Miu Miu dá destaque à calcinha no desfile outono 2023 Ready-to-Wear

Eu amo isso! Se eu fosse jovem, eu sairia de calcinha”, disse a Miuccia Prada depois de apresentar a coleção de outono/inverno 2023 Ready-to-Wear da Miu Miu, em que uma parte significante dos looks são marcados pelas modelos não usando saias, calças ou minissaias nas parte de baixa, mas, sim, calcinhas em diversos materiais e estilos acompanhadas ou não de algum tecido transparente.


Look 39 da coleção de outono/inverno 2023 Ready-to-Wear da Miu Miu. (Reprodução/Vogue Runway)


Enquanto a Prada é marcada pela imagem da mulher elegante que construiu essa característica com o tempo e a enriqueceu, a Miu Miu traz a mulher que apenas quer viver do jeito dela. A juventude característica da grife foi reforçada com sucesso nesse desfile principalmente a partir das convidadas especiais que são famosas por fazerem as coisas do próprio jeito, mas nunca deixando de lado a sinceridade e o coração aberto: Mia Goth, Emma Corrin e Amelia Grey Hamlin. A filosofia genderless também foi reforçada no desfile. O casting foi dividido entre mulheres e homens, que trouxeram as calças para a coleção.


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Miuccia, mesmo trazendo uma sensualidade nos looks com os tecidos transparentes e pernas a mostra, não deixou de trazer uma seriedade para a coleção. “Eu gosto de abraçar isso neste momento. Talvez eu seja muito cuidadosa com o que está acontecendo ao nosso redor, mas não posso deixar a moda como um lugar sem sentido. Há alguma emoção e sensualidade lá. Mas basicamente, acho que temos que nos vestir para pensar. E para começar de novo.


Look 19 da coleção de outono/inverno 2023 Ready-to-Wear da Miu Miu. (Reprodução/Vogue Runway)


Fazendo referência aos anos 50, 60 e 90, as estampas poá, pied-de-poule e o florido marcaram a coleção. Assim como os sobretudos, saltos baixos de bico fino e os cardigans que foram colocados por dentro das meia-calças. 


Detalhe da coleção de outono/inverno 2023 Ready-to-Wear da Miu Miu. (Reprodução/Vogue Runway)


A beleza das modelos foi caracterizada pelo cabelo levemente bagunçado e pela famosa maquiagem “sem maquiagem”, dando destaque para a coleção em si, que fez referência aos anos 50, 60 e 90, com as estampas poá, pied-de-poule e o florido marcando a coleção. O styling também se destacou a partir dos cardigans colocados por dentro das meia-calças e dos looks elegantes na passarela que dividiram a passarela com os mais jovens, que deram ênfase às pernas.

 

Foto destaque: Look 7 da coleção de outono/inverno 2023 Ready-to-Wear da Miu Miu. (Reprodução/Vogue Runway)

Carolina Herrera fará desfile Resort 2024 no Rio de Janeiro

Carolina Herrera apresentará a coleção Resort 2024 no Rio de Janeiro, no dia 1 de junho durante o por do sol. O estado carioca ainda será cenário da festa comemorativa de lançamento global do Good Girl Blush Eau de Parfum. Essa será a estreia da grife em uma passarela fora de Nova York.

O diretor criativo Wes Gordon comentou que está emocionado por estar realizando o “nosso primeiro show fora de Nova York, no Rio de Janeiro”. “É uma cidade inspiradora por muitos motivos. A paleta de cores vivas, a mistura única de sua música universalmente amada, a arquitetura modernista de tirar o fôlego de Oscar Niemeyer e a exuberância das suas tradições, que tenho imenso respeito”.


Perfume Good Girl Blush Eau de Parfum (Reprodução/Carolina Hererra)


A marca fará uma colaboração com uma organização sem fins lucrativos e que oferece treinamento profissional nas áreas de arte, entretenimento e outras indústrias criativas para jovens carentes, a Spectaculu. Fundada em 1999, a escola oferece cursos como beleza, mídias sociais, fotografia, iluminação cênica e vídeo e edição.

