Profissionais da saúde são treinados para identificar poliomielite em São Paulo

O Governo de São Paulo realizou, de segunda (7) até quarta (9), a capacitação de mais de 200 profissionais do estado para identificação da poliomielite. Representantes de Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas, Rio Grande do Norte e do Distrito Federal também estiveram presentes. Os participantes atuam em áreas como a imunização, vigilância epidemiológica e coordenação da atenção básica. O treinamento ocorreu na Faculdade Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O objetivo é promover o “Plano Estadual de Resposta a um Evento de Detecção de Poliovírus e um Surto de Poliomielite” e ajudar os municípios a prepararem seus planos. Os profissionais assistiram a palestras que apresentaram dados e toda a teoria necessária para no fim realizar simulados práticos de identificação de casos da doença.


Foto: Volta da paralisia infantil preocupa. Reprodução/Pexels


Diretora da divisão de doenças de transmissão hídrica e alimentar de São Paulo, Alessandra Lucchesi afirma que o cenário em relação à poliomielite é perigoso não só no Brasil, mas em todo o mundo. O momento atual é extremamente propício. O cenário internacional contra a poliomielite tem se agravado. Além do Paquistão e do Afeganistão que já sofrem com a circulação do vírus há anos, existem outros países que há muito tempo não registravam casos e passaram a registrar. Alguns exemplos são Moçambique e Estados Unidos. A gente tem essa preocupação até pelo fluxo internacional em São Paulo. Temos o maior aeroporto e porto da América Latina.”, disse em entrevista à Rede Globo.

A meta de imunização da população é de 95%. O estado de São Paulo chegou a apenas 70%, enquanto a capital a 80%. Esses são números considerados baixos, portanto o risco de contração de poliomielite é considerado alto, explica a coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), Regiane de Paula. “Devido à baixa cobertura vacinal e a necessidade de maior sensibilização da rede de vigilância, verificamos um risco significativo a reintrodução da poliomielite no Brasil. São Paulo saiu na frente na capacitação dos profissionais do seu território para estarem preparados para evitar o vírus e, caso ocorra algum caso, saibam o que tem que ser feito”

A vacina contra a poliomielite está disponível nos postos durante todo o ano. O esquema vacinal é composto por três doses, administradas aos dois, quatro e seis meses de idade. São necessários dois reforços, aos 15 meses e aos quatro anos de idade. O último caso da doença registrado em São Paulo é de 1988, no município de Teodoro Sampaio.

 

Foto destaque: Vacinação contra a poliomielite. Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil

Diabetes: Tudo o que Você Precisa Saber Sobre e o que Fazer Para Evitar

As diferenças entre os principais tipos, como ela surge, como se desenvolve e o que fazer para não desenvolver a doença

O diabetes se desenvolve quando o corpo apresenta dificuldade em usar o açúcar que absorvemos dos alimentos para obter energia, dessa forma o açúcar se acumula na corrente sanguínea.

Açúcar elevado no sangue pode ter efeitos imediatos, como visão embaçada. Também pode causar problemas ao longo do tempo, como doenças cardíacas, cegueira e danificação dos tecidos no organismo.

Principais tipos de diabetes
Diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2. O médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo esclarece que ambos são causados por problemas de produção ou uso de insulina, um hormônio que possibilita que as células usem corretamente a glicose (açúcar no sangue), para obter energia.

Diabetes (formalmente chamado de diabetes mellitus) é uma doença crônica que afeta mais de 537 milhões de adultos no mundo. No Brasil, as estimativas mais recentes somam 16,8 milhões de pessoas com a doença, cerca de 7% da população.

Principais diferenças entre o tipo 1 e o tipo 2

A principal conexão que relaciona os dois tipos de diabetes é entre o açúcar no sangue e a insulina. O que difere, são as razões pelas quais cada um acontece.

Durante a digestão, os alimentos são divididos em componentes básicos. Os carboidratos são divididos em açúcares simples, principalmente glicose. A glicose é uma fonte de energia criticamente importante para as células do corpo. Para fornecer energia às células, a glicose precisa sair do sangue e entrar nas células.

