Governador do Rio Grande do Sul alerta sobre golpes durante doações para o estado

No último domingo (5), o governador do estado do Rio Grande do Sul, que recentemente vem enfrentando uma catástrofe climática devido às fortes chuvas, fez um comunicado. Em sua rede social, Eduardo Leite (PSDB) afirmou que golpes vêm sendo aplicados por pessoas que se aproveitam desse momento de fragilidade. Por isso, o governador reafirma que o pix oficial do SOS Rio Grande do Sul é o CNPJ 92.958.800/0001-38. 


 


Além disso, ele ainda reiterou que as doações vão todas para o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul). Em vídeo compartilhado Leite afirma: “Quando forem fazer a doação, é o SOS Rio Grande do Sul que aparece como destinatário e a instituição é o Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul)”. Deixando claro que se não aparecer tal destinatário no momento da doação é porque provavelmente é um golpe. 

Arrecadado até o momento

Apesar da tentativa dos golpistas de se aproveitar do momento sensível. Segundo Leite, até agora mais de R$38 milhões já foram doados, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Os valores devem ser totalmente direcionados para o apoio humanitário às pessoas, regiões e comunidades que foram prejudicadas pelas cheias. Algo parecido já foi feito em setembro do ano passado, quando as chuvas causaram estragos significativos no Estado, em especial nas cidades do Vale do Taquari.

Vítimas da tragédia 

Através do último balanço divulgado no último domingo pela Defesa Civil do estado do Rio Grande do Sul, foi informado que é 78 o número de pessoas mortas devido às chuvas que atingem o estado desde a semana passada. Além disso, 108 pessoas estão desaparecidas após as chuvas que já afetam 341 dos 497 municípios do estado.

Lula visita Rio Grande do Sul e promete apoio para reconstruir estradas e infraestrutura

No último domingo (5), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi até Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, severamente afetado pelas chuvas desde a semana passada. Em sua visita, foi realizada uma avaliação dos danos causados pela catástrofe, especialmente em relação à infraestrutura das regiões afetadas. Juntamente de uma comitiva de ministros e autoridades, o presidente disse que haverá apoio do governo federal para que o estado possa reconstruir as estradas e toda a infraestrutura afetada e destruída com o ocorrido.


Imagens da destruição no Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/Gustavo Ghisleni/Getty Images Embed)


Ajuda do Ministério dos Transportes

O Ministério dos Transportes será o responsável em auxiliar o governo estadual do Rio Grande do Sul na recuperação das estradas estaduais danificadas. “Eu sei que o estado tem uma situação financeira difícil”, afirmou Lula. Ainda sobre o governador do estado,  Eduardo Leite (PSDB):  “(…) não fique preocupado, que o governo federal, através do Ministério do Transporte, vai ajudar você a recuperar as estradas estaduais, porque é da nossa repressão”, disse o presidente.

Além disso, Lula falou sobre a presença de vários ministros em sua comitiva para auxiliar em ações de reconstrução de diferentes áreas afetadas: educação, saúde, assistência social e habitação. Ademais, o presidente pediu a colaboração dos deputados federais riograndenses na liberação das emendas parlamentares destinadas ao estado, para que os recursos possam ser obtidos de imediato para que então as obras de recuperação comecem mais rápido.

Prioridades

Lula já havia visitado o Rio Grande do Sul desde o início das enchentes. Na última quinta-feira (2), ele havia ido até Santa Maria acompanhar os trabalhos de resgate e socorro às vítimas. O ministro da Integração Nacional, Waldez Góes, disse durante a reunião que os governos federal e estadual devem começar a trabalhar com as prefeituras de regiões como o Vale do Taquari, para restabelecer serviços onde os rios começam a recuar. Mas no momento o mesmo esclareceu que a prioridade continuará sendo o resgate das pessoas ilhadas.

Estado de calamidade é reconhecido pelo Governo Federal no Rio Grande do Sul

O governo federal reconheceu, neste domingo (05), estado de calamidade em 336 municípios do estado do Rio Grande do Sul. A decisão ocorreu devido às fortes chuvas que provocaram inundações na região, considerado seu pior desastre climático.