O Rio tem um patrimônio extraordinariamente rico, diversidade e mistura de culturas. Nós somos uma casa com raízes latinas no coração, e esta coleção é a nossa chance de explorar esse DNA de um ponto de vista geográfico e cultural diferente, mas de profundo respeito e admiração. Estou ansioso para colaborar com equipes locais para montar esta experiência, verdadeiramente, especial.”, disse, o designer.

O desfile na cidade maravilhosa marca a volta da sra. Herrera ao Brasil. A última vez foi em 2019, quando ela e a filha, diretora criativa de beleza Carolina A. Herrera, estiveram em São Paulo para o lançamento da linha Good Girl Dot Drama.

O local do desfile ainda não foi anunciado. A grife apresentará as coleções de outono e primavera em Nova York, seguindo o calendário oficial da Semana de Moda de Nova York.

 

Foto destaque: Desfile de outono/inverno 2023 Ready-to-Wear da Carolina Herrera. (Reprodução/Vogue Runway)

Ministro das Comunicações diz ter esclarecido “acusações infundadas” em reunião com Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, no Palácio do Planalto, com o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União), nesta segunda-feira (6). 

O presidente disse, na quinta-feira (2) em entrevista à radio Bandeirantes, que queria ouvir as explicações sobre Juscelino ter ido a compromissos pessoais durante viagens oficiais com dinheiro público e, caso o ministro não provasse inocência, ele não poderia continuar no governo.

Após a reunião, Juscelino publicou nas redes sociais que esclareceu as “acusações infundadas” na conversa com Lula. “Saí há pouco do Palácio do Planalto, onde tive uma reunião muito positiva com o presidente @LulaOficial. Na ocasião, esclareci as acusações infundadas feitas contra mim e detalhei alguns dos vários projetos e ações do @mincomunicacoes. Temos muito trabalho pela frente!”.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>Sai há pouco do Palácio do Planalto, onde tive uma reunião muito positiva com o presidente <a href=”https://twitter.com/LulaOficial?ref_src=twsrc%5Etfw”>@LulaOficial</a>. Na ocasião, esclareci as acusações infundadas feitas contra mim e detalhei alguns dos vários projetos e ações do <a href=”https://twitter.com/mincomunicacoes?ref_src=twsrc%5Etfw”>@mincomunicacoes</a>. Temos muito trabalho pela frente!</p>&mdash; Juscelino Filho (@DepJuscelino) <a href=”https://twitter.com/DepJuscelino/status/1632851918123925508?ref_src=twsrc%5Etfw”>March 6, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Tweet de Juscelino Filho. (Reprodução/Twitter)


Os ministros Rui Costa da Casa Civil e o Alexandre Padilha de Relações Institucionais também estavam presentes na reunião. A análise política feita em Brasília é que o apoio do União Brasil ao ministro foi fundamental na permanência dele no governo.

O partido tem outros dois ministros. O governo Lula tem como objetivo construir uma base ampla para construir uma base ampla no Congresso para conseguir aprovar projetos do próprio interesse. Porém, a posição do União Brasil ainda não é de total apoio ao presidente.

Juscelino ficou cerca de uma hora no Palácio do Planalto. Entrou e saiu sem passar pela imprensa. A Presidência, ao ser questionada sobre a reunião, não informou o conteúdo da conversa. Antes do encontro, o ministro postou um vídeo nas redes sociais se defendendo. Ele afirmou que participou de eventos de interesse do ministério com operadoras de telefonia.

As viagens do ministro foram expostas inicialmente pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, que contou que Juscelino foi à São Paulo com dinheiro do governo, mas cumpriu a agenda que era predominantemente de assuntos privados.

Em três dos quatro dias de viagem, o ministro se ocupou de atividades ligadas aos próprios cavalos de raça e participou de leilões.

 

Foto destaque: Ministro Juscelino Filho. (Reprodução/InfoMoney)

Forças russas usam pás no combate

De acordo com um relatório do Ministério da Defesa do Reino Unido, soldados russos podem estar utilizando pás como armas de combate corpo-a-corpo, devido escassez de munição no exército. O comunicado divulgado no domingo (5) conta que os reservistas, no fim de fevereiro, disseram a informantes que foram ordenados a atacar apenas de “armas de fogo e pás” uma posição de tropas de Kiev.

