Luigi Mangione enfrenta novas acusações no caso do assassinato do CEO da UnitedHealthcare

O caso sobre o assassinato do CEO da UnitedHealthcare,ganhou um novo desdobramento, tendo novas denúncias contra Luigi Mangione. O crime aconteceu durante um evento corporativo em dezembro de 2024, chocando o setor empresarial e gerando grande repercussão pública. Diante de novas denúncias e um julgamento próximo, o caso levanta questionamentos sobre segurança corporativa, saúde mental e os impactos do sistema de saúde na sociedade.


Luigi Mangione, suspeito de assassinar o CEO Brian Thompson da UnitedHealthcare (Foto: Reproduçãp/Instagram/@msnbc)

Reviravolta no caso

Luigi Magione, de 26 anos, compareceu ao tribunal em Manhattan para enfrentar novas acusações, relacionadas ao assassinato de Thompson. O crime ocorreu no final do ano de 2024, quando o CEO foi baleado durante um evento corporativo. Agora, além das acusações iniciais, Mangione responde por homicídio qualificado e perseguição, ampliando a gravidade do caso.


Luigi Mangione no tribunal de Nova York para audiência (Foto: Reprodução/Instagram/@msnbc)

Durante a audiência, os promotores apresentaram novos elementos que fortaleceram as suspeitas contra Mangione. A polícia descobriu registros eletrônicos e transações bancárias suspeitas, que reforçam um possível planejamento premeditado do crime. As autoridades afirmam que essas evidências serão cruciais para conectar diretamente o acusado ao atentado. As novas acusações indicam a possibilidade de um esquema maior, além de um ato isolado.

Impacto e repercussão

O caso gerou repercussão pública, com diversas manifestações nas redes sociais. Enquanto alguns condenam Mangione, por outro lado, outros o transformaram em um símbolo de revolta contra o sistema de saúde dos EUA. Em paralelo, vários debates sobre segurança corporativa e saúde mental ganham força, levantando questões sobre o impacto da pressão do setor na sociedade. O julgamento promete ser um dos mais acompanhados do ano, podendo influenciar discussões sobre crime, justiça e os desafios da indústria de seguros.

Suspeito de assassinar CEO em Nova York é acusado de terrorismo

Luigi Mangione, de 26 anos, foi formalmente acusado, na última terça-feira (17), de assassinar Brian Thompson, CEO da United Health care, uma multinacional americana de cuidados de saúde e bem-estar, em Nova York. O crime, ocorrido no início de dezembro, foi classificado pelas autoridades, como um “ato de terrorismo“. Segundo Alvin Bragg, promotor distrital de Manhattan, Mangione enfrenta uma acusação de homicídio em primeiro grau e duas em segundo grau, incluindo uma específica por terrorismo.

Luigi Mangione responde a uma acusação de assassinato em primeiro grau e duas acusações de assassinato em segundo grau, incluída uma acusação de assassinato em segundo grau como ato de terrorismo“, disse Alvin Bragg.


Luigi Mangione chegando ao Tribunal do Condado de Blair, em Hollidaysburg, Pensilvânia (Foto: reprodução/Rachel Wisniewsk/The New York Times)

Relembre o caso

Luigi Mangione é suspeito de executar Brian Thompson, no dia 4 de dezembro. Mangione teria baleado Brian pelas costas, por volta das 6h45 (8:45h no horário de Brasília) em frente ao hotel Hilton Midtown, em Manhattan, onde sua empresa realizava uma conferência anual.

A polícia revelou, segundo investigações, que o ataque foi premeditado, com Mangione fugindo do local em uma bicicleta alugada. Após cinco dias de busca, ele foi preso em Altoona, na Pensilvânia, ao ser reconhecido em um restaurante McDonald’s. Na abordagem, as autoridades encontraram uma arma semelhante à usada no crime, e um manifesto justificando seus atos como um “ataque simbólico” contra a corrupção na indústria de saúde.

Peço desculpas por qualquer sofrimento ou trauma, mas isso precisava ser feito”, escreveu Luigi em seu manifesto.

