Crise política nos EUA se intensifica após assassinato de líder conservador

Assassinato de Charlie Kirk, figura pública conservadora de destaque, reacendeu tensões entre líderes da política nos Estados Unidos, expondo fragilidade do atual cenário democrático. O crime, ocorrido durante uma palestra na Universidade de Utah Valley, trouxe à tona debates e controversas sobre violência, a política, liberdade de expressão e o papel da liderança nacional diante de episódios extremos da nação.

Tensão entre lideranças políticas

Em meio ao luto nacional, a tragédia ganhou rapidamente contornos de disputa partidária. O ex-presidente Barack Obama norte-americano classificou o momento como um ponto de inflexão para o país, ressaltando que a violência contra líderes políticos no país, embora recorrente ao longo da história, atos como esse ameaça os princípios democráticos básicos da nação. Para ele, a polarização foi intensificada pelo atual governo em exercício, que não tem buscado unir a população em tempos de crise de opinião pública.

A Casa Branca reagiu duramente às críticas do ex-presidente Obama. Representante do governo Donald Trump acusaram Obama de ter sido um dos principais responsáveis pela divisão política nos Estados Unidos durante seu exercício no governo. Ao mesmo tempo, autoridades federais comunicaram que pretendem classificar grupos e organizações extremistas da esquerda como fomentadores de violência pública, o que pode abrir espaço para enquadrá-los como grupos terroristas domésticos. A medida gerou preocupações entre os críticos que temem uma escalada repressiva contra opositores esquerdistas.

Enquanto as investigações sobre o atirador responsável pela morte de KirK prosseguem, versões conflitantes dominam o debate público. O governador republicano de Utah declarou que o suspeito agiu sozinho, sem interferência e motivado por uma ideologia esquerdista. Já aliados de Trump sugerem a existência de uma rede coordenada voltada a atacar figuras públicas e conservadoras, sem, até o momento, apresentar provas que sustentem a acusação.


Presidente Donald Trump e o ex-presidente Barack Obama (Foto: reprodução/AFP/JIM WATSON/Getty Images Embed)


Violência pública ideológica

O caso de Kirk se soma ao assassinato da legisladora democrata Melissa Hortman, ocorrido neste mesmo ano 2025, reforçando a percepção de que a violência política não tem um único alvo ideológico, mas diversos. O clima de hostilidade mútua preocupa os analistas, que apontam para um ciclo crescente de radicalização no país, no qual cada tragédia é utilizada para intensificar narrativas de divisão.

O episódio evidencia como o país se encontra em um terreno frágil e delicado, no qual a segurança, democracia e disputa partidária se entrelaçam de forma explosiva. O desfecho das investigações poderá influenciar não apenas o rumo da atual administração, mas também o futuro da estabilidade política norte-americana.

Donald Trump anuncia classificar movimento Antifa como grupo terrorista após morte de ativista conservador

Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (17) que pretende classificar o movimento Antifa como organização terrorista e ordenou investigações sobre seu possível recebimento de financiamento. A declaração do presidente ocorre em situação de forte tensão política, marcado pelo assassinato de Charlie Kirk, ativista conservador de 31 anos, morto a tiros em 10 de setembro em um evento na Universidade Utah Valley.

Antifa movimento terrorista

Antifa é um movimento que tem origem na Alemanha no início da década de 1930, quando grupos antifascistas se organizaram contra o regime nazista político de Adolf Hitler. Atualmente, grupos coletivos tem se inspirados nessa ideologia e atuam em diversos países, sendo o núcleo mais ativo está localizado nos Estados Unidos. Eles se apresentam com como opositor da extrema-direita, adotando discursos contra racismo, sexismo e capitalismo, mas é frequentemente classificado pelo analista político como pertencente à esquerda radical. Seus métodos incluem confrontos físicos com adversários e, em muitos casos, a destruição de propriedades privadas.

