto de reforma tributária, chamando-o de “grande e lindo”, e pediu que os impactos positivos das tarifas comerciais — como a geração de receita e a volta de investimentos — sejam levados em conta na sua aprovação. Ele também se posicionou sobre programas sociais importantes, como o Medicare e o Medicaid, garantindo que pretende fortalecê-los, diferentemente, segundo ele, dos democratas, que desejariam enfraquecê-los.

Mais sobre as criptomoedas

Sobre o mercado de criptomoedas, Trump surpreendeu ao afirmar que, embora não invista diretamente em bitcoin, enxerga valor estratégico no desenvolvimento desse setor. Ele afirmou que está empenhado em criar um ambiente favorável para a indústria de criptoativos nos EUA, considerando que essa tecnologia pode reduzir a pressão sobre o dólar e gerar novas oportunidades econômicas.


Criptomoedas (Foto: reprodução/Getty Images Embed/koto_feja)


No cenário internacional, Trump se colocou como um mediador global da paz, mencionando sua atuação em conflitos como os do Oriente Médio, a tensão entre Índia e Paquistão e crises em países africanos. Ele chegou a afirmar que impôs sanções comerciais como forma de dissuadir uma possível guerra entre Índia e Paquistão, que, segundo ele, poderia ter escalado para um conflito nuclear. “Ambos os países têm líderes fortes, e conseguimos chegar a um entendimento”, declarou.

Em relação aos protestos domésticos contra políticas de imigração, Trump criticou o governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmando que a situação no estado estava fora de controle antes da intervenção da Guarda Nacional. Ele afirmou ainda que teria respaldo legal para usar forças militares mais pesadas, se necessário, para restaurar a ordem.

Brasileira que caiu em trilha de vulcão na Indonésia está com resgate interrompido

A família da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que sofreu uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, no sábado (21), comunicou pelas redes sociais que as buscas pela jovem foram mais uma vez suspensas, três dias após o acidente. Até o momento, não há novidades sobre seu paradeiro.

Segundo informações divulgadas pelo perfil “@resgatejulianamarins”, criado por parentes e considerado o canal oficial sobre o caso, as operações de resgate foram interrompidas por volta das 16h no horário local (5h em Brasília), devido às condições climáticas. Ainda de acordo com a família, os trabalhos já estavam programados para interromper ao anoitecer, já que não são realizados durante a noite.

Falta de auxílio

A família de Juliana chegou a expressar preocupação com a possibilidade de que ela não resistisse antes de receber ajuda. O Monte Rinjani, que atinge 3.726 metros de altitude e é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, é um destino bastante procurado por turistas.

Por meio do perfil oficial, os familiares também manifestaram críticas às autoridades locais. Eles relataram indignação com o fato de o parque onde ocorreu o acidente continuar funcionando normalmente, recebendo visitantes, enquanto Juliana permanece desaparecida e sem atendimento adequado.


Informações sobre o vulcão que a jovem caiu durante trilha (Vídeo: reprodução/Youtube/Brasil Urgente)

Segundo o relato, não há qualquer atualização sobre o estado de saúde da jovem, que segue sem acesso a água, comida ou roupas adequadas para se proteger do frio. As buscas já haviam sido interrompidas no domingo (22) devido às condições climáticas adversas, marcadas por intensa neblina que dificultava o trabalho das equipes de resgate.

Informações imprecisas do paradeiro

A família de Juliana Marins contestou informações divulgadas por autoridades da Indonésia e até pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que afirmavam que a jovem já teria recebido suprimentos como comida, água e agasalhos.

De acordo com Mariana Marins, irmã da brasileira, essas informações não são verdadeiras e causaram ainda mais preocupação entre os familiares. Ela explicou que, até o momento, as equipes de resgate ainda não conseguiram alcançar Juliana. Segundo ela, um dos obstáculos seria a falta de cordas com comprimento adequado para acessar o local onde a jovem está, além da visibilidade extremamente baixa na região.

Mariana também denunciou que vídeos divulgados como se mostrassem o momento do resgate, foram na verdade forjados. O embaixador do Brasil na Indonésia reconheceu que inicialmente repassou informações incorretas, baseando-se em relatos imprecisos fornecidos pelas autoridades locais.

