Donald Trump recorre à Suprema Corte em ação por abuso sexual e difamação

O presidente Donald Trump protocolou um pedido formal junto à Suprema Corte dos EUA visando reverter o veredito civil que obrigou a pagar US$ 5 milhões em indenização à escritora E. Jean Carroll, acusada de abuso sexual e difamação.

O caso começou no início dos anos 1990 e foi levado a julgamento nos últimos anos, e já foi passado por cortes inferiores, que recusaram os argumentos de imunidade presidencial apresentados pela defesa. O Tribunal de Apelações dos EUA em Manhattan rejeitou o argumento de Trump de que o veredito de janeiro de 2024 deveria ser anulado porque ele merecia imunidade presidencial.

Trump alega erro durante processo e sobre as alegações tardias da autora, afirmando que não há testemunhas, vídeo ou relatório policial nos autos. Agora, a ofensiva deposita sua esperança na aceitação do recurso pela Suprema Corte, um passo incomum em litígios civis envolvendo ex-chefes de Estado.

O histórico do processo e os termos da disputa

Jean Carroll acusou Trump de agressão sexual em meados da década de 1990, ação que evoluiu para processo civil por agressão e difamação quando ele a chamou de mentirosa em 2019.  Em 2023, um júri concluiu que Trump era responsável por abuso sexual e difamação, concedendo a Carroll a quantia de US$ 5 milhões.


Escritora E. Jean Carroll (Foto: reprodução/Steven Ferdman/Getty Images Embed)


A escritora teve recurso rejeitado pela 2ª instância em 8 de setembro de 2025 manteve a condenação de US$ 83,3 milhões (em dano moral e punitivo) ao caso relacionado. A nova petição à Suprema Corte representa uma tentativa de Trump de usar sua imunidade presidencial, reconhecida em outro julgamento, para escapar das consequências civis. Se o tribunal concordar em julgar o caso, isso abrirá precedente raro sobre o alcance da imunidade presidencial em processos civis por conduta extra constitucional.

Consequências políticas e  jurídicas

Independentemente da decisão da Suprema Corte, o recurso de Trump acende debate sobre a imunidade de ex-chefes de governo e a extensão da imunidade por atos oficiais. O caso atrai atenção global e engloba temas como poder político, gênero, litígios de alto perfil e estratégias processuais.

Se acolhido, o recurso pode reverter decisões que tiveram forte repercussão pública. Se rejeitado, reforçará a jurisprudência de que figuras públicas — ainda que ex-presidentes — podem ser responsabilizadas civilmente por condutas privadas injuriosas.

Para E. Jean Carroll, que viu o tribunal reconhecer sua versão dos fatos, o recurso representa um desafio para a durabilidade da vitória legal. Para Trump — em meio a múltiplas batalhas jurídicas —, é mais uma tentativa de mitigar os danos a sua agenda e imagem. O resultado pode repercutir não só em sua vida pessoal ou política, mas na forma como o sistema americano encara a intersecção entre litígios civis, imunidade e responsabilidade de ex-líderes.

Nove mulheres acusam Jared Leto de má conduta sexual em reportagem

Em uma grande reportagem que o site Air Mail divulgou, o ator Jared Leto é acusado de má conduta sexual por nove mulheres e de flertar com menores de idade. De acordo com a publicação, Leto agiu de forma inapropriada com mulheres mais novas por anos. A matéria foi ao ar neste sábado (7).

Uma das fontes afirmou que a informação já é amplamente conhecida há muito tempo “Um segredo aberto.“.

Relato de 2012

Algumas supostas vítimas se manifestaram sobre o artista. “Você não está realmente em Los Angeles até que Jared Leto se forçar sobre você nos bastidores vestindo um kilt e um gorro de neve” escreveu a DJ Allie Teilz em seu Facebook em 2012. A artista publicou em abril deste ano em seu Instagram uma captura de tela da publicação.


