Cientistas encontram fortes indícios de vida alienígena

Uma nova descoberta no mundo da astronomia pode impactar tremendamente o nosso mundo, cientistas descobriram um possível registro de vida além da Terra. Foram detectadas impressões digitais químicas de gases produzidos apenas no nosso planeta, por meio de processos biológicos. O planeta foi identificado como um “mundo oceânico”, ou seja, um planeta repleto de água que pode habitar micro-organismos.

Vida fora da Terra

Um grupo de cientistas pode ter feito a maior descoberta do mundo da astronomia. Utilizando o Telescópio Espacial James Webb, eles descobriram os mais fortes sinais de possível vida além do planeta Terra e do nosso sistema solar. Foram detectadas, na atmosfera de um planeta alienígena, denominado K2-18b, impressões digitais químicas de gases, somente produzidos por processos biológicos aqui na Terra.

Os gases, sendo o sulfeto de dimetila e dissulfeto de dimetila, identificados em K2-18b, são produzidos na Terra por organismos vivo, de vida microbiana, como o fitoplâncton marinho.

Esse fato pode nos levar a crer que nesse planeta, existe vida microbiana, porém os próprios pesquisadores enfatizam que não é uma confirmação de que existam formas de vida nesse planeta, somente uma bioassinatura, ou seja, um indicador de processo biológico, que vai ser revisado e observado com cuidado, para dar as informações mais precisas possíveis.


Representação da Terra em comparação com o K2-18b (Foto: reprodução/X/@Rainmaker1973)

Isso não quer dizer, porém, que os cientistas não ficam animados com essa descoberta, pois isso pode indicar a possível existência de micro-organismos, formas de vida, fora da Terra. Também há esforços para procurar vestígios de vida além da Terra, no nosso próprio sistema solar, principalmente em ambientes que tem potencial de vida, como Marte e Vênus.

O astrofísico Nikku Madhusudhan, do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, e também o principal autor do estudo publicado no Astrophysical Journal Letters deu declarações sobre a descoberta.

Este é um momento transformador na busca por vida além do sistema solar, em que demonstramos que é possível detectar bioassinaturas em planetas potencialmente habitáveis com as instalações atuais. Entramos na era da astrobiologia observacional”

Afirmou Madhusudhan.

O planeta K2-18b é 8,6 vezes mais maciço que a Terra e seu diâmetro é 2,6 vezes maior. Ele orbita, junto de outro planeta, em uma zona habitável, sendo a distância que a água líquida pode existir na superfície de um planeta, em volta de uma estrela anã vermelha, que é menor e menos luminosa que o nosso Sol. Ele está localizado a cerca de 124 anos-luz da Terra, na constelação de Leão.

Um planeta de água

Desde a década de 1990, foram descobertos, aproximadamente, 5.800 planetas fora do nosso sistema solar, os denominados exoplanetas. O grupo de cientistas criou uma hipótese de que existam “mundos oceânicos”, ou seja, alguns desses exoplanetas são cobertos por água líquida, que pode ser habitada por micro-organismos e uma atmosfera rica em hidrogênio.

Algumas observações anteriores do telescópio James Webb registraram gás metano e dióxido de carbono na atmosfera do K2-18b, essa sendo a primeira ocasião em que moléculas à base de carbono foram encontradas na atmosfera de algum exoplaneta que está na a zona habitável de uma estrela.


Representação do K2-18b com sua estrela anã vermelha (Foto: reprodução/X/@MAstronomers)

De acordo com Madhusudhan, o único cenário que explicaria todo conjunto de informações obtidas é de que o K2-18b é um “mundo oceânico”, sendo assim, é um planeta que contém vida fora da Terra. A teoria é de que os oceanos desse planeta são mais quentes que os do nosso planeta.

Quando questionado sobre organismos multicelulares e vida inteligente, o cientista disse que não poderia responder essa questão, pois a suposição era apenas de vida microbiana simples.