Nos EUA, os antifas alcançou maior visibilidade em 2020, durante protestos motivados pela morte de George Floyd. Na época, o presidente Trump já havia cogitado classificá-los como grupo terroristas, mas enfrentou resistência de especialistas e de organizações de direitos civis. Muitos críticos argumentam que, por ser um movimento doméstico, o Antifa não pode ser classificado na lista oficial de terrorismo internacional do Departamento de Estado norte-americano, que reúne grupos como o Estado Islâmico e a al-Qaida.

Além disso, há incertezas sobre a legalidade de restringir suas atividades diante das garantias constitucionais de liberdade de expressão e associação. O anúncio de Trump também reflete a situação de instabilidade política dentro país. De acordo com a agência Reuters, os Estados Unidos atravessam um longo período de violência política nos últimos anos desde a década de 1970, com mais de 300 episódios registrados desde a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021.

“Vou recomendar fortemente que aqueles que financiam a ANTIFA sejam totalmente investigados de acordo com os mais altos padrões e práticas legais”

Donal Trump

Donald Trump caminha até Air Force One no Aeroporto de Morristown, em Morristown, Nova Jersey (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Image Photo Agency/Getty Images Embed)


Manifestação partidarias contra Antifa

Tanto os partidos republicanos quanto democratas já manifestaram críticas ao grupo Antifa, principalmente por causa da escalada de violência em protestos públicos. A morte do jovem Charlie Kirk intensificou ainda mais a polarização. Fundador da organização estudantil conservadora Turning Point USA, ele teve papel importante e decisivo na mobilização da juventude em apoio a Trump nas campanhas eleitorais de 2016 e 2024.

Defensor de valores e princípios cristãos e alinhado ao movimento Make America Great Again (MAGA), Kirk era figura muito próxima da família Trump com presença forte e recorrente na Casa Branca. Sua morte, ocorrida no início de uma turnê em universidades dos Estados Unidos, ampliou o debate sobre a violência política e reforçou a ofensiva do presidente contra o movimento Antifa.

Atirador de Charlie Kirk é preso em Utah após 33 horas de buscas

A polícia dos Estados Unidos prendeu nesta sexta-feira (12) o homem suspeito de assassinar o ativista conservador Charlie Kirk, de 31 anos, durante um evento na Universidade Utah Valley. O detido foi identificado como Tyler Robinson, cidadão americano de 22 anos.

A captura ocorreu após 33 horas de buscas, que mobilizaram policiais locais e o FBI, segundo informou o diretor-geral da agência, Kash Patel. O governador de Utah, Spencer Cox, confirmou a prisão e agradeceu à família do suspeito, que colaborou com as autoridades.

Prisão do suspeito e acusações formais

De acordo com o FBI, Robinson foi localizado a cerca de 400 quilômetros do local do crime. O jovem teria confessado o assassinato a amigos, que alertaram seus familiares. A família então decidiu entregá-lo à polícia. Robinson foi formalmente acusado de homicídio qualificado, obstrução da justiça e porte ilegal de armas. A Justiça determinou que ele permaneça preso sem direito a fiança.

Investigações preliminares apontam que o suspeito não era aluno da universidade, mas foi até o campus no dia da palestra. Após o disparo, teria trocado de roupa e fugido a pé.


Nota de falecimento de Charlie Kirk (Fotos: reprodução/Instagram/@charliekirk1776)


Como ocorreu o assassinato de Charlie Kirk

Charlie Kirk foi morto na quarta-feira (10) com um tiro no pescoço, disparado de um telhado a quase 200 metros de distância. O influenciador participava de um debate com jovens sobre os frequentes tiroteios nos Estados Unidos quando foi atingido.

A polícia encontrou um fuzil de alta potência em uma área arborizada próxima, que teria sido utilizada como rota de fuga. Mensagens publicadas em redes sociais de Robinson, além de inscrições no próprio armamento, reforçam o indício de premeditação.

