Preta Gil será velada no Theatro Municipal do Rio em cerimônia aberta ao público

O corpo da cantora Preta Gil será velado na sexta-feira (25), em cerimônia aberta ao público no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, das 9h às 13h. A informação foi divulgada pela família por meio das redes sociais da artista.

Preta morreu no último domingo (20), em Nova York, aos 50 anos, após complicações decorrentes de um câncer no intestino. Ela passou mal a caminho do aeroporto, dentro de uma ambulância, quando se preparava para retornar ao Brasil.

Local do velório reforça simbolismo

A escolha do Theatro Municipal como local da despedida carrega um forte significado. O espaço é um dos mais importantes da cena cultural carioca e está localizado na região central da cidade, área que também abriga o circuito oficial de megablocos de carnaval.

O prédio histórico, inaugurado em 1909, já recebeu grandes nomes da música e das artes brasileiras. A presença do corpo de Preta Gil ali representa um gesto de reconhecimento da sua contribuição para a cultura popular e o carnaval de rua.

O local foi palco, durante anos, da passagem do Bloco da Preta, que arrastava multidões pelas ruas do Centro. O local permite que o público se despeça de forma próxima e afetuosa, no mesmo lugar onde tantas vezes ela celebrou a vida.


Comunicado oficial de velório (Foto: reprodução/Instagram/@pretagil)


Legado na música e no carnaval

Nesta terça-feira (22), a Prefeitura do Rio anunciou que o circuito de blocos carnavalescos da cidade passará a se chamar “Circuito Preta Gil”, em homenagem à trajetória da cantora e à sua forte ligação com a folia carioca. Preta comandava, desde 2009, o Bloco da Preta, um dos mais populares do carnaval de rua do Rio.

A cantora se tornou um símbolo de liberdade, inclusão e alegria. Suas apresentações misturavam música, humor, mensagens de amor-próprio e combate ao preconceito. Ao longo dos anos, ela usou sua visibilidade para abrir espaço a outras vozes, levantar debates importantes e celebrar a diversidade.

Com carreira marcada por música, ativismo e irreverência, Preta Gil deixa um legado de representatividade, afeto e voz ativa na luta por direitos. A cerimônia no Theatro Municipal promete reunir fãs, amigos e personalidades da música e da cultura para uma última homenagem à artista.

Translado para trazer o corpo de Preta Gil pode levar meses devido às burocracias

A transferência do corpo da cantora Preta Gil, que morreu aos 50 anos no último domingo (20), em Nova York, nos Estados Unidos, devido a um câncer no intestino, ainda representa um desafio para os familiares. A repatriação exige o cumprimento de protocolos legais e administrativos, incluindo a autorização das autoridades americanas.

Artista será velada no Theatro Municipal do Rio

Antes de falecer, Preta manifestou o desejo de que sua despedida fosse realizada no Theatro Municipal, no Rio de Janeiro, cercada por pessoas próximas. Diagnosticada com a doença em 2023, a filha de Gilberto Gil travou uma longa luta contra o câncer.

No dia 20 de julho, já se preparando para retornar ao Brasil após saber que a enfermidade havia avançado, a artista passou mal a caminho do aeroporto e veio a óbito em sua residência.


Homenagem da TV Globo para a cantora Preta Gil (vídeo: reprodução/YouTube/TV Globo)


O caso de Preta relembra outras perdas de brasileiros famosos no exterior. Tom Jobim e Gugu Liberato, por exemplo, também morreram nos Estados Unidos.

Já o humorista Bussunda faleceu na Alemanha, enquanto o piloto Ayrton Senna perdeu a vida na Itália. O ator Grande Otelo também faleceu em um país europeu, enfrentando procedimentos semelhantes.

Etapas necessárias para realizar a repatriação

O processo de repatriar um corpo que veio a óbito fora do Brasil começa com a emissão do atestado de óbito no país em que a morte ocorreu. Posteriormente, é exigido um laudo médico atestando oficialmente a causa do falecimento. Após essa fase, o certificado médico deve ser encaminhado ao consulado brasileiro da região, responsável por dar prosseguimento à regularização documental.

