Submarino turístico naufraga no Egito e mata seis pessoas

Na manhã desta quinta-feira (27), na cidade de Hurghada, no Egito, um submarino que fazia passeio turístico pelo Mar Vermelho naufragou com 44 pessoas a bordo. Informações preliminares apontam a morte de pelo menos seis pessoas. Outros 38 turistas foram resgatados, nove deles com ferimentos.

Segundo informações fornecidas pela Embaixada russa no Egito, todos os passageiros eram russos. Apesar de não fornecer maiores detalhes, especulações da mídia local relatam que destes passageiros, 15 eram crianças. 

As causas do naufrágio continuam sendo apuradas pelas autoridades. No entanto, o que se sabe até o momento é que o submarino bateu em um recife a 10 quilômetros da costa do Egito, na cidade de Hurghada. Um destino turístico bastante procurado por suas praias e por seus recifes de corais. 


Postagem Globo News sobre o naufrágio do submarino Sindbad (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)

Apoio às vítimas 

Autoridades locais e paramédicos estão prestando apoio às vítimas e familiares que foram socorridas a hospitais próximos ao local do naufrágio.

O gabinete do governador do mar vermelho informou à Reuters que “a maioria dos que estavam a bordo foi resgatada e levada para seus hotéis e hospitais em Hurghada”. 

Importante ressaltar que na mesma região, em novembro de 2024, um barco turístico de mergulho, ao ser atingido por ondas fortes, naufragou. Havia 37 pessoas a bordo. Destas, quatro pessoas faleceram. 

Empresa Sindbad Submarines

O submarino Sindbad, pertencente à empresa Sindbad Submarines, está em funcionamento há vários anos. De acordo com informações fornecidas pela própria companhia, é “o único Submarino Real na África e no Mundo Árabe”. 

A empresa ressalta que a viagem é “uma aventura” a 25 metros de profundidade, onde os turistas terão a possibilidade de explorar recifes, corais e habitantes marinhos. Com disponibilidade de 44 assentos e uma janela para cada um.  Até o momento, a empresa Sindbad Submarines não se manifestou sobre o assunto. 

Tecnologia 3D recria navio perdido nas profundezas da Antártica há mais de um século

Um modelo 3D recém-divulgado revisitou detalhes impressionantes do HMS Endurance, navio do explorador antártico Ernest Shackleton, que afundou há mais de um século. Pratos, roupas e até uma pistola sinalizadora foram vistos em imagens capturadas a 3.008 metros de profundidade no Mar de Weddell. O registro faz parte de um documentário que estreia no Festival de Cinema de Londres neste sábado (12), e futuramente no Disney+.

Imagens detalhadas em 3D do navio

Descoberto em 2022, o Endurance, que naufragou em 1915 após ser esmagado pelo gelo, foi digitalizado em 3D, revelando artefatos impressionantes. Apesar da profundidade, a varredura mostra objetos intactos, como pratos usados pela tripulação, uma bota e uma pistola sinalizadora ainda no convés do navio.

O documentário “Endurance”, dirigido por Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin e Natalie Hewit e produzido pela National Geographic Documentary Films, irá contar a história da fatídica expedição de Shackleton e a surpreendente descoberta do navio, além de mostrar a coragem do explorador, que liderou sua tripulação e conseguiu garantir a sobrevivência de todos os 27 homens.


Registro raro do HMS Endurance preso no gelo antártico (Foto: reprodução/Scott Polar Research Institute/University of Cambridge/Getty Images Embed)


O que aconteceu com o Endurance?

A missão do Endurance, que partiu da Inglaterra em 1914, era ambiciosa: realizar a primeira travessia terrestre do continente antártico. No entanto, o navio ficou preso no gelo no Mar de Weddell em janeiro de 1915, antes de afundar em novembro do mesmo ano. Durante meses, os 28 tripulantes enfrentaram condições extremas enquanto lutavam para sobreviver.

Liderados por Shackleton, o grupo se refugiou na Ilha Elefante após abandonar o navio e, em uma travessia de 1.200 km até a Geórgia do Sul, o explorador conseguiu organizar o resgate dos homens restantes. Nenhum membro da tripulação foi perdido, um feito notável que consolidou Shackleton como um dos maiores líderes da história da exploração polar.


