Deficiência de vitamina B12 conheça os sintomas, causas e tratamento

Conhecida como uma das vitaminas mais importantes para o bom funcionamento do nosso corpo e uma das mais complexas a vitamina B12, é responsável por proporcionar diversos benéficos ao organismo garantindo também a prevenção de varias doenças.

Conhecida como cobalamina, ela esta diretamente envolvida na produção de RNA e DNA, na formação de células sanguíneas e dos neurônios, sendo de muita importância para manutenção da bainha de mielina (estrutura que conduz os impulsos elétricos e integra a comunicação dos neurônios).


 

Foto: Frasco de vitamina B12. Reprodução/pixabay.com


Sendo essencial para o bom funcionamento do sistema cardiovascular e nervoso, além de melhorar a disposição física e mental. Ela também atua como regulador das gorduras gerando energia para o corpo.

A baixa taxa desse nutriente pode surgir principalmente pela falta de alimentos de origem animal. Entretanto existem casos em que a deficiência se dar por um distúrbio no processo de absorção da vitamina pela digestão.

Outro fator que favorece a deficiência esta no uso freqüente de medicações que diminuem a concentração de ácido no suco gástrico (omeprazol e pantoprazol), e remédios usados para controle de glicose no sangue (metformina).

Segundo a nutricionista Mariana Melendez, os sintomas são inespecíficos, isso quer dizer que são comuns a outras condições de saúde. Por essa razão, nem sempre as pessoas sabem que precisam aumentar a ingestão de nutrientes.

“É super importante monitorar a vitamina B12 com o auxílio de um médico ou nutricionista ou médico. A carência do nutriente impacta a qualidade de vida da pessoa, pois o ânimo diminui. Se a B-12 está em falta, o ideal é montar uma estratégia de suplementação”, explica a nutricionista.

Ela ensina que, por meio de exames de sangue, é possível verificar a quantidade de vitamina B12 no corpo.

 Os sintomas são raros, mas podem incluir fadiga, faltar de ar, dormência, falta de equilíbrio e problemas de memória. Completa a especialista.

O tratamento para a deficiência da vitamina varia de acordo com a sua causa. No caso de anemia, o mesmo e feito através de aplicação de injeção intramusculares dessa vitamina e outros complexos B.

Quando a causa e alimentação o nutricionista pode indicar uma suplementação oral ou uma injeção de vitamina B12, assim como um aumento no consumo dos alimentos ricos nessa vitamina.

Veja alguns hábitos alimentares que de acordo com a nutricionista ajudam a evitar a deficiência de vitamina B12.

Consumir carne vermelha pelo menos 2 vezes por semana.

Ingerir derivados do leite, entre eles o iogurte e queijos.

Consumir pelo menos 1 ovo por dia.

A especialista ressalta que os alimentos precisam ser de origem animal, que são as verdadeiras fontes de B12.

 

Foto destaque: Médico recomendando vitaminaB12. Reprodução/Freepik.com

TPM: conheça os alimentos que aliviam os sintomas menstruais

O distúrbio pré-menstrual é uma síndrome crônica, que afeta cerca de 80% das mulheres mensalmente em todo mundo. Gerando queixas emocionais, comportamentais e físicas. Entre os sintomas mais relacionados pelas mulheres estão: Cólicas, náuseas, cefaléia (dor de cabeça), retenção hídrica, dores articulares, falta de energia, alteração de apetite (redução ou aumento), irritabilidade e raiva, dificuldade de concentração, alteração no padrão de sono, ansiedade e depressão associada à desilusão ou falta de solução para sua dor.


Foto: Mulher com dores de cólica. Reprodução/iStockphoto


Estes sintomas costumam aparecer cerca de 6 dias antes da menstruação e só volta após o início do fluxo menstrual. Alguns deles são graves e trazem sérios impactos na vida social e nas relações interpessoais. Em alguns casos, a mulher pode até apresentar comportamento suicida. De modo que a causa exata de como se dá o distúrbio menstrual ainda não é esclarecida, algumas teorias são bem aceitas dentre as quais estão: distúrbios relacionados a esteróides sexuais ovarianos, predisposição familiar e, por último, a teoria mais bem aceita é que este quadro está relacionado com a ciclicidade ovariana. Segundo a nutricionista Juliana Vieira, a produção de hormônios é influenciada por outros fatores, como nosso estilo de vida. Muitas vezes com uma simples mudança de hábitos alimentares podemos manter o organismo em equilíbrio evitando assim os sintomas indesejáveis da TPM (tensão pré-menstrual).

