Mounjaro tem lançamento antecipado no Brasil

Nesta sexta-feira (25), o laboratório Eli Lilly anunciou que o lançamento do Mounjaro no Brasil foi oficialmente antecipado. Marcando um passo importante na chegada do medicamento ao país. A expectativa inicial era de que o remédio só estaria disponível no segundo semestre, mas, agora, a previsão é que ele chegue às farmácias brasileiras a partir da primeira quinzena de maio.

Valores e dosagens revelados

O Mounjaro será vendido em cinco apresentações diferentes: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg e 15 mg. Cada embalagem virá com quatro canetas injetáveis, e o valor sugerido é de R$ 1.690. Embora o medicamento tenha sido desenvolvido para tratar o diabete tipo 2, estudos e relatos de pacientes também apontam para resultados expressivos na redução de peso — fator que aumentou ainda mais o interesse em torno do produto.


Medicamento Mounjaro fabricado pela Eli Lilly (Foto: reprodução/Jakub Porzycki/Getty Images Eme)

Receita simples e pedido à Anvisa

Uma novidade relevante é a mudança na exigência da prescrição médica: inicialmente considerada de receita azul (controlada), a Anvisa autorizou o uso de receita branca comum, facilitando o acesso para os pacientes. Além disso, o laboratório já solicitou à Anvisa a ampliação da bula para incluir a indicação do Mounjaro no tratamento da obesidade, algo que já ocorre nos Estados Unidos.

Grande expectativa no mercado

A antecipação do lançamento mostra como o laboratório Eli Lilly tem buscado atender de forma rápida a crescente demanda do público brasileiro. A decisão reforça o interesse e a urgência em torno do Mounjaro, considerado por muitos médicos e pacientes como uma alternativa promissora no tratamento do diabetes tipo 2 e, possivelmente, da obesidade.

Agora, todas as atenções estão voltadas para a chegada do Mounjaro às prateleiras das farmácias e para como o mercado vai receber essa novidade tão esperada. Com a expectativa crescendo a cada dia, há uma forte esperança de que o medicamento não só cumpra o que promete, mas também traga mudanças reais e positivas na rotina de quem convive com o diabetes tipo 2 — e, futuramente, da obesidade. Para muitos, ele representa mais do que um tratamento: é uma nova chance de bem-estar e qualidade de vida.

Anvisa autoriza registro de vacina contra chikungunya

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o pedido de registro definitivo da vacina contra a chikungunya produzida pelo Instituto Butantan em São Paulo. A medida foi efetuada pelo Diário Oficial da União na última segunda-feira (14) e possibilita a aplicação do imunizante em todo o país à população maior de 18 anos. 

Problema endêmico

Países da América do Sul como Brasil, Bolívia, Argentina e Paraguai foram os países mais atingidos pela doença, que afetou mundialmente 620 mil pessoas no ano de 2024. Pela primeira vez, a vacina para a chikungunya foi autorizada, um pedido antigo, enviado à Anvisa no ano de 2023. 

O desenvolvimento da vacina foi planejado estruturalmente através de um estudo clínico na qual a proteção foi de 99,1% em indivíduos testados. Após as aplicações da vacina teste, a detecção de anticorpos neutralizantes foi observada em 100% dos voluntários que tiveram infecção e em 98,8% dos que não tiveram contato anterior com o vírus.


Anúncio oficial do Instituto Butantan (Reprodução/X/@butantanoficial)

Para o governo do estado de São Paulo, a vacina continua sofrendo alguma alteração para a maior compatibilidade e incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento ainda vai passar por uma análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para poder ser incrementado no SUS.

Informações sobre a chikungunya

A chikungunya é uma doença causada tanto pelo Aedes aegypti quanto pelo Aedes albopictus, ambos transmissores de outras infecções. Entre seus sintomas, podem incluir febre maior que 38,5 °C, fortes dores nas articulações de mãos e pés, dores musculares, náuseas e marcas vermelhas sobre a pele. Atualmente, o tratamento receitado para o combate à doença é repouso, muita hidratação e determinados analgésicos para aliviar as dores causadas pela chikungunya, muito semelhantes e confundidos com a dengue, doença que é uma das causadas pelo Aedes aegypti.

