NASA envia dois telescópios para buscar respostas sobre o Sol e início do Universo

Na última terça-feira (11), dois telescópios decolaram em direção ao espaço: SPHEREx e PUNCH. Eles são diferentes entre si, mas, no fundo visam a mesma coisa, compreender um pouco mais o nosso lar e a nossa trajetória até aqui. Parece coisa de filme de ficção científica, mas, na verdade, é isso que está sendo tentado pela NASA com suas novas missões espaciais.

SPHEREx: foco no Universo

Se pudéssemos voltar no tempo e assistir ao nascimento das estrelas, à formação das galáxias e ao surgimento dos ingredientes essenciais para a vida, talvez compreendêssemos melhor como viemos parar aqui. O SPHEREx foi criado justamente para isso.

Ele é um telescópio que não vai mirar em um único ponto do céu, mas sim escanear o espaço inteiro, coletando informações sobre mais de 450 milhões de galáxias e 100 milhões de estrelas da nossa Via Láctea.

O que ele procura? Água congelada, moléculas de carbono, sinais de elementos que um dia podem ter se juntado para formar planetas como a Terra. “Sempre que olhamos para o céu de uma nova maneira, descobrimos algo novo”, diz Jamie Bock, um dos cientistas do projeto.

A ideia é simples: quanto mais soubermos sobre como os elementos da vida surgiram e se espalharam pelo espaço, mais poderemos entender de que forma planetas habitáveis, como o nosso, se formam.


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Borda de uma região próxima, jovem e formadora de estrelas, chamada NGC 3324 na Nebulosa Carina (Foto: reprodução/NASA/Getty Images Embed)


PUNCH: foco no Sol

Enquanto o SPHEREx tenta entender o passado do Universo, o PUNCH está focado no agora. Ele quer decifrar o comportamento do Sol e como ele afeta todo o Sistema Solar — incluindo a Terra.

Quem nunca viu uma aurora boreal e ficou maravilhado? Essas luzes incríveis são causadas pelo vento solar, um fluxo constante de partículas que o Sol libera no espaço. Mas esse mesmo vento pode interferir em satélites, atrapalhar sistemas de comunicação e até afetar redes elétricas.

Para estudar isso, o PUNCH usa quatro pequenos satélites, do tamanho de malas de viagem, que juntos vão observar a atmosfera externa do Sol e entender melhor como ele influencia tudo ao seu redor. “O que esperamos que o PUNCH traga à humanidade é a capacidade de realmente ver, pela primeira vez, onde vivemos dentro do próprio vento solar”, diz Craig DeForest, um dos cientistas da missão.

E o momento é perfeito: estamos no chamado “máximo solar”, um período de grande atividade do Sol. Quanto mais entendermos seu comportamento, mais poderemos nos proteger dos impactos que ele pode ter na Terra.


Quinteto de Stephans, um agrupamento visual de cinco galáxias, sob uma nova luz (Foto: reprodução/NASA/Getty Images Embed)


Por que tudo isso importa

Parece distante da nossa realidade, mas não é. No fim das contas, essas missões não são apenas sobre o espaço — são sobre nós. Saber mais sobre o Universo nos ajuda a entender melhor quem somos, de onde viemos e como podemos nos preparar para o futuro. O SPHEREx e o PUNCH vão trabalhar lado a lado com outros telescópios poderosos, como o James Webb e o Hubble, para montar esse enorme quebra-cabeça cósmico.

Joe Westlake, diretor da NASA, resume bem: “Lançar esta missão como um compartilhamento de viagens reforça seu valor para a nação ao otimizar cada libra de capacidade de lançamento para maximizar o retorno científico pelo custo de um único lançamento.”

Nasa faz transmissão ao vivo de pouso do módulo Athena

Nesta quinta-feira (6), um novo marco cresce na corrida espacial. A Nasa transmite ao vivo o pouso do módulo Athena na Lua. Um feito tão esperado por cientistas, entusiastas do espaço e população em geral. As transmissões tiveram início às 13h30 (horário de Brasília) no canal oficial da agência no YouTube, tendo a descida final programada para as 14h32.

Uma viagem além da Terra

O módulo Athena integra a missão IM-2 Nova-C, realizada pela Nasa, que foi lançada na noite da última quarta-feira (26), a partir de um foguete Falcon 9 da SpaceX.