O Webb descobriu que o planeta possuía registros de DMS e o DMDS, ambos sendo da mesma família química, que são importantes bioassinaturas dos exoplanetas, com um nível de confiança quase total. A concentração de gases na atmosfera do planeta é milhares de vezes maior que a da Terra, estando em concentrações atmosféricas de 10 partes por milhão, por volume. Isso é outro possível indicador de que existiria vida fora da Terra.

Experimento antigo gera nova hipótese para início de vida na Terra

A idade do planeta Terra é de cerca de 4,5 bilhões de anos, e sua evidência fóssil mais antiga de vida, os estromatólitos, tem aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Contudo, alguns cientistas acreditam que havia vida antes destes organismos microscópicos preservados em camadas conhecidas como tapetes microbianos.

Para eles, a vida aconteceu a partir da chamada “sopa primordial”, uma mistura de moléculas orgânicas unidas em corpos d’água primitivos.

A matéria orgânica da Terra primitiva

Décadas atrás, acreditava-se que essa matéria orgânica foi produzida naturalmente, advinda de raios que causaram reações químicos nos oceanos da Terra primitiva.

Entretanto, uma nova pesquisa publicada em 14 de março na revista Science Advances (Avanços da Ciência, em tradução livre) diz que, na verdade, essas descargas de micro-raios quase invisíveis, criadas entre gotículas de névoa carregadas eletricamente, seriam o suficiente para condensar aminoácidos com base em material inorgânico.

Os aminoácidos são moléculas orgânicas que se unem para gerar proteínas, sendo blocos fundamentais para a vida, e podem ter sido o pontapé para a evolução da vida na Terra.

A astrobióloga e geobióloga Dr.ᵃ Amy J. Williams, professora associada do departamento de geociências da Universidade da Flórida, explica que ser um fato que, para a vida ocorrer e evoluísse na Terra primitiva, seria necessário um catalisador energético para contribuir com algumas das reações.

Williams não está diretamente ligada com a pesquisa, mas relatou em uma troca de e-mails com a CNN que para os aminoácidos se formarem, é preciso haver átomos de nitrogênios aptos a se unirem ao carbono. E para que essas partículas sejam libertas a partir do gás nitrogênio, é necessário despedaçar ligações moleculares fortes, exigindo uma quantidade enorme de energia.

Neste caso, a energia necessária viria dos micro-raios, servindo para quebrar as ligações moleculares, e auxiliando na criação das novas moléculas essenciais para que a vida na Terra pudesse surgir e evoluir.

A origem da vida na Terra segundo Miller-Urey

Para recriar o mesmo lugar que pode ter gerado as primeiras moléculas orgânicas na Terra, os pesquisadores utilizaram como base os experimentos realizados em 1953 por Stanley Miller e Harold Urey, que criaram uma mistura gasosa que copiava a atmosfera da Terra primitiva.

Os cientistas combinaram amônia (NH₃), metano (CH₄), hidrogênio (H₂) e água, fecharam essa “atmosfera” dentro de uma esfera de vidro, e inseriram descargas elétricas, resultando na criação de aminoácidos simples que possuíam carbono e nitrogênio.

O experimento de Miller-Urey, como ficou conhecido, foi a base para a teoria científica da abiogênese, que diz que a vida surgiu a partir de moléculas não vivas.


O experimento Miller-Urey pode apresentar uma nova possibilidade de como a vida formou-se na Terra (Vídeo: reprodução/X/@1Artscitech)

No novo estudo, os experimentos de 1953 foram revistos, mas focado na atividade elétrica em escala menor, segundo o autor sênior do estudo, Dr. Richard Zare, professor Marguerite Blake Wilbur de Ciências Naturais.

Zare e os demais cientistas estudaram a troca de eletricidade entre gotículas de água carregadas com eletricidade, que possuem diâmetros entre um micrômetro e 20 micrômetros. Um fio de cabelo humano tem por volta de 100 micrômetros de largura, para comparação.

