Papa Leão XIV toma posse da cátedra de Roma

O Papa Leão XIV assumiu oficialmente seu papel como bispo de Roma durante uma cerimônia na Basílica de São João de Latrão. A celebração aconteceu no domingo, 25 de maio de 2025, e reuniu cardeais, bispos, autoridades e fiéis. A Basílica de São João de Latrão é a catedral oficial do Papa e a mais importante da Igreja Católica, por ser a sede do bispo de Roma. Mesmo sendo menos famosa que a Basílica de São Pedro, ela é conhecida como a “mãe de todas as igrejas”.

Papa recebe autoridades e reafirma missão pastoral

Roberto Gualtieri, prefeito de Roma, recebeu o Papa na Praça do Aracoeli antes da missa. Eles trocaram cumprimentos e o prefeito desejou boas-vindas ao novo Chefe da Igreja Católica. Durante a cerimônia, Leão XIV falou sobre sua missão como pastor do povo de Deus.

Após a missa, Leão XIV visitou a Basílica de Santa Maria Maior. Lá, ele fez uma oração diante do ícone de Maria “Salus Populi Romani”, pedindo proteção para o povo. Também visitou o túmulo do Papa Francisco, seu antecessor, como sinal de respeito e continuidade.


Matéria sobre a opinião do novo Papa sobre a união entre homem e mulher (vídeo: reprodução/X/@CNNBrasil)

Origens do novo Papa

Leão XIV nasceu nos Estados Unidos, em Chicago, com o nome Robert Francis Prevost. Ele é o primeiro Papa norte-americano e o primeiro da Ordem de Santo Agostinho a assumir o papado. Eleito em 8 de maio de 2025, após a morte do Papa Francisco, Leão XIV tem um histórico de trabalho missionário e promete liderar a Igreja com simplicidade, fé e coragem.

O Papa Leão XIV escolheu esse nome em homenagem ao Papa Leão XIII, que foi um dos líderes mais importantes da história da Igreja. Leão XIII ficou famoso por escrever, em 1891, um documento chamado Rerum Novarum, que defendeu os direitos dos trabalhadores, a justiça social e o respeito à dignidade das pessoas, em uma época marcada pelas mudanças da Revolução Industrial.

Ao escolher o nome Leão XIV, o novo papa mostra que quer seguir esse mesmo caminho, com uma liderança voltada à escuta, à simplicidade e ao cuidado com os mais pobres e vulneráveis. O nome também tem um significado simbólico: “Leão” representa coragem, firmeza e liderança, qualidades que marcaram tanto Leão XIII quanto Leão I, outro papa muito importante na história. Além disso, o nome faz lembrar o “Leão de Judá”, um símbolo da Bíblia que se refere a Jesus como rei e protetor do povo.

Brasil será representado por embaixadora na posse de Donald Trump

Na próxima segunda-feira (20), Donald Trump assumirá seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. O Brasil será representado na cerimônia pela embaixadora Maria Luiza Viotti, conforme a tradição americana, que prioriza a presença de representantes diplomáticos nas posses presidenciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi convidado para o evento, e até o momento, não houve diálogo entre ele e Trump. Fontes do governo indicam não haver expectativa de contato nos próximos dias.

Uma tradição diplomática

Nos Estados Unidos, é incomum que chefes de Estado estrangeiros compareçam às posses. Em geral, a representação fica a cargo dos embaixadores. Apenas em situações específicas, como relações particularmente próximas, presidentes estrangeiros são convidados. É o caso de Javier Milei, presidente da Argentina, que confirmou presença na cerimônia, reforçando seus laços com Trump.

Relações entre Brasil e EUA

Apesar do distanciamento político entre Lula e Trump, diplomatas avaliam que as relações entre Brasil e Estados Unidos devem permanecer estáveis. Os dois países mantêm fortes laços comerciais, com os EUA figurando como o segundo maior parceiro econômico do Brasil, atrás apenas da China.


Apesar das diferenças entre Trump e Lula, especialistas não enxergam riscos para a relação entre os países (Foto: reprodução/X/@Metropoles)

Trump mantém alinhamento ideológico com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que o apoiou publicamente durante suas campanhas e hesitou em reconhecer a vitória de Joe Biden em 2020. Em contrapartida, Lula já demonstrou afinidade com Kamala Harris, vice de Biden. Ainda assim, ao reconhecer a vitória de Trump, Lula destacou a importância do diálogo e da democracia, ressaltando o desejo de cooperação entre os países.