Após o reconhecimento do estado de calamidade, os municípios poderão receber repasses de verbas federais com mais facilidade para auxílio dos locais afetados pelas chuvas que acontecem desde 29 de abril.

Visita do Presidente Lula ao estado

O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) foi até o estado e realizou uma comitiva para conversar sobre a situação atual do estado e compartilhar medidas para auxiliar a região.

Também estavam presentes na comitiva o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), além de ministros do governo. Lula defendeu que os ministérios devem oferecer apoio para a reconstrução do estado.

O presidente Lula afirmou que o Rio Grande do Sul sempre ajudou o Brasil e está na hora do país retribuir. Lula também declarou que os deputados devem conversar sobre uma medida “totalmente extraordinária” que garanta o auxílio financeiro ao estado.

Já o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou que a burocracia deve ser retirada para auxiliar o Rio Grande do Sul. Pacheco citou o exemplo da PEC de Guerra, que durante a pandemia autorizou o uso de dinheiro público fora das regras de controle fiscal.

Mortes e desaparecidos


Grande enchente atinge o Rio Grande do Sul. (Foto: Reprodução/X/@nexta_tv)

O Diário Oficial da União publicou a lista completa dos 336 municípios, incluindo a capital do estado, Porto Alegre. 78 mortes já foram confirmadas pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul em boletim divulgado neste domingo. 105 pessoas também estão desaparecidas e 175 estão feridas. É estimado que 844 mil pessoas tenham sido afetadas.

Devido às inundações, muitos gaúchos ainda esperam por resgate e várias regiões estão sem acesso à energia e água. 

É previsto que a cheia do Rio Guaíba, que inundou ruas da capital, Porto Alegre, leve alguns dias para retornar a níveis seguros. O sistema antienchente da capital está em seu limite e não consegue dar conta de conter as águas do rio em alguns pontos. Em mediação realizada nesta segunda-feira (06), o patamar chegou a 5,26 m, sendo que o limite é de 3 m.

Enchentes no Rio Grande do Sul marcam história com recorde de vítimas e desalojados

O Rio Grande do Sul enfrenta uma catástrofe sem precedentes, com o trágico balanço de 55 mortes confirmadas até o momento devido às intensas chuvas que assolaram o estado na última semana. Este número, ainda em ascensão com mais sete mortes sob investigação, ultrapassa o trágico evento de setembro de 2023, onde 54 pessoas perderam suas vidas, marcando as enchentes atuais como o maior desastre climático do estado até hoje.


Situação das enchentes é dramática no RS (Foto: reprodução/Ricardo Gusti/Correio do Povo)

Resgates

As estradas do estado apresentam mais de 120 pontos de bloqueio, dificultando as operações logísticas. De acordo com o ministro Paulo Pimenta, estão em ação 32 aeronaves nos esforços de resgate, com mais de 10 mil resgates efetuados até o momento.

Os principais focos de preocupação estão na região metropolitana de Porto Alegre, que está passando pela maior enchente já vista no lago Guaíba. Este lago está recebendo uma quantidade significativa de água do interior do estado.

Neste último sábado (04), o nível do Guaíba atingiu cinco metros, dois metros acima do seu nível de inundação. Inundações são observadas na área central de Porto Alegre e em outros bairros, onde, em certos locais, milhares de pessoas tiveram que ser evacuadas.


Vista aérea das ruas do bairro de Navegantes de Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/Cabral Fabal/AFP)

O pior desastre já ocorrido

O governador Eduardo Leite (PSDB) declarou a situação como “o pior desastre climático do nosso estado”, revelando a gravidade da situação que ainda inclui 74 pessoas desaparecidas e 107 feridos. Com o Guaíba alcançando níveis recordes, ultrapassando os 5 metros e excedendo a marca histórica de 1941, a região metropolitana de Porto Alegre e outras áreas estão particularmente vulneráveis.

