Protetores auriculares: Saiba o que é, pra que serve e quais cuidados

Algumas atividades profissionais em nosso país são vistas como operações insalubres, pois prejudicam a saúde auricular das pessoas que a exercem. Por serem atividades que oferecem riscos a saúde do trabalhador, foi estabelecida uma norma que ajuda a orientar empregadores sob limites que devem ser obedecidos.

A norma reguladora № 15, editada pelo ministério do trabalho brasileiro № 3.214, de 8 de junho de 1978 e regulamentada nos artigos 189 a 196 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, garante a segurança do trabalhador a exposição a altas taxas de ruído, que pode levar ao profissional a surdez no momento da execução de sua função.

Esta norma aborda a exposição ocupacional ao ruído, delimitando assim os níveis de tolerância ao ruído medido em decibéis (DB). Visando a proteção destes colaboradores as empresas devem implementar um programa que contemple um conjunto de medidas para prevenção de perdas auditivas ocupacionais.


Homem trabalhando em ambiente com ruídos. (Foto: Reprodução/GETTY IMAGENS/Istockphoto)


Entre esta medidas estão o uso de EPIs, que são equipamentos de proteção individual usado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos que ameaçam a sua saúde. Um dos dispositivos mais usados é os abafadores de ruídos e os protetores auriculares, estes são equipamentos que tem a função de proteger os tímpanos de possíveis danificações.

Os dois têm o mesmo objetivo, que é a diminuição do barulho, porém com uma diferença cada modelo oferece um nível de proteção distinta. Compete ao medico do trabalho ou técnico de segurança do trabalho avaliar qual o mais indicado para cada profissão.

Vale lembrar que o trabalhador nunca deve entrar em locais com barulho sem o uso do protetor auditivo ou esquecer-se de tirá-lo ao sair. O protetor costuma ser seguro, no entanto ele tem seus efeitos colaterais especialmente se usado diariamente. Com o tempo ele pode empurrar a cera de volta pra o ouvido, causando um acumulo, deixando o equipamento preso em seu ouvido gerando vários problemas como perda auditiva temporária e zumbido.

São recomendados alguns cuidados ao usar os protetores auditivos, por exemplo: não manuseá-lo com as mãos sujas, utilizá-lo somente no período de trabalho, lavar regulamente com água e sabão neutro, retirar e colocar com cuidado para evitar desgaste e guardar corretamente após o uso.

É de extrema importância que todo profissional seja regulamente submetido a exames de audiometria para certifica se a atividade não esta lhe ocasionando perda da audição. As empresas devem oferecer treinamentos e orientações a respeito dos riscos e como evitá-los.

 

Foto Destaque: Trabalhador da construção civil com proteção de tampões. Reprodução/GETTY IMAGENS/Istockphoto

O convívio com os pets traz benefícios para o desenvolvimento infantil

 Entre os mil e um fatores discutidos para a adoção de um pet, pouco se fala dos benefícios físicos, sociais e psicológicos acarretados pela convivência direta com ele. Estudos recentes apontam que o contato com os animais de estimação propicia visíveis melhoras na saúde física e na imunidade dos tutores, sobretudo de crianças, idosos e pacientes oncológicos.

 As vantagens com a adoção e a convivência com um pet são muitas e perpassam apenas ao que diz respeito da saúde física, como a melhora da imunidade e dos tratamentos com intervenções assistidas por ele. Estes animais de estimação auxiliam na redução do estresse e apresentam benefícios sociais no crescimento e desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes.

 A médica veterinária e especialista em comportamento animal do Pet de TODOS Juliana Germano explicou que não existem contraindicações para a convivência entre os seres humanos e os pets, pelo contrário. De acordo com ela, existem inúmeros estudos comprovando o quão benéfico pode ser o uso de cães, gatos e outros animais para a prevenção e tratamento de doenças.