Registro raro da tripulação do HMS Endurance (Foto: reprodução/Scott Polar Research Institute/University of Cambridge/Getty Images Embed)


O legado do Endurance

Embora a missão de atravessar a Antártica não tenha sido concluída, a jornada do Endurance é lembrada como uma das maiores histórias de resiliência e sobrevivência da exploração polar. Shackleton, conhecido por sua determinação e coragem, fez mais uma tentativa de retornar à Antártica em 1922, a bordo do navio Quest. Porém, ele faleceu durante a viagem, aos 47 anos, após um ataque cardíaco na Geórgia do Sul, onde está enterrado.

As novas imagens 3D do Endurance não apenas revelam os detalhes impressionantes do naufrágio, mas também preservam o legado de Shackleton, garantindo a preservação de sua história, sua tripulação e do navio naufragado no oceano antártico.

Autópsia revela causa da morte de quatro vítimas do naufrágio de iate na Itália

De acordo com relatórios iniciais das autópsias, quatro vítimas do naufrágio do iate Bayesian, na Itália, faleceram sufocadas nas cabines da embarcação, e não por afogamento. A informação foi publicada pelo jornal La Repubblica.

De acordo com os indícios, a falta de oxigênio dentro da embarcação, que submergiu, foi a causa do trágico desfecho, levando os passageiros a não conseguirem respirar. As autópsias dos corpos dos casais Jonathan Judith Bloomer e Chris e Neda Morvillo revelaram que eles estavam confinados em uma “bolha de ar” no iate Bayesian.

Os médicos legistas determinaram que as mortes foram causadas por “morte por confinamento” ou “afogamento a seco”, já que as vítimas não tiveram contato com água. As investigações sugerem que elas podem ter morrido dentro das cabines, sem conseguir sair. Exames adicionais estão sendo realizados para confirmar a causa das mortes, com autópsias programadas para os outros três falecidos nesta sexta-feira, 6.


O Iate de Luxo Bayesian, visto de fora. (Reprodução/terra.com/boatinternational.com)

Naufrágio

O vento estava muito forte. O mau tempo era esperado, mas não nessa magnitude“, disse um oficial da Guarda Costeira em Palermo à agência de notícias Reuters.

Devido à hora, a maioria dos passageiros estava dormindo em suas cabines do iate. Uma sobrevivente relatou que acordou com a água dentro da embarcação e se dirigiu ao convés. Tornados são raros no Mar Mediterrâneo, mas em agosto, fortes tempestades e chuvas impactaram diversas áreas da Itália, resultando em inundações e deslizamentos de terra.

Dono do Iate

O britânico Mike Lynch, de 59 anos, é um renomado empresário de tecnologia, conhecido como o “Bill Gates do Reino Unido” por fundar a Autonomy, a maior empresa de software do país. Em 2011, a empresa foi vendida à Hewlett-Packard (HP) por US$ 11 bilhões. Lynch também co-fundou a Invoke Capital, uma firma de capital de risco que investe em startups na Europa. Em 2023, ele foi extraditado para os Estados Unidos acusado de fraude, mas em junho foi inocentado de todas as 15 acusações.

Promotor inicia investigação sobre naufrágio do Iate de Mike Lynch

Neste sábado (24), o promotor italiano Ambrogio Cartosio iniciou uma investigação de homicídio culposo (casos em que não há intenção de matar) sobre o naufrágio de um iate de luxo na Sicília nesta semana. O trágico acidente ocasionou nas mortes de sete pessoas, incluindo o magnata britânico da tecnologia, Mike Lynch e sua filha Hannah. 

Inicio da Investigação

Durante uma coletiva convocada por ele mesmo, o chefe do gabinete do promotor público da Termini Imerese, revelou o início da investigação do naufrágio do barco Bayesian no dia 19 de agosto, dizendo que não tem nenhuma pessoa especifica como alvo. 

Mike Lynch, conhecido como o Bill Gates do Reino Unido, era Ceo e socio da empresa de software focada em administração empresarial  Autonomy. após anos de sucesso ela foi comprada pelo grupo HP pela quantia de US$ 11 bilhões, Mike recebeu cerca de US$ 500 milhões pela venda. 

