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Na última segunda-feira (6), em entrevista coletiva no Salão Oval da Casa Branca, Donald Trump revelou que Sean “Diddy” Combs lhe solicitou perdão presidencial após sua prisão em julho de 2024. Apesar disso, o presidente americano não informou se irá conceder ou não o pedido do rapper.
Durante a coletiva, Trump revelou à uma repórter da CNN que é comum as pessoas solicitarem pelo perdão presidencial. Além disso, o republicano revelou um apelido íntimo que costumava chamar Combs: “Puff Daddy”, demostrando suposta intimidade entre ele e o rapper condenado por transporte para fins de prostituição.
Entenda a condenação de Sean Combs
Na última sexta-feira (3), Sean “Diddy” Combs teve sua sentença confirmada pela Justiça americana. O juiz Arun Subramanian condenou o rapper através de duas acusações de transporte para fins de prostituição por 4 anos, 1 mês e 28 dias. Além disso, Combs terá que pagar uma multa de US$500 mil.
Sean "Diddy" Combs cumpre pena desde setembro de 2024. (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Mike Coppola)
De toda a pena, o rapper americano já cumpriu 1 ano e 21 dias de detenção, devido à sua prisão em setembro de 2024. Ao todo, Sean Combs foi julgado por cinco acusações, mas foi declarado inocente das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão.
Impasse pelo perdão presidencial
O perdão presidencial é um poder concedido aos presidentes que dá o direito de livrar judicialmente qualquer pessoa que tenha sofrido condenação, sem necessidade de aprovação do Congresso. Nesse sentido, Trump poderia conceder o perdão à Combs e eliminar sua condenação.
No entanto, em agosto deste ano, o presidente americano relatou que apesar de ter criado uma relação de amizade com o cantor, após sua candidatura à presidência dos EUA, os dois teriam se distanciado por uma suposta reação “hostil” de Combs. Dessa forma, ainda não está claro se o republicano concederá ou não o perdão ao rapper.
O cessar-fogo em Gaza pode avançar com a libertação imediata dos reféns mantidos pelo Hamas. Segundo Israel, 48 reféns permanecem em Gaza, dos 251 capturados pelo grupo durante seu ataque de outubro de 2023, sendo que 20 estão vivos e os demais morreram. A informação foi divulgada neste domingo, 5 de outubro de 2025, reforçando a urgência das negociações internacionais.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt destacou que uma ação rápida é crucial para que o plano de paz do presidente Donald Trump, negociado no Egito, se transforme em um marco histórico no Oriente Médio. Ela afirmou que a libertação dos reféns é apenas o primeiro passo de um processo maior, que inclui medidas humanitárias e políticas para Gaza e Israel.
Leavitt ainda ressaltou que, embora a situação exija cautela, é necessário agir com rapidez para gerar confiança e estabilidade na região. “Cada dia conta, e queremos ver progresso tangível o quanto antes”, afirmou, sublinhando a prioridade do governo norte-americano em avançar no cessar-fogo em Gaza.
Cessar-fogo em Gaza depende de ação rápida
Segundo Leavitt, Trump acompanha de perto as negociações e busca que cada etapa seja executada com agilidade. As equipes técnicas, incluindo o enviado especial Steve Witkoff e o assessor Jared Kushner, concentram-se nos detalhes da libertação dos reféns e na revisão das listas de prisioneiros.
“Queremos agir com rapidez. A libertação dos reféns é o primeiro passo para garantir que o cessar-fogo em Gaza avance de forma eficaz, reduzindo imediatamente os riscos à segurança de Israel e dos Estados Unidos”, afirmou Leavitt.
Além disso, a Casa Branca acredita que o impulso gerado pela libertação dos reféns pode acelerar negociações adicionais. Analistas internacionais observam que o sucesso dessa fase inicial será decisivo para criar um ambiente propício a um acordo mais amplo, incluindo medidas humanitárias, de segurança e iniciativas como estabelecer Gaza como uma região livre de atividades terroristas, conforme propõe o plano de Trump.
