Donald Trump anula proteção federal de Kamala Harris

O presidente Donald Trump assinou o “Memorando para o secretário de Segurança Interna” determinando o fim da proteção do Serviço Secreto à ex-vice-presidente Kamala Harris a partir de 1° de setembro de 2025. A prorrogação de um ano concedida por Joe Biden — que ia além dos seis meses previstos por lei — foi anulada no momento exato em que Harris inicia sua turnê de divulgação do livro “107 Days”, que será lançado em 23 de setembro, aumentando sua exposição pública e sua vulnerabilidade.

O que é o Serviço Secreto e por que isso importa

O Serviço Secreto dos Estados Unidos é a agência federal responsável pela proteção de ex-presidentes, com cobertura vitalícia, e de ex-vice-presidentes, por apenas seis meses após deixarem o cargo. No caso de Harris, Biden havia estendido esse prazo em mais um ano, até julho de 2026. A revogação abrupta dessa proteção expõe Harris a riscos diretos, especialmente em um contexto de polarização política. Sem a cobertura federal, ela pode ter de recorrer a segurança privada, o que implica custos elevados e logística complexa para sua equipe.

Contexto político e impacto simbólico

A decisão de Trump ocorre justamente quando Harris retoma os holofotes políticos com o lançamento do livro “107 Days”, publicado pela Simon & Schuster. A obra relata os bastidores de sua breve candidatura presidencial em 2024 e será seguida por uma turnê em 15 cidades nos EUA e no exterior, a partir de 24 de setembro. A retirada da proteção federal amplia o risco em aparições públicas e simboliza um ato de fragilização política em um momento de maior visibilidade. Medidas semelhantes já foram aplicadas por Trump contra outros adversários, incluindo Hunter e Ashley Biden, além de ex-assessores como Mike Pompeo e John Bolton, em gestos que críticos classificam como retaliações pessoais.


Kamala Harris, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, discursa no evento “State of the People Power” (Foto: reprodução/Mario Tama/Getty Images Embed)


Reações à decisão

A medida gerou fortes críticas. A líder democrata no Senado, Patty Murray, classificou a revogação como “um ato de perseguição política perigoso e sem precedentes”. O ex-presidente Barack Obama afirmou em nota que a decisão “coloca em risco não apenas Kamala Harris, mas também a tradição de proteger a integridade do processo democrático”. Já aliados republicanos de Trump defenderam a medida, alegando “corte de privilégios excessivos” e “ajuste legal necessário”.

Para especialistas em segurança, no entanto, a decisão rompe com práticas consolidadas de proteção institucional. “Mesmo sem obrigação legal, há precedentes de manutenção de segurança a figuras públicas com forte exposição, como foi o caso do ex-vice-presidente Dick Cheney”, disse o ex-agente do Serviço Secreto Jonathan Wackrow à CNN.

A decisão final sobre eventuais recursos ainda poderá ser contestada judicialmente, mas, por ora, Harris inicia sua turnê literária sem o amparo da proteção federal.

Trump planeja grande operação de imigração em Chicago

O governo Donald Trump se prepara para realizar uma operação de grande escala voltada à fiscalização da imigração em Chicago. A ação deve começar na sexta-feira, 5 de setembro, e marca um novo atrito entre o presidente e cidades lideradas por democratas, que adotam políticas que limitam a cooperação com autoridades federais. Além disso, a iniciativa sinaliza um reforço na atuação federal em áreas com políticas de “santuário”.

Segundo fontes, o plano inclui o aumento do efetivo de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Também, outras agências federais podem participar. Veículos blindados estão sendo enviados à cidade e, caso seja necessário, a Guarda Nacional poderá atuar para reforçar a segurança.

Contexto da operação em Chicago

Chicago já recebeu operações federais de imigração durante o governo Biden. Esse aumento ocorreu principalmente após a chegada de mais imigrantes pela fronteira sul, intensificada por decisões do governador do Texas, Greg Abbott, que enviou pessoas para cidades democratas.