O hormônio insulina produzido pelo pâncreas e liberado na corrente sanguínea sinaliza as células do corpo para absorver glicose. Quando os níveis de glicose no sangue aumentam, como após uma refeição, o pâncreas normalmente produz mais insulina.

O diabetes tipo 1 ocorre quando algumas ou todas as células produtoras de insulina no pâncreas são destruídas e não funcionam mais. Isso deixa o paciente com pouca ou nenhuma insulina. Sem insulina, o açúcar se acumula na corrente sanguínea em vez de entrar nas células. Como resultado, o corpo não consegue usar essa glicose como energia.

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. Isso significa que começa quando o sistema imunológico ataca as próprias células do corpo, destruindo as células produtoras de insulina no pâncreas.

O diabetes tipo 2 ocorre quando as células do corpo resistem ao efeito normal da insulina, que é conduzir a glicose do sangue para o interior das células. Esta condição é chamada de resistência à insulina. Como resultado, a glicose começa a se acumular no sangue.

Em pessoas com resistência à insulina, o pâncreas “vê” o aumento do nível de glicose no sangue e responde produzindo insulina extra para manter um nível normal de açúcar no sangue. Com o tempo, a resistência à insulina do corpo piora. Em resposta, o pâncreas produz cada vez mais insulina, até ficar “exausto”. Então, não consegue acompanhar a demanda por mais e mais insulina, dessa forma os níveis de glicose começam a subir.

Por que é prejudicial ter excesso de glicose na corrente sanguínea?
O médico Ronan Araujo explica que quando você digere a comida, ocorrem processos químicos em seu corpo que quebram e transformam os alimentos, principalmente carboidratos, em açúcares ou glicose. A glicose é um combustível importante para as células em todo o corpo. Mas essas células não conseguem ter acesso a essa fonte de combustível sem uma substância, produzida naturalmente pelo pâncreas, chamada insulina.

Em alguém sem diabetes, um aumento de açúcar no sangue, geralmente após uma refeição, faz com que o pâncreas libere insulina na corrente sanguínea para que a glicose possa se mover para as células do corpo e ser usada como combustível.

Mas com o diabetes, esse processo para de funcionar, seja porque o pâncreas não produz insulina suficiente ou porque as células do corpo se tornam resistentes à insulina (ou ambos). Como resultado, a glicose, incapaz de entrar nas células, permanece na corrente sanguínea, circulando por todo o corpo e causando danos aos vasos sanguíneos, nervos e órgãos.

Como diagnosticar o paciente que está com diabetes?
Vários testes podem ser usados para diagnosticar o diabetes, incluindo aqueles que avaliam os níveis de açúcar em jejum, após consumir açúcar, em momentos aleatórios ou como média nos últimos meses. Se um paciente não tiver níveis normais de açúcar no sangue – especialmente se estiver apresentando sintomas – será provavelmente diagnosticado com diabetes ou pré-diabetes.

“Os dois sintomas mais comuns para uma identificação prévia são: urinar excessivamente e aumento da sede. Isso acontece porque os rins devem liberar a glicose extra na urina. Isso significa que os rins também precisam liberar grandes quantidades de água junto com a glicose. Expelir tanto líquido deixa você desidratado, e é por isso que você fica com tanta sede. Que caso não seja tratada, pode levar à desidratação, confusão e fraqueza extrema.” destaca o médico nutrólogo.


(Foto/Reprodução)


Qual a definição da pré-diabetes?
O Dr. Ronan Araujo esclarece que é uma condição muito frequentemente. Se você for diagnosticado com pré-diabetes, isso é um sinal de alerta para gerenciar seus níveis de açúcar no sangue por meio de mudanças no estilo de vida e possivelmente medicamentos para evitar que se torne crônico e se transforme em diabetes.