Secretária de imprensa dos EUA Karoline Leavitt (Foto:reprodução/Getty Images Embed/Alex Wong)
ONU pronta para ampliar ajuda humanitária em Gaza
Enquanto isso, a ONU declarou que está preparada para atuar assim que o cessar-fogo em Gaza for aprovado. O porta-voz Stephane Dujarric informou que milhares de toneladas de suprimentos estão prontas para serem entregues, garantindo assistência imediata à população.
Segundo Tom Fletcher, coordenador de ajuda de emergência, US$ 9 milhões já foram destinados para manter hospitais, padarias e sistemas de água em funcionamento. “Se o acordo for implementado, poderemos ampliar a ajuda rapidamente e alcançar ainda mais pessoas”, destacou.
Pressão das famílias de reféns por avanço no cessar-fogo em Gaza
Familiares de reféns israelenses se reuniram em frente à residência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em Jerusalém, exigindo ações rápidas. O ato coincidiu com o feriado de Sucot e com o segundo aniversário dos ataques do Hamas.
Entre os manifestantes, Einav Zangauker, mãe de um jovem sequestrado, fez uma oração pedindo pela libertação dos reféns e pelo início de um processo que traga estabilidade e paz. “Cada dia conta para que o cessar-fogo em Gaza seja uma realidade duradoura”, disse.
Hamas concorda em entregar reféns em acordo com os EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)
Casa Branca reforça importância da libertação de reféns
Leavitt reiterou que a libertação dos reféns é o ponto de partida de todo o processo. “É assim que a equipe do presidente se sente: libertar os reféns primeiro e depois passar para a próxima etapa, garantindo que o cessar-fogo em Gaza se torne uma realidade sustentável”, afirmou.
Também, a Casa Branca busca criar impulso suficiente para que todos os outros pontos do plano avancem, estabelecendo um caminho para uma paz duradoura e segura.
Contexto e próximos passos para o cessar-fogo em Gaza
O plano de Trump prevê medidas humanitárias, liberação de prisioneiros e garantias de segurança para Israel e Gaza. Especialistas internacionais reforçam que o sucesso depende da cooperação entre os atores regionais e do monitoramento das condições no terreno.
Enquanto isso, a comunidade internacional observa atentamente, e equipes humanitárias permanecem prontas para agir imediatamente. A expectativa é que, com a libertação dos reféns, ocorra um efeito positivo, contribuindo para consolidar o cessar-fogo em Gaza.
Putin confronta Otan e critica Trump em discurso na Rússia nesta quinta-feira (2). O presidente russo reagiu às declarações do líder dos EUA, Donald Trump, que recentemente chamou a Rússia de “tigre de papel”, e destacou que o país segue avançando mesmo diante da oposição da aliança ocidental.
Durante a fala, Putin afirmou que a Rússia mantém capacidade militar para enfrentar ameaças externas e questionou a credibilidade das acusações de líderes ocidentais sobre ações russas na Europa. Ele também ressaltou que a situação na Ucrânia é consequência de decisões externas, como envio de armas e informações estratégicas por aliados, e alertou que qualquer escalada dependerá dessas iniciativas.
Putin reforçou ainda que Moscou busca estabilidade e controle de suas fronteiras, mas condenou o que chamou de “tentativas de provocar tensão” na região por parte do Ocidente. Segundo ele, a intensificação do conflito será resultado direto de ações externas, não de iniciativa russa.
Putin confronta Otan e critica Trump em Sochi
O presidente russo ironizou relatos de que drones russos teriam invadido o espaço aéreo de países da Otan: “Não vou mais mandar drones para a Dinamarca, prometo”, afirmou. Autoridades europeias relataram incidentes na Polônia e na Estônia, enquanto a Dinamarca chegou a fechar aeroportos temporariamente.
Em seu discurso, Putin confrontou a Otan ao ressaltar que a Rússia enfrenta praticamente toda a aliança e questiona a consistência das críticas: “Se estamos lutando contra toda a Otan e nos chamam de tigre de papel, então o que é a Otan?”. Ele ainda afirmou que a narrativa de ameaça iminente é usada para justificar a escalada militar na região, aumentando a tensão entre os países europeus e os EUA.
Escalada se EUA enviarem mísseis à Ucrânia
Putin alertou que o envio de mísseis de longo alcance, como os Tomahawk, pelos EUA à Ucrânia poderia provocar uma nova fase de escalada no conflito. “É impossível usar Tomahawks sem participação direta de militares americanos. Isso representaria um estágio completamente novo, inclusive nas relações entre Rússia e Estados Unidos”, declarou.