Durante o governo Trump, a cidade enfrentou processos federais relacionados às políticas de “santuário”. No entanto, a Justiça decidiu que o governo federal não tinha legitimidade para contestar a medida. Além disso, tentativas de suspender repasses federais foram bloqueadas.


Operação contra imigrantes ilegais nos EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Planejamento da ação federal

As autoridades da Casa Branca afirmam que o planejamento segue em andamento. Em paralelo, negociações estão em curso para utilizar uma base naval ao norte de Chicago como centro de operações. O czar da fronteira, Tom Homan, disse que mobilizará “um grande contingente”, sem detalhar números.

Gregory Bovino, responsável pelas operações de imigração em Los Angeles, deve liderar a ação em Chicago. Por sua vez, um representante da Segurança Interna destacou que o DHS tem atuado para remover criminosos de alto risco, incluindo membros de gangues e autores de crimes graves. Dessa forma, o objetivo é proteger as comunidades americanas.

Reações políticas locais

O governador de Illinois, JB Pritzker, criticou a operação. Ele acusou o governo federal de “militarizar cidades e tentar minar a democracia”. Vale destacar que afirmou que nem seu gabinete nem o prefeito de Chicago foram consultados sobre o envio de forças federais. Segundo Pritzker, faltou coordenação com as autoridades locais.

De acordo com autoridades da Casa Branca, a operação de imigração é distinta de planos do presidente para reforçar a segurança pública em Chicago. Dessa forma, esses planos visam combater a criminalidade doméstica de forma mais ampla, semelhante às ações em Washington, D.C.

Trump planeja reunião para decidir futuro da Faixa de Gaza

Na última quarta-feira (27), o presidente americano, Donald Trump, liderou uma reunião que pautava os planos futuros para a Faixa de Gaza após o hipotético fim da guerra entre Israel e o Hamas. Além do chefe da Casa Branca, estavam presentes o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio. 

A motivação do encontro teria sido adiada pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que prometeu uma finalização da guerra “de um jeito ou de outro”. Witkoff ainda declarou que o planejamento do futuro de Gaza deve ser traçado nesta quinta-feira (28). 

A motivação do encontro teria sido adiada pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que prometeu uma finalização da guerra “de um jeito ou de outro”. Witkoff ainda declarou que o planejamento do futuro de Gaza deve ser traçado nesta quinta-feira (28). 

Impasse nas tratativas de resolução da guerra

A reunião da última quarta-feira (27) durou aproximadamente uma hora e foi considerada positiva para ambos os lados. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, negou o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Israel, revelando o pensamento da improvável existência de duas nações no território. 


Civis palestinos lutam contra a fome durante a guerra na Faixa de Gaza. (Foto: Reprodução/AFP/Getty Images embed)


Além disso, Egito e Catar redigiram uma proposta de cessar-fogo, na qual foi aceita pelo Hamas no último dia 18 de agosto, no entanto, Israel segue sem dar resposta sobre a tentativa de trégua no conflito. Esse plano, ainda não assinado por Benjamin Netanyahu, prevê uma paralisação da guerra por 60 dias, liberação de reféns,  além da retirada das tropas israelenses do território de Gaza.

Apesar disso, Netanyahu segue ordenando a evacuação dos palestinos na Faixa de Gaza, utilizando-se do uso de bombas e tanques militares que intimidam a população do território. Para o chefe do Estado de Israel, a cidade serve como esconderijo para os membros do Hamas, afirmação negada pelas autoridades palestinas. 

Histórico do conflito

Em 1947 a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação do  Estado de Israel em área na qual pertencia à Palestina, com o intuito de solucionar o antissemitismo. Assim, a partir de 1948, a região foi dividida em dois Estados, um judeu, pertencente à Israel e um árebe, pertencente à Palestina

A configuração proposta pela ONU gerou uma série de conflitos históricos entre os dois povos, com a ocupação de judeus em áreas que, inicialmente, deveriam pertencer aos palestinos.

