Nova autópsia de Juliana Marins é solicitada pela família  

A família da publicitária Juliana Marins, que faleceu após cair de uma altura de 300 metros do alto do Vulcão Rinjani, o segundo mais alto da Indonésia, no último dia 21 de junho, solicitou hoje (30/6), à justiça federal brasileira, através da Defensoria Pública da União (DPU), para que o corpo da jovem seja novamente autopsiado após chegar ao Brasil.

Divergência causa mortis

A irmã de Juliana, Mariana Marins, relatou no perfil do Instagram, criado especialmente para atualizar o público em relação à situação da jovem, que pediu ajuda ao Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), pertencente à Prefeitura de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, para preparar este pedido á Justiça Federal.

A família busca realmente entender o que aconteceu com Juliana. A causa mortis relatada na autópsia realizada no exterior apontou que a publicitária teria falecido devido a um traumatismo, provocado por diversas fraturas e lesões em seu corpo, especialmente aquelas que atingiram os órgãos internos, e acabaram comprometendo a respiração. Comparando a gravidade das lesões e à grande quantidade de sangramento, foi descartada, de imediato, a hipótese de hipotermia.


Post de Mariana Marins (reprodução/Instagram/@resgatejulianamarins)


Repatriação do corpo

O corpo ainda não foi trasladado de Bali, na Indonésia, para o estado do Rio de Janeiro, onde deve desembarcar no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, conhecido como Galeão. Mariana tem postado a respeito de sua indignação para com as autoridades da Indonésia e com a companhia aérea Emirates, pois não informa sobre a confirmação do voo para o Brasil: “É descaso do início ao fim”.

A família aguarda posicionamento da justiça em relação ao pedido de nova autópsia, esperando, sem dúvida, que seja favorável.

Resgate de brasileiros no Chile mobiliza equipes após 24h de nevasca extrema

Dezenove turistas brasileiros foram resgatados na noite de quinta-feira (27) após ficarem mais de 24 horas presos por uma intensa nevasca na Rota CH-27, no norte do Chile.

O grupo seguia em um ônibus e outros veículos quando um caminhão derrapou na pista, bloqueando a estrada nos dois sentidos.

Sem sinal de telefone, comida ou aquecimento, os brasileiros contaram com apoio do Exército chileno, bombeiros, polícia e do consulado brasileiro para deixar a área em segurança.

Nevasca bloqueia estrada e isola 59 pessoas no Chile

O incidente ocorreu na Rota CH‑27, no norte do Chile, a cerca de 4.500 metros de altitude. Um caminhão derrapou no gelo e bloqueou completamente a estrada, impedindo a passagem de outros veículos.

Ao todo, 59 pessoas ficaram presas, incluindo 19 turistas brasileiros, motoristas, guias e viajantes de outras nacionalidades.

Durante a nevasca, as condições de visibilidade eram nulas e as temperaturas se aproximavam de –7 °C, com cerca de 10 centímetros de neve acumulada.

Os brasileiros ficaram atolados e passaram mais de 24 horas dentro dos veículos, sem comida, aquecimento ou sinal de telefone, até serem resgatados pelas autoridades chilenas com apoio do consulado brasileiro.


Forte nevasca deixa van com brasileiros presa no Chile (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Resgate de brasileiros no Chile mobiliza autoridades e garante apoio

A operação contou com a atuação da polícia, bombeiros, Exército chileno e do consulado brasileiro em Antofagasta, que acompanhou e assistiu os 19 turistas brasileiros. O comandante Ariel Campos, responsável pela operação, informou: “Fizemos contato com eles por telefone via satélite. Passaram a noite em boas condições dentro dos veículos”.

Após a liberação da estrada, os 59 ocupantes foram levados para Calama, onde receberam abrigo, alimentação e atendimento médico.

Embora nenhum brasileiro tenha se ferido, muitos relataram exaustão, frio intenso e falta de informações durante o tempo isolado.

A polícia local publicou em suas redes: “Com 59 pessoas resgatadas e com boa saúde, o longo dia de resgate na Rota CH-27 termina. O prefeito destaca o trabalho dos policiais junto aos órgãos de emergência”. O Itamaraty confirmou o bem-estar de todos e informou que os brasileiros continuam recebendo apoio consular.