 A redução da diabetes e, também, de doenças cardíacas são apenas alguns dos benefícios para a saúde, decorrentes da convivência com animais, segundo o estudo da American Heart Association, a Associação Norte-Americana do Coração. Na convivência com os bichinhos, os tutores tendem a adquirir hábitos mais saudáveis, como, por exemplo, caminhadas ao ar livre, o que resultaria em um acréscimo de até 30 minutos de exercícios físicos, em relação às pessoas sem pets.


Convivio com cachorros (Foto: Reprodução/Uol)


 A especialista também destaca o convívio com animais como forma de melhorar a imunidade de crianças, idosos e, até mesmo, pacientes oncológicos. O contato com os pelos e com os microorganismos nos animais de estimação podem ajudar os tutores, independentemente da idade deles, a desenvolverem tolerância em relação ao animal e ao ambiente. Como resultado dela, há a prevenção e o tratamento de alergias.

 Um estudo publicado pelo Instituto de Ciências da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, com mais de mil crianças, entre sete e oito anos, demonstrou que metade das crianças participantes sem contato frequente com animais de estimação tinha problemas respiratórios ou alérgicos. Enquanto isso, as crianças que conviviam com os animais não tinham nenhum sinal destas doenças.

 Além disso, um levantamento da revista científica Plos One, da Public Library of Science, nos Estados Unidos, comprovou que há uma diminuição significativa dos níveis de cortisol, o hormônio ligado ao estresse, no contato frequente com os pets. A pesquisa foi feita a partir da análise da saliva de crianças.

 Juliana conta que algumas famílias fazem uso do convívio com os animais como forma de contribuir para o progresso de tratamentos. Nestes casos, algumas espécies são escolhidas especialmente para participarem de tratamentos com intervenções assistidas por animais. “Para a intervenção assistida, as raças escolhidas geralmente são Golden Retriever e Labrador, que são raças muito conhecidas pela convivência harmoniosa com os seres humanos. Esses animais são muito usados para o acompanhamento de pessoas com deficiência visual e de crianças com autismo, por exemplo”.

 A convivência com os animais tem, também, a capacidade de ajudar os adolescentes e crianças no desenvolvimento do senso de responsabilidade e da empatia, à medida em que despertam neles a preocupação do cuidado e a promoção do bem-estar para o pet. Além disso, as pessoas mais tímidas, ao conviverem com os animais domésticos, podem se distrair e socializar mais.

 A médica veterinária detalha que toda família merece um cachorro ou um gato, mas atenta que estes animais devem estar com as vacinas e a saúde em dia. Saudáveis e com os cuidados necessários, os benefícios da convivência com estes pets são enormes, além de oferecerem um efeito realmente terapêutico na vida dos tutores.

Capa destaque: Menina com cachorro. Reprodução/Patas da Casa

Vacina contra a covid-19 pode auxiliar no tratamento de câncer revela estudo

Um estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Shanxi e Bonn, na China e Alemanha, revelou que a vacina contra a covid-19 pode auxiliar pacientes no tratamento contra o câncer de nasofaringe. 

A pesquisa foi baseada na observação de 1.537 pacientes oncológicos, que fazem tratamento em 23 hospitais diferentes. Os pacientes imunizados com a CoronaVac (373), responderam à imunoterapia de maneira mais positiva em vista dos pacientes não vacinados. O imunologista Christian Kurts, um dos autores da pesquisa, afirmou, também, que os pacientes vacinados apresentaram menos efeitos colaterais ao longo das sessões do tratamento contra o câncer. 

Ainda não se sabe exatamente o porquê da compatibilidade entre o resultado positivo para duas doenças distintas. O cientista Jian Li, porém, explica que assim como a covid, o tumor também afeta o sistema respiratório enquanto se desenvolve. Kurts, no entanto, afirma que mais estudos ainda devem ser aprimorados. 

“Nossa hipótese é que a vacinação ativa algumas células imunes que atacam o tumor”, explica a pesquisadora Qi Mei, da Universidade de Shanx, membro do projeto.

Os estudos serão sediados em maior proporção no continente asiático, especialmente no Taiwan,  que é o país que possui o câncer de nasofaringe como uma das principais causas de morte entre homens jovens. 

