Cientistas usam células modificadas no tratamento de crianças com leucemia

No ano de 2020, o mundo conheceu um novo método de edição de genes, o CRISPR/Cas9, que é capaz de alterar o DNA de plantas, animais e microrganismos de precisão. Utilizando essa tecnologia, pesquisadores do Reino Unido projetaram células do sistema imunológico, as famosas células T, colhidas por doadores para o tratamento de crianças com […]

28 out, 2022

No ano de 2020, o mundo conheceu um novo método de edição de genes, o CRISPR/Cas9, que é capaz de alterar o DNA de plantas, animais e microrganismos de precisão. Utilizando essa tecnologia, pesquisadores do Reino Unido projetaram células do sistema imunológico, as famosas células T, colhidas por doadores para o tratamento de crianças com leucemia em quadros graves e com poucas opções de tratamento. Na primeira fase do ensaio clínico, as células T foram alteradas com as tesouras genéticas  através de um corte realizado no DNA e inserção de um código genético para que as células passem a expressar um receptor chamado CAT. 

Os pacientes tratados no Reino Unido tinham entre 14 meses e 11 anos de vida e receberam o tratamento até fevereiro deste ano com o objetivo de que as células editadas ficassem ativas por quatro semanas, prazo que a doença reduz ou se torna indetectável. Nesse prazo os participantes tornaram-se elegíveis a receber o tratamento com células-tronco da medula óssea, por meio deste tratamento, os pacientes podem ter um sistema imunológico saudável.


Cientistas usam células modificadas no tratamento de crianças com leucemia

Crianças com leucemia precisam passar por diversos tratamentos para combater a doença (Reprodução/Blog da Saúde)


Ainda durante a pesquisa, quatro das seis crianças entraram em remissão e depois receberam o transplante. “Embora existam desafios a serem superados, este estudo é uma demonstração  promissora de como as tecnologias emergentes de edição de genoma podem ser usadas para atender às necessidades de saúde de crianças mais doentes.’ afirma o autor principal do estudo, Waseem Qasim.

Essa terapia revolucionária tem o objetivo de reprogramar geneticamente as células do sistema de defesa do paciente para reconhecer e ao mesmo tempo combater o tumor é conhecida como CAR-T. O tratamento funciona com o uso das células do próprio paciente e já se encontra autorizada pela Anvisa aqui no Brasil e está sendo realizada com poucos pacientes. Por se encontrar em sua fase inicial, ela acontece no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, com o apoio do Sistema Nacional de Saúde (SUS).

Foto destaque: Durante o tratamento, a criança sofre com a perca capilar. Reprodução/Drauzio Varella

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