Concluídas essas etapas iniciais, tem início o processo de registro consular do óbito e os preparativos para o traslado internacional. Isso inclui a adoção de medidas sanitárias, a preparação do corpo segundo as normas exigidas tanto pelo país de origem quanto pelo de destino, e a emissão dos documentos necessários para transporte aéreo”, detalha Regina Célia Alves Diniz, representante da empresa Ossel, especializada nesse tipo de serviço.

Ainda segundo Regina, não há necessidade de um familiar estar presente no local do falecimento para que o processo tenha início. Contudo, é essencial estar ciente de que cada país possui leis, protocolos e costumes culturais distintos, o que pode impactar nos trâmites.


Comunicado oficial sobre a morte postado no Instagram oficial da cantora (Foto: reprodução/Instagram/@pretagil)


Custo elevado para trazer um corpo ao país de origem

O tempo estimado para a conclusão do procedimento gira em torno de 15 dias, mas pode variar para mais ou para menos, conforme a agilidade na obtenção de documentos e as exigências específicas do país envolvido. Por esse motivo, o apoio de profissionais especializados é visto como crucial para garantir mais agilidade e evitar atrasos excessivos.

Regina Célia ressalta que, sem orientação técnica adequada, o translado internacional pode se arrastar por meses. Além disso, ela afirma que os custos desse serviço partem geralmente de R$ 10 mil, valor que pode ser reduzido em casos de famílias com planos funerários que ofereçam cobertura internacional.

Alcione presta uma homenagem à sua “filha” Preta Gil

A cantora e compositora Alcione, de 77 anos, postou nesta segunda-feira (21) uma homenagem à cantora Preta Gil, de 50 anos, que faleceu neste domingo (20) em decorrência de complicações do câncer que tratava. Na postagem, a artista frisa a saudade da “filha”, reforçando o laço que as duas tinham mesmo sem ter o mesmo sangue.

Relação entre Preta e Alcione

Durante a vida, Preta sempre colecionou amigos especiais, contagiando a todos com o seu carisma e alegria. Alcione é uma dessas amizades, mesmo não sendo sua filha biológica, Preta sempre afirmou que considerava a cantora como uma mãe, tanto na música como na vida pessoal. 


Homenagem de Alcione a Preta Gil (Foto: reprodução/Instagram/@alcioneamarrom)


Tanto que em sua última aparição na TV, que aconteceu em março de 2025 no Domingão com Huck, a Marrom fez questão de estar presente ao lado de Preta, na ocasião a filha de Gilberto Gil contou que estava indo buscar um novo tratamento fora do Brasil. 

Após a notícia da morte seus amigos familiares fizeram diversas declarações sobre a cantora, Alcione também tinha se manifestado e voltou a postar sobre a saudade que sentia. Com três frases ela expressou seu sentimento materno e assinou como “Sua Mãe”.

Carreira e Diagnóstico de Preta Gil 

Filha de um dos ícones da MPB (música popular brasileira), Preta sempre esteve ao lado do pai Gilberto Gil, do tio Caetano Veloso e da madrinha Gal Costa nos palcos. Desde criança gostou de se apresentar, tanto que iniciar uma carreira era algo certo. A cantora começou fazendo produções para outros artistas até que em 2003 lançou o álbum Prêt-à Porter, primeiro de sua carreira solo.

Seu primeiro sucesso aconteceu em 2003 com a música “Sinais de Fogo”. Desde então, ela não parou, colecionando mais 20 anos de trajetória.

No entanto, em 2023 o mundo da cantora virou de cabeça para baixo, o diagnóstico de câncer colorretal fez com que Preta iniciasse quimio e radioterapia. No final do mesmo ano ela teve uma remissão, que durou oito meses. Em 2024 a doença voltou com mais força, o que ocasionou sua ida aos Estados Unidos para uma nova etapa no tratamento. Porém, os esforços não surgiram efeito e a cantora não resistiu.