O fato de esse tipo de câncer afetar majoritariamente a população que vive na Ásia levanta outras questões a serem investigadas. Cientistas supõem que o uso frequente de ar-condicionado possa ser um fator que colabore para o desencadeamento da doença. Além disso, suspeita-se que a circulação de um herpes-vírus.


Método de vacina contra a covid-19 é esperança no cenário da saúde. (Foto: reprodução/Agência Brasil)


Técnica para o tratamento do câncer de pele

No Brasil, um método de tratamento usada para combater o câncer de pele ou evitar que a doença se espalhe está sendo produzido pela fabricante de uma das vacinas contra a Covid-19. 

A companhia Moderna, faz uso de RNA mensageiro (método utilizado na vacina da Pfizer) no tratamento que deve ficar pronto ainda este ano. E tem como função auxiliar as células na produção de proteínas. As expectativas colocadas sobre a nova técnica são positivas.

O método será voltado principalmente para o melanoma, um tipo de câncer de pele que se concentra na produção excessiva nas células de melanina. Embora esse tipo represente uma pequena parcela das pessoas que vivem com câncer, o melanoma é o mais letal entre as pessoas que vivem com a doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Foto Destaque: Vacina contra a covid-19 pode auxiliar no tratamento de câncer. Reprodução/Agência Brasil.

Kalil, Hajjar e Srougi farão parte da equipe de transição do governo Lula

As movimentações para o novo governo já começaram e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, convidou médicos renomados para integrar a equipe de transição do governo Lula na área da saúde, como Ludhmila Hajjar, Miguel Srougi e Roberto Kalil. Segundo informações divulgadas pelo portal G1, Alexandre Padilha, ex-ministro da saúde, também fará parte da equipe de transição. Os três médicos são professores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda segundo o portal, ambos aceitaram o convite, mas ainda não há informações de quando será oficializado. Segundo Alckmin, os integrantes da equipe de transição da área da saúde serão anunciados em breve.

Kalil já é bastante conhecido pelo futuro presidente, já que é médico de Lula e, antes de integrar a equipe de transição, já havia coordenado a montagem de uma comissão de assessoramento na área da saúde. Srougi também fez parte desse grupo, já Ludhmila não participou.


Ludhmila Hajjar. (Foto: Reprodução/Instagram)


Ludhmila foi convidada pelo atual presidente Jair Bolsonaro para assumir o cargo no Ministério da Saúde em 2021, a intenção era que ela substituísse o general Eduardo Pazuello, que enfrentava pressão pelo agravamento da crise sanitária causada pela Covid-19. Porém, na época, a médica foi bastante atacada pelos bolsonaristas por defender medidas preconizadas por especialistas e ser contrária aos discursos do presidente sobre o tratamento precoce com o uso de medicamentos sem eficácia, como a cloroquina, que jamais foi comprovado sua eficácia pelos estudiosos e pesquisadores no tratamento do coronavírus.

Durante entrevista ao GloboNews, Ludhmila falou sobre o convite de Jair e disse que não aceitou o cargo, pois segundo ela, não houve convergência técnica entre ela e o presidente. Ludhmila é defensora do isolamento social e a vacinação em massa da população como principal meio de postura ao combate ao vírus. A cardiologista é bastante conhecida por cuidar da saúde de diversos famosos.

Foto Destaque: Roberto Kalil, Ludhmila Hajjar e Miguel Srougi. Reprodução/Instagram

 

Ministério da Saúde volta a recomendar o uso da máscara

Com o aumento de caso da Covid-19, principalmente pela circulação da sublinhagem BQ.1, a Secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde voltou a recomendar a utilização de máscaras, o anúncio foi feito neste domingo (13).

Entre os dias 6 e 11 de novembro, foram notificados 57.825 casos e 314 mortes causadas pela doença. A média móvel dos últimos sete dias ficou em 8.448 diagnósticos diários, o que representa um aumento de 120% comparado com a semana anterior que registrou 3.834 casos. A média móvel de óbitos foi de 46, um acréscimo de 28% comparado a última semana que registrou 36.