Trump diz saber onde Khamenei está escondido e exige rendição do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que sabe onde o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está escondido desde o início do atual conflito com Israel. Embora não tenha revelado a localização, o mandatário alertou que o país persa deve se render imediatamente para evitar novas ações militares.

“Sabemos exatamente onde o chamado ‘líder supremo’ está se escondendo. Ele é um alvo fácil, mas está seguro lá — não vamos eliminá-lo (matar!), pelo menos não por enquanto. Mas não queremos que mísseis sejam disparados contra civis ou soldados americanos. Nossa paciência está se esgotando”, escreveu o presidente em uma publicação na Truth Social.

Logo em seguida, ainda reforçou: “Rendição incondicional!

Israel intensifica ofensiva

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi questionado pela emissora americana ABC News sobre um suposto veto da Casa Branca a uma possível ação direta contra Khamenei. Netanyahu negou: “Há tantas notícias falsas que nunca aconteceram e não vou entrar nesse assunto. Nós fazemos o que precisamos fazer”.

“O Irã quer uma guerra eterna”, acrescentou o premiê israelense. “Tivemos meio século de conflito espalhado por esse regime.”

Na última sexta-feira, ataques israelenses mataram membros da alta cúpula militar iraniana e diversos cientistas envolvidos no programa nuclear do país. Nem Khamenei, nem o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, estavam entre os alvos atingidos.


Donald Trump falando com a imprensa durante a reunião do G7 no último dia 16 (Foto: reprodução/Brendan Smialowksi/Getty Images embed)


Teerã busca cessar-fogo

De acordo com os militares israelenses, o objetivo da ofensiva é eliminar a ameaça representada pelo programa nuclear iraniano e pelos mísseis balísticos do regime.

Enquanto o confronto se intensifica, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, enviou uma mensagem ao governo dos EUA pedindo que Trump interfira para forçar Israel a encerrar os ataques, um apelo que, segundo diplomatas, já circula entre interlocutores internacionais.

Por enquanto, os Estados Unidos não responderam oficialmente ao pedido iraniano. Segundo fontes diplomáticas, a situação segue em ritmo acelerado, com negociações sendo feitas nos bastidores. A expectativa é de que novas declarações sejam feitas nos próximos dias.

Políticos ignoram recomendação do Itamaraty e viajam a Israel

O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de um comunicado divulgado nesta segunda-feira (16), que os prefeitos brasileiros que foram a Israel desconsideraram uma recomendação do Itamaraty para evitarem viagens ao país do Oriente Médio, devido à situação de conflito na região.

Além dos enfrentamentos com o grupo Hamas, que domina a Faixa de Gaza, e com o Hezbollah, baseado no Líbano, Israel também está em confronto com o Irã, após ataques realizados pelo governo de Benjamin Netanyahu contra instalações iranianas.

Autoridades viajaram mesmo sob alertas

Desde outubro de 2023, a Embaixada do Brasil em Israel mantém um alerta orientando que apenas viagens essenciais sejam feitas ao país. Na época, também foi sugerido que os cidadãos brasileiros que já estavam em território israelense considerassem a possibilidade de deixá-lo.

A manifestação do Itamaraty veio após a confirmação de que um grupo composto por 12 autoridades do Brasil deixou Israel com destino à Jordânia, de onde seguirão viagem de volta ao Brasil. O retorno será feito por meio de um voo fretado, com partida prevista da Arábia Saudita.


Nota do Itamaraty sobre autoridades brasileiras que estão em Israel (Foto: reprodução/X/Itamaraty.gov.br)

Segundo a nota divulgada pelo Itamaraty nesta segunda-feira, a retirada das 12 autoridades brasileiras foi viabilizada por meio de uma estreita coordenação entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o chanceler da Jordânia, Ayman Safadi.

Possíveis golpes

A Embaixada do Brasil em Tel Aviv fez um alerta nas redes sociais nesta segunda-feira, orientando os brasileiros que estão em Israel a tomarem cuidado com possíveis golpes divulgados online, que prometem voos de saída do país. A recomendação foi feita devido ao fechamento do espaço aéreo, devido ao conflito com o Irã.

Já o comunicado mais recente, publicado na última sexta-feira (13), reforça que não é recomendável viajar nem para Israel, nem para o Irã. A orientação também pede que os brasileiros que já se encontram nesses países evitem participar de manifestações.