Isso provavelmente resulta da insistência do comando russo em ações ofensivas que consistem de infantaria desmontada (apenas tropas a pé, sem veículos) com menos suporte da artilharia de fogo por causa do estoque pequeno de munição”, supõe, o relatório. A inteligência do Reino Unido acredita que o relato dos reservistas demonstra um aumento dos combates corpo-a-corpo. 


Pá MPL-50, usada na guerra da Ucrânia. (Reprodução/John W. Blackman/Twitter)


Logo, sendo uma prova de que a guerra passou a ser caracterizada por combates brutais e de baixa tecnologia. O informante do Ministério da Defesa disse que “um dos reservistas descreveu não estar nem física nem psicologicamente preparado para a ação”. 

A pá usada nos combates é uma MPL-50 e faz parte do kit do exército reservista russo há décadas. A arma, definida, pela inteligência britânica, com uma letalidade “particularmente mitificada” na Rússia, foi desenvolvida em 1869 e tem poucas modificações no presente. 

Analistas responderam em entrevista à BBC que, mesmo que haja uma falta de munição, a situação é mais complexa do que afirma o relatório. As forças russas, segundo evidências, utilizam duas vezes mais munição do que as forças ucranianas.

Não foram fornecidas informações sobre a quantidade de batalhas com pás e onde elas ocorrem, pelo Ministério de Defesa do Reino Unido.

Em uma das principais batalhas da guerra, os russos ganharam uma vantagem em Bakhmut nos últimos dias e forçaram a Ucrânia a enviar reforços para defender a cidade. Volodmir Zelenski, presidente ucraniano, ordenou o envio de mais forças para resistir ao cerco russo, que poderia ter o controle da região de Donbass se a conquistasse. A cidade, que tinha 70 mil habitantes antes da guerra, se tornou um símbolo do conflito, mesmo que sem representar um valor estratégico alto, por causa da duração das batalhas e asa perdas de ambos os lados.

A Ucrânia crê que a resistência no local é importante para “continuar esgotando as tropas e os equipamentos russos”, de acordo com o conselheiro da presidência ucraniana, Mikhailo Podoliak. Os russos avançaram ao sul e ao norte da cidade, assim, aumentando a pressão para a retirada dos ucranianos e deixando apenas uma rota de saída, no oeste, em direção à cidade de Chasiv Iar.

 

Foto destaque: Soldados na guerra da Ucrânia. Reprodução/Anatolii Stepanov/AFP.

China enfrentará consequências caso envie armas à Rússia, diz chanceler alemão

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou, neste domingo (5), que haverá “consequências” caso a China envie armas à Russia para a guerra na Ucrânia. 

Estamos numa fase em que deixamos claro que isso não deveria acontecer e estou relativamente otimista de que teremos sucesso com o nosso pedido neste caso, mas teremos de analisá-lo e teremos de ser muito, muito cautelosos”, disse em entrevista à CNN.


Presidente da China, Xi Jinping, e chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. (Reprodução/Kay Nietfeld/POOL /AFP)


Funcionários dos EUA alertaram, recentemente, que a China poderia começar a fornecer armas e munições a Moscou. Scholz foi questionado se havia evidências concretas dos Estados Unidos sobre a China considerar a entrega das armas e se apoiaria sanções contra Pequim. Todos concordamos que não deve haver entrega de armas, e o governo chinês declarou que não entregaria nenhuma”, respondeu o chanceler. “É isso que exigimos e estamos atentos”.

Após reunião dos líderes no Salão Oval, nesta sexta-feira (3), Karine Jean-Pierre, porta-voz da Casa Branca, disse crer que, mesmo que Pequim não tenha enviado as armas, essa ainda é uma possibilidade cogitada. “Cada passo que a China dá em direção à Rússia torna mais difícil o relacionamento de Pequim com a Europa e outras regiões do mundo”.