Prefeito Eduardo Paes institui o “Circuito Preta Gil” em homenagem à cantora baiana

O Carnaval do Rio de Janeiro ganhará um novo marco em sua história a partir do próximo ano. O tradicional trajeto dos megablocos do centro da cidade passa a se chamar oficialmente “Circuito Preta Gil”, em homenagem à cantora e artista Preta Gil, que faleceu no último domingo (20) devido a um câncer no intestino. A mudança foi oficializada por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do município nesta terça-feira (22), e já integra a programação oficial do Carnaval de Rua da capital fluminense.

Prefeitura reconhece a relevância cultural da artista

A decisão reconhece a relevância cultural e social da trajetória da artista ao longo de cinco décadas de vida, destacando sua contribuição para a defesa da livre expressão artística, da diversidade e da inclusão no cenário cultural brasileiro. A homenagem também celebra o impacto do “Bloco da Preta”, fundado por Preta Gil em 2009, que se consolidou como um dos maiores e mais vibrantes blocos carnavalescos do país, reunindo anualmente milhões de foliões nas ruas do centro do Rio.

Com a nova denominação, o percurso que tradicionalmente recebe os grandes blocos carnavalescos da cidade, incluindo o próprio “Bloco da Preta”, ganha uma identidade que remete não apenas à figura da artista, mas também ao simbolismo de um carnaval mais inclusivo, representativo e plural. A iniciativa marca um reconhecimento oficial à importância da cultura de rua e à atuação de artistas que transformam o espaço público em palco de celebração e resistência.

A medida tem ainda um valor simbólico, ao associar o nome de uma mulher negra, artista e ativista ao coração do maior carnaval do mundo. Em um momento de crescente debate sobre representatividade, o “Circuito Preta Gil” surge como um gesto institucional de valorização da arte popular e da diversidade cultural brasileira.


Cantora Preta Gil se emociona ao cantar na TVZ ao lado de seu Gilberto Gil (Vídeo: reprodução/Instagram/@pretagil)


Circuito será sinalizado no mapa da cidade

O novo nome deverá figurar em peças de divulgação, sinalizações e mapas oficiais do carnaval carioca. Com isso, o público será convidado não apenas a participar da folia, mas também a refletir sobre a importância da memória, da história e da representatividade no espaço urbano.

A estreia oficial do “Circuito Preta Gil” está prevista para o próximo carnaval, reafirmando o protagonismo da artista na cena cultural e o compromisso da cidade com a valorização de suas expressões populares.

Alice Wegmann foi a idealizadora de homenagem à Preta Gil em Vale-Tudo

No capítulo exibido na segunda-feira (21), a novela “Vale Tudo”, sucesso do horário nobre da TV Globo em reprise no canal Viva, prestou uma tocante homenagem à cantora Preta Gil, que faleceu no último domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de um câncer no intestino. A tradicional abertura da novela, que traz a canção “Brasil” na voz de Gal Costa, foi substituída por uma versão inédita interpretada por Preta Gil. Ao fim da introdução, a tela exibiu uma imagem da artista, encerrando o tributo com sensibilidade e reverência.

Ideia da homenagem

A atriz Bruna Aiiso, que interpreta a Suzana em Vale Tudo, revelou que a ideia para a homenagem veio da colega de elenco Alice Wegmann, a Solange Duprat, que é melhor amiga do filho de Preta Gil, Fran Gil.

Homenagem de Vale Tudo para Preta, que lindo! Uma ideia linda da nossa mocinha Duprat“, contou Bruna.


Mídia auxiliar:

Post de Alice Wegmann de despedida à Preta Gil (Foto: reprodução/Instagram/@alicewegmann)


A iniciativa foi elogiada nas redes sociais e emocionou fãs e telespectadores, que destacaram o simbolismo da escolha da música e da presença de Preta Gil em uma produção tão icônica da teledramaturgia brasileira. A artista era reconhecida por sua relação afetiva com a televisão e pelo legado cultural que construiu ao longo de mais de duas décadas de carreira.