O jornal The Wall Street Journal informou que os EUA planejam fornecer apoio de inteligência à Ucrânia e solicitaram que países da Otan façam o mesmo. Apesar disso, autoridades americanas consideram improvável o envio direto de Tomahawks, que podem atingir até 2.500 km, cobrindo grande parte do território russo estratégico.
Putin ironiza Otan após Trump chamar Rússia de ‘tigre de papel’ (Vídeo: reprodução/YouTube/Terra Brasil)
Defesa militar russa e apelo à negociação
Durante o fórum em Sochi, Putin destacou que a Ucrânia enfrenta escassez de soldados e registros de deserções, enquanto a Rússia mantém contingente suficiente para suas operações militares. Ele defendeu que Kiev busque negociações para encerrar o conflito, ressaltando que Moscou mantém controle das ações e estabilidade interna, e que qualquer escalada futura dependerá de decisões externas.
O presidente russo também criticou líderes europeus por fomentar uma “histeria” sobre uma guerra iminente. “Quero apenas dizer: acalmem-se, durmam tranquilos e cuidem dos seus próprios problemas. Basta observar o que acontece nas ruas das cidades europeias”, afirmou, reforçando o confronto à Otan e mantendo firmeza diante das tensões internacionais.
Repercussão internacional e recado a Trump
Putin aproveitou para rebater a declaração de Trump e enfatizou que a Rússia não se intimida com provocações externas. Ele questionou a postura da Otan e afirmou que qualquer escalada futura dependerá das decisões dos EUA e de seus aliados. Autoridades europeias observaram o discurso com preocupação, destacando que a tensão entre Ocidente e Rússia continua elevada, e reforçando a necessidade de mediação diplomática para evitar confrontos diretos.
O presidente russo também destacou que o conflito na Ucrânia não é apenas um confronto militar, mas um desafio geopolítico envolvendo interesses estratégicos de vários países. Ele acrescentou que a Rússia mantém controle sobre a situação, desafiando qualquer nova ação, especialmente relacionada ao envio de armas e apoio militar à Ucrânia, a qual deixa claro que Putin confronta Otan e mantém firmeza diante das decisões.
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, assinou nesta segunda-feira (29) uma ordem executiva determinando que qualquer ataque ao Catar será considerado como uma ameaça aos Estados Unidos. A nova postura do governo americano ocorre em meio às tensões no Oriente Médio e após um ataque israelense em Doha, capital do Catar, em agosto.
No documento assinado por Trump antes de receber Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, na Casa Branca, é declarado que o país norte-americano irá considerar qualquer ataque armado ao território do Catar, à sua soberania ou infraestrutura, “uma ameaça à paz e à segurança dos EUA”.
Ataque israelense em Doha
Em meio a escalada da tensão no Oriente Médio, Israel lançou um ataque aéreo em Doha, capital do Catar, no dia 9 de agosto. De acordo com fontes israelenses à CNN, o objetivo do bombardeio era ser um ataque contra a liderança do grupo terrorista Hamas. Após o ataque, Netanyahu afirmou que o bombardeio às autoridades do Hamas na capital árabe foi uma “operação israelense totalmente independente”.
Benjamin Netanyahu e Donald Trump durante encontro nos EUA (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)
Por sua vez, o Catar condenou o ataque e o chamou de “covarde” e “criminoso”, declarando que uma operação de investigação estaria em andamento. O país do oriente médio ainda afirmou que o ato israelense é uma violação das leis e normas internacionais.
Já os Estados Unidos descreveram o ato de Israel como uma escalada unilateral e que não teria conexão com os interesses do país norte-americano ou do governo israelense.
Posição de Netanyahu
Durante a visita de Benjamin Netanyahu à Washington, nesta segunda-feira (29), o primeiro-ministro de Israel fez uma ligação para Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim AI-Thani, primeiro-ministro do Catar. No telefonema confirmado pela Casa Branca, Netanyahu expressou profundo pesar pelo ataque ter matado um militar no Catar.