Uma em cada 10 pessoas diagnosticadas com pré-diabetes irá desenvolver diabetes tipo 2 nos próximos 12 meses. O risco vitalício disso acontecer é de cerca de 70%. Felizmente, no entanto, um diagnóstico de pré-diabetes não significa que você está destinado a desenvolver diabetes.

É possível não apenas evitar o desenvolvimento de diabetes, mas também reverter o pré-diabetes. A chave é combater a resistência à insulina, que está ligada à gordura corporal, especialmente ao redor da barriga. Portanto, exercícios regulares — pelo menos 30 minutos por dia — e comer alimentos saudáveis são cruciais.

Como evitar o desenvolvimento de diabetes no diagnóstico do pré-diabetes?
Primeiramente, evitar comer muitos carboidratos — especialmente das variedades refinadas e processadas, isso fará com que o açúcar no sangue aumente.

Legumes, feijões e grãos integrais são boas formas de carboidratos, porém consideravelmente calóricos. Comer muitas calorias faz com que seu corpo armazene a energia extra como gordura, piorando a resistência à insulina. Portanto, obtenha sua proteína de carnes magras, aves, peixes e legumes. Evite bebidas açucaradas e, em vez disso, beba muita água.

A longo prazo, o diabetes pode causar vários problemas de saúde graves. O excesso de açúcar no sangue danifica os vasos sanguíneos nos olhos, causando uma condição chamada retinopatia, que pode levar à cegueira se não for tratada. A glicose alta no sangue também danifica os nervos, geralmente nos pés, pernas e mãos. As pessoas com diabetes às vezes desenvolvem feridas nos pés que não podem sentir devido a danos nos nervos. Quando essas feridas não são tratadas, elas podem se tornar úlceras profundas na pele que podem levar meses para cicatrizar. Além disso, o diabetes aumenta o risco de doenças cardíacas e renais.

Como prevenir o diabetes
A diabetes tipo 1 não pode ser prevenida. Mas você pode prevenir o diabetes tipo 2, mesmo com histórico familiar.

Se um parente próximo — principalmente um pai ou irmão — tem diabetes tipo 2, ou se seu teste de glicose no sangue mostra “pré-diabetes” (definido como níveis de glicose no sangue entre 100 e 125 mg/dL), você possui um maior risco para desenvolver diabetes tipo 2.

Hábitos que vão ajudar a prevenir o diabetes tipo 2:
• Mantenha seu peso corporal ideal;

• Exercite-se regularmente — como uma caminhada rápida de 30 minutos — pelo menos cinco vezes por semana, mesmo que isso não resulte em você atingir um peso ideal o exercício regular reduz a resistência à insulina, mesmo que você não perca peso;

• Adotar hábitos de alimentação mais saudáveis;

• Consulte seu médico para indicar medicamentos que oferecem proteção adicional para pré-diabetes.


(Foto/Reprodução)


“Os sintomas do diabetes nem sempre aparecem até que a doença tenha progredido, e é por isso que é extremamente importante realizar visitas periódicas ao seu médico. Quanto mais cedo a doença for detectada, melhor será a capacidade de gerenciá-la.” finaliza o Dr. Ronan Araujo.

Foto Destaque: Reprodução

Especialistas alertam sobre uma possível pandemia de gripe aviária

A Europa vem enfrentando um pequeno surto de gripe aviária. As autoridades de saúde estão acompanhando uma alta significativa nos casos da gripe, provocadas pela influenza A (H5N1), em animais de cativeiro.


Homem trabalhando em criador de aves. (Foto: Reprodução/Getty Images)


A situação deixou a entidade em alerta principalmente com a identificação de dois casos em humanos na Espanha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os indivíduos eram jovens entre 19 e 27 anos e trabalhavam em uma granja e não apresentaram nenhum sintoma da doença, mesmo estando contaminados. Os sintomas em humanos podem variar desde infecções respiratórias assintomáticas até leves sinais de febre e tosse, podendo progredir para uma pneumonia grave com desconforto respiratório agudo levando a morte.