Foi misturado amônia, dióxido de carbono, metano e nitrogênio em um bulbo de vidro, e a mistura gasosa foi pulverizada com uma névoa de água. Graças a uma câmera de alta velocidade, foi possível obter fotos de micro-raios no vapor.

Averiguando a mistura do bulbo, foi localizado moléculas orgânicas com ligações entre carbono e nitrogênio, inclusive ma base nitrogenada presente no RNA: aminoácido glicina e uracil.

Zare explica que não foi descoberta uma “nova química”, ou mesmo novas leis da física. Foi reproduzido o experimento Miller-Urey de 1953, baseado em princípios da eletrostática, observando as pequenas gotículas que, quando geradas a partir da água, geram luz e centelha. E essa centelha provoca diversos tipos de transformação química.

Raios, água e vida

Apesar de auxiliarem no processo que precisa de energia em abundância, os raios são esporádicos e imprevisíveis, não podendo ter sido a fonte principal de energia em uma Terra primitiva instável.

Há bilhões de anos, os raios poderiam ser um fenômeno extremamente raro para produzir aminoácidos suficientes para sustentar a vida terrestre, o que inclusive gerou dúvidas no passado, segundo Zare.

Em contrapartida, a pulverização da água era mais comum que os raios. Neste cenário, os micro-raios formados pela névoa podem ter gerado a formação de aminoácidos em poças e lagos rasos, locais onde essas moléculas tinham como se acumular e formar compostos mais complexos, fazendo com que a vida evoluísse eventualmente.

Asteroide considerado perigoso pela Nasa passa perto da Terra

Um asteroide nomeado como 2014 TN17 irá passar cerca de 5 milhões de quilômetros perto do planeta Terra nesta quarta-feira (26). O corpo celeste foi notificado como “potencialmente perigoso” pela Nasa, entretanto, não provoca nenhuma chance real de risco contra o planeta.

A classificação de periculosidade realizada pela Nasa tem como critérios qualquer corpo celeste com 140 metros de diâmetro, também considerando que o objeto se aproxime 7,5 quilômetros ou menos da órbita. É o mais próximo asteroide que chegou perto da Terra em 100 anos.

Risco de colisão

O asteroide possui cerca de 130 e 290 metros de diâmetro, maior que as pirâmides do Egito e o dobro do tamanho do Taj Mahal na Índia. Portanto, mesmo que a Nasa tenha notificado que o corpo rochoso já não é uma preocupação real para o planeta, uma eventual colisão seria uma catástrofe mundial. 


Análise de asteroides da NASA (Vídeo: reprodução/X/@AsteroidWatch)

Asteroides com essas proporções costumam colidir com a Terra dentro de um espaço de tempo de 20.000 anos. O monitoramento desses fenômenos espaciais se tornam relevantes pelo seu perigo, tornando, assim, necessário o estudo de objetos que orbitam em volta do nosso planeta.

Monitoramento de corpos espaciais

A Nasa possui o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), uma instalação que tem como finalidade calcular órbitas de cometas, meteoros, asteroides e a sua probabilidade de impacto com o planeta Terra. Todos os corpos estranhos que realizam uma passagem perto do nosso planeta, são monitorados pelo centro de estudo.


Os cientistas têm diversos equipamentos para acompanhar toda movimentação na órbita terrestre, entre satélites e telescópios. Os asteroides que são reconhecidos como “destruidores de planetas” têm no mínimo 1 km de diâmetro. O mais famoso deles, o asteroide Chicxulub, foi responsável pela sua enorme devastação, ocasionando a extinção dos dinossauros. 

Astronauta é internado após voltar de missão

Um astronauta foi internado após retornar à Terra da missão Crew-8 na Estação Espacial Internacional (ISS). A missão, que durou sete meses, teve quatro astronautas a bordo. No entanto, o nome do astronauta internado não foi divulgado.