A seguir são listados 11 alimentos que, conforme a nutricionista, se inclusos na dieta, ajudam a aliviar os sintomas da menstruação:

Folhas verdes: são fontes de vitamina A. São ricas em fibras que podem aliviar os problemas digestivos associados ao ciclo menstrual. Combate a pele seca e acne hormonal.

Pipoca: carboidratos complexos são ótimos amigos nessas horas, pois possuem serotonina conhecida como hormônio da felicidade e do bem estar. Mas cuidado! Faça a refeição sem usar óleo e pegue leve no sal!

Abacate: é rico em gorduras boas, possuem uma boa quantidade de fibras. Alguns grãos como castanha-de-caju, castanha-do-pará, amendoim, nozes, amêndoas, elas guardam diversos nutrientes importantes para a saúde, como vitamina E, magnésio e manganês. Esses alimentos têm ômega 3, 6 e 9 — gorduras que ajudam na redução de doenças cardiovasculares e mantêm um estado inflamatório menor no organismo.

Banana: possui muitas vitaminas a presença de melatonina ajuda na boa qualidade do sono.

– As sementes de abóbora podem ser usadas nas saladas, o ingrediente possui ômega-3, fibras, gorduras boas, antioxidantes e minerais como ferro e magnésio. Ajuda relaxar os vasos sanguíneos e alivia as dores de cabeça.

Maçã, pêra, melão e frutas vermelhas são excelentes opções para substituir o açúcar durante os períodos em que a vontade de comer um doce se torna irresistível.

Ovos: auxilia no combate à TPM, pois carrega vitaminas D, B6 e E. A ingestão deste alimento contribui para o controle das substâncias químicas do cérebro.

Chá de camomila: tem propriedades relaxantes cruciais para tratar ansiedade e estresse.

A folha de louro tem poder anti-inflamatório, diurético, antioxidante, digestivo, diminuem a menstruação e estimula o útero a liberar o fluxo menstrual com mais facilidade.

O abacaxi e o gengibre são diuréticos, o que ajuda a diminuir a retenção de líquidos e estimulam o funcionamento do intestino.

Pra finalizar, a nutricionista recomenda uma receita que, segundo ela, é rica em nutrientes e ajuda a aliviar a cólica menstrual:

Ingredientes

  • Três fatias de abacaxi;
  • Meia maçã;
  • Uma fatia fina de gengibre;
  • Uma folha de louro.

Modo de preparo

  • Passe todos os ingredientes na centrífuga e, por último, bata o suco no liquidificador junto com o louro;
  • Enfeite com um pedacinho de casca de abacaxi.

Foto destaque: Mulher na feira comprando alimentos saudáveis. Reprodução/Freepik

Pesquisadores afirmam que musculação na terceira idade ajuda no ganho de massa muscular

Envelhecer é um processo natural do nosso corpo. Com o passar dos anos, o organismo já não consegue produzir músculos como na juventude. É uma tendência do corpo perder músculos mais facilmente na velhice. O idoso chega a perder 95 gramas por dia. Quando existe uma redução muscular, a possibilidade de fraturas aumenta significativamente. Segundo especialistas para evitar o problema e garantir uma velhice saudável o ideal e praticar atividades físicas desde cedo.


Foto: Casal de idosos felizes realizando atividade física. Reprodução/freepik.com


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e publicada pela  American Journal of Physiology – Cell Physiology em julho deste ano mostram que os exercícios de hipertrofia são capazes de fortalecer as conexões entre nervos e músculos, protegendo os neurônios motores da medula espinhal em qualquer idade.  O estudo contou com a participação de 50 homens saudáveis entre as idades de 60 a 72 anos. Onde 38 deles foram incluído em um programa de treinamento intenso, levantando pesos 3 vezes por semana por dois meses. Os demais voluntários integraram ao grupo que não fizeram musculação. O autor do estudo o fisiologista Casper Søndenbroe, afirma que os idosos que exercitaram se na musculação tiveram músculos maiores e melhor condicionamento físico. Através de biopsias musculares forma possível detectar a estabilidade entre as junções neurônios e músculos. E que as queixas relacionadas com as dores nos joelhos e nas costas também diminuíram.