Vida com privilégios

Mangione, de 26 anos, ex-aluno formado por uma das universidades da Ivy League (uma das oito universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos), era conhecido por sua inteligência e trajetória promissora. Orador de turma pela Gilman School e com bacharelado e mestrado na Universidade da Pensilvânia, ele também foi conselheiro-chefe em um programa pré-universitário na Universidade Stanford, na Califórnia. 

No entanto, relatos indicam uma mudança abrupta nos últimos seis meses, quando ele cortou contato com amigos e familiares. Além disso, oficiais haviam informado terem encontrado identificações falsas e cápsulas de bala iguais às da cena do crime, com inscrições: “negar” (deny), “destituir” (depose) e “defender” (defend), termos que, segundo a polícia, remetem às práticas controversas das seguradoras, para rejeitar reclamações. Posteriormente, ele também foi acusado de falsificação e posse ilegal de armas. 

Em seu manifesto, o acusado afirmou que o sistema de saúde dos EUA é “parasita” e que sua ação era um protesto contra as seguradoras, ou um ‘ataque simbólico’. Enquanto os EUA são o 42° país em expectativa de vida, United Health Care é a quarta maior empresa em valor de mercado.


Luigi Mangione, suspeito de assassinar o executivo Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare (Foto: reprodução/AFP/Pennsylvania Department of Corrections)

Nas redes sociais, Mangione ficou conhecido como um herói popular, por desafiar a corrupção e os jogos de poder, envolvendo as seguradoras da indústria de saúde. Apesar de nunca ter sido cliente da United Health Care, especula-se que Mangione nutria ressentimento devido a problemas de saúde e experiências pessoais com o sistema. Se condenado, ele pode enfrentar prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.

Retrato falado de suspeito de assassinar delator do PCC é exposto

A imprensa teve acesso, nesta quinta-feira (28), ao retrato falado de um dos suspeitos de assassinar o delator do PCC Vinícius Gritzbach. O departamento de homicídios de São Paulo ainda investiga o crime ocorrido no aeroporto internacional da cidade. 

Gritzbach foi morto no dia 8 de novembro, em Guarulhos, após voltar de uma viagem. A polícia tenta identificar quem é o homem desenhado.

A divulgação do retrato falado foi feita com exclusividade pelo Jornal Nacional, da Globo. Segundo o veículo, as informações que a polícia utilizou como base para o desenho foram de um homem adulto entre 30 e 40 anos, moreno, de olhos amendoados, nariz largo e lábios grossos. 

Todas essas características foram obtidas a partir de imagens das câmeras de segurança do aeroporto, em que o suspeito aparece com um boné branco e camiseta azul clara.

Dois suspeitos identificados

Além do retrato falado, o departamento policial identificou dois suspeitos de participação no crime. Kauê do Amaral Coelho seria o responsável por monitorar a chegada do delator do PCC no aeroporto e fornecer informações para os assassinos. Já Matheus Augusto de Castro Mota seria o responsável por fornecer os carros utilizados no crime.

A polícia apura a possibilidade de que o olheiro estivesse no avião de Gritzbach. 

Os dois ainda não foram capturados e a polícia oferece recompensa de 50 mil reais a quem tiver informações sobre os suspeitos.


Kauê do Amaral Coelho à esquerda e Matheus Augusto de Castro Mota à direita, ambos suspeitos de participação no crime (Foto: reprodução/Polícia civil)

Delator do PCC Vinícius Gritzbach

O empresário estava jurado de morte pela maior facção criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital, por servir como delator de crimes cometidos pela organização. 

Seus depoimentos foram feitos para o Ministério Público de São Paulo e diziam respeito a uma lista de imóveis luxuosos comprados por narcotraficantes do PCC no litoral de São Paulo.


