EUA miram o Estado Islâmico em ofensiva militar na Síria

Os Estados Unidos e forças aliadas lançaram, neste sábado (10), ataques em larga escala contra alvos do Estado Islâmico na Síria. À primeira vista, a ofensiva ocorre como represália a um ataque ocorrido em dezembro, que matou três americanos no país.

Segundo o comando militar dos EUA, a operação atingiu posições do grupo jihadista em diferentes regiões sírias. A princípio, a ação integra a chamada operação Hawkeye, anunciada nas redes sociais oficiais do Exército americano.

Ofensiva responde a ataque mortal em Palmira

De acordo com o comunicado, os bombardeios são resposta direta ao ataque registrado em 13 de dezembro, na cidade de Palmira, conhecida como Tadmor, importante centro comercial da antiguidade na Rota da Seda. Na ocasião, um comboio com forças americanas e sírias foi alvo da ação. 


EUA em apoio à Operação Hawkeye Strike (Foto: reprodução/Exército dos EUA/Getty Images Embed)


Consequentemente, o ataque matou dois soldados do Exército dos Estados Unidos e um intérprete civil. Além disso, outros três militares americanos ficaram feridos durante a ofensiva. Ainda segundo o Exército, o agressor foi morto no local. Posteriormente, o Ministério do Interior da Síria afirmou que o autor integrava forças de segurança sírias e simpatizava com o Estado Islâmico.

Até o momento, o comando militar americano não informou se os novos ataques deixaram mortos. Enquanto isso, o Pentágono e o Departamento de Estado não comentaram oficialmente a operação. Nos últimos meses, a coalizão liderada pelos EUA intensificou ações aéreas e terrestres contra o grupo extremista. Essas operações contam, em muitos casos, com apoio das forças de segurança sírias.

Presença militar americana e cenário político na Síria

Atualmente, cerca de mil militares americanos permanecem em território sírio. Ocasionalmente, a presença tem como objetivo conter o avanço do Estado Islâmico e apoiar forças locais, já que o atual governo da Síria é liderado por ex-rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad no ano passado. O conflito encerrou um ciclo de 13 anos de guerra civil. A coalizão no poder reúne grupos que romperam com a Al Qaeda e passaram a combater diretamente o Estado Islâmico. Desde então, a cooperação com os Estados Unidos foi ampliada.


Trump acompanha o retorno dos restos mortais de membros da Guarda Nacional mortos em ataque na Síria (Foto: reprodução/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP/Getty Images Embed)


No mês passado, Síria e EUA firmaram um acordo de cooperação militar. A decisão ocorreu após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca. Enquanto isso, o governo americano mantém postura mais assertiva na política externa. Recentemente, o presidente Donald Trump anunciou ataques contra uma instalação na Venezuela.

Além disso, Trump assinou uma proclamação que retira os EUA de dezenas de órgãos internacionais. Segundo a Casa Branca, a medida prioriza interesses nacionais. Dessa forma, os ataques na Síria reforçam uma estratégia de ações diretas. Ao mesmo tempo, indicam uma atuação seletiva dos EUA no cenário internacional.