Segundo ele embora o estudo tenha sido feito apenas com pessoas do sexo masculino as mulheres da mesma idade também podem se inserir na mesma situação se beneficiando com a mesma pratica de exercício.  

“A pesquisa mostra que, embora você comece tarde na vida, a musculação ainda pode fazer a diferença”

Ele ainda recomenda que uma boa pratica de musculação agregada a um bom equilíbrio alimentar de forma correta e boa rotina de sono favorece o processo metabólico promovendo bons resultados. Aumentando a capacidade cardiorrespiratória proporcionando um bem estar geral.

Ele declara que o declínio da massa muscular não pode ser interrompido, mas pode sim ser desacelerado.

Foto Destaque: Idoso feliz mostrando músculos na academia- . Reprodução/nomadsoul1 /freepik.com

Ozempic: nova tendência no combate a obesidade oferece riscos a saúde

Lançado no mercado em junho de 2021, a semaglutida ou ozempic (nome comercial), recebeu da FDA (“Anvisa dos Estados Unidos”) a liberação para tratamento de pacientes com sobrepeso e obesidade. O uso era apenas indicado se o individuo possuísse pelo menos algumas das seguintes complicações: hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 (quando o corpo não produz insulina ou cria resistência à insulina.) ou colesterol alto. No Brasil a Anvisa liberou a comercialização do medicamento injetável apenas para pacientes que necessitavam de controle de diabetes tipo 2. Alinhado aos critérios da FDA, mais sempre reforçando o uso da prescrição médica.


 

Foto: medicação em exposição. Reprodução/gq brasil


O antidiabético tem como efeito colateral o emagrecimento considerável em obesos. Sabendo disso muitas pessoas principalmente usuário do tik tok vem usando a rede para divulgar resultados sobre o uso do produto e os “milagres” que a  “canetinha mágica” faz pela perda de peso, e como ela  tornou se uma aliada favorita do emagrecimento. No entanto esta nova tendência que virou trend no tik tok vem oferecendo riscos à saúde daqueles que usam o medicamento sem acompanhamento médico. Mas Afinal o ozempic emagrece mesmo? Sim. O fármaco auxilia na perda de peso aumentando a sensação de saciedade, atuando nos dois tipos de apetites do organismo: o da fome e o da vontade de comer. No entanto o uso sem acompanhamento de um especialista pode acarretar inúmeros problemas de saúde que acabaram impedindo a perda de peso. Até porque nem todo medicamento e indicado para todo mundo.

Segundo a Dra. Thais Mussi, endocrinologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), alerta para as consequências de tomar o remédio sem orientação. “É importante frisar que existem pessoas alérgicas à semaglutida e outras substâncias contidas no Ozempic. Sendo assim, como todo medicamento, é preciso atenção antes de indicar ou ingerir“, destaca a médica.

Ainda de acordo com a especialista, há também efeitos colaterais digestivo como enjôos, vômitos, constipação, desidratação, alterações no fígado ou pâncreas e agravamento de problemas gastrointestinais, caso a pessoas tenha algum. O uso do ozempic associado ao álcool pode causar hiperglicemia ou hipoglicemia em pacientes com diabetes “Mesmo pequenas quantidades podem baixar o açúcar no sangue de forma significativa, especialmente quando o álcool é ingerido com o estômago vazio ou após o exercício”, revela a Dra. Thais.

A médica ainda destaca que existem contraindicações para o seguinte grupo de pessoas:

Portadores de Diabetes mellitus tipo 1 (quando pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina.)

Pessoas que sofrem de Pancreatite.

Portadores de doenças no fígado ou rins.

Pessoas com distúrbios psiquiátricos.

Mulheres grávidas ou em  amamentação.

