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Desde o início desse ano, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem feito declarações sobre membros da Otan, uma aliança militar liderada pelos EUA. Uma dessas declarações ocorreu em um comício na Carolina do Sul, na ocasião Trump revelou que optaria por não continuar a cláusula da defesa coletiva da Otan.
Ainda nessa declaração, Trump afirmou que encorajaria a Rússia a fazer “o que diabos quiser” aos países membros da Otan que não investirem 2% de seu PIB na área da defesa.
Donald Trump em um comício realizado no Arizona recentemente (Foto: Reprodução/Rebecca Noble/Getty Images Embed)
Outras falas envolvendo a política externa
Donald Trump nos últimos meses tem se posicionado sobre quais serão suas políticas externa se for eleito presidente dos Estados Unidos.
Na questão da guerra da Ucrânia, Trump prometeu que buscará um acordo com a Rússia e a Ucrânia para encerrarem o conflito. O ex-presidente abordou que as suas estratégias acabaram com as “guerras intermináveis”.
Em um de seus vídeos de campanha, Trump afirmou que tem o objetivo de impedira pressão de lobistas contra militares de alto escalão para entrarem em conflitos.
Trump revelou também que trará de volta a sua política de proibição de viagem, segundo o candidato republicano a medida seria para pessoas de países muçulmanos e serviria para “manter os terroristas islâmicos radicais fora do nosso país”. A medida foi derrubada quando Joe Biden assumiu a presidência em 2021.
Otan teme uma possível volta de Trump
Boa parte dos 32 países membros da Otan temem uma possível volta de Donald Trump a presidência dos Estados Unidos. Um dos pontos de maior atrito entre as partes é a quantidade de recursos que os americanos estão enviando para apoiar a Ucrânia no conflito contra a Rússia.
No entanto, a Otan já traça suas estratégias caso Trump seja eleito, uma delas já acorreu que foi a eleição de Mark Rutte para ser o novo secretário-geral da aliança. Rutte é um negociador nato e já conhece o republicano, a aliança militar espera que Mark Rutte conseguiria ser um intermediador entre Trump e a Otan.
Na Alemanha, uma base aérea da Otan precisou ser esvaziada nesta quinta-feira (22), depois que os serviços de inteligência identificaram uma ameaça potencial. Agora, somente os militares que prestam serviços essenciais podem permanecer na unidade.
Essa base fica na cidade de Geilenkirchen, no oeste alemão e refugia algumas aeronaves para vigilância, também conhecida como Awacs. Depois de uma tentativa de invasão, as instalações precisaram ser totalmente verificadas.
Bandeira da Otan e de países da aliança (Foto: Reprodução/DepositPhotos)
Ameaça à base
No mesmo dia em que ocorreu a tentativa de invasão na base de Geilenkirchen, um alerta foi emitido para outra base que ficava a cerca de 90 km sob suspeita de sabotagem no sistema de abastecimento de água para a unidade. E, embora tenham sido coletadas amostras, não foi encontrado nenhum sinal de contaminação.
Com o passar dos últimos anos, a Otan tem monitorado uma suposta corrente de atividades hostis do lado da Rússia, especialmente se tratando dos ataques cibernéticos.
Há pouco, em junho de 2024, Jens Stoltenberg, secretário-geral da aliança, informou que os militares notaram um aumento no número e no padrão de ameaças. E, ainda segundo ele, esse aumento poderia indicar que a inteligência russa estaria mais ativa.
Otan
Organização do Tratato do Atlântico Norte (OTAN) é uma aliança política entre países da Europa e da América do Norte. Fundada em 1949, concomitante com a Guerra Fria, tinha como principal objetivo proteger interesses políticos dos seus membros, promover a paz e estabilidade na região do Atlântico Norte.
Desde o fim da Guerra Fria, a OTAN tem se expandido significativamente e alterado seu foco de promover a paz e defender os interesses políticos, para resolução de conflitos relacionados a terrorismo, segurança cibernética e guerras híbridas.
Atualmente, muitas bases da OTAN são distribuídas nos países membros para treinar forças militares para defesa caso seja necessário em um ataque a qualquer um dos membros da aliança.
Após o encerramento da cúpula da OTAN, o atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, participou de uma coletiva de imprensa em Washington, nesta quinta-feira (11). Esta foi considerada uma etapa decisiva para o candidato à presidência dos Estados Unidos depois da má performance no debate contra Donald Trump, também candidato, pela CNN. Biden comentou sobre os principais assuntos que regem o mundo, os Estados Unidos, e, principalmente, sua idade.
Desempenho na coletiva
Em uma das raras coletivas de imprensa propostas a fazer, o presidente dos Estados Unidos apresentou um desempenho melhor do que nos últimos eventos em que sua postura foi colocada à prova. Dos muitos assuntos circulados durante a série de perguntas e respostas, os principais foram voltados a saúde de Joe Biden, sua idade e sua capacidade para comandar a maior potência mundial.