O Ministério da Saúde recomenda atenção para os cuidados, principalmente pessoas com fatores de risco para complicações da Covid-19, como imunossuprimidos, idosos, gestantes e pessoas com múltiplas comorbidades. E quem teve contato com infectados e indivíduos que estejam em situações com maiores riscos de contaminação, como lugares fechados, mal ventilados, com aglomerações e serviços de saúde.


Uma pessoa segurando máscara descartável. (Foto: Reprodução/Instagram)


Em caso de qualquer sintoma ou suspeita é necessário o isolado até que se confirme o diagnostico, em casos de dúvidas procure orientação e qualquer sintoma mais grave buscar auxílio dos profissionais da saúde. Além disso, é recomendado que as pessoas busquem ter o esquema vacinal completo, com atenção para os prazos para às doses de reforço e os cuidados com a higienização, fazendo as lavagens das mãos com álcool 70%, água e sabão.

O ministério da saúde disponibiliza no site do governo uma cartilha com perguntas e respostas sobre o novo coronavírus, para caso de dúvidas, sobre sintomas, cuidados, o que fazer, é possível verificar de forma gratuita. Além do ministério da saúde, estados como São Paulo, Rio de Janeiro possuem também material de apoio com informações sobre a doença disponível em seus sites, sendo assim, as dúvidas podem ser sanadas sem precisar sem precisar sair de casa.

 

Foto Destaque: Mulher utilizando máscara. Reprodução/Instagram

Gravidez versus Menopausa mitos e verdades

A fertilidade da mulher acima dos 50 anos tornou-se assunto corriqueiro no país com a gestação da atriz Cláudia Raia, aos 55 anos. Com a discussão, dúvidas surgiram para entender se é possível engravidar após a menopausa. No entanto, a resposta é simples: não. Isso porque a mulher na menopausa não ovula mais e, por isso, não libera óvulos – o gameta feminino que é fundamental para a formação do embrião após a fecundação.

O ovário da pessoa do sexo femininom têm uma reserva finita e, à medida em que a idade avança, os riscos de complicações relacionados à gestação aumentam por conta das alterações que levam a esse esgotamento.

“Muitas pessoas confundem a menopausa com o período do climatério, fase que vem antes no ciclo da vida das pessoas do sexo feminino”, diz a médica ginecologista e obstetra do time da Oya  Care, Natalia Ramos. Neste hiato, entre a vida fertil com produção de óvulos e a menopausa ainda há possibilidade de engravidar.

Uma mulher pode se considerar na menopausa quando está sem menstruar, e, consequentemente, sem ovular há, pelo menos, 12 meses. Antes deste período, no entanto, vem o climatério, que se inicia, em média, aos 40 anos e que provoca aqueles sintomas mais conhecidos da “menopausa”, como os fogachos (ondas de calor), alterações de humor, sono, baixa libido e secura vaginal, por exemplo.

Durante o período do climatério é possível que a mulher ovule – e aí, sim, existe a possibilidade de gravidez. Ainda assim, as chances disso acontecer de maneira espontânea, sem intervenção médica, são menores e diminuem conforme a idade aumenta. “A partir de 45 anos as taxas de gestação natural são inferiores a 5% e as taxas de aborto espontâneo podem chegar a 90%”, relata a médica com base nos dados científicos.

Segundo a Sociedade Britânica de Fertilidade, após os 45 anos a probabilidade de ter uma gravidez natural chega a ser de 3%, na maioria dos casos. Aos 47 ou 48 anos, essa probabilidade cai para menos de 1%. O estudo afirma que é extremamente raro. “Não podemos dizer que é impossível, mas é mesmo muito raro.”

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas aponta que, aos 40 anos, cerca de 1 em cada 10 mulheres engravida naturalmente por ciclo menstrual.

Entretanto, isso não significa que a partir dessa idade a gravidez está fora de cogitação. “Existem diversas ferramentas para fornecer possibilidades para mulheres que não ovulam mais, mas que desejam uma gravidez. Algumas delas são: congelar seus próprios óvulos mais cedo e usá-los no futuro, congelar embriões ou, ainda, utilizar óvulos ou embriões doados”.

