Emmanuel Macron e o avanço da extrema direita na Europa

O presidente da França, Emmanuel Macron anunciou a dissolução do Parlamento francês neste domingo (9), e convocou novas eleições. A decisão foi tomada após o partido da rival Marine Le Pen, política de extrema direita, ficar em primeiro lugar nas eleições para o Parlamento europeu. A medida foi recebida com choque pela imprensa internacional e pelos políticos europeus e roubou os holofotes da apuração das eleições parlamentares da União Europeia. As eleições ocorreram entre quinta (6), e domingo (9).

A decisão de Macron se mostra como uma tentativa de barrar o avanço da extrema direita na França demonstrada pela vitória do Reunião Nacional, partido de Le Pen, sobre o Renascimento de Macron. “Decidi devolver-vos a escolha do nosso futuro parlamentar através da votação”, disse o presidente “Estou, portanto, dissolvendo a Assembleia Nacional”. Já Le Pen afirma que está pronta para assumir o poder se os franceses derem permissão.

Por que a Europa está se voltando para a direita radical?

Os 27 países da União Europeia seguiram a tendência mundial de guinada à direita. Esse resultado acontece por causa de uma junção de fatores como imigração, insatisfação com a Economia e preocupações com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Além disso, a crise em relação ao custo de vida e os custos para reformas ambientais também incomodam os cidadãos europeus

Essas preocupações arrastaram o eleitorado mais jovem e o mais idoso a votarem em políticos de extrema-direita que conquistaram mais cadeiras nesta eleição. No total, os políticos de centro-direita e direita formam 54,9% do bloco com 395 assentos. Os partidos nacionalista conquistaram votos através do discurso mais suave, para mascarar a imagem radical, mas com o discurso anti-imigração firme. Enquanto isso, políticos de centro-direita moderados estão se radicalizando para manter seu eleitorado. A direita então usou o descontentamento para emplacar um ideal de enfrentamento às “elites no comando”.


Eleições decidem quem irá ocupar as 720 cadeiras do parlamento europeu (Foto: reprodução/Geert Vanden Wijngaert/AP)

Em uma pesquisa feita pela plataforma Focaldata e compartilhada com a Reuters, “melhorar a economia e reduzir a inflação” foi o item mais citado pelos eleitores quando eram perguntados sobre o que influenciava seu voto. “Conflito internacional em guerra” e “imigração e solicitantes de asilo” seguiram como a segunda e a terceira maior preocupação dos 6 mil cidadãos questionados.

O que é o Parlamento Europeu?

O Parlamento Europeu é um dos órgãos legislativos da União Europeia e é onde são tomadas as principais decisões relacionadas ao bloco. Sua sede fica em Estrasburgo, França, e seus parlamentares são decididos pelos cidadãos dos 27 membros da União Europeia a cada cinco anos.

Os 720 parlamentares são responsáveis por aprovar as legislações do bloco e tomar decisões sobre o orçamento. O Parlamento é reunido uma vez por mês durante quatro dias em reuniões plenárias. Nas outras semanas há comissões que funcionam na capital da Bélgica. A União Europeia ainda tem o seu Conselho, formado por chanceleres e ministros e tem a responsabilidade de decidir assuntos intergovernamentais.

Investigação apura interferência russa nas eleições da União Europeia

Nesta sexta-feira (12), o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo, anunciou que promotores federais iniciaram uma investigação para apurar a existência de “interferência” russa nas eleições para o Parlamento Europeu. Caso a acusação seja verdadeira, pode afetar o processo eleitoral em toda a União Europeia.

O objetivo [da Rússia] é ajudar a eleger candidatos mais pró-russos para o Parlamento Europeu e reforçar uma certa narrativa pró-russa nessa instituição,” disse De Croo. “O enfraquecido apoio europeu à Ucrânia serve a Rússia no campo de batalha.

Uma das características principais de candidatos “pró-russos“, seria o discurso para reduzir ou eliminar o suporte dado à Ucrânia, país ainda não-pertencente à União Europeia, e cujo território continua sendo invadido pela Rússia. De acordo com o primeiro-ministro belga, foi detectada a interferência em seu território nacional, mas não os supostos pagamentos com os quais foi financiada tal rede de influência.

Beneficitários da Rússia

Entre os principais partidos políticos que podem ter sido impulsionados pela interferência russa, estão o francês Rassemblement National, o austríaco Freedom Party e o alemão AfD, entre outros. Em comum, todos criticaram o apoio da União Europeia à Ucrânia, e estão projetados para ganhar mais votos nessa eleição.