“Lembrança de 2012. Jared Leto já era um estranho. Ainda é agora. Completando mais de 15 anos como o predador mais persistente de Hollywood em um kilt”, escreveu a DJ em seus stories (Foto: reprodução/Instagram/@allieteilz)

Teilz ainda contou que o protagonista de Morbius estava ciente sobre sua idade, mas isso não foi um impeditivo. A DJ considerou a suposta atitude do ator “predatória, aterrorizante e inaceitável”.

Outras denúncias e supostas festas

Uma mulher alegou que o ator flertou com ela inapropriadamente após os dois se conhecerem em um café, em 2006. Na época, tinha 16 anos. Leto supostamente pediu seu telefone e ligou para ela. De acordo com o relato, o astro “parecia estar drogado” e suas conversas tinham teor sexual. “Ele perguntava coisas como: ‘Você já teve um namorado?'”. Ela também diz que o protagonista de Morbius perguntou se ela já havia feito sexo oral. Outra suposta vítima disse que Leto mandou mensagens sugestivas para ela na época em que era menor de idade.

Em seu relato, conta que, quando completou 18 anos, em uma visita à casa do ator, ele expôs sua genitália e começou a se masturbar. De acordo com a alegação, o artista segurou a mão da mulher, colocou-a sobre seu órgão e pediu para que ela cuspisse nele. A modelo Laura La Rue também compartilhou sua experiência na reportagem. Ela conta que se envolveu com o ator em 2008, aos 16 anos. O ator, que na época tinha 36, pediu seu número de telefone.

A reportagem ainda fala sobre as festas de Leto em Los Angeles, onde o ator supostamente passava dos limites. A publicação diz que os eventos contam com a presença de mulheres jovens que são “recrutadas” para participar.


Área externa e piscina da casa de Jared Leto (Foto: reprodução/Época)

Uma fonte estimou que cerca de 60 jovens participam das festas que contam com quatro ou cinco homens. Um insider relatou que o foco da festa é fazer as mulheres entrarem nuas na piscina do ator. Entretanto, um representante de Leto negou expressamente as acusações feitas contra o artista na reportagem.

Blake Lively retira acusações de sofrimento emocional contra Justin Baldoni após decisão judicial

A atriz Blake Lively decidiu retirar duas das acusações de sofrimento emocional que havia feito contra o ator e diretor Justin Baldoni, relacionadas às filmagens do longa “É Assim Que Acaba”. Segundo o Deadline, a decisão foi tomada nesta terça-feira (3) após o juiz exigir que Lively apresentasse registros médicos para comprovar os danos alegados.

Blake optou por retirar as acusações, mas ainda mantém outras alegações no processo, incluindo assédio sexual e retaliação.

Rejeição das alegações de sofrimento emocional

O juiz federal Lewis J. Liman, de Nova York, negou o pedido da atriz para retirar suas acusações de sofrimento emocional sem que isso implicasse consequências legais futuras. A decisão veio após trocas de acusações nos tribunais e na mídia, principalmente em relação à exigência de que Lively apresentasse registros médicos para sustentar suas alegações.

Mesmo com a decisão desfavorável, seus advogados minimizaram o impacto e afirmaram que “a sra. Lively se dispôs a retirar essas acusações por considerá-las desnecessárias e continuará buscando reparação por sofrimento emocional por meio de outras alegações, como assédio sexual e retaliação”. Os representantes de Baldoni não se manifestaram após a decisão.


Blake Lively e o marido Ryan Reynolds na estreia do filme “É Assim Que Acaba” (Foto: reprodução/Gotham/Getty Images Embed)


Lively tem chance de retomar acusações no futuro

Apesar da decisão, Lively pode tentar negociar com a defesa de Baldoni para que aceitem, formalmente, que ela possa no futuro retomar as acusações de sofrimento emocional que retirou agora. Se não houver acordo, Lively pode fazer um pedido direto ao juiz, pedindo que ele permita que essas acusações sejam descartadas sem prejuízo, o que significa que ela pode voltar a falar sobre elas mais tarde, se quiser.

