OEA não reconhece a vitória de Maduro nas eleições venezuelanas

Nesta terça-feira (30/07), a Organização dos Estados Americanos (OEA) optou por não reconhecer os resultados das eleições presidenciais. O relatório publicado pela Justiça eleitoral venezuelana, indica uma vitória de Nicolás Maduro para presidente do país.

A decisão da OEA foi feita com base em um relatório feito por observadores da organização nas eleições venezuelanas. O relatório revela que pode haver indícios de distorção nos resultados da eleição.

O principal fator para a OEA questione os resultados fornecidos pelo CNE, a maior autoridade eleitoral da Venezuela, foi a demora para a divulgação desses números.


As eleições venezuelanas ocorreram no domingo (28/07) (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Os números da eleição na Venezuela

Neste domingo (28/07), a Venezuela foi as urnas e somente na madrugada desta segunda-feira (29/07), foi divulgado os números da eleição pelo CNE. Os números publicados apontam para uma vitória de Maduro com 51,2% dos votos. O seu principal oponente, Edmundo González, teve 44% dos votos.

Ainda no dia de ontem, a líder da oposição, Marina Corina Machado, declarou que tem acesso a 73% das atas eleitorais. Corina revela ainda que estas atas dão a vitória para Edmundo González.

A reação internacional

A reação ao resultado na América Latina foi mais incisiva, com noves países questionando o resultado e não reconhecendo o pleito como legitimo. Dentre esses países estão Panamá, Guatemala, Costa Rica, Argentina, Equador, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Alguns aliados de Nicolás Maduro reconhecem e o parabenizam, dentre eles a Rússia, com o presidente Vladimir Putin. Outros países como a China, Cuba, Honduras, Nicarágua e a Bolívia que parabenizaram e reconhecerão o resultado das eleições.

Protestos crescem no país

Desde a divulgação do resultado das eleições, acontecem protestos por várias regiões da Venezuela.


Protestos ocorrem na Venezuela, após as eleições (Foto: reprodução/anadolu/Getty Images Embed)

De acordo com várias ONGs, até os momentos foram detidas 46 pessoas durante os protestos. Além das detenções, também foi publicado pela ONGs que quatro pessoas faleceram e 44 pessoas ficaram feridas.

Jogos de Paris: protestantes criticam o evento e seu impacto negativo nas cidades francesas

As Olimpíadas de Paris já tiveram seu início apesar da abertura oficial estar para acontecer na tarde desta sexta-feira (26). Por mais que a animação e excitação pelos jogos façam parte dos sentimentos da maioria dos habitantes do mundo inteiro, críticas contra o evento seguem persistentes e, na véspera da abertura, foram consagradas em protestos com reivindicações voltadas ao impacto dos Jogos sobre pessoas pobres, meio ambiente, além de outras questões responsáveis pelo descontentamento dos protestantes.

Contra-cerimônia

É sabido por muitos que a insatisfação de uma parcela de franceses quanto as Olimpíadas na cidade de Paris existe há um tempo e se tornou uma preocupação das entidades responsáveis devido às possibilidades de haver protestos que pudessem acarretar em problemas sérios com os Jogos batendo na porta. No fim, o receio não foi em vão.

Centenas de pessoas se reuniram na cidade sede principal das Olimpíadas, Paris, nesta quinta-feira (25), véspera da abertura do evento, afim de denunciar possíveis resultados sociais dos Jogos para “os mais pobres” em uma espécie de contra-cerimônia. Equipados com fumaça colorida e cartazes, os protestantes não deixaram de ser incisivos ao levantar uma faixa com o lema “Jogos Olímpicos da exclusão: 12.500 pessoas expulsas — o outro lado da medalha — #limpeza social”.

Cerca de 300 pessoas participaram de manifestações na Praça da República a pedido de 72 organizações. Um dos manifestantes, Arthur — que não quis identificar o sobrenome — afirmou que os Jogos seriam para os residentes, promotores e patrocinadores e não para os trabalhos. O rapaz ainda vestia uma camisa com a frase “F*ck the Olympics”, traduzida por “F*dam-se os Jogos Olímpicos”.