Anvisa fecha o cerco contra bronzeamento artificial

Muita gente sonha com aquela pele dourada o ano todo, mas será que vale colocar a saúde em risco por isso? Para evitar que mais pessoas fiquem expostas a um perigo silencioso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apertou ainda mais as regras. Agora, além de proibir o uso das câmaras de bronzeamento artificial, está proibida também a fabricação, venda e importação das lâmpadas especiais usadas nesses equipamentos.

A decisão reforça um ponto essencial: essas câmaras não são seguras. Mesmo proibidas no Brasil desde 2009, elas continuam sendo usadas clandestinamente. E a ciência já provou que os riscos são altos demais para ignorar.

O que levou à nova proibição

A medida não veio por acaso. A Anvisa se baseou em estudos de grandes instituições de saúde, como a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2009, essas câmaras são classificadas no mesmo grupo de risco do cigarro e do amianto. Em outras palavras, está comprovado: o bronzeamento artificial pode causar câncer.

Mesmo assim, muita gente ainda acredita que esse método é uma forma prática e rápida de ganhar um bronze sem precisar passar horas no sol. Mas a realidade é outra.

Os perigos que ninguém vê

Você entra na câmara de bronzeamento, sente aquele calor, sai com a pele mais escura e pensa: que maravilha. O problema é o que acontece depois. Os efeitos negativos aparecem ao longo do tempo e podem ser graves:

  • Maior risco de câncer de pele, principalmente o melanoma, um dos tipos mais agressivos;
  • Envelhecimento precoce, com rugas, manchas e flacidez;
  • Queimaduras e cicatrizes permanentes;
  • Problemas nos olhos, como catarata precoce e inflamações na córnea.

Relação de bronzeamento artificial e câncer de pele (Vídeo: reprodução/YouTube/Hospital do Câncer Uopeccan)

Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, alerta: “Não existe nível seguro para esse tipo de exposição. Qualquer tempo dentro de uma câmara já pode ser prejudicial.”

Um estudo publicado na renomada revista Lancet Oncology revelou que quem usa câmaras de bronzeamento antes dos 35 anos tem um risco 75% maior de desenvolver melanoma. Isso sem contar que uma meta-análise envolvendo 27 estudos e mais de 113 mil participantes mostrou que até mesmo o uso ocasional já aumenta em 20% o risco de câncer de pele.

Apesar da proibição nacional e das evidências científicas, algumas cidades e estados ainda tentam liberar o uso dessas câmaras. Em João Pessoa–PB, por exemplo, uma lei sancionada pelo prefeito Cícero Lucena (PP), permitiu o funcionamento de clínicas de bronzeamento artificial se tiverem alvará sanitário municipal.

A Anvisa reagiu e reforçou que essa permissão desrespeita a legislação federal e coloca a população em risco. “Esse tipo de legislação local desrespeita a norma da Anvisa, a RDC n.º 56/2009. Vamos tomar as medidas legais necessárias para garantir a proteção da saúde pública”, afirmou o órgão.

Bronzeamento seguro

Se você não abre mão de um tom dourado na pele, a boa notícia é que existem alternativas seguras. A melhor delas é o sol – com moderação e sempre com protetor solar. Além disso, os autobronzeadores são uma opção prática, acessível e sem riscos.

No fim das contas, a decisão da Anvisa reforça um recado importante: a beleza não pode custar sua saúde. O bronzeado pode durar algumas semanas, mas os danos da radiação podem acompanhar você por toda a vida.

Anvisa suspende vendas de creme dental da Colgate por reações adversas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda da pasta de dente Colgate Clean Mint em todo o país, após relatos de efeitos adversos em consumidores. Publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (27), a decisão tem caráter cautelar e duração inicial de 90 dias. A Colgate pode contestar a medida.

Reações após uso do produto

A nova fórmula, lançada em julho de 2024, é uma versão do Colgate Total 12 e apresenta como principal alteração o uso de fluoreto de estanho, substituindo o fluoreto de sódio presente na versão anterior.