Repercussão política e reação de Donald Trump

A morte de Charlie Kirk provocou forte comoção em todo o país e uniu, de forma incomum, lideranças republicanas e democratas em manifestações de repúdio à violência política. O anúncio oficial do falecimento foi feito por Donald Trump, um de seus aliados mais próximos, que afirmou que Kirk seria homenageado postumamente com a “Medalha Presidencial da Liberdade”, a maior distinção civil dos Estados Unidos. Em entrevista à Fox News, o ex-presidente também defendeu a aplicação da pena de morte ao acusado, lembrando que o estado de Utah mantém essa prática em vigor.


Charlie Kirk segurando seu filho do colo (Foto: reprodução/Instagram/@charliekirk1776)


Quem era Charlie Kirk

Charlie Kirk era casado, pai de dois filhos, influenciador conservador e fundador da organização Turning Point USA, criada em 2012 com o objetivo de promover ideias conservadoras entre jovens.

Com milhões de seguidores nas redes sociais, ele era presença constante em universidades, onde participava de debates ao vivo com estudantes. Para Dave Sanchez, presente no evento em Utah, Kirk foi decisivo para mudar o debate político nos campi americanos: “Ele realmente mudou o clima político nas universidades, levando os jovens a considerarem as ideias conservadoras de maneira diferente”, afirmou.

Violência política em ascensão nos EUA

A sucessão de ataques recentes voltou a acender o sinal de alerta para a escalada da violência política nos Estados Unidos. Em 2024, o ex-presidente Donald Trump escapou de duas tentativas de assassinato enquanto disputava a campanha presidencial.

No ano seguinte, novos episódios trágicos reforçaram a tensão: a congressista democrata Melissa Hortman e seu marido foram assassinados, em um crime que chocou o Congresso, e a residência oficial do governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, foi alvo de um incêndio criminoso. Esses acontecimentos evidenciam o clima de instabilidade e risco que tem marcado o cenário político norte-americano.

Trump comenta acerca do assassinato do ativista Charlie Kirk

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou hoje sobre o assassinato do ativista Charlie Kirk, que ocorreu ontem na Utah Valley University, do estado homônimo, nos EUA. Os comentários ocorreram em um evento no Pentágono, principal base militar estadunidense, na região metropolitana de Washington, que relembrou os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo canal do YouTube da Casa Branca.

Líder compara ação da esquerda a terrorismo

Na análise acerca da violência que culminou com a morte do influencer conservador Charlie Kirk, de 31 anos, o chefe do Executivo estadunidense disse que o país vive um momento sombrio e responsabilizou a esquerda pela violência política perpetrada.


UOL explica quem foi Charlie Kirk, o polêmico ativista estadunidense morto na tarde de ontem (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)


“Durante anos, os radicais de esquerda compararam americanos maravilhosos como Charlie a nazistas e aos piores assassinos em massa e criminosos do mundo. Esse tipo de retórica é diretamente responsável pelo terrorismo que estamos vendo em nosso país hoje, e isso precisa parar imediatamente”, afirmou Trump.

“A violência política da esquerda radical já feriu pessoas inocentes demais e tirou vidas demais”, alertou ele.

Ativista foi assassinado ontem durante palestra para universitários

Charlie Kirk, uma das principais vozes da direita entre os jovens americanos, foi baleado na tarde de ontem durante um debate no estilo “Me prove que estou errado” com estudantes da Utah Valley University. Essa era a primeira de uma série de aparições que faria em mais 14 instituições.

Após ser rejeitado pela Academia Militar de West Point, aos 18 anos, o conservador Charlie Kirk fundou a organização Turning Point, que defendia uma maior presença de valores direitistas no sistema de ensino estadunidense, atuando em 3.500 escolas e universidades dos 50 estados americanos. 

A revolta contra o aparelho educacional pode ser vista em seus livros, Campus Battlefield (O Campus enquanto Campo de Batalha, em tradução livre), The MAGA Doctrine (A Doutrina do Faça a América Grande de Novo) e The College Scam: How America’s Universities Are Bankrupting and Brainwashing Away The Future Of America’s Youth (A Cilada Universitária: como as universidades dos Estados Unidos estão endividando e submetendo o futuro da juventude americana à lavagem cerebral).

