O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou neste domingo (14), que mantém conversas com autoridades chinesas sobre a possível venda do TikTok, medida considerada essencial para garantir a continuidade do app nos Estados Unidos.
O governo deve estender o prazo para a negociação pela quarta vez desde o início do mandato de Trump. De acordo com ele, a decisão final está nas mãos da China, embora não tenha especificado quais questões ainda impedem o fechamento do acordo. Atualmente, cerca de 170 milhões de norte-americanos utilizam a plataforma.
Conversas travadas
Trump afirmou a jornalistas que as negociações sobre o futuro do TikTok continuam em andamento. Em junho, o governo já havia concedido mais 90 dias para que a plataforma encontrasse um comprador fora da China, medida que buscava evitar sua proibição nos Estados Unidos por falta de autorização de Pequim. Esse prazo expira na próxima quarta-feira (17), mas o presidente já determinou outras duas extensões anteriormente.
A justificativa de Washington é impedir que o governo chinês tenha acesso a informações pessoais de usuários americanos ou utilize o algoritmo do aplicativo para influenciar a opinião pública nos EUA. No entanto, nunca foram apresentadas evidências concretas que sustentem essas suspeitas.
Para que a venda seja concluída, é necessário o consentimento da ByteDance e das autoridades da China, que até o momento não sinalizaram aprovação.
Casa Branca no TikTok
Em agosto, a Casa Branca inaugurou oficialmente seu perfil no TikTok. A primeira postagem veio acompanhada da mensagem: “Estados Unidos, ESTAMOS DE VOLTA! E aí, TikTok?”. O vídeo de estreia, com 27 segundos de duração, fez a conta acumular aproximadamente 4.500 seguidores em apenas uma hora.
O TikTok pertence à gigante chinesa de tecnologia ByteDance. Uma lei federal, criada sob o argumento de proteger a segurança nacional, previa que a plataforma deveria ser vendida ou, caso contrário, banida do território americano a partir de 20 de janeiro, data da posse de Donald Trump. Entretanto, o então presidente republicano suspendeu a medida e, em junho, estendeu por mais 90 dias o prazo para que a empresa encontrasse um comprador fora da China, condição imposta para que o aplicativo continue operando nos Estados Unidos.