Conheça o líder religioso e político do Irã, Ali Khamenei

Nos últimos dias, ataques conduzidos por Israel contra o Irã resultaram na morte de figuras importantes do regime iraniano. Entre os alvos estariam altos oficiais como Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e considerado o segundo nome mais influente na hierarquia militar do país.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, permanece ileso. Ele ocupa o posto mais alto do poder iraniano há 35 anos.

Quem é Khamenei?

Khamenei concentra em suas mãos tanto a liderança religiosa quanto o controle político do Irã. Ele exerce as funções de chefe de Estado e comandante supremo das Forças Armadas, tendo autoridade máxima sobre todas as decisões de governo e diretrizes nacionais.

Khamenei foi profundamente influenciado pelas ideias do aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da oposição conservadora iraniana durante seu exílio. Com o tempo, aproximou-se do movimento liderado por Khomeini, passando a colaborar ativamente com sua organização e a cumprir missões dentro do Irã. Em junho de 1981, ele foi alvo de um atentado a bomba que resultou na paralisia permanente de seu braço direito. Apenas quatro meses após o ataque, foi eleito presidente da República Islâmica do Irã, recebendo 95% dos votos. Assumiu a presidência aos 42 anos e tornou-se o primeiro religioso a ocupar o cargo, marcando o fortalecimento do poder clerical sobre o Estado.


Conflito entre Israel e Irã (reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Ao longo de mais de 30 anos no comando do Irã, Khamenei enfrentou sucessivas manifestações populares, todas duramente reprimidas. Durante seu governo, manteve uma postura conservadora rígida em relação aos costumes e foi acusado de ordenar assassinatos de opositores no exterior, além de perseguir jornalistas e intelectuais críticos ao regime. Na política externa, uma das principais táticas adotadas foi o apoio financeiro e militar a grupos aliados que atuavam como representantes do Irã em confrontos indiretos com Israel. Em vários momentos, Khamenei declarou publicamente sua intenção de eliminar o Estado israelense.

Revolta do Khamenei

Na noite de quinta-feira (12), o Exército de Israel realizou uma série de ataques contra múltiplos alvos em território iraniano. Explosões foram relatadas em Teerã e em várias outras cidades. Segundo as autoridades militares israelenses, a ofensiva teve como principal objetivo conter o avanço do programa nuclear do Irã.

Em resposta, o governo iraniano ameaçou tanto Israel quanto os Estados Unidos, afirmando que ambos iriam sofrer graves consequências pelo ataque. Ali Khamenei, declarou que Israel enfrentaria “um destino amargo”.

Escalada no Oriente Médio: Irã ataca Israel após bombardeios em Natanz

Em resposta a um bombardeio israelense realizado na quinta-feira (12), que atingiu instalações nucleares e matou altos comandantes militares iranianos, o Irã lançou na sexta-feira (13) uma série de mísseis contra alvos em Israel, elevando a tensão no Oriente Médio e provocando alerta na comunidade internacional.

Bombardeio em Natanz reacende tensão

A crise se intensificou quando Israel atacou centros de pesquisa nuclear em Natanz, cidade no centro do Irã que abriga duas usinas voltadas ao enriquecimento de urânio, etapa crucial para a produção de armas nucleares

O bombardeio resultou na morte do comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, do chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, e de dois cientistas iranianos. Em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como uma “declaração de guerra” e prometeu vingança pela perda de vidas humanas.

Segundo autoridades israelenses, a operação teve como objetivo impedir o avanço do suposto programa nuclear iraniano, que, segundo um oficial das Forças de Defesa de Israel, já teria urânio enriquecido suficiente para a fabricação de armas nucleares.

Domo de Ferro intercepta maioria dos projéteis

A retaliação iraniana veio com o lançamento de mísseis balísticos contra o território israelense. De acordo com o governo de Israel, a maioria foi interceptada pelo sistema de defesa aérea Domo de Ferro (Iron Dome), mas algumas regiões foram atingidas.


Mísseis balísticos atingem Tel Aviv (Vídeo: reprodução/X/@TreyYingst/@Foxnews)


O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, acusou Teerã de ultrapassar “linhas vermelhas” ao mirar em áreas civis. “O Irã ousou disparar contra centros populacionais. Garantiremos que o regime dos aiatolás pague caro por isso”, declarou.