Com grande capilaridade entre os jovens, Charlie Kirk apoiou a candidatura de Donald Trump em 2016. Na mesma época, tornou-se assessor pessoal do filho, Donald Trump Jr., obtendo acesso privilegiado à família presidencial. Em 2024, o ativista fortaleceu novamente a campanha do atual presidente.

Segundo dados da agência de notícias Reuters, os EUA vivenciam o período mais prolongado de violência política desde a década de 1970, com mais de 300 casos desde o ataque ao Capitólio por apoiadores de Trump, em janeiro de 2021.

Governo Trump divulga arquivos sobre assassinato de Martin Luther King Jr

O governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou, nesta segunda-feira (21), arquivos oficiais sobre a morte de Martin Luther King Jr., líder da luta por direitos civis dos EUA. São mais de 230 mil páginas de documentos, explicitando detalhes sobre as investigações sobre o suposto assassino de Luther. Trump realizou o ato, mesmo com a preocupação da família do ativista, em relação à quebra do legado de Martin.

A publicação dos arquivos

Dentro das páginas dos documentos divulgados, é possível encontrar, principalmente, detalhes sobre as investigações do FBI, em relação à busca internacional do suposto assassino de Martin Luther King, James Earl Ray, junto com o testemunho de um de seus companheiros de cela. Essas informações foram distribuídas em um comunicado da diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard.

O povo americano esperou quase 60 anos para ver toda a extensão da investigação do governo federal sobre o assassinato de King”, disse Tulsi Gabbard.


Post de Tulsi Gabbard sobre os arquivos do assassinato de Martin Luther King Jr. (Foto: reprodução/X/@DNIGabbard)

Ela ainda afirma que os documentos foram publicados com redações mínimas, para manter uma maior privacidade. Gabbard declarou que os EUA irão fazer todo o possível para entregar a maior transparência para esse importante e trágico evento.

As declarações da família de King

Ainda nesta segunda-feira (21), os dois filhos vivos do líder dos direitos civis, Martin Luther King III e Bernice King, disseram que “apoiam a transparência e a responsabilidade histórica”, porém tem medo dos possíveis danos que as informações divulgadas poderiam ser utilizadas para danificar a história e legado de seu pai. Essa preocupação advém da perseguição organizada pelo antigo diretor do FBI, John Edgar Hoover, para manchar a imagem de Luther e passar desinformação sobre seus atos.

Os filhos de Martin Luther King Jr. afirmaram que o FBI promoveu uma campanha para descredibilizar e destruir a reputação do pai e de sua relevante luta pelos direitos civis americanos. Eles também fizeram o pedido de que os arquivos fossem lidados com empatia, cautela e respeito, pelo legado de Martin.

Julgamento de Paulo Cupertino pela morte de Rafael Miguel começa nesta quinta-feira

O julgamento de Paulo Cupertino Matias começou nesta semana no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Ele responde por assassinar o ator Rafael Miguel, de 22 anos, e os pais do jovem, João e Miriam, em junho de 2019, na porta da casa da filha, Isabela Tibcherani. Na ocasião, Rafael havia ido ao local para conversar com Cupertino sobre o namoro com Isabela.

Cupertino disparou treze vezes contra o ator e os pais, que morreram na hora. Após o crime, ele fugiu e ficou foragido por quase três anos circulando com disfarces e usando documentos falsos. A Polícia Civil o localizou apenas em 2022, em um hotel em Interlagos.

Crime motivado por intolerância

Segundo o Ministério Público, o crime foi motivado pelo ódio de Paulo Cupertino ao namoro da filha Isabela Tibcherani com Rafael Miguel. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, com agravantes de motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas.

Além dele, serão julgados Eduardo José Machado e Wanderley Antunes Ribeiro, acusados de ajudá-lo na fuga após o assassinato. Preso desde maio de 2022, Cupertino terá seu destino decidido por sete jurados. Nove testemunhas devem ser ouvidas ao longo do julgamento.