Foto destaque: Retrato falado de suspeito de matar Vinícius Gritzbach, divulgado pelo Jornal Nacional (Foto: reprodução/ G1)

Além disso, Vinícius Gritzbach também contou ao ministério público um esquema de agenciamento de jogadores de futebol do Corinthians, feito por integrantes do PCC.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) investiga se a contratação de jogadores, como Du Queiroz e Igor Formiga, eram legais ou bancadas com dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Quem são os “kids pretos”, militares suspeitos de planejar “Golpe de Estado” e morte de Lula

“kids pretos” é o nome que os integrantes militares de Operações Especiais do Exército Brasileiro são chamados informalmente. O apelido é justificado pelo gorro preto usado nas operações. São caracterizados por serem militares de elite, altamente treinados para atuarem em missões sigilosas e ambientes profundamente perigosos.

Segundo informações do exército, os “kids pretos” atuam desde 1957, e em 2023, contavam com aproximadamente 2,5 mil integrantes.

Conforme informações da jornalista Camila Bomfim, os militares integrantes dos “kids pretos” presos pela polícia federal, por suspeita de planejar um golpe de Estado, no final de 2022 e o assassinato de Geraldo Alckmin, Lula e Alexandre de Moraes, são: general Mário Fernandes; tenente-coronel Helio Ferreira Lima; major Rodrigo Bezerra Azevedo; e major Rafael Martins de Oliveira.

O agente da polícia federal Wladimir Matos Soares também foi preso nesta terça-feira (19).

Treinamento

Os militares pertencentes aos “kids pretos” passam por um processo seletivo para entrar nas Forças de Operações Especiais. Eles podem realizar seus fortes treinamentos em três localidades diferentes: Comando de Operações Especiais, em Goiânia; Centro de Instrução de Operações Especiais, em Niterói, Rio de Janeiro; ou na 3ª Companhia de Forças Especiais, em Manaus.

Eles são treinados para atuarem em situações específicas, como uma guerra irregular ou casos de terrorismo. Também são habilitados para situações que envolvam operações de inteligência e planejamento de fugas.


Apresentação do Comando de Operações Especiais em 2019 (Foto: reprodução/ Agência Brasil)

Envolvimento com golpe

As investigações, reveladas nesta terça-feira (19), mostraram que os militares envolvidos no plano de executar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, em 2022, criaram um documento que descrevia tudo que deveria ser feito para o plano ocorrer com sucesso.

O arquivo nomeado de “FOX_2017.docx” esmiuçava o “Planejamento-Punho Verde e Amarelo”, que detalhava como deveria ser realizado o envenenamento de Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes, e quais seriam os próximos passos para “restaurar” a ordem.

Cher revela que ex-marido, Sonny Bono, quis matá-la em quarto de hotel

Em sua nova autobiografia, Cher deu detalhes surpreendentes sobre seu casamento com Sonny Bono. Na autobiografia “Cher: The Memoir”, A cantora contou que o seu casamento com Sonny foi extremamente turbulento e o ex-marido cogitou assassiná-la.

Segundo a cantora, o caso aconteceu em outubro de 1972 quando ela e Sonny estavam em um hotel em Las Vegas. Cher também revelou em sua autobiografia que teve pensamentos suicidas naquela época e relata que Sonny era uma pessoa supercontroladora e chegava ao ponto de proibi-la de usar perfume.

Relato da cantora Cher

Cher revela que havia pedido um tempo no casamento e admitiu para o marido que tinha vontade de se relacionar com o guitarrista da sua banda. A cantora afirma que precisou falar isso porque o ex-marido não ouvia seus pedidos para acabar com a relação. A princípio, Sonny permitiu que a cantora se relacionasse com integrante da banda e se retirou do local durante duas horas.

Um tempo após o caso, durante um café da manhã, Sonny revelou à cantora que pensou em matá-la após ela se envolver com o guitarrista. “Você sabe, depois que você saiu com o Bill naquela noite no Saara, pensei seriamente em jogá-la da nossa varanda”. Escreveu Cher em sua autobiografia.


Cher e Sonny Bono (Foto: reprodução/Martin Mills/Getty Images Embed)


Segunda a cantora, Sonny já teria até planejado sua declaração para a polícia. “Eu imaginei que alegaria insanidade como Space Cooley e ficaria sete anos preso até me libertarem. Então eu escreveria um livro e teria meu próprio show”. Teria declarado Sonny, segundo a autobiografia de Cher.