Os quatro a bordo da missão

Matt Dominick, Mike Barratt, Jeanette Epps e o cosmonauta da Roscosmos (agência espacial russa), Alexander Grebenkin, eram os membros da tripulação da missão. Detalhes sobre a saúde dos outros membros e do astronauta internado ainda não foram divulgados pela agência espacial, mas um boletim é esperado para os próximos dias.

“Depois que Crew8 retornou em segurança à Terra nesta manhã, vindo da Estação Espacial Internacional (ISS), um astronauta da Nasa teve um problema médico e continua em observação como medida de precaução”

A agência informou em sua conta no X

Mesmo sem revelar a identidade do astronauta internado, a agência deu a entender que se trata de um dos americanos, já que publicou uma foto de Alexander Grebenkin sorrindo, de pé e usando um uniforme azul, mostrando que o cosmonauta não sofreu grandes impactos de uma longa permanência no espaço.

Parceria da NASA com a SpaceX

Essa missão, que fez parte de uma série de missões comerciais da NASA em parceria com a SpaceX para a Estação Espacial Internacional, teve como objetivo dar continuidade a pesquisas científicas sobre a exploração humana além da órbita baixa da Terra, assim como buscar mais informações sobre saúde e biologia.


Entrada da missão Crew-8 na Terra em vídeo divulgado pela agência espacial americana (Vídeo: reprodução/X/NASA)

A Crew-8, no entanto, não tem relação com a Crew-9, que trará de volta à Terra os astronautas que foram a ISS com a cápsula Starliner, da Boeing, e que só conseguirão retornar ao planeta no início de 2025, em uma missão de “resgate”, depois de alguns meses em órbita.

Novo telescópio da NASA promete identificar asteroides que ameaçam a Terra

A NASA está prestes a lançar um novo telescópio espacial de infravermelho, projetado especificamente para detectar asteroides e cometas que possam representar uma ameaça para a Terra. Nomeado NEO Surveyor, o telescópio está previsto para lançamento no final de 2027 e ficará posicionado em uma região entre a Terra e o Sol. Seu objetivo é identificar objetos celestes difíceis de observar, como asteroides e cometas escuros, que não refletem muita luz visível.

Tecnologia avançada

Desenvolvido no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, na Califórnia, o NEO Surveyor será o primeiro telescópio espacial da agência dedicado à defesa planetária. Segundo Amy Mainzer, diretora de pesquisa do NEO Surveyor, “Nosso objetivo é construir uma espaçonave que possa encontrar, rastrear e caracterizar os objetos com maior chance de atingir a Terra. No processo, aprenderemos muito sobre suas origens e evolução.”, explicou ela.

O novo telescópio foi equipado para detectar duas faixas de luz infravermelha, invisíveis ao olho humano, o NEO Surveyor poderá identificar até mesmo os corpos celestes mais escuros. Esse tipo de radiação é emitido por todos os asteroides e cometas, permitindo que o telescópio os localize com precisão. Além disso, o telescópio terá a capacidade de medir esses objetos, uma tarefa desafiadora para outros instrumentos espaciais.


Última foto capturada pelo satélite NEOWISE, mostrando parte da constelação da Fornalha (Foto: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

Fim de uma missão e começo de outra

Recentemente, a NASA anunciou o fim de outra importante missão de caça a asteroides, o NEOWISE, após quase 15 anos de operação. Lançado em 2009, o NEOWISE foi inicialmente projetado para mapear o céu em infravermelho e, após sofrer uma falha em seu refrigerador, foi adaptado para estudar asteroides e cometas próximos à Terra. Desde então, a sonda identificou mais de 3.000 objetos próximos e descobriu 25 cometas, incluindo o famoso cometa NEOWISE (C/2020 F3).

Nicola Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas da NASA, destacou o sucesso da missão: “A missão NEOWISE foi um sucesso extraordinário”, ressaltando seu papel crucial na defesa planetária e sua importância no entendimento do nosso lugar no Universo.