Devido às más performances recentes, a postura de Biden e suas palavras na coletiva reafirmaram que o presidente continuará como candidato na corrida presidencial.
Joe Biden declarou que é a pessoa mais qualificada para ser presidente e que irá continuar com sua campanha para a presidência, mesmo com a pressão dos aliados nos últimos dias acerca de sua desistência.
O democrata também disse estar determinado em concorrer além de expressar querer tirar a imagem de que não está pronto para encarar a campanha sem roteiro prévio.
Biden recebeu perguntas excessivas sobre uma possível desistência da candidatura e rebateu dizendo não pretender desistir a menos que sua equipe diga que “não há como vencer” Donald Trump.”Ninguém está dizendo isso. Nenhuma pesquisa diz isso.”, declarou o presidente.
De acordo com o democrata, até o momento nenhuma pesquisa de intenção de voto já o eliminou da corrida mesmo existindo a vantagem republicana na corrida. O presidente também falou na condição de candidato, expressando promessas e interagindo como possível eleito.
Além disso, Biden ainda foi perguntando sobre a suposta redução de sua agenda para dormir mais cedo e sobre possíveis novos exames cognitivos.
Joe Biden em coletiva de imprensa em Washington (Foto: reprodução/ Graeme Sloan/ Bloomberg)
“Isso não é verdade […] O que eu disse foi que, em vez de começar todos os dias às 7h e ir para a cama à meia-noite, seria mais inteligente manter um ritmo melhor…é disso que estou falando. Minha agenda está lotada…e no próximo debate, não viajarei 50 fusos horários uma semana antes [como no debate]“, respondeu sobre a questão do descanso ser mais cedo.
Quanto aos exames, Biden disse: “Se me disserem que eu precise fazer outro exame cognitivo, eu o farei. Não sou oposto a fazer caso meus doutores o peçam“. Alfinetando o adversário, Joe Biden também comentou sobre as condições de Trump e disse ser transparente quanto aos seus registros médicos.
Entretanto, apesar do desempenho assertivo na maior parte da coletiva, o atual presidente também cometeu gafes penosas que podem afetar seu discurso de aptidão. Em um momento, Joe Biden confundiu sua vice-presidente, Kamala Harris, com seu adversário Donald Trump ao se enrolar nas palavras e chamá-la de “vice-presidente Trump”.
Em outro, pouco antes da coletiva, Biden se confundiu e chamou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de Vladmir Putin, presidente da Rússia.
O que diz Biden sobre o mundo
As perguntas sobre sua posição a respeito de assuntos do mundo e dos Estados Unidos também foram excessivas. Perguntado sobre uma importante declaração na campanha de 2020, onde afirmava ser a nova ponte entre a nova geração de jovens, Biden respondeu não ter percebido o “quão duro” era o desafio que está tendo que lidar como presidente. Na época, ele apontava não poder disputar um segundo mandato, aos 77 anos. Hoje, o atual presidente disputa aos 81.
O presidente também recebeu perguntas sobre Kamala Harris, sua vice-presidente, como por exemplo se a vice estaria pronta para ser presidente a partir do primeiro dia de mandato. O democrata reforçou o companheirismo e disse acreditar em sua parceira de chapa. Ele também ressaltou que não escolheria Harris se não soubesse de sua capacidade para comandar a nação estadunidense.
Em outras questões, Joe Biden garantiu ser a melhor opção para lidar com a guerra da Ucrânia e atestar o sucesso do país invadido assim como a força da OTAN. Além disso, respondeu sobre a atuação da aliança militar em apoio a Ucrânia dizendo que “Kiev ainda está de pé”.
O presidente salientou estar pronto para lidar com Putin, presidente russo, agora ou daqui há três anos. Quanto a guerra na Faixa de Gaza, o democrata reforçou o desejo de chegar a um cessar-fogo.
Em coletiva realizada, nesta segunda-feira (17), na sede da Otan, em Bruxelas, o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, dissertou sobre o planejamento de aumentar a quantidade de armas nucleares em prontidão, tendo em vista que os países-membros estão se sentindo preocupados com o crescimento de Rússia e China.
Explicação sobre as intenções da Otan (Vídeo: reprodução/Analytics – Defesa e Geopolítica)
A Otan
A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), teve seu início em 1949, num contexto histórico de Guerra Fria. O principal motivo de fundação da Otan é a proteção dos países inseridos na organização, por meio de conferências e reuniões para decidir as ações que serão tomadas para atingir as metas e objetivos.
A Otan possui trinta países-membros, os principais sendo Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Turquia, ultimamente tendo melhorado suas relações com países que estão fora da organização, para que seus interesses militares e econômicos possam ser atingidos com mais facilidade.
A relação da Otan com o Brasil, apesar de não ser um membro, é de parceria e aliança, sendo assim desde o ano de 2019, quando o país começou a ser considerado um aliado preferencial da organização.