Natalia ressalta uma informação importante: o útero não envelhece. Com isso, os métodos, em sua maioria, são eficazes para mulheres que, mesmo sem ovular, podem engravidar e manter o bebê de forma saudável, por até nove meses da gestação.

Contudo, os riscos gestacionais como a hipertensão gestacional que leva à pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e o parto prematuro são muito comuns, tornando a gravidez de alto risco.

“Por isso, o acompanhamento médico é ainda mais fundamental quando a gravidez ocorre no climatério. A boa notícia é que a ciência avança a cada dia para otimizar os tratamentos nesses casos. Como alternativa, a medicina oferece a terapia hormonal substitutiva, que é basicamente oferecer esses hormônios que seriam produzidos pelo corpo lúteo de forma medicamentosa ampliando as chances de uma gravidez tardia”.

Natalia explica que todas as gestações são mantidas inicialmente por um cisto chamado corpo lúteo. Ele é o estágio atingido pelo folículo – uma espécie de bolsinha onde os óvulos ficam durante a fase de maturação – depois que ele libera o óvulo. Quando o óvulo é fecundado e se acomoda no endométrio, o corpo lúteo começa a produzir hormônios como o estrogênio e progesterona, dentre outras substâncias, que permitem o desenvolvimento do embrião até aproximadamente 12 semanas de gestação.

Depois disso, a placenta assume a frente e produz os hormônios necessários para a gestação. Quando a pessoa não ovula mais, ou seja, quando sua reserva ovariana chega ao fim, essa etapa de produção de hormônios pelos ovários não acontece. A partir desse momento, a terapia hormonal entra em jogo com a reposição dos esteróides sexuais, estrógenos, progestinas e androgênios.

Estudo publicado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aponta a indicação da terapia hormonal na menopausa para alívio dos sintomas vasomotores, conservação do trofismo urogenital, preservação da massa óssea e do colágeno, melhora do bem-estar e da sexualidade.


Natalia Ramos, médica ginecologista e obstetra, especialista em fertilidade e líder da Equipe de Cuidado da Oya Care (Foto: Nathalie Artaxo)


Sobre a Médica:

Natalia Ramos é médica ginecologista e obstetra, especialista em fertilidade e líder da Equipe de Cuidado da Oya Care, a primeira clínica virtual especializada na saúde feminina. A femtech propõe diálogos sobre fertilidade para que as mulheres conheçam seu corpo de forma aprofundada e tenham autonomia. Graduação em Medicina pela Universidade Nove de Julho, com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Pérola Byington. Especialização em Reprodução Humana pelo Hospital Foch (França).

Foto Destaque: Reprodução

Diabéticos devem cuidar dos rins: doença crônica é comum entre portadores da doença

Em 2021, o Brasil foi o sexto país com mais diabéticos no mundo, com 15,7 milhões de pacientes com a doença, de acordo com o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes. Estima-se que quase um terço (32%) das pessoas que vivem com diabetes no Brasil não sabem que possuem a doença. E quando o diabetes não é detectado ou é tratado de forma inadequada, as pessoas com diabetes correm o risco de complicações graves e fatais, como ataque cardíaco, derrame, cegueira, amputação de membros inferiores e insuficiência renal – quando os rins perdem progressivamente a capacidade de funcionar.

Estima-se que 30% dos portadores de diabetes possuem algum nível de lesão renal, levando o diabetes a ser, junto com a hipertensão, a maior causa da doença crônica que leva à diálise ou ao transplante.

A médica nefrologista Dra. Zita Maria Leme Brito, diretora médica do Centro de Nefrologia e Diálise Fresenius 9 de Julho, que integra a rede Fresenius Medical Care, empresa líder mundial em produtos e serviços para pessoas com doença renal, explica que o aumento dos níveis de glicose – ou também conhecido como açúcar ou carboidrato do tipo simples – no sangue pode acarretar diversas complicações, principalmente lesões vasculares.