Imagens inéditas mostram a tentativa de resgate de Juliana Marins após queda no Monte Rinjani

Imagens inéditas exibidas pelo programa do Fantástico neste domingo (29), mostram as primeiras tentativas de salvar a publicitária Juliana Marins, de 26 anos. Ela morreu após cair de um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Um vídeo feito pelo guia mostra a lanterna do capacete de Juliana ainda acesa depois da queda.

Pai de Juliana fala dos acontecimentos

Manoel Marins, pai de Juliana, relatou que ela disse ao guia estar cansada, e ele a orientou a sentar. O guia então se afastou por cerca de 5 a 10 minutos para fumar e, ao retornar por volta das 4h, não encontrou mais Juliana. Ele só a avistou novamente às 6h08, quando gravou um vídeo e o enviou ao chefe dele.

O parque chamou uma brigada de primeiros socorros, que começou a subir por volta das 8h30. A equipe chegou ao local do acidente só às 14h. Imagens mostram esse momento.

A família só chamou a Defesa Civil da Indonésia mais tarde, e a equipe chegou ao local por volta das 19h. Dois dias depois do acidente, encontraram Juliana morta. O laudo divulgado na sexta-feira mostrou que ela teve hemorragia interna por causa de uma lesão no tórax. A morte aconteceu entre 12 e 24 horas antes de retirarem o corpo, na manhã de quarta-feira.

O pai de Juliana afirmou que, em sua opinião, os principais responsáveis são o guia, que deixou Juliana sozinha para fumar por 40 ou 50 minutos, tirando os olhos dela, e a empresa que vende os passeios, pois oferece as trilhas como se fossem fáceis. Porém, ele considera que o maior culpado é o coordenador do parque, que demorou a acionar a Defesa Civil.


Imagens inéditas mostram a tentativa de resgate de Juliana Marins (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)


Precariedade dos equipamentos

A médica Karina Oliani, especialista em resgates em áreas remotas, afirmou que equipamentos adequados poderiam ter feito a diferença no socorro. “Turistas com drones amadores conseguiram visualizar Juliana. Se tivessem um drone profissional, poderiam ter enviado mantimentos e impedido que ela escorregasse mais”, exclamou a médica.

A prefeitura de Niterói, cidade onde Juliana nasceu, pagou pelo traslado do corpo e homenageou a publicitária dando seu nome a um mirante. Ainda não marcaram a data do traslado.

Acidentes no Parque Nacional Monte Rinjani não são incomuns. A trilha até o topo do vulcão, que fica a 3.700 metros de altura, pode levar até três dias e tem pouca sinalização e fiscalização. No dia seguinte à queda de Juliana, um turista da Malásia caiu e a equipe de resgate o salvou com fratura na bacia. Em outubro de 2024, o brasileiro Bernardo presenciou o resgate do corpo de um turista desaparecido há nove dias.

Caso Juliana: arrecadação comunitária para alpinista voluntário é cancelada

A arrecadação online criada em apoio ao alpinista Agam, que se ofereceu como voluntário no resgate do corpo da brasileira Juliana Marins, foi cancelada neste domingo (29). Até às 19h, a campanha havia somado mais de R$ 522 mil em doações.

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, os organizadores anunciaram a suspensão imediata da vaquinha. Segundo o comunicado, todas as contribuições serão devolvidas automaticamente aos doadores, utilizando os mesmos métodos de pagamento, a partir desta segunda-feira (30).

Vaquinha será devolvida

A decisão de encerrar a vaquinha foi motivada pelo grande volume de críticas e questionamentos de doadores e internautas em relação à taxa de 20% aplicada sobre o total arrecadado. A campanha estava sob responsabilidade do portal Razões Para Acreditar, em parceria com a plataforma Voaa, especializada em arrecadações online. Em nota, as instituições explicaram que a cobrança se deve ao modelo de operação adotado, que envolve mais do que apenas oferecer uma plataforma digital para doações.


Vaquinha já havia conseguido somar mais de R$ 500 mil, antes de ser cancelada (reprodução/X/Razões Para Acreditar)

Convertido para a moeda local, o montante ultrapassa 1,09 bilhão de rúpias indonésias, valor suficiente para pagar cerca de 218 salários mínimos mensais na Indonésia.