Até o fechamento desta reportagem, desde o início do conflito entre Israel X Hamas em 2023, mais de 62 mil habitantes da Faixa de Gaza foram mortos. Além dos homens mortos em combate há também situações em que mulheres, crianças e idosos, sofrem pelos desdobramentos da guerra com a falta de suprimentos básicos como água e alimento agravam a situação dos civis que permanecem no território. 

China rejeita proposta de Trump sobre desarmamento nuclear

Nesta quarta-feira (27), a China classificou a proposta de desarmamento nuclear do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “irracional e irrealista”. A declaração foi feita por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, após Trump afirmar que havia discutido a proposta com a Rússia e que gostaria que a China participasse.

Guo Jiakun ressaltou em sua declaração que a política nuclear da China difere radicalmente das políticas de países com maiores arsenais nucleares. A diferença entre os níveis das forças nucleares da China e dos EUA também foi citada, com o porta-voz ressaltando as diferenças políticas:

“O ambiente de segurança estratégica e as políticas nucleares dos dois países são totalmente diferentes.”

Política chinesa 

Desde que se tornou uma potência no quesito nuclear, a China adotou uma política estratégica de não ser o primeiro país a usar armas nucleares. Essa política difere fortemente com as políticas dos EUA e da Rússia, que possuem os maiores arsenais de armas nucleares. 

Guo afirmou que devido a essa política, Pequim é impedido de assumir uma postura de autodefesa em uma disputa de poder nuclear ou até mesmo se envolver em uma corrida armamentista com outro país. De acordo com ele, os países que detém os maiores arsenais nucleares devem cumprir com a devida seriedade suas responsabilidades com o desarmamento nuclear.


Donald Trump (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


Declaração de Trump

Os comentários acerca da participação da China no desarmamento nuclear foram feitos por Trump nesta segunda-feira (25) a jornalistas, antes de se encontrar com o presidente sul-americano, Lee Jae Myung. Trump afirmou à imprensa que uma das coisas que seu governo está tentando realizar em conjunto com a Rússia e a China é a desnuclearização, citando que o objetivo é muito importante. Ainda em sua declaração, Trump acrescentou que a Rússia está disposta a participar do projeto e que acredita que a China estaria também. O presidente norte-americano afirmou:

“Não podemos deixar que as armas nucleares proliferem.”

No mês passado, o ministro das Relações Exteriores da Malásia disse que a China assinaria um tratado do Sudeste Asiático proibindo armas nucleares na área. Entretanto, a negociação entre China e Estados Unidos não parece ter o mesmo resultado positivo, influenciado pelas forças nucleares divergentes e pela política adotada pelo país do leste asiático em caso de uso das armas nucleares de seus arsenais.

Entre críticas por defender intervenção e pena de morte, Trump afirma “não ser um ditador”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se defender contra as acusações de autoritarismo nesta terça-feira (26), ao afirmar “Não sou um ditador”. O discurso ocorre em meio a uma série de medidas polêmicas tomadas por seu governo, como a intervenção federal em Washington (D.C), a remoção de pessoas em situação de rua e a ameaça em aplicar também essas medidas em outras cidades americanas. 

O discurso de Trump ocorreu durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, onde Trump também elogiou o trabalho da Guarda Nacional no chamado reforço de segurança em Washington e rebateu as críticas onde é chamado de ditador:

O discurso é que eu sou um ditador, mas eu paro o crime. Então, muita gente diz: ‘Se esse for o caso, eu prefiro um ditador’. Mas eu não sou um ditador. Eu só sei como parar o crime.”. 

Ao mesmo tempo que as medidas são criticadas por autoridades locais, Trump anunciou que endurecer as penas contra crimes na capital estão nos planos de seu governo, incluindo a busca por pena de morte em casos de homícidios. A declaração ocorreu após o depoimento de uma correspondente da Casa Branca, que alega ter sido espancada e ficado sob a mira de uma arma em Washington a alguns anos. Entretanto, a pena de morte no Distrito de Colúmbia – que é onde Washington está localizada – foi abolida na década de 80, o que torna o discurso de Trump mais ofensivo. 