O ator Rafael Miguel e os pais João Alcisio Miguel e Miriam Selma da Silva (Foto: reprodução/Caras Brasil)

Crime chocou o país

Antes do início do julgamento, Cupertino tentou suspender o processo pedindo novas diligências, mas o juiz Antônio Carlos Pontes de Souza rejeitou o pedido. Segundo ele, o réu foi o principal responsável pelos atrasos, ao dispensar defensores e trocar de advogados repetidamente.

Isabela, filha de Paulo Cupertino e ex-namorada de Rafael Miguel, é uma das nove testemunhas ouvidas no júri. Em 2022, ela declarou ao programa Fantástico: “Não é fácil ser filha de um assassino”, e afirmou ter presenciado o momento em que o pai executou o ator e seus pais.

Entenda o que acontece após sentença dos irmãos Menendez ser revisada

A justiça americana decidiu nesta terça-feira (13) reduzir a pena dos irmãos Erik Menendez e Lyle Menendez. Com a decisão, os irmãos deixam a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade. Agora, passam a cumprir uma pena de 50 anos, com chance de libertação ao final do período.

Dessa forma, a sentença revisada representa a mais recente reviravolta em um caso que há décadas desperta grande atenção nos Estados Unidos. Tanto que, nos últimos anos, advogados, familiares e apoiadores online intensificaram esforços em uma nova campanha pela libertação dos irmãos.

Os próximos passos

Atualmente, os irmãos terão uma audiência com o conselho estadual de liberdade condicional da Califórnia em 13 de junho, como parte de um pedido independente para obter a liberdade. Entretanto, o conselho pode negar o pedido e deixar a decisão nas mãos do governador do estado, Gavin Newsom, que terá 120 dias para analisar o caso.

Além dessa solicitação, os irmãos buscam outras alternativas legais para garantir sua libertação. Eles entraram com um pedido de habeas corpus para tentar um novo julgamento e também solicitaram clemência ao governo da Califórnia.

Juíz reconhece evolução dos irmãos Menendez na prisão

A decisão do juiz Michael Jesic, do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, torna Erik e Lyle imediatamente elegíveis para liberdade condicional, conforme a legislação da Califórnia. Isso ocorre porque, no momento dos assassinatos, ambos tinham menos de 26 anos.

Embora tenham cometido um crime grave, Jesic ressaltou que os irmãos merecem “muito crédito por mudarem suas vidas”. Segundo ele, uma carta enviada por um funcionário da prisão em apoio à nova sentença foi especialmente comovente.


Trailer da série “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais”, que estreou na Netflix, em setembro de 2024 (Vídeo: reprodução/YouTube/Netflix Brasil)

Grupo de apoio e série na Netflix

Ao longo dos anos, Erik e Lyle Menendez criaram diversos programas na prisão, como um grupo de apoio para detentos com deficiência e idosos. Além disso, arrecadaram mais de US$ 250 mil para um projeto de revitalização do presídio, conforme documentos judiciais anteriores. “Não estou dizendo que eles devem ser soltos, não cabe a mim decidir”, disse Jesic, acrescentando: “um dia eles devem ter essa chance”.

A propósito, o caso dos irmãos foi adaptado para uma série na Netflix. Criada por Ryan Murphy e Ian Brennan, e lançada na plataforma de streaming em setembro de 2024, a produção explora a história real dos irmãos, condenados pelo assassinato brutal de seus pais em 1989. A série “Monstros: Irmãos Menendez: Assassinos dos Pais” mergulha nos detalhes do crime, do julgamento e das alegações de abuso que marcaram o caso. O elenco conta com Javier Bardem, Chloë Sevigny, Cooper Koch e Nicholas Alexander Chavez.

Entenda o caso Menendez

Em 1989, os irmãos Menendez mataram seus pais, José e Kitty Menendez, alegando legítima defesa após anos de abuso. No entanto, o caso só ganhou repercussão na mídia, após o julgamento que dividiu a opinião pública entre aqueles que os viam como vítimas dos pais e os que os consideravam assassinos. Assim, em 1996, a Justiça os condenou à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Recentemente, novas evidências e mudanças na legislação da Califórnia levaram à revisão da pena, permitindo que Erik e Lyle solicitem liberdade condicional. Além disso, a história dos irmãos inspirou documentários e séries, que exploram tanto o crime quanto a complexa dinâmica familiar por trás do crime.











