Acidente Voepass: áudios inéditos revelam tranquilidade antes de queda em Vinhedo

Áudios divulgados nesta semana expõem detalhes das últimas conversas entre a tripulação do voo 2283 da companhia Voepass e o controle aéreo de São Paulo. A aeronave, um ATR 72-500, caiu em Vinhedo (SP) em 9 de agosto de 2024 e causou 62 mortes. A princípio, as gravações mostram diálogos protocolados, sem indicação de pane ou emergência iminente.

De início, os minutos finais dos áudios apresentam que as trocas de frequência entre os controladores seguiram procedimentos comuns de aproximação. Contudo, cruzamentos com dados das caixas-pretas apontam que, dentro da cabine, o acúmulo de gelo já comprometia o desempenho do avião. Além disso, alertas luminosos e sonoros surgiam enquanto os pilotos se comunicavam com a torre e repassavam informações aos passageiros.

Sinais de gelo e investigações em andamento

Todavia, relatos de outros voos na mesma rota reforçam as suspeitas. Portanto, pilotos de diferentes companhias reportaram a formação de gelo na região minutos antes e depois do acidente. Assim, o relatório preliminar do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) confirmou que o sistema de degelo foi acionado instantes antes da perda de controle da aeronave.


Imagens inéditas do acidente da Voepass (Vídeo: reprodução/YouTube/Domingo Espetacular)

Ao passo que especialistas acompanham o caso, fazem alerta sobre a formação de gelo ter sido o fator decisivo, mas ressaltam que há a necessidade de analisar possíveis falhas de manutenção, bem como as rotinas da tripulação. Por outro lado, a Polícia Federal investiga uma possível negligência no registro e tratamento de panes anteriores ao voo. Ainda assim, depoimentos apontam indícios de que um problema no sistema de degelo foi identificado horas antes da decolagem, contudo, não houve o registro do evento no diário de bordo.

Cronologia do acidente

11h58min05s – Decolagem do voo 2283 de Cascavel.

13h14min21s – Controle orienta mudança para frequência 135,75 MHz.

13h14min28s – Tripulação confirma mensagem.

13h14min36s – Já na nova frequência, voo informa recebimento do chamado.

13h14min40s – Controle pergunta sobre recepção; tripulação relata eco.

13h14min49s – Controle orienta voltar para 120,925 MHz; tripulação confirma.

13h15min02s – Controle pede manutenção do nível de voo 170 (5 mil metros).

±13h15min – Outro piloto informa gelo moderado na região.

13h15min08s – Voepass 2283 confirma manutenção do nível.

13h18min21s – Tripulação informa estar no ponto ideal para iniciar descida.

13h18min25s – Controle reforça manutenção do nível 170; tripulação confirma.

13h18min53s – Controle orienta contato com São Paulo na frequência 123,25 MHz.

13h19min01s – Tripulação responde que fará o contato (última comunicação obtida pelo g1).

13h19min07s – Voo faz primeira chamada na nova frequência, sem resposta.

13h19min16s – Aeronave repete a chamada.

13h19min19s – Controle pede manutenção do nível 170 devido ao tráfego.

13h19min23s – Voo confirma manutenção e informa estar pronto para descida.

13h19min30s – Controle confirma e orienta aguardar autorização.

13h19min31s – Voo confirma espera e agradece (última comunicação externa da tripulação).

13h21min09s – Pilotos perdem controle da aeronave; queda inicia.

13h22min30s – Aeronave colide com o solo.

±13h26min – Outros dois pilotos relatam formação de gelo na região.


Vista aérea dos destroços do voo 2283 (Foto: reprodução/Miguel Schincariol/AFP/Getty Images Embed)


Contexto da tragédia e resposta da Voepass

Um ano após o acidente, a Voepass mantém apoio psicológico às famílias e colabora com as investigações. A companhia reforça que cumpre padrões internacionais de segurança e que sua frota sempre esteve certificada para operar.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no entanto, determinou a suspensão provisória das operações até que todas as irregularidades sejam sanadas. Agora, o relatório final do Cenipa é aguardado para o fim deste ano e deve esclarecer fatores técnicos e humanos envolvidos na tragédia.