De modo a remediar a situação antes de junho, data das eleições, as investigações pediram uma reunião urgente para a Cooperação Criminal e Justiça (Eurojust) discutir o caso, que deve ser tratado na próxima quarta-feira (17) em Bruxelas.

A Bélgica é a sede das instituições europeias, temos uma responsabilidade e nossa responsabilidade é defender que o direito de todos os cidadãos a um voto livre e seguro possa ser mantido,” afirmou o primeiro-ministro belga.


Protestos nos Estados Unidos, em 2017, contra a interferência da Rússia nas eleições (Foto: reprodução/Eduardo Munoz Alvarez/AFP)

Influência Russa

Neste mesmo ano, em março, a República Tcheca também denunciou uma rede de influência que havia sido financiada pela Rússia no seu território, e que então foi desmantelada. Mas até mesmo esse incidente não foi o primeiro de um país acusar a Rússia de interferir com o processo eleitoral internacional.

Já faz tempo que nações ocidentais tem acusado a Rússia de interferir com as suas eleições. Desde às eleições estadunidenses de 2016, quando investigações posteriores revelaram que a agência Glavset, em Saint Petersburg (Rússia), havia criado milhares de contas em redes sociais e atingido milhões de usuários de modo a espalhar a desinformação em favor de Donald Trump.

Em todos os casos, a Rússia negou as acusações.

Rússia aumenta tensões em Kiev com o acionamento de mísseis balísticos

Nesta quinta-feira (28), a autoridade ucraniana local afirmou que o governo de Kiev (capital da Ucrânia) vai reforçar a sua segurança após nova onda de ataques russos utilizando mísseis balísticos. A ofensiva tem como alvo o sistema de energia do país, desde a semana passada, e parece representar uma “vingança” contra bombardeios que Kiev promoveu nas regiões russas.

Peço aos moradores de Kiev que permaneçam calmos. Não entrem em pânico. Estamos usando medidas preventivas para que Kiev e seus residentes sejam defendidos de forma confiável,” afirmou Serhiy Popko, chefe da administração militar de Kiev, no Telegram.

Além disso, também foi confirmado que o conselho de defesa da cidade vai aumentar a segurança em torno de reuniões e avaliar o risco de eventos públicos. Outra preocupação é a de que agentes russos e “outros elementos inimigos” possam estar tentando infiltrar na cidade.


Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia (Foto:Reprodução/AFP/Folha)

Geopolítica

Devido à ameaça russa, a Ucrânia logo está novamente requisitando o apoio de países aliados do Ocidente, principalmente no fornecimento de sistemas de defesa e munições que poderiam interceptar os mísseis balísticos da Rússia. No entanto, tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia estão limitados por fatores importantes: as suas próprias economias, e o ano de eleição.

Nos EUA, a disputa política pode ser observada até mesmo em casos como o do conflito de Israel e Hamas, que levou o país a ser acusado de abusar de seus poderes no Conselho de Segurança da ONU para favorecer seus próprio interesses em vez da resolução do conflito. Já na Europa, a questão do fornecimento de armas à Ucrânia chegou a ser frustrado por causa do mercado de grãos.

De fato, uma das pautas dos fazendeiros europeus que recentemente se manifestaram pelo bloco, além de irem contra às regulações de sustentabilidade da União, também reclamaram da invasão de produtos ucranianos em seus países. Estes grãos e cereais, precarizados, baratos, e desregulados, facilmente superavam a competição europeia, atrapalhando a produção nacional de países como a Polônia, que parou de fornecer armamentos à Ucrânia.

Terror

Do outro lado do conflito, a Rússia está novamente movimentada para escalar o conflito, e com sentimento elevado. Em grande parte, isso ocorre por causa do ataque terrorista que ocorreu em Moscou na outra sexta-feira (22), o qual embora tenha sido reivindicado pelo Estado Islâmico, foi cooptado por outras narrativas.

Pensamos que a ação foi preparada por islamistas radicais e que, claro, foi facilitada pelos serviços especiais ocidentais, e que os serviços especiais ucranianos estão diretamente envolvidos,” disse Alexander Bortnikov, chefe do serviço de segurança russo, e Nikolai Patrushev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, concordou. “Obviamente foi a Ucrânia.

