Bolsonaro recebe alta hospitalar e retorna à sede da Polícia Federal para cumprir pena

Após alta hospitalar, Bolsonaro retorna à sede da Polícia Federal para seguir cumprindo pena; decisão do STF nega pedido de prisão domiciliar

02 jan, 2026
Bolsonaro recebe alta hospitalar | Reprodução/Fabio Rodrigues/Agência Brasil
Bolsonaro recebe alta hospitalar | Reprodução/Fabio Rodrigues/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) e retornou à sede da Polícia Federal, em Brasília, onde segue cumprindo pena determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele estava internado há cerca de nove dias em um hospital particular da capital federal, após apresentar complicações de saúde que exigiram acompanhamento médico e procedimentos clínicos. A liberação ocorreu após avaliação da equipe médica responsável, que considerou o quadro estável.

A internação aconteceu enquanto Bolsonaro já se encontrava sob custódia da Justiça. Segundo informações divulgadas por fontes oficiais, o ex-presidente deu entrada no hospital com sintomas relacionados a problemas gastrointestinais, que se agravaram nos dias anteriores à internação. Durante o período, ele permaneceu sob escolta da Polícia Federal, seguindo os protocolos de segurança adotados para pessoas privadas de liberdade em tratamento médico fora do sistema prisional.

Internação e acompanhamento médico

De acordo com boletins médicos divulgados ao longo da semana, Bolsonaro passou por exames clínicos e procedimentos para estabilizar o quadro de saúde. Entre as intervenções realizadas, esteve uma cirurgia considerada de média complexidade, além de acompanhamento contínuo para controle de dores e prevenção de complicações.

A equipe médica avaliou que, apesar da necessidade de cuidados, o estado de saúde do ex-presidente evoluiu de forma satisfatória, permitindo a alta hospitalar. A decisão levou em consideração não apenas o quadro clínico, mas também a possibilidade de continuidade do acompanhamento médico dentro da estrutura disponibilizada pela Polícia Federal.

Pedido de prisão domiciliar foi negado

Durante o período de internação, a defesa de Bolsonaro entrou com um pedido de conversão da pena para prisão domiciliar, alegando que o ex-presidente necessitava de cuidados médicos contínuos e que o ambiente hospitalar seria o mais adequado para sua recuperação.

O pedido, no entanto, foi analisado e negado pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Na decisão, o magistrado considerou que, apesar da condição de saúde, não havia elementos suficientes que justificassem a substituição do regime de cumprimento da pena. O entendimento foi de que a estrutura disponível na sede da Polícia Federal é capaz de garantir o acompanhamento médico necessário, sem comprometer a segurança ou o cumprimento das determinações judiciais.

Retorno à custódia da Polícia Federal

Após receber alta, Bolsonaro deixou o hospital sob escolta e foi reconduzido à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O deslocamento ocorreu de forma reservada, sem a presença de apoiadores ou manifestações nas imediações.

A Polícia Federal informou que o ex-presidente continuará sendo monitorado e que qualquer nova necessidade médica será avaliada conforme os protocolos estabelecidos. A instituição reforçou que o cumprimento da pena segue dentro dos parâmetros legais e sob supervisão constante.



Repercussão política e institucional

A notícia da alta hospitalar e do retorno de Bolsonaro à custódia repercutiu entre aliados e opositores. Parlamentares ligados ao ex-presidente manifestaram críticas à decisão do Supremo, reiterando argumentos sobre a condição de saúde do ex-mandatário. Já representantes de outros partidos defenderam a atuação das instituições e ressaltaram a importância do cumprimento das decisões judiciais.

Especialistas em direito constitucional avaliam que o caso reforça a autonomia do Judiciário na condução de processos envolvendo autoridades públicas, mesmo diante de pressões políticas e repercussão nacional. Para analistas, a situação também evidencia o desafio de equilibrar garantias individuais com o interesse público e o respeito às decisões judiciais.

Situação segue sob monitoramento

Segundo informações oficiais, o estado de saúde de Jair Bolsonaro é considerado estável, e não há, até o momento, previsão de novas intervenções médicas. A defesa informou que continuará acompanhando o quadro clínico e poderá apresentar novos pedidos à Justiça caso haja mudanças significativas no estado de saúde do ex-presidente.

Enquanto isso, Bolsonaro segue cumprindo pena na sede da Polícia Federal, sob monitoramento contínuo, em um dos capítulos mais recentes e sensíveis da relação entre o ex-chefe do Executivo e o sistema de Justiça brasileiro.

Mais notícias