A suspensão foi justificada pela Anvisa com base em oito notificações, que resultaram em treze eventos adversos relacionados ao uso de cremes dentais da marca.

Os sintomas mais comuns incluem inchaço das amígdalas, lábios e mucosa oral, sensação de ardência, dormência nos lábios e na boca, boca seca, gengiva irritada e vermelhidão.

A interdição significa que o produto foi proibido de ser comercializado, distribuído ou utilizado devido a riscos à saúde pública e à segurança dos consumidores.


Anvisa proíbe comercialização do creme dental após clientes relatarem reação adversa (Foto: reprodução/Colgate)

Pronunciamento da marca

Essa medida é adotada quando há evidências de que o produto pode causar danos, como reações adversas, contaminação ou não conformidade com normas sanitárias.

Em nota, a Colgate afirmou que a fórmula é segura, sendo resultado de mais de uma década de pesquisa e desenvolvimento.

A empresa também afirma que os produtos e ingredientes usados em sua composição são submetidos a diversos testes rigorosos e recebem a aprovação de agências regulatórias em todo o mundo.

“O uso é seguro e não esperamos relatos de reações”, afirma a marca.

No entanto, a Colgate reconheceu que uma minoria de usuários poderia apresentar sensibilidade a alguns ingredientes da nova fórmula, como o fluoreto de estanho.

Especialistas recomendam que, em caso de reações adversas, os consumidores suspendam o uso imediatamente e optem por versões com fórmulas mais tradicionais.

Anvisa aprova insulina semanal que revoluciona tratamento do diabetes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira insulina semanal do mundo, chamada icodeca e comercializada como Awiqli, indicada para adultos com diabetes tipo 1 e 2.

Especialistas consideram a aprovação uma revolução no tratamento do diabetes, proporcionando mais comodidade e qualidade de vida aos pacientes ao reduzir significativamente o número de aplicações anuais.


Sobre os benefícios e funcionamento da insulina semanal Awiqli para o tratamento do diabetes tipo 1 e 2 (Vídeo: Reprodução/ YouTube/ SBT News)

Avanço no tratamento do diabetes

Atualmente, o tratamento do diabetes tipo 1 envolve a aplicação diária de insulina basal e de insulina de ação ultrarrápida antes das refeições. Para pacientes com diabetes tipo 2 que necessitam de insulina, o tratamento é feito com a insulina basal, combinada a antidiabéticos orais. Com a aprovação da insulina icodeca, será possível substituir as insulinas basais glargina e degludeca, eliminando a necessidade de injeções diárias. No entanto, as aplicações de insulina antes das refeições continuarão sendo necessárias.

A eficácia da insulina semanal foi testada em estudos clínicos que envolveram 583 adultos com diabetes tipo 1 e mais de 3.500 pacientes com diabetes tipo 2. Os resultados mostraram que a icodeca tem um desempenho semelhante ao das insulinas basais aplicadas diariamente. O endocrinologista Ruy Lyra da Silva Filho, presidente do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), destaca que a mudança de uma insulina diária para semanal mantém o controle glicêmico adequado, o que é considerado um avanço extraordinário.

Disponibilidade e perspectivas futuras

Apesar da aprovação no Brasil, a Novo Nordisk informou que ainda não há uma data prevista para o lançamento do medicamento no país. A insulina semanal já foi aprovada pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para adultos com diabetes tipo 1 e 2 e está disponível em países como Austrália, Suíça, Alemanha, Japão e Canadá. Além disso, nos Estados Unidos, o pedido de aprovação já foi submetido à FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos).

A aprovação da insulina icodeca representa um marco significativo no tratamento do diabetes, oferecendo aos pacientes uma alternativa mais conveniente e eficaz para o manejo da doença. Com a redução do número de aplicações, espera-se uma melhora na adesão ao tratamento e, consequentemente, na qualidade de vida dos pacientes.

Anvisa alerta sobre risco de botulismo após aplicação de botox

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta aos profissionais de saúde e pacientes sobre o risco de botulismo após a aplicação de toxina botulínica, conhecida popularmente como botox. O alerta vem após a notificação de dois casos da doença, que pode ser grave e até fatal, associados ao uso do produto.

