Bruno Mars se prepara para turnê no Brasil

Bruno Mars aqueceu sua voz em um show especial realizado em São Paulo, onde se apresentou para um público de 2.000 pessoas. O evento, que ocorreu na última quarta-feira, foi uma recompensa para os ganhadores de uma promoção da Budweiser. Nesse ambiente exclusivo, os sortudos puderam desfrutar de uma experiência única com o artista.

Hits que encantaram

Durante o show, Bruno Mars encantou os presentes com performances de grandes sucessos como “24K Magic” e “Treasure”. A energia contagiante do cantor e sua presença de palco foram evidentes, criando momentos inesquecíveis para os fãs. Este evento serviu como um aquecimento para a aguardada turnê que começa nesta sexta-feira.


Bruno Mars (Foto: reprodução/Instagram/@brunomars)

Agenda da turnê

A turnê de Bruno Mars no Brasil inclui uma série de apresentações marcadas para o mês de outubro. Ele se apresentará no Estádio do Morumbi, em São Paulo, nos dias 4, 5, 8, 9 e 12. Em seguida, o cantor levará sua energia ao Rio de Janeiro, com shows agendados para os dias 16, 19 e 20. A expectativa é alta, e os fãs mal podem esperar para cantar junto com seu ídolo.

Preparativos e expectativas

Os fãs têm grandes expectativas para essa turnê, que promete não apenas reviver os sucessos antigos, mas também trazer novas surpresas. Bruno Mars é conhecido por suas performances vibrantes e pela qualidade de seus shows, que sempre incluem uma produção visual impressionante. A combinação de sua música envolvente e a atmosfera animada dos estádios brasileiros promete criar uma experiência inesquecível.

Um retorno aclamado

Este retorno ao Brasil, após um período sem apresentações ao vivo, certamente será uma celebração da música pop. Com uma base de fãs leal e apaixonada, Bruno Mars está prestes a proporcionar momentos memoráveis, solidificando ainda mais seu lugar no coração dos admiradores brasileiros. A expectativa é que cada show seja uma verdadeira festa, repleta de alegria e música de qualidade.

Moradores de Eldorado do Sul, ilhados, se recusam a abandonar suas casas

Moradores da cidade de Eldorado do Sul se negam a deixar suas casas e o pouco que lhes restam, com medo de serem saqueados e terem suas casas invadidas. O município, que fica cerca de 12 km de Porto Alegre, foi proporcionalmente o mais afetado pelas chuvas no Estado. Não se tem um levantamento oficial, mas estima-se que dezenas, talvez centenas, de moradores ainda estão em suas casas.

Com previsão de que a lagoa do Guaíba atinja o nível recorde ao subir, o corpo de bombeiros segue buscando moradores e insistindo para que aceitem o resgate e saiam do local com segurança, preservando assim suas vidas.

É muito complexo e muito complicado, porque as pessoas estão com muito receio de deixar as suas residências, deixar os seus animaizinhos, seus pets” comenta Rudinei Silva dos Santos, comandante dos bombeiros voluntários de Eldorado do Sul.

O cenário devastador

O caminho feito pelo barco dos bombeiros, botes e algumas motos aquáticas de voluntários  é tomado pelo mal cheiro de lixo, materiais orgânicos, animais mortos e lojas com suas portas arrombadas, explanando o cenário de completa destruição que assombra a cidade.

Equipe de resgate no sul do país (Reprodução: instagram/@folhadespaulo)


O caminho feito pelo barco dos bombeiros, botes e algumas motos aquáticas de voluntários  é tomado pelo mal cheiro de lixo, materiais orgânicos, animais mortos e lojas com suas portas arrombadas, explanando o cenário de completa destruição que assombra a cidade.


Na laje do segundo andar da casa, Fábio Meneghetti, que está completamente ilhado, tenta explicar para os brigadistas do corpo de bombeiros o motivo de permanecer em sua casa.

 “Eu vou ficar por aqui. Bah, está muito roubo, incrível. Ontem de noite houve tiroteios. Está uma cidade sem lei. Eu não vou arriscar porque está muita ladroagem” afirma Fábio aos bombeiros.