Um aumento na atividade solar acelerou o fim da missão NEOWISE, fazendo com que a espaçonave entrasse na atmosfera terrestre e se desintegrasse. A NASA celebrou as conquistas da missão e o legado que ela deixou para futuras explorações e defesas contra possíveis ameaças espaciais. A chegada do novo NEO Surveyor marca uma etapa na pesquisa de cometas e ameaças espaciais.

Possíveis sinais de vida são encontrados em Vênus

O planeta de mesmo tamanho que o nosso é tópico do início de uma série de estudos envolvendo a possibilidade de existir vida, ou ser possível viver por lá, após evidências de que as nuvens estariam repletas de fosfina, gás que na Terra significa vida.

Na época da descoberta, inúmeras críticas foram feitas, especialmente por conta da imensa controvérsia gerada e por não haver confirmação do que foi encontrado. Os dados desejados na época foram compartilhados no último dia 17, com a realização de uma reunião pela mesma equipe na Inglaterra, a Royal Astronomical Society, foi confirmado, com ainda mais convicção, de que as nuvens do planeta vermelho possuem, de fato, fosfina.

A nova confirmação foi possível devido o uso do telescópio James Clerk Maxwell, o qual recebeu um novo receptor para as observações. Em conjunto com os novos dados obtidos, segundo o professor de astrofísica associado do Imperial College London, Dave Clements, em três observações foram obtidos 140 vezes mais elementos do que na primeira vez.

A descoberta de outro gás

Dave faz parte de outro grupo de pesquisadores responsáveis pela descoberta do gás amônia em Vênus, sendo esta ainda mais importante, pois, no caso da fosfina, não se sabe o porquê da produção e o quê poderia estar se usufruindo desta. Com a amônia, pode-se tentar entender o quê está tentando respirá-la e o porquê.

Em nosso planeta, a fosfina é um gás tópico, produzido através de bactérias e/ou decomposição, o que acarreta seu cheiro desagradável. A amônia também é produzido por bactérias, como resultado do processo final de decomposição de resíduos vegetais e animais, tendo um cheiro penoso.

Outros planetas produzem gás, como Saturno, devido sua composição ser quase que plenamente gasosa. O que chama atenção no caso de Vênus é que, por ser rochoso, o hidrogênio “foge” de si, pelo domínio do oxigênio à química devido à massa não ser suficiente para mantê-lo.

Vênus pode ter micróbios

Seguindo a descoberta de amônia, comunicada pela professora de astronomia da Universidade de Cardiff, Jane Greaves, durante palestra em Hull (Inglaterra), as gotículas das nuvens do planeta mais próximo à Terra são feitas não somente de água, mas também por uma substância que pode tornar-se extremamente corrosiva, sendo letal para seres humanos: o dióxido de enxofre que, quando dissolvido, transforma-se em ácido sulfúrico.


Nuvens de Vênus podem apresentar a existência de micróbios no planeta (Foto: Reprodução/X/@gurojas)

O que pode auxiliar quanto a este ácido, é a amônia que também faz parte das gotículas. Diminuindo o suficiente, é possível que certas bactérias terrestres consigam sobreviver. Clements relata que seria ainda mais interessante se a amônia fosse produzido por um micróbio, por ser uma forma astuta de equilibrar seu próprio ambiente.

É importante ressaltar que, apesar de instigantes, deve-se tratar estes dados com parcimônia, especialmente ao considerar que as novas descobertas desafiam o conhecimento que se tem da amônia e da fosfina, por exemplo, como foi elaborado pelo professor de ciências planetárias na Universidade de Aberdeen (Reino Unido), Javier Martin-Torres, responsável por conduzir o estudo de 2021 que contestou a descoberta de fosfina, presumindo não ser possível haver vida nas nuvens de Vênus.