Mulheres que usam anticoncepcionais, o uso associado a esta medicação podem alterar o processo fértil da mulher. Pois o emagrecimento ocasiona o aumento da fertilidade.

A especialista finaliza frisando que o Ozempic não é insulina, portanto nunca deve ser usado como um substituto dessa substância no tratamento de diabetes. E que antes de mais nada se você precisa ou deseja perder peso, busque auxilio de um médico endocrinologista e nutricionista. E em caso de transtorno alimentar outro especialista pode agregar ao tratamento como o psicólogo ajudando em casos que exige um apoio especial.

FOTO DESTAQUE: Mulher aplicando semaglutida. REPRODUÇÃO/shutterstock.

Musculação x exercícios aeróbicos: saiba mais sobre a escolha do seu treino

Uma vida saudável é resultado de um conjunto de hábitos sadios, dentre os quais a prática regular de atividade física. Musculação e exercícios aeróbicos são atividades que cada vez mais proporcionam diversos benefícios. Juntas são capazes de trazer ótimos resultados quando o treino e ajustado para tal.


 

Grupo de idosos se exercitando. Reprodução: Lightfieldstudios/Istockphoto.


Atividades aeróbicas como corrida, pedalada, caminhada e pular corda, potencializam o processo de emagrecimento e a perda de gordura corporal, auxiliando na manutenção do peso. Garantindo saúde e bem estar e diminuindo chances de desenvolver doenças cardiovasculares e hipertensão arterial, favorecendo a qualidade de vida. Já o treino de musculação funciona por meio da execução de exercícios repetitivos utilizando o levantamento de halteres ou uso de aparelhos. É muito procurada por quem deseja melhorar definição corporal e aumentar a resistência, ou seja, hipertrofiar ou emagrecer.

Muitas pessoas focam apenas a musculação e deixam as atividades aeróbicas de lado. Afinal musculação e aeróbico não devem ser vistas como atividades isoladas e sim complementares. Sendo combinada de acordo com o seu objetivo e idade. Você deve alinhar seu treino de acordo com os objetivos almejados. Um exercício para cada faixa etária e de acordo com a necessidade de cada corpo. Entenda como planejar seu treino conforme tabela abaixo:

Idade

Atividade

Percentual

Habilidades

Até 20 anos de vida

Aeróbicas e esportes em geral

80% aeróbicos e 20% musculação

Desteza,coordenação, condicionamento e flexibilidade.

De 20 a 30 anos

Exercícios musculação e força

70% de aeróbicos e 30% de musculação

Correção de desequilíbrios musculares e posturais

De 40 a 50 anos

Musculação e aeróbicos em equilíbrio.

50% para cada atividade

controle cardiovascular

A partir dos 50 anos

Intensifica se musculação em

10% a cada década

Manutenção da massa muscular

Procure sempre junto com seu instrutor ou personal trainer, alinhar seu treino aos seus objetivos. Quem busca emagrecimento pode intercalar aeróbico e musculação essa escolha aumenta a freqüência cardíaca e acelera o metabolismo. Agora se a meta for aumento de resistência, o treino deve começar com o aeróbico, intensificando o mesmo reduzindo a carga da musculação. E lembre se a partir dos 30 anos a tendência é de perda de massa muscular e aí a musculação ganha uma importância maior. Seu corpo e morada de sua alma e espírito, cuidar bem dele não só te deixará mais feliz e saudável.

Foto destaque: Homem realizando treino de musculação. Reprodução/Istock

Nova tabela nutricional aprovada pela Anvisa torna se obrigatória

Com o avanço da tecnologia cada vez mais presente na sociedade, o consumidor está cada vez mais sedento por informações confiáveis a respeito de produtos que consomem para garantir sua saúde e bem estar. Após muitos debates realizados desde 2010 entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Associação  Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), a Anvisa tornou  obrigatória a rotulagem nutricional para alimentos embalados através da norma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) № 429 e na instrução normativa  № 75, ambas em 2020. Em atendimento as exigências da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAM). Mas afinal você sabe o que é a rotulagem? E pra que serve?

A rotulagem nutricional tem como objetivo apresentar informações sobre produto embalado de forma clara, tais como informação nutricional obrigatória de valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras totais sejam ela saturadas ou trans, fibra alimentar e sódio, em caso de todo alimento ou bebida embalada que seja produzido, comercializado ou embalado na ausência do cliente.