Bolsonaro e sua tentativa de participar da posse

Jair Bolsonaro afirmou ter sido convidado para a posse e busca autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para viajar aos Estados Unidos. Desde fevereiro de 2024, seu passaporte está retido em função de uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe.

O STF exigiu que Bolsonaro comprove o convite antes de deliberar. Caso consiga comparecer, sua presença reforçará a proximidade política com Trump, destacando o vínculo entre os dois líderes.

Uma comitiva de 35 deputados pode participar da posse de Trump

Até o momento, os deputados que confirmaram presença na posse de Donald Trump, programada para 20 de janeiro de 2025, incluem parlamentares de diversas siglas. Entre os 35 confirmados, há sete que pertencem à base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora a maioria seja da oposição. 

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) esteve nos Estados Unidos durante a apuração dos votos e estará presente novamente, além de outras figuras influentes da oposição. A comitiva busca reforçar sua postura contra o governo atual. Trump, eleito nesta quarta-feira, teve sua apuração acompanhada por quatro deputados brasileiros, além de Eduardo Bolsonaro, Bia Kicis, Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e Mayra Pinheiro (PL-CE) marcaram presença. A viagem foi realizada como parte de uma missão oficial para observar a eleição. Além deles, Gilson Machado, ex-ministro do Turismo e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, também participou da celebração, embora não tenha mais mandato no Congresso.



Donald Trump faz campanha na Pensilvânia (Foto: reprodução/
Chip Somodevilla/ Getty Images Embed)


A expectativa de que Donald Trump, com sua postura alinhada à extrema-direita, possa influenciar uma possível reversão da inelegibilidade de Jair Bolsonaro está relacionada ao apoio político que o ex-presidente brasileiro ainda recebe de setores conservadores. A família Bolsonaro, especialmente através de Eduardo Bolsonaro, espera que a pressão internacional de Trump sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) possa alterar a decisão que resultou na perda dos direitos políticos de Bolsonaro. Eduardo tem articulado essa possibilidade, acreditando que um movimento de apoio de Trump poderia causar um impacto no STF, levando a uma mudança de posicionamento no Brasil​.

Impacto da vitória de Trump nas políticas de imigração para os latinos

A vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos pode ter um impacto significativo nas políticas de imigração, especialmente para os latino-americanos. Trump já manifestou, em seus mandatos anteriores e durante a campanha de 2024, a intenção de adotar políticas de imigração mais rígidas, com foco no fechamento das fronteiras e em um aumento das deportações, incluindo uma possível ampliação das forças envolvidas no processo. Isso incluiria um esforço agressivo para remover imigrantes em situação irregular, o que afetaria principalmente aqueles da América Central e do Sul.

Reflexo na economia brasileira

Embora o Brasil e os Estados Unidos tenham uma relação comercial robusta, as políticas protecionistas de Trump, incluindo tarifas e barreiras comerciais, podem afetar as exportações brasileiras. Setores como agricultura, petróleo e minerais, que são fortemente dependentes do mercado norte-americano, poderiam ser impactados por medidas que dificultam o acesso dos produtos brasileiros aos Estados Unidos.

Com participação de Dua Lipa e Zendaya, Cher é empossada no “Rock and Roll Hall of Fame”

Ao lado de Dua Lipa, a cantora Cher apresentou um dos maiores sucessos de sua carreira, a canção “Believe”, no palco do Hall da Fama do Rock and Roll. A performance, realizada neste sábado (19), marcou a cerimônia de posse de Cher, desafiando declarações polêmicas feitas há cerca de um ano.

A cerimônia, que destacou uma das grandes “icon girls” dos anos 90, foi conduzida por Dua Lipa, que iniciou o show com a famosa canção de 1998 e, em seguida, juntou-se a Cher para um poderoso dueto. Durante o evento, Cher foi empossada por Zendaya, que a elogiou em seu discurso.

“O nome [de Cher] é tão lendário quanto seu legado… Sua voz é tão singular que qualquer música que ela canta se torna uma música de Cher. Ela navegou por uma infinidade de gêneros musicais, definiu novos e reinventou outros.”

Já Cher contou um pouco de sua trajetória, agradeceu o apoio da mãe e ainda achou espaço para brincar, afirmando que “é mais fácil se divorciar de dois homens do que ser incluída no Hall da Fama do Rock and Roll”.


Dua Lipa e Cher performam a canção “Believe” (Foto;: reprodução/Instagram/@dualipa)

Ser empossado pelo Hall da fama do Rock and Roll é uma conquista importante para artistas do gênero musical, tornando o momento ainda mais especial, principalmente, quando se está esperando por ele há mais de 30 anos, como Cher. 

