Papa Leão XIV pede soberania da Venezuela após prisão de Nicolás Maduro
Papa Leão XIV diz acompanhar com preocupação a crise na Venezuela e defende direitos humanos; militares dos EUA capturaram Maduro em Caracas
O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que acompanha com profunda preocupação os desdobramentos políticos recentes na Venezuela. O pontífice também afirmou defender a soberania venezuelana após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos.
Nesse contexto, o líder da Igreja Católica falou após a oração dominical na Praça de São Pedro, no Vaticano. Ainda assim, Leão XIV destacou que o bem-estar do povo venezuelano deve prevalecer sobre os interesses políticos ou militares.
Apelo por soberania e direitos humanos
Ainda segundo o papa, a Venezuela deve permanecer como um país independente, com respeito pleno aos direitos humanos fundamentais. Além disso, o líder católico pediu a superação da violência e a abertura de caminhos voltados à justiça e à paz duradoura.
Nesse sentido, o pontífice ressaltou que soluções pacíficas devem ser primordiais para guiar qualquer ação internacional envolvendo o país sul-americano. Por isso, Leão XIV afirmou que a soberania nacional precisa ser preservada em meio à escalada de tensões.
Reações internacionais e posicionamento do Brasil
Anteriormente, a China criticou as apreensões de navios feitas pelos Estados Unidos, classificando-as como violações do direito internacional. Em seguida, autoridades chinesas alertaram que tais práticas comprometem a estabilidade das relações globais.
Já no sábado, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva condenou o que chamou de ataque à Venezuela. Segundo Lula, a ação ultrapassa limites aceitáveis nas relações entre países soberanos. Consequentemente, o governo brasileiro convocou uma reunião de emergência para discutir possíveis respostas diplomáticas. Enquanto isso, analistas apontam risco de agravamento do isolamento internacional venezuelano.
Histórico de tensões entre Washington e Caracas
A tensão entre Estados Unidos e Venezuela se intensificou após a chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999. Desde então, nacionalizações e disputas sobre o petróleo ampliaram o desgaste entre os dois países. Posteriormente, sanções econômicas americanas agravaram a crise interna venezuelana ao longo dos anos.
Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)
Em agosto de 2025, os EUA elevaram para 50 milhões de dólares a recompensa por informações sobre Maduro. Além disso, Washington não reconheceu a reeleição do presidente para um terceiro mandato. Como resultado, ações militares e operações marítimas passaram a ocorrer com maior frequência no Caribe e no Pacífico.