Em comunicado divulgado pelo governo dos Estados Unidos, o primeiro-ministro isralense também afirmou que Israel não realizará um novo ataque ao país no futuro e lamentou que tenham violado a soberania da capital do Catar, Doha, com o ato militar no início de agosto. A posição dos EUA acerca do Catar marca um novo passo em meio as intervenções norte-americanas nos confrontos que ocorrem no Oriente Médio.
Nesta segunda-feira, dia 29 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação na rede social Truth Social confirmando que filmes produzidos fora do país receberão uma tarifa de 100%. Não é a primeira vez que Donald Trump traz o assunto para a mídia: em maio de 2025, o presidente dos EUA levantou a possibilidade dessa taxação.
A tarifa ainda não tem data nem informações de como ela será implementada. Caso a taxa de 100% seja efetivada, os EUA estarão, pela primeira vez, taxando um serviço: os outros tarifaços eram voltados a produtos brutos.
O recado de Trump
O presidente Donald Trump, no anúncio da tarifa a filmes produzidos fora dos Estados Unidos, também criticou o atual governador da Califórnia, Gavin Newsom. Trump chamou Newsom de “fraco e incopetente”; e deu a entender que a economia e a indústria cinematográfica do estado da Califórnia ficaram enfraquecidas por causa dos filmes feitos no exterior.
Nosso negócio de produção cinematográfica foi roubado dos Estados Unidos da América por outros países, assim como roubar ‘doce de criança’. A Califórnia, com seu governador [Gavin Newsom] fraco e incompetente, foi particularmente atingida! Portanto, para resolver esse problema antigo e interminável, imporei uma tarifa de 100% sobre todo e qualquer filme produzido fora dos Estados Unidos. Obrigado pela atenção a este assunto.”
Donald Trump
Trump anuncia tarifaço para filmes estrangeiros (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNN Brasil Money)
O cinema americano e o exterior
Ao anunciar as tarifas, Trump visa resolver o problema de filmes não serem feitos nos Estados Unidos, para evitar a morte da indústria cinematográfica americana. Segundo Trump, outros países dão incentivos fiscais para os produtores americanos, para incentivar a rodagem de filmes no exterior.
Porém, os cineastas americanos procuram locações no exterior por outras razões, como a variedade de cenários e paisagens. Países europeus, como: Itália, República Tcheca e Hungria, junto a países da Oceania, são utilizados com frequência.
O governo do presidente Donald Trump levou à Suprema Corte dos Estados Unidos um pedido para revisar a regra da cidadania por nascimento. A solicitação foi feita na sexta-feira (26) e busca dar validade a um decreto assinado em sua gestão.
Atualmente, a 14ª Emenda da Constituição garante que qualquer pessoa nascida em solo americano seja considerada cidadã, mesmo que os pais não tenham documentação regular. Esse entendimento existe há mais de cem anos, mas o governo Trump alega que a interpretação é incorreta e que a regra traz prejuízos ao país.
Questionamentos sobre a 14ª Emenda
No documento enviado ao tribunal, o procurador-geral D. John Sauer afirmou que decisões de instâncias inferiores derrubaram uma medida considerada essencial pela administração Trump, especialmente no controle de fronteiras. Para o governo, manter a cidadania automática significa conceder um direito que, segundo eles, não teria respaldo legal.
O recurso argumenta ainda que a atual interpretação beneficia milhares de pessoas que, de acordo com a visão da gestão Trump, não se enquadrariam nas condições para serem cidadãs americanas. Apesar de já estar em circulação, o material ainda não foi oficialmente protocolado pela Suprema Corte, segundo informações da CNN.
Esse posicionamento contrasta com o entendimento jurídico consolidado nos Estados Unidos desde o fim do século XIX, que considera a 14ª Emenda clara quanto ao direito de nacionalidade. Por isso, a tentativa do governo Trump representa um desafio direto a uma das bases do sistema constitucional do país.
Decisões recentes e novos processos
Esse debate não é inédito. Em junho, a Suprema Corte analisou um processo relacionado ao tema, mas, naquela ocasião, a discussão se concentrou nos limites do poder de tribunais inferiores de suspender medidas presidenciais. O resultado foi de seis votos a favor e três contrários, restringindo, mas não eliminando, a capacidade de barrar políticas desse tipo.