No dia 26 de fevereiro, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan prometeu que haveria “custos reais” se o país chinês fornecesse ajuda letal à Russia na guerra. “De nossa perspectiva, na verdade, esta guerra apresenta complicações reais para Pequim. E Pequim terá que tomar suas próprias decisões sobre como proceder, se fornecerá assistência militar. Mas, se for por esse caminho, terá um custo real para a China. E acho que os líderes da China estão avaliando isso ao tomar suas decisões”, respondeu em entrevista à CNN.

De acordo com Sullivan, nas conversas diplomáticas entre os EUA e a China, os estadunidenses não estão apenas fazendo ameaças diretas. “Estamos apenas expondo as apostas e as consequências, como as coisas aconteceriam. E estamos fazendo isso de forma clara e específica a portas fechadas”.

 

Foto destaque: Chanceler alemão Olaf Scholz. (Reprodução/Poder 360)

Recibo mostra que governo saudita enviou outras joias à Bolsonaro

De acordo com um recibo de novembro de 2022, o governo saudita enviaram um relógio e outras joias ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os itens, avaliados em R$16,5 milhões, seriam um presente para a composição do acervo pessoal do Palácio do Planalto.

Os objetos, da marca suíça de diamantes Chopard, foram retidos pela Receita no aeroporto de Guarulhos (SP) logo quando o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e a equipe desembarcaram no Brasil. Outro pacote, que inclui relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário, estava na bagagem de um dos integrantes da comitiva, mas não foi interceptado pela Receita. 


Joias enviadas à Bolsonaro. (Reprodução/O Estado de S. Paulo)


O caso exposto pelo jornal O Estado de S. Paulo conta que Albuquerque, ao saber da apreensão das joias, retornou à área da alfândega e tentou usar o cargo para liberar os diamantes e disse que tratava-se um presente da Arábia Saudita à Michelle. O agente da Receita continuou retendo as joias, pois, no Brasil, é obrigatória a declaração de Fisco de qualquer bem com valor superior a U$1 mil no país. 

Ocorreram oito tentativas falhas de Bolsonaro de recuperar as joias. No dia 29 de novembro, há cerca de um mês de Bolsonaro encerrar o mandato, o assessor especial do Ministério de Minas e Energia, Antônio Carlos Ramos de Barros Mello, entregou os itens ao Palácio do Planalto. Segundo Mello, os itens estavam sob guarda da pasta. De acordo com relatos recolhidos pelo jornal, um funcionário do governo de Bolsonaro pegou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e desembarcou no aeroporto de Guarulhos (SP) com a justificativa de que estava ali para retirar as joias e de que “não pode ter nada do (governo) antigo para o próximo, tem que tirar tudo e levar”. 

Encaminho ao Gabinete Adjunto de Documentação Histórica —GADH caixa contendo os seguintes itens destinados ao Presidente da República Jair Messias Bolsonaro”, diz o recibo de entrega. Mello afirmou que informou a Receita e Presidência e pediu orientações logo quando os supostos presentes foram recebidos na pasta. “Foi entregue [ao Planalto em novembro de 2022] porque demorou-se muito nesse processo para dizer quem vai receber quem não vai receber, onde vai ficar onde não vai ficar. Só não podia ficar no ministério nem ninguém utilizar”, explicou.

Bolsonaro, neste sábado (4) após um eventos nos EUA, disse não ter pedido e que não recebeu qualquer tipo de presente em joias do governo da Arábia Saudita. “Eu agora estou sendo crucificado no Brasil por um presente que não recebi. Vi em alguns jornais de forma maldosa dizendo que eu tentei trazer joias ilegais para o Brasil. Não existe isso”, se defendeu. 

A alfândega foi notificada pela Presidência, segundo ele. “Até aí tudo bem, nada de mais, poderia, no meu entender, a alfândega ter entregue. Iria para o acervo, seria entregue à primeira-dama. E o que diz a legislação? Ela poderia usar, não poderia desfazer-se daqui. Só isso, mais nada”.