Naufrágio na Sicília

O veleiro de luxo navegava pela costa de Palermo, capital da Sicília, pela manhã desta segunda-feira (19), até que foi atingindo por uma forte tempestade que fez com que a embarcação virasse. Uma das primeiras sobreviventes encontradas foi Ângela Bascares, esposa de Lynch, que relatou que, por conta do horário, a maioria dos passageiros estavam dormindo e não conseguiram escapar a tempo. 

‘’A maioria dos passageiros estava dormindo em suas cabines quando o tornado atingiu a embarcação”. Disse Ângela. 


Equipe de resgate transportam corpos da vitimas (Foto: reprodução/Salvatore Cavalli/AP)

Conforme especialistas navais, um iate como o Bayesian deveria ter resistido o tornado e não poderia ter afundado de forma tão rápida. O capitão James Cutfield, um dos sobreviventes do naufrágio foi interrogado pela guarda costeira, mas não comentou publicamente sobre o poderia ter afundado o barco.   

Dos 22 que estavam no navio, 15 sobrevieram e foram resgatados. Entre as setes vítimas mortas, o primeiro a ser encontrado foi o chef de bordo Recaldo Thomas ainda na segunda-feira, já Hannah Lynch foi o último corpo a ser descoberto por mergulhadores, durante a sexta-feira (23). 

Corpo da última vítima é recuperado após naufrágio de iate na Itália

Nesta sexta-feira (23), a equipe de mergulhadores recuperou o corpo da última vítima: Hannah Lynch, de 18 anos, filha de Mike Lynch. A jovem era a única que ainda não havia sido encontrada após o naufrágio que ocorreu na costa da Sicília, Itália, de acordo com informações da Guarda Costeira.

Conforme relatado pela agência de notícias britânica Reuters, 15 indivíduos conseguiram ser resgatados vivos, incluindo a esposa de Mike, enquanto outros sete não sobreviveram ao acidente marítimo.


Mergulhadores durante as operações de busca pelo iate de luxo Bayesian, na costa de Porticello, Itália (Foto: Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Segundo divulgado por agências de notícias britânicas, o bilionário Mike Lynch, um britânico conhecido como o “Bill Gates do Reino Unido”, era o dono do luxuoso iate que foi a naufrágio, o Bayesian, o qual estava sendo utilizado como espaço de confraternização para comemorar com família e alguns amigos, a absolvição da empresa de Lynch, referente ao caso de acusação de fraude.  


Iate que foi a naufrágio na Itália (Foto: Reprodução/Perini Nav)

As vítimas do desastre

Conforme relatado pela Defesa Civil, a quantidade de pessoas presentes na embarcação no dia da tragédia era de 22, 15 resgatadas vivas e sete que vieram a óbito.

Segundo a Reuters, entre as vítimas que não sobreviveram a tragédia estão Mike Lynch, cujo corpo foi encontrado pelos bombeiros nos escombros do veleiro afundado, nesta quinta-feira (22); Jonathan Bloomer, presidente administrativo do Morgan Stanley International; sua esposa Judy Bloomer; Chris Morvillo, advogado de defesa de Lynch, e sua mulher Neda Morvillo; e o canadense Recaldo Thomas, chef de culinária, cujo corpo foi encontrado flutuando na data do desastre.

Circunstâncias do naufrágio

Até o momento o que se sabe é que a causa do naufrágio do iate Bayesian, se deu em razão de um tornado que ocorreu no mar Mediterrâneo, fazendo com que a embarcação tombasse. Contudo, apesar do fenômeno climático ser bastante difícil de ocorrer na região atingida, recentemente o território italiano tem sofrido com fortes chuvas, desmoronamentos e inundações.


Serviço de resgate em operação em Porticello, Itália (Foto: Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Após o desastre, a embarcação de luxo se encontra submersa a aproximadamente 50 metros de profundidade, o que é um empecilho para o serviço de resgate da equipe de mergulhadores, composta por 27 profissionais, além do uso de um robô que captura imagens na parte interna do iate, durante a operação.

Os corpos recuperados estão sendo levados para hospitais da capital da ilha italiana da Sicília, Palermo, para serem identificados de modo oficial. Já a polícia prossegue com o serviço de investigação sobre a causa da tragédia. Um dos sobreviventes do naufrágio, o comandante da embarcação, James Catfield, de 51 anos, passou por um interrogatório policial, nesta terça-feira (20), no qual relatou tudo sobre o ocorrido.