O lançamento ocorreu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, e trouxe consigo não somente equipamentos de alta tecnologia, mas também nova esperança para descobertas sobre a Lua e o futuro da exploração espacial.

O destino da missão é Mons Mouton, um planalto situado perto do Polo Sul lunar, um lugar de importância para os cientistas porque eles acreditam que tem estocagem de gelo de água, o que pode significar uma oportunidade para missões futuras. 

Se for encontrado gelo, pode ser produzido água potável, oxigênio para respirar e até combustível para foguetes, permitindo que viagens mais longas ao espaço se tornem uma possibilidade. 


Transmissão ao vivo do módulo Athena (Vídeo: reprodução/YouTube/NASA)

A importância da Intuitive Machines

Athena não é uma missão comum da Nasa. O módulo foi desenvolvido pela Intuitive Machines, uma empresa privada, que está situada em Houston e vem se constituindo como uma referência na exploração espacial. 

Até agora, é a única companhia privada que pousou com sucesso em Lua na história do espaço e foi um feito que era feito somente por grandes agências governamentais.

Nesse contexto, a Intuitive Machines destaca sua função na nova era da exploração espacial, onde as corporações privadas atuam em colaboração com as agências espaciais para tornar o deslocamento fora da Terra mais acessível e constante.

Esse modelo de parceria tende a também elaborar projetos em grande escala, entre devidos, o regresso dos astronautas à Lua e até mesmo alguma futura missão a Marte.

Entenda a crucialidade do pouso

Chegada do Athena à Lua, muito mais é do que um simples pouso e sim mais um passo da humanidade no caminho em busca de recursos e tecnologias necessários para a exploração espacial sustentável.

A missão pode trazer dados úteis para o programa Ártemis, que espera levar humanos de volta à Lua nos próximos anos.

Cada nova missão, estamos mais perto de que bases lunares e viagens interplanetárias deixem de ser somente ficção científica para tornarem-se reais.

SpaceX interrompe teste da Starship no momento final do lançamento

O clima era de expectativa. A contagem regressiva estava nos momentos finais, e tudo indicava que a Starship, o foguete mais poderoso já construído, partiria para mais um teste. Mas, de repente, um alerta interrompeu tudo. O lançamento foi cancelado. A decisão foi anunciada ao vivo pela SpaceX, que transmitia o evento para milhares de espectadores.

Sem muitos detalhes, a equipe informou que um problema técnico na nave principal fez com que o voo fosse adiado por pelo menos 24 horas. A missão pretendia testar o lançamento de satélites Starlink simulados pela primeira vez, mas agora os planos precisaram ser reajustados.

Avanços e desafios

Os testes da Starship têm sido uma montanha-russa de emoções. Em janeiro, a SpaceX conseguiu uma manobra considerada essencial: o retorno do Super Heavy à plataforma de lançamento.

Mas nem tudo saiu como esperado. A empresa perdeu contato com a nave pouco antes do pouso, e destroços foram vistos cruzando o céu do Haiti. Por segurança, voos comerciais que passavam pela região tiveram que mudar suas rotas.


Foguete Starship da SpaceX na Starbase em Boca Chica, Texas (Foto: reprodução/Chandan Khanna/Getty Images Embed)


Desde o primeiro lançamento, em abril de 2023, a história da Starship tem sido marcada por tentativas e erros. No primeiro teste, o foguete explodiu ainda acoplado ao propulsor.

No segundo, em novembro do mesmo ano, a separação ocorreu, mas o Super Heavy não resistiu e também explodiu. Com isso, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) exigiu que a SpaceX fizesse 17 modificações antes de tentar novamente.

Testes cada vez mais ambiciosos

Aos poucos, os avanços começaram a aparecer. Em março de 2024, a Starship conseguiu permanecer no ar por 50 minutos antes de ser destruída.

Em junho, a empresa teve seu primeiro grande sucesso: a nave pousou no Oceano Índico e o propulsor retornou ao Golfo do México, como planejado.

Outro momento histórico veio em outubro, quando a SpaceX conseguiu capturar o Super Heavy no ar, usando os “braços da plataforma”. A ideia é que essa tecnologia ajude a reduzir custos e torne os voos espaciais mais acessíveis.