Após três décadas presos, irmãos Menendez enfrentam audiência que pode mudar o rumo da condenação

Mais de 30 anos após serem condenados pelo assassinato dos pais, Lyle e Erik Menendez retornam nesta terça (13) e quarta-feira ao tribunal em Los Angeles. A defesa busca convencer a Justiça de que os irmãos se transformaram ao longo dos anos e não oferecem perigo à sociedade.

Para isso, pretende apresentar testemunhas e relatórios sobre o comportamento exemplar dos dois durante o tempo em que estiveram detidos.

Caso os argumentos sejam aceitos, eles podem conseguir liberdade imediata ou, ao menos, se tornarem aptos a pleitear liberdade condicional. Essa audiência estava prevista para abril, mas foi adiada pelo juiz Michael Jesic por preocupações com a segurança dos réus no processo.

 Recomendação de nova sentença e oposição do atual promotor

Em outubro de 2024, o então promotor de Los Angeles, George Gascón, recomendou a revisão das sentenças dos irmãos, considerando novas evidências de abusos sofridos por eles na infância e seu bom comportamento na prisão. Gascón sugeriu que as penas fossem alteradas para 50 anos a prisão, o que os tornaria elegíveis para liberdade condicional imediata, já que ambos tinham menos de 26 anos na época do crime.

No entanto, o atual promotor, Nathan Hochman, que assumiu o cargo após Gascón, se opõe à medida. Ele argumenta que os irmãos ainda não assumiram responsabilidade pelas mortes e, portanto, não deveriam ter a pena reduzida.


Irmãos Menendez retornam ao tribunal (Foto: reprodução/Instagram/@aventurasnahistoria)


Entenda o caso

O crime ocorreu em 1989, em Beverly Hills. Lyle e Erik assassinaram os pais, que estavam assistindo televisão na sala de casa. Inicialmente, alegaram que o crime teria relação com a máfia, devido à carreira do pai como executivo da indústria musical.

Durante o julgamento, a versão apresentada mudou: os dois afirmaram que eram vítimas de violência sexual e emocional por parte do pai, e que a mãe teria sido omissa. A defesa alegou que o crime foi cometido em um momento de desespero, após anos de sofrimento.

A promotoria, por outro lado, sustentou que os irmãos agiram por interesse financeiro, buscando antecipar o acesso a uma herança avaliada em cerca de 14 milhões de dólares (aproximadamente R$ 82 milhões). O júri não aceitou o argumento de legítima defesa e os condenou a duas penas de prisão perpétua, sem direito à liberdade condicional.

“Bolsonaro tentou contribuir para o meu assassinato”, diz Lula

Na noite de ontem, quarta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva de imprensa no Japão, comentou sobre a decisão da Primeira Turma do STF que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu em cinco ações penais. Em sua declaração, Lula, enfatiza que Bolsonaro tentou dar golpe de Estado e contribuir para o seu assassinato. 

Ao ser perguntado sobre os atos praticados no dia 08 de janeiro de 2023, o presidente inicia a fala dizendo ser “presunção” fazer qualquer prognóstico sobre a decisão da Suprema Corte Brasileira. Porém entende que o STF está se baseando em meses de investigação feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. 

Na sequência, Lula faz declarações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e reitera:

“É visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país. É visível, por todas as provas que ele (Jair Bolsonaro) tentou contribuir para o meu assassinato, para o assassinato do vice-presidente, para o assassinato do ex-presidente da justiça eleitoral brasileira”
Luiz Inácio Lula da Silva

Lula, ainda, enfatiza que: “todo mundo sabe o que aconteceu nesse país” e que não adianta Bolsonaro “fazer bravata dizendo que está sendo perseguido”.