Em decorrência do depoimento de James, os investigadores começaram a reconstituir a cena do caso para tentar chegar a uma conclusão. Consoante a análise inicial realizada na parte exterior do veleiro de luxo Bayesian, não foram encontradas evidências de irregularidades na embarcação.

Mergulhadores acham cinco corpos em iate de luxo que naufragou na Itália

Nesta quarta-feira (21/08), as buscas pelo iate de luxo que naufragou na Sicília, cidade da Itália, foram retomadas nesta manhã de quarta. Ao decorrer dessas operações foram encontrados cinco corpos em uma embarcação.

Segundo o jornal britânico “Daily Telegraph”, um dos cinco corpos encontrados é do bilionário Mike Lynch. Junto do corpo do bilionário, foi encontrado também o corpo da filha do empresário.


Os mergulhadores enquanto estavam realizando as buscas pelos desaparecidos (Foto: Reprodução/Alberto Pizzoli/AFP/Getty Images Embed)


O naufrágio do iate

O naufrágio do iate ocorreu na manhã de segunda-feira (19/08), isso aconteceu por conta de um tornando, evento raro nesta região inclusive, que atingiu a embarcação. Em um primeiro momento uma pessoa havia morrido e seis pessoas haviam sido dadas como desaparecidas.

A embarcação tinha 56 metros, havia saído de Milazzo no dia 14 de agosto, e tinha 22 pessoas, sendo 12 passageiros e 10 tripulantes. A grande maioria dos passageiros estavam dormindo na hora do acidente, inclusive 15 pessoas foram resgatadas.

Até a última atualização, três pessoas estavam desaparecidas dentre elas Jonathan Bloomer, presidente da Morgan Stanley Internacional, e sua esposa. Além deles, também está desaparecido o advogado de Mike Lynch, Chris Morvillo.

Vale ressaltar que eles estavam no iate comemorando a absolvição de Lynch em um processo que envolvia fraude em uma de suas empresas, a Autonomy.

Quem é Mike Lynch

O empresário britânico Mike Lynch, de 59 anos, é chamado de “Bill Gates britânico”, isso porque Lynch foi um dos primeiros magnatas na área de tecnologia no Reino Unido.

Lynch nasceu na cidade de IIford, estudou ciências naturais na Universidade de Cambrigde, e fez também um doutorado em processamento de sinais e comunicações.

O empresário foi um dos cofundadores da Autonomy, empresa de software, vendida para a HP em 2011, por US$ 11 bilhões, o negócio é cercado de alegações de fraude contábil.

Mike Lynch foi absolvido em todas as 15 acusações de fraude, o julgamento começou em março e teve seu encerramento em junho.

Ainda há possibilidade de ter sobreviventes do naufrágio na Itália

O jornal britânico “The Telegraph” publicou nesta terça-feira (20) que os seis desaparecidos do naufrágio de um iate na costa da Sicília, na Itália, podem ter ficado dentro dos bolsões de ar no casco da embarcação.

Nick Sloane, o engenheiro que deu essa informação, atuou na procura de sobreviventes do naufrágio do Costa Concordia, na região da Toscana, em 2012. De acordo com Sloane, quando uma embarcação vira, formam-se espaços sem água pelo próprio casco.

As equipes de resgate precisam correr contra o tempo

Existe uma remota possibilidade de haver sobreviventes nesses locais. Se isso tiver ocorrido, as equipes teriam que agilizar o resgate, pois os sobreviventes teriam chances de ficar cerca de 24 horas com vida.

Os mergulhadores têm enfrentado dificuldades pelo tamanho da embarcação e pelo pouco tempo que conseguem ficar submersos. O iate está virado a 50 metros da superfície e essa profundidade tem contribuído para dificultar a exploração do espaço. Os mergulhadores também só conseguem ficar 12 minutos submersos com os atuais equipamentos.


Imagens de câmeras de segurança mostram o momento do naufrágio na Itália (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


Nesta terça-feira (20), um grupo de mergulhadores britânicos capacitados para buscas em lugares apertados foi até a Sicília para ajudar nas buscas. Até agora, quinze pessoas teriam sido resgatadas e seis continuariam desaparecidas.