De acordo com especialistas, apesar desta ameaça permanecer controlada, se não houver uma mudança na forma de criação de aves, pode ocorrer o surgimento de cepas mutantes, que em tese, originaria uma pandemia, representando uma nova ameaça à humanidade.

O Reino Unido hoje vem enfrentando o seu maior surto de gripe desde o final do ano de 2021. Foi identificado casos em mais de 70 instalações que criam aves.

Segundo a Agência de Segurança de Saúde, o risco de contaminação para a saúde publica ainda é baixo. E que as aves nessas instalações foram sacrificadas juntamente com todo o resto do rebanho existente. No entanto, se uma destas cepas realizarem uma mutação e esta, por sua vez, circular entre humanos, aumentaria muito as chances de uma pandemia.

A pesquisadora Devi Sridhar, professora da universidade de Edimburgo, relatou em um artigo para o jornal The Guardian:

“O cerne da questão é como criamos e tratamos os animais e como são as suas interações com os humanos. um ambiente de criação industrial, onde os animais são mantidos em locais fechados e os vírus têm a chance de circular e sofrer mutações”

A gripe aviária é uma doença provocada pelo vírus da influenza A e pode ser dos tipos H5N1, H5N8, H7N9 ou H9N2. Esta condição raramente acomete seres humanos e não passa de pessoa para pessoa, a sua transmissão acontece somente com o contato com aves infectadas ou superfícies contaminadas com excreções de aves infectadas. A doença pode ter um alto índice de mortalidade em humanos.

 

Foto destaque: Galpão industrial de criação de aves. Reprodução/Getty Images.

Quinta dose contra covid já começa a ser aplicada no RJ

De acordo com informações da secretaria de Saúde, ainda não há uma orientação do Ministério da Saúde ou da Anvisa quanto a quinta dose da covid, mas as prefeituras possuem autonomia para administrar a vacinação com as doses recebidas. Com isso, os municípios fluminense já começaram a aplicar a quinta dose. O número de casos tem aumentado e secretarias de Saúde tem alertado sobre a subvariante BQ.1 estar circulando.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde do Rio (SMS), é a variante BQ.1 que está ocasionando o aumento do número de casos de Covid-19 na cidade. No último sábado (05), foi confirmado o primeiro caso na cidade, em uma moradora da Zona Norte do Rio de 35 anos. Ela tomou as doses da vacina e passa bem. A mulher não tinha histórico de viagem, o que comprova a transmissão local.


Variante da ômicron foi descoberta no Brasil, BQ.1 (Foto reprodução: G1)


Na capital do Rio de Janeiro, os idosos e pessoas com comorbidades vão poder se vacinar com a quinta dose assim que completarem 10 meses da aplicação da quarta. O município começou a aplicar a quarta dose em março de 2022 ou seja, há oito meses.

Em Niterói, as pessoas imunossuprimidas que tenham completado os 10 meses de aplicação da quarta dose já podem ir aos postos. E a quinta dose será oferecida a qualquer adulto, maior de 18 anos, com esse intervalo. A cidade começou a vacinação em pessoas com alto grau de imunossupressão em janeiro. O resto precisará aguardar chegar aos 10 meses.

Já em Magé, a quinta dose está sendo aplicada para todos maiores de 18 anos, desde segunda-feira. A rodada já estava no planejamento e não possui relação direta com a chegada da BQ.1.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que mesmo com o crescimento do número de casos, ainda não há orientação para o retorno obrigatório do uso de máscaras na capital fluminense.

Foto destaque: Quinta dose começa a ser aplicada no RJ: Foto reprodução/Brasil de Fato.

A remoção do ovário antes da menopausa pode aumentar o risco da mulher ter Parkinson

Segundo um novo estudo feito por cientistas de Minnesota, nos Estados Unidos, as mulheres que removem ambos os ovários antes da menopausa tem um risco aumentado de desenvolver a doença de Parkinson. O estudo analisou dados de mais de 5 mil mulheres e descobriu que as mulheres que tiveram ambos ovários retirados antes de completar 43 anos tinham cinco vezes mais de probabilidade de serem diagnosticadas com a doença, comparando com mulheres da mesma idade e não fizeram a cirurgia.