Cometa raro visto a cada 69 anos passará pela Terra e poderá ser observado do Brasil

Durante a noite do sábado (06), o cometa 13P/Olbers fará sua passagem próxima à Terra e poderá ser observado do Brasil. O fenômeno costuma acontecer a cada 69 anos, quando atinge seu brilho máximo, e segundo informações divulgadas pelo Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), as regiões que verão o cometa com mais precisão serão o Norte e o Nordeste. 

É recomendado que os observadores utilizem um binóculo no céu escuro e estejam num local sem poluição luminosa para conseguirem enxergar o cometa. Ele passará na direção da constelação de Lince, que pode ser encontrada entre as constelações do Pastor e da Ursa Maior, próxima à estrela de Gêmeos. 

O cometa é da categoria “Halley”

O 13P/Olbers foi descoberto em 1815 pelo astrônomo alemão Heinrich Olbers, e pertence à categoria do “tipo Halley”. Os “Halley” são objetos que demoram cerca de 20 a 200 anos para completar sua órbita e seu ponto brilhante costuma ser bastante estudado por astrônomos. 


Cometa Halley visto na Austrália (Foto: reprodução/Impressions Photography/Getty Images Embed)


Segundo os estudos, o ponto brilhante pode ser uma evidência e prova de que a órbita dos cometas “Halley” estão acompanhadas por uma chuva de meteoros em Marte. O 13P/Olbers assim como outros cometas, é formado por água, gelo seco, rochas, metano, amoníaco e outras substâncias e metais que devido às temperaturas baixas no espaço permanecem congelados por todo o tempo. 

Outro fenômeno no mês de julho

O mês de julho contará com outro fenômeno espacial, uma chuva de meteoros que deverá acontecer entre os dias 30 e 31. Diferente do 13P/Olbers, os meteoros serão visíveis em todas as regiões do Brasil e podem ser observados a olho nu, sua formação ocorrerá na estrela Delta Aquarii da constelação de Aquário. 


Chuva de meteoros (Foto: reprodução/Thilina Kaluthotage/NurPhoto/Getty Images Embed)


Será possível enxergar cerca de 20 a 25 meteoros a partir das 21 horas. Em setembro, outro cometa deve passar também pela Terra. O cometa C/2023 A3 é considerado grande e poderá ser observado em todos os Hemisférios do planeta sem a necessidade de um equipamento, devido ao seu tamanho. 

Asteroide de tamanho similar ao Everest passará pela terra nesta quinta-feira 

Nesta quinta-feira (27), o asteroide 2011 UL21 deverá passar bem próximo da Terra. Segundo cientistas, ele possui 2,3 km de diâmetro e está viajando em uma velocidade de 93.000 km/h no espaço. Apelidado de “Assassino de Planetas”, o objeto é um dos maiores que já chegaram perto da Terra e recebeu a classificação de “potencialmente perigoso” devido ao seu tamanho similar ao do Monte Everest. 

Embora tenha recebido essa classificação, as chances de uma colisão contra o planeta são mínimas. Sua passagem acontecerá em uma distância considerada pelos cientistas 17 vezes maior do que a distância entre a Terra e a Lua, tornando a chance de impacto baixa.

O asteroide 2011 UL21

Segundo informações divulgadas por especialistas, a Terra e o asteroide vivem uma “ressonância 11:34” que influencia na passagem do objeto próximo ao planeta. Eles explicam que a cada 11 órbitas do asteroide ao redor do Sol, a Terra completa 34, fazendo com que os dois corpos sempre se aproximem a cada 34 anos terrestres. 


Representação de um asteroide (Foto: reprodução/Jonathan Knowles/Getty Images Embed)


Mas, diferente de nosso planeta, o asteroide completa sua órbita ao redor do Sol a cada três anos. Esse movimento de translação é feito de forma inclinada devido à influência da gravidade de Júpiter, a influência é responsável também por desviar outros asteroides para a Terra. 