As estatísticas são alarmantes: 82,5 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas, com 13,3 mil em abrigos e mais de 69 mil recebendo ajuda de familiares e amigos. O impacto se estende por 317 dos 496 municípios do estado, afetando aproximadamente 510,5 mil residentes.


Pessoas são evacuadas de área alagada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/Cabral Fabal/AFP)

Em uma demonstração de solidariedade e coordenação, integrantes da Força Nacional e das Defesas Civis de vários estados brasileiros se mobilizaram para apoiar as operações de resgate e assistência às vítimas. Equipamentos como botes de resgate e caminhonetes foram enviados para reforçar os esforços em áreas críticas.

O nível de alerta se mantém elevado, com o Rio Taquari também quebrando recordes, alcançando 31,2 metros, maior nível registrado na história, ultrapassando as enchentes de 2023 e 1941. Esta situação extrema requer ações contínuas e monitoramento constante das condições climáticas e das infraestruturas afetadas.


Cheia do Rio Taquari, no Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/Diego Vara/Reuters)

O cenário é de destruição, com estradas e pontes rompidas e deslizamentos de terra que complicam ainda mais as operações de resgate e assistência. O foco principal agora é minimizar as perdas humanas e garantir a segurança dos afetados, enquanto se trabalha arduamente para restaurar a normalidade nas regiões mais atingidas.

Pesquisa aponta falta de preparo para eventos climáticos extremos

Em recente pesquisa realizada pela confederação Nacional dos municípios (CNM) com dados obtidos pelo G1, foi revelado que a maioria dos municípios brasileiros estão despreparado para lidar com eventos climáticos extremos, como a calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul. 

Pesquisa da CNM

O levantamento foi feito entre 1 de dezembro de 2023 a 24 de janeiro de 2024, nela 3.590 prefeituras dos 5.570 municípios brasileiros responderam à pesquisa intitulada “Emergência Climática”. 

A pergunta central do estudo foi o questionamento sobre o município estar preparado para o aumento de eventos climáticos extremos, foi obtido esse resultado: 

  • Não: 68%; 
  • Sim: 22,6%; 
  • Desconhece as previsões de eventos climáticos que poderão afetar o seu município: 6%; 
  • Não respondeu: 3,4%. 

Segundo a pesquisa, a maioria dos municípios (43,7%) afirmaram não possui profissionais responsáveis ou um setor especializado para monitorar diariamente as áreas sob riscos de desastres na região, já 38,7% indicaram ter acesso a tais recursos. 

O presidente do CNM, Paulo Roberto Ziulkoski, informou que a falta de apoio aos municípios e investimentos para o combate conta os desastres naturais e principal motivo da falta de preparo, segundo ele, o governo faz com que os prefeitos tenham que atuar de maneira isolada no início das tragedias. 


Presidente da CNM, Paulo Ziulksoki (Foto/reprodução/CNM)

“Infelizmente, a situação se repete a menos de um ano, pois não podemos nos esquecer que em setembro de 2023 os municípios gaúchos foram afetados por ciclone extratropical. É incalculável o valor das vidas perdidas, e os prefeitos são obrigados a lidar, novamente, com os prejuízos e com o socorro à população”, Comentou. 

Vitimas de desastres no Brasil

Em análise realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional revelou que o Brasil registou 4.728 mortes provocadas por desastres naturais durante o período de 1991 a 2022. 

O ano com maior número de óbitos foi 2011, com 957 vítimas, cerca de 900 pessoas morreram em deslizamentos, enxurradas e desabamentos quando forte chuvas atingiram cidades da região serrana do Rio de Janeiro, como Teresópolis e Nova Friburgo. 

Previsão de temporais no Sul se estende até o fim de semana

Na primeira semana de maio, os temporais, principalmente na região Sul, chamou atenção dos meteorologistas que nomeiam a situação de “anomalia de precipitação”, que significa uma quantidade de chuva acima do esperado. 

As fortes chuvas vêm atingindo estados como Paraná, Santa Catarina e boa parte do Rio Grande do Sul – que já registrou até o momento 37 mortos, além de deslizamentos de encostas, alagamentos e transbordo de rios, deixando diversas cidades com alerta de emergência.