A remoção de um ou dois ovários é chamado de ooforectomia e é um procedimento feito para tratar ou evitar o câncer de ovário. A cirurgia pode causar a menopausa e com isso as mulheres podem apresentar alguns sinais ou sintomas após.

Pesquisas anteriores já demonstravam que a perda precoce de estrogênio pode colaborar com o avanço da doença em algumas mulheres. Apesar disso, o novo estudo não comprova que a cirurgia causa Parkinson.

O principal autor do estudo, o neurologista Walter Rocca, sugere que pode existir um efeito protetor do estogênio nas células produtoras de dopanima, até mesmo por isso o Parkinson é duas vezes mais comum em homens que em mulheres. Como os ovários são a principal fonte do hormônio feminino, quando ambos são removidos, antes da menopausa, existe uma queda grande do estrogênio e isso pode significar uma perda dos efeitos protetores que o hormônio causa no cérebro.

“Combinando os resultados deste estudo com os resultados de estudos semelhantes e com o que se sabe sobre os efeitos biológicos do estrogênio no cérebro, é razoável sugerir que a remoção de ambos os ovários tem um efeito causal no risco de doença de Parkinson”, disse Rocca.


Mulheres que removem ambos os ovários antes da menopausa tem um risco aumentado de desenvolver a doeneça de Parkinson (Foto reprodução: Hospital Presidente)


No estudo, os cientistas descobriram que 1% das mulheres que participaram do estudo desenvolveram a doença de Parkinson, equanto 1,5% foram diagnosticadas com parkinsonismo, que é quando as pessoas possuem alguns sintomas observados no Parkinson, mas as causas variam. 5.500 mulheres de Minesota participaram da pesquisa e 2.750 mulheres tiveram seus dois ovários removidos. Dessas 2.750, 32 tiveram Parkinson, contra 21 no grupo de comparação. Enquanto 50 tiveram parkinsonismo, contra 32.

Com uma análise mais profunda, os cientistas também descobriram que a idade das mulheres tinha associação com a doença. A remoção bilateral do ovário em uma idade mais avançada não foi associada a um risco aumentado.

Foto destaque: A remoção de um ou dois ovários é chamado de ooforectomia e é um procedimento feito para tratar ou evitar o câncer de ovário: Foto reprodução/drrafaelsato.com

Estudo aponta que atividade física pode evitar depressão e ansiedade

Distúrbios emocionais são situações que as pessoas encaram como devastadoras. Atualmente no Brasil os números são alarmantes, aproximadamente são registrados cerca de 14 mil casos por ano, em media 38 pessoas por dia tiram sua própria vida. Dentre os transtornos que mais afetam a população estão à ansiedade e a depressão.


 

Foto: Mulher Praticando atividade física. (Reprodução/ Getty Images).


 É necessário entender a importância de se compreender a depressão e a ansiedade enquanto doenças, acreditando que prevenção e recuperação è possível.

Uma das terapias que vem sendo usadas para prevenção e controle desses distúrbios é a atividade física. Segundo estudiosos essa prática amenizaria possíveis comportamentos como: irritabilidade, pessimismo ou apatia contribuindo assim para um melhor bem estar físico, social e mental.

Um estudo realizado na Universidade de Glasgow, na Escócia, e publicado em um artigo na revista científica BMC Medicine, aponta que casos de ansiedade e depressão podem ser evitados com a prática regular de exercícios.  A pesquisa realizada ao longo de 7 anos por meio do método de rastreamento da pratica de atividades físicas, levou em consideração o grau de desempenho entre leve, moderado e vigoroso. Foram analisados dados de 37.327 voluntários com idades entre 37 a 73 anos, os testes foram feitos através do uso de um medidor de pulso. Ao final foi constatado que aqueles que praticaram exercícios com uma intensidade moderada como caminhada rápida, ciclismo e dança, teria uma redução de 41% do risco de desenvolver ansiedade e depressão no futuro. E se essa mesma pessoa dedicar 75 minutos por semana a exercícios vigorosos, como corrida e natação sua redução de risco seria de 56%. De acordo com os pesquisadores a prática de 75 a 150 minutos diária de atividade vigorosa por semana é bao forma de prevenir e combater a depressão. A atividade  constante tem efeitos benéficos na saúde em geral e,ao nível psicológico, reduzindo a ansiedade, melhorando a autoestima, autoconfiança, melhorando assim a cogniçao e diminuir o stress.