Cientistas apontam também que, se existisse uma chance de colisão com a Terra, o impacto do asteroide seria menor do que o de Chicxulub, responsável pela perda de quase 70% da vida no planeta e pela extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Porém, ele ainda causaria danos enormes e significativos a nível continental. 

Como assistir e outro evento 

O Virtual Telescope Project irá transmitir o evento ao vivo a partir das 16h no horário de Brasília e a olho nu, o objeto só poderá ser visto com a utilização de um telescópio, sendo que estima-se que sua próxima passagem aconteça somente em 2089.  


Cometa passando pelo céu (Foto: reprodução/Javier Zayas Photography/Getty Images Embed)


O UL21 não é o único asteroide que passará perto da Terra essa semana, no sábado (29), o 2024 MK deverá se aproximar a cerca de 290 mil km do planeta. Ele chegará mais perto do que a Lua e também não oferece riscos de colisão, e poderá ser visto com a utilização de binóculos ou telescópio, mais precisamente no Hemisfério Sul, enquanto no Hemisfério Norte só será possível enxergar a rocha quando ela começar a se afastar da Terra.

NASA lança satélite revolucionário para analisar “sinais vitais” da Terra

A NASA está programada para lançar nesta terça-feira (7) um satélite revolucionário que promete oferecer uma análise sem precedentes dos “sinais vitais” da Terra, visando uma compreensão mais profunda da saúde do nosso planeta, especialmente no que diz respeito aos oceanos e à atmosfera.

O lançamento do satélite PACE, transportado pelo foguete SpaceX Falcon 9, estava originalmente agendado para as 01h33 (07h33 no Luxemburgo) a partir do Cabo Canaveral, no centro da Flórida.

Violeta Sanjuan, oceanógrafa da NASA, explicou à agência Efe na segunda-feira (5) que o PACE será posicionado em uma órbita mais distante do que a Estação Espacial Internacional (ISS), a aproximadamente 677 quilômetros da superfície terrestre.

Revolução nos estudos oceânicos


A missão é avaliar a interação das microalgas com a atmosfera, especialmente diante das mudanças climáticas globais (reprodução/Freepik)

Sanjuan enfatizou a natureza revolucionária do satélite, destacando que ele fornecerá detalhes sem precedentes sobre os oceanos, com foco especial nas microalgas, ou fitoplâncton, nunca antes alcançados.

O fitoplâncton, que representa apenas 1% da massa vegetal total do planeta, desempenha um papel crucial na produção de oxigênio, sendo responsável por gerar entre 50% e 60% do oxigênio disponível na Terra. Além disso, é altamente eficiente na captura de dióxido de carbono, desempenhando um papel vital na regulação do clima.

Uma missão abrangente

A missão PACE (sigla em inglês para Plankton, Aerosols, Clouds and Ocean Ecosystems), é única em sua abordagem, analisando não apenas o fitoplâncton, mas também sua interação com aerossóis e substâncias suspensas na atmosfera.

O satélite é equipado com instrumentos avançados, incluindo um sensor capaz de distinguir até 256 cores no oceano, um salto significativo em relação às capacidades anteriores que só conseguiam diferenciar menos de dez tonalidades. Essa capacidade de distinguir nuances é crucial, uma vez que a cor do fitoplâncton varia de acordo com sua espécie.

A missão PACE visa não apenas entender a saúde dos oceanos, mas também sua interação com a atmosfera e como isso influencia o clima global. Este novo nível de detalhe e abrangência na coleta de dados promete oferecer insights valiosos para enfrentar desafios climáticos e compreender melhor a vida na Terra.

Investimento para o futuro

Com um custo de 946 milhões de dólares, a missão PACE representa um compromisso sério da NASA com a compreensão e preservação do planeta. Junto com uma frota de outros satélites dedicados à monitorização da Terra, o PACE promete ser uma ferramenta crucial na luta contra as mudanças climáticas e na promoção da sustentabilidade ambiental.