Corte Superior da Venezuela declara Maduro como vitorioso e impede divulgação de atas

Nesta quinta-feira (22), o Tribunal Supremo da Venezuela (TSJ), a instância máxima do poder judiciário do país, declarou Nicolás Maduro como vencedor da eleição de 2024 e bloqueou todos os acessos às Atas do processo eleitoral.

Segundo a corte, a decisão é “Inapelável” e “irreversível”. “Esta sala eleitoral continua com a perícia iniciada em 5 de agosto de 2024 a fim de produzir a sentença definitiva que dê resposta ao presente recurso, o que terá caráter de coisa julgada por ser este órgão jurisdicional a máxima instância no tema eleitoral, razão pela qual suas decisões são inapeláveis e de cumprimento obrigatório”, disse a magistrada Caryslia Beatriz Rodríguez, à frente do Supremo e da sala eleitoral.

Oposição continua em busca de recontagem e divulgação de atas eleitorais

O principal líder da oposição na Venezuela, Edmundo González apresentou Atas paralelas, onde alega que saiu vencedor das eleições, e com isso corre sérios riscos de sofrer sanções e punições judiciais, pois esse ato foi considerado desacato.

Para a oposição a corte é ligada ao Chavismo e totalmente alinhada ao governo Maduro, e não teria conduzido de forma correta a recontagem de votos que foi pedida e protestada em todo país e com pressões internacionais. Todo esse processo foi apresentado na emissora de TV governamental da Venezuela. E a reeleição do atual presidente continua confirmada desde o último dia 28 de julho.

Eleição venezuela na mira de órgãos e países internacionais


Maduro e Lula. (Foto: reprodução/Evaristo SA/Getty Images Embed)


Mesmo com a pressão de uma parte do eleitorado e de vários países exigindo a divulgação das Atas eleitorais, o Supremo Venezuelano afirmou que “todo o material eleitoral (incluindo as atas eleitorais) ficará sob controle do Tribunal Supremo”.

Em contatos e cartas dirigidas aos presidentes Joe Biden (EUA), Lula (Brasil) e mais 30 chefes de estados pediram que se assegure o direito de democracia no país, e que pressione o governo Maduro e a suprema corte a divulgar as Atas, e que Nicolás Maduro estaria buscando ganhar tempo.

Os EUA continuam sem reconhecer a vitória do atual mandatário e quer explicações e auditoria assim como a ONU. Na última sexta (16), a Organização dos Estados Americanos (OEA) confirmou uma resolução exigindo que as Atas venham a público.

Brasil foi decisivo para resolução da polêmica eleição da Venezuela

Na última sexta-feira (16), foi aprovada pelo Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), pedindo uma nova resolução para o resultado das eleições venezuelanas, adicionando mais um capítulo no polêmico processo eleitoral do país.

A nova resolução, acordada por todos os países- membros, solicita a publicação das atas eleitorais pelo governo de Nicolás Maduro. Os Estados Unidos se mostraram mais flexíveis nesta nova reunião, para que a proposta não fosse recusada, como aconteceu em 31 de julho, menos de um mês atrás.


Notícias sobre as eleições da Venezuela (Vídeo: Reprodução/YouTube/UOL)

A nova proposta

Diferente da última tentativa, desta vez os Estados Unidos adotaram uma postura mais flexível em relação às ideias propostas, já que no mês passado a resolução sugerida foi rejeitada. A aprovação passou por uma série de tentativas e negociações chefiadas por representantes brasileiros, fazendo com que o Brasil fosse fundamental na resolução e no acordo aceito. A proposta aceita traz como princípio a apresentação das atas eleitorais por parte do governo de Nicolás Maduro.

Importância do Brasil

Com a ausência de México e Bolívia, a negociação da resolução em questão foi liderada por representantes brasileiros na Organização dos Estados Americanos (OEA), onde países como Peru, Argentina, Equador, Brasil, Colômbia, México, Estados Unidos e outros — 26 no total — votaram e concordaram com a nova proposta.

Com uma estratégia de um diálogo mais tranquilo e equilibrado, os representantes brasileiros buscaram evitar que o texto da OEA fosse apenas uma opinião de alguns países envolvidos na negociação e acabar sem expressar uma visão em comum acordo.