No total, 143 russos faleceram devido ao ataque terrorista. Nesta quarta-feira (27), ataques russos à Kharkiv deixaram quatro mortos e trinta feridos na região. Em resposta, o presidente ucraniano Volodimir Zelensky requisitou caças F-16. Em resposta a isso, Vladimir Putin afirmou que vai abater os jatos caso sejam fornecidos pela Otan.

Nenhum dos dois países divulgou o número oficial de mortos, mas estimativas da inteligência dos Estados Unidos afirmam que pode ser até 700 mil perdas até o momento, somando os dois lados do conflito.

União Europeia pode multar a Apple, Google e a Meta após investigações

Nesta segunda-feira (25), os órgãos reguladores da União Europeia (UE) advertiram que as empresas Apple, Google e Meta devem ser multadas pelo descumprimento com a Lei dos Mercados Digitais (DMA). Conforme a gravidade das violações, as multas podem ser de até 10% do faturamento anual global das plataformas.

A lei é a lei. Não podemos simplesmente sentar e esperar“, disse o chefe da Comissão Europeia, Thierry Breton, sobre as investigações iniciadas pela nova legislação recente.

A Lei dos Mercados Digitais foi implementada apenas no dia 7 de março deste ano, mas seus efeitos já podem ser observados. Outras empresas, que devem obedecer o novo regulamento mas ainda não estão sendo investigadas, são a Amazon, a Microsoft e o TikTok. No total, são seis gigantes da tecnologia que a Europa agora tenta regularizar, com pressão para finalizar o processo antes das eleições.


Margrethe Vestager e Thierry Breton em conferência sobre a nova lei (Foto:Reprodução/AFP/Oliver Matthys)

Respostas das Empresas

Em resposta às suspeitas da Comissão, que vão desde o algoritmo de busca do Google Search ao direcionamento da App Store, as corporações já afirmaram seu comprometimento com a adequação às novas regras de conduta.

A Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp) disse que está se esforçando para cumprir a orientação da lei. A Google já disse que fez mudanças significativas nos últimos meses, as quais ainda vai defender. A Apple disse que está confiante que seu novo plano vai estar em conformidade com a nova lei. Mas, devido ao histórico das plataformas quanto à exploração de seus usuários, a Comissão Europeia não está tão certa de que a adaptação ocorrerá sem qualquer atrito.

Esses são casos sérios. Se tivéssemos conseguido resolver esses casos com uma simples discussão, eles já teriam sido resolvidos,” disse a comissária antitruste da UE, Margrethe Vestager, sobre a questão das plataformas utilizarem os dados pessoais dos seus usuários. “Suspeitamos que as soluções sugeridas pelas três empresas não estão totalmente de acordo com a Lei de Mercados Digitais.

Questão das Plataformas

O lucro das plataformas é geralmente atribuído aos anunciantes que patrocinam por cima do conteúdo dos seus usuários, mas também é possível argumentar que os anúncios em si só são efetivos por causa do conhecimento da plataforma de seus usuários, e das recomendações adequadas de seu algoritmo. Com os dados, as plataformas conseguem encaminhar anúncios específicos para usuários específicos de forma otimizada, mas que colide com questões de privacidade.

Assim, existe certo incentivo econômico para que as plataformas coletem os dados de seus usuários, e existe certo incentivo político para que a União Europeia garanta os direitos de seus cidadãos, especialmente de empresas estrangeiras. Com a nova regulação sobre mercados digitais, espera-se que a situação seja resolvida antes das eleições europeias.

UE dá prazo para big techs colaborarem após aprovada Lei de Inteligência Artificial

Na última quarta-feira (13), foi aprovada pelo Parlamento Europeu a Lei da Inteligência Artificial, e já no dia seguinte a Comissão Europeia solicitou que as grandes empresas de tecnologia enviassem as suas estratégias de gestão referentes à tecnologia de IA.

Mais especificamente, elas devem oferecer informações “sobre as respectivas medidas de mitigação dos riscos relacionados com a IA generativa“, disse o braço Executivo da UE, à Comissão Europeia.

A legislação pioneira, que será válida em todos os 27 países do bloco, requer dados do Bing (Microsoft), Facebook, Google, Instagram, Snapchat, TikTok, YouTube e X (antigo Twitter). Com as informações providenciadas, a união poderá ajudar a formular medidas para combater o uso indevido da inteligência artificial, o qual poderia interferir em futuros processos eleitorais.


Preocupações sobre interferência na eleição só cresceram com o boom da inteligência artificial (Reprodução/Pixabay/@memyselfaneye)

Prazo até abril

As eleições da União Europeia iniciam daqui a três meses, na primeira semana de junho. Por isso, desde já a Comissão está alertando as plataformas para prepararem medidas e protocolos no caso de “qualquer tipo de incidente que possa surgir durante as próximas eleições.”

Estamos perguntando às plataformas se elas estão prontas para um cenário em que um deepfake de alto impacto pode ser distribuído em grande escala, e qual é a sua prontidão para esse tipo de cenário,” afirmou um disse um funcionário da Comissão na quinta-feira (14).

No plano, as diretrizes principais devem estar formuladas até o dia 27 de março, e todas as informações requeridas das plataformas deverão ser encaminhadas até o dia 5 de abril, no qual as empresas devem demonstrar seu comprometimento com a proteção dos direitos civis europeus.

Investigação com “tratamento igual”

Certa parte das demandas também é auxiliada por outra lei passada pelo Parlamento Europeu referente à tecnologia: a Lei dos Mercados Digitais (LMD). Na tentativa de regular as plataformas digitais, agora a Comissão Europeia está utilizando uma estratégia de “tratamento igual” a todas as plataformas.

Isso significa que, de modo diferente dos Estados Unidos, a investigação europeia sobre empresas chinesas (como a AliExpress, plataforma de comércio online) é motivada por razões proclamadas como econômicas, e não políticas. Foi afirmado que não existe qualquer hostilidade com a China, e que outras empresas, como o LinkedIn, estão passando pelas mesmas investigações.

Parlamento europeu pressiona big techs sobre plano de ação contra uso de IA

Um dia após a Lei de IA entrar em vigor no bloco europeu, além do Digital Markets Act que entrou em vigor neste mês de março, regulando a atividade das big techs em toda a União Europeia, o Parlamento pressiona as empresas de tecnologia a fim de que estas demonstrem suas respostas e plano de ação caso suas respectivas redes sejam utilizadas para a disseminação de deepfakes ou fake news.

Com o prazo até o dia 5 de abril, o Bing (da Microsoft), Facebook, Google, Instagram, Snapchat, TikTok, YouTube e X terão que responder se “elas estão prontas para um cenário em que um deepfake de alto impacto pode ser distribuído em grande escala, e qual é a sua prontidão para esse tipo de cenários”, nas palavras de um funcionário da Comissão para o portal de notícias O Globo.

O motivo dessa pressão é que as eleições para o Parlamento europeu se aproximam e, para evitar a propagação viral de deepfakes ou fake news que possam macular o processo eleitoral, a Comissão vem apertando o cerco contra as big techs.


Parlamento Europeu, em Bruxelas, na Bélgica (Foto: reprodução/Thierry Monasse/Getty Images)


As eleições para o Parlamento, DMA e as big techs

Com aproximadamente 3 meses de antecedência às eleições para o Parlamento europeu, a Comissão já vinha preparando o terreno para serem as mais limpas possíveis. O Digital Markets Act (DMA), uma lei promulgada recentemente pelo Parlamento e que começou a valer neste mês de março, já criou as bases para limitar a capacidade das big techs de afunilar conteúdos para seus usuários, os chamados “gatekeepers”: mecanismos de busca que mostram apenas ou mostram primeiro aplicativos e serviços oferecidos pela própria empresa desenvolvedora do mecanismo de busca, mantendo os usuários em uma espécie de “feudo”, consumindo tudo de uma das empresas não por escolha própria.

Entretanto, pelo fato dos desenvolvedores não mostrarem os produtos dos concorrentes; com o DMA isso acabou, além de criar o arcabouço legal base a partir do qual novas legislações a fim de limitar o poder das big techs poderão ser desenvolvidas, como a Lei de IA e essa intimação do Parlamento em como as empresas irão agir em caso de deepfakes e fake news virais.

Histórico que explica a cautela atual

A atuação da União Europeia ao limitar o poder das big techs se dá após o escândalo do Brexit e a empresa Cambridge Analytica em 2016. A empresa se utilizou da base de dados do Facebook para praticar o “microtargeting”: mensagens políticas personalizadas com base na construção de perfis feita pelo Facebook e apropriada, neste caso, pela Cambridge Analytica, que impulsionou uma mudança política relevante no Reino Unido a partir do financiamento por atores políticos para seus próprios fins. Com isso, o Parlamento da União Europeia se viu obrigado a começar a regular o poder das big techs no bloco.

Nova atualização no sistema do iPhone traz concorrentes da AppStore e Safari

Com a nova versão do iOS, a empresa permitirá a existência de lojas de aplicativos concorrentes dentro de seu celular. Após regras recentes da Lei dos Mercados Digitais na União Europeia, será possível ver marketplaces alternativos, diferentes da AppStore. Além disso, será viável alterar o navegador da web padrão, o Safari. Entretanto, a Big Tech alerta que esses elementos “intrusos” podem ser menos seguros, mesmo com inovadoras “ferramentas antimalware, feitas para consumidores e desenvolvedores” e com os processos de aprovação que os analisarão.

Proteção de dispositivo roubado

Em relação à proteção “anti-ladrão”, lançada em janeiro de 2023, inéditos programas chegarão. Os usuários poderão ativar o atraso de segurança quando as configurações desse aspecto forem mudadas. Antes, essa opção podia ser ativada só quando o telefone estivesse longe de “áreas protegidas”.

Emojis, podcasts e Siri

Na era da fluidez das interações, a informalidade se mostra cada vez mais presente nas conversas. E nesse campo, a Apple também está inovando. Serão disponibilizados 118 ícones singulares para textos e postagens em redes sociais. Os emojis incluem um rosto balançando a cabeça de cima para baixo e de um lado para o outro, além de uma fênix, um limão e outros com identificações familiares.

Outra novidade está no Apple Podcasts. Espera-se que a empresa permita o acesso a transcrições dos episódios radiofônicos. Dessa forma, daria para pular o áudio para determinada parte, baseado no texto mostrado. A Siri, assistente virtual do iPhone, também sofrerá alterações com o iOS 17.4: o bot de inteligência artificial poderá ler mensagens em outros idiomas. Antes, ela era capaz apenas de decifrar aquele definido como padrão. 


iPhone 15 foi o último smartphone lançado pela Apple, com 4 versões diferentes (Foto: reprodução/ Apple)

Segundo a companhia, todas essas mudanças estão na esteira da decisão de apoiar os desenvolvedores, com novas escolhas na distribuição dos aplicativos e no processamento de pagamentos. Mark Gurman, da Bloomberg, acredita se tratar de uma revolução total e global da empresa, mesmo com exigências vindas diretamente da UE.

União Europeia analisa possibilidade de ataques para se proteger dos Houthis

Nesta quarta-feira (31), foi divulgado que os países pertencentes à União Europeia podem controlar sua decisão de interceptar os ataques dos Houthis ao comandar uma missão naval localizada no Mar Vermelho até meados do segundo mês do ano.


Operação da União Europeia se classifica como protetora, segundo chefe de política (Foto: reprodução/Gazeta Brasil)


Preparos para a missão

De acordo com informações fornecidas pelo chefe de política externa do bloco europeu, Josep Borell, os países desse continente já estão aptos a decidir e planejar sua estrutura de comando diante dessa situação.

Borell ainda compartilhou com alguns repórteres, um pouco antes de um evento dos ministros da Defesa da União Europeia, que tem esperanças de que essa missão possa ser lançada o quanto antes. “Nem todos os Estados-membros estarão dispostos a participar, mas ninguém irá obstruir. Espero que no dia 17 deste mês (fevereiro) a missão possa ser lançada”, disse.

O chefe de política afirmou que o principal intuito dessa reunião realizada era a escolha de uma nação líder e a definição de onde os primeiros passos da estratégia seriam sediados, quais recursos estariam inclusos e também quem seriam os responsáveis por participar da importante missão.

Conflitos de planejamento

Em dezembro do ano passado, os Estados Unidos, assim como outros países, divulgaram uma missão que possuía como essencialidade dissipar os medos de que um incômodo em uma das artérias centrais do âmbito comercial em nível global tivesse a real possibilidade de prejudicar a economia em escala mundial.

Entretanto, alguns aliados europeus dos EUA apresentaram algumas discordâncias em relação a esse projeto, fator que trouxe como consequência o Reino Unido e os Estados Unidos lançarem ataques aéreos contra diversos alvos Houthis, além de recusarem a possibilidade de se submeterem ao comando de Washington.

Conforme foi explicado por Josep Borell, a operação da União Europeia se classifica como protetora, que possui a principal finalidade de proteger e interceptar investidas, mas sem a intenção de fazer parte dos ataques destinados aos Houthis.