O que foi apreendido foi apreendido, mesmo dizendo que se tratava de presentes institucionais. Uma parte a Receita resolveu apreender. Não vou discutir. É um problema que não cabe a gente. E o restante que veio [para o ministério] foi entregue e recebido pela Presidência”, disse, Mello.

A partir da alegação de que o conjunto de diamantes seriam analisados para a incorporação ao “ao acervo privado do Presidente da República ou ao acervo público da Presidência da República”, a gestão de Bolsonaro tentou recuperar as joias retidas pela Receita Federal.

Michelle, em uma rede social, negou ser a destinatária das joias e ironizou a situação. “Quer dizer que ‘eu tenho tudo isso’ e não estava sabendo? Meu Deus! Vocês vão longe mesmo hein?! Estou rindo”.

A assessoria de Albuquerque confirmou os documentos de Wajngarten e disse que a pasta, em vista dos valores “histórico, cultural e artístico” das joias a pasta adotou medidas para enviar  o conjunto “ao seu adequado destino legal”. 

Tratavam-se de presentes institucionais destinados à Representação brasileira integrada por Comitiva do Ministério de Minas e Energia —portanto, do Estado brasileiro; e que, em decorrência, o Ministério de Minas e Energia adotaria as medidas cabíveis para o correto e legal encaminhamento do acervo recebido”, disse.

 

Foto destaque: Michelle e Jair Bolsonaro. (Reprodução/CNN)

Senadores da antiga CPI da Covid se movimentam para denunciar Bolsonaro ao MP

Senadores que participaram da cúpula da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 irão se reunir com a advocacia do Senado Federal, na próxima semana, a fim de reapresentar as denúncias contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que perdeu o foro privilegiado, ao Ministério Público. 

A cúpula da CPI foi formada pelos senadores Omar Aziz (PSD), Randolfe Rodrigues (REDE) e Renan Calheiros (MDB). O movimento começou em janeiro, mas, com os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro, foi ofuscado.


O ex-presidente Jair Bolsonaro durante anúncio do Ministério do Turismo. (Reprodução/Poder 360)


Vamos nos reunir com a advocacia do Senado, possivelmente na próxima semana”, disse, O senador Renan Calheiros (MDB) em entrevista à CNN. “A ideia é reapresentar as denúncias contra Bolsonaro, inclusive com fatos novos”.

São apontados nove crimes contra o ex-presidente, no relatório final da comissão parlamentar de inquérito, que foram possivelmente cometidos durante a pandemia da Covid-19: epidemia com resultado de morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verba pública, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, charlatanismo, prevaricação, crime contra a humanidade e crime de responsabilidade.

As suspeitas de crime comum serão enviadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), que fará uma avaliação de uma possível denúncia criminal contra Bolsonaro. As de crime de responsabilidade serão analisadas pela Câmara dos Deputados para uma possível abertura de processo de impeachment. As de crime contra a humanidade serão encaminhadas ao Tribunal Penal Internacional (TPI), onde o ex-presidente poderia sofrer um processo.

A expectativa dos parlamentares é que Bolsonaro, sem o foro, pode ser investigado pelo Ministério Público, o que não chegou a acontecer enquanto ele era presidente. Há a avaliação de que o resultado pode ser diferente.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou, nesta semana, o arquivamento de dois pedidos, formulados depois do relatório final da CPI da Pandemia, de investigação contra Bolsonaro. As petições arquivadas atribuíram ao ex-presidente os crimes de infração de medida sanitária preventiva e de epidemia. A PGR, em julho de 2022, havia pedido o arquivamento dos processos com a justificativa de que não tinham evidências mínimas para a instauração do processo criminal.

 

Foto destaque: Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Reprodução/Evaristo Sa/AFP)

Câmara dos EUA investiga deputado George Santos, filho de brasileiros, acusado de mentir no currículo

A Comissão de Ética da Câmara dos Deputados dos EUA anunciou, nesta quinta-feira (2), a abertura de uma investigação sobre o deputado George Santos, republicano filho de brasileiros que admitiu ter mentido no próprio currículo.