Donald Trump em coletiva de imprensa (Foto: Reprodução/Leon Neal/Getty Images Embed)
A partir dessa decisão, estados e grupos de cidadãos passaram a mover novas ações contra o decreto de Trump, incluindo processos coletivos. Na prática, esses questionamentos jurídicos mantiveram a medida suspensa, impedindo que fosse aplicada de maneira efetiva.
Agora, o pedido apresentado pelo governo busca que a Suprema Corte dê uma resposta definitiva. Caso aceite julgar o mérito, o tribunal terá de decidir se a cidadania por nascimento continuará assegurada pela Constituição ou se a interpretação poderá ser modificada para permitir mudanças na regra. Essa decisão tem potencial de encerrar uma disputa que se arrasta há anos no Judiciário americano.
O governo do presidente Donald Trump anunciou que pretende reduzir o G20 a um fórum restrito a questões econômicas quando assumir a Presidência rotativa do bloco, em 2026. Na sequência, a representante americana Allison Hooker divulgou a decisão nesta quinta-feira (25), em reunião paralela à Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
Hooker afirmou que Washington cortará da agenda todos os temas secundários, como inclusão social e igualdade de gênero. Por isso, destacou: “O G20 precisa voltar às suas origens”, lembrando que o grupo surgiu em 1999 apenas como espaço de ministros da Fazenda para enfrentar crises financeiras. Também, Hooker reforçou que os Estados Unidos concentrarão esforços em resultados econômicos concretos para os países participantes.
Estratégia americana transforma G20 em 2026
Hooker detalhou que os Estados Unidos simplificarão os processos internos do G20. Eles também reduzirão grupos de trabalho e concentrarão esforços em resultados econômicos concretos.
Não vamos gastar horas debatendo questões sociais controversas. Palavras vazias não resolvem crises financeiras”.
Allison Hooker
Além disso, a estratégia de Trump reforça o caráter isolacionista da política externa americana. O país segue o lema “America first”. Entretanto, muitos líderes consideram o G20 um espaço essencial para tratar de desafios globais além da economia. Isso gera tensão sobre a direção futura do grupo. Por isso, aliados do bloco já planejam formas de manter debates sociais e inclusão na agenda, mesmo diante da pressão americana.
🇺🇸 | AHORA: Trump anunció que la cumbre del G20 de 2026 se celebrará en Estados Unidos por primera vez en 20 años, con Miami como sede. pic.twitter.com/OCqOrbhmZC
Trump anuncia que a cúpula do G20 2026 será realizada nos EUA, com Miami como sede (Foto: reprodução/X/@alertanews24)
Brasil e África do Sul desafiam mudanças no G20
O Brasil assumiu a presidência do G20 em 2024 e priorizou iniciativas sociais e de inclusão. Por isso, lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Em seguida, promoveu a primeira Cúpula Social do bloco, envolvendo dezenas de países. Além disso, o país impulsionou a reforma de bancos multilaterais de desenvolvimento, ampliando o acesso a crédito para nações do sul global.
Com isso, os Estados Unidos ameaçam reduzir o alcance do G20, mesmo diante dos avanços que o Brasil conquistou e da agenda que a África do Sul conduz na presidência temporária. Entretanto, outros líderes, como o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, destacam a importância de manter debates sobre inclusão social e desigualdade. Por sua vez, há expectativa de que os países do bloco equilibrem prioridades econômicas e sociais. Dessa forma, o G20 sob Trump em 2026 mantém parte dos avanços recentes do bloco.
Nesta quinta-feira (25), Mahmoud Abbas, então presidente da Autoridade Palestina, discursou por videoconferência na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (AGNU). De antemão, Abbas não recebeu visto para entrar nos Estados Unidos da América, decisão tomada pelo governo de Donald Trump.
Assim, o político palestino afirmou que não haverá paz sem a criação de um Estado da Palestina. Ele também condenou o grupo Hamas e declarou disposição para dialogar com Trump, mesmo reconhecendo a aliança norte-americana com Israel.
Defesa da Palestina e reconhecimento internacional
A princípio, o líder palestino reforçou que a convivência pacífica entre Palestina e Israel só será possível com justiça. Além disso, destacou a necessidade de instituições modernas, capazes de garantir segurança e estabilidade. Abbas agradeceu o apoio dos 149 países que já reconheceram a Palestina como Estado, incluindo Canadá, França, Portugal e Reino Unido.