Foto destaque: Atividade física como terapia para ansiedade e depressão.  Reprodução/Istockphoto.

Prebiótico, Probiótico e Posbiótico: Saúde do intestino é uma questão de diversidade

Muitos de nós já ouvimos falar de Prebiótico e Probióticos, mas, talvez, ainda não conheça os Posbióticos. A participação deste trio e de extrema importância para nossa saúde intestinal e sistema imunológico. O intestino possui um sistema imunológico próprio, que se comunica com o restante do organismo. Para que todas as bactérias saudáveis sejam alimentadas são necessários probióticos (bactérias vivas benéficas), prebióticos (fibras que alimentam essas bactérias benéficas) e pós-bióticos (substâncias produzidas pelas fibras a partir da fermentação das fibras prebióticas).


 

 Alimentos ricos em prebióticos e fibras (Reprodução/ Getty Images).


Os probióticos são definidos como microorganismos vivos que, sendo administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios para a saúde. Estes por sua vez podem ser encontrados em alimentos como iogurte, leite fermentado, e também, em alguns suplementos alimentares. Estes alimentos são repletos de bactérias “boas” que podem ajudar a manter o intestino saudável.

 Os prebióticos são partículas alimentares que nutrem as bactérias probióticos. Os mais usuais são oligofrutose, insulina, lactulose e amido resistente. Podemos encontrar estas substancias nos alimentos ricos em carboidratos complexos (fibras alimentares) que ajudam a aumentar as bactérias boas no intestino delgado, como aveias, nozes e legumes.

 E os Posbióticos o que são? São substâncias liberada ou produzida pela atividade metabólica do microorganismo, que exerce efeito benéfico sobre o microrganismo, ou seja, a liberação direta ou indiretamente.

De forma resumida, os pós-bióticos são obtidos a partir da fermentação dos probióticos, de modo que pode ser considerado um subproduto deles. Quando fermentados e alimentados com moléculas fibrosas, os probióticos originam os Posbióticos, cujas propriedades são capazes de ajudar na regulação do microbioma intestinal. Entre os Posbióticos mais conhecido esta o ácido graxo que é responsável pelo controle de nossa imunidade aumentando a produção de citocinas (proteína da célula), reduzindo os processos inflamatórios no organismo. Melhorando a capacidade do organismo em produzir anticorpos contra bactérias e toxinas. Vale ressaltar que nem todos os Posbiótico são “heróis”. A ingestão de uma dieta com alto nível de gordura rica em proteínas, sem fibras suficientes e com baixo teor de carboidratos, em longo prazo, significa muitas vezes o aumento na produção do ácido produzido pela bíllis, causando inflamações e até mesmo o câncer.

 De modo os especialistas em nutrição recomendam uma boa alimentação baseada em verduras, legumes, leguminosas, grãos e frutas. Para reforçar a produção de ácido graxo e outros Posbióticos no organismo. Garantindo assim uma boa saúde para nosso intestino.

Foto destaque: probióticos (bactérias vivas benéficas), prebióticos (fibras que alimentam essas bactérias benéficas). Reprodução/ Getty Images.

Consumo de alimentos ultraprocessados é responsável por 10% das mortes no Brasil

A rotina agitada associada à falta de tempo para preparar uma boa alimentação, vem levando parte da população brasileira ao consumo indiscriminado de alimentos ultraprossessados. Estes alimentos por serem de baixo custo e de maior praticidade, vem há algum tempo substituindo as refeições tradicionais, feitas com ingredientes naturais.