Como o juiz ainda não autorizou a retirada das acusações com possibilidade de retomada, e como Blake Lively não apresentou os registros médicos exigidos, neste momento, ela está impedida de apresentar qualquer prova sobre sofrimento emocional no processo.


Justin Baldoni e a esposa Emily Baldoni na estreia do filme “É Assim Que Acaba” (Foto: reprodução/Gotham/Getty Images Embed)


Continuidade do processo judicial

Apesar da retirada das acusações de sofrimento emocional, o processo judicial entre Blake Lively e Justin Baldoni continua em andamento. A atriz mantém as alegações de assédio sexual e retaliação, buscando compensações por danos morais.

O caso teve início em dezembro de 2024, quando Lively entrou com uma ação contra Baldoni, acusando-o de má conduta durante as filmagens do filme. Baldoni reagiu com uma ação de US$ 400 milhões contra Lively e seu marido Ryan Reynolds, acusando-os de difamação. Na época, ela solicitou o arquivamento do processo na Justiça.

Fontes próximas descartam qualquer possibilidade de acordo, já que a disputa ganhou ampla exposição pública e prejudicou a imagem e a carreira de Baldoni. O caso também envolveu outras personalidades, como a cantora Taylor Swift. O julgamento está previsto para março de 2026.

Gérard Depardieu é condenado a 18 meses de prisão por agressões sexuais

O ator e cineasta francês Gérard Depardieu foi condenado nesta terça-feira (13), a 18 meses de prisão por crimes de agressão sexual, informou a agência de notícias Reuters. Segundo a condenação do tribunal francês, ele não cumprirá a pena imediatamente.

De acordo com a agência de notícias Associated Press (AP), o tribunal considerou o ator culpado por ter agredido sexualmente duas mulheres em um set de filmagem em 2021. A Corte também pediu para que ele fosse incluído no cadastro nacional de criminosos sexuais.

O ator, de 76 anos, foi condenado por ter apalpado uma cenografista, de 54 anos, e uma assistente, de 34 anos, durante as filmagens de “Les Volets Verts”, de Jean Becker. Durante o julgamento, realizado em março, o ator francês negou que seu comportamento tivesse conotação sexual.


Gerárd Depardieu. (Foto: reprodução/Chesnot/Getty Images Embed)


Gérard Depardieu é condenado e não cumprirá pena de imediato

Durante o julgamento de quatro dias, em março, Depardieu rejeitou as acusações. Ele reconheceu que havia usado linguagem vulgar e sexualizada no set de filmagem e que agarrou os quadris de uma vítima durante uma discussão, mas negou que seu comportamento fosse sexual.

O cineasta francês não compareceu à audiência desta terça-feira. O ator, possui um currículo com mais de 200 filmes e séries de televisão, em contrapartida, é a figura que enfrenta mais acusações de violência sexual na resposta do cinema francês ao movimento #MeToo.

Embora tenha surgido em Hollywood, o movimento #MeToo tem ampliado sua presença na França, onde denúncias de assédio vinham sendo historicamente silenciadas. A condenação do indicado ao Oscar em 1991 por sua atuação em “Cyrano de Bergerac”, pode representar um ponto de virada e abrir caminho para que mais vítimas tenham coragem de denunciar. O silêncio começa a ser rompido.

Vítimas serão indenizadas

O ator Gérard Depardieu foi condenado nesta terça-feira (13), a 18 meses de prisão por agressões sexuais cometidas durante as filmagens de um longa em 2021. A decisão foi tomada por um tribunal francês, mas a pena não será cumprida de imediato. O caso envolve duas mulheres que trabalhavam no set e relataram toques indesejados e comportamentos inapropriados do artista.