Para ocupar um espaço na cerimônia é necessário ser indicado por um comitê, receber mais de 50% dos votos em uma avaliação feita por mais de 500 especialistas no gênero musical e ter lançado o primeiro álbum há no mínimo 25 anos.

Vida após o amor 

Para muitos, Cher havia enterrado suas chances de estrelar no palco do Hall da Fama do Rock and Roll em 2023, quando em uma entrevista para Kelly Clarkson, a artista entregou declarações arriscadas sobre sua duradoura exclusão do evento. 

 “Eu não estaria nisso agora nem se eles me dessem um milhão de dólares”, começou a artista, evidenciando a pessoalidade que levava o fato de ainda não ter seu nome integrado ao show. Cher continuou, afirmando não estar brincando e que eles poderiam ir “você-sabe-o-quê”

Ouvir a cantora protagonizando o famoso refrão “você acredita na vida após o amor?” no palco do Hall da Fama do Rock and Roll significou o que poderia ser classificado como o fim dos ressentimentos e um divisor de águas no estreitamento das relações entre a artista e o evento. 

Semana de muitas emoções 

Além de seu empossamento no hall do rock, Cher também foi um dos maiores destaque do “comeback” do Victoria’s Secret Fashion Show, o popular oásis das “angels” levou a artista ao palco do retorno após cinco anos de pausa em função de críticas por polêmicas nos bastidores e falta de inclusão no elenco de modelos.

Enquanto nomes como Bella e Gigi Hadid desfilavam, a cantora soltava a voz ao som de clássicos como “Strong Enough” e “Believe”, completando a passarela das modelos que exibiam look em vermelho.

A participação de Cher foi amplamente elogiada, principalmente pela potência vocal da artista aos 78 anos, levando o público a ovacioná-la, a transformando em um dos maiores sucessos da noite, ultrapassando até mesmo a abertura de Gigi Hadid e suas desequilibradas asas. Além de Cher, nomes como a coreana Lisa, do Blackpink e a dona do hit “Water”, Tyla, também se apresentaram. 

Suzane von Richthofen participa de concurso público, mas TJSP pode barrar posse

Suzane von Richthofen, conhecida pelo caso do assassinato dos pais, participou de um concurso público para o cargo de escrevente judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). A ex-detenta, que atualmente cumpre o restante de sua pena em regime aberto, visa trabalhar no fórum de Bragança Paulista, local onde tramita seu processo de execução penal. No entanto, o TJSP informa que a nomeação de egressos do sistema prisional exige a apresentação de atestado de antecedentes criminais, o que pode inviabilizar a posse de Suzane.

Decisão do STF pode ser chave para a defesa de Suzane

Caso enfrente obstáculos para assumir o cargo, Suzane já sinalizou que pode recorrer à Justiça para defender seus direitos. Seu principal argumento deverá ser uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF). Em outubro de 2023, a Corte determinou que condenados aprovados em concursos públicos podem ser nomeados, desde que o crime cometido não seja incompatível com o cargo, que o cumprimento da pena não interfira nas obrigações do trabalho. Essa decisão surgiu no julgamento do Recurso Extraordinário 1282553, que envolveu um condenado por tráfico de drogas impedido de tomar posse.

Para Suzane, a questão central será se sua condenação por duplo homicídio é compatível com as funções administrativas e técnicas do cargo de escrevente. O edital do concurso prevê a exclusão de candidatos com condenações por crimes contra o patrimônio, administração pública, tráfico de drogas e improbidade administrativa. Suzane foi sentenciada a 40 anos de prisão como mandante do assassinato dos pais, crime pelo qual ainda cumpre pena.


Família Von Richthofen (Foto: Reprodução/Sergio Castro/Estadão)

Histórico de tentativas no serviço público

Esta não é a primeira vez que Suzane tenta ingressar no serviço público. Em 2022, ela se inscreveu para o cargo de telefonista da Câmara Municipal de Avaré, mas desistiu de comparecer à prova após repercussão negativa na mídia. Agora, ao participar do concurso do TJSP, ela concorre com outros 1.335 inscritos, mas apenas 32 avançarão para a segunda fase, uma prova prática. A disputa tem uma média de 41,72 candidatos por vaga.

A decisão final sobre a posse de Suzane pode envolver mais uma batalha jurídica, com a possibilidade de o TJSP barrar sua nomeação com base em seu histórico criminal, a depender da interpretação dos requisitos exigidos pelo edital e pela legislação vigente.