Nos últimos dias, tanto a plataforma Voaa quanto o Razões Para Acreditar, além de outras pessoas ligadas à campanha, passaram a ser alvo de críticas, ameaças, desinformação e discursos de ódio. Diante desse cenário, os organizadores reconheceram que a polêmica em torno da vaquinha acabou desviando o foco principal da mobilização, que era justamente dar visibilidade e apoio à trajetória de Agam e à causa humanitária envolvida.

Alpinista arriscou sua vida

O alpinista atuou como voluntário no resgate de Juliana Marins e relatou que ele e a equipe estavam cientes dos riscos extremos envolvidos na operação, incluindo a possibilidade de morte. Segundo ele, qualquer passo em falso poderia ser fatal. Ao lado de Tyo, também alpinista e guia da região, Agam enfrentou condições adversas para ajudar na missão.

Desde o início, ao se oferecer para participar do resgate, Agam afirmou que não deixaria a montanha sem garantir que Juliana também fosse retirada de lá. Ele conseguiu chegar até o local onde estava o corpo da jovem já durante a noite. Sem alternativa segura para descer de imediato, Agam passou a madrugada segurando a vítima, impedindo que o corpo escorregasse ainda mais na encosta.

Entre esse momento e a chegada ao hospital, foram cerca de 15 horas de esforço contínuo, enfrentando o frio e sem acesso a uma alimentação adequada.

Brasileira que caiu em trilha de vulcão na Indonésia está com resgate interrompido

A família da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que sofreu uma queda durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, no sábado (21), comunicou pelas redes sociais que as buscas pela jovem foram mais uma vez suspensas, três dias após o acidente. Até o momento, não há novidades sobre seu paradeiro.

Segundo informações divulgadas pelo perfil “@resgatejulianamarins”, criado por parentes e considerado o canal oficial sobre o caso, as operações de resgate foram interrompidas por volta das 16h no horário local (5h em Brasília), devido às condições climáticas. Ainda de acordo com a família, os trabalhos já estavam programados para interromper ao anoitecer, já que não são realizados durante a noite.

Falta de auxílio

A família de Juliana chegou a expressar preocupação com a possibilidade de que ela não resistisse antes de receber ajuda. O Monte Rinjani, que atinge 3.726 metros de altitude e é o segundo vulcão mais alto da Indonésia, é um destino bastante procurado por turistas.

Por meio do perfil oficial, os familiares também manifestaram críticas às autoridades locais. Eles relataram indignação com o fato de o parque onde ocorreu o acidente continuar funcionando normalmente, recebendo visitantes, enquanto Juliana permanece desaparecida e sem atendimento adequado.


Informações sobre o vulcão que a jovem caiu durante trilha (Vídeo: reprodução/Youtube/Brasil Urgente)

Segundo o relato, não há qualquer atualização sobre o estado de saúde da jovem, que segue sem acesso a água, comida ou roupas adequadas para se proteger do frio. As buscas já haviam sido interrompidas no domingo (22) devido às condições climáticas adversas, marcadas por intensa neblina que dificultava o trabalho das equipes de resgate.

Informações imprecisas do paradeiro

A família de Juliana Marins contestou informações divulgadas por autoridades da Indonésia e até pela Embaixada do Brasil em Jacarta, que afirmavam que a jovem já teria recebido suprimentos como comida, água e agasalhos.

De acordo com Mariana Marins, irmã da brasileira, essas informações não são verdadeiras e causaram ainda mais preocupação entre os familiares. Ela explicou que, até o momento, as equipes de resgate ainda não conseguiram alcançar Juliana. Segundo ela, um dos obstáculos seria a falta de cordas com comprimento adequado para acessar o local onde a jovem está, além da visibilidade extremamente baixa na região.

Mariana também denunciou que vídeos divulgados como se mostrassem o momento do resgate, foram na verdade forjados. O embaixador do Brasil na Indonésia reconheceu que inicialmente repassou informações incorretas, baseando-se em relatos imprecisos fornecidos pelas autoridades locais.

Após acordo com a Rússia, Ucrânia consegue recuperar mais de 1.200 corpos de soldados

Nesta quarta-feira (11), órgão oficial ucraniano informou que ocorreu troca de prisioneiros de guerra com a Rússia. A informação é de que a Ucrânia levou para o país os corpos de 1.212 militares na guerra com a Rússia. Por meio de mensagens no aplicativo Telegram, a coordenação da troca de prisioneiros informou que foram repatriados os corpos de 1.212 mortos da Defensoria Pública, para a Ucrânia.

