ONGs denunciam a situação no Irã após a morte de mais de 500 pessoas em manifestações

Neste domingo (11), o número de mortos nas manifestações contra o regime de Khamenei no Irã ultrapassou 500, segundo grupos de ativistas que monitoram os acontecimentos no país. A situação é descrita como caótica, com relatos de massacre e denúncias de que policiais estariam excedendo os limites no confronto com manifestantes. Iranianos ouvidos por jornais dos Estados Unidos afirmaram que a polícia atirou contra pessoas que participavam dos protestos.

Entenda a situação

Conforme informaram algumas ONGs de direitos humanos, o país está totalmente isolado, sem redes de internet em funcionamento, porque o governo determinou o corte do acesso para toda a população. Elas também afirmaram que há um massacre em curso no país em razão desse corte geral. Já organizações da Noruega relataram uma série de assassinatos nas regiões afetadas, indicando a possibilidade de o número de mortos chegar a 2 mil pessoas. As autoridades policiais esclareceram como ocorreu o conflito, confirmando os acontecimentos dos últimos dias.


Incêndio durante manifestações no Irã (Foto: reprodução/Khoshiran/Getty Images Embed)


Masoud Pezeshian fez um apelo aos cidadãos do país que governa para que se mantenham afastados daqueles que chamou de “terroristas e baderneiros”, afirmando ainda estar em busca de diálogo com os manifestantes. Ele também criticou os Estados Unidos, acusando-os de provocar caos e desordem e de agravar o conflito. Após Donald Trump mencionar uma possível intervenção para tentar resolver a crise, a liderança iraniana afirmou que retaliaria, deixando claro que os primeiros alvos seriam no próprio território em questão.

Conflito com os EUA

Conforme informou o jornal “The New York Times”, membros do governo americano teriam comunicado ao presidente Donald Trump a possibilidade de um ataque militar, e o “Axios” divulgou que o governante dos EUA está avaliando alternativas para apoiar os manifestantes iranianos. Marco Rubio também discutiu com Benjamin Netanyahu uma possível intervenção no Irã.

O regime iraniano já declarou que o país está em guerra, e o conflito se encontra em uma situação complexa, avançando em uma escalada de violência.

No momento, ainda não se sabe como esses conflitos serão resolvidos. Os países buscam uma solução na tentativa de encerrar a guerra.

Trump encerra participação dos EUA em 66 entidades globais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (7) uma proclamação que retira o país de 35 organizações não pertencentes à ONU e de 31 entidades da própria ONU. Segundo a Casa Branca, a medida ocorre porque os organismos “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA”.

A decisão afeta principalmente agências, comissões e painéis ligados a temas climáticos, trabalhistas e de diversidade, reforçando uma abordagem seletiva do governo americano frente ao multilateralismo internacional. Especialistas alertam para os impactos em programas globais de desenvolvimento e cooperação.

Impacto e alcance da decisão

A maior parte das organizações atingidas são agências da ONU ou entidades internacionais que tratam de mudanças climáticas, igualdade de gênero, comércio e desenvolvimento. Entre elas estão ONU Mulheres, UNFCCC, UNCTAD e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O governo Trump passa a escolher financeiramente quais operações e agências apoiará, priorizando apenas aquelas que considera alinhadas à sua agenda.


Trump anuncia retirada dos EUA de 66 organizações internacionais (Foto: reprodução/X/@CasaBranca)


Analistas internacionais avaliam que a medida reforça uma postura “ou do meu jeito ou nada feito” do governo americano. Daniel Forti, do International Crisis Group, observou que essa abordagem redefine a forma como os EUA participam de organismos multilaterais, limitando a cooperação global apenas a iniciativas consideradas estratégicas por Washington.

Consequências para organizações e políticas globais

ONGs e entidades parceiras da ONU já relatam encerramento de projetos devido aos cortes na ajuda externa americana, realizados por meio da USAID, também afetada no ano passado. A saída americana de organismos multilaterais gera impactos diretos em programas de desenvolvimento, preservação ambiental e direitos humanos, forçando ajustes internos nas próprias instituições internacionais.


Trump retira os EUA de organizações internacionais e muda relação com ONU (Vídeo: reprodução/YouTube/OPOVO)


Trump já havia adotado medidas semelhantes em seu primeiro mandato, retirando os EUA da Organização Mundial da Saúde e suspendendo apoio a outras agências da ONU. Com a decisão desta semana, o governo reforça a tendência de selecionar quais iniciativas internacionais receberão apoio, mantendo o foco em ações consideradas estratégicas para os interesses nacionais e limitando compromissos multilaterais de longo prazo.

A ação também aumenta a pressão sobre as próprias Nações Unidas, que passam a lidar com cortes de pessoal e financiamento, além de reorganizar prioridades diante do afastamento norte-americano. Para especialistas, a decisão evidencia como os EUA definem agora seu papel no cenário internacional, influenciando alianças e programas globais de maneira mais direta e assertiva.