O legado de Preta Gil

Preta Gil faleceu nos Estados Unidos, em Nova York, onde realizava um tratamento especializado contra o câncer colorretal. Diagnosticada em 2023, chegou a apresentar remissão da doença, mas meses depois enfrentou uma recidiva agressiva, com metástases no peritônio e outros órgãos.


Homenagem à Preta Gil na abertura da novela “Vale-Tudo” (Vídeo: Reprodução/Youtube/TV Globo)

Filha do cantor Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, Preta foi uma artista multifacetada: cantora, compositora, empresária e ativista. Militante das causas antirracistas, dos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+, ela também se destacou por promover o amor-próprio e a valorização do corpo fora dos padrões. Deixa o filho Francisco, de 30 anos, e a neta Sol de Maria, de 9. Desse modo, sua partida mobilizou o meio artístico e seus admiradores, que continuam celebrando sua alegria, coragem e autenticidade.

Caetano Veloso presta homenagem à sobrinha Preta Gil

O cantor e compositor Caetano Veloso expressou seu dor nas redes sociais pela morte da sobrinha e afilhada Preta Gil, falecida no último domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de um câncer no intestino.

Através de uma publicação no Instagram, Caetano, contou estar profundamente abalado com a perda e revelou que, desde o momento em que soube da notícia, não consegue conter o choro. Ele confessou que não encontra palavras para descrever o que sente.

Sobrinha preferida de Caetano Veloso

Na homenagem, o artista compartilhou imagens de Preta em diferentes fases da vida, na infância, juventude e ao lado de seu filho Moreno Veloso, primo da cantora. Em uma legenda emocionada, Caetano escreveu sobre a dor da despedida e disse que tem pensado muito em Gilberto Gil e em toda a família.

“Pretinha se foi aos 50. Choro desde que soube. Ela era uma das pessoas mais queridas para mim, desde criancinha. (…) Veio muito em minha cabeça a mini canção de Gil sobre Moreno e ela (que eram primos carnais). Muito difícil aguentar. Penso em Gil. Penso em todos. Nem consigo dizer o que sinto.”


Durante o tratamento da doença, Caetano demonstrou constante apoio à sobrinha, a quem chamava carinhosamente de sua preferida. Ele esteve presente em diversas etapas da luta de Preta Gil, prestando solidariedade e afeto publicamente.

Em uma de suas últimas manifestações, no fim do ano passado, Caetano gravou um vídeo desejando forças à artista, que na época estava internada na UTI após uma cirurgia. Na gravação, ele expressava esperança pela melhora da afilhada.




Caetano Veloso presta homenagem à sobrinha Preta Gil (Foto: reprodução/Instagram/@caetanoveloso)


A despedida de Preta Gil e o carinho dos amigos

Na noite do dia 20 de julho, a assessoria de Preta Gil confirmou o falecimento da cantora e atriz, deixando o Brasil comovido. Preta Maria Gadelha Gil Moreira, conhecida carinhosamente como Pretinha, lutava com coragem contra o câncer e contava com a torcida de fãs e amigos pela sua recuperação.

A notícia gerou uma onda de homenagens nas redes sociais. Artistas e amigos próximos expressaram sua dor e carinho, como Carolina Dieckmann, amiga íntima e considerada uma irmã por Preta, além de nomes como Thiaguinho, Ana Maria Braga, Taís Araújo, Claudia Raia (que chegou a visitá-la em Nova York), Angélica e Luciano Huck, Fernanda Torres, Bruno Gagliasso e a apresentadora Bela Gil, irmã da cantora.

Velório de Preta Gil acontecerá no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e família tenta agilizar translado

Respeitando a vontade da cantora Preta Gil, ficou decidido que o velório acontecerá no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Preta demonstrava esse desejo no convívio com os familiares durante os últimos meses. A data em que ocorrerá a cerimônia será definida, conforme informado pelo “O Globo”, pois não foi realizado o translado do corpo para o Brasil.