Além da condenação penal, Depardieu terá que indenizar em 29.040 euros às vítimas, cerca de R$ 183 mil. Também foi determinado pela Corte, a inclusão do nome do ator no cadastro nacional de criminosos sexuais. As vítimas são; uma cenografista de 54 anos e uma assistente de 34 anos, que trabalhavam na produção do filme “Les Volets Verts”, dirigido por Jean Becker.

A decisão do tribunal repercutiu fortemente no meio artístico e reacendeu o debate sobre abusos de poder em ambientes de produção cultural. Para muitas mulheres da indústria, a condenação é um sinal de avanço, mesmo que tardio, na responsabilização de grandes nomes. O caso Depardieu reforça a urgência de ambientes mais seguros e igualitários.


Gerárd Depardieu no Tribunal de Paris. (Foto: reprodução/Dimitar Dilkof/AFP/Getty Images Embed)


Consequências vão além da justiça

Mesmo sem cumprimento imediato da pena, os efeitos da condenação já são sentidos na carreira e imagem pública do ator. Projetos com seu nome passaram a ser revistos, e sua participação em novos trabalhos estão sendo questionadas. Para o público feminino, a justiça simboliza um passo importante, ainda que o caminho por igualdade e respeito represente uma distante utopia.

Segundo leitura labial, Amy Schumer dá aviso para Blake Lively

No último domingo (16), foi ao ar o especial de 50 anos do “Saturday Night Live”, onde a atriz Amy Schumer mostrou o seu apoio para Blake Lively, que denunciou Justin Baldoni por assédio sexual. As atrizes tiveram um momento curto, o qual foi descrito por meio de leitura labial, pela especialista Nicola Hickling para o “Daily Mail”.

A leitura labial da conversa entre Amy Schumer e Blake Lively

Segundo a leitura labial de Hickling, após Schumer abraçar Blake, esta disse precisar muito desse abraço. Em seguida, Lively olha para seu marido, Ryan Reynolds, e pede que Deus a ajude, ao que Amy responde dizendo que ela ficará bem, e Lively agradece o apoio.

Fora a conversa e o carinho que Blake precisava, Amy a avisa, dizendo que estão projetando tudo em Reynolds. O encontro entre as duas foi inclusive compartilhado pela E! News em suas redes sociais.


Encontro entre Amy e Lively, em Nova York (Vídeo: reprodução/X/@BlakeLivelyBR)

Percepção sobre o encontro entre Amy Schumer e Blake Lively

A fala de Amy e o momento entre as duas chamaram a atenção dos internautas, que comentaram sobre como Lively parecia estar se esforçando demasiadamente para estar ali. Assim como tocava Amy excessivamente, quase que para dizer a si que ainda tem uma amiga, ao mesmo tempo, em que parecia muito estranho.

O evento da SNL foi a primeira vez em que Blake Lively e Ryan Reynolds apareceram em público desde que se iniciou a disputa judicial contra o ator e diretor Justin Baldoni.

Um momento com Reynolds que chamou a atenção dos internautas foi as veteranas do SNL, Amy Poehler e Tina Fey abriram espaço para perguntas do público. Sentado na plateia, ao lado da esposa, Ryan diz que tem uma pergunta, ao que Fey pergunta como ele está, e Reynolds responde: “Ótimo! … Por quê? O que você ouviu?”.

A interpretação é a de que ele se refere à polêmica com Baldoni. Além do comentário do ator, a reação de Blake também chamou a atenção, visto que ela parece surpresa e desconfortável.


Ryan Reynolds é reativo a pergunta de Amy (Vídeo: reprodução/X/@PopCrave)

De volta aos holofotes

Conforme a revista “People”, uma fonte revelou que a atriz de “É Assim Que Acaba” estava muito nervosa por voltar aos holofotes e ao olhar do público, ao mesmo tempo, em que estava animada para sair com os amigos e apoiar o “Saturday Night Live”.