EUA e Coreia do Sul fecham acordo e reduzem tarifa para 15% após investimento bilionário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (30) a redução da tarifa sobre produtos importados da Coreia do Sul para 15%. À primeira vista, o ajuste acontece após um acordo em que a capital Seul se compromete a investir US$350 bilhões (R$1,93 trilhão) na economia americana, incluindo US$100 bilhões em compras de gás natural e outros produtos energéticos.

Portanto, a nova tarifa é menor que a alíquota inicial de 25% cogitada pela Casa Branca. Ainda assim, o acordo mantém a pressão comercial de Washington sobre parceiros estratégicos, mas busca contrapartidas financeiras expressivas para os Estados Unidos.

Setores beneficiados e impacto no Brasil

Além do pacto com a Coreia do Sul, os EUA divulgaram uma lista de exceções para o tarifaço aplicado a outros países. Então, no caso brasileiro, cerca de 700 itens foram isentos da nova taxa de 50%. Entre eles estão aeronaves da Embraer, produtos do setor agrícola e parte dos itens energéticos. A fabricante brasileira de aeronaves, que tem 45% de suas vendas de jatos comerciais para os EUA, registrou alta de 10% em suas ações após o anúncio.

Apesar das isenções, alguns especialistas avaliam que a tarifa impactará as exportações brasileiras de aço, alumínio e automóveis. Simultaneamente, o governo americano justifica a medida como parte da estratégia para fortalecer a indústria nacional e reduzir o déficit comercial, ampliando negociações bilaterais.


Coreia do Sul já se preparava para lidar com tarifas (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Tensões comerciais globais

Ainda assim, Trump tem enviado cartas a 25 países alertando sobre tarifas que podem variar entre 20% e 50%, caso não sejam firmados novos acordos até 1º de agosto. Anteriormente, a China chegou a anunciar o aumento das tarifas para 125% em produtos americanos, em resposta às tarifas impostas por Donald Trump. Já a União Europeia e a Coreia do Sul já conseguiram reduzir suas alíquotas com contrapartidas bilionárias.

O Itamaraty já levou o assunto das tarifas de Trump à reunião do Conselho Geral da Organização Mundial de Comércio (OMC) a fim de mudar a situação. Agora, o Brasil segue negociando para minimizar danos econômicos, enquanto a tensão tarifária traz à tona debates sobre protecionismo e cadeias globais de suprimentos.

Lula se reúne com STF após sanção dos EUA a Alexandre de Moraes

Nesta quarta-feira (30), Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, se reuniu com os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. A princípio, a reunião serviu para tratar das recentes sanções impostas pelo governo americano a Alexandre de Moraes. 

Após a oficialização da sanção feita contra Moraes, Lula e os ministros se encontraram à noite. A Lei Magnitsky permite aos Estados Unidos punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

A decisão do governo americano bloqueia eventuais bens de Moraes em território estadunidense. Além disso, suspende relações comerciais com empresas ligadas ao ministro. Poucas horas antes da reunião, o STF divulgou uma nota de solidariedade e destacou que todas as decisões de Moraes foram confirmadas pelo colegiado da Corte.

STF reage e defende soberania brasileira

Diante do cenário atual, a Suprema Corte afirmou que o seu papel constitucional continuará sendo exercido, bem como o papel de assegurar um julgamento legítimo aos implicados. Já o presidente Lula, repudiou a sanção e classificou como uma interferência inaceitável nos assuntos internos do Brasil. O presidente afirmou que a motivação política das medidas atenta contra a soberania nacional e compromete a relação histórica entre os dois países.


Brasil vê ligação entre tarifaço e sanção a Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Posteriormente, o presidente Lula afirmou que a justiça americana tem interferido contra um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil que está tentando fazer o seu papel. Moraes pretende deter um brasileiro que está em solo americano atentando contra seu próprio país. Ainda assim, Lula também afirmou que o Brasil vai defender não só o seu ministro, mas a Suprema Corte.