Foguete Starship da SpaceX é lançado da Starbase, durante seu segundo voo de teste em Boca Chica, Texas (Foto: reprodução/Timothy A. Clary/Getty Images Embed)


O que torna a Starship tão especial

Com 120 metros de altura e 9 metros de diâmetro, a Starship é um gigante da engenharia espacial. Sua capacidade de carga impressiona: pode levar até 250 toneladas, se for descartada ao final da missão, ou 150 toneladas se for reutilizada.

Desde 2019, a SpaceX vem testando esse foguete com a esperança de torná-lo uma peça-chave para exploração espacial. A NASA planeja usá-lo nas missões Artemis, que levarão astronautas de volta à Lua. Mas o verdadeiro sonho da SpaceX é ainda mais ousado: levar humanos até Marte.

Cada lançamento representa um novo capítulo nessa jornada. E, embora o adiamento do teste mais recente tenha sido uma decepção, a SpaceX segue determinada. Agora, resta esperar pela próxima tentativa – e torcer para que tudo saia conforme o planejado.

NASA diminui chance do asteroide 2024 YR4 atingir a Terra

Novos dados da NASA mostram que as chances do asteroide 2024 YR4 atingir a Terra em 2032 é menor do que foi anunciado inicialmente. Conforme dados divulgados pela agência espacial estadunidense, há apenas 0,28% de chances de impacto daqui a sete anos.

Os dados iniciais apresentados indicavam que a chance de colisão era entre 2,8% a 3,1%. A atualização foi divulgada através do perfil da NASA no X (antigo Twitter), onde também é dito que a trajetória do asteroide está sendo acompanhada.


NASA atualiza dados de colisão de asteroide com a Terra (Vídeo: reprodução/X/@NASA)

O asteroide 2024 YR4

Há poucas informações sobre o asteroide. Contudo, é estimado que sua largura seja entre 40 e 90 metros, o que segundo o gerente do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), Paul Chodas, é comparável ao tamanho de um grande edifício.

Apesar do tamanho, o asteroide não chega a ser um “matador de planetas”, como o que atingiu a Terra há 66 milhões de anos e fez com que os dinossauros fossem extintos. Ele possuía cerca de 6,2 milhas (10 quilômetros) de diâmetro, sendo o último grande asteroide a ter atingido a Terra.

E se o 2024 YR4 atingir a Terra?

Os “asteroides assassinos de planetas” são rochas espaciais com um quilômetro de diâmetro ou mais, e tem um efeito que pode devastar a vida. Enquanto que os asteroides menores podem devastar uma região, caso haja uma colisão com a Terra. Por isso a pressa dos astrônomos para saber mais sobre o 2024 YR4 o quanto antes.

Quanto mais informações forem obtidas, como a trajetória que a rocha espacial vem percorrendo, é uma forma de reduzir o impacto direto a zero. Todavia, os astrônomos têm um curto período para obter esses dados, visto que o asteroide desaparece em abril.

Neste momento, o planejamento é virar o olho do Telescópio Espacial James Webb na direção do 2024 YR4, com o propósito de saber o seu tamanho exato, bem como sua órbita.

A mente por trás da tecnologia da NASA: Jeff Seaton e os desafios de conectar o universo

Jeff Seaton, diretor de informações (CIO) da NASA, é o homem por trás da agência espacial de bilhões de dólares que conecta a Terra às estrelas. Comandando uma equipe de 700 pessoas e lidando com uma montanha de dados com mais de 113 petabytes, Seaton enfrenta desafios que vão desde manter sondas espaciais com décadas de idade seguras até implementar inteligência artificial no programa Artemis, que tem o objetivo de levar humanos de volta à Lua.

Gerenciando dados cósmicos

Seaton entrou na NASA em 1991, quando ainda era engenheiro de robótica. De lá pra cá, cresceu junto com a agência, deixando sua marca e passando por diferentes cargos até chegar ao comando da tecnologia da informação em 2021. Hoje, sua responsabilidade vai muito além de mexer em computadores e servidores: ele é o guardião de informações fundamentais vindas de outros planetas e da Estação Espacial Internacional, como dados que incluem imagens de Marte, informações das Voyager (que estão fora do sistema solar). “Proteger os dados e os sistemas que os geram é essencial para toda a nossa comunidade”, afirma.