 

Modelo de nova tabela de alto teor (Reprodução/Anvisa)


Em 9 de outubro, entrará em vigor uma nova medida implantada pela Anvisa que ajudará na seleção de alimentos mais saudáveis, contribuindo assim para deter a ascensão dessas enfermidades.

A partir desta data começarão a aparecer nas prateleiras os primeiros produtos com o novo modelo de rotulagem que trás uma lupa para chamar a atenção do alto teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas. A nova tabela deverá ser padronizada com letras legíveis de cor preta e fundo branco. Sua nova descrição possibilita a revisão e formulação das informações e informar o consumidor sobre as propriedades nutricionais ao alimento favorecendo assim a boa escolha do alimento. Com o objetivo de diminuir os riscos de doenças crônicas e garantir promoção da alimentação saudável, evitando assim que o cliente leve para casa alimentos carregado de sódio, açúcar e gordura saturada. Nutrientes estes ligados a doenças crônicas como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares.

A informação nutricional se tornou  obrigatória, assim os estabelecimentos devem se atentar a determinadas condições para a rotulagem do seu produto de forma correta. Além disso, é essencial estar atualizado com as normas da ANVISA para ter um produto regularizado. 

A adoção da rotulagem frontal no Brasil é considerada um primeiro passo, mas ainda com desafios a ser enfrentados.

Foto destaque: Tabela de informação nutricional. Reprodução/Anvisa

Anvisa aprova novo teste para diagnóstico da Monkeypox

No dia 20 de setembro foi liberado pela Anvisa o primeiro teste para diagnóstico da varíola dos macacos ou monkeypox, no Brasil. O kit diagnóstico molecular aprovado pela Fiocruz produzido no instituto de tecnologia em imunobiológico. O produto é capaz de identificar vírus orthopox, monkeypox e varicella zoster. Nesta terça feira, 28 foi publicado a liberação do segundo teste na edição do diário oficial da união a disponibilidade do produto no mercado, de acordo com a Anvisa, apenas para empresas detentora do registro.


Foto: pesquisador realizando testes. Reprodução/ Crédito: Rhjphotoandilustration/freepik.com


Segundo a Anvisa o produto baseia-se em tecnologia PCR em tempo real, indicado para o processamento de amostras clínicas. Foram analisados pela agência requisitos técnicos que incluem o desempenho clínico e o gerenciamento de risco, garantindo assim a adequabilidade do teste ao uso proposto.

Segundo Anvisa a analise levou mais de 30 dias para ser concluída, o produto atende a critérios técnicos para o diagnóstico em vitro. A avaliação dos testes para monkeypox ocorre no regime de prioridade na agência, informou o órgão.

Os dois testes permitem identificar a presença do material genético do vírus em um amostra. O kit molecular utiliza tecnologia PCR em tempo real. O segundo kit molecular faz detecção e diagnóstico diferencial, em ensaio contendo diferentes alvos virais.  De acordo com a Fiocruz, a metodologia confere maior capacidade de esclarecimento com diferenciação dos vírus relacionados.

“A importância das ações de preparação para emergências sanitárias se expressa nesta oferta rápida dos kits moleculares em resposta à Monkeypox. Uma cadeia de suprimentos mais efetiva, após a experiência com a covid – 19, e um arranjo produtivo local fortalecido contribuem para a autonomia nacional em relação a insumos indispensáveis ao enfrentamento de problemas de saúde pública, que têm surgido com mais frequência e maior alcance”, afirma a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima em comunicado.

Ambos os diagnósticos moleculares identificam o material genético do vírus da Monkeypox e a tecnologia permite o uso imediato em plataformas que já fazem a identificação de outros vírus na rede de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens).