Para Trump, a intervenção federal na capital americana e a possibilidade de expandir a medida para outras cidades – como mencionou na última sexta-feira (22) – são medidas necessárias para o que chama de “bagunça e violência descontrolada”. Apesar desse discurso realizado pelo presidente norte-americano, dados e análises divulgados por órgãos de segurança pública apontam o contrário. A criminalidade em Washington vem registrando queda constante nos últimos anos, com 2024 registrando o menor índice em trinta anos. 

Intervenção em outras cidades

Desde que federalizou a segurança de Washington, Trump tem repetido em seus discursos que a medida não será isolada e exclusiva para a capital americana. As cidades que o presidente norte-americano indicou em discurso como alvos de medidas semelhantes na última semana são: Chicago, Nova York e São Francisco. Coincidentemente, as três cidades são governadas pela oposição. Em seu discurso, Trump não forneceu números ou dados que sustentem suas palavras sobre a violência nas cidades citadas. 

No caso de Chicago, Trump atacou diretamente o prefeito da cidade, o chamando de “extremamente incompetente”. Na mesma declaração, ainda disse que “ajudaria Nova York” após tornar Chicago “segura” e em seguida “poderiam fazer uma limpa em San Francisco”


Membros da Guarda Nacional em frente ao Capitólio dos Estados Unidos, em 25 de agosto (Foto: reprodução/Tasos Katopodis/Getty Images Embed)


Reforço militar na segurança de Washington

No dia 11 de agosto, Trump declarou uma intervenção federal na segurança da capital americana, colocando em prova uma de suas estratégias mais polêmicas. A justificativa do presidente norte-americano é de que o crime está fora do controle na capital, havendo uma “trágica emergência de segurança”. Trump até mesmo comparou a taxa de homicídio da cidade com outras capitais do mundo, como Brasília. A decisão foi acompanhada pela Guarda Nacional, que recebeu ordens de controlar a polícia da cidade. De acordo com o The New York Times, a medida deverá durar 30 dias, mas Trump já declarou que o cronograma pode ser estendido. 

Ao total, 2.000 homens da Guarda Nacional foram mobilizados e seguiram em direção a Washington. Autoridades locais avaliam a intervenção de Trump como ilegal, rebatendo os dados informados por ele em suas justificativas. A prefeita de Washington, Muriel Bowser (Partido Democrata), classificou a medida como “alarmante e sem precedentes”. Já o procurador-geral de Colúmbia, Brian Schwalb, repetiu que a medida é sem precedentes, acrescentando ser “desnecessessária e ilegal”. As ações de Trump colocam em ameaça a autonomia das autoridades locais e acende um debate sobre os limites de poder de um presidente.

Trump revoga fiança sem dinheiro e critica extrema-esquerda

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (25) um decreto que visa proibir a liberação de detentos sem o pagamento de fiança, medida anteriormente adotada pelo seu antecessor, o ex presidente Joe Biden, do partido Democrata. Trump alegou intenção foi ‘’desastre na extrema-esquerda’’

Novo decreto

Donald Trump assinou a revogação do recurso que permitia ao preso aguardar o julgamento em liberdade sem a necessidade de pagamento de fiança. Em contrapartida, o réu precisava apenas comparecer a todas as audiências judiciais ao longo do processo.

O decreto passa a valer inicialmente apenas na capital do país, Washington, D.C., onde, algumas semanas atrás, Trump também declarou intervenção federal. A polícia local agora tem a ordem de manter os presos sob custódia para evitar a liberação sem pagamento de fiança.

Durante a declaração na Casa Branca, Trump afirmou: “Temos o direito de fazer isso [acabar com a fiança sem dinheiro] por meio da federalização.” O presidente ameaçou ainda reduzir verbas federais para estados que se opuserem ao decreto. Pam Bondi, Procuradora-Geral dos EUA, foi encarregada de identificar quais fundos federais podem ser suspensos ou cancelados, caso necessário.