“Existe o diabetes mellitus tipo 1, que usualmente se apresenta na infância, e é caracterizado por um defeito nas células do pâncreas em produzir um hormônio chamado insulina, e é responsável por colocar a glicose dentro da célula. Sendo assim, na ausência desse hormônio, os níveis de glicose ficam altos no sangue. Porém, a maior parte dos pacientes diabéticos apresenta o tipo 2, que usualmente se manifesta após os 40 anos, e é caracterizado por uma resistência à insulina, o que acaba por também gerar um aumento dos níveis de glicose no sangue. Má alimentação, sedentarismo e obesidade contribuem de forma muito relevante para esse aumento da resistência porque o acúmulo de gordura dificulta a ação do hormônio insulina. Logo, a ingestão exagerada de açúcares, carboidratos, gorduras e sal é grande inimiga da boa saúde. Primeiro, podem vir a obesidade e a resistência à insulina. Mas os problemas vão progredindo à medida que envelhecemos, com complicações mais graves como hipertensão arterial, diabetes, doenças nos rins, nos olhos, no coração e até nos nervos”, explica.

De acordo com a médica, os rins sofrem justamente porque o excesso de açúcar no sangue causa inicialmente uma hiperfiltração, que vai progressivamente lesionando os vasos sanguíneos, reduzindo, com o passar do tempo, a capacidade de filtração dos rins.

“Alimentos com alto índice glicêmico, como farinhas brancas, batata e açúcar refinado são responsáveis por jogar rapidamente na circulação sanguínea grandes quantidades de glicose. Com isso, geram a necessidade de uma liberação rápida de muita insulina para colocar esse excesso de glicose para dentro das células e, muitas vezes, esse excesso será convertido em gordura. Importante notar que, após esse pico de insulina e a entrada da glicose para a célula, essa queda pode gerar fome e vontade de comer mais carboidratos de índice glicêmico alto. Assim, a obesidade e a resistência à insulina vão sendo desenvolvidas. Para o rompimento desse círculo vicioso e maléfico, é necessária uma alimentação saudável, com uma dieta rica em alimentos cuja absorção dos carboidratos é mais lenta, evitando assim os picos de insulina, como fibras, verduras e legumes de baixo índice glicêmico. E a prática regular de exercícios físicos. Estes são os aliados mais importantes”, afirma.

O diabético também é mais propenso à desidratação, a infecções e ao desenvolvimento de cetoacidose — estado grave no qual o corpo produz ácidos sanguíneos em excesso, o que o deixa predisposto à insuficiência renal aguda.

Entre os sintomas mais comuns estão o aumento e a frequência do volume urinário, sede exagerada e visão turva. Mas qualquer tipo de diabetes mellitus pode evoluir silenciosamente nas suas fases iniciais, sendo ainda mais comum no diabetes tipo 2.

O que as pessoas com diabetes podem fazer para prevenir a insuficiência renal?

O controle dos níveis de açúcar no sangue é fundamental para reduzir a hiperfiltração e preservar os vasos dos rins, reduzindo o risco de desenvolver a doença renal crônica. Cuidar da pressão, evitar sal e fazer exercícios físicos são medidas preventivas também essenciais.

“Além disso, o que se recomenda é fazer testes para medir a proteína albumina na urina e o nível de creatinina no sangue pelo menos uma vez por ano e, quando alterados, consultar um nefrologista. Evitar ingerir bebida alcoólica e fumar também é muito importante. Muitas pessoas com diabetes não desenvolvem a insuficiência renal crônica. Ser diabético nem sempre significa ter problemas renais”, orienta a médica da Fresenius Medical Care.

O diagnóstico do diabetes é dado quando a dosagem de glicose após jejum de oito horas no sangue é maior que 126 mg/dl, ou a hemoglobina glicada é maior ou igual a 6,5%. O controle da glicose no sangue para níveis próximos a 100mg/dl e a hemoglobina glicada menor que 7gr/dl são os alvos. Para conseguir atingir estas metas, aliadas às medicações e a injeções de insulina, as mudanças de hábitos de vida com dieta adequada, atividade física, suspensão do fumo e excesso de ingestão de álcool são fundamentais.