A estrela faleceu aos 50 anos, na cidade de Nova York, nos EUA, local onde fazia tratamento experimental contra o câncer. Preta era muito querida por todos e foi lembrada por amigos e familiares após seu falecimento.

Situação da repatriação

Existe uma prioridade em conseguir trazer o corpo, pois se trata de uma questão com um certo cuidado especial, que envolve uma série de etapas burocráticas, custos elevados, na faixa dos R$ 50 mil. A assessoria de imprensa da família informou que não existe ainda um dia definido para a cerimônia de despedida da cantora no momento, pois é necessário que se resolva uma coisa de cada vez.

Flora Gil, a madrasta dela, usou suas redes sociais para se comunicar sobre essas questões. Ela disse que não existe ainda uma previsão para a repatriação do corpo da estrela, frisou o local onde será a cerimônia e disse, também, que em breve terá mais informações a respeito do funeral, para que os amigos e o público possam prestar suas homenagens. Disse, ainda, que agradece o carinho de todos e a compreensão de cada um em relação a tudo isso e que divulgará quando tiver mais atualizações dessa situação.


Cantora Preta Gil em show no dia 7 de jullho de 2024 (Foto: reprodução/Pablo Porciuncula/Getty Images Embed)


Trajetória da cantora

Com mais de 20 anos de carreira, além de ser filha do ex-ministro da cultura, ainda era sobrinha de Caetano Veloso e afilhada da cantora Gal Costa. Chegou a participar ainda de algumas novelas e séries, se tornou empresária e apresentadora de TV.

Teve apenas um filho, fruto do seu casamento com Otávio Muller, o músico Francisco. Preta havia anunciado o diagnóstico de câncer no intestino há dois anos e meio e acabou falecendo neste domingo (20). Lançou 6 álbuns durante sua carreira, além de ter cantado junto ao seu pai, sempre foi muito querida por todos.

Sua morte gerou uma comoção nacional. A luta que ela enfrentou durante esse período, fazendo procedimentos no Brasil e buscando ser uma guerreira até o último momento, com sessões de quimioterapia e radioterapia.

Vários amigos e colegas prestaram homenagens à Preta após saberem do seu descanso eterno. A atriz Carolina Dieckmann e a cantora Ivete Sangalo postaram em suas redes sociais mensagens emocionadas sobre suas relações com a artista.

Preta Gil é homenageada em tema de abertura de “Vale Tudo”

Na noite da última segunda-feira (21), a exibição do remake de “Vale Tudo” contou com um momento especial para os telespectadores. Afilhada de Gal Costa, Preta Gil substituiu a voz da madrinha na abertura da novela. 

Com um legado histórico na música brasileira e presente nos momentos mais importantes da Rede Globo, a emissora decidiu pela substituição em forma de homenagem à Preta, que faleceu na tarde deste domingo (20), em decorrência do longo processo contra um câncer de intestino.

Na abertura da novela, a filha de Gilberto Gil canta sua versão de “Brasil”, um clássico da MPB originalmente de Cazuza.


Abertura ao som de Preta Gil (Vídeo: reprodução/X/@BrunoGuzz0)

Repercussão 

Nas redes sociais, os internautas se mostraram atônitos e encantados ao de repente, escutarem a voz de Preta interpretando a canção enquanto acompanhavam mais um capítulo de “Vale Tudo”.

Mais cedo, um perfil relembrou a passagem da cantora pelo “Domingo do Huck”, onde executou a faixa e pediu que a versão cantada pela artista fosse inserida na novela.


Pedido de internauta atendido pela Globo (Foto: reprodução/X@felipecosta28)

Na ocasião, com grande parte do elenco para a divulgação do remake, Preta também cantou seus maiores hits, como “Sinais de Fogo”, pedido feito pela sua amiga de longa data, Carolina Dieckmmann.

Tristeza

Aos 50 anos, Preta Gil morreu nos Estados Unidos enquanto estava à caminho do Brasil. Segundo amigos próximos da cantora, Preta passou mal no aeroporto e não resistiu, falecendo dentro na ambulância. 