O que é o botulismo?

O botulismo é uma condição rara, mas perigosa, causada pela toxina botulínica produzida pela bactéria Clostridium botulinum. A toxina pode interferir na transmissão dos impulsos nervosos, levando à paralisia muscular. A doença pode afetar inicialmente os músculos faciais, como os olhos, boca e rosto, e, se não tratada, pode se espalhar para outras partes do corpo, como braços e pernas.


Sintomas do botulismo (Foto: reprodução/Food Safety Brazil)

Em casos mais graves, a toxina pode afetar os músculos respiratórios, dificultando a respiração e até levando à morte. Embora a aplicação de botox seja amplamente utilizada para fins estéticos e terapêuticos, a Anvisa alerta que é fundamental realizar o procedimento com cautela e somente em condições seguras.

Mudanças nas bulas de produtos com toxina botulínica

Após revisar os dados dos casos notificados e as bulas de outros países, a Anvisa solicitou que as empresas fabricantes de toxina botulínica atualizem as informações nas bulas dos produtos. A atualização deve incluir alerta sobre o risco de a toxina afetar áreas distantes do local da aplicação, além de mencionar a possibilidade de sintomas graves de botulismo que podem surgir horas ou até semanas após o procedimento.


Aplicação de botox (Foto: reprodução/Clinica Editare)

A agência também reforçou a importância de a toxina ser administrada somente por profissionais de saúde habilitados e em ambientes autorizados pela vigilância sanitária. O uso de produtos registrados na Anvisa e dentro do prazo de validade é uma medida essencial para garantir a segurança dos pacientes.

O que fazer em caso de suspeita de botulismo?

Se houver suspeita de botulismo após a aplicação de botox, a Anvisa orienta que o paciente procure atendimento médico imediato. É crucial informar ao profissional de saúde sobre a recente aplicação de toxina botulínica, para que o tratamento com antitoxina botulínica seja administrado quanto antes.

A notificação dos casos à Anvisa, por meio do sistema VigiMed, também é uma etapa importante para o monitoramento da segurança dos produtos no Brasil.

Cuidados e precauções

Além de buscar orientação médica imediatamente em casos de sintomas suspeitos, a Anvisa recomenda que os consumidores sigam rigorosamente as orientações presentes na bula do produto e informem o profissional de saúde caso já tenham feito aplicações anteriores de botox. A segurança deve ser sempre a prioridade para evitar complicações graves, como o botulismo.

A Anvisa segue acompanhando de perto a situação e reafirma seu compromisso com a proteção e saúde dos consumidores.

Clínicas de estéticas são interditadas no Distrito Federal

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma operação de fiscalização em clínicas de estética localizadas em quatro estados e também no Distrito Federal. O objetivo era verificar se os estabelecimentos estavam cumprindo as normas sanitárias exigidas para a realização de procedimentos estéticos. O resultado da inspeção revelou problemas graves, 30 dessas clínicas apresentaram irregularidades, e seis foram interditadas.

Relato da médica e também paciente

Segundo site G1, Isadora Milhomem, médica, queria melhorar o aspecto de sua pele decorrente a acne, mas acabou sofrendo queimaduras graves após fazer um peeling, procedimento este para descamar a pele.Isadora diz que: “irá precisar usar uma máscara de compressão por pelo menos seis meses, e que muito provavelmente precisará realizar outros procedimentos, como por exemplo: enxerto de gordura, laser, e talvez ainda uma cirurgia para retirada de uma possível cicatriz”.


Vídeo de médica Isadora Milhomem (Vídeo: reprodução/Instagram/@drisadoramilhomem)


No mês passado, a Anvisa também fez fiscalizações nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e junto com o Distrito Federal, e foram encontradas 30 irregularidades no total de 31 locais que foram inspecionados, resultando interdições de alguns estabelecimentos, e os demais locais terão que enfrentar processos administrativos e também multa.

Ainda segundo site G1, uma mulher com vergonha de seu rosto e sentindo dor, procurou a delegacia após passar por um procedimento no nariz, procedimento este para mudar o formato, sem que preciso realizar cirurgia, no relato ela diz: “que está com dor, inchaço e muita secreção, e não sabe como será de agora em diante e se vai necrosar seu nariz ou não”.