Foto: Homem realizando compras. Reprodução/ GETTY IMAGENS.


Um estudo de caráter inédito publicado na última segunda (7), na revista médica American Journal of Preventive Medicine, realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou que o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados por meio industriais é responsável por mais de 9% das mortes prematuras em nosso país no ano de 2019. A pesquisa revela que os óbitos são por doenças não transmissíveis atribuídas a comidas ricas em altas taxas de gorduras e sal. De acordo com a analise realizada, dos 541,2 mil óbitos ocorridos 10% deram se em indivíduos entre 30 e 69 anos. De acordo com os pesquisadores, as principais causas de morte que estão relacionadas à má alimentação são o infarto, o acidente vascular cerebral o famoso (AVC), diabetes, obesidade e doença renal crônica.

O estudo foi conduzido por método estatístico que simulou os riscos de mortes prematuras. O levantamento envolveu três etapas: a primeira foi à ingestão inicial sobre os hábitos alimentares dos brasileiros segmentados por sexo e faixa etária. A segunda, foi baseada na redução da ingestão e a terceira e última fase, foi observada quanto à diminuição reduziria a mortalidade por todas as causas, incluindo uma análise comparativa de avaliação de risco.

Conclui se que o consumo de alimentos ultraprocessados se diminuído poderia, potencialmente, evitado entre 5.9 mil e 29,3 mil mortes. Os alimentos processados são aqueles que passam por vários processos industriais, recebendo adição de grandes taxas de gorduras trans, açucares sódio, corantes e vários conservantes produzidos artificialmente para melhorar a cor, o sabor e a durabilidade do produto.  É um alimento de baixa composição de nutrientes sem vitaminas ou minerais, e altamente calóricas.

Foto destaque: Consumo de alimentos ultraprocessados é responsável por mais de 9% das mortes prematuras. REPRODUÇÃO/GETTY IMAGENS/Istockphoto.

Instituto aponta tabagismo como influência de risco em casos de câncer de bexiga

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelou que cerca de 10 mil pessoas são, anualmente, diagnosticadas com câncer de bexiga no Brasil. Os dados apontam que homens brancos com idade avançada são os mais atingidos pela doença e revelam que o tabagismo é um fator que aumenta os riscos de desenvolvimento da doença.

De acordo com o Instituto, a média de pessoas positivadas para a doença que possuem vício em cigarros de tabaco, como em charutos ou cachimbos, é de 60%. Além de hábitos fumantes, é apontada como influência ao câncer de bexiga a exposição a substâncias químicas, não apenas como álcool e drogas, mas produtos industriais também.

A cura da doença, no entanto, chega a ser uma possibilidade principalmente para aqueles que detém o diagnóstico durante a fase precoce da doença. A importância da realização de exames médicos com periodicidade pode aumentar em 90% as chances de cura do câncer, segundo pesquisa do Inca.

Câncer de bexiga

A doença se inicia a partir da presença dos tumores em células que revestem a bexiga. O tabagismo tem a principal influência de liberar substâncias que se repelem na urina, mas que, aos poucos, acumulam-se na parede da bexiga. Esse fator influencia a formação maligna nas células que revestem o órgão.

“Os pacientes tabagistas são extremamente expostos ao risco do câncer. Existem outras situações onde a pessoa está exposta principalmente no seu ambiente de trabalho, como indústrias que trabalham com derivados de petróleo, aminas aromáticas, indústrias do tabaco, metais pesados, alguns agrotóxicos”, explica Fernando Leão, médico urologista e cirurgião robótico do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo e Goiânia.


Anualmente, o tabagismo é a causa do óbito de mais de oito milhões de pessoas nomundo, afirma a OMS(Foto:Reprodução/Pexels)


Além da exposição a produtos nocivos para a saúde, a falta de líquido no organismo, herança genética e consumo de medicamentos quimioterápicos também pode ser um agravante. 