De acordo com o assessor do Kremlin e, Moscou, Vladimir Medinsky, a Ucrânia reconduziu, por sua vez, 27 corpos de soldados russos.


Apesar da troca de corpos entre Ucrânia e Rússia, a guerra continua entre os dois países (Foto: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)


Procedimento para a troca de corpos

Ainda que a entrega dos corpos tenha ocorrido em um local não revelado, fotos foram divulgadas pela organização de funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Utilizaram-se vários caminhões refrigerados para transportar os corpos. Feita a transferência, cabe agora aos peritos forenses identificarem cada um deles.

Na semana passada, firmou-se um acordo entre Kiev e Moscou em sua última rodada de negociações para que houvesse uma troca de corpos em larga escala.


Presidente russo, Vladimir Putin sobe o tom e ameaça Ucrânia apesar de troca recente por corpos de militares envolvidos na guerra (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


A guerra continua

Apesar de ter ocorrido a troca de corpos entre os dois países, a guerra continua. em uma ofensiva que teve a utilização de 17 drones, tendo durado nove minutos, a Rússia atacou a cidade de Kharkiv. No ataque, segundo o prefeito, morreram duas pessoas e constam 57 feridos. Entre os feridos há 7 crianças. O ataque ocorreu nesta quarta-feira (11). 15 apartamentos de um prédio residencial foi atingido devido ao ataque maciço dos drones, fazendo com que ocorressem incêndios.

De acordo com o Exército ucraniano, a Rússia utilizou um total de 85 drones. O ataque ocorreu na madrugada, tendo como alvo diversas regiões do país. Ainda segundo o Exército ucraniano, foram abatidos 50 drones russos.

Nasa traz de volta astronautas americanos presos no espaço

A agência espacial Nasa resgatou, nesta terça-feira (18), Suni Williams, de 59 anos, e Butch Wilmore, de 62, que estavam presos na Estação Espacial Internacional (International Space Station – ISS) desde junho de 2024, após uma missão que deveria ter durado somente oito dias. Por problemas técnicos na cápsula Starline, da Boeing, os astronautas se viram obrigados a permanecer no espaço por 286 dias até o seu resgate. 

A missão Crew-9 foi a responsável pela operação, que durou aproximadamente 17 horas. A equipe utilizou a cápsula Dragom Freedom, da SpaceX, que foi tripulada pelo astronauta Nick Hague e pelo cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov. A amerrisagem, que é o pouso controlado de um veículo espacial ao mar, aconteceu nas águas do Golfo do México, na região de Tallahassee, na costa do mar da Flórida. 


Transmissão da re-entrada, amerrissagem e resgate da cápsula SpaceX (Vídeo: Reprodução/YouTube/NASA)

Operação de salvamento

Apesar de algumas fases críticas, que incluíram o desacoplamento da estação, manobras orbitais para posicionamento correto da cápsula, a queima da reentrada – que provocou uma desaceleração da nave – e a própria descida controlada com o uso de um paraquedas, a missão foi um sucesso. 

A operação iniciou no momento em que Hague e Gorbunov chegaram à estação espacial. Normalmente, a cápsula da Space X comporta quatro tripulantes, mas, desta vez, a Nasa estrategicamente decidiu enviar apenas dois para que houvesse mais duas vagas para Williams e Wilmore. 

No momento em que a equipe de resgate chegou, a Crew-9 incorporou oficialmente Williams e Wilmore à tripulação. Esta foi  a primeira missão espacial do cosmonauta Gorbunov. Entretanto, o astronauta Hague já tem bastante experiência, por passar 203 dias na estação espacial em 2019. 

Quem são Williams e Wilmore

Ambos os astronautas que ficaram presos na estação espacial são norte-americanos. 


Butch Wilmore e Suni Williams no módulo Harmony da ISS ao lado da cápsula Starliner, em 13 de junho de 2024 (Foto: Reprodução/Nasa/G1)

Suni Williams é do estado de Massachusetts, engenheira e ex-oficial da Marinha dos EUA. Suni foi nadadora, corredora e serviu em esquadrões de helicópteros de combate antes de ingressar na Nasa em 1998. 

Butch Wilmore foi jogador de futebol americano no ensino médio e em uma universidade no Tennessee antes de se alistar na Marinha. É piloto e tem formação em engenharia elétrica. Durante o serviço naval, acumulou 663 pousos em porta-aviões americanos até que a Nasa o recrutou em 2000.

