ONU comenta a Palestina sobre o ataque ao armazém em Rafah

A ONU afirmou nesta quarta-feira (13)  a Palestina que armazém de ajuda humanitária teria sido atingido em Rafah, no sul de Gaza. Ministério da Saúde palestino confirma a morte cinco pessoas durante o bombardeamento. O porta-voz comenta que ainda não se tem informações a respeito do ocorrido.


Militares israelenses reunidos na guerra(reprodução/forças de Defesa de Israel/Poder360)

Sobre o ataque

A UNRWA relatou sobre o ataque que atingiu um dos armazéns de ajuda humanitária, segundo a agência, dezenas de pessoas acabaram se ferindo e cinco morreram durante o ataque. Aal-Jazeera e Times of Israel relataram que o Ministério da Saúde de Gaza, também havia informado sobre as mortes no local. Segundo Juliette Touma, a porta-voz da agência AFP, a UNRWA usava essa instalação para a distribuição dos alimentos e também de outros itens essenciais.

Um dos fotógrafos da AFP comentou que viu quando as  vítimas chegaram  ao Hospital al-Najjar (Rafah) e que uma delas teria sido identificada como um dos funcionários da ONU. As forças armadas de Israel ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido.

Em fevereiro, a cidade de Rafah havia sido anunciada como possível alvo de operações israelenses, se não fosse realizado alguma  nova negociação até o Ramadã. O Catar afirmou nesta terça-feira (12) que a situação é complicada.

Sobre a guerra entre Israel e Hamas

Uma crescente preocupação vem crescendo a respeito das condições humanitárias precárias em volta de Gaza. A região possui operações militares por parte de Israel desde outubro de 2023. 

A guerra se iniciou após a ocorrência de ataques pelo Hamas no dia 7 de outubro de 2023, que causou a morte de 1.160 pessoas, entre elas civis. Israel em seguida realizou uma campanha militar que resultou no falecimento de 31.272 cidadãos entre eles crianças e mulheres, informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde do território.

Com a escassez de alimentos, resultantes dos 5 longos meses de guerra, 27 pessoas morreram por desnutrição e desidratação, muitos deles sendo crianças, também segundo o ministério. 

República Dominicana desautoriza a permanência indeterminada de premiê do Haiti no país

Nesta quarta-feira (06), a República Dominicana informou que não autoriza a permanência do primeiro-ministro haitiano, Ariel Henry, a continuar no território por tempo indeterminado. A razão de Henry estar politicamente refugiado é a crise de violência no Haiti, que culminou neste domingo (03) com mais de quatro mil detentos escapando da maior prisão do país, que declarou estado de emergência.

Desde semana passada, quando a capital haitiana Porto Príncipe registrou crescentes ondas de violência coordenadas por gangues, o premiê Henry esteve no Quênia, tentando negociar o envio de uma missão multinacional de apoio ao seu país. Quando as tensões nacionais explodiram, com várias facções haitianas insatisfeitas com o governo do primeiro-ministro, os governos dos Estados Unidos e do Haiti “consultaram de maneira informal” se a República Dominicana permitiria a escala indefinida de Henry no seu país, o que foi negado.

Nas duas ocasiões o governo dominicano comunicou a impossibilidade de tal escala, sem receber um plano de voo definido,” afirmou o porta-voz do governo dominicano. “A República Dominicana mantém a disposição de continuar cooperando com a comunidade internacional para facilitar o retorno do Haiti à normalidade. Mas é imperativo que qualquer ação adotada não comprometa nossa segurança nacional.


Marcha de gangue contra o primeiro-ministro do Haiti (Foto: reprodução/REUTERS/Ralph Tedy Erol)

Insegurança nacional

No terremoto de 2010, o Haiti sofreu um terremoto que levou a mais de 200 mil mortes, e marcou o maior período de intervenção política internacional na história do país (2004-2017), que tem histórico de guerras civis e golpes militares. O atual primeiro-ministro Ariel Henry tem governado desde 2021, após o assassinato do Jovenel Moïse, e é impopular para grande parcela dos haitianos.