Trump criticou o governo de seu antecessor, Joe Biden, declarando-o como ligado à extrema-esquerda. Biden, do Partido Democrata, foi eleito o 46º presidente dos EUA e exerceu o seu mandato de 2021 até o início de 2025. Ele era visto, entretanto, como defensor do centro-esquerda, e não da extrema-esquerda.

Intervenção federal

No dia 11 de agosto, Trump ordenou o controle federal da Guarda Civil na capital dos Estados Unidos, alegando a necessidade de redução da criminalidade em Washington, D.C. Desde então, tropas da Guarda Civil têm autorização para patrulhar a cidade armadas.

O presidente declarou, durante a cerimônia realizada na Casa Branca nesta segunda-feira, que pode expandir as patrulhas federais para cidades consideradas democratas, como Baltimore e Chicago. Em outra ordem executiva assinada na tarde de hoje, a Procuradora Pam Bondi foi instruída a processar pessoas que queimem ou profanem a bandeira dos Estados Unidos.


Donald Trump em evento do decreto de intervenção Federal (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)

Até o momento, o presidente Donald Trump apenas fez declarações sobre possíveis expansões federais e cortes de verbas de outras jurisdições. Nenhuma decisão adicional foi oficialmente decretada, além da revogação da fiança sem pagamento e do processo a quem queimar bandeiras.

Trump reaparece em público com maquiagem na mão direita após hematomas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ser visto em público com maquiagem na mão direita, cerca de um mês após a Casa Branca ter confirmado hematomas em sua pele. Na última sexta-feira (22), durante um encontro em Washington com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, jornalistas notaram que ele estava com base na mão.

Trump e a saúde em destaque

Nas redes sociais, usuários comentaram que Trump parecia tentar esconder o dorso da mão direita durante entrevistas, cobrindo com a outra mão ou girando o pulso de forma exagerada.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou ao jornal no sábado (23) que Trump mantém uma relação próxima com o povo americano e demonstra seu compromisso cumprimentando as pessoas mais vezes do que qualquer outro presidente na história.


Trump e Infantino com a taça da Copa do Mundo (Vídeo: reprodução/X/@FoxNews)

A cor da mão de Trump já havia chamado a atenção em julho, junto com inchaço nos pés e tornozelos. Na época, o governo anunciou que Trump havia sido diagnosticado com insuficiência venosa crônica. De acordo com Leavitt, o presidente passou por avaliação médica na Casa Branca por causa do inchaço nas pernas e dos hematomas nas mãos, além de ter realizado exames de sangue e ultrassom. O relatório médico afirma que Trump não apresenta trombose, insuficiência cardíaca, problemas renais ou outras doenças sistêmicas.

Manchas e maquiagem: histórico das mãos de Trump

A insuficiência venosa crônica é uma condição em que as veias das pernas não conseguem levar o sangue de volta ao coração corretamente. Quando há danos nas veias inferiores, o fluxo sanguíneo fica comprometido. Além da idade, fatores como histórico familiar, obesidade, gravidez, uso de anticoncepcional à base de estrógeno e passar muito tempo em pé aumentam o risco da doença.

Em fevereiro, a imprensa americana noticiou que Trump apareceu com a mão direita roxa, o que a Casa Branca explicou como resultado dos vários apertos de mão que ele dava diariamente. Em maio, durante uma viagem ao Catar, ele foi fotografado com a mão amarelada, aparentemente maquiada para disfarçar a mancha. Nas semanas seguintes, a mão direita continuou a aparecer com maquiagem, inclusive durante a cúpula da Otan, em junho, e nos últimos dias.