A importância de averiguar os locais antes do procedimento

Segundo Thiago Cunha, gerente de fiscalização da Anvisa, “ que condições precárias como infraestrutura como ausência de locais para higiene, problemas de armazenamentos, como produtos fora da geladeira e ainda produtos vencidos, além de produtos sem registros. 


Vídeo sobre interdição de clínicas estéticas ( Vídeo: reprodução/Youtube/@g1)

 A Anvisa reforça que os consumidores devem sempre verificar a legalidade dos estabelecimentos antes de realizar procedimentos estéticos. Isso inclui checar se a clínica tem alvará sanitário, se os profissionais são qualificados e se os produtos utilizados possuem aprovação dos órgãos reguladores.

Conselho Federal de Medicina solicitou à ANVISA a proibição do uso de PMMA como preenchimento

O Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu à ANVISA a proibição do uso de polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos. O requerimento foi entregue nesta terça-feira (21) durante a reunião. A utilização da substância é permitida pela ANVISA para preenchimentos cutâneos, mas não é indicado para uso estético.

O que é PMMA?

A PMMA, sigla utilizada para o polimetilmetacrilato, é um componente plástico que tem sido muito utilizado em preenchimentos estéticos e manuseado não apenas por médicos, mas de forma clandestina em clínicas irregulares. O polimetilmetacrilato pode ser encontrado em produtos como lentes de contato e implantes de esôfago.

Mortes envolvendo o uso de PMMA

Os procedimentos que utilizam PMMA têm se tornado muito populares. No dia 14 deste mês uma mulher de 46 anos foi encontrada morta em sua casa em Pernambuco após ser submetida a um procedimento estético chamado “harmonização de bumbum”. A família de Adriana informou que o procedimento foi feito com PMMA.


Adriana morreu aos 46 anos após procedimento utilizando PMMA (Foto: reprodução/G1)

Em junho do ano passado, a influenciadora Aline Maria Ferreira morreu após realizar um procedimento para aumentar os glúteos. A mulher de 33 anos foi internada no dia 23 para realizar o procedimento, a aplicação de PMMA nos glúteos. Segundo o marido, a cirurgia foi rápida e Aline logo foi liberada para voltar para sua casa em Brasília. No entanto, no dia seguinte Aline começou a ter febre. O quadro piorou nos próximos dias, Aline foi internada e morreu em um hospital em Brasília (DF).


Influenciadora de 33 anos morreu após procedimento com PMMA (Foto: reprodução/UOL)

O uso de PMMA no Brasil

Segundo a ANVISA, o polimetilmetacrilato deve ser utilizado somente como um reparador e não para procedimentos estéticos. No Brasil, o órgão exige registro para o uso da substância, que só pode ser manuseada por profissionais habilitados. No entanto, as regras para o uso da PMMA são muito violadas no país, como consta o documento entregue pelo CFM à ANVISA.

As tentativas têm se mostrado infrutíferas, sendo incapazes de restringir o uso de produtos à base de PMMA a pequenas quantidades e com fins reparadores. O uso em grandes volumes e com fins estéticos vem aumentando vertiginosamente, inclusive por profissionais não médicos, causando imenso dano à população”

Documento entregue pelo Conselho à ANVISA.

Diante disso, o CFM pediu a suspensão imediata da venda e produção de preenchedores feitos à base de polimetilmetacrilato.

A ANVISA confirmou que recebeu o requerimento e disse que irá avaliar o documento.

Instituto Butantan inicia produção de vacina contra dengue em São Paulo

O Instituto Butantan começou a fabricar as primeiras doses da vacina contra a dengue em São Paulo. A expectativa é produzir 1 milhão de doses neste ano e alcançar 100 milhões até 2027. Em dezembro de 2024, o Butantan concluiu o envio dos documentos necessários para a submissão do registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atualmente analisa o material sem prazo definido para conclusão.