Fábio ainda conta que já presenciou homens invadindo a casa de sua vizinha e que a região é alvo de tiroteios. Acompanhado de seu pitbull, ele diz que tem água e comida, adquiridos através helicóptero que levou cestas básicas para aquela zona, e ainda que improvisou uma bateria de carro para carregar seu celular duas vezes ao dia.

A temperatura está prevista cair para 5ºC e a preocupação com um casal de idosos abrigados ao fundo de uma casa aumenta. O comandante Silva grita para que eles possam ouvir, mas eles negam ajuda e dizem que permanecerão na casa.

Em outra rua é possível avistar João Carlos Velasquez Batista, no segundo andar de seu imóvel inacabado, ele afirma que construiu um cavaletes 2,5 metros para apoiar seu colchão, que tem comida, bolacha e sopa e água potável para viver, que recebe através de doações, além disso, também cuida de um cachorro de grande porte e gatos do seu vizinho, alimentados pela ração também conseguida através de doação. 

João afirma que já bebeu água da enchente, mas hoje está confortável e não há razão para tamanho cuidado.

Eldorado do Sul

Eldorado do Sul tem 40 mil habitantes, segundo o IBGE. O município foi severamente atingido, com mais de 90% da cidade invadida pelas águas. A estimativa dos bombeiros é que 90% da população esteja em alojamentos ou em casa de parentes.

Apoio de R$5,1 mil para as famílias atingidas pelo desastre no Rio Grande do Sul deve ser anunciado nessa quinta-feira

O presidente Luís Inácio Lula da Silva aprovou nesta terça-feira (14) o auxílio de R$ 5,1 mil para as famílias atingidas pelo desastre no Rio Grande do Sul. A estimativa é de que cem mil famílias serão ajudadas com a iniciativa.

Chuvas que devastaram o Rio Grande do Sul

No final do mês de abril, o Estado foi tomado pelas chuvas e enchentes, com áreas completamente alagadas. Muitas vítimas, dentre elas crianças, animais e idosos, formaram o trágico cenário que se encontra hoje.


Milhares de pessoas perderam suas casas, móveis, comércios, carros, entes queridos. Há ainda os que resistem em sair de suas moradias, mesmo que completamente ilhados, por medo de terem suas casas invadidas.


As pessoas estão sendo resgatadas pelo Corpo de Bombeiros e por voluntários, e os que permanecem em suas casas estão sendo abastecidos através de helicópteros com doações.


A população está sendo realocada para abrigos providenciados pelo governo ou em casa de familiares. A ajuda está vindo de todo o país e o presidente Lula já esteve no local algumas vezes para dimensionar o tamanho do desastre.

A medida provisória

Para começar a auxiliar essas famílias, está sendo criado um programa com ajuda financeira, que até então tem o nome de “Recomeço”. Essa medida provisória beneficiará cerca de cem mil famílias, ficando aberta para que chegue a toda a população atingida.


O valor será disponibilizado em parcela única, para que estes cidadãos possam começar a reequipar suas casas, com móveis e eletrodomésticos básicos, mas o destino do dinheiro fica a critério do beneficiário.


O anúncio está previsto para essa quinta-feira (16) em São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. A sugestão do local foi feito pelo próprio presidente.
Após duas semanas do começo das chuvas que resultaram na calamidade do Estado, o nível dos rios voltou a subir.


Os bombeiros e voluntários seguem buscando vítimas para resgatar nos locais.

Corredor Humanitário facilita a entrada de donativos em Porto Alegre – RS

Aproximadamente 20 mil veículos relacionados a ajuda para as vítimas das chuvas, passaram pelo “Corredor Humanitário” até esta segunda-feira (13) em Porto Alegre. A prefeitura analisa a abertura de mais um corredor para facilitar a chegada de veículos à capital.

Através do corredor é possível o acesso fácil para veículos de emergência, caminhões de suprimentos e donativos como: água, oxigênio, alimentos, equipamentos de emergência, entre outros veículos que fazem a mesma rota.


Fluxo de veículos que trafegam pela via de acesso humanitária (Reprodução/Site Banco de Imagens Porto Alegre/Foto/Julio Ferreira/PMPA)

A obra de contingência que foi concluída em apenas dois dias, possui pista única e opera em apenas um sentido, com a variação de mão, possui acesso à BR -290 (Freeway) e é monitorada por agentes da EPTC e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) permite apenas a passagem de veículos com ajuda humanitária.