A revista diz ainda que após o término do evento, o casal ficou no estúdio para interagir com os convidados, onde Blake conversou com Dakota Johnson e cumprimentou Tom Hanks e Rita Wilson.

Blake Lively se pronuncia após acusar ator de “É Assim que Acaba”, de assédio sexual

Blake Lively revelou recentemente que entrou com uma ação contra Justin Baldoni, que faz parte do elenco de “É Assim que Acaba” e atriz se pronunciou pela primeira vez em torno do caso. A atriz acusa Justin de assédio sexual e de “empreender esforços para prejudicar sua reputação”.

Diante toda repercussão ao assunto, Lively, em nota ao The New York Times, expressou suas intenções sobre o processo, que a ação legal ajude a revelar táticas retaliatórias sinistras para prejudicar pessoas que falam sobre má conduta e ajude a proteger pessoas que podem ser alvos, destaca ainda que tem o compromisso de lutar contra o assédio e de defender aqueles que são vulneráveis a ataques em ambientes profissionais.

Detalhes sobre acusação

A informação foi revelada na manhã deste sábado (21). Conforme o TMZ, o clima no set de gravação estava insustentável, e foi necessária uma reunião para verificar o que a artista apontou ser um “ambiente de trabalho hostil”. O marido da atriz, Ryan Reynolds, participou. Porém, a equipe de Justin alega que tal acusação é falsa.

Segundo o documento da reunião, a distribuidora do filme concordou em atender exigências feitas por Blake como “não mostrar mais vídeos ou imagens de mulheres nuas para Lively, não falar de conquistas sexuais publicamente, não falar sobre o peso de Blake ou sobre o falecido pai”, da atriz. No mesmo texto, Blake diz que a situação trouxe danos em seus negócios e à sua família, “grande sofrimento emocional”.

Ação judicial

A atriz havia exigido ainda, conforme a ação judicial, “não ocorressem mais cenas de sexo, sexo oral ou clímax na câmera fora do escopo do roteiro que ela aprovou ao assinar o projeto“. Tais demandas foram aceitas, porém, ainda assim, eles não concordavam em outros assuntos.

“É Assim que Acaba”


Trailer do filme. (Vídeo: reprodução/YouTube/@SonyPicturesBrasil)

Fez sua estreia nos cinemas do Brasil em agosto deste ano, e é uma adaptação do livro que leva o mesmo nome da autora Colleen Hoover, e se tornou uma febre mundial. Com elenco de peso, o filme conta com a participação Blake Lively e Justin Baldini, dois nomes que estão envolvidos na notícia mencionada anteriormente.

PF vai investigar denúncias de assédio sexual contra Silvio Almeida

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, a Polícia Federal irá abrir um inquérito investigativo das denúncias de assédio sexual feitas contra Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos.

Ele acrescentou que a investigação está sendo feita por iniciativa própria e deverá ser instaurado até esta sexta-feira (6). Além disso, Andrei diz que embora ainda não tenha sido recebida uma representação, o processo ainda terá que ser avaliado pelo STF, já que Almeida é um ministro do governo.

Denúncias de assédio

Na quinta-feira (5), a Me Too Brasil, uma ONG que combate assédio sexual, tornou pública as denúncias feitas contra o ministro através do portal Metrópoles. O portal de notícias também revelou que uma das vítimas do assédio teria sido Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial.


Silvio Almeida é acusado de assédio sexual e nega acusações (Vídeo: Reprodução/Youtube/Metrópoles)

Andréia Sadi, colunista do g1, diz que apesar de Silvio Almeida negar as denúncias, a PF ainda deverá ouvir o depoimento de Silvio na condição de suposto autor e Anielle na condição de vítima.

Início das investigações

Mediante a repercussão do caso, o Palácio do Planalto disse em nota que o Comitê de Ética da Presidência da República abrirá um ofício de apuração a respeito do caso. 