Conforme o  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(INPE), há previsão de chuvas fortes que se arrastam até domingo (5) e podem aparecer durante mais dias do mês de maio.


Causas climáticas

As precipitações na região do Rio Grande do Sul e a onda de calor no Sudeste do Brasil podem ser atribuídas à interação entre uma poderosa massa de ar frio e outra quente, resultando em condições climáticas instáveis e chuvas em diferentes áreas gaúchas nos próximos dias. 

A Defesa Civil informa que a frente fria se aproxima do estado de Santa Catarina e já emitiu estado de alerta para enxurradas e vendavais, além disso, com as fortes chuvas, um carro foi arrastado na cidade de Ipirá levando a morte de um homem de 61 anos.

Estamos atentos à situação da chuva em Santa Catarina, não desviando o olhar em momento algum. Infelizmente, uma morte foi confirmada e ao lamentar a perda de uma vida, a gente pede que as pessoas fiquem vigilantes, se informem sobre os alertas e adotem as medidas de proteção recomendadas pelos órgãos”, informou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello.


Santa Catarina também foi atingida por fortes chuvas e alagamentos (Foto: reprodução/Defesa Civil/ND)

Calamidade Pública

Há pelo menos 100 desaparecidos entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mais de 10 mil desabrigados e 37 mortes confirmadas.

Algumas cidades já decretaram situação de emergência, enquanto o governo do Rio Grande do Sul decretou calamidade pública.

Deputados pedem a liberação de emendas para locais afetados pelas chuvas

Nesta sexta-feira (3), a bancada gaúcha realizou uma reunião emergencial para mapear demandas e estratégias para abrandar a destruição gerada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Uma das exigências é a liberação imediata de emendas parlamentares.

Emendas

Em meio à grande destruição em mais de 130 municípios gaúchos devido às fortes chuvas, uma reunião realizada na Assembleia Legislativa terminou com um pedido das autoridades para que emendas parlamentares sejam liberadas e que medidas sejam tomadas para amenizar a destruição causada pelas chuvas.

Pedimos a liberação imediata dos R$ 450 milhões da bancada gaúcha na área da saúde e também um recurso, que não é muito, da assistência social e do Ministério da Agricultura. A reunião foi de sugestão, mas também de encaminhamento imediato”. Disse Dionilso Marcon, coordenador da bancada.

Conforme o deputado, recursos de emendas já foram enviados em enchentes anteriores. Um novo envio de montantes deve acontecer em breve, mas o tempo entre o empenho e o pagamento é demorado e preocupa os congressistas.

Além disso, Marcon mencionou o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ao que comentou que mostraria ao presidente, ainda na segunda-feira (6), os projetos pensados para auxiliar os municípios gaúchos. Quatro projetos de lei que foram encaminhados e considerados de urgência estão na Comissão Externa que trata das chuvas, a fim de que a prevenção de mais destruição seja feita rapidamente.

As propostas de urgência vieram de Afonso Hamm (PP-RS), Maria do Rosário (PT-RS), Bibo Nunes (PL-RS) e Lucas Redecker (PSDB-RS). Para além desses pedidos, foi reforçado o pedido de envio de helicópteros para resgate e reforço no auxílio para as famílias atingidas, como suspensão de contas de água, luz, liberação de FGTS e outros.


Municípios do Rio Grande do Sul são atingidos por fortes chuvas (Foto: reprodução/Anselmo Cunha/Getty Images Embed)


Na próxima segunda-feira (6), haverá uma nova reunião com a presença dos ministros Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social, e Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Chuvas no Sul

Desde segunda-feira (29), o Rio Grande do Sul tem enfrentado fortes chuvas. O estado já registra 39 mortes e 68 pessoas ainda estão desaparecidas segundo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. O volume de chuvas ficou acima da média do que é esperado para o mês de maio inteiro.