Intenções da Otan atualmente
“O objetivo da Otan é, obviamente, um mundo sem armas nucleares, mas enquanto existirem armas nucleares, continuaremos sendo uma aliança nuclear, porque um mundo onde Rússia, China e Coreia do Norte têm armas nucleares, e a Otan não, é um mundo mais perigoso.”
Jens Stoltenberg, ao jornal “Telegraph”.
É o que afirmou Jens, sobre o atual momento de Otan, em entrevista ao “Telegraph”.
Pelo que foi dito por Jens Stoltenberg, a principal intenção da Otan neste momento é tirar as armas nucleares de armazenamentos e inserir as mesmas em estado de prontidão, pelo recente crescimento de países como a China e a Rússia, que não são vistas como aliados da organização.
Nesta terça-feira (28), o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, disseram que os ucranianos deveriam ter permissão para atingir locais militares russos, de onde mísseis são lançados contra a Ucrânia. A fala foi dita durante uma conferência de imprensa em Meseberg, na Alemanha.
“Apoiamos a Ucrânia e não queremos uma escalada (do conflito), isso não mudou. Deveríamos permitir que neutralizassem locais militares a partir dos quais os mísseis são disparados, locais a partir dos quais a Ucrânia é atacada, mas não deveríamos permitir que atingissem outros alvos na Rússia, locais civis ou militares”.
Emmanuel Macron
A Rússia reage
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reagiu afirmando que a proposta de deixar os ucranianos usarem as armas fornecidas pelos países ocidentais para atacar dentro da Rússia, poderia desencadear um conflito mundial.
Presidente ucraniano (Foto: reprodução/Anadolu Agency/Getty Images embed)
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, por sua vez, vem pressionando os países europeus para que o autorizem usar as armas fornecidas por eles, para se defender de ataques em território russo.
“A Ucrânia tem todas as possibilidades, dentro do direito internacional, para o que está fazendo. Isso tem de ser dito explicitamente. Acho estranho quando algumas pessoas argumentam que não deveria ser permitido que o país se defendesse e tomasse medidas adequadas para isso.”
Olaf Scholz
A Alemanha tem receios
Apesar dessas considerações, a Alemanha tem alguma resistência, temendo ampliar o conflito. Poderia interferir nas próximas eleições locais e estaduais na antiga parte leste comunista. As autoridades do país não forneceram os mísseis Taurus de longo alcance a Kiev, que poderiam atingir Moscou.
Sede da OTAN em Bruxelas, na Bélgica (Foto: reprodução/Omar Havana/Getty Images embed)
Jens Stoltengerg, secretário-geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em entrevista ao jornal The Economist, afirmou que os membros da aliança deveriam permitir que a Ucrânia atacasse a Rússia com armas ocidentais. Alguns membros europeus do grupo estão de acordo com Jens, já os Estados Unidos não.
Na tarde desta terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lançou críticas contundentes contra seu possível adversário nas eleições de 2024, Donald Trump, classificando seus comentários recentes sobre a OTAN como “perigosos” e “não-americanos”.
Em um pronunciamento na Casa Branca, o líder democrata repreendeu vigorosamente as declarações de Trump, feitas no último fim de semana, nas quais questionava o compromisso dos EUA em apoiar os membros da aliança em caso de ataque.
Biden destacou que tais comentários aumentam a urgência para que o Congresso aprove um projeto de financiamento estagnado há muito tempo, destinado a apoiar a defesa da Ucrânia contra a Rússia.
“O ex-presidente enviou um sinal perigoso e chocante para o mundo”, afirmou Biden, enfatizando que a segurança nacional já estava em jogo antes do recente impasse no Senado. Ele sublinhou que o risco aumentou drasticamente nos últimos dias.
Críticas aos comentários de Trump
No sábado (10), durante um comício político na Carolina do Sul, Trump criticou os atrasos nos pagamentos de membros da OTAN e relatou uma suposta conversa na qual teria sugerido à Rússia que realizasse um ataque. Biden classificou tais comentários como “idiota”, “vergonhoso” e “antiamericano”.
Joe Biden em pronunciamento na Casa Branca (Foto: reprodução/FOLHA SP)
O presidente Biden argumentou que o não apoio ao financiamento para a Ucrânia equivaleria a apoiar Vladimir Putin, alertando para o risco de os ataques russos se espalharem pela Europa.
Importância da OTAN
A OTAN, fundamental para a segurança europeia e global há mais de sete décadas, tem sido alvo de críticas recorrentes de Trump, que questionou sua relevância e desafiou o compromisso dos aliados.
O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, emitiu um comunicado enfatizando que qualquer sugestão de falta de solidariedade entre os membros mina a segurança coletiva, colocando em risco soldados americanos e europeus.
Após a invasão russa à Ucrânia em 2022, a adesão de novos membros à OTAN, como a Finlândia e possivelmente a Suécia, ressalta a importância contínua da aliança na atualidade geopolítica.