Assim, os 26 países-membros entraram em acordo para enviar a solicitação em comum acordo, pedindo a apresentação das atas eleitorais de Nicolás Maduro, para que tudo seja esclarecido.

O documento foi aprovado na última sexta (16), fazendo com que Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

México suspende negociações com Brasil e Colômbia sobre Venezuela

No início da manhã desta terça-feira (13), o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse que não pretende mais conversar com os presidentes Gustavo Petro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a crise política na Venezuela.

Andrés, também conhecido como Obrador, deixa as negociações entre os países que se comprometeram a resolver a situação da Venezuela. O grupo em questão é composto por três das quatro maiores economias da América Latina.

A ideia inicial era pressionar o governo de Nicolás Maduro para publicar as atas eleitorais que comprovam a vitória do ditador nas eleições de 28 de julho.


Vieira e Murillo vão conversar sobre a situação na Venezuela (Foto: Reprodução/MRE — Ministério das Relações Exteriores)

Fraude nas eleições?

Nicolás Maduro foi proclamado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) o vencedor das eleições na Venezuela. Entretanto, o resultado foi contestado pela oposição por uma série de relatórios e análises realizadas pela imprensa internacional que têm como resultado a vitória de Edmundo González.

O órgão eleitoral da Venezuela não publicou a documentação solicitada, que discrimina os votos por mesa de votação.

Em um site divulgado, a oposição demonstra atas que mostram e afirmam que Edmundo González vence Maduro com mais de 67% dos votos, contra 30% do candidato ditador.

O Ministério Público da Venezuela iniciou uma investigação contra os responsáveis pelo site sob a acusação de crimes de usurpação de função pública, fraude em documentos públicos e formação de quadrilha.

Em uma reunião interministerial realizada, o presidente do Brasil Lula mencionou a possibilidade de convocar novas eleições na Venezuela como uma solução para a crise no país. Conforme os relatos de pessoas que participaram dessa reunião, Lula disse que o resultado das eleições não poderia ser aceito sem a comprovação de que elas foram justas.

Brasil e Colômbia

Após a saída do México, o grupo que busca uma solução para o impasse na Venezuela disse que essa baixa não deve ter um impacto significativo na negociação.

Os especialistas afirmam que o Brasil e a Colômbia estiveram presentes em todas as conversas tanto com o regime de Nicolás Maduro quanto com os partidos da oposição, que tiveram Edmundo González como candidato.

Sem o México, o Brasil e a Colômbia devem se unir e acelerar na busca de uma solução para a crise venezuelana.

Maduro tem 646 denúncias no Tribunal Penal Internacional

Desde 29 de julho, mais de 600 denúncias de violações de direitos humanos no governo de Nicolás Maduro foram apresentadas ao Tribunal Penal Internacional. O responsável pelo protocolo das denúncias ao TPI, o advogado Orlando Vieira-Blanco, transmitiu a informação à CNN.

O processo contra Maduro

As denúncias serão incorporadas a um processo que já está em andamento no TPI desde 2019 e que investiga as violações de direitos humanos cometidas por Maduro durante seu governo, particularmente a repressão aos protestos de 2017, que resultaram em mais de 100 mortes. A declaração do advogado foi que Maduro “pode ser condenado a anos de prisão” por seus crimes.


Nicolás Maduro (Foto: Reprodução/Alfredo Lasry R/GettyImages Embed)


“São 646 casos desde o dia 29 de julho envolvendo prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, perseguições políticas, violações de menores, tortura, segregação política, homicídios, perseguições, tratamentos cruéis e degradantes.”

Orlando Vieira-Blanco a CNN

O que é o TPI

O Tribunal Penal Internacional (TPI), estabelecido pelo Estatuto de Roma, é uma corte internacional permanente que tem a autoridade de investigar e julgar pessoas acusadas de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e crimes de agressão. O TPI é composto por quatro órgãos: Presidência, Promotoria, Seções Judiciais (Recursos, Instrução e Julgamento em Primeira Instância).

O presidente russo Vladimir Putin por exemplo, recebeu mandados de prisão do TPI por crimes de guerra, deportação ilegal de crianças e transferência ilegal de crianças da Ucrânia para a Rússia.