Conflito diplomático e repercussões políticas

A crise se intensificou após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusar Moraes de promover uma “caça às bruxas” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas. Paralelamente, Eduardo Bolsonaro admitiu participação em reuniões com autoridades norte-americanas para buscar sanções contra membros do governo brasileiro.

Além disso, o tarifaço que Trump aplicou ao Brasil tem sido assunto recorrente no parlamento brasileiro. O presidente Lula indicou estar aberto a dialogar diretamente com Donald Trump para tratar do assunto sobre mercadorias brasileiras, mas condicionou o encontro a garantias diplomáticas. O Planalto avalia que não só o tarifaço, mas as sanções contra Alexandre de Moraes, podem afetar acordos comerciais e o cenário político interno.

Personagem de “Shrek” ganhará filme solo em 2028

O universo de Shrek segue em expansão com mais uma produção. Recentemente, Eddie Murphy, dublador do Burro, confirmou que o personagem terá um filme solo previsto para 2028. De acordo com ele, as gravações devem começar ainda este ano, logo após a finalização da dublagem de Shrek 5, que estreia em 2026.

Além disso, Murphy revelou um pouco do enredo do spin-off: Burro (ou Donkey, em inglês), terá sua vida abordada ao lado de sua esposa dragão e dos filhos híbridos. Assim também, o ator confirmou que a história seguirá o tom bem-humorado característico da franquia e promete novidades para os fãs de longa data.

Expectativa para Shrek 5

Enquanto o filme solo do Burro está em desenvolvimento, Shrek 5 já cria grande expectativa para o público. Rumores indicam que a trama levará o ogro e sua família para o “mundo real”, com participação inédita da cantora Zendaya como filha de Shrek. O teaser divulgado permanece com o humor característico e inova com referências a memes atuais, protagonizando um diálogo com o público contemporâneo.


Quando Shrek e Burro se conheceram em ‘Shrek 2001’ (Vídeo: reprodução/YouTube/leandrogopa)

A direção ficará a cargo de veteranos da franquia, como Walt Dohrn e Conrad Vernon, que também trabalharam em filmes anteriores de Shrek e Madagascar. O longa tem estreia marcada para 1º de julho de 2026 e contará com o elenco original de vozes: Mike Myers, Cameron Diaz e Eddie Murphy.

Legado da franquia e outros sucessos

Com arrecadação superior a US$2,9 bilhões, Shrek se fincou como uma das sagas de animação mais lucrativas do cinema. O sucesso do spin-off Gato de Botas serviu como inspiração para a criação do longa do Burro. O segundo filme do felino, ‘O Último Pedido‘, superou R$70 milhões em bilheteria no Brasil e trouxe um novo estilo de animação que pode influenciar o futuro da franquia.

Além da franquia Shrek, a DreamWorks também ganhou destaque com o recente lançamento do live-action de Como Treinar o Seu Dragão e com o remake de Lilo & Stitch. Agora, os fãs aguardam o lançamento de Shrek 5 para saber mais sobre o filme do Burro e a expansão do catálogo da franquia.

Lady Gaga negocia retorno ao Brasil em 2026

A cantora Lady Gaga pretende voltar ao Brasil em 2026 para uma série de três apresentações, segundo o jornalista Renato Melo e o portal F5. A princípio, as negociações incluem shows no Rio de Janeiro e em São Paulo, previstos para ocorrer entre março e abril do próximo ano.

Em maio deste ano, a cantora já havia reunido multidões em Copacabana com o espetáculo gratuito The Art of Personal Chaos. A prefeitura carioca estimou 2,1 milhões de pessoas no evento, número contestado pela BBC, mas validado pelo Guinness Book como o maior público da carreira de uma artista feminina.

Sucesso de Gaga no Brasil

Recentemente, Gaga realizou um megashow gratuito, o “The Art of Personal Chaos”, em Copacabana. De início, a prefeitura carioca havia divulgado que cerca de 2,1 milhões de pessoas compareceram ao evento. Contudo, a BBC contestou os números e afirmou que o público não ultrapassou 660 mil pessoas.

