Família de Arlindo Cruz destaca amor e fé em despedida do sambista
Com o coração apertado, a família de Arlindo Cruz anunciou, através das redes sociais, seu falecimento nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, destacando não apenas sua carreira brilhante no samba, mas também a força, o afeto e o cuidado que marcaram o convívio íntimo durante os últimos anos de sua vida. O apoio incondicional da […]
Com o coração apertado, a família de Arlindo Cruz anunciou, através das redes sociais, seu falecimento nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, destacando não apenas sua carreira brilhante no samba, mas também a força, o afeto e o cuidado que marcaram o convívio íntimo durante os últimos anos de sua vida.
O apoio incondicional da família
Desde o derrame cerebral hemorrágico em março de 2017, que interrompeu sua trajetória artística e deixou sequelas severas, a família permaneceu incansável ao lado de Arlindo Cruz. Foram 14 cirurgias — cinco delas na cabeça — diversas hospitalizações e incontáveis momentos de recuperação acompanhados de perto por seus entes mais queridos.
Em 2018, ele recebeu alta e voltou para casa, onde o carinho e a dedicação da família foram essenciais para sua recuperação. Os familiares estiveram ao seu lado em cada etapa, desde a primeira internação até seu falecimento, vítima de pneumonia no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8).

Breve biografia e legado artístico
Natural do Rio de Janeiro, Arlindo Domingos de Cruz Filho nasceu em 1958 e destacou-se inicialmente como compositor. Suas músicas — como “Bagaço de Laranja”, “Casal Sem Vergonha”, “Dor de Amor” e “Quando eu te vi Chorando” (gravadas por Zeca Pagodinho), “Jiló com Pimenta”, “Partido Alto Mora no meu Coração” e “A Sete Chaves” (Beth Carvalho), além de “Pra ser Minha Musa” e “Onde Está” (Reinaldo) — marcaram gerações.
Ele ganhou ainda mais visibilidade como cantor ao integrar o grupo Fundo de Quintal, do qual fez parte até 1993, e depois seguiu carreira solo. Em 2023, com as sequelas do AVC, foi homenageado pela escola de samba Império Serrano, desfilando em carro aberto sentado em um trono ornamentado — símbolo de reconhecimento e amor do povo pelo artista.
Legado de fé, alegria e música
Arlindo Cruz construiu um legado inestimável: um artista que foi poeta, músico, pagodeiro, flamenguista, marido, pai e exemplo de humildade. Sua família, sempre ao seu lado, representa esse compromisso permanente com o amor e a dignidade humana. Sua voz, suas composições e seu sorriso viverão eternamente nos corações de milhões.
Mais do que lamentar a partida de Arlindo Cruz, celebramos a jornada de um homem que enfrentou adversidades com coragem, sempre com a família como esteio. Seu legado musical e humano fica para as futuras gerações, inspirando-nos a seguir com fé, generosidade e paixão pela arte.