Mahmoud Abbas discursa virtualmente durante a AGNU em Nova York, EUA (Foto: reprodução/David Dee Delgado/Bloomberg/Getty Images embed)
Apesar do avanço, Donald Trump criticou esses reconhecimentos em seu discurso na ONU. Sendo assim, o republicano reiterou sua oposição à legitimidade internacional da Palestina e cobrou a libertação imediata de reféns israelenses mantidos pelo Hamas.
Condenação ao Hamas e promessa de governo sem armas
Ainda, Abbas fez duras críticas ao ataque do Hamas contra Israel em outubro de 2023. Ele afirmou que as ações não representam o povo palestino. Além disso, assegurou que o grupo não terá papel em um eventual novo governo de Gaza.
O presidente também pediu que as facções armadas entreguem suas armas à Autoridade Palestina. Segundo ele, o objetivo é criar um Estado estruturado, com forças legais e seguras. Abbas classificou os ataques israelenses em Gaza como “crimes de guerra” e acusou Netanyahu de usar a fome como arma.
Donald Trump discursa durante a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images embed)
Apesar das divergências, Abbas disse estar pronto para trabalhar com Donald Trump no plano de paz aprovado em setembro. Ele acusou Israel de descumprir os Acordos de Oslo e de prolongar o conflito. Segundo Abbas, apenas o fim da ocupação militar pode abrir caminho para a paz duradoura.
Ao passo que o conflito israelense-palestino continua como um dos maiores impasses do século XXI. Com a guerra em Gaza e as negociações paralisadas, consequentemente o discurso do presidente da Autoridade Nacional Palestiniana traz novamente à tona o debate sobre a criação de um Estado Palestino no centro da Assembleia Geral da ONU.
Na última quarta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para cobrar investigações por supostas sabotagens durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
Através da rede social, o presidente americano enfatizou os “três eventos muito sinistros” que teriam acontecido com ele em sua aparição no local. Ele classificou os ocorridos como “vergonhosos” e informou que enviou uma carta ao secretário-geral do Órgão enfatizando o envolvimento do Serviço Secreto dos EUA.
Supostas sabotagens
Na terça-feira (23), quando Donald Trump fez seu discurso no salão oval da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), o republicano disse ter sido alvo de supostas sabotagens que, segundo ele, teriam ocorrido em três momentos distintos.
O primeiro deles, segundo acusações feitas pelo presidente americano através de sua conta na Truth Social, teria sido no momento em que a escada rolante que levava ele e sua esposa, Melania Trump, ao andar principal dos discursos “parou bruscamente”.
“É incrível que Melania e eu não tenhamos caído de cara”, escreveu Trump na rede social. O republicano ainda enfatizou que o desligamento da escada rolante teria sido forçado e que as pessoas que fizeram isso deveriam ser presas.
Trump chegou a improvisar durante seu discurso na Assembleia Geral e falou sobre falha de funcionamento da escada rolante que levava ele à primeira-dama para o salão oval (Foto: reprodução/ Michael M. Santiago/Getty Images Embed)
Além disso, o presidente dos EUA disse que seu teleprompter parou de funcionar enquanto lia seu discurso no salão oval da Assembleia Geral da ONU. “[…] estava diante de uma multidão de milhões de pessoas em todo o mundo, na televisão e líderes importantes no hall, meu teleprompter não funcionou”, escreveu.
Por fim, a última reclamação do republicano ficou para uma suposta falha de seu microfone enquanto lia o discurso. Segundo ele, as pessoas presentes no auditório do evento só passaram a escutar o que dizia o presidente americano 15 minutos depois do início de sua fala.
Resposta da ONU
A Organização das Nações Unidas (ONU) se pronunciou após as acusações feitas pelo presidente americano. Sobre a falha na escada rolante, a ONU afirmou que um profissional da Casa Branca, responsável pelas filmagens do presidente americano no evento, teria subido os degraus de costas para filmar a chegada dele e da primeira dama e, ele poderia ter acionado, sem querer, um mecanismo de segurança que para o funcionamento da escada ao atingir o topo.