E, segundo o comunicado, o ministro já foi chamado na noite de quinta-feira (5) para esclarecer as denúncias públicas da imprensa contra ele para o controlador-geral da União, Vinícius Carvalho e a Jorge Messias, advogado-geral da União.


Silvio Almeida nega acusações (Vídeo: Reprodução/Youtube/g1)

O Governo Federal reconheceu em nota a gravidade das denúncias e informou que o caso está sendo levado a rigor e de maneira mais rápida possível, assim como todas as situações que envolvem possível violência contra a mulher. 

Silvio Almeida é formado em Filosofia e Direito, doutor e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP) e é referência nacional em questões raciais. Ele ocupa o cargo de ministro dos Direitos Humanos desde janeiro de 2023.

Kanye West é processado por ex-assistente vítima de assédio sexual e demissão injusta

Na última segunda, o rapper, compositor e designer norte- americano Kanye West, também conhecido como Ye foi processado por sua ex-assistente. A denúncia em questão é de assédio sexual e de demissão injusta. Segundo informações do TMZ, a ex-assistente é Lauren Pisciotta, que entrou com a ação contra o cantor no último dia três, segunda-feira. 

Depoimento da vítima

Lauren deu detalhes de como começou a trabalhar com o artista e como o assédio acontecia. A ex-funcionária relatou que antes de assumir o cargo de assistente ela trabalhava como criadora de conteúdo na plataforma do OnlyFans e ganhava mais de 1 milhão de dólares por ano (cerca de 5,5 milhões de reais). Porém, ao começar a trabalhar com o cantor, o mesmo pediu que ela excluísse a conta na plataforma, prometendo pagar um salário de 1 milhão de dólares por ano para que a mesma fosse sua assistente. E assim, Lauren aceitou a proposta e começou a trabalhar no cargo. 

Pisciotta contou que após deixar o trabalho na plataforma e apagá-la, os assédios começaram. O assédio sexual acontecia por meio de mensagens de texto e telefonemas. Kanye West dizia nas mensagens “Meu problema é que eu quero transar, mas depois disso, eu quero que a garota me diga o quanto ela foi f*dida enquanto eu estou transando com ela.”. Além disso, Kanye se masturbava em ligações telefônicas ao conversar com a assistente. E ainda perguntava se Lauren podia ouvir ou saber o que ele estava fazendo no momento. Além disso, a vítima supostamente também recebia vídeos e fotos sexuais do chef, que incluíam o mesmo fazendo atividades sexuais explícitas. 

Em relação a demissão injusta, Lauren também contou detalhes. A jovem contou que em certo momento foi promovida e passou a ganhar um salário de 4 milhões por ano. Porém, ao ser demitida sem justa causa mediante indenização deveria ter recebido o valor de 16 milhões de reais. Todavia, Pisciotta nunca recebeu a indenização da demissão que aconteceu em outubro de 2022.  


Kanye West (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Arnold Jerocki)


Donda Academy

Além de tudo isso, Kanye já enfrenta diversas outras questões com a justiça e já teve outras polêmicas nos últimos anos. Além do processo de assédio sexual e demissão injusta feito por Lauren, a Donda Academy, escola criada pelo artista também já sofreu acusações e denúncias. Benjamin Deshon, um ex-funcionário que trabalhava na Donda Academy afirma ter sofrido racismo no ambiente de trabalho. Em seu relator, ele conta que Kanye repreendia os funcionários negros com frequência, o que não acontecia com os brancos. E que até mesmo foi criticado e ridicularizado por usar dreads. 

David Copperfield é acusado de assédio sexual por 16 mulheres

O mágico e ilusionista estadunidense David Copperfield foi acusado de assédio e má conduta sexual por 16 mulheres. Uma reportagem, na qual as vítimas contam suas histórias, foi publicada pelo jornal The Guardian nesta quarta-feira (15).