De qualquer modo, o show consolidou o vínculo da artista com os fãs brasileiros, além de ter ingressado no Guinness Book como o maior público da carreira de uma artista feminina, conforme comunicado divulgado pela equipe da cantora. Além disso, o espetáculo teve um grande impacto econômico na Prefeitura do Rio , estimado em cerca de R$ 600 milhões.

Gaga dominou, também, o mercado digital brasileiro: cinco músicas figuraram entre as mais ouvidas e quatro álbuns apareceram no Top 10 do Spotify. O single “Die With a Smile”, parceria com Bruno Mars, ultrapassou 1 bilhão de streams em apenas 96 dias, recorde na plataforma.

Álbum “Mayhem”

O álbum mais recente da cantora, “Mayhem”, também conquistou números impressionantes. Todas as 14 faixas entraram no Top 200 do Spotify Brasil, com certificações de platina e ouro em diversos países. A obra estreou no topo da Billboard 200 e permaneceu 16 semanas entre os mais ouvidos. A capital paulista é a segunda cidade que mais consome música da cantora no mundo, somando os 1,6 milhão de ouvintes mensais, estando à frente de Jacarta, na Indonésia.


— Álbum “Mayhem” (Foto: reprodução/Instagram/@ladygaga)


Gaga já demonstrou seu amor pelo público brasileiro e afirmou estar honrada por vir ao país no último evento. Ela também agradeceu a paciência dos fãs que aguardaram sua volta por mais de dez anos e prometeu manter esse laço vivo no futuro.

Israel anuncia pausa humanitária parcial em Gaza

As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram que uma pausa humanitária nos combates em Gaza começará neste domingo (27). A princípio, a medida busca permitir o lançamento aéreo de suprimentos e a criação de corredores para entrega de ajuda coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Contudo, as operações militares seguem em outras áreas do território.

Segundo o comunicado das IDF, a trégua será limitada as regiões densamente povoadas, portanto, não significa o fim das ofensivas contra o Hamas. O governo israelense afirma que continuará atuando para libertar reféns e enfraquecer o grupo armado.

Pressão internacional e crise humanitária

A decisão ocorre em meio à crescente pressão de organismos internacionais. A ONU e a União Europeia pediram que Israel facilite o envio de ajuda à população civil. Desde maio, bombardeios constantes e a escassez de alimentos já mataram mais de mil pessoas. Ainda assim, o governo israelense nega a existência de fome generalizada na Faixa de Gaza e culpa o Hamas de desviar os alimentos destinados à população civil.


Fome em Gaza vira arma de guerra (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Anteriormente, o comissário da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, Philippe Lazzarini, alertou para o agravamento da fome entre civis e trabalhadores humanitários. Segundo ele, “uma em cada cinco crianças” apresenta desnutrição severa, e muitos profissionais da saúde desmaiam de exaustão nos hospitais.

Números alarmantes do conflito

O Ministério da Saúde de Gaza estima que, desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, mais de 58 mil palestinos morreram e 138 mil ficaram feridos. A ONU afirma que grande parte das vítimas são mulheres e crianças.

Além das mortes, a fome e o deslocamento forçado se intensificaram: mais de 700 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde março. Logo, a intensificação da ofensiva afetou mais de 80% do território. Relatos de jornalistas locais descrevem risco iminente de morte por desnutrição em várias regiões do território.

Trump acusa democratas de subornar Beyoncé e pede processo contra Kamala Harris

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Partido Democrata de pagar US$11 milhões à cantora Beyoncé. A princípio, o pagamento teve finalidade de garantir seu apoio à candidatura de Kamala Harris nas eleições presidenciais de 2024. Trump fez as declarações na rede Truth Social e afirmou que o pagamento configuraria compra de endosso político, o que, segundo ele, é ilegal.

Por outro lado, senadores democratas acusaram Trump de “abuso de poder” por adotar tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros. Nesse ínterim, o ex-presidente norte-americano Barack Obama pediu que o Partido Democrata adote uma postura mais firme. Ele também destacou a insatisfação popular e internacional com o rumo que os Estados Unidos têm seguido no novo mandato de Donald Trump, do Partido Republicano.