Presidente Lula em coletiva de imprensa no Japão (Vídeo: reprodução/Youtube/@uol)  

Até a manhã desta sexta-feira (27), o ex-presidente Jair Bolsonaro não havia se manifestado sobre as declarações do presidente Lula.

Punhal verde e amarelo

As falas do presidente, sobre a tentativa de assassinato refere-se a operação “Punhal verde e amarelo”. Segundo investigações da Polícia Federal, seria um plano para assassinar autoridades brasileiras. 

Os alvos, de acordo com a PF, seriam o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin  e o ministro Alexandre de Moraes, à época presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Tais assassinatos, conforme as investigações, eram uma tentativa de golpe de Estado, impedindo que Luiz Inácio Lula da Silva, tomasse posse como presidente .

A operação “Punhal verde e amarelo”, foi investigada como uma extensão da operação “Contragolpe” que investigou e prendeu militares. Entre eles, o ex-ministro de Jair Bolsonaro e militar da reserva, General Braga Netto. 

Segundo investigação da Polícia Federal, a operação sobre a tentativa de assassinato de autoridades brasileiras, possuía um plano operacional com inicio em 12 de novembro de 2022 e término em 15 de dezembro do mesmo ano. Porém a missão foi abortada. 


Operação “Punhal verde e amarelo” (Vídeo: reprodução/Youtube/@otempo)

Bolsonaro réu

Na noite de ontem, a Primeira Turma do STF, formada pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Carmen Lucia, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, decidiu por unanimidade tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR). 

A decisão dos ministros que teve repercussão mundial, tornou os oito denunciados réus em cinco ações penais. Entre elas, tentativa de golpe de Estado e Abolição violenta do Estado Democrático de Direito. 

O processo seguirá os trâmites legais e a data do julgamento que poderá condenar ou absolver os réus, ainda, não tem data marcada. 

Fuzilamento é usado novamente como pena de morte nos EUA após 15 anos

Nesta sexta-feira, dia 7 de fevereiro, Brad Sigmon, homem condenado à pena de morte, foi fuzilado no estado da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Esse foi o primeiro fuzilamento nos Estados Unidos desde 2010 e o quarto desde a reinstauração da pena de morte no país.

Esse método não é muito comum para a pena de morte nos Estados Unidos, mas em alguns países, como China e Coreia do Norte, ainda é aplicado. Dois brasileiros já foram fuzilados na Indonésia após receberem pena de morte.

Sobre o crime

O prisioneiro foi condenado por assassinar os pais de sua ex-namorada. A arma do crime foi um taco de beisebol. Ele confessou o crime e, segundo ele, a motivação foi sua ex-namorada não aceitar reatar o relacionamento. Durante a confissão, informou que gostaria de morrer por fuzilamento, pois, segundo ele, as outras formas de execução são mais dolorosas.

O prisioneiro possuía um alvo no peito, teve o rosto coberto por um capuz, e testemunhas afirmaram que suas vestimentas eram inteiramente pretas. Três atiradores voluntários participaram da execução. Eles estavam armados com rifles cujas balas foram projetadas para fragmentar-se ao atingir o corpo.

Durante o procedimento, ele parecia sereno e acenou para seu advogado. Após dois minutos de silêncio, começaram os disparos. Sua última refeição foi frango frito acompanhado de purê com molho, feijão e cheesecake de sobremesa.


Representação de um fuzilamento (Foto: reprodução/x/@mat_heus)

O que fez o prisioneiro optar pelo fuzilamento

Segundo os advogados, o assassino tinha medo da cadeira elétrica, que, em suas palavras, o “cozinharia vivo”. Inicialmente, ele optou pela injeção letal, mas, como os detalhes desse método são mantidos em segredo no estado onde foi condenado, temia um possível afogamento dos pulmões caso a substância utilizada fosse o pentobarbital. Por esses motivos, recorreu ao fuzilamento.

Nos últimos anos, defensores da pena de morte passaram a considerar o fuzilamento uma forma de execução mais humana. No entanto, isso depende da precisão dos atiradores. Caso a morte não seja imediata, esse método pode resultar em grande sofrimento.