A ocorrência de tornados é um fenômeno raro nessa região

A embarcação que naufragou era um veleiro luxuoso com seis suítes que estava atracada perto de Palermo. Um tornado passou pela costa da Sicília, a maior ilha da Itália, na última segunda-feira. A força dos ventos fez com que o iate britânico virasse.

De acordo com um oficial da Guarda Costeira em Palermo, o vento estava muito forte. A expectativa é de que viria um mau tempo, mas a magnitude do ocorrido foi bem além do esperado.

Tornados são acontecimentos raros na região do Mar Mediterrâneo. Porém, ultimamente, tem acontecido tempestades e chuvas pesadas, causando impacto em várias regiões da Itália, como inundações e deslizamentos de terra.

Naufrágio na costa do Moçambique vitimiza mais de 90 passageiros

Mais de 90 pessoas morreram em um naufrágio na costa norte da ilha de Moçambique, na província de Nampula, neste domingo (07). De acordo com autoridades locais, um barco de pesca foi utilizado como balsa e transportava cerca de 130 passageiros, superlotando a navegação. Os passageiros tentavam chegar à ilha para escapar da ameaça do cólera, que já chegou a 15 mil casos registrados na cidade de Nampula desde outubro do ano passado.

Naufrágio nas águas de Moçambique

De acordo com Jaime Neto, secretário de Estado de Nampula, o barco estava superlotado e não era adequado para o transporte de passageiros e por isso, acabou afundando. Mais de 90 pessoas perderam a vida neste acidente e dentre as fatalidades, estão várias crianças. 

O secretário informou que foram encontrados cinco sobreviventes e que apesar das condições do mar, que dificultam as buscas, irão continuar a procurar por mais sobreviventes. A maioria dos passageiros viajou para a ilha devido ao pânico causado pela desinformação sobre um surto de cólera”, declarou Neto.


A ilha de Moçambique foi a escolhida como o refúgio dos passageiros que morreram no naufrágio (Foto: reprodução/Oliver Strewe/Getty Images Embed)


Moçambique é um dos países mais pobres da África oriental e a cidade de Nampula, localizada na província de mesmo nome, teve cerca de 15 mil casos de cólera confirmados e 32 mortes. A doença é transmitida por uma bactéria, que contamina água e alimentos. Nampula é uma das áreas mais afetadas, registrando um terço dos casos. As autoridades locais informam que uma equipe de investigadores trabalha para determinar as causas do naufrágio.

Surto de cólera no país

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou em janeiro deste ano que houve um aumento “grave dos casos de cólera” em dez países da região oriental e austral do continente, alertando para o risco de uma epidemia em Moçambique.

Segundo dados do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, no período de um ano, de janeiro de 2023 a janeiro de 2024, foram cerca de 253 mil casos de cólera registrados e quase 4.200 mortes nos 19 estados membros da União Africana. Tais números revelam a estatística avassaladora de 72,5% de infecção no sul do continente.

O atual surto de cólera pede uma resposta rápida e de grandes dimensões. De acordo com os mestres de saúde pública, uma das maiores armas mais eficazes para combater o cólera é educar a população sobre os riscos da doença e as medidas de prevenção. Agentes comunitários têm se esforçado para transmitir informação à população local, ajudando as pessoas a se protegerem da doença.


As autoridades se esforçam para conter o surto de cólera que atinge o continente (Foto: reprodução/Yasuyoshi Chiba/Getty Images Embed)


Mouzinho Augusto, juntamente com outros voluntários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, leva a importante mensagem e ensina as boas práticas de prevenção, como a constante lavagem das mãos em Cabo Delgado, uma província no extremo nordeste de Moçambique. Ele ensina que é importante lavar as mãos sempre, utilizando água, sabão ou até mesmo cinzas. 

O Ministério da Saúde do país contava com poucos profissionais da saúde para responder à demanda no início do surto, pois a dimensão da doença pegou a todos de surpresa, segundo Benjamim Mwangombe, coordenador médico do Médico Sem Fronteiras em Moçambique. Mas com a ajuda de outras instituições internacionais, como a Unicef e a OMS, mais equipes de saúde foram disponibilizadas para atender à população. Mwangombe diz que já conseguem ver uma queda nos casos de cólera, graças à campanhas de vacinação, e que o mais importante é manter o controle da mortalidade e manter o foco na prevenção da doença.