“Não teria havido necessidade de me empurrar, porque eu ia pular da varanda”, respondeu Cher ao ex-marido. A cantora revelou que as frustrações no casamento a levaram a ter pensamentos suicidas.

Relacionamento de Cher e Sonny

A cantora e o produtor musical se conheceram quando ela tinha 16 anos e ele 27 anos, foram casados entre 1964 e 1975. Cher afirma que o produtor a traiu várias vezes durante o casamento. Juntos, estrelaram o programa “The Sonny and Cher Comedy Hour” e tiveram um filho, Chaz Bono, de 55 anos. Sonny faleceu em 1998 após sofrer um acidente.

Empresário é assassinado em aeroporto de Guarulhos–SP

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto de Guarulhos–SP na última sexta-feira (08). Meses antes de sua morte, durante uma entrevista, Antônio relatou ter sofrido ameaças de morte. O empresário mencionou um plano organizado por membros do PCC e disse ter sido sequestrado pela facção e ameaçado após ter sido acusado de desviar milhões de reais do grupo.

Conexão com o crime organizado

Segundo os relatos do empresário, o mesmo foi acusado de desviar R$ 100 milhões e também de ter envolvimento no assassinato de Anselmo Becheli Santa Fausta, um integrante do PCC conhecido como “Cara Preta”. Após ter sido sequestrado e ameaçado, Gritzbach decidiu colaborar com a Justiça em uma delação premiada e revelou os detalhes sobre a lavagem de dinheiro do grupo, incluindo ligações com várias empresas de agenciamento de jogadores de futebol. A colaboração do empresário foi homologada em 2024.

Assassinato do empresário Gritzbach

Gritzbach foi morto a tiros na tarde de sexta-feira (08), durante desembarque no aeroporto de Guarulhos. Segundo o registro da polícia local, ocorreram cerca de 29 disparos. O empresário levou dez tiros, sendo atingido por quatro tiros no braço direito, dois no rosto, um nas costas, um na perna esquerda, um no tórax e um entre a cintura e a costela. Outras três pessoas também foram baleadas durante os disparos.


Antônio Vinicius Lopes Gritzbach é assassinado no aeroporto de Guarulhos (Foto: reprodução/Instagram/@omundoecapitais)

Investigações

A execução de Gritzbach levanta suspeitas sobre represálias da facção, considerando que o empresário era uma testemunha em casos de lavagem de dinheiro e possuía informações privilegiadas sobre as ações da facção.

O carro usado pelos criminosos foi encontrado abandonado próximo ao aeroporto. A polícia segue investigando a conexão entre o depoimento do empresário e sua morte recente, levantando possibilidades de retaliação e operações internas do PCC.

Ronnie Lessa afirma que a motivação para executar a vereadora Marielle Franco foi financeira

Ronnie Lessa, réu pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes em 2018, declarou em depoimento que teria recebido a promessa de R$ 25 milhões para realizar o crime. A alegação representa uma reviravolta importante no caso, pois levanta a hipótese de que Lessa poderia ter atuado sob encomenda, uma motivação financeira que sugere o possível envolvimento de mandantes.

“Fiquei cego; minha parte eram R$ 25 milhões. Podia falar assim: era o papa, que eu ia matar o papa, porque fiquei cego e reconheço. Vou cumprir o meu papel até o final, e tenho certeza absoluta de que a Justiça será feita”, lembra o ex-policial.

O ex-policial afirma que optou por confessar o crime e realizar a delação premiada, indicando os outros envolvidos, por não ter a capacidade de voltar no tempo e que, gostaria de diminuir a angústia de todos, assumindo sua parte e apontando os envolvidos no crime.


Protesto contra a morte de Marielle em São Paulo (Foto: reprodução/
NurPhoto/ Getty Images Embed)


O assassinato de Marielle Franco

O crime aconteceu no dia 14 de março de 2018 e a principal motivação apontada seria política. De acordo com o depoimento de Ronnie Lessa, o assassinato de Marielle teria sido motivado pelo temor de que ela se tornasse obstáculo em dois loteamentos de terrenos realizados pela milícia no bairro do Tanque, no Rio de Janeiro. Segundo ele, os mandantes do crime afirmaram que a vereadora teria se reunido com lideranças comunitárias e feito o pedido de que elas não aceitassem o loteamento feito pelas milícias.