Do lado iraniano, o embaixador Amir-Saeid Iravani afirmou na ONU que os “ataques bárbaros e criminosos” de Israel atingiram infraestrutura civil, zonas residenciais e instalações nucleares.

Ele confirmou 78 mortos e mais de 320 feridos, com “esmagadora maioria” de vítimas civis. Iravani também responsabilizou os Estados Unidos pelos ataques, por fornecerem armas e apoio logístico. “Não esqueceremos que nosso povo morreu por armas americanas”, disse.


Mísseis de Israel atingem áreas civis iranianas (Foto: reprodução/Fatemeh Bahrami/Anadolu/Getty Images Embed)


Escalada militar gera temor de conflito regional

O Irã pediu que o Conselho de Segurança condene Israel e responsabilize o país pelos ataques. Já a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que os mísseis lançados miraram “dezenas de alvos militares e bases aéreas” em solo israelense.

Com a troca de ataques e o endurecimento dos discursos, aumenta o temor de um conflito regional mais amplo. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos diplomáticos e a possibilidade de que a escalada militar entre Israel e Irã ultrapasse os limites da retórica e se torne uma guerra aberta no já instável cenário do Oriente Médio.

Indicações para premiação da Bola de Ouro já tem data definida

No dia 7 de agosto sairão as indicações para a Bola de Ouro 2025 . A cerimônia de premiação acontecerá 22 de setembro, em Paris e contará com a entrega de 13 troféus. Mas, diferente dos anos anteriores, o cronograma foi antecipado, graças à parceria entre a revista France Football e a Uefa.

O evento será realizado no tradicional Teatro Châtelet, onde os principais nomes do futebol mundial serão homenageados. Entre os prêmios que serão entregues estão a Bola de Ouro masculina e feminina, o Troféu Kopa (para o melhor jogador ou jogadora jovem), o Troféu Yashin (para o goleiro ou goleira de maior destaque) e o Troféu Gerd Müller (dado ao maior artilheiro ou artilheira da temporada por clubes e seleções).

Novos troféus para futebol feminino

A cerimônia deste ano também contará com outras importantes premiações, como o Troféu Johan Cruyff, destinado ao melhor técnico ou técnica de clube ou seleção, e o prêmio de Clube do Ano nas categorias masculina e feminina. Outro destaque é o Prêmio Sócrates, que reconhece atletas envolvidos em causas sociais e iniciativas solidárias.

Para 2025, três novas categorias foram adicionadas: o Troféu Yashin feminino (melhor goleira), o Troféu Gerd Müller feminino, e o Troféu Kopa feminino.


Nomes dos indicados serão anunciados dia 7 de agosto (reprodução/X/ballondor)

Os critérios de avaliação deste ano levarão em conta torneios como o Mundial de Clubes, a Eurocopa e a Copa América Feminina. Tradicionalmente, a escolha dos vencedores será feita por um júri composto por 100 jornalistas de países com melhor classificação no ranking da FIFA, que definirão os sucessores de Rodri e Aitana Bonmatí na história da Bola de Ouro.

Critérios de votação

Para a principal premiação, 30 atletas são indicados à Bola de Ouro e seus nomes são submetidos a uma votação. O colégio eleitoral é composto por jornalistas: 100 participam da escolha na categoria masculina e 50 na feminina.

A votação considera representantes dos países que ocupam as 100 primeiras posições no ranking da FIFA para o prêmio masculino, e os 50 primeiros para o feminino. Cada jornalista elabora um ranking com os dez melhores jogadores, atribuindo pontuações de acordo com a posição na lista. O jogador ou jogadora com maior número de pontos recebe o troféu.

Os votantes seguem três critérios principais, organizados por ordem de importância. O primeiro é o desempenho individual e a influência decisiva nas partidas. Em seguida, são levadas em conta as conquistas coletivas ao longo da temporada. Por fim, avaliam-se aspectos como estilo de jogo e espírito esportivo. A análise da carreira completa do atleta, que era um dos parâmetros anteriores, foi excluída a partir da edição de 2024.

Testemunha relata cenário após acidente de avião na Índia

O relato de um morador que afirmou ter presenciado a cena do desastre aéreo que ocorreu Índia nesta quinta-feira (12) chocou as redes sociais. O incidente envolveu a companhia aérea Air Índia e aconteceu logo após a aeronave decolar perto da cidade de Ahmedabad no oeste da Índia.