Na última quinta-feira (2), houve o rompimento parcial de uma barragem localizada entre os munícios de Bento Gonçalves, Cotiporã e Veranópolis. Já nesta sexta-feira (3), como informado pelo governo, quatro barragens no Rio Grande do Sul estão em nível de emergência.

Devido ao estrago causado pelas enchentes e ao impedimento de deslocamento das pessoas pelo estado, o Governo Federal decidiu adiar a realização do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que estava programado para este domingo (5).

Adiado: Governo brasileiro posterga data do CNU devido às chuvas no Rio Grande do Sul

Governo federal opta por adiar o dia de aplicação das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU), popularmente chamado de Enem dos Concursos, que seriam realizadas no domingo (5) deste mês, em todo o Brasil. Contudo, uma nova data ainda não foi remarcada. A medida de postergar o exame foi tomada devido aos temporais que têm assolado as cidades do estado do Rio Grande do Sul, com fortes chuvas, enchentes e alagamentos, que resultaram em grandes prejuízos e ao menos 37 mortes, de acordo com as últimas informações divulgadas pela Defesa Civil.

Em razão da calamidade pública no Rio Grande do Sul, o Concurso Público Nacional Unificado é adiado (Foto: reprodução/Instagram/@gestaogovbr)


Mudança de decisão

Em nota, nesta quinta-feira (2), o Ministério da Gestão divulgou que a prova seria realizada em todo o país, e no Rio Grande do Sul também, no dia 5. Porém, após o desenvolvimento de debates internos acerca do assunto, e em disposição de encontrar a melhor solução, que não prejudicasse os candidatos que realizariam os exames em cidades do estado atingido, o governo modificou a decisão. Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação, afirmou que cerca 86 mil inscritos para as provas do CNU são de 10 cidades do Rio Grande do Sul, enquanto no restante do Brasil são cerca de 2,5 milhões de inscritos.

O ministro concedeu uma entrevista à emissora oficial do governo

“O compromisso do governo [é] que ninguém seja prejudicado. Ninguém pode deixar de participar do concurso porque está numa cidade em situação de emergência ou está numa cidade em que o bloqueio impede acesso à cidade onde vai ter a prova”

Paulo Pimenta

Paulo Pimenta comenta possibilidade de adiar o exame após chuvas no Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/Instagram/@gestaogovbr)


Concurso Nacional Unificado

O CNU unifica em um único exame, os concursos autorizados para a seleção de servidores públicos em diferentes órgãos do governo federal, sendo esta, a primeira vez que isso ocorre. O concurso irá dispor de 6.640 vagas em 21 órgãos públicos. Os indivíduos que farão a prova podem disputar a várias das oportunidades, com o pagamento de apenas uma taxa de inscrição. A distribuição dos candidatos se deu em 3.665 locais de prova em 228 cidades, sendo considerado o CEP informado no momento da inscrição. O exame será aplicado em 75.730 salas. Conforme a informação do governo federal, 94,6% dos candidatos realizarão as provas em um endereço de até 100 km de distância de onde residem.

Prefeitura de Porto Alegre interrompe acesso ao centro após defeito em medidores do rio Guaíba

Nesta sexta-feira (3), a prefeitura de Porto Alegre interceptou o acesso ao centro da cidade, contando com 26 interceptações totais e nove parciais. A medida foi realizada devido à avaria que ocorreu no sistema de medição do nível do rio Guaíba.

Devido às fortes chuvas que têm atingido o estado do Rio Grande do Sul, casa de bombas se rompe e causa inundação no centro da cidade de Porto Alegre.


Vista aérea da área alagada em Capela de Santana, Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/CARLOSFABAL/AFP)


Risco de inundação e falta de água para 21 bairros

Conforme a nota da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) do Rio Grande do Sul, a estação hidrometeorológica do Cais Mauá, na capital do estado, exibiu problemas na leitura na madrugada desta sexta. A última medição registrava 4m31cm no cais. O maior nível do rio Guaíba desde 1941. Há possibilidade de que o nível possa ultrapassar os cinco metros devido às tempestades, que podem durar até domingo. Técnicos do Departamento de Recursos Hídricos e Saneamento, e a Defesa Civil, estão certificando o nível no local. A Sema está empenhada para retomar o acesso e disponibilização dos dados o mais rápido possível.