“Uma vez não controlada, a diabetes pode cursar com complicações em alguns órgãos: olho (redução da visão), cardiovascular (angina e infarto cardíaco, acidente vascular cerebral e insuficiência nas artérias dos membros inferiores) e rins apresentando desde a síndrome nefrótica (nefropatia diabética), causando inchaço nas pernas e olhos e urina com espuma, até a insuficiência renal crônica com necessidade de terapia de substituição (hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal). Manter a glicemia dentro da normalidade é o grande segredo para evitar as complicações e manter a qualidade de vida!”

Foto Destaque: Reprodução

Ingerir cerveja pode ajudar a prevenir o Alzheimer devido à sua composição

Apesar de parecer uma certa contradição, um estudo na Finlândia aponta redução de uma das proteínas causadoras da doença, em pessoas que consumiam cevada.

A cerveja é feita de lúpulo, planta trepadeira da família das canabidáceas, que atribui o aroma e o gosto amargo à bebida. Em uma pesquisa recente, publicada na ACS Chemical Neuroscience, no entanto, mostra que esse ingrediente vai muito além da função de aromatizar a cerveja. Os produtos químicos extraídos de flores de lúpulo podem inibir a aglomeração de proteínas beta-amiloides, que estão associadas à doença de Alzheimer. 

As flores de lúpulo são usadas para aromatizar cervejas e têm sido exploradas como um dos potenciais nutracêuticos, ou seja, alimentos que possuem algum tipo de função medicinal e nutricional.


A cerveja que as pessoas costumam ingerir normalmente (Foto: Reprodução/Portal6)


Para identificar esses compostos, os pesquisadores criaram e caracterizaram extrações de quatro variedades comuns de lúpulo, utilizando um método semelhante ao que é usado na etapa de fabricação de cerveja. Nos testes realizados,  descobriram que os extratos tinham propriedades antioxidantes e que de alguma forma, tinham condições de impedir que as proteínas beta amilóides se aglutinassem nas células nervosas humanas.

O extrato que obteve o maior sucesso foi do lúpulo Tettnang, pois promoveu processos capazes de permitir que o corpo elimine proteínas neurotóxicas. A equipe que realizou os testes, ainda experimentou a substância em uma espécie de verme e descobriu proteção relacionada ao Alzheimer.

Os pesquisadores afirmaram que, embora esta pesquisa não justifique beber cervejas mais amargas, mostra que os compostos de lúpulo podem servir de base para nutracêuticos que combatem o desenvolvimento de Alzheimer. A ideia no momento, é entender melhor essa relação e de que forma pode evoluir para uma cura.

Entretanto, vale lembrar que o álcool em excesso e com frequência, pode trazer sérias complicações à saude, pois pode gerar danos ao fígado, ao coração e ao cérebro.

Foto Destaque: A cerveja que as pessoas costumam ingerir em confraternização. Reprodução/Revista  Bula

Exames são disponibilizados de forma gratuita na cidade de São Paulo para prevenção do câncer de mama

Mulheres que moram no estado de São Paulo, têm até o final do ano para realizar exames de papanicolau e mamografia de graça. 

Estarão disponíveis, para mulheres cadastradas no site Instituto Horas da vida, 30 exames de papanicolau e 15 de mamografia, ao todo, 45 exames. A instituição funciona de forma independente, sem fins lucrativos e trabalha para facilitar o acesso gratuito à saúde para pessoas que se encontram em vulnerabilidade social.

Após o cadastro no site, a instituição se encarrega de agendar os exames em um laboratório parceiro, e além disso, acompanha cada caso.

O câncer é o tipo que mais mata mulheres no Brasil, devido à isso, a partir dos 40 anos, a mamografia deve ser feito anualmente, pois o exame é um aliado no diagnóstico da doença.