Acusações e contexto eleitoral

Na publicação, Trump criticou o uso da música Freedom, de Beyoncé, durante a campanha de Harris, que transformou o hit em símbolo dos eventos democratas. Poucos dias antes da eleição, Beyoncé subiu ao palco de um comício e declarou apoio a Kamala Harris com um discurso voltado à maternidade e à representatividade feminina.

Além disso, Donald Trump já havia acusado os democratas de pagarem US$3 milhões a outras celebridades, considerando o ato ilegal e parte de um “golpe eleitoral”. Trump pediu que Kamala Harris e todas as personalidades supostamente beneficiadas sejam processadas.


Beyoncé durante comício de Kamala, em 2024 (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Reações e rumores desmentidos

No ano passado, durante as eleições presidenciais americanas, Kamala Harris, então candidata democrata, recebeu apoio de celebridades como Oprah Winfrey, Katy Perry e Lady Gaga. Em novembro de 2024, Tina Knowles, mãe de Beyoncé, negou boatos sobre supostos pagamentos à artista. A equipe de Beyoncé também decidiu não comentar as novas acusações.

O episódio ocorre em meio a tensões entre republicanos e democratas após a vitória de Trump em 2024. Assim, permanece um cenário entre senadores democratas criticando o atual presidente por ações consideradas retaliatórias contra opositores, e, de outro lado, o presidente dos EUA pedindo processo às ilegalidades políticas.

Columbia pagará US$200 milhões após denúncias de assédio a judeus

A Universidade de Columbia anunciou nesta quarta-feira (23) que pagará US$200 milhões ao governo dos Estados Unidos como parte de um acordo. O valor, cerca de R$1,105 bilhão, diz respeito às alegações de falhas no combate ao assédio a estudantes judeus. 

A medida acontece um dia após a universidade aplicar sanções a dezenas de estudantes por protestos pró-Palestina no campus. A princípio, o governo de Donald Trump havia interrompido contratos e repasses no valor de aproximadamente US$400 milhões como resposta aos casos de assédio antissemita investigados na instituição.

Como resultado, o pagamento do acordo ocorrerá ao longo de três anos e permitirá que a instituição recupere o acesso a bilhões de dólares em subsídios federais que haviam sido suspensos.

Repercussão e histórico do conflito

O acordo, nesse contexto, traz novamente à tona o debate sobre liberdade de expressão e segurança de minorias em universidades de elite nos EUA. Nos últimos meses, a gestão de Trump tem intensificado pressões sobre instituições como Columbia, Harvard e Yale, ao exigir relatórios e mudanças em políticas internas.


Columbia atacou exigências de Trump (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

Desde o ano passado, manifestações estudantis contra a guerra em Gaza e o apoio dos EUA a Israel vêm mobilizando os campi universitários. Como consequência, parte dessas ações resultou na detenção de ativistas e em críticas à forma como as universidades americanas lidam com situações entre protestos e proteção de alunos judeus.

Impacto em outras instituições

A Universidade de Harvard também está sob investigação por supostas violações de direitos civis envolvendo estudantes judeus. Diante disso, a instituição pode enfrentar medidas semelhantes às que Columbia enfrenta. Deste modo, esses casos sinalizam a possibilidade de novos acordos ou sanções contra outras universidades que não cumprirem as exigências federais.

Especialistas afirmam que o resultado do processo pode, portanto, redefinir como instituições acadêmicas americanas lidam com tensões políticas e religiosas em seus campi universitários.

Justiça dos EUA barra ordem de Trump que restringia cidadania por nascimento

Nesta quarta-feira (23), a Justiça dos Estados Unidos suspendeu a ordem executiva do presidente Donald Trump. A ordem limitava o direito de cidadania automática para crianças nascidas em solo americano. A medida foi tomada por um tribunal federal de apelações, que considerou a ordem inconstitucional e determinou que ela não pode ser aplicada no território americano.

