Trump planeja reunião para decidir futuro da Faixa de Gaza
Na última quarta-feira (27), o presidente americano, Donald Trump, liderou uma reunião que pautava os planos futuros para a Faixa de Gaza após o hipotético fim da guerra entre Israel e o Hamas. Além do chefe da Casa Branca, estavam presentes o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, e o secretário de Estado americano, […]
Na última quarta-feira (27), o presidente americano, Donald Trump, liderou uma reunião que pautava os planos futuros para a Faixa de Gaza após o hipotético fim da guerra entre Israel e o Hamas. Além do chefe da Casa Branca, estavam presentes o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
A motivação do encontro teria sido adiada pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que prometeu uma finalização da guerra “de um jeito ou de outro”. Witkoff ainda declarou que o planejamento do futuro de Gaza deve ser traçado nesta quinta-feira (28).
A motivação do encontro teria sido adiada pelo enviado especial americano para o Oriente Médio, Steve Witkoff, que prometeu uma finalização da guerra “de um jeito ou de outro”. Witkoff ainda declarou que o planejamento do futuro de Gaza deve ser traçado nesta quinta-feira (28).
Impasse nas tratativas de resolução da guerra
A reunião da última quarta-feira (27) durou aproximadamente uma hora e foi considerada positiva para ambos os lados. Apesar disso, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gidenon Sa’ar, negou o reconhecimento do Estado da Palestina por parte de Israel, revelando o pensamento da improvável existência de duas nações no território.
Civis palestinos lutam contra a fome durante a guerra na Faixa de Gaza. (Foto: Reprodução/AFP/Getty Images embed)
Além disso, Egito e Catar redigiram uma proposta de cessar-fogo, na qual foi aceita pelo Hamas no último dia 18 de agosto, no entanto, Israel segue sem dar resposta sobre a tentativa de trégua no conflito. Esse plano, ainda não assinado por Benjamin Netanyahu, prevê uma paralisação da guerra por 60 dias, liberação de reféns, além da retirada das tropas israelenses do território de Gaza.
Apesar disso, Netanyahu segue ordenando a evacuação dos palestinos na Faixa de Gaza, utilizando-se do uso de bombas e tanques militares que intimidam a população do território. Para o chefe do Estado de Israel, a cidade serve como esconderijo para os membros do Hamas, afirmação negada pelas autoridades palestinas.
Histórico do conflito
Em 1947 a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs a criação do Estado de Israel em área na qual pertencia à Palestina, com o intuito de solucionar o antissemitismo. Assim, a partir de 1948, a região foi dividida em dois Estados, um judeu, pertencente à Israel e um árebe, pertencente à Palestina
A configuração proposta pela ONU gerou uma série de conflitos históricos entre os dois povos, com a ocupação de judeus em áreas que, inicialmente, deveriam pertencer aos palestinos.
Até o fechamento desta reportagem, desde o início do conflito entre Israel X Hamas em 2023, mais de 62 mil habitantes da Faixa de Gaza foram mortos. Além dos homens mortos em combate há também situações em que mulheres, crianças e idosos, sofrem pelos desdobramentos da guerra com a falta de suprimentos básicos como água e alimento agravam a situação dos civis que permanecem no território.