Um dos seus maiores desafios é manter as sondas Voyager seguras, já que elas estão além do sistema solar. Lançadas há mais de 40 anos, elas possuem sistemas ultrapassados, que são impossíveis de serem atualizados. A NASA depende da criatividade de suas equipes para reduzir ameaças e manter as missões ativas. “Temos que fazer o nosso melhor com o que temos”, comenta Seaton.

IA e o futuro da exploração espacial lunar

A NASA já usa inteligência artificial há anos, seja ajudando rovers em Marte ou analisando dados espaciais. No programa Artemis, que promete levar humanos de volta à Lua, as IAs terão um papel ainda mais importante, segundo Seaton. Apesar disso, ele acredita que a tecnologia precisa ser usada com cautela, especialmente quando falamos de IA generativa. “Usamos para acelerar trabalhos, mas sempre validamos os resultados com humanos no processo”, disse.


Astronautas do Programa Artemis, que pretende estabelecer uma presença na Lua (Foto: reprodução/Mark Felix/Getty Images Embed)


O programa Artemis, aliás, não é só sobre voltar à Lua. É sobre pensar no futuro da exploração espacial em si. “Estamos resolvendo problemas agora que vão nos preparar para ir além, para Marte. É empolgante ver o que podemos alcançar como exploradores”, comenta Seaton. A operação pretende estabelecer uma presença sustentável na Lua e abrir caminho para o planeta vermelho, mas ela depende fortemente de parcerias. A empresa ainda pretende resolver desafios como comunicação em longas distâncias e infraestrutura de TI em ambientes extremos.

A NASA ao alcance de todos

Além disso, eles lançaram o “NASA Plus”, um serviço de streaming que permite que qualquer pessoa com internet assista aos conteúdos da agência espacial, sem depender de operadoras de TV. “É uma mudança significativa para alcançar mais pessoas”, diz ele.


Conheça o serviço de streaming da agência espacial, o “NASA Plus” (Foto: reprodução/NASA)

Enquanto a NASA continua conectando a Terra ao espaço, Jeff Seaton segue como o cérebro por trás da operação, deixando a empresa mais perto do público.

Nasa adia retorno de astronautas em missão prolongada no espaço

Os astronautas Barry Butch Wilmore e Suni Williams, que estão na Estação Espacial Internacional (ISS) desde junho, terão que aguardar ainda mais para retornar à Terra. A Nasa anunciou nesta segunda-feira (17) que a dupla, inicialmente prevista para voltar em fevereiro, só deve desembarcar no final de março de 2025 ou, possivelmente, em abril do mesmo ano.


Nasa atrasa lançamento da missão Crew-9, da SpaceX, que traria de volta em fevereiro (Foto: reprodução/Divulgação/Nasa/SpaceX)

A missão, que começou como um teste de uma semana da cápsula Starliner, da Boeing, foi estendida para oito meses devido a falhas detectadas no sistema de propulsão da espaçonave. Após ser considerada insegura para voo tripulado, a Starliner retornou à Terra vazia em setembro, deixando os astronautas aguardando uma solução alternativa.

Segundo comunicado oficial divulgado pela agência espacial, Nasa, um atraso no lançamento da missão Crew-9, da SpaceX, que traria de volta em fevereiro, foi adiada para o final de março do próximo ano ou até mesmo abril, ou seja, uma integração entre a tripulação que deixaria a ISS (Estação Espacial Internacional) com a tripulação da missão Crew-10.

O comunicado da agência diz: “A NASA e a SpaceX avaliaram várias opções para gerenciar a próxima transferência tripulada, incluindo o uso de outra nave espacial Dragon e ajustes de manifesto. Após cuidadosa consideração, a equipe determinou que lançar a Crew-10 no final de março, após a conclusão da nova nave espacial Dragon, era a melhor opção para atender aos requisitos da Nasa e atingir os objetivos da estação espacial para 2025”.

Atrasos e desafios na nova tripulação

O retorno dos astronautas está diretamente ligado ao envio de uma nova tripulação para a ISS, mas essa operação também enfrenta atrasos, sendo cancelada por mais de um mês. A próxima tripulação de quatro integrantes da Nasa, que deveria ser lançada em fevereiro, será composta por Wilmore e Williams, com outros dois astronautas.