FOTO DESTAQUE:  tudo de coleta de exames PCR . REPRODUÇÃO/Crédito: Rhjphotoandilustration/freepik.com

Entenda a relação entre a endometriose e o aumento de peso

Conhecida como doença crônica a endometriose trata-se de um distúrbio em que o tecido que reveste o útero cresce fora do útero. O tecido pode estar presente nos ovários, tubas uterinas ou no intestino. Os sintomas mais comuns são cólicas intensas durante a menstruação, dores e inchaço abdominais, dificuldade para engravidar, intestino preso, solto ou dor para evacuar durante a menstruação, dores durante o sexo e desconforto ou sangramento ao urinar. Estima-se que cerca de 10 a 15% da população feminina em idade fértil sofra desse mal, segundo a associação brasileira de endometriose, havendo casos inclusive na menopausa.

Mas será que existe relação entre a endometriose e o aumento de peso?


Foto: Mulher sofre com dor abdominal Reprodução/Crédito: wayhomestudio/ freepik.com

 


Segundo ginecologistas a endometriose não engorda, mas sim acontece a presença de células do endométrio no abdômen que resulta em inchaço, o que dá a impressão de que a mulher engordou. Essa sensação de ganho de peso é devido ao inchaço abdominal e à retenção de líquido causada pela doença, além do uso de medicação hormonal. Estes métodos ajudam a atrofiar o tecido endometrial, contribuindo para o aumento de peso.

Uma vez descoberta a endometriose, o tratamento é feito com auxilio médico à base de medicamentos e meios cirúrgicos, dependendo da gravidade e grau de desenvolvimento do quadro. Especialistas afirmam que uma boa dieta nutricional ajuda a tratar a doença.

 Você sabia que a nutrição pode auxiliar no tratamento da endometriose?  É conhecido que uma alimentação saudável, que siga recomendações nutricionais, possui perfil antiinflamatório e pode modular fatores inflamatórios e imunológicos, que estão alterados em mulheres com endometriose. Uma dieta deficiente em nutrientes pode contribuir para o aparecimento ou agravamento de doenças, como endometriose, abortos recorrentes, menopausa precoce, infertilidade inexplicada, entre outras. Existem casos que um bom tratamento dietético com redução de estrogênio podem ser usados para tratar ou regredir a endometriose. Além de ajudar a tratar da consequência: ganho de peso.

 Alguns compostos ativos, presentes em alimentos que compõem a dieta oferecem propriedades terapêuticas que ajudar no controle a dores e sensações de mal estar ocasionados pela inflamação. A deficiência de nutrientes (ácido fólico, vitamina B12, zinco e colina) pode levar ao aumento dos níveis de estradiol e prostaglandina E2 (PGE2), favorecendo a inflamação e o crescimento celular. Nutrientes como cálcio, zinco, selênio, vitamina C, vitamina E  influenciam na saúde, ajudam no equilíbrio hormonal e no controle do crescimento celular. Uma boa alimentação rica em fibras e gorduras insaturada e pobre em gordura. Ou seja, baseada em compostos antioxidantes e anti-inflamátorios como frutas, legumes, peixes, azeites, cereais integrais e pouca carne vermelha ajudam a controlar o processo inflamatório da doença diminuindo o desconforto das dores.

FOTO DESTAQUE: Mulher com endometriose com abdome inchado . REPRODUÇÃO/Crédito: eddws-anomator/ freepik.com

Atividade física auxilia no tratamento psicológico, diz pesquisadores

Foram realizados dois estudos diferentes com técnicas reduzidas, na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, a prática de exercícios físicos momentos antes da sessão de terapia amplia os benefícios e intensifica os efeitos dos tratamentos psicoterapêuticos que buscam combater condições como depressão e ansiedade.

Os teste foi realizado ao longo de 8 semanas com 30 pessoas dividida em 2 grupos, diagnosticadas com depressão intensa.


 

Foto: Pessoas fazendo testes ergométricos (REPRODUÇÃO/freepik).


Observou se que o grupo que praticava o exercício ergométrico por 30 minutos. Apresentou uma melhora no humor dos participantes que praticavam o exercício naquele dado momento. A sensação permaneceu tanto no momento da atividade quanto em seguida cerca de 75 minutos após.  O estado de anedonia, que é a insatisfação em realizar atividades agradáveis do dia a dia, só começou a voltar após esses 75 minutos. A outra metade do grupo se exercitou com diferentes atividades corridas, pedaladas e caminhada. Em uma intensidade moderada, durante 30 minutos, e logo começou a psicoterapia.