As acusações contra Maduro foram apresentadas a Kharim Khan, o procurador-chefe do Tribunal Penal Internacional. Khan emitiu um comunicado na segunda-feira (12) afirmando estar “monitorando ativamente” as tensões na Venezuela e confirmando que recebeu “múltiplos relatos de violência e outras alegações” após as eleições.

ONU vai divulgar relatório sobre as eleições da Venezuela

Nesta terça-feira (13), a Organização das Nações Unidas anunciaram a divulgação de um relatório “confidencial” sobre as eleições na Venezuela. Um documento provisório feito por técnicos da organização foi entregue ao secretário-geral António Guterres. O CNE declarou Nicolás Maduro vitorioso nas eleições presidenciais da Venezuela, mas a oposição afirma que os resultados das urnas após o pleito indicaram uma vantagem significativa para Edmundo González.

O relatório da ONU foi elaborado por especialistas que compõem um painel eleitoral independente, disse Farhan Haq, um dos porta-vozes de Guterres. Antes das eleições de 28 de julho, membros da equipe viajaram para a Venezuela no mês anterior. A ONU informou em uma nota publicada em junho que o CNE da Venezuela solicitou a criação do painel. A organização disse à época que os especialistas escreveriam um relatório confidencial sobre como as eleições no país estavam indo.

O relatório foi escrito com o objetivo de fazer recomendações e melhorias para futuros processos judiciais na Venezuela. De acordo com a nota, o documento seria “independente e interno” e seria dirigido ao secretário-geral.

O porta-voz da ONU afirmou recentemente que o relatório preliminar da equipe de especialistas será divulgado, mas não revelou uma data.

Maduro acusa o TikTok de querer uma guerra civil na Venezuela

Nesta segunda-feira (12), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou a rede social chinesa, TikTok. As críticas ocorrem após Maduro derrubar a rede social de Elon Musk, X, e de também criticar o WhatsApp, neste último caso o presidente venezuelano chegou até a sugerir em que as pessoas migrassem para outros serviços de mensagem como o WeChat e o Telegram, serviços chineses e russos respectivamente.

As acusações de Maduro aos donos do TikTok aconteceram na reunião com os chefes das principais instituições venezuelanas.

O presidente da Venezuela declarou que “Vejam como o TikTok é imoral, acuso os diretores e proprietários do TikTok em todo o mundo de quererem uma guerra civil na Venezuela, de apoiarem o fascismo na América Latina e no mundo.”

Vale ressaltar que o dono do TikTok, Zhang Yiming, já se posicionou a favor do governo chines, liderado pelo presidente Xi Jinping.


Nicolás Maduro segurando uma edição da constituição venezuelana (Foto: reprodução/Jesus Vargas/Getty Images Embed)


Maduro mira TikTok

A declaração de Maduro ocorre depois da rede social chinesa suspender por uma semana a possibilidade de realizar transmissões ao vivo.

Segundo informações do próprio Nicolás Maduro, a suspensão aconteceu depois de seu perfil oficial transmitir uma apresentação do procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saad, sobre a onda de protestos que ocorrem em todo país depois das eleições venezuelanas.

Maduro acusou o TikTok por conta de que a rede social permitiu transmissões ao vivo dos protestos. Segundo o presidente da Venezuela, os protestos consistem em “ataques a hospitais, centros de saúde, escolas, praças públicas, prefeituras.”

Crise política na Venezuela já dura 15 dias

A crise política na Venezuela começou depois das eleições do dia 28 de junho, e desde a divulgação dos números pelo CNE, maior instituição eleitoral do país, começaram várias especulações de fraudes na própria Venezuela e da comunidade internacional.

Após a divulgação oficial do CNE que apontou maduro venceu as eleições, houve contagens paralelas como da oposição e da Associated Press. Ambas as contagens colocaram Edmundo González como vencedor do pleito.

EUA negocia anistia para Nicolás Maduro deixar a presidência

Conforme foi exibido por uma reportagem do The Wall Street Journal deste domingo (11), os Estados Unidos está tentando negociar uma concessão a Nicolas Maduro, ou seja, um perdão político ao presidente venezuelano, em troca de que ele aceite a renunciar seu cargo e reconheça a vitória alegada da oposição durante as eleições venezuelanas.