A SpaceX, responsável por transportar a equipe substituta, precisará de mais tempo para concluir os preparativos de sua nova cápsula, agora programada para lançamento no final de março.

A Nasa avaliou o uso de uma cápsula alternativa para manter o cronograma, mas decidiu que aguardar a conclusão da nova nave era a opção mais segura e confiável. A agência também destacou a importância de sobreposição de tripulações na ISS, garantindo uma transição mais eficiente entre missões.

Entenda o histórico

A missão da dupla começou em 5 de junho, com o lançamento da Starliner, espaçonave da Boeing, no primeiro voo tripulado da empresa para a ISS, onde sua espaçonave permanece acoplada.  Originalmente, a nave, que deveria trazê-los de volta uma semana após o lançamento, foi interrompida após problemas no sistema de propulsão terem sido detectados, o que de fato fez a Nasa questionar a confiabilidade da empresa da nave. 

Após essa descoberta, em setembro, a espaçonave retornou à Terra vazia, e equipes das duas empresas realizaram testes para tentar entender melhor a causa dos problemas verificados durante a viagem, responsável por levantar preocupações sobre sua capacidade de sair da órbita e realizar voos tripulados com segurança.

Segundo a agência espacial americana, os problemas estariam em cinco dos 28 propulsores da cápsula da nave que falharam durante a acoplagem na estação espacial, além do superaquecimento e vazamentos de hélio identificados pela Boeing.

Desafios técnicos e futuros voos com a SpaceX

Cerca de dez anos atrás, a NASA firmou contratos com a Boeing e a SpaceX para criar espaçonaves capazes de levar astronautas até a Estação Espacial Internacional. Contudo, os frequentes desafios enfrentados pela Starliner destacam a SpaceX como a opção mais confiável.

Os problemas com a Starliner refletem desafios enfrentados pela Boeing para cumprir os requisitos de segurança da Nasa. Para garantir a segurança do retorno, a SpaceX com a missão Crew-9, reservou dois assentos na Dragon, espaçonave da empresa rival da Boeing, para “dar carona” à dupla de volta para a Terra, se consolida como principal fornecedora de transporte espacial da agência, demonstrando maior confiabilidade em suas operações.

Essa missão seria um passo importante para a Boeing garantir um certificado da Nasa de permissão para a realização de viagens rotineiras, ao lado da SpaceX, de Elon Musk.

Mesmo com os contratempos, Wilmore e Williams continuam desempenhando funções críticas na ISS, enquanto aguardam a oportunidade de retornar à Terra. A situação ilustra os riscos e complexidades de missões espaciais, destacando a importância de soluções redundantes e protocolos rigorosos de segurança.

Hubble registra galáxia espiral rara em foto de tirar o fôlego

O Telescópio Espacial Hubble, fruto de uma parceria entre a NASA e a Agência Espacial Europeia, fez um registro incrível de uma galáxia espiral rara, vista de lado. A galáxia está localizada a 150 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Serpens, e a imagem foi montada com dados capturados em 2000 e 2023.

Uma galáxia como você nunca viu

Na imagem, que foi observada pela lateral pelo telescópio espacial Hubble, vemos uma linha que corta o espaço, com faixas escuras de poeira ao redor. Esse efeito acontece porque estamos vendo a galáxia “de lado”, como se fosse uma panqueca observada na borda. Além disso, o centro da galáxia brilha intensamente, com uma área cheia de estrelas girando rapidamente em torno de si.

Esse tipo de registro é raro e ajuda os cientistas a entenderem mais sobre como as galáxias funcionam e o que existe dentro delas, permitindo que eles estudem as características que normalmente seriam difíceis de observar em outros ângulos. Para quem olha de fora, parece até uma obra de arte no espaço.


Telescópio Hubble na órbita da Terra (Foto: reprodução/NASA/Getty Images Embed)


Um registro do telescópio Hubble que viaja no tempo

O que torna essa foto ainda mais especial, é fato dela combinar dois registros feitos com 23 anos de diferença: um em 2000 e outro agora, em 2023. Cada uma das fotos capturou detalhes em diferentes comprimentos de ondas de luz, e, juntas, revelam uma visão completa e detalhada da galáxia, como em outras fotografias icônicas do Hubble.