A norma aplicada por Trump entraria em vigor no próximo dia 27. Tal medida não só afetaria filhos de imigrantes indocumentados ou com vistos temporários. Além disso, aproximadamente 150 mil recém-nascidos por ano perderiam o direito à cidadania caso a regra fosse mantida.

O que é a 14ª Emenda e os impactos imediatos

Desde o fim da Guerra Civil, a 14ª Emenda da Constituição garante o direito de cidadania por nascimento em território dos EUA. Contudo, há exceções apenas para filhos de diplomatas, inimigos hostis, tripulantes de navios estrangeiros e membros de tribos nativas soberanas, conforme estabeleceu a Suprema Corte dos EUA em 1898.

Em contrapartida, Donald Trump argumenta que os EUA são o único país a conceder cidadania a qualquer criança nascida em seu território, independentemente da origem dos pais do recém-nascido. 

Ainda assim, Trump traz em seu governo a proposta “Protegendo o Significado e o Valor da Cidadania Americana”, que toma medidas anti-imigração durante o seu mandato.


Venda da cidadania americana ajudará dívidas dos EUA (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

Relação política e estratégias de Trump

Apesar de a Suprema Corte ter suspendido a medida de Trump, seu governo ainda busca alternativas para reforçar as políticas migratórias no país. Donald Trump também lançou o “Golden Card”, um programa que concede cidadania a empresários mediante investimento de US$5 milhões (aproximadamente 27,6 milhões de reais). O governo apresentou a proposta em abril deste ano e visa atrair capital estrangeiro. A medida já gerou críticas por criar um privilégio seletivo.

A decisão judicial que barrou a medida do presidente dos EUA mostra um cenário incerto sobre os limites do poder presidencial e a interpretação da Constituição. Associações civis e estados governados por democratas comemoraram o bloqueio, enquanto aliados de Trump pretendem recorrer à Suprema Corte para restabelecer a medida.

Marvel planeja novas produções do MCU até 2032

Kevin Feige, atual presidente do Marvel Studios, revelou os próximos passos da empresa ao anunciar um planejamento que se estende até 2032. Em entrevista à companhia de mídia Variety, Feige compartilhou a visão a longo prazo do estúdio, destacando mudanças na forma como o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) será estruturado nos próximos anos.

De acordo com produtor, o estúdio tem repensado o volume de lançamentos. “Entre 2007 e 2019, produzimos 50 horas de conteúdo. Desde 2019, já passamos de 100 horas. É muito”, disse. No momento, a intenção é focar mais em qualidade do que em quantidade.

Foco em filmes e menos conexão com séries

Com o avanço das fases do MCU, o estúdio confirmou uma desaceleração nas séries e uma redução na conexão entre elas e os filmes. Feige afirmou que irão voltar à moda da TV como TV, retirando aquela obrigatoriedade de assistir a todas as séries para entender e ligar os enredos para com os outros longas.

Portanto, produções como “Demolidor” e “Justiceiro” não terão vínculos com o próximo filme do “Homem-Aranha”. Ao mesmo tempo, os lançamentos mais esperados continuam com “Vingadores: Doomsday”, que foi remarcado para estrear em 18 de dezembro de 2026, enquanto “Guerras Secretas” estreará em 17 de dezembro de 2027.


— Joe Russo, Anthony Russo e Kevin Feige, na SDCC, 2024. (Foto: reprodução/Jesse Grant/Getty Images Embed)


Novas produções e estratégias

Em 2024, estreias como Thunderbolts, que liderou as bilheterias em seu lançamento, reforcaram a nova fase do estúdio e o porquê da mudança. A MCU também mostrou a produção de séries como “Agatha Desde Sempre” e “Coração de Ferro”. Já o filme “Deadpool & Wolverine” se passará em uma realidade paralela, após os eventos de Deadpool 2.

Por fim, a Marvel já havia anunciado três novos filmes para 2028, e confirmado que “Blade” foi retirado da lista após a saída do diretor. Agora, a espera dos fãs é por Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, além do foco do MCU ser em realinhar sua narrativa, mostrando qualidade e coesão nas próximas produções, mas com menos lançamentos por anos.