Ainda segundo a reportagem, que tem bases e fontes do governo norte-americano, Washington está cogitando oferecer perdões políticos à Venezuela e garantias de não perseguir Maduro nem o dirigente de seu governo.

A Venezuela foi às urnas em julho deste ano, e a oposição diz ter ganhado o resultado do pleito. Maduro alega que foi o ganhador e se nega a deixar o posto de presidente do país.


Nicolás Maduro segurando a bandeira da venezuela em sua campanha para presidencia do país (Reprodução/Instagram/@nicolasmaduro)

Eleições venezuelanas

O concelho nacional eleitoral, que corresponde ao tribunal eleitoral é aliado de Maduro, e anunciou a vitória do atual com 52% dos votos, mas não publicou o relatório eleitoral, ou seja, documentos que registram votos e os resultados em cada local do país, que são como prova do resultado final de um pleito. A CNE alega que o sistema foi hackeado

A oposição afirma que seu candidato Edmundo González venceu as eleições com 67% dos votos e como prova apresenta um site criado pelos próprios adversários com mais de 80% das atas digitalizadas, ao qual o grupo teve acesso por meio de representantes que estiveram presente da maioria dos locais de votação.

Na semana passada, uma contagem independente dos resultados eleitorais realizada pela agência noticiosa Associated Press (AP) com base nestes dados mostrou que o candidato da oposição venceu as eleições por uma diferença de 500 mil votos.

Acusação dos EUA e resposta de maduro para a oposição

Os Estados Unidos acusam Maduro de conspirar com seus aliados para importar cocaína para os Estados Unidos e, em 2020, ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de 82,5 milhões de reais) por informações que pudessem facilitar a prisão do presidente venezuelano. Se as negociações da anistia de Maduro continuarem e forem bem-sucedidas, Washington cancelará a recompensa, afirma o Wall Street Journal.

Na semana passada, a oposição venezuelana também disse estar disposta a oferecer garantias para proteger o presidente venezuelano se ele aceitasse uma transição gradual de poder. Maduro descartou qualquer possibilidade de negociação e pediu à líder da oposição María Corina Machado que se entregasse à Justiça, a oposicionista está em um esconderijo em Caracas desde o fim das eleições.

Ainda segundo fontes ouvidas pelo jornal norte-americano, os Estados Unidos já tinham oferecido anistia a Maduro durante negociações secretas realizadas no ano passado em Doha, no Catar.

Em meio a pressão internacional, Maduro comparece a Suprema Corte

Com a crescente pressão internacional pedindo a divulgação das atas da votação de 28 de julho, nesta sexta-feira (9), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, compareceu à Suprema corte do país e solicitou a validação de sua reeleição. 

Eleições da Venezuela

No dia da votação, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) teria afirmado que Maduro foi reeleito com 52% dos votos, já seu adversário, Edmundo González Urrutia teria recebido 43%, mas, até o momento, o órgão governamental não publicou os detalhes da votação, alegando que sistema utilizado na eleição foi hackeado. 

A oposição liderada pela Ex-deputada, Maria Corina machado denunciou fraudes nas urnas e diz ter 80% das atas, que confirmaria González Urrutia como o vencedor da eleição. Por sua vez, o político chavista rejeita as provas que foram apresentadas pelos seus opositores e as classifica como falsas.   


Líder da oposição Corina Machado junto ao candidato Urrutia (Foto: Reprodução/Ariana Cubillos/AP)

Reposta a oposição

Antes da chegada do presidente venezuelano, o deputado e apoiador do chavismo. Diosdado Cabello foi ao TSJ (Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela) representando o partido da situação e rebateu as declarações de Corina feitas ao portal AFP. 

Anteriormente, a ex-deputada teria solicitado negociações para uma ‘’transição democrática’’, que incluiria garantias e incentivos para o regime derrotado. 

“Ela não está em condições de negociar nada. Oferecendo condições para quem? Aqui houve um resultado dado pelo CNE, que é o órgão regulador, [no qual] Nicolás Maduro Moros foi o vencedor, aceito pelos venezuelanos e pelas venezuelanas.” Disse Cabello aos jornalistas. 