Gabinete do deputado respondeu à Reuters, na conta parlamentar no Twitter, que Santos era “cooperando totalmente com a investigação”.


Deputado George Santos. (Reprodução/Wande Vandervort/AFP)


George Santos admitiu, no primeiro mandato no estado de Nova York, que forjou uma grande parte do currículo. O congressista afirmou ter diplomas da New York University e do Baruch College, mas as instituições negaram ter registro da participação de Santos, e também alegou falsamente ter trabalhado no Citigroup e na Goldman Sachs.

O corpo, formado por 10 membros, divididos igualmente entre republicanos e democratas, votou unanimemente, na terça-feira (28), pela criação de uma subcomissão investigativa para investigar se o deputado se envolveu em atividades ilegais na campanha, não divulgou de forma adequada as informações exigidas nas declarações da Câmara, violou leis federais sobre o próprio papel em uma empresa financeira e se envolveu em má conduta sexual em relação ao assessor do Congresso, Derek Myers, que trabalhou no gabinete de Santos na Câmara.

Myers, segundo o Washington Post, disse que, no mês passado, foi assediado sexualmente pelo republicano e teria apresentado queixa ao Escritório de Ética do Congresso. Ele também afirmou que divulgaria as evidências à Comissão de Ética se não fosse chamado.

A subcomissão será formada por quatro membros, dois democratas e dois republicanos, e será liderada pelo deputado David Joyce, republicano de Ohio. Foi solicitado, por dois legisladores democratas de Nova York, pela primeira vez uma investigação ética em janeiro, e uma quantidade significante de colegas republicanos de Santos apoiaram a medida.

Kevin McCarthy, deputado republicano e presidente da Câmara, atribuiu o destino de Santos no Congresso aos resultados de uma investigação ética na Câmara. O presidente, ao contrário dos colegas republicanos de Santos e certas autoridades republicanas locais em Nova York que tentaram solicitar Santos a renunciar, disse que não o pressionaria a fazê-lo, mas prometeu que a Câmara “agiria” se a Comissão Ética encontrasse um motivo para isso.

 

Foto destaque: Congressista George Santos na Reunião Anual de Liderança da Coalização Judaica Republicana (RJC) em Las Vegas, em novembro de 2022. (Reprodução/David Becker/Washington Post)

Visita de navios de guerra do Irã no Rio de Janeiro gera reação de autoridades dos EUA

Mesmo gerando protesto de autoridades dos Estados Unidos, duas embarcações do exército do Irã estão atracadas no Porto do Rio de Janeiro. A visita, autorizada pelo Governo Federal e publicada no Diário Oficial da União, dos navios Iris Makran e Iris Dena tem permanência prevista durante o período de 26 de fevereiro a 4 de março.

O despacho prevê que, sobre o desembarque da tripulação, ela está sujeita às normas sanitárias cariocas. A autorização da visita está assinada pelo Vice-Almirante Carlos Eduardo Horta Arentz, vice-chefe do Estado-Maior da Armada.

O presidente Lula, no dia 15 de de fevereiro, antes do encontro em Washington com o presidente estadunidense Joe Biden, recusou um pedido do Irã, após pedido da embaixadora Elizabeth Bagley dos Estados Unidos, para que dois navios iranianos de guerra atracassem no estado fluminense. 

No passado, esses navios facilitavam o comércio ilegal e atividades terroristas, e também foram sancionados pelos Estados Unidos. O Brasil é uma nação soberana, mas acreditamos firmemente que esses navios não devem atracar em lugar nenhum”, disse a embaixadora Elizabeth Bagley.

O senador estadunidense pelo Texas Ted Cruz, membro da Comissão de Comércio, Ciência e Transporte do Senado dos EUA, publicou nas redes sociais, na terça-feira (28), uma declaração condenando a visita dos navios ao Rio de Janeiro. “A atracação de navios de guerra iranianos no Brasil tem consequências perigosas e uma ameaça direta à segurança dos americanos. Os Estados Unidos têm sanções e leis antiterrorismo projetadas exatamente para deter e responder a essas ameaças”. 