Uma das faixas levantadas pelos protestantes (Foto: reprodução/ Olympia De Maismont/ AFP Paris)

As reclamações se resumiam ao alerta do impacto ecológico que seriam deixados pelo evento, mesmo que o Comitê Organizador tenha afirmado esforço máximo para limitar tais cenários. Outras reivindicações eram acerca do “uso abusivo de voluntários”, “ameaças ao direito à greve” e a “retirada forçada das pessoas que vivem nas ruas”.

Somos testemunhas de um número desumano de evacuações, que tiveram impacto na saúde mental dos expulsos”, contou Ginevra Caternino, da associação Watizat, responsável pela ajuda de pessoas exiladas.

Jogos Olímpicos 2024

Os Jogos Olímpicos de Paris já estão a todo vapor. Mesmo já tendo iniciado com treinos e a competição de algumas modalidades desde quarta-feira (24), a abertura oficial do evento esportivo acontecerá na tarde desta sexta-feira, às 14h30 pelo horário de Brasília.

A abertura será no Rio Sena, marcando um início histórico de mais uma edição do evento onde os melhores dos melhores desbravam novos caminhos para alcançar o topo.

Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 vão até o dia 11 de agosto.

Paris sofre com protestos após resultado das eleições parlamentares

No último domingo (30), a cidade de Paris, na França, registrou protestos após os primeiros resultados das votações parlamentares indicarem que a maioria dos votos foram para a extrema-direita no 1° turno das eleições legislativas.

As eleições começaram há três semanas e já registraram participação recorde em 40 anos. O partido Reunião Nacional (RN) saiu na frente durante o primeiro turno, obtendo 33% dos votos. A Nova Frente Popular, bloco com partidos de esquerda, veio logo em seguida, com 28% dos votos, e o bloco de centro do atual presidente, Emmanuel Macron, veio em terceiro lugar, com 20% dos votos.

Como funciona o sistema político da França

O sistema político da França, chamado de semipresidencialista, permite que os eleitores votem nos partidos que irão compor o Parlamento. Logo, o que conseguir mais votos indica o primeiro-ministro, que governará em conjunto com o presidente, este que é eleito em eleições diretas e separadas das legislativas.


Protestos após os resultados das eleições (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Pierre Crom)


Caso o presidente e o primeiro-ministro não sejam dos mesmos partidos, a França entra em um governo de “coabitação”, o que só aconteceu três vezes na história do país. Isso porque, caso o premiê assuma as funções de comandar o governo internamente, pode propor, por exemplo, quem serão os ministros.

O atual primeiro-ministro, Gabriel Attal, é um aliado de Macron, mas, se as pesquisas se concretizarem, o cargo deve ser assumido por Jordan Bardella, o principal nome do partido de extrema direita de Le Pen, o Reunião Nacional (RN). Após o fechamento das urnas no último domingo, Bardella disse que a votação para o segundo turno, que acontecerá no dia 07 deste mês, vai ser o “momento mais importante da história da Quinta República da França”.

Comparecimento nas urnas

A resposta dos eleitores após os resultados foi grande, tendo em vista que o comparecimento às urnas foi o mais alto em quase 40 anos no país, com índice de 59% do total de votantes. O índice é considerado alto para eleições na maioria dos países da parte ocidental da Europa, onde o voto não é obrigatório. 

Prisioneiros fazem greve de fome na Venezuela 

Os presos de pelo menos 16 cadeias da Venezuela estão em greve de fome. Essa ação foi feita como forma de protesto contra as condições precárias das cadeias do país, além dos atrasos para a revisão de seus julgamentos, de acordo com organizações não governamentais, que fizeram pronunciamento em suas redes sociais nesta quinta-feira (13). 

Em frente ao tribunal de Caracas, capital venezuelana, diversos familiares de detentos se reuniram para um protesto contra as negligências por parte do governo, além de protestarem também para que as exigências dos presidiários sejam atendidas e haja melhorias no bem-estar prisional. 


Familiares de detentos protestando contra negligência do governo em frente ao Tribunal de Caracas (Reprodução/Federico Parra / AFP)

De acordo com a Folha de São Paulo, as autoridades venezuelanas receberam as denúncias das condições precárias dos presídios e, de acordo com os Militantes dos Direitos Humanos, a ditadura de Nicolás Maduro fez com que os prisioneiros fossem mantidos nas celas dos centros de detenção das delegacias durante um ano inteiro. De acordo com as leis da Venezuela, a permanência na delegacia deve ser de apenas alguns dias. 