A vacina Butantan-DV, desenvolvida ao longo de décadas, apresentou eficácia geral de 79,6% e proteção de 89% contra casos graves da doença. Se aprovada, será a primeira vacina contra a dengue no mundo administrada em dose única, oferecendo proteção contra os quatro sorotipos do vírus para indivíduos entre 2 e 60 anos.


Instituto Butantan iniciou a produção dos imunizantes contra dengue (Vídeo: Reprodução / YouTube / CNN)

Produção e inovação tecnológica

A fabricação da vacina Butantan-DV está sendo realizada no “prédio da dengue”, uma instalação especializada dentro do Instituto Butantan, em São Paulo. As primeiras doses começaram a ser produzidas em janeiro de 2025, com previsão de fabricação de 1 milhão de unidades até o final do ano. Em um futuro próximo, a capacidade de produção deve alcançar 100 milhões de doses anuais, tornando o Brasil um dos maiores produtores mundiais de vacinas contra dengue.

O processo de produção inclui a preparação da vacina em forma líquida, que será envasada em frascos esterilizados. Posteriormente, ela passará por um processo de liofilização, transformando-se em pó. Essa tecnologia facilita o transporte e a conservação, garantindo que o imunizante chegue em perfeito estado às unidades de saúde em todo o Brasil. Antes da aplicação, o pó será reconstituído para injeção intramuscular, assegurando a eficácia da proteção.

Aprovação pela Anvisa e impacto na saúde pública

A vacina está em fase de análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em dezembro de 2024, o Instituto Butantan finalizou o envio de toda a documentação necessária para a submissão do registro. O processo está em andamento, mas ainda não há um prazo estabelecido para a aprovação. Especialistas do Butantan ressaltam que, uma vez autorizada, a vacina será a primeira no mundo administrada em dose única para dengue, garantindo praticidade e alta cobertura populacional.

O impacto na saúde pública promete ser significativo. Em 2024, o Brasil registrou mais de 2 milhões de casos de dengue apenas no estado de São Paulo, resultando em mais de 2.000 mortes. A introdução de um imunizante eficaz é essencial para conter a proliferação da doença, especialmente em áreas endêmicas. Além de reduzir os casos graves, a vacina poderá diminuir as hospitalizações, desafogando o sistema de saúde.

Butantan solicita aprovação de vacina contra a dengue à Anvisa

O Instituto Butantan entregou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta segunda-feira (16) a última remessa dos documentos necessários para a aprovação da vacina contra a dengue. Este será o primeiro imunizante do mundo de dose única contra a doença.

Caso a vacina seja aprovada e incorporada no Programa Nacional de Imunizações, o Instituto poderá disponibilizar 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde nos próximos três anos.

Testes encerrados

Os testes clínicos do “Butantan-DV” foram finalizados em junho deste ano após o último participante completar 5 anos de acompanhamento. Os estudos envolveram 16.235 participantes com idades de 2 a 59 anos.

Os dados foram divulgados na revista científica The New England Journal of Medicine no início deste ano indicando uma eficácia geral de 79,6% na prevenção de casos sintomáticos de dengue. Os resultados foram ainda melhores entre aqueles que possuíam histórico prévio da doença, 89,2%. Vale lembrar que o quadro de reinfecção costuma ser mais grave.

De acordo com o Butantan os resultados da terceira fase de testes, publicada na The Lancet Infectious Diseases comprovaram a proteção de 89% em casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.


Aedes Aegypti, mosquito transmissor da dengue (Foto: reprodução/Pexels)

Segundo o diretor do instituto Butantan, Esper Kallás, o imunizante é um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma grande conquista ao nível internacional. Sobre a avaliação, o infectologista disse que vai aguardar e respeitar todos os procedimentos e estão “confiantes nos resultados que virão”.

É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Que o Instituto Butantan possa contribuir com a primeira vacina do mundo em dose única contra a dengue mostra que vale a pena investir na pesquisa feita no Brasil e no desenvolvimento interno de imunobiológicos.”

Esper Kallás, Infectologista e diretor do instituto

Em nota, a Anvisa confirmou o recebimento do pedido e afirmou que os documentos serão distribuídos para a análise, que será iniciada nos próximos dias.