Foi removida a passarela de pedestres da Estação Rodoviária, na rua Conceição para criar o caminho alternativo pela Castelo Branco. A prefeitura informa que futuramente será construída nova passarela no lugar da que foi derrubada.


Demolição da passarela de pedestres para construção de via humanitária (Reprodução/SiteG1/Foto/Julio Pereira/PMPA)

Nível do Rio Guaíba sobe e deixa prefeitura em alerta

Segundo o Centro Integrado de Coordenação de Serviços (CEIC), o nível do rio atingiu 5,19 metros nesta terça-feira (14) às 5h15, foi registrado um aumento de 18 centímetros entre a tarde desta segunda-feira (13) e a madrugada desta terça-feira (14), o registro está próximo de marca histórica.

Devido às fortes chuvas o rio permanece mais de 2 metros acima da cota de inundação (3 metros) e da cota de alerta (2,5 metros).



Por prevenção a prefeitura construiu barricadas emergências com sacos de areia, para evitar o avanço da água, no centro de Porto alegre próximo à Usina do gasômetro, as barricadas possuem dois andares e 1,80 de altura.

Barricada de Emergência montada pela prefeitura para conter avanço da água (Reprodução/Site G1/Foto/Mateus Trindade/RBSTV)

As chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, nas últimas semanas, deixam mais de 147 vítimas fatais, 127 desaparecidos e 806 feridos, segundo a Defesa Civil, além de afetar mais de 2 milhões de pessoas em todo o estado.

Cidades-esponja: modelo mostra como evitar enchentes de maneira natural

As chamadas cidades-esponjas são áreas urbanas idealizadas com estratégias para absorver um grande volume de água. Criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, o conceito inovador pode ser aplicado em cidades para evitar tragédias como as enchentes do Rio Grande do Sul. 

As mudanças climáticas exigem que países invistam em formas de prevenção desses grandes eventos climáticos. Kongjian Yu é consultor do governo chinês e já projetou mais de 70 cidades nesse estilo que se tornaram fortes o suficiente para receber grandes quantidades de chuva.

Kongjian Yu compartilhou ao Fantástico, da Globo, no programa exibido neste domingo (12), que a inspiração para o modelo veio a partir das observações de Kongjian Yu na vila onde viveu por 17 anos como agricultor. O local possui um rio e o ensinou como “trabalhar com a natureza”.

A vila está em uma área de monções, ou seja, não para de chover durante o verão. Quando se mudou para a cidade, o arquiteto percebeu os problemas urbanos e por que ocorrem tantas enchentes. 

Os centros urbanos são em sua maior parte concretados, o que dificulta o escoamento natural da água das chuvas e sua infiltração no solo.

Quando os níveis de chuva são maiores que o normal, as cidades não possuem formas eficientes de drenar tantos volumes de água e são tomadas por enchentes. A tentativa de canalizar a água rapidamente para longe em linhas retas não é tão eficaz. 



O conceito das cidades-esponja entende que a água pode ser regulada através da própria natureza. O modelo inovador aplica técnicas naturais que facilitam a absorção da água nas cidades para impedir que elas inundem.

Ao Fantástico, Kongjian Yu explicou três estratégias que aplica em todos os seus projetos de cidades-esponja que absorvem a água de maneira natural. 



Reter a água da chuva

A primeira medida é reter a água assim que ela cai do céu, em uma reserva como um sistema de açudes para que o rio principal não receba toda a água. Precisam haver grandes áreas permeáveis, porosas e não pavimentadas, que facilite a absorção da água no solo para que siga seu curso natural de filtragem.

Diminuir a velocidade dos rios 

Yu disse ao Fantástico que ao desacelerar a água, o solo tem a oportunidade de absorvê-la. Nos modelos de cidades-esponja, a vegetação é utilizada como meio de desacelerar a água em um sistema de lagos. Já nas cidades no modelo industrial, os rios são canalizados com concreto, o que aumenta a velocidade da água. 

Adaptar as cidades para ter áreas alagáveis 

As cidades-esponja são desenhadas para ter áreas alagáveis, como um local para onde a água possa escorrer sem causar uma destruição pelo caminho. A água fica armazenada em estruturas naturais alagáveis. Assim a água pode ser contida até ser absorvida sem invadir as construções e prejudicar moradores locais.