Mesmo após mais de 30 anos de operação, o Hubble continua provando seu valor ao desvendar os mistérios de galáxias distantes e registrar imagens únicas do nosso universo. Nos dando uma chance de ver e analisar a luz de algo que aconteceu a milhões de anos atrás, sendo uma janela para o passado e um lembrete do quanto ainda temos para explorar no universo.

Astronautas da NASA enfrentam seis meses presos na Estação Espacial Internacional

Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams enfrentam uma situação desafiadora na Estação Espacial Internacional (ISS). Eles haviam sido escalados para uma missão de apenas oito dias, mas já completaram seis meses no espaço por conta de falhas na cápsula Starliner, da Boeing. A missão era um marco no Programa da Tripulação Comercial da NASA, mas devido às falhas, trouxe à tona discussões sobre a segurança das viagens espaciais e os limites da resistência humana.

Problemas técnicos e impactos

A cápsula Starliner, projetada para transportar astronautas em voos comerciais, no entanto, apresentou falhas no sistema de propulsão e nos processos de certificação impediram que a operação acontecesse de forma segura.

A NASA precisou manter os astronautas na ISS enquanto os protocolos são revisados e novas alternativas são consideradas, incluindo o uso de veículos da SpaceX para o resgate de Sunita e Barry. Enquanto isso, a equipe participa de atividades regulares na estação, mas enfrenta os desafios físicos e psicológicos associados à estadia.


Butch Wilmore e Suni Williams posam para um retrato dentro do vestíbulo entre o porto dianteiro no módulo Harmony da ISS e a nave Starliner da Boeing (Foto: Reprodução/Instagram/@iss)

Impactos na saúde e na missão

A exposição prolongada à microgravidade pode levar a perda óssea, atrofia muscular e riscos cardiovasculares, enquanto a radiação espacial aumenta a probabilidade de câncer a longo prazo. Apesar de serem treinados para lidar com esses fatores, os impactos acumulados preocupam especialistas em relação à saúde dos astronautas.

A NASA afirmou que o retorno dos astronautas ocorrerá somente em 2025, dependendo da viabilidade técnica da Starliner ou de outra solução alternativa. Essa situação ressalta a complexidade das missões espaciais e a importância de avanços robustos em tecnologia e protocolos, não apenas para explorar novos horizontes, mas também para garantir a segurança das equipes envolvidas.

Nave Dragon da SpaceX é responsável por ajudar a manter Estação Espacial em órbita

A nave Dragon, da SpaceX, realizará uma manobra inédita nesta sexta-feira (8) ao dar um “empurrãozinho” na Estação Espacial Internacional (ISS) para mantê-la em órbita. A manobra, anunciada pela NASA em coletiva de imprensa, é uma tentativa de preparar a SpaceX para assumir, até 2030, a missão de desativar a estação e trazê-la de volta à Terra de forma controlada.

Preparação para o desafio da desativação da ISS

Após acoplar-se à Estação Espacial Internacional, a nave Dragon, da empresa de Elon Musk, SpaceX, acionará seus propulsores para elevar a altitude da ISS, que lentamente perderá altura por causa do arrasto da atmosfera. Essa operação é necessária não só para manter a ISS a cerca de 400 km de altitude, mas também para que a SpaceX se prepare para uma missão ambiciosa: desorbitar e desativar a estação espacial até 2030.

A partir da próxima década, com o surgimento de estações espaciais comerciais, a ISS será desativada e guiada de volta à Terra para uma reentrada segura. A SpaceX foi a empresa escolhida para liderar essa complexa tarefa, que envolve o uso de uma nave Dragon modificada com mais de 40 propulsores, uma evolução em relação aos 16 propulsores da versão atual. De acordo com Jared Metter, diretor de confiabilidade de voo da SpaceX, essa demonstração inicial ajudará a coletar dados importantes para as futuras adaptações da Dragon para a missão de desorbitar a ISS.