Trump segura taça da Copa e brinca sobre deixar o troféu na Casa Branca

O Salão Oval da Casa Branca foi cenário de um momento simbólico nesta sexta-feira (22). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu a taça da Copa do Mundo durante a apresentação da data e do local do sorteio dos grupos do Mundial de 2026. A competição será disputada em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá.

O troféu foi entregue pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. Ele explicou que a taça original só pode ser tocada por campeões, pelo dirigente da entidade e por chefes de Estado. Em tom descontraído, destacou que Trump também poderia segurá-la.

Momento de descontração com o troféu

Com a taça em mãos, Trump comentou que o objeto era pesado e chamou a atenção para o brilho dourado. Em seguida, fez uma brincadeira dizendo que o troféu ficaria bem exposto dentro da Casa Branca e questionou se poderia mantê-lo. Pouco depois, devolveu a peça a Infantino, que aguardava para continuar a cerimônia.


Trump segura a taça da Copa do Mundo e brinca sobre levar o troféu (Vídeo: Reprodução/YouTube/@g1globo)

O episódio se tornou o ponto alto do evento e reforçou o clima de expectativa para a Copa de 2026. A presença do troféu original deu destaque ao anúncio, simbolizando a proximidade do torneio e a parceria entre os três países-sede.

Declarações sobre segurança pública

Além do momento esportivo, Trump aproveitou a ocasião para falar sobre segurança em grandes cidades americanas. O presidente citou Chicago, Nova York e San Francisco como locais que poderiam receber intervenção federal semelhante à que já ocorre em Washington.

Desde agosto, cerca de 2 mil integrantes da Guarda Nacional foram enviados para a capital, com previsão inicial de 30 dias de permanência. Segundo o Departamento de Defesa, a medida pode ser estendida. Apesar disso, autoridades locais criticaram a decisão, lembrando que os militares não têm poder de prisão.

Relatórios oficiais da polícia de Washington mostram que os índices de criminalidade vêm caindo. Entre 2023 e 2024, o crime violento reduziu em 26%, atingindo o menor nível das últimas três décadas. Mesmo assim, Trump afirmou que pretende manter a presença federal até considerar a situação estabilizada.

Trump anuncia data e local do sorteio da Copa do Mundo de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta sexta-feira (22) a data, o horário e o local do sorteio da Copa do Mundo de 2026. O evento será realizado no dia 5 de dezembro, às 13h (horário de Brasília), no Kennedy Center, em Washington.

A escolha surpreendeu. Isso porque a capital norte-americana não está entre as cidades que vão receber partidas do torneio. Normalmente, a Fifa realiza o sorteio em uma das sedes do Mundial. Dessa vez, porém, a tradição será quebrada. O anúncio ocorreu na Casa Branca, ao lado de Gianni Infantino, presidente da Fifa. Durante a cerimônia, Trump ergueu a taça da Copa e ainda ganhou um ingresso simbólico para a final. O jogo decisivo acontecerá no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no dia 19 de julho.

Sorteio inédito e novo formato de grupos

A Copa do Mundo de 2026 marcará uma mudança histórica. Pela primeira vez, o torneio terá 48 seleções, organizadas em 12 grupos de quatro países. Assim, a fase inicial contará com 72 partidas, entre os dias 11 e 27 de junho.

O sorteio, portanto, terá um peso ainda maior. Ele definirá não só os grupos, mas também a logística das equipes. As seleções descobrirão em quais cidades jogarão e contra quais rivais estrearão. Infantino destacou que a ampliação traz novas oportunidades. Segundo ele, mais países terão a chance de disputar a Copa, o que amplia o alcance do futebol mundial. Já Trump aproveitou para reforçar os benefícios políticos e econômicos do evento. O presidente anunciou medidas que facilitarão a emissão de vistos para torcedores durante o torneio.


Copa do Mundo já tem data para definição dos grupos (Foto: reprodução/X/@fifaworldcup_pt)

Copa em três países e fases decisivas nos EUA

A competição acontecerá de 11 de junho a 19 de julho, em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Ao todo, 16 cidades-sede receberão jogos. Os estádios escolhidos já passaram por reformas ou adaptações para receber grandes públicos. O mata-mata começará logo após a fase de grupos, entre os dias 28 de junho e 3 de julho, em 14 cidades. Em seguida, as oitavas de final ocorrerão de 4 a 7 de julho, em oito estádios.