Declaração da OVP 

O Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) fez um comunicado oficial, alegando que estão lidando com a negligência e falta de ação das autoridades do país, além afirmarem que durante 13 anos de gestão, foi impossível trazer uma melhora nas condições dos presos. 

Ainda no pronunciamento, a organização acrescentou: “Os privados de liberdade na Venezuela, vítimas da demora processual e do descaso penitenciário, sentem-se enganados pelos planos de abordagem impulsionados pelo Ministério que não lhes trouxeram nenhuma solução para sua situação jurídica ”. 

Superlotação nas prisões venezuelanas 

Os casos de superlotação são cada vez mais frequentes nas prisões da Venezuela, além das condições precárias de saúde e falta de atendimentos médicos e uma escassez de comida. Esta greve de fome visará ressaltar a urgência da situação dos detentos nas prisões e a aceleração dos processos judiciais, que de acordo com os familiares dos presos, estão atrasados.

No último domingo (9), ocorreram diversos protestos pacíficos em diversas penitenciárias do país. 

O Ministério da Comunicação e Informação venezuelano foi procurado para um pronunciamento sobre o assunto, porém não responderam imediatamente. 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, gerando uma grande revolta na população. 

Protestos contra PL que equipara aborto a homicídio aconteceram nesta quinta-feira

Após a Câmera dos Deputados aprovar urgência para votação de projeto de lei que equipara aborto a homicídio nesta quarta-feira (12), mobilizações foram realizadas em várias cidades do país durante todo o dia de ontem, quinta-feira (13). 

Manifestações pela liberdade

Ocorrendo em diferentes regiões do país, várias manifestações contra a PL 1904 aconteceram nesta quinta-feira (13). O dia marcado por atos de protesto de civis não será o único realizado contra o progresso do projeto de lei. 

Os atos acontecidos são devidos à proposta apresentada pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), onde o projeto equipara ao crime de homicídio os abortos feitos após a 22° semana de gestação. É previsto pelo documento a consideração de homicídio na realização do aborto acima disso em qualquer situação, inclusive em gravidez resultantes de estupro, salientando uma pena de seis a 20 anos de prisão para mulheres que fizerem o procedimento. Atualmente, é permitido pela legislação o aborto ou interrupção da gravidez em casos decorrente de estupro, naqueles que colocam a vida da pessoa gestante em risco ou em casos de bebês anencefálicos. No cenário que hoje rege a saúde e segurança das mulheres, não é previsto um tempo máximo da gestação para que o procedimento seja realizado. Porém, o aborto ainda é punido com penas que podem variar de um a três, quatro ou dez anos de prisão dependendo da situação. Quando provocado pela gestante, a variação caminha entre um a três anos; em caso de médicos ou pessoas que provoquem o aborto com consenso da gestante, varia de um a quatro anos; a provocação do aborto sem consenso da pessoa gestante pode chegar de três a dez anos.  

As mobilizações foram convocadas pela Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto.  

Esse projeto de lei é totalmente inconstitucional, uma vez que ele coloca em risco milhões de meninas que serão obrigadas a serem mães dos filhos de seus estupradores e mulheres que serão obrigadas a levar uma gestação sendo vítima de violência sexual”, declara Rebeca Mendes, advogada e diretora-executiva do Projeto Vivas – entidade que atua junto a mulheres que necessitam de acesso ao aborto legal, em entrevista à Agência Brasil. 

Muitos pontos ao redor do Brasil foram palco para as vozes de dezenas de pessoas, especialmente mulheres.


Datas divulgadas para protestos através de uma das inúmeras bases de fãs porta-vozes das manifestações contra a PL de forma online (Foto: reprodução/Instagram/@army_htp)

No Rio de Janeiro, a Cinelândia, no Centro da cidade, foi o ponto principal para o encontro manifestante. Os cartazes e faixas explicitavam frases como “Pela luta de todas as mulheres” ou “Não à PL do estupro”, concentrados em especial em frente ao Teatro Municipal. Em São Paulo, o Masp foi tomado por gritos de protesto como “Criança não é mãe, quem estupra não é pai”. Brasília teve seu centro no Museu da República e Florianópolis no Terminal de Ticen. Em Recife, houve confirmação de manifestações no Sítio da Trindade. Em outros lugares, como Manaus, os protestos foram realizados no Largo São Sebastião, em Niterói, no Terminal das Barcas e, em Pelotas, no IFSUL.   