No próprio site, o senador ameaçou com possíveis sanções: “Esses navios de guerra iranianos já estão atracados e, portanto, o porto do Rio de Janeiro onde aportaram agora corre o risco de sanções incapacitantes, assim como quaisquer empresas brasileiras que lhes prestaram serviços ou aceitaram pagamentos – e também todas as empresas estrangeiras que se envolverem com o porto ou dessas empresas brasileiras no futuro”.


<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”en” dir=”ltr”>These Iranian warships are already sanctioned, and so the port in Rio de Janeiro where they docked is now at risk of crippling sanctions, as are any Brazilian companies that provided them services or accepted payments.<br> <a href=”https://t.co/QHCEwd7GQS”>https://t.co/QHCEwd7GQS</a></p>&mdash; Senator Ted Cruz (@SenTedCruz) <a href=”https://twitter.com/SenTedCruz/status/1631021339539537920?ref_src=twsrc%5Etfw”>March 1, 2023</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

Tweet do senador Ted Cruz sobre visita de navios iranianos ao Rio de Janeiro. (Reprodução/SenTedCruz/Twitter)


A autoridade portuária do Rio de Janeiro informou, em comunicado publicado na segunda-feira (27), que os navios Iris Makran e Iris Dena chegaram na manhã de domingo. 

Segundo a Iran Press News Agency, o Iris Makran é um navio logístico que funciona como base móvel, prestando apoio a outros equipamentos, e foi integrado à Marinha iraniana em janeiro de 2021. Pesando 121 toneladas, tem a capacidade de receber cinco helicópteros, sendo a maior embarcação militar do país. O navio pode transportar 80 milhões de litros de combustível e 20 milhões de litros de água.

O Iris Dena é equipado com mísseis, torpedos e canhões navais, foi projetado e construído pela Marinha do Irã e entrou em operação em junho de 2021.

 

Foto destaque: Navio de guerra iraniano (Reprodução/O Globo)

Buenos Aires sofre apagão afetando 20 milhões de pessoas

Após incêndio ocorrido, às 16h, em pastos próximos a Buenos Aires afetou três linhas de transmissão de alta tensão de energia, deixando grande parte da metrópole buenairense e muitas das outras províncias argentinas sem eletricidade por cerca de duas horas. Cerca de 20 milhões de pessoas, sendo mais de seis milhões de residências, foram afetadas, o que corresponde a 40% dos consumidores de energia da região. 

A usina nuclear Atucha I ficou fora de serviço por causa do incidente, descompensando o sistema de interconexão argentino (SADI). 


Incêndio causa apagão em Buenos Aires. (Reprodução/Todo Notícias)


Considerando que o sistema de distribuição é dependente da estação, mas ficou sem eletricidade, a empresa de água e esgoto AySA pediu à população que fizesse o uso racional da água. 

Os serviços, na capital, de metrô, trens e sinais de trânsito também foram afetados. Logo, como os cidadãos precisaram recorrer a ônibus e carros, criou-se um trânsito e gerou filas longas em postos de gasolina.

O apagão é grande, afeta a várias províncias”, explicou Santiago Yanotti, subsecretário de Energia, ao canal C5N. “Em um momento de altas temperaturas como foi hoje em grande parte do país, o setor elétrico demandava 25 mil megawatts e, com o incêndio, 9 mil megawatts foram perdidos. Isto provocou uma ruptura no sistema”.

A administração nacional, orientou o aumento da carga elétrica por outros distribuidores, para solucionar a situação.

O ministro da Economia argentina, Sergio Massa, pediu, à noite, à Justiça que investigasse o incêndio nas ilhas do delta do Rio Paraná. Há a hipótese de que o incidente foi causado pelas altas temperaturas e tempo seco. De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional, este está sendo o trimestre de verão mais quente da história de Buenos Aires, desde o início das medições em 1906.

Foi informado, pelo governo, às 19h, que já voltaram a funcionar “todas as linhas da SADI de 500 kW”. Porém, fontes do setor mostraram que ainda não foi reestabelecida a normalidade. 

 

Foto destaque: Buenos Aires sofre apagão. Reprodução/Reuters.