Sintomas

O sinal mais perceptível da doença é a presença de sangue na urina. Embora essa característica se manifeste nas fases em que a doença já está em desenvolvimento, vale se atentar a quaisquer mínimos sinais que surgirem precocemente. 

Outros sintomas como urgência para urinar, ardor, cansaço, anemia, perda de peso e inchaço nas pernas surgem em um período em que a doença já está em evolução. 

Tratamento

Para tratar o câncer de bexiga, existem três opções de cirurgia, as quais são determinadas a partir de avaliação do estágio da doença: 

  • Ressecção transuretal endoscópica: se resume na retirada do tumor através de endoscopia.
  • Cistectomia parcial: neste caso, ocorre a retirada de parte da bexiga; sua proporção infere na profundidade e no local da bexiga em que o tumor está localizado.
  • Cistectomia radical: este procedimento é a via para quando a doença está em seu estágio avançado e o câncer tomou uma proporção invasiva o bastnate para a realização da retirada da bexiga.

 

Foto Destaque: Câncer de bexiga: Instituto aponta tabagismo como influência de risco. Reprodução/Pexels

Estudo revela que má qualidade de sono pode aumentar o risco de Alzheimer

Uma pesquisa constatou que a má qualidade de sono em pessoas saudáveis pode indicar os pré-sintomas da doença de Alzheimer. De acordo com especialistas do Pasqual Maragall Foundation, centro de pesquisa de Barcelona, as pessoas que não vivem com outros tipos de comorbidades e dormem menos de sete horas por dia possuem maior chance de serem diagnosticadas com a enfermidade.

Sem instabilidade psíquica-emocional, perda de memória ou outros sinais que, geralmente, acompanham o diagnóstico de Alzheimer, os pesquisadores mencionam qual a relação entre o sono e a doença em pessoas saudáveis. O estudo se baseou na análise de 1.168 adultos com idade a partir de 50 anos, e constatou que aquelas pessoas que possuem o hábito de dormir menos de sete horas diárias apresentam o crescimento da proteína t-tau. 

O desenvolvimento desta proteína foi identificado no líquido cefalorraquidiano (LCR), que faz ligação direta com o sistema nervoso. A questão foi validada pelo Estudo de Coorte Longitudinal de Prevenção da Demência de Alzheimer, que identificou a presença dos biomarcadores (t-tau e p-tau) no LCR como princípio da doença em pessoas aparentemente saudáveis.

“Nossos resultados fortalecem ainda mais a hipótese de que a interrupção do sono pode representar um fator de risco para a doença de Alzheimer”, diz Laura Stankeviciute, uma das autoras do estudo. 


Anormalidades do sono contriuem para a doença de Alzheimer, afirma especialista (Foto: Reprodução/Pexels)


A pré-doutoranda pela BarcelonaBeta Brain Research Center (BBRC), ainda menciona a importância de dar seguimento aos estudos tangentes à doença. Ela aponta ser necessário o aprofundamento em soluções que evidenciem formas de impulsionar a melhora na qualidade do sono e profilaxias para os demais fatores que possam ter influência sobre a fase pré-clínica da doença.

Privação do sono

Com base nos estudos do médico Drauzio Varella, a durabilidade do sono também tem a capacidade de influenciar a ocorrência de outras doenças. Para além de enfermidades que atingem o sistema nervoso, ele aponta: diabetes, obesidade, hipertensão e complicações cardiovasculares como fatores de riscos a serem desenvolvidos por consequência de poucas horas de sono.

O especialista salienta, também, que tal como a falta de sono, seu excesso também pode ser prejudicial à saúde humana. Ambas extremidades podem ter os mesmos efeitos. Ele indica que para um bom rendimento do sono sejam descansadas de seis a oito horas noturnas. Exceto idosos e adolescentes, devido às condições fisiológicas, compreende-se que esses grupos apresentam uma durabilidade de sono de maneira desproporcional. 

Foto Destaque: Estudo revela que má qualidade de sono aumenta o risco de Alzheimer. Reprodução/Pexels