Relatos sobre a tragédia

O avião era conduzido pela Air India e tinha como destino o aeroporto britânico de Gatwick na cidade de Londres. Autoridades indianas informaram que havia um total de 242 pessoas a bordo, incluindo 232 passageiros e 10 integrantes da equipe de voo. Mais de 50 cidadãos britânicos estavam presentes na aeronave.

Em entrevista, uma testemunha do acidente relatou para a mídia local:

Eu estava em casa quando ouvimos um estrondo enorme. Quando saímos para ver o que tinha acontecido, havia uma nuvem de fumaça espessa no ar. Quando chegamos aqui, corpos e destroços da aeronave estavam espalhados por toda parte”

Testemunha

Modelo Boeing 787-8 Dreamliner e, teria caído em uma área residencial num alojamento de médicos. Ainda não foi divulgado oficialmente o número de pessoas que foram vitimadas pelo acidente envolvendo a aeronave, porém inicialmente autoridades indianas falam até agora de 133 pessoas mortas na tragédia ocorrida no pais do sudeste asiático.

Tripulantes no avião

Segundo a agência de notícias Reuters, entre os ocupantes do avião estavam 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense. Também foi relatado que um ex-ministro da região de Gujarat estava na aeronave no momento do ocorrido. Foram enviadas equipes de resgate ao local para acolherem dos feridos e possíveis sobreviventes do acidente aéreo.


Localização onde ocorreu o acidente aéreo. (Foto: reprodução/X/@ReutersAsia)

Até agora não se sabe os motivos que levaram a queda do avião segundos após a decolagem, sendo então agora as causas sendo investigadas pelas autoridades indianas. As suspensões de todos os voos em Ahmedabad foram emitidas logo após o acidente acontecer na região.

Greta Thunberg denuncia sequestro no mar por forças israelenses

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 22 anos, afirmou nesta semana ter sido sequestrada por forças israelenses em águas internacionais enquanto participava de uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. A jovem fazia parte da tripulação de um pequeno navio com 12 pessoas a bordo, organizado pela Freedom Flotilla Coalition (FFC), que tentava entregar uma carga simbólica de ajuda humanitária e denunciar a crise em Gaza. 

Em vídeo publicado no Instagram, Thunberg declarou: “Meu nome é Greta Thunberg e sou da Suécia. Se você está vendo este vídeo, é porque fomos interceptados e sequestrados em águas internacionais pelas forças de ocupação israelenses, ou forças que apoiam Israel. Peço que meus amigos, família e camaradas pressionem o governo sueco para nos libertar o mais rápido possível”.

Interceptação e deportação

A embarcação foi interceptada ainda na manhã de segunda-feira (9), segundo informações do grupo FFC. A ativista foi levada para o porto de Ashdod, em Israel, e posteriormente transferida para o aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. O Ministério das Relações Exteriores de Israel, em nota, ironizou a ação, classificando o barco como um “iate de selfie”.

“Thunberg acaba de deixar Israel em um voo para a Suécia (via França)”, informou o ministério na manhã de terça-feira (10), divulgando uma foto da ativista sentada em um avião.


Greta Thunberg deixa Israel. (Foto: reprodução/X/@IsraelMFA)

Acusações de ilegalidade

Ao desembarcar no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, Thunberg reafirmou que o ato constituiu um sequestro ilegal: “Fomos sequestrados em águas internacionais e trazidos contra a nossa vontade para Israel, onde fomos mantidos no fundo do barco sem poder sair”.

A FFC exige a libertação imediata de todos os detidos.

Contexto e críticas

Greta destacou que a verdadeira questão vai além da sua detenção: “O que está acontecendo em Gaza é um genocídio, com uma fome sistemática causada pelo cerco e bloqueio israelense”.

As autoridades israelenses informaram que ativistas que se recusarem a assinar documentos de deportação serão levados à justiça para autorização formal da deportação, conforme a legislação local.

Desde que Israel lançou sua campanha militar em Gaza, em resposta ao ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 — que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 sequestrados —, ao menos 54.927 pessoas foram mortas no território, segundo o ministério da Saúde controlado pelo Hamas.