A partir das quartas de final, todos os jogos acontecerão apenas nos Estados Unidos. Essa decisão concentra a reta final do torneio em solo norte-americano, com destaque para a final em Nova Jersey. O MetLife Stadium, com mais de 82 mil lugares, promete ser o palco de uma das maiores decisões da história.

Expectativas para o torneio

O sorteio em Washington marcará o início oficial da contagem regressiva para a Copa. O evento deve reunir dirigentes, representantes das seleções classificadas e apresentações culturais. Além disso, terá grande cobertura midiática mundial.

Trump afirmou que o torneio será uma vitrine para os Estados Unidos. “O mundo inteiro estará aqui, e queremos mostrar o melhor do nosso país”, declarou. Infantino também reforçou a dimensão do evento. Para ele, a Copa de 2026 será a maior de todos os tempos. Com a definição dos grupos em dezembro, a preparação entrará na fase final. Os torcedores, por sua vez, começarão a planejar viagens e acompanhar de perto os caminhos de suas seleções.

Relatório da PF detalha pedido de Bolsonaro a advogado sobre tarifas americanas

Relatório da Polícia Federal (PF) revela que Jair Bolsonaro fez um pedido ao advogado de Trump para receber orientação sobre como se posicionar nas redes sociais após o aumento de tarifas imposto pelo governo dos Estados Unidos.

Áudios e mensagens recuperadas indicam que o ex-presidente buscava alinhar sua comunicação com aliados internacionais e, além disso, reforçar estratégias políticas externas. O advogado norte-americano Martin De Luca, ligado à Rumble e à Trump Media & Technology Group, não é investigado pela PF.

Pedido de Bolsonaro ao advogado de Trump sobre redes sociais

Segundo os documentos, Bolsonaro solicitou instruções para divulgar uma mensagem elogiando Donald Trump e comentando os efeitos do aumento de tarifas no Brasil. Ele destacou que considerava a liberdade “acima da questão econômica” e pediu ajuda para redigir um texto conciso e eficiente. Portanto, o registro mostra que o pedido de Bolsonaro ao advogado de Trump fazia parte de um planejamento estratégico de comunicação, conforme os áudios e mensagens analisados pela PF.


Ajuda de advogado ligado a Trump e rascunho de asilo na Argentina: especialista analisa o futuro de Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pan)

Aliados apoiam pedido de Bolsonaro ao advogado de Trump

As mensagens recuperadas indicam que aliados próximos também participaram da articulação, oferecendo orientações sobre publicações nas redes sociais, incluindo conteúdos em inglês, para garantir consistência e alcance do público internacional. Além disso, esse acompanhamento reforçava o planejamento estratégico de comunicação do ex-presidente e, consequentemente, complementava as ações de orientação já mencionadas.

Rascunho de asilo político identificado

No celular de Bolsonaro, a PF encontrou um rascunho de pedido de asilo político ao presidente argentino Javier Milei, datado de fevereiro de 2024. Segundo a defesa, o documento não foi formalizado, mas demonstrava a intenção de avaliar alternativas internacionais caso fosse necessário. Assim, o relatório indica que essa ação fazia parte da estratégia externa de comunicação e do planejamento político do ex-presidente.

Engajamento internacional e estratégia planejada

O relatório também mostra que aliados colaboraram na definição de conteúdos e publicações, com o objetivo de engajar contatos internacionais e fortalecer a comunicação. Entretanto, não há indícios de investigação ou responsabilização do advogado norte-americano. Dessa forma, os registros apenas evidenciam uma comunicação coordenada, reforçando o pedido de Bolsonaro ao advogado de Trump como ponto central da estratégia internacional do ex-presidente.