Manifestantes contra a PL do aborto no Masp, São Paulo (Foto: reprodução/Instagram/@planetaella)

Ainda está previsto mais três manifestações até sábado no Rio Grande do Sul, na Paraíba e no Espírito Santo.

No que fere a PL

O intuito do projeto de lei, além de controlar descaradamente o corpo alheio, em especial, o de mulheres, prevê brecha essencial para que crimes de abuso e contra integridade infantil sejam facilmente ignorados ao pôr acima da dignidade física e mental de pessoas em situação de vulnerabilidade uma situação de xeque, onde, o direito da preservação de seu corpo é quebrado perante ao limite imposto e é entregue àqueles agora responsáveis pelo destino de sua vida, a prisão ou hospital.  

A aprovação da proposta afeta principalmente crianças, vítimas dos mais comuns casos de abuso sexual e gestações de identificação demoradas, onde se tem uma busca tardia pelo direito do aborto legal. Segundo o Fórum de Segurança Pública, mais de 70 mil pessoas foram estupradas no Brasil em 2022  e cerca de 61% desse total eram crianças de até 13 anos de idade.  

Protestos em Bruxelas contra Acordo Verde são realizados por agricultores

Agricultores realizaram uma manifestação com tratores em Bruxelas, capital da Bélgica, contra as políticas ambientais da União Europeia, nesta terça-feira (04). Contudo, os principais grupos agrícolas do continente não reconheceram a ação e alegaram que faltou clareza sobre a preocupação dos participantes.

As políticas verdes da União Europeia desagradaram um grupo de agricultores os quais reuniram em Bruxelas pessoas de diversas partes da Europa, incluindo Holanda, Alemanha, Polônia e Bélgica. 

De acordo com os organizadores da manifestação, as ações da UE dificultam a competitividade dos agricultores da Europa. Os manifestantes pretendem mudar o Acordo Verde Europeu.

Toda a movimentação acontece dois dias antes do início da eleição para o Parlamento Europeu, que terminará no dia 9 de junho. Organizado pelo grupo lobby holandês Força de Defesa dos Agricultores, a manifestação é apoiada por grupos de direita e extrema direita. 

Manifestações de agricultores europeus pela Europa

Bruxelas já havia passado por manifestações de agricultores durante uma importante reunião do bloco europeu, que decidia sobre um novo financiamento para a Ucrânia, no início de fevereiro. 

Na ocasião, os manifestantes atiraram ovos no Parlamento Europeu e provocaram incêndios perto de edifícios para mostrar descontentamento com impostos, políticas verdes e concorrência que acreditam ser desleal comparadas ao exterior.


Trator em manifestação (Foto: reprodução/Thierry Monasse/Getty Images embed)


Outras manifestações de agricultores contra as políticas verdes também foram promovidas em vários países da Europa, como França, Espanha, Alemanha, Itália, Romênia, Grécia, Polônia e Portugal. 

Os agricultores alegam também que preços dos alimentos estão baixos e que importações baratas são obstáculos para eles.

Acordo Verde Europeu

O Acordo Verde Europeu coloca restrições à agropecuária europeia com o objetivo de minimizar as mudanças climáticas. O conjunto de medidas pretende zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050 para limpar a sua economia.

A União Europeia quer investir em fontes de energia renovável e promover agricultura com menos emissões desses gases. A agricultura é responsável por aproximadamente 10% da emissão de gases do efeito estufa na União Europeia através do gado e fertilizantes, por exemplo. 

Argentinos protestam novamente após apresentação de nova versão da Lei Ônibus

Nesta quarta-feira (10), a Argentina enfrentou novos protestos contra as medidas econômicas impostas pelo presidente Javier Milei. A manifestação se deu pela apresentação final da Lei Ônibus, documento que defende reformas no estado argentino. 