A Dragon se aproximando da estação espacial internacional (Post: eprodução/X/SpaceX)

Mudança nos procedimentos e alternativas tecnológicas

A necessidade de reajustes de altitude da ISS surge porque o atrito com as moléculas da atmosfera terrestre puxa a estrutura para baixo, exigindo impulsos ocasionais. Antes, espaçonaves russas Soyuz executavam essas manobras. No entanto, a invasão da Ucrânia e o foco da Rússia em sua própria estação espacial levaram a NASA a buscar novas opções. A nave Cygnus, da Northrop Grumman, foi testada em 2022, mas o procedimento foi abortado em poucos segundos, mostrando a importância da Dragon para essa tarefa. A SpaceX encara esse desafio como uma oportunidade de aprimorar a nave Dragon e consolidar seu papel na exploração espacial, apesar de incidentes recentes com lançamentos do Falcon 9 e o sistema de paraquedas da Crew Dragon, todos resolvidos rapidamente sem impacto na segurança.

SpaceX envia primeiro satélite com estrutura de madeira ao espaço

A companhia aeroespacial de Elon Musk realizou nesta terça-feira (5), o lançamento bem-sucedido do minissatélite batizado de LignoSat. O artefato espacial foi enviado em um foguete não-tripulado, com previsão de ser colocado em órbita cerca de um mês após sua chegada a ISS (Estação Espacial Internacional). O dispositivo deverá orbitar a aproximadamente 400 km acima da Terra.


@g1

Sustentabilidade no espaço – O primeiro satélite de madeira do mundo, construído por pesquisadores japoneses, foi lançado ao espaço nesta terça-feira (5). Chamado de LignoSat, o satélite desenvolvido pela Universidade de Kyoto e pela construtora Sumitomo Forestry, foi lançado para a Estação Espacial Internacional em uma missão da SpaceX, do bilionário Elon Musk. Posteriormente, será lançado em órbita a cerca de 400 km acima da Terra. Nomeado em homenagem à palavra latina para “madeira”, o LignoSat, do tamanho da palma da mão, tem a tarefa de demonstrar o potencial cósmico do material renovável na exploração do espaço. Com um plano de 50 anos de plantar árvores e construir casas de madeira na Lua e em Marte, a equipe de Doi decidiu desenvolver um satélite de madeira certificado pela Nasa para provar que o material tem qualidade espacial. “Os aviões do início dos anos 1900 eram feitos de madeira”, disse o professor de ciências florestais da Universidade de Kyoto, Koji Murata. “Um satélite de madeira também deve ser viável.” A madeira é mais durável no espaço do que na Terra, porque não há água ou oxigênio que possam apodrecê-la ou inflamá-la, acrescentou Murata. Um satélite de madeira também minimiza o impacto ambiental no final de sua vida útil, dizem os pesquisadores. Satélites desativados devem reentrar na atmosfera para que não se tornem detritos espaciais. Os satélites convencionais de metal criam partículas de óxido de alumínio durante a reentrada, mas os de madeira simplesmente queimariam, com menos poluição, disse Doi. Veja mais em g1. #spacex #espaço #tiktoknoticias

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SpaceX lança satélite de madeira (Vídeo: reprodução/TikTok/@g1)

Tecnologia na criação do minissatélite

Com um peso aproximado de 900 gramas e dimensões de 10 centímetros por lado, o LignoSat foi construído pela Universidade de Kyoto em parceria com a empresa japonesa Sumitomo Forestry, especializada em madeira, produtos florestais e construção sustentável. Os painéis do equipamento foram feitos de madeira honoki, proveniente de uma espécie de magnólia nativa do Japão. Além disso, foi utilizada uma técnica tradicional que dispensa o uso de parafusos e cola.

Cientistas apontam benefícios

Takao Doi, astronauta e pesquisador da Universidade de Kyoto, explicou que a madeira se mostra mais resistente no espaço do que na Terra, uma vez que não há presença de água ou oxigênio para causar a deterioração ou combustão do material.

Com a madeira, um material que nós mesmos podemos produzir, seremos capazes de construir casas, viver e trabalhar no espaço para sempre”


Takao Doi, professor e pesquisador na Universidade de Kyoto (Foto: reprodução/Meteored)

Além dos pontos levantados por Takao Doi, segundo pesquisadores da NASA que estudam a nova tecnologia, o uso de madeira em satélites contribui para reduzir o impacto ambiental ao fim de sua vida útil. Satélites fora de operação precisam entrar novamente na atmosfera para evitar que se transformem em lixo espacial. Enquanto os modelos convencionais de metal liberam partículas de óxido de alumínio ao retornarem à Terra, os feitos de madeira apenas se desintegrariam, gerando menos poluição.