A causa do falecimento da artista, foi a piora em seu quadro geral, relacionado as complicações ocasionadas pela doença. Atualmente, a mãe de Francisco estava em solo americano realizando um tratamento experimental que tinha como eficácia amenizar ou até mesmo curar a doença.

Preta lutava contra o câncer desde 2023, quando repentinamente passou mal e após uma série de exames descobriu a doença. Ela chegou a fazer radioterapia e uma cirurgia para tirar tumores em agosto.

Carolina Dieckmann fala sobre últimos momentos que passou ao lado de Preta Gil

Durante uma entrevista ao programa “Estúdio 1”, da GloboNews, a atriz Carolina Dieckmann falou sobre os últimos momentos que passou ao lado da cantora Preta Gil, que faleceu neste domingo (20).

Carol relatou como foram as últimas horas da artista e a despedida dela. Segundo a atriz, Preta estava muito debilitada devido ao tratamento e não sentiu dor. Pelo contrário, a filha de Gilberto Gil partiu recebendo muito amor de amigos e familiares.

“Quando resolvi ir, não tinha nada muito grave acontecendo, além dela estar fraca com o tratamento. E, quando cheguei lá, a situação mudou drasticamente. Nesses últimos quatro dias, ela foi indo. A gente queria muito que ela viesse para o Brasil, mas ela estava muito fraca. Sem dor, controlada pelos medicamentos e cercada de muito amor”, contou a estrela, que viajou até Nova York para poder ficar ao lado da amiga de longa data em seus momentos finais.


Carolina Dieckmann e a sua melhor amiga, Preta Gil (Foto: reprodução/X/@dailydieckmann)

Carol ainda ressaltou que a amiga estava rodeada de pessoas que a amavam e que a cantora ficava dizendo que amava a neta, o filho, a madrasta e seus amigos queridos, e que eles ficaram com ela até seu último suspiro. Dieckmann finalizou a entrevista falando com muito amor e carinho da amiga e irmã de coração:

Preta é única. Ela tem um magnetismo muito forte, um amor que não para de nascer. A sensação que tenho é que ela está o tempo inteiro emanando isso. E, nestes momentos do tratamento, ela teve esse amor ao redor dela“, citou a atriz.

A luta contra o câncer

Em janeiro de 2023, após sentir fortes desconfortos abdominais, Preta Gil foi diagnosticada com câncer colorretal. O resultado dos exames da cantora veio durante uma internação que ela precisou fazer devido às dores.

Assim que recebeu o diagnóstico, Preta deu início ao tratamento. Ela passou por sessões de quimioterapia e radioterapia. O tumor estava localizado na região terminal do intestino grosso. A artista ficou meses realizando todos os procedimentos recomendados pelos médicos para combater a doença.

Em dezembro daquele ano, a cantora comunicou aos fãs que seu tratamento havia chegado ao fim e que daria início à fase de reabilitação.

No entanto, no segundo semestre de 2024, ela anunciou que o câncer havia retornado, desta vez com metástases, atingindo quatro pontos do corpo. Após o retorno da doença, ela recomeçou o tratamento.


Carolina Dieckmann fala sobre últimos momentos que passou ao lado de Preta Gil (Foto: reprodução/Instagram/@loracarola)


Sua morte ocorreu quando pretendia voltar ao Brasil

De acordo com amigos da artista, ela queria retornar ao Brasil quando descobriu que a doença havia se espalhado. A irmã de Bela Gil estava a caminho do aeroporto quando se sentiu mal dentro do carro da ambulância responsável por levá-la. Ela havia passado mal durante uma sessão de quimioterapia na UTI aérea e precisou ser levada de volta para sua casa, nos Estados Unidos. Foi lá que Preta Gil descansou, após sua longa e dolorosa luta contra o câncer.

Preta Gil: câncer colorretal que atingiu a cantora está entre os mais comuns no Brasil

A cantora, apresentadora e empresária Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, em decorrência de complicações causadas por um câncer no intestino. Ela estava em Nova York, nos Estados Unidos, onde realizava um tratamento experimental contra a doença.