Vista aérea de áreas inundadas em Encantado, Rio Grande do Sul (Foto: reprodução/GustavoGhisleni/AFP)


Informações via redes sociais

A Prefeitura anunciou que o Centro de Saúde Santa Marta, no Centro Histórico, fecha às 11h devido à cheia do rio Guaíba. As Unidades de Saúde Domênico Feoli, Ilha da Pintada, Ilha do Pavão e Ilha dos Marinheiros tiveram seus funcionamentos interrompidos. Segundo o Centro Integrado de Coordenação de Serviços da Prefeitura de Porto Alegre, equipamentos de informática e móveis foram movidos do térreo para os andares superiores do Centro de Saúde.

Os temporais no Rio Grande do Sul

Até o momento foram registradas 31 mortes e 74 pessoas estão desaparecidas, conforme a informação da Defesa Civil. O município tem 418 pessoas acolhidas em abrigos temporários, 346 no Pepsi on Stage, 44 no Centro Social Pe. Leonardi e 28 na Escola Estadual Custódio de Mello. A prefeitura de Canoas realizou um alerta de evacuação para os residentes do bairro Mathias Velho. A casa de bombas 6 está localizada no bairro e pode transbordar. As casas de bomba da região despejam as águas da chuva no Rio Guaíba. Um alerta já havia sido feito para os moradores que vivem nas proximidades da casa de bombas 3, principalmente nas ruas 3 de Outubro, Hermes da Fonseca e General Câmara, no bairro Rio Branco.


Pessoas morreram e há desaparecidos devido às fortes chuvas no estado (Foto: reprodução/GustavoGhisleni/AFP)


Governo decreta estado de calamidade pública

O governador do estado, Eduardo Leite, decretou estado de calamidade pública em razão das mais de 100 cidades atingidas pelas inundações no Rio Grande do Sul.

Microexplosões atmosféricas ameaçam Rio Grande do Sul e Santa Catarina

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta preocupante para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, prevendo a possibilidade iminente de ocorrência de microexplosões atmosféricas nos próximos dias, em um fenômeno conhecido como downburst

Sobre o fenômeno

Este fenômeno, também conhecido como downburst, é caracterizado por uma corrente de vento descendente violenta que se separa de nuvens de tempestade e atinge o solo com extrema força.

Ao contrário dos tornados, que formam redemoinhos de vento ascendente, as microexplosões apresentam um padrão de vento descendente, provocando danos devastadores semelhantes. Recentemente, uma microexplosão foi registrada em Santa Cruz do Sul (RS), agravando ainda mais a situação já crítica devido aos fortes temporais que assolaram a região, resultando em pelo menos 29 mortos e 60 desaparecidos.


Alagamento (Foto: Reprodução/Getti Images Embed/Akaradech Pramoonsin)


Embora o fenômeno da microexplosão possa ocorrer em qualquer época do ano, é mais comum durante o verão, quando as condições de temperatura e umidade favorecem a formação de nuvens de tempestade. Estas nuvens, que podem atingir até 20 quilômetros de altura, têm o potencial de gerar ventos destrutivos, alcançando velocidades superiores a 200 quilômetros por hora.

Riscos

Além dos danos estruturais às construções e à vegetação, as microexplosões representam um sério risco para a aviação, podendo interferir nas operações de decolagem e pouso de aeronaves. O som característico, frequentemente comparado ao de um trem de carga, acompanha o impacto desses ventos violentos.

Segundo o National Weather Service dos Estados Unidos, uma microexplosão é caracterizada por ventos horizontais que se estendem por uma área inferior a quatro quilômetros. Quando essa área ultrapassa os quatro quilômetros, o fenômeno é classificado como macroexplosão.

Diante deste cenário de alerta, é crucial que a população das regiões afetadas permaneça vigilante às atualizações meteorológicas e siga as orientações das autoridades locais para minimizar os riscos e garantir a segurança de todos.