No Rio de Janeiro, milícias controlam atividades ilegais em várias regiões, e Marielle denunciava essas práticas, o que pode ter gerado um desejo de retaliação. Essa teoria é fortalecida pela ligação de Lessa com a polícia e sua possível proximidade com esses grupos.

A trajetória política de Marielle Franco

Nascida em 27 de julho de 1979, mulher negra, cresceu no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. Antes de entrar na política, Marielle trabalhou como pesquisadora em direitos humanos e atuou em organizações que defendiam os direitos das minorias. Se destacou por sua crítica aberta à violência policial nas favelas do Rio de Janeiro, denunciando abusos e excessos cometidos por agentes de segurança. Iniciou sua vida acadêmica no curso de Ciências Sociais, com bolsa integral, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), posteriormente, realizou mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com a dissertação “UPP: a redução da favela a três letras”.

Como uma mulher negra, Marielle representava uma perspectiva muitas vezes ausente nas esferas políticas tradicionais. Sua eleição como vereadora no Rio de Janeiro simbolizou a conquista de espaços políticos por pessoas historicamente marginalizadas e a importância da diversidade na política.

Promotoria pede revisão de sentença para Irmãos Menendez

Os irmãos Erik e Lyle Menendez, que chocaram os Estados Unidos ao assassinarem seus pais, José e Kitty Menendez, em 1989, estão mais próximos de uma possível liberdade condicional. Após quase três décadas de prisão, a promotoria de Los Angeles recomendou a redução de sentença dos irmãos. A decisão foi baseada na transformação dos irmãos e em novos entendimentos sobre abusos, tema que voltou a ser discutido com a exibição da série Monstros na Netflix, que conta sobre o caso.


Irmãos Menendez em departamento de correções e reabilitação da Califórnia (Foto: reprodução/Instagram/@circolare)

Abusos e novos argumentos da defesa

Desde o início do julgamento, os irmãos Menendez alegaram que o crime foi uma reação aos anos de abusos físicos e psicológicos que sofreram nas mãos dos pais. Durante o processo, cartas e testemunhos foram revelados, indicando o ambiente de medo em que viviam. Com 18 e 21 anos na época do crime, Lyle e Erik alegaram que os abusos foram ignorados. Agora, com a apresentação de novas provas, a defesa busca reavivar o caso, ressaltando que a reação dos irmãos foi um ato desesperado para escapar da situação de abuso.


Série Netflix “Monstros” (Foto: reprodução/Netflix)

Série na Netflix e impacto na opinião pública

A série Monstros trouxe uma nova atenção ao caso, provocando um debate sobre os efeitos dos traumas familiares e as limitações do sistema jurídico ao lidar com situações de abuso. O promotor George Gascon defendeu que a revisão da sentença é uma resposta aos avanços no entendimento sobre violência familiar e seus impactos.

Com a recomendação de uma pena reduzida, Erik e Lyle poderão, pela primeira vez, solicitar liberdade condicional. A decisão final sobre o pedido será discutida em audiência marcada para 29 de novembro, possibilitando um novo capítulo para um dos casos mais emblemáticos da justiça norte-americana.

Ex-delegado Rivaldo Barbosa nega culpa no assassinato de Marielle Franco

Seis anos após o assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, os inquéritos ainda permanecem abertos em meio as acusações do real mandante do crime. Na última quinta-feira (24), o ex-delegado geral da Policia Civil do Rio de Janeiro, Ribaldo Barbosa, prestou seu depoimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Barbosa disse ter respeito por Marielle

Barbosa está preso na Penitenciaria Federal de Mossoró (RN) e é apontado como um dos mentores do crime, sendo o terceiro de cinco réus ouvidos sobre o caso. Durante o depoimento, o ex-delegado negou qualquer envolvimento no crime e mostrou ter grande respeito por Marielle. Disse também ser grato por tudo que ela proporcionou para o profissional Rivaldo, para a Polícia Civil e toda a sociedade.