Diosdaldo Cabello junto a Maduro (Foto: Reprodução/Juan Barreto/AFP)

Países pedem as atas

Por conta da falta de informações sobre o processo eleitoral, as maiorias dos países não aceitaram o resultado. Os Estados Unidos reconhecem a vitória de Urrutia, a União Europeia pede uma ‘’verificação independente’’ dos resultados da eleição, já boa parte dos países da América Latina, como Brasil, Colômbia e México, solicitam a publicação das atas.  

Na segunda-feira (5), o presidente da CNE, Elvis Amoroso foi a suprema corte e disse que entregou todos os materiais solicitados, incluindo mesas eleitorais, uma cópia da proclamação de Maduro e o registro final da apuração. O presidente do TSJ, Caryslia Rodríguez, anunciou que o material ficará em processo de análise durante 15 dias, porém o período pode ser prorrogado.   

Oposição venezuelana denuncia prisão da chefe de campanha de Marina Corina Machado

Na noite desta terça-feira (07/08), María Oropeza uma chefe de campanha regional do partido Vente Venezuela, partido no qual tem como principal líder Marina Corina Machado, foi presa em sua casa pela polícia venezuelana.

O momento da detenção de Oropeza foi registrado em uma live, que repercutiu muito durante o dia de hoje. O vídeo mostra a que a chefe de campanha estava em casa enquanto um grupo de homens arrombava o portão do imóvel.

Marina Corina Machado, principal nome da oposição, denunciou em sua rede social a prisão de María Oropeza. Corina afirmou que “Ela é María Oropeza. Uma jovem extraordinariamente corajosa, inteligente e generosa Portuguesa”. É a Coordenadora do @ConVzlaComando em Portuguesa e fez um trabalho extraordinário unindo e organizando os cidadãos do seu estado.


Live gravada pela María Oropeza quando foi detida na Venezuela (Vídeo: reprodução/X/@VenteDDHH)

Mais prisões ocorrem na Venezuela

O presidente Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a revelar na última quinta-feira (01/08) que teria prendido mais de 1.200 pessoas, as manifestações de aumentaram depois das eleições de 28 de julho. Maduro também afirmou que haverá mais prisões.

Vários membros da oposição Venezuela têm receio de serem preso pelo governo de Maduro. Dentre esses membros está Marina Corina Machado, que atualmente é líder da oposição e já tentou concorrer contra Maduro nas eleições.

Como começou a crise

Esta crise se iniciou por conta da demora e da falta de transferência do CNE, principal instituição eleitoral da Venezuela. O órgão divulgou que maduro foi reeleito presidente da Venezuela com 51,95% contra 43,18% de Edmundo Gonzalez, candidato da oposição.

Apesar desse resultado, a comunidade internacional e a oposição venezuelana questionaram o resultado e fizeram uma contagem paralela. Nessa apuração Edmundo González venceu com 67% e maduro ficou com apenas 30% dos votos.

Por conta de todos esses fatos, a OEA e os países da América Latina como Panamá, Costa Rica, Peru, Argentina e Uruguai reconheceram Edmundo Gonzalez como presidente eleito da Venezuela.

Brasil reforça diálogos com a Europa para conseguir uma saída para crise na Venezuela

Por conta da crise que ocorre na Venezuela, o Governo Brasileiro, através do Itamaraty, tem dialogado com vários países europeus. Nesta terça-feira, (06), Mauro Vieira, ministro de Relações Internacionais, esteve em uma ligação com o chanceler espanhol, José Manuel Álbares, que atualmente é o maior articulador sobre o assunto com os outros países europeus.

Antes de conversar com o chanceler espanhol, Mauro Vieira havia tido uma conversa, na quinta-feira, com o representante de Relações Internacionais da Uniao Europeia, Josep Borrell.

Essas conversas têm como objetivo pressionar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a apresentar as atas eleitorais e buscar uma resolução negociada para terminar com essa situação.


Mauro Vieira, ministro de Relações Internacionais durante um evento (Foto: Reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


O que impedi uma saída negociada

O presidente Luiz Inacio Lula da Silva, está convencido que uma saída negociada não pode ser aceita somente por Maduro, mas que o acordo deve envolver assessores e membros influentes do governo venezuelano.