Além disso, sobre a falha no teleprompter, a Organização emitiu um comunicado esclarecendo que o comando do equipamento que projetava o discurso de Trump estava sendo operado pela Casa Branca.
O presidente dos EUA, Donald Trump, na data de ontem, quarta-feira (24), decidiu substituir o retrato oficial do seu antecessor, Joe Biden, por uma imagem de uma caneta automática usada para replicar a assinatura humana, conhecida como “autopen”. A decisão foi tomada em meio à inauguração de sua “Presidential Walk of Fame”, ou “Calçada da Fama Presidencial” em tradução livre, local decorado com fotos em preto e branco de ex-presidentes, na Ala Oeste da Casa Branca.
A substituição do retrato de Biden, frequentemente alvo de críticas por Trump devido ao uso da autopen durante sua administração, gerou atenção imediata, denotando mais uma vez o embate simbólico entre os dois líderes. Em outras ocasiões, Biden já havia rebatido as falas do atual presidente estadunidense, declarando que: “Eu tomei as decisões sobre os perdões, ordens executivas, legislações e proclamações. Qualquer sugestão de que eu não as fiz é ridícula e falsa”.
Início da polêmica
A questão sobre o uso do autopen ganhou força este ano (2025), após Donald Trump vencer as eleições presidenciais pela segunda vez. Trump ordenou uma investigação oficial sobre o uso do autopen por Biden, alegando que poderia haver uma conspiração para ocultar o estado mental do ex-presidente, declarando que o uso do equipamento indicava um “declínio cognitivo” do ex-mandatário.
Essa mudança de retrato na Casa Branca, portanto, não só reforça uma disputa de narrativas, como também a postura crítica de Trump sobre o uso da autopen em detrimento de uma assinatura manual. A passarela na Ala Oeste não apenas celebra o legado de outros presidentes, mas enfatiza a singularidade de Trump, tanto em seus feitos quanto em suas críticas ao governo anterior.
Donald Trump em inauguração da “Presidential Walk of Fame”, Ala Oeste da Casa Branca (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)
A criação da “Presidential Walk of Fame” e a escolha de imagens para decorar a Casa Branca têm sido um reflexo das ideias de Trump sobre a construção de seu próprio discurso político. Para especialistas, a inauguração da nova Ala é uma forma de se distanciar das escolhas de Biden e estabelecer uma visão própria de sua presidência, colocando um marco pessoal em um dos espaços mais simbólicos do governo estadunidense.
Resposta de apoiadores de Joe Biden
A resposta veio de Chris Meagher, ex-assistente do secretário de Defesa dos EUA na gestão Biden. Meagher ironizou a atitude de Trump, declarando estar “impressionado” como a Casa Branca tem se empenhado em “tornar a vida mais fácil para as famílias que lutam para sobreviver”. A fala do ex-assistente denota que o ato de Donald Trump seria uma distração sobre temas mais urgentes.
Continually impressed at how laser-focused the White House continues to be on Trump's Day One promise to lower prices and all the steps they're taking to make life easier for families struggling to get by. https://t.co/EXBnCtqIJu
Publicação de Chris Meagher sobre a “Presidential Walk of Fame”, inaugurada por Donald Trump (Vídeo: reprodução/X/@chrismeagher)
Contudo, a troca de retratos e a inauguração da passarela também revelam uma estratégia de Trump em relação à reeleição e ao seu posicionamento referente ao Partido Democrata. O presidente estadunidense tem moldado seu legado, muitas vezes desafiando as convenções da Casa Branca, indicando que busca a construção de uma imagem de poder pessoal.
Dessa forma, para especialistas, gestos simbólicos, como a substituição do retrato de Biden por uma caneta automática, fazem parte de uma estratégia maior para reforçar sua identidade e seus princípios políticos para o futuro. Ao utilizar símbolos e imagens, Trump busca por uma narrativa sobre seu mandato presidencial, marcado por decisões consideradas audaciosas e polarizadoras.
Assim sendo, a atitude do atual mandatário dos EUA, é visto por estudiosos e analistas políticos como um movimento que simboliza mais do que uma simples questão de decoração é uma reafirmação de seu compromisso em contrastar com a administração de Joe Biden, ao mesmo tempo, uma maneira de consolidar sua marca política diante de um público cada vez mais dividido.