Barbosa se defendeu dizendo que não mataria nem uma formiga, muito menos um ser humano. Em seu depoimento, negou também conhecer os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, coacusados no crime. Ele alega o mesmo sobre o policial militar Ronnie Lessa que, em delação premiada, apontou Barbosa como mentor do assassinato.


Grafite de Marielle Franco no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/NurPhoto/Getty Images Embed)


Investigações podem ter sido sabotadas

A Policia Federal trouxe investigações que indicam que a Polícia Civil, sob comando de Barbosa, agiu para dificultar o esclarecimento dos assassinatos de Marielle e Anderson. Segundo a PF, a investigação vem sendo sabotada desde o início, com indícios de um acordo entre os autores intelectuais do crime e a equipe responsável pela apuração de homicídios no Rio.

As autoridades identificaram quarto falhas no inquérito: ausência de imagens de câmeras de segurança, desaparecimento de um celular apreendido, falta de informações em busca e apreensão relacionada aos Brazão, e sabotagem da Operação Nevoeiro.

A defesa de Rivaldo Barbosa afirma que ele não tem qualquer envolvimento com o crime e alega que as acusações são infundadas, apontando a ausência de provas concretas que comprovem a participação do ex-delegado. Além disso, Barbosa destacou em seu depoimento a relação profissional que manteve com Marielle, ressaltando que a conheceu através do então vereador Marcelo Freixo (PT-RJ), para quem a vereadora trabalhou antes de ser eleita.

Sean “Diddy” é acusado de vingança sexual após ligação com caso Tupac

Sean “Diddy” Combs, uma das maiores figuras da música americana, enfrenta novas acusações graves. A denunciante Ashley Parham registrou uma queixa na Justiça da Califórnia, alegando que o rapper a estuprou como “vingança” por ela fazer comentários ligando-o ao assassinato de Tupac Shakur, ocorrido em 1996. Parham afirmou que, além da agressão sexual, Diddy a ameaçou com uma faca, prometendo cortar seu rosto como represália por suas declarações.

Encontro com Diddy e ameaça

Conforme os documentos apresentados na Justiça nesta terça-feira, Parham contou que conheceu Diddy em 2018, por meio de um amigo em comum. Durante uma chamada de vídeo organizada pelo amigo para impressioná-la, ela recusou participar ao expressar que acreditava no envolvimento de Diddy no assassinato de Tupac. Segundo ela, o comentário foi ouvido pelo artista, que garantiu que ela “pagaria por isso”.

Parham afirmou que, mais tarde, esse mesmo amigo a convidou para sua casa com a justificativa de precisar de ajuda com medicamentos para câncer. Quando chegou ao local, Diddy teria aparecido de surpresa, já segurando uma faca. Ele então ameaçou cortá-la no rosto, referindo-se a um “sorriso de Glasgow”, uma prática de desfiguração, e em seguida, a violentou com um controle remoto.


Tupac, Diddy e Big (Foto: reproduçaõ/Instagram/@iamdiddy)

Tentativa de silenciamento

Parham relata que tentou fugir diversas vezes, mas sem sucesso. Ela também alegou que, após o ataque, foi oferecido dinheiro para que afirmasse que a relação sexual foi consensual. Os vizinhos, que ouviram a confusão e acionaram a polícia, foram os primeiros a intervir. No entanto, segundo Parham, as autoridades não tomaram medidas significativas na época.

Agora, Parham está processando Diddy e outras seis pessoas por crimes como agressão sexual, cárcere privado e sequestro. Ela pede que os envolvidos sejam levados a julgamento. Diddy, até o momento, não se pronunciou sobre as acusações, mas tem negado consistentemente qualquer envolvimento no assassinato de Tupac ou em crimes sexuais. O julgamento do ex-membro de gangue Duane “Keffe D” Davis, que alegou ter recebido US$ 1 milhão de Diddy para matar o rapper, está marcado para março de 2025.