Ariel Henry tem que ir,” afirmou um manifestante, na capital haitiana Porto Príncipe, descontente com a deterioração da situação nacional e com o aumento da violência. “Estamos vivendo em total precariedade. Estamos vivendo no lixo, no esgoto. Não tenho nada, estou vazio. Não posso trabalhar, não posso sustentar minha família, não posso mandar meus filhos para a escola.”

Com Henry fora do país, as gangues aproveitaram para atacar delegacias e prisões, e hoje já controlam mais de 60% da capital. O Haiti e a República Dominicana, países vizinhos nas Ilhas do Caribe, agora têm maior tensão geopolítica, com o governo dominicano reforçando o número de tropas na fronteira.

Crise humanitária

Optamos por tomar nosso destino em nossas próprias mãos. A batalha que travamos não derrubará apenas o governo de Ariel. É uma batalha que mudará todo o sistema,” disse Jimmy “Barbeque” Cherizier, um ex-policial que lidera uma das principais gangues haitianas. O mesmo já advertiu que uma guerra civil pode começar caso o primeiro-ministro não renuncie.

De acordo com a ONU, só a guerra entre gangues já forçou mais de 300 mil pessoas a abandonarem suas casas, com várias famílias fugindo especialmente da capital. Já foi alertado que se trata de uma das mais graves crises humanitárias no país.

Agência nuclear firma que Irã tem insumos suficientes para fabricar várias bombas

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) manifestou preocupação com a situação de desenvolvimento nuclear do Irã. O órgão, que delimita as atividades do programa nuclear iraniano, tomou conhecimento de um relatório confidencial nesta segunda-feira (26).

Segundo o texto, o Irã conta com 27 vezes mais material do que o permitido no acordo de 2015 para a fabricação de armas nucleares, incluindo bombas atômicas.

A relação entre o governo do Irã e a Organização das Nações Unidas (ONU) têm piorado nos últimos meses. Em documento confidencial, o diretor-geral da agência, Rafael Grossi, faz menção às “declarações públicas no Irã sobre suas capacidades técnicas de produção de armas nucleares, o que reforça as preocupações“.

Irã está sujeito a acordo nuclear

Em 2015, o Irã selou um tratado com a AIEA e a ONU envolvendo o uso da tecnologia nuclear para fins militares. A ideia é tentar assegurar que o programa nuclear em andamento tenha fins civis. 

No acordo, o país concordou em limitar as atividades nucleares e permitir a entrada de inspetores internacionais na capital Teerã. Em troca, as potências globais suspendem as sanções internacionais.

Apesar da República Islâmica negar a intenção de produzir uma arma atômica, outro documento, datado em 10 de fevereiro, revela que o país possui 5.525,5 quilos insumos nucleares, em comparação com os 4.486,8 quilos registrados no final de outubro.

Isso é 27 vezes mais do que o limite autorizado pelo acordo internacional de 2015.

Irã rejeita a visita de inspetores


Bandeira da República do Irã (Foto: reprodução/R7 Entretenimento)

Em 21 de fevereiro, o chefe da política nuclear do Irã, Mohammad Eslami, negou a entrada ao país para Rafael Grossi. Em explicação dada a jornalistas, Eslami alegou estar com a “agenda conturbada” para atender o diretor da AIEA, e que as interações do Irã com a ONU seguem “normalmente”.

Dois dias antes, em entrevista à Reuters, Grossi havia afirmado que, embora o ritmo de enriquecimento de urânio tenha diminuído desde o final de 2023, o Irã continua enriquecendo a uma taxa elevada através deste ativo usado para o desenvolvimento de armas nucleares.