Tanto Williams quanto Wilmore já haviam cumprido duas missões espaciais quando se ofereceram como voluntários para fazer o primeiro voo tripulado da cápsula Starliner.  

Enquanto aguardavam o dia do retorno, deram continuidade ao trabalho na estação espacial. Além de tarefas de manutenção, Butch e Suni conduziram pesquisas científicas voltadas para o estudo do cultivo de plantas no espaço em busca de soluções para fornecer a água e os nutrientes necessários para astronautas no espaço. 

Período de permanência

As missões da Estação Espacial Internacional duram seis meses, em média, mas essa durou nove meses. Porém, esse não foi o período mais longo registrado pela Nasa no espaço. O recorde da agência espacial americana é do astronauta Frank Rubio, que ficou 371 dias seguidos em órbita. 

O cosmonauta Valeri Polyakov ficou 437 dias na estação russa Mir entre 1994 e 1995 e estabeleceu o recorde mundial considerando os registros das duas agências espaciais: Nasa (EUA) e Roscosmos (Rússia). 

Com esta última missão, Suni passa a acumular 322 dias no espaço e detém o recorde feminino de nove caminhadas espaciais. Butch contabiliza mais de 8 mil horas de voo e participação em duas missões espaciais.

Comandante do Corpo de Bombeiros revela detalhes do acidente aéreo em Gramado

O Coronel Maurício Corrêa, comandante do Corpo de Bombeiros, deu uma entrevista exclusiva à CNN onde esclareceu alguns detalhes sobre a queda do avião no Rio Grande do Sul, no município de Gramado. O acidente aéreo ocorreu na manhã deste domingo (22). 10 pessoas que estavam à bordo na aeronave morreram e outras 17 ficaram gravemente feridas.

Combate às chamas e resgate

De acordo com o Coronel Maurício, a prioridade foi combater o incêndio e resgatar as vítimas, incluindo os hóspedes e funcionários da pousada onde a aeronave caiu. Segundo ele, devido às graves queimaduras, algumas vítimas precisaram ser encaminhadas para os hospitais mais próximos rapidamente com o apoio do SAMU.

Após controlarem as chamas, as equipes juntamente com a perícia, iniciaram a remoção dos escombros para retirarem os corpos das vítimas que estavam no interior da aeronave.


Pronunciamento do comandante do Corpo de Bombeiro à CNN Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Possíveis causas do acidente

O comandante continua o seu pronunciamento expondo as possíveis causas do acidente. Segundo ele, alguns pedaços do avião foram encontrados próximos ao local da queda, o que indica a perfuração de alguns tanques, o que ocasionou um vazamento de combustível e consequentemente a explosão. A aeronave atingiu inicialmente o quarto andar de um edifício em construção, depois uma residência e por fim colidiu com a loja e a pousada. A explosão ocorreu no local da queda.

Ainda segunda as informações, as condições climáticas no dia do acidente não eram favoráveis, o que pode ter contribuído para a rápida perda de altitude da aeronave. A polícia civil e a Aeronáutica seguem com as investigações a fim de identificar as causas exatas do acidente.

Interdições nas estruturas

A pousada atingida será interditada após os trabalhos de busca serem concluídos, a residência próxima também será interditada devido a danos estruturais. A Defesa Civil de Gramado está prestando apoio na avaliação dos danos causados pelo desastre e implementando as medidas de segurança necessárias.

Avião cai durante decolagem e deixam 18 mortos no Nepal 

Após uma decolagem mal sucedida, o avião da linha Saurya Airlines, companhia aérea responsável pela decolagem do acidente, caiu e deixou 18 mortos na pista de pouso da capital do Nepal.

O acidente aconteceu nesta quarta-feira (24), o avião levava dois tripulantes e 17 funcionários da empresa, disse o porta-voz Dan Bahadur Karki. “O piloto foi resgatado e está sendo atendido”, disse. Entre os 18 corpos encontrados, havia um estrangeiro.

Imagens mostraram o exato momento da queda. Assista:


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Avião deixa 18 mortos e 1 sobrevivente em Nepal. (Vídeo: Reprodução/X/@TumultoBR)

Em nota divulgada, a Autoridade de Aviação Civil do Nepal, informou que a decolagem do avião doméstico desviou para a direita e caiu no lado leste da pista.