Múltiplas acusações

A publicação do veículo relata uma série de acusações contra Copperfield feitas ao longo de quatro décadas, de 1980 a 2014. De acordo com a reportagem, metade das vítimas eram menores de idade na época em que foram violentadas e, na maioria dos casos, as jovens foram escolhidas para participarem do espetáculo do ilusionista.

Após realizar investigações no território norte-americano e colher informações de mais de cem pessoas, o The Guardian teve acesse a documento oficiais de tribunais e investigações policiais. Neles, foram descobertas as acusações mais graves contra Copperfield, de três mulheres que dizem terem sido drogadas pelo mágico antes de terem relação sexual, o que lhes impediu um completo consentimento da ação.


David Copperfield em uma das noites de suas apresentações (Foto: reprodução/Instagram/@copperfield)

Uma das mulheres que acusou o ilusionista de drogá-la é uma modelo, que diz também ter sido agredida por ele na época, quando tinha 17 anos, expõe o The Guardian. Outra jovem relatou ter sido estuprada por Copperfield na ilha particular do mágico. Em resposta, ele a acusou de tentar extorqui-lo.

Diversas outras mulheres, de acordo com o veículo, expuseram que o ilusionista as apalpava quando eram escolhidas para participarem dos shows. Também foi comentado pelas vítimas que Copperfield prometeu ajudá-las em suas carreiras de modelo e/ou no entretenimento.

Negação

A defesa de Copperfield nega todas as acusações. Seus advogados afirmaram que o ilusionista “nunca, jamais agiu de forma inadequada com ninguém, muito menos com menores de idade”. Alguns dos ex-assistentes do mágico também disseram que ele tinha interesse em garotas mais jovens e que estava sempre interagindo com elas durante suas apresentações.

Ator de “Round 6”, Oh Yeong-su, é condenado a prisão por assédio sexual  

Nesta sexta-feira (15), o ator conhecido pelo seu papel em “Round 6”, original da Netflix, Oh Yeong-su foi condenado a oito meses de prisão por má conduta sexual. Segundo o jornal The New York Times, o ator de 79 anos deve passar dois anos em liberdade condicional e realizar um programa de 40 horas sobre violência sexual. 

Reabertura do caso 

A condenação foi pelo Tribunal Distrital de Seongnam, localizada a 20 quilômetros de Seul, capital da Coreia do Sul. De acordo com o site de notícias Yonhap, o caso ocorreu em 2017 quando o ator abraçou e beijou o roste de uma mulher à força durante a passagem de uma turnê na Coreia do Sul. 

A vítima teria feito a denúncia em dezembro de 2021, mas em abril de 2022 o caso foi encerrado sem acusação ao ator. Poucos meses depois, o Ministério Público de Suwon reabriu o caso que resultou na condenação de Yeong. Desde o início, ator nega todas as acusações. 


O ator na estreia de “Round 6” em Los Angeles, Califórnia em 2022 (Foto: reprodução/ VALERIE MACON/ Getty Images Embed) 


Defesa questiona provas da vítima

Para Yeong a situação seria um mal-entendido, que teria apenas segurado as mãos da mulher para acompanhá-la em um passei em volta de um lago, o ator pediu desculpas para a mulher que o acusou, mas disse que não significa que admite culpa. 

O advogado de defesa do ator deu uma entrevista ao jornal Korea JoongAng Daily questionando as provas apresentadas. “As provas são insuficientes, exceto pelo depoimento da vítima e as evidências que vieram dele. É questionável se seria possível para o acusado realizar esses atos com base no local, a situação e o horário”. Já a juíza do caso, Jeong Yeon-ju, disse a AFP, que os documentos apresentados pela vítima são consistentes e as declarações contém bastante detalhes que só podem ser descritas por alguém que realmente chegou a vivenciá-las. 

Oh Yeong-su, ficou conhecido mundialmente por interpretar Oh II-nam na série “Round 6” que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante em 2022.