Silvio Almeida discursa sobre a criação do Estado Palestino na ONU

Em seu discurso na ONU, Silvio Almeida repudia a punição coletiva que Israel vem fazendo em Gaza e defende a criação do Estado palestino. Em meio a autoridades estrangeiras, o ministro disse que espera que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) ratifique que a ocupação dos territórios palestinos por Israel é ilegal.

Crítica feita por Silvio em seu discurso

Durante a 55ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, o Ministros dos Direitos Humanos, Silvio Almeida criticou durante seu discurso a proporção de força usada por Israel na Faixa de Gaza, além de pedir pela criação de um Estado Palestino visando à paz.

Perante delegações estrangeiras, abrangendo representantes tanto governamentais quanto não governamentais, Almeida expressou sua esperança de que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) ratifique que a ocupação de Israel nos territórios palestinos é ilegal e contraria os preceitos institucionais.

Almeida disse no seu discurso que não pode deixar de registrar sua profunda indignação com o que está acontecendo em Gaza, que em mais de uma oportunidade condenou os ataques ofensores pelo Hamas e demandou a libertação de todos os reféns imediatamente.


Silvio Almeida e Lula. (Foto: reprodução/Marcelo Camargo).

O ministro também defendeu a criação de um Estado Palestino livre e soberano, sendo assim  uma condição imprescindível para à paz. Silvio considera ser dever do Conselho prestigiar a busca da solução pacífica dos conflitos e se opor a qualquer forma de neocolonialismo.

Brasil foi selecionado para integrar o Conselho

No último mês de outubro, o Brasil foi selecionado para um período de três anos como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, composto por 47 nações.

Durante sua fala, o ministro delineou as principais metas de sua administração e enfatizou que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realocou o Brasil em fóruns multilaterais, no que se refere à pauta dos Direitos Humanos.

Para Silvio Almeida o Conselho deve aprofundar seus trabalhos no campo de combate ao discurso de ódio e à desinformação, que vem afligindo a democracia e a convivência no interior das sociedades entre os povos.

Baixada Santista tem recorde de mortes devido a Operação Verão

O número de mortos pela Polícia Militar (PM) na Baixada Santista subiiu para 52, devido a Operação Verão. O número de mortes aumentou nos últimos 2 meses, quebrando o recorde de 2017, quando a região registrou mais mortes que na capital paulista.


Policiais Militares em operação (Foto: reprodução/SSP-SP/CNN Brasil)

Aumento de mortes na Operação Verão 

Desde o final de 2023, a baixada Santista é alvo de conflitos entre PMs e supostos membros de facções após morte de policial da Rota. A Defensoria Pública quer a intervenção da ONU para que haja alguma mudança. O aumento nos casos é o maior desde 2017, feito pelos Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp) e Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A região concentra 45% das mortes por PM em São Paulo em 2024.

Demais informações da operação

As operações estão ocorrendo em meio ao governo estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos), iniciadas após um policial militar da Rota ter sido morto na região. Em 40 dias, 28 pessoas foram duramente mortas.

Em 26 de janeiro de 2024, outro PM foi assassinado na baixada e, nos seis dias que antecederam  o ocorrido, dez pessoas foram mortas por policiais militares da região. Desde fevereiro, outros 2 PMs faleceram e, no total, 32 pessoas morreram durante ações da PM na Baixada Santista.

José Marcos Nunes da Silva é um dos falecidos devido às operações realizadas. Ele foi atacado em sua casa, na madrugada de 3 de fevereiro. No Boletim de ocorrência, houve registro de resistência, porte ilegal de armas de fogo e Drogas não autorizadas.

Um dos pesquisadores  do núcleo de estudos da violência, Bruno Paes Manso, classificou a operação como “desastrada”, devido ao aumento de mortes. Segundo o mesmo, a operação dura tempo e busca responder a violência que ocorreu com  o policial, mas que trouxe instabilidade e desordem, fazendo que com que a população das comunidades tivesse medo, além de levar problemas para os policiais que começaram a ficar vulneráveis. Isso levou a desordem causada pelo excesso de homicídios na região.