Os manifestantes reuniram-se por volta das 11h no antigo local do Ministério de Desenvolvimento Social e foram caminhando até chegarem num trecho da Avenida 9 de Julho, principal passagem do centro de Buenos Aires. Eles foram imediatamente parados pela polícia, que utilizou balas de borracha, gás lacrimogêneo e canhões de jatos d’água para conter as pessoas. 


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Policiais contendo manifestantes (Foto: reprodução/Matias Baglietto/NurPhoto/Getty Images Embed)


 Os participantes do protesto defendiam também o auxílio a refeitórios populares revogado em dezembro, em nota, o estado afirma que busca uma forma de ajudar diretamente os necessitados sem o intermédio de organizações.  

Greve e demissões

O novo governo enfrenta diversas manifestações diárias desde o seu início no ano passado, uma das medidas tomadas para evitar essas ações foi um protocolo para impedir que participantes bloqueiem estradas e tráfego. 


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Presidente Javier Milei discursando em evento (Foto: reprodução/Tomas Cuesta/Getty Image Embed)


Os acontecimentos de ontem, além de serem contra o presidente, também evidenciavam demissões de funcionários públicos ocorridos na semana passada que afetou cerca de 15 mil servidores. A operação terminou com 11 presos e vários feridos, segundo Waldo Wolf, ministro de Segurança de Buenos Aires, os policiais também foram atacados com pedras pelos manifestantes. 

Lei Ônibus

A Lei Ônibus foi apresentada pela primeira vez por Javier Milei em dezembro, e estabelece que na atual emergência pública nas áreas econômicas, fiscal, financeira, segurança e defesa, Milei teria o direito de intervir em diversos aspectos do governo até o fim do seu mandato, mas mudou alguns aspectos devido a negociações. 

A versão, entregue na última terça-feira (09), afirma o poder do presidente de governar sem o Congresso nos campos do administrativo, energético, financeiro e econômico.  Além de definir a diminuição de 40 empresas estatais para apenas 18, e o desconto do salário de trabalhadores que participarem de protestos. 

Daniel Alves é alvo de protestos ao comparecer no tribunal da Espanha

O ex-jogador Daniel Alves, recém liberado da prisão por crime de estupro, teve que comparecer ao tribunal da Espanha nesta quinta-feira (28). Acompanhado de sua advogada, Inés Guardiola, Daniel encontrou protestantes na porta do edifício Audiência Provincial de Barcelona.

Na ocasião, cidadãos presentes no prédio gritaram frases com o objetivo de criticar a decisão da justiça do país de soltar o ex-atleta. O vídeo do momento foi divulgado nas redes pelo veículo internacional Marca.

“Alves, você tem muito dinheito para pagar e para abusar, não? No Brasil, te matam rápido. Tudo bem, tudo bom? É preciso matar esse desgraçado! É um abusador!” grita um protestante no registro. Em outro instante, é possível ouvir outra pessoa indagando Alves acerca de sua vida agora em liberdade.


Daniel Alves é surpreendido por gritos de protestantes ao comparecer ao tribunal da Espanha (Vídeo: reprodução/X/@marca)

Daniel Alves é liberado da prisão após pagar fiança

O ex-lateral direito da Seleção Brasileira foi solto do Centro Penitenciário de Brians 2 na última segunda-feira (25). Daniel estava detido há 14 meses por agressão sexual contra uma jovem de 23 anos. O caso aconteceu em dezembro de 2022, o que ocasionou a sua prisão preventiva no início do ano seguinte.

No último mês, Alves passou por longos dias de julgamento, no qual foi decidido sua sentença de quatro anos e meio de prisão. No entanto, a justiça espanhola deferiu o pedido de liberdade provisória apresentada pela defesa do jogador dias depois.

Sendo assim, após pagar uma fiança no valor de 1 milhão de euros, equivalente a aproximadamente 5.4 milhão de reais, o ex-jogador recebeu sua liberação.  

Condições para a libertação do ex-atleta

Mesmo com sua liberdade concedida, a justiça espanhola impôs alguns requisitos. Alves deve cumprir visitas semanais ao tribunal e deve permanecer com seus passaportes apreendidos, a fim de que impeça qualquer tentativa de saída do país.

Além disso, Daniel possui uma ordem de restrição que o proíbe de obter qualquer tipo de contato com a vítima a pelo menos 1.000 metros de distância.