Ao final de oito semanas, ambos os grupos mostraram evolução no tratamento, mas os que se exercitaram tiveram uma redução mais significativa nos sintomas da depressão. Foi percebida uma evolução entre paciente e terapeuta. Os participantes que praticaram exercícios antes da sessão de terapia cognitivo-comportamental relataram uma conexão mais rápida e forte com seus terapeutas.

“Os pesquisadores disseram que as descobertas sugerem que o exercício pode estar preparando ou estimulando o cérebro para se envolver com um trabalho emocionalmente mais desafiador do que durante a terapia convencional”, descreve o cinesiologista

 

Segundo especialistas o poder emocional e o bem estar promovido pela atividade física e algo positivo, pois trás uma sensação de conquista eleva a autoestima e favorece o trabalho dos neurotransmissores como a serotonina (o hormônio da felicidade) adrenalina e dopamina. O combo atividade e psicoterapia ajudam no tratamento, porém não acreditam que o ato isolado seja capaz de prevenir a depressão.

É fundamental entender que não há uma separação entre corpo e mente, pois o nosso sistema psíquico tem ligação com a formulação corporal.

Os pesquisadores pontuam que a liberação de substâncias como a endorfina, que estimula o prazer e a satisfação, também tem o poder de regular outros hormônios e, consequentemente, ajuda a manter um sono mais equilibrado, uma memória renovada e uma consciência corporal maior, ferramentas essenciais para os momentos de reflexão que as psicoterapias convidam. Os resultados são animadores ainda que necessite de um numero maior de ciclos de observação.

FOTO DESTAQUE: Paciente fazendo testes ergométricos. REPRODUÇÃO/ freepik

Pesquisadores alertam sobre o uso de lentes de contato reutilizáveis

Em um estudo realizado pelos pesquisadores da University College de Londres (UCL), no Reino Unido, foi descoberto que o uso de lentes de contato reutilizável aumenta o risco de infecção ocular rara. A pesquisa publicada na revista científica Ophthalmology, relata que a reutilização deste modelo aumenta em até quatro vezes o risco de adquirir a doença rara chamada ceratite (uma infecção da córnea, camada protetora do olho), causada pelo parasita Acanthamoeba spp. Uma das consequências mais grave e severa da doença e a perda da visão.


 

 

Foto: Mulher bonita higienizando sua lente.Reprodução/Crédito: yulllaka/freepik


O estudo conduzido no hospital de Londres onde foram recrutados 200 pacientes do Hospital do Olho de Moorfields, no Reino Unido, 83 deles com a doença e 122 sem. Constatou se que entre os anos de 2000 a 2016 os casos passaram de 9 para 51 ao ano uma estimativa de mais de 450%. Segundo o grupo de pesquisadores cerca de um quarto dos pacientes perdem 75% da capacidade de enxergar e acabam necessitando de um transplante de córnea para restaurar a visão.

 

No mesmo estudo foi constado ainda que uma série de fatores que também eleva o risco para o problema como:

 

Utilizar lentes ao tomar banho ou dormi.

Uso de lentes em banheiras de hidromassagem.

Nadar em piscinas públicas e lagos.

 

É recomendável ir regularmente ao oftalmologista, cuidar bem do estojo de lentes de contato, não ficar muito tempo sem tirar as lentes, lubrificar os olhos sempre que sentir necessidade, respeitar a validade das lentes de contato.

De acordo com o autor do estudo e professor do instituto de oftalmologia da universidade britânica, John Dart cerca de 90% dos casos da ceratite por Acanthamoeba são associados a riscos evitáveis e que entre 30% e 62% dos casos da doença podem ser prevenidos se as pessoas apenas trocarem as lentes reutilizáveis pelas descartáveis. É importante que as pessoas saibam como minimizar seus riscos de desenvolver ceratite.

 

“As medidas básicas de higiene das lentes de contato podem ajudar bastante a evitar infecções, como lavar e secar bem as mãos antes de colocar as lentes”, acrescenta o professor da universidade.

FOTO DESTAQUE: jovem colocando lente de contato. REPRODUÇÃO/Crédito: hadlphotograpy494/freepik.