Diagnosticada em janeiro de 2023 com adenocarcinoma, Preta compartilhou com o público cada etapa do processo, as cirurgias, as sessões de quimioterapia e radioterapia, a esperança da remissão e, mais recentemente, a retomada do tratamento fora do Brasil. Em dezembro de 2024, chegou a passar por uma cirurgia que durou mais de 18 horas para remoção de tumores.

Neste ano, a artista embarcou para os Estados Unidos em busca de novas possibilidades terapêuticas. Filha de Gilberto Gil, Preta construiu uma trajetória própria no cenário artístico brasileiro. Com sua voz marcante, carisma e autenticidade, se tornou uma figura querida por diferentes gerações.

“Sei que fiz a escolha certa em dividir com as pessoas as minhas vulnerabilidades e meus sofrimentos. Mas com a cabeça erguida, como sempre foi, desde o começo”, disse Preta em 2024.

Ao compartilhar com generosidade sua jornada contra o câncer, Preta Gil também contribuiu para ampliar a conscientização sobre a doença. Seu caso trouxe visibilidade ao câncer colorretal, um dos tipos mais comuns e que, apesar de silencioso em muitos casos, pode ser detectado precocemente com exames de rastreamento.

Entenda a doença

Com uma incidência crescente a partir dos 50 anos, o tumor colorretal se desenvolve no intestino grosso, também chamado de cólon, ou no reto. Vale lembrar ainda que o principal tipo é o adenocarcinoma e, em cerca de 90% dos casos, ele se origina a partir de pólipos na região que, se não identificados e tratados, podem sofrer alterações ao longo dos anos, tornando-se malignos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), é estimado que no triênio 2023-2025 haja 45.630 casos da doença em homens e mulheres a cada ano.

“Apesar de a doença muitas vezes ser silenciosa, o paciente deve observar se há alterações do hábito intestinal, tais como constipação, diarréia, afilamento das fezes, ausência da sensação de alívio após a evacuação (como se nem todo conteúdo fecal fosse eliminado), massas palpáveis no abdômen, sangue nas fezes, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente, fraqueza e sensação de fadiga”, explica Artur Ferreira, oncologista da Oncoclínicas. Entre os fatores de risco destacam-se: consumo de dietas ricas em alimentos ultraprocessados e pobres em vegetais, alto consumo de carnes vermelhas, sobrepeso e obesidade, inatividade física, tabagismo e a presença de doenças inflamatórias intestinais como a retocolite ulcerativa. Fatores hereditários também são importantes, mas o especialista ressalta que eles exercem menor influência no surgimento do tumor colorretal do que as causas listadas.

Em boa parte dos casos, felizmente o câncer colorretal é curável. No entanto, é essencial que o diagnóstico aconteça precocemente, aumentando assim o sucesso do tratamento.

Por isso, é importante o rastreamento precoce, quando adequadamente indicado, para que o tumor seja identificado em sua fase inicial. “Diferentemente do câncer de mama, por exemplo, onde a doença é identificada com os exames de rotina geralmente em fase inicial, já instalado, o tumor colorretal pode ser descoberto em sua fase pré-cancerosa com a colonoscopia”, explica.

“Uma vez diagnosticado, a equipe multidisciplinar irá avaliar cada caso individualmente, selecionando as estratégias e opções mais adequadas a cada paciente”, conclui o oncologista da Oncoclínicas.

Sobre a Oncoclínicas&Co

Oncoclínicas&Co é o maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, com um modelo hiperespecializado e inovador voltado para a jornada oncológica. Com um corpo clínico formado por mais de 2.900 médicos especialistas em oncologia, a companhia está presente em 40 cidades brasileiras, somando mais de 140 unidades. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, o grupo realizou nos últimos 12 meses cerca de 682 mil tratamentos. A Oncoclínicas segue padrões internacionais de excelência, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. Parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, adquiriu a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e possui participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.oncoclinicas.com.