Depois do acidente, os bombeiros foram chamados para combater o fogo e apagar as chamas. As vítimas foram retiradas da aeronave e o piloto foi levado ao hospital com grave ferimentos nos olhos. O aeroporto foi fechado temporariamente para resgate e investigação.

“Os esforços de resgate foram iniciados imediatamente e a situação foi controlada”, disse a autoridade da aviação do Nepal.

Em nota divulgada, a companhia aérea divulgou uma lista com os nomes das 18 vítimas fatais.



A fatalidade destaca por sua vez, os perigos das viagens áreas no Nepal, o país é referido e considerado um dos lugares mais arriscados para voar por múltiplos fatores. Mesmo após melhoras nos padrões de segurança, muitos pilotos ainda encontram desafios e reclamam da falta de investimento em aeronaves mais antigas.

O aeroporto principal do Nepal fica em um vale cercado por montanhas. O terminal aéreo é um desafio para os pilotos, pois os aviões precisam passar por uma abertura na montanha. Quase 350 pessoas morreram em acidentes aéreos desde os anos 2000.

A aeronave em questão era um Bombardier CRJ-200, com capacidade para 50 pessoas. A aeronave pertencia à Saurya Airlines.

Bombeiros de todo o Brasil se revezam em resgate no Rio Grande do Sul

Quase mil bombeiros de todo o país participam do revezamento criado pela própria instituição, para auxiliar as vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul. O esquema, nomeado de “Protocolo de Resposta a Desastres”, foi aprovado em março de 2024 e é executado pela primeira vez.

As equipes são trocadas a cada 7 ou 10 dias. Embora os militares já estejam acostumados a lidar com tragédias, todos voltam muito abalados com a situação no Sul, e passam por avaliações médica e psicológica.


Resgate dos bombeiros em meio às enchentes do Rio Grande do Sul (Reprodução/Carlos Macedo/Bloomberg/Getty Images)


A missão de resgate, que uniu bombeiros de norte a sul do país, tem como objetivo cuidar de quem salvou tantas vidas. Além dos militares, a corporação disponibiliza cães para auxiliarem nas buscas, que ao regresso também passam por avaliação.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Bombeiros, o coronel Washington Luiz Vaz Junior, a operação salvou mais de 42 mil pessoas e 6 mil animais. Esses números são de resgates realizados exclusivamente pelos bombeiros.

Há também um cuidado especial com os equipamentos utilizados nas buscas. Quando chegam, ficam separados em uma sala e passam por processo de descontaminação, para que assim sejam reutilizados, garantindo a saúde dos militares.

A tragédia sob a ótica dos bombeiros paranaenses

Alguns bombeiros do Paraná que atuaram nos resgates, compartilharam experiências que os impactaram diretamente durante o trabalho, são histórias de pessoas que perderam tudo, e a cada resgate, notavam o tamanho da força do povo gaúcho para recomeçar.

Além disso, também relatam todo o sentimento de gratidão que receberam e a maneira carinhosa com que foram acolhidos pelas vítimas das enchentes.


Relatos de bombeiros paranaenses que participaram do resgate às vítimas do Rio Grande do Sul (Reprodução/YouTube/PixTV)

Em entrevista para o telejornal Pix TV News, o soldado Tiago de Lima Pereira afirmou pensar que estaria preparado para enfrentar a situação, mas quando chegou lá, sensibilizou-se com o desespero das pessoas, sentindo-se impotente ao perceber que por mais que fizesse de tudo para ajudar, nada tiraria a dor das vítimas afetadas pelo desastre.

Ele também disse que o treinamento recebido pela corporação é fundamental para acalmar as famílias, seja com uma palavra amiga ou gesto de solidariedade, e acredita ter cumprido o propósito da missão nesses 10 dias em que atuou.

Números de vítimas no RS

A maior tragédia climática da história, que aconteceu no Sul do país, já registra números expressivos. Segundo a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, no último domingo (26), foram contabilizadas 169 mortes, 806 pessoas feridas, além de 56 pessoas desaparecidas.

As enchentes atingiram 469 municípios atingidos em todo o estado, e 581 mil pessoas estão desalojadas. Ao todo, 2,3 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas, sendo que 55 mil delas estão em abrigos improvisados pelo governo gaúcho.