Um seio com câncer de mama. (Foto: Reprodução/MSD Manuals)

 


Já o exame papanicolau, auxilia no diagnóstico precoce da doença e é recomendado pelos médicos para mulheres de 25 a 64 anos que já tenham iniciado a vida sexual. 

De acordo com dados da Secretaria Municipal da Saúde, a realização de exames de papanicolau caiu 4,7% na cidade de São Paulo no primeiro semestre de 2022, em comparação com o mesmo período de 2019, antes da pandemia. A campanha, feita de forma filantrópica pelo Instituto Horas da Vida, é de suma importância, pois incentiva as mulheres a cuidarem de sua saúde, e principalmente, torna a prática  acessível para quem não teria condições. “É infelizmente uma realidade muito triste, muito complexa de casos de cânceres estarem sendo descobertos já nas fases mais avançadas justamente porque aconteceu essa demora e agora existe um represamento de exames e de pessoas precisando de cuidado que não está sendo priorizado. A gente hoje deveria estar vivendo um momento onde o esforço é maior para atender todo esse represamento”, afirmou Luciana Holtz de Camargo Barros, presidente do Instituto Oncoguia.

Outubro é conhecido por ser o mês da prevenção ao câncer de mama, no entanto, os cuidados não podem ocorrer apenas durante o Outubro Rosa. Especialistas afirmam que para evitar a doença, o cuidado deve se manter durante todo o ano.

Foto Destaque: Ilustração da área que o câncer de mama afeta. Reprodução/Dr. Pimentel – Mastologista

Pesquisadores em MG descobrem produto seguro que elimina o mosquito da dengue

Nesta semana os pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), de Minas Gerais, descobriram um novo produto seguro e eficaz para combater o agente Aedes aegypti, transmissor das principais doenças como: dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Segundo os cientistas, a fórmula ‘alquilpoliglicosídeos’ foi comprovada; além de eliminar os insetos, ele não causa danos ao meio ambiente e à saúde humana.

Vale ressaltar que, neste ano no Brasil, devido ao aumento de casos de dengue, à doença se tornou um problema de saúde pública e, de acordo com o Ministério da Saúde, entre janeiro e a terceira semana de agosto, foram contabilizados 1,3 milhão de casos, preocupando por ser quase o triplo de infecções do mesmo período do ano passado. Além do aumento acentuado de casos no país de chikungunya e de zica. 

Entenda o produto ‘alquilpoliglicosídeos’


Imagem ilustrativa de pesquisadores. (Foto: Reprodução/Pexels)


De acordo com a pesquisa, o alquilpoliglicosídeos são: surfactantes naturais captado de fontes renováveis – usado para obter o controle de larvas e mosquitos. Sendo assim, os cientistas conseguiram uma patente no final de outubro, aliada ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para o uso.

Os surfactantes escolhidos são divulgados como uma nova forma de controle de larvas aquáticas, igualmente aquelas que são resistentes aos inseticidas convencionais: “Os alquilpoliglicosídeos interferem no ambiente em que as larvas vivem por meio de alterações na tensão superficial da água, o que dificulta o posicionamento correto das larvas para a realização de trocas gasosas com a atmosfera”, explica os pesquisadores da (UFV).

Além disso, a ação é direcionada ao meio e não no metabolismo, dessa forma, a probabilidade é diminuída de riscos, diferente dos inseticidas comercializados. “Além de os produtos propostos na tecnologia não serem tóxicos a humanos, animais domésticos ou silvestres e insetos de modo geral, nas concentrações recomendadas, eles têm baixo custo, são biodegradáveis e fáceis de usar”, explica a publicação.

Por fim, a descoberta dos pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia e Biodiversidade para o Meio Ambiente, que é coordenado pelo professor Marcos Rogério Tótola, é capaz de transformar a forma como o mundo vem combatendo as doenças do mosquito Aedes aegypti. Sendo, uma nova opção dos inseticidas convencionais, para empresas e governos que buscam reduzir a proliferação.

Foto destaque: Mosquito Aedes aegypti. Reprodução/Pexels