O Governo Brasileiro entende que as pessoas em torno de Maduro estão fazendo um grande esforço para garantirem seus cargos no governo venezuelano. O grupo político de Nicolás Maduro está no poder a mais de 20 anos.

Podemos mencionar alguns dos nomes que devem ser envolvidos em uma saída negociada, o primeiro seria o vice-presidente do PSUV, que é do partido de Maduro, Diosdado Cabello. Os outros nomes seriam o ministro da defesa da Venezuela, Vladimir Padrino Lopez; o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez; a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez e por último a primeira-dama, Cilia Flores.

A crise na Venezuela

Esta nova crise que explodiu na Venezuela começou por conta das eleições, que aconteceram em 28 de julho. Por conta da demora para a divulgação do resultado do pleito pelo Conselho Nacional Eleitoral, a maior instituição eleitoral da Venezuela, às suspeitas de uma manipulação no resultado foram por conta de números discrepantes divulgados pelo CNE e pela oposição.

O CNE publicou que Nicolás Maduro venceu as eleições com 51,2% contra 44,2% do candidato da oposição. Números esses que foram questionados por conta de o CNE não ter divulgado todas as atas eleitorais.

Já a oposição lançou uma plataforma para lançar as atas eleitorais que conseguiram, com base nesses números a oposição publicou que Edmundo González venceu as eleições com 67% dos votos contra apenas 30% de Maduro. Na plataforma da oposição, relata que esse resultado é com base em 83,50% das atas eleitorais.

Suprema Corte da Venezuela convoca González para responder perguntas

Edmundo González, candidato de oposição a Maduro, e outros candidatos foram convocados pela Suprema Corte da Venezuela para comparecer ao tribunal nesta quarta-feira (7), às 10h. Esta é a segunda convocação de González pela Corte, ele não compareceu à primeira.

Na sessão passada, ocorrida na última sexta-feira (2), os candidatos às eleições presidenciais assinaram um termo de aceitação do resultado divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que proclamou a vitória de Maduro.

González não compareceu à sessão na Corte na última sexta-feira devido à possibilidade de prisão. A Suprema Corte está alinhada aos interesses do presidente Maduro. A oposição, liderada por González e María Corina Machado, contesta o resultado do Conselho Nacional Eleitoral das eleições presidenciais de 28 de julho e afirma que González venceu a eleição.

“Para a devida consolidação de todos os instrumentos eleitorais que se encontram em posse dos partidos políticos e dos candidatos, se procede a citar em pessoa, em cujo ato deverão entregar a informação requerida e responder às perguntas que sejam formuladas pela Corte.’’ – afirma uma juíza do tribunal.

Ameaça aos candidatos

O presidente venezuelano acusou os líderes da oposição, María Corina Machado e Edmundo González, de incitarem manifestações violentas no país. Ele defende que ambos deveriam estar presos e afirma que “a Justiça vai chegar” para eles.

A candidata Corina Machado informou ao jornal “The Wall Street Journal” que está em esconderijo com medo pela sua segurança. Edmundo González encontra-se em uma situação semelhante e apareceu publicamente durante um protesto ao lado de Machado.

Na última segunda-feira (5), González se declarou o novo presidente da Venezuela. Segundo a oposição, ele venceu a eleição com pelo menos 70% dos votos. Eles alegam que uma contagem paralela mostra que González teria superado Maduro.

Eleições na Venezuela

O Conselho Nacional Eleitoral declarou Nicolás Maduro o vencedor das eleições. A vitória de Maduro foi proclamada com 51,2% dos votos. No entanto, o órgão responsável pelas eleições no país é liderado por um dos aliados do governo Maduro. O CNE ainda não apresentou as atas eleitorais que comprovem o resultado das urnas.


O presidente venezuelano e candidato presidencial Nicolás Maduro comemora após os vencer da eleição presidencial em Caracas em 29 de julho de 2024


A oposição de Maduro argumenta que os números nas urnas foram alterados. Muitos manifestantes protestam contra os resultados das eleições na Venezuela